sexta-feira, 29 de junho de 2012

Xuxa nua, satanismo... que país é esse? E La Calmon?

Frederico Mendonça de Oliveira

Bem, há quase 72 horas as primeiras páginas dos jornalões exibem grossas besteiras – pra variar, pra não perder o “clima” de boçalidade que propicie a nossa degradação –, entre as quais receitas de sanduíches, bateboca entre ignorantes famosos e, no meio disso, a decisão do STJ mantendo no Google as imagens da chocante Xuxa pelada ou coisa que tal. O que isso nos interessa não interessa: o importante é submeter-nos a porcariada direto. A Globo usa as manhãs há décadas para destruir o mundo infantil. A presença massacrante da Xuxa nos lares funcionando como babá eletrônica pra liberar os pais da responsabilidade de educar ameaçou toda uma geração: usaram milhares de horas corrompendo as mentes infantis para obstar a real vida em família e para que o entretenimento estúpido – e estupidificante – ocupasse o espaço de estudos edificantes. A era Xuxa é na verdade um flagelo para mentes e espíritos, mas abrem-se os caminhos para as forças desagregadoras, tanto quanto se fecham as portas para não funcionarem as engrenagens da evolução. Consumado o estrago irreversível, e lembrando que a ambientação do programa da terrível apresentadora encartava uma dinâmica assemelhada às práticas satanistas via imagens e corrupção visual, veio a manhã falsamente “suavizada” ou “serenada” via Ana Maria Braga, uma sessão diuturna de teores bregas a começar pela própria ANB e seu primarismo esterilizante. O louro josé coroa a cena boçalizante e pontua, com sua figura mísera e suas falas esmerdeadas, um percurso de nulidade imposto às mentes pelas manhãs. Nas salas de espera dos consultórios por todo o Brasil está lá a teleca ligada – claro! – na Globo, enquanto os ovinos balantes brasileiros esperam atendimento e as/os atendentes figuram como seres que sufragam a submissão geral às besteiras daquele “mais você” – que, na verdade, faz você ficar a cada dia menos você. E a brega Braga dá umas risadas meio tronchas, sem energia, mesmo falsas, coisa típica da farsa, do embuste, da fraude. Enter.
Farsa, embuste, fraude: eis o que lançam sobre nós diariamente, eis o que é imposto. Se você não se toca e não se rebela, está fu. Um santo hindu adverte: os que têm condições para se aperfeiçoar – os que não vivem diariamente enfrentando jornadas de trabalho degradantes e ainda se esmagam em ônibus e trens superlotados –, dispondo de tempo e de poder aquisitivo para se munir de material informativo e preparatório para a evolução, se se entregam ao retrocesso através do prazer fácil e da conversão à matéria, terão jogado fora a oportunidade de avanço nesta existência e não a receberão mais a partir da próxima. Terão desativado a si próprios através de entregar suas vidas a Xuxas, AMBregas, Faustões, Gugus,. Ratinhos, BBB, futebol, novelas, filmecos, música miserável dos Telós, breganejos e tudo que compõe a intervenção desagregadora de mentes e espíritos, e serão desativados. Você não é burro: se todos procuram o sucesso sem ver que preço pagarão, e se o sucesso que eles buscam é a glorificação por parte de massas de desmiolados e é alcançável apenas por alguns – que responderão lá em cima por embriagar multidões com o ópio da mediocridade! –, a grande maioria estará frustrada e terá de começar tudo de novo quando se esgotar essa busca. O Tao pergunta: “O sucesso ou a vida?”, isto porque a grande maioria busca o sucesso, esquecendo a vida.. Então é isso: ou você se rebela contra essa merda que lhe enfiam como dieta diária ou você vai pro brejo, meu! Enter.
E aí você está diante dessa imensa montanha de cocô e sabe do que se trata, mas acha que tem que ser “como todos”. Assim nascem a corrupção, a dissolução, a sodomia, tudo. “Ué, se todos roubam, eu roubo também!”, disse aquele ministro do Trabalho do Collor, o primeiro que se estrepou depois de o Brasil viver os anos da ditadura e a fecal e fétida fase Sarney. A besta, o tal do Magri, não teria massa cinzenta suficiente para encartar ética em sua cachimônia. Como um porco, animal que não consegue olhar o céu, ele chafurda no mesmo chiqueiro em que foi colocado, e se iguala aos porcos. Mas muitos são postos em chiqueiros para aprender nesta vida a sair deles, a superá-los. E, desses muitos, uma parte sai por cima, vencendo o cercado e livrando-se da lama. Mas a tendência à degradação é forte, a tentação é fato, difícil de vencer, e a maioria esmagadora embarca na nau do pecado e da regressão, e assim a Humanidade vai pro brejo como está indo de forma assustadora. Você aposta nos que mandam no planeta (que Deus nos deu) e que o destroem diuturnamente atrás de lucro para manter a hegemonia sobre todos nós? Enter final.
La Calmon apareceu de repente dando um chegapralá em suas excelências e sacudindo a roseira do Judiciário – do que não resultou nenhum cheiro de rosas, mas daquele gás sulfídrico identificável pelo seu odor mefítico, oriundo que é das entranhas onde estão encanadas também matérias fecais. Foi um alento, mas o que ficou visto de saldo nisso é que nosso Judiciário e a justiça nada têm em comum. Dias Tofolli é ministro da mais alta instância da Justiça brasileira, mas não passou nos dois concursos que fez para magistrado. E não é só ele o despreparado na casa: tem gente ali que até admite publicamente ser falto do notório saber mínimo para exercer a função que lhes foi confiada. Indicados por bestuntos, claro, como Sarney, FHC, Lula... Então, se Eliana Calmon brilhou ao soltar a cachorrada no meio jurídico, eles já brecaram a coisa. Pelo menos serviu para desnudar a realidade que nos esmaga: nossa Justiça é pra lá de fajuta. Mas Eliana Calmon apareceu em primeiras páginas e em telinhas, tomando alguns minutos do espaço incomensurável concedido a gentuça como Ana Maria Brega, Xuxa, Galisteu e outros exemplos de mediocridade sesquipedal. Meno male... embora passageiro. Mas deixou marcas, especialmente levantou togas... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

http://www.youtube.com/watch?v=HwqhqzN9bVQ&feature=related

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