Estava no facebook, essa titica reunindo comunicação
até evolutiva com intervenções da mais grosseira estupidez, neste segundo caso
vindo a ser explicitação de ignorância e tacanhez em clima de festa e de
“liberou geral”, e topei com uma fala. Não dá nem pra rir ao ver a queda livre
em que está o idioma, a cada dia mais corrompido pela assunção da ignorância
assemelhada a falta de higiene mental. A fala: “Filho é IGUAL PEIDO: a gente só
tolera o nosso”. Quem escreveu essa merda mostra ter assumido ter merda na
cabeça. A turma hoje, aliás, anda falando pelo rabo na maior cara dura...
Ninguém mais se preocupa com a estética no falar, está aberta definitivamente a
alta temporada de escrotofonia. Ou de proctofonia. Sim, o peido de que fala a
mensagem é uma proctofonia, som emitido pelo aparelho excretor, só que neste
caso temos associado à fonia anal os gases de odor mefítico, trazendo a
putridez de dentro das tripas para a “degustação” por olfatos alheios. Não
chega ao padrão da tetrametilenodiamina (C4H12N2), ou da
putrescina (NH2(CH2)4NH2), mas tá bem perto... Bem, prossigamos: “Filho é igual A
peido”, ameba! A preposição é um estorvo para esses anuros azumbizados... e
assim chegaremos ao novo idioma, o Grunês, através de processo de mergulho
radical no abismo da regressão social e humana. Ponto pro PT e pro Lula, reais
arautos dessa tão absurda desgraça... que eles protagonizaram a mil! Enter.
Regras básicas do Grunês: altura, intensidade e sonoridade.
E só. Meio de pronúncia: sons praticamente emitidos através de garganta, boca e
nariz. Não são necessárias letras, palavras, verbos, acentos, nada disso,
embora algum maluco logo vá tentar elaborar a gramática do Grunês. Mas vai
acabar frustrado: uma das regras essenciais na base do Grunês é ser alterado
ininterruptamente. Será a felicidade dos neotrogloditas brasileiros: um idioma
que evolui involuindo. Nada de escrever, também: tudo serão sinais
rudimentares, primitivos. Vai sobrar um resquício, uma vaga lembrança das
letras, e os que prosseguirem usando o Português serão uma irrisória minoria
especializada nisso como existem, hoje, os arqueologistas ou os especialistas
em idiomas mortos ou extintos. O Grunês será, portanto um idioma morto-vivo,
perfeitamente adequado à realidade atual, que mostra deambulando vida a fora como
zumbis mais de 194,9 milhões de energúmenos, reais mortos-vivos. E tem outras
facilidades a considerar no Grunês, e pulo pra outro parágrafo. Enter.
As criaturas que se deformam estupidamente no que empunham a
caneta para escrever não sabem o que fazem. Aliás, como alguém que não sabe
quem é vai poder saber o que quer? Mas é isso: observe a obscenidade que é o
empunhar das canetas esferográficas, como cada mão de cada indivíduo é usada na
forma a mais imprópria e deformadora para o ato de escrever... e a
esferográfica trouxe essa deformidade, encerrando o ciclo da caneta-tinteiro,
que exigia do usuário uma compostura... coisa que hoje perdeu qualquer
significado! Compostura?? Ora, a turma do Grunês gosta mesmo é de expor o rego
interglúteo quando se curva para frente para pegar algo... e assim vai se
erigindo a nova arquitetura social brasileira. O negócio é “quadradinho” – sei
lá o que é isso? – e leklek, Teló, Gustavo Limma ou tudo que represente a
miséria moral e intelectual em que vamos nos atolando tragicamente, desenhando
para um futuro próximo a total derrocada de instituições e significados
sociais, pois já está entrando em cena o culto assumido ao horror social e à
consagração da estupidez. E nisso vêm se empenhando os que ocupam o poder desde
a derrocada da fase militar e a assunção desgraçante e maligna do monstro
Sarney, sendo essa passagem da “retomada do poder civil”, incluindo nela a
morte inexplicável do Tancredo, a maior incógnita política de nossa História.
Você não viu isso, claro, e ficaria do mesmo tamanho se visse, como aconteceu
com grande parte da população desse lugar social e politicamente amaldiçoado, o
tão desventurado Brasil. Enter.
O Grunês será o idioma do caos social que já vivenciamos
hoje, ao sabor de toda uma população transformada em turba ignara em curto
prazo. Só não são seres regressivos nesta hoje horripilante Banânia uns poucos
invasores europeus que puderam evoluir e uma parcela ínfima dos afrodescendentes,
tanto quanto os índios nativos, que, a despeito do massacre sofrido ao longo de
cinco séculos e que sem piedade quase os varreu totalmente deste solo,
resistiram e aí estão na plenitude de sua cultura, seres ultraavançados que
são. O resto, meu, já era, não passa de 194,9 milhões de deserdados de si
mesmos e de tudo. Tudo virou caos: gente estúpida pelas ruas deambulando ao
Deus dará, sem rumo, gado humano, pois. Gado humano ou lembrando seres que
foram humanos um dia, gente dirigindo carros, adorando carros como ícones de
consumo, gado humano deambulando bestamente por todo lado, todos parecem
espectros de gente, gente sem objetivo, subgente perdida atrás de desejos sem
consistência qualquer, e a comunicação tácita entre eles não passa de um
grunhido indagativo: “Hm?”, respondido por outro, igual, indagativo também, ou
por um grunhido afirmativo: “Hû”. E no Grunês haverá a necessidade de gestos
manuais ou corporais em geral, como fazem os bichos. Isso desobrigará os
bananianos quanto a aprender palavras, saber dessas coisas horrenda e
loucamente instituídas que são substantivo, adjetivo, preposição, advérbio,
verbo, essa merda toda que hoje está entrando no limbo do desuso e do
esquecimento coletivo. “Hm?”. Enter final.
Desobrigue-se de tudo, meu. O caos é fato e está instalado
irreversivelmente em sua vida. Esqueça tudo, regras, condutas, posturas,
critérios, tudo! Hoje a lei é o nada, o negócio é o nada, todos vivendo o nada
achando que é o tudo, cada um por si e o diabo por todos. Porque você hoje é soldado
do Anticristo. E nem sabe disso, coitado... e vai por aí a fora levado pela
filosofia do vácuo mental e espiritual, agarrado a desejos e matéria, a culto
do corpo, da putaria desenfreada, da busca de prazeres estúpidos, aí está você.
Eu, não. Estou com o Cristo e longe de tudo isso. E viva Santo Expedito!
Oremos. Bye, babes! “Hû!”