sábado, 19 de janeiro de 2013

O Português dos engravatados e dos sem calça. E o colapso no poder



Quando vimos José Dirceu discursando na tribuna da Câmara quando da força-tarefa pela cassação de Collor, algo pareceu não combinar com algo. A pronúncia do sujeito remetia a interiores caipiras remotos, regiões onde o “nóis vai” e o “vai vim” imperam como sendo a expressão maior da “última flor do Lácio”. O diabo tomou conta de tudo, meu. Não adianta. O que nos consola é gente com senso de humor dizer, quando espoucou o mensalão, que “o que preocupa em Zé Dirceu não são os erros, mas os erres”. É um beira-corgo dos bons, o catrumano. Pé-duro. Mais: a Luciana Gimenez soltou uma fina, digitou a palavra “jeito” com gê. A turma de desocupados caiu de pau nela no facebook, ela veio à imprensa reclamar, disse que tem o direito de errar. Todos temos, ó infeliz, mas não tem essa de reclamar! Erra quem não sabe, claro, e isso já é um passo para a desgraça final que nos ronda e ameaça. O diabo é que hoje ninguém mais sabe. Tanto quanto a pornografia desenfreada como a desses malignos BBB, esse puteiro arrebanhando gente incauta ou gente safada mesmo, que é a grande maioria de nossa gente, o pornoidioma é sintoma apavorante de grave doença social. Hoje o brasileiro comum é um burro assumido, com raras exceções. Pelas bocas dessa população de bocós sai um ectoplasma idiomático semelhante às piores caganeiras, que são o desarranjo de cima pra baixo. A fala dos zumbis do sistema são a caganeira resultante do desarranjo de baixo pra cima. E o pior é que a merda, nesses casos, também está no cérebro... Enter.
Se você quer ver o que é o idioma hoje no Brasil, basta clicar no link abaixo – e rir, claro: chorar é inútil. Veja: http://kibeloco.com.br/categoria/pracas-do-braziu/, e aceite que vamos muito mal! É o Português dos sem calça. Vejam que universo!, é a manifestação de uma periferia atroz! Por mais que sejamos gentis com os pobres seres vazios de tudo que nos cercam por todos os lados hoje – como será o amanhã?? –, temos de parar pra pensar nesse grande hospício tupiniquim, e verificaremos que não há mais como reverter essa miséria que se instalou nos seres, fazendo deles apenas zumbis deambulantes e malfalantes, todos transformados em rudes bonecos consumidores, nada mais. Nada mais! Considere, você que ainda não atinou nisso: não tem mais salvação possível para o modelo que está aí, com essa Dilma sem nada dentro da cabeça à frente de um país de desmiolados e, entre essas duas coisas, um oceano de canalhas ladrões bandidos pulhas filhos da p*ta. O Haiti é menos depravado que aqui. E, como disse um amigo, “a civilização acabou, meu caro! Agora é a barbárie!”. Você duvida? Eu, não. O que pode acontecer em curto prazo é de nos levar a fazer nas calças, mas a macacada deambula pela superfície e pelos ambientes como se nada nos ameaçasse. É o tempo dos cegos enturmados. Você duvida? Eu, não. Basta saber quantos zumbis estão colados no Big Brother, putaria em tempo real via TV. Enter.
A Natureza vem reagindo, porque o sistema que a Humanidade botou pra funcionar desde o século XIX entrou em pane geral no planeta, e tudo se encaminha para um belo colapso fatal. Não pense você que a vibração decorrente da máquina do poder sobre a superfície não gera resultados “químicos” contundentes para o equilíbrio universal: gera sim, e é algo de dimensão e força arrasadoras. Não pense você que um ato sequer de qualquer ser humano caia no vazio. Não: ele entra no conjunto vibratório que é o todo. Se aqui se trabalha no sentido do aperfeiçoamento, o cosmo responderá com o mesmo teor em oposição, ou seja, confirmará sua atuação. Se aqui se busca realização de desejos inferiores e mesmo torpes a qualquer preço, isso retornará. A história de Sodoma e Gomorra é simplesmente a confirmação disso. O tsunami no Japão mostra uma reação da Natureza a um desvio da comunidade japonesa para a adoração da matéria. Você viu no que deu. Agora é a China, outros países também vão sofrendo esse retorno. E isso está apenas começando. Enter.
E a colunista Carla Krefft fala sobre a completa crise de identidade no Congresso e no poder em geral: “O Legislativo brasileiro precisa passar por uma reformulação urgente. Fica clara a necessidade ao examinarmos alguns fatos que já são públicos e que, certamente, causam vergonha ao cidadão brasileiro. Empossar alguém que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal é um desses fatos. É ainda mais vergonhoso quando é sabido que o mesmo tribunal já decidiu pela perda imediata dos mandatos de quem foi condenado. Justificativas como a de que somente o próprio Legislativo pode decidir sobre o mandato parlamentar são, no mínimo, inaceitáveis”. Veja só o que a corrupção generalizada no Brasil pode acarretar de resposta da Natureza! E você pode estar gerando isso, se estiver integrado ao que está aí. Basta acompanhar BBB, novela, estar acorde com o Sistema... pois cuidado! Você pode estar alimentando o tsunami que virá. A coisa é bem mais complexa, mas em síntese é isso. E tem mais merda pro ventilador brazuka. Enter final.
“Autor de um projeto de lei que legaliza a prostituição, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que 60% dos homens do Congresso usam os serviços de prostitutas. A declaração foi feita em entrevista ao portal iG, ao avaliar qual seria a chance de sua proposta ser aprovada, uma vez que o tema é tabu para a maioria dos deputados. ‘Eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros’, disse Wyllys” A bancada evangélica não gostou, quer arquivar a idéia. Desafiam o maluquete a dizer os nomes dos deputados que trocam o óleo com profissionais. Bem, até isso está em pauta no Brizêu. Educação, Saúde, segurança pública, deixa pra lá, meu! Vai ter copa, vai ter circo. E tome energia pra segurar, e o risco do apagão ronda tudo. Mas o pior já aconteceu: o apagão social e moral. Não há mais mentes nem instituições funcionando. A hora soa. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O "exército de asnos" e a desandada banânia



Prossigo investindo contra a boçalidade que impera solta sobre esta malfadada Banânia, e nenhuma palavra de apoiado ou não-apoiado foi lançada desde que iniciei esta prática jornalística. Também nenhuma moção de louvor ou repúdio, nada. É o maligno e arrasador “silêncio dos bons” consolidando a ação dos maus. Mas... que bons serão esses? Serão bons os que calam diante de crimes? Se “silenciar diante de um crime é cometê-lo”, como disse Jose Martí – que você, óbvio, não conhece, e fico na minha: vá ao Google, meu –, os bons não podem ser bons se coparticipam do grande horror que nos devasta. Pois nada! Nenhuma voz senão a dos profissionais que ganham para isso se levanta neste lupanar brazuka contra a desgraceira que se alastra como fogo morro acima ou água morro abaixo. Ou mulher quando “quer”. Por isso o “sistema” gerou o “exército de asnos” e a legião de deserdados que entope o espaço geográfico desta Banânia malfadada pelos deuses. O “festival da besteira que assola o país” de que falava o saudoso Stanislaw Ponte Preta é água de rosas se comparado à enchente de lama e merda que hoje alaga cidades Banânia adentro e assola nossas “vidas”. E um dos sintomas disso está no linguajar azumbizado que ouvimos hoje como sendo a “estética” do fim que nos aguarda e que até já chegou. Vejam o que diz sobre isso o colunista Régis Tadeu, do site (meio pornô light) Yahoo: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/estamos-criando-um-ex%C3%A9rcito-asnos-141417385.html: “E não pense que estou botando toda a culpa por esta situação nas imbecilidades que as pessoas cometem nos ‘facebooks’ e ‘twitters’ da vida. Infelizmente, tanto as escolas e faculdades quanto o mercado de trabalho em geral preferem ter em suas fileiras gente burrinha e obediente, que não tenha autonomia de pensamento, que saiba apenas decorar aquilo que lhe é imposto, sem questionamentos. Com isto, a última coisa que alguém consegue é desenvolver a sua capacidade de raciocínio”. E lá vai meu colega de combate à mente asinina generalizada e parceiro na indignação diante do cocô roliço, brilhante e fumegante que está aí: “Ninguém consegue interpretar fatos, coletar informações, compreender as circunstâncias, selecionar idéias e oferecer um argumento plausível que venha a sustentar uma opinião. Ninguém consegue sequer pensar por si mesmo...”. Tá bom assim, ô meu? Já se ligou no BBB? Enter.
Vejo os zumbis pelas ruas, pelos supermercados, todos imbecilizados e aparentemente tranqüilos. Falam como cafres (na terceira acepção, se você sabe do que estou falando), é “nóis vai lá e depois nóis vorta”, é “pega e traz pra eu”, é um chulo só, e está tudo dentro desses espíritos condenados às trevas e ao forno de que falou o Cristo. Se hoje falamos Português brasileiro e não Latim é algo pra se estudar, ensinavam isso no ensino secundário – ainda existe? – que incluía Gramática Histórica, aquela delícia. Mas vale considerar que o Latim levado por Roma era o idioma do invasor, que esbarrava no idioma do invadido, e isso nem sempre ficava bem resolvido. A coisa foi se alterando até mesmo pelo antagonismo natural de culturas em choque. Mas aqui, nessa esmerdeadíssima Banânia, contra que invasor a macacada resiste idiomaticamente? Só se esse invasor for o próprio idioma, que fica puteando os que querem regredir ao estado de cavernas e árvores e são assediados por pronomes oblíquos quando já ensaiam falar por grunhidos, que maldade com esses filhos de Deus... Não, não é só twitter e facebook: é espírito regressivo mesmo, é preferir o primário, o bastardo, o rasteiro. Aperfeiçoamento dá trabalho, é mais conveniente o atraso, que vem sem esforço. E a santa ignorância, assim, impera geral, vai tomando conta de tudo, a ponto de vermos professores proferindo o já dicionarizável verbo “vim”, símbolo maior da estupidez assumida como escolha existencial na Banânia. Enter.
Não se assuste quando ouvir um político “falar”. Político hoje também merece aspas, por ser a encaração do sudra, do sevandija, do salafrário profissional, do mequetrefe safado, do vivaldino caradura, do velhaco pérfido, do malandro de carreira. Um grande amigo, por sinal maestro, comentou comigo que assistiu aos “discursos de posse” dos novos edis no Arraial das Bagas, onde também me acoito. Revelou que não ouviu uma só palavra trazendo qualquer idéia ou significado. Os caras apenas “bostejaram”, jargão dos militares de Cavalaria para definir quem emite palavras sem idéias ou significados quaisquer. Chega a era do nada e do lixo combinados. É o fim. E Lula é o paradigma disso, um cachaceiro cínico, calhorda e na verdade um agente de uma intervenção que não nos deixam realmente entender a fundo. E ainda tem a Rose, desfrutável mamadora a tiracolo do biltre pra variar de Marisão, a mulher inflável. E ele nhanhava às nossas custas, o patife. Enter final.
“Procurador-geral da República Roberto Gurgel faz suspense e diz que até agora não começou a examinar as acusações do publicitário Marcos Valério contra o ex-presidente Lula”. O abjeto Çilva I, prevendo o afloramento da sujeira toda, está escondido como um rato, é um ser reles, um salafrário! Se ocupou a presidência é porque somos apenas uns cagados de arara! No curso de seus dois mandatos mostrou ser nada além de um espectro de homem, um estafermo! Vai ficando claro que tem muita carne sob esse angu. O Barbosão brilhou nisso porque no que dependeu dele a coisa fedeu. E é isso que temos todos de fazer: arrebentar. Mas “os bons” querem mesmo é carro zero, BBB, novela da Globo, é rabo na poltrona e cornos na TV. E ficar contemplando aqueles depravados se esfregando como cães sob as câmeras da Globo, assim quer a zumbizada brazuka, ó pá!... Pior: os que peitam isso também vão pagar a conta que vem chegando a cada dia mais pesada e salgada. Que tal? Vamos agir, meu?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A besteirada do Niemeyer. E Brasília em colapso



Morreu o arquiteto comuna aos 104 aninhos, e a imprensa, mais perdida que charuto em boca de bêbado, teceu loas vazias e amestradas, quase tudo sem fundamento. Fora a dedada na ferida que o Reynaldo Azevedo soltou em sua coluna, intitulada “Metade gênio, metade idiota” falando sobre a genialidade do arquiteto e criticando as posições dele em relação ao mundo; e fora um estudioso estrangeiro que corroborou em primeira página de jornalão justo as críticas que faço à parafernália formal do arquiteto desajuizado que Niemeyer foi, somente vimos loas vãs a uma vida dedicada a essa coisa abstrusa de misturar arquitetura e comunismo. Se algum arquiteto radicalizou nos extremos conflitantes, esse cara foi o Niemeyer. Ele relativizou ao máximo o conceito arquitetura/homem. Aquela colunata do Alvorada, cacete, que coisa mais não sei quê! Rola entre conhecedores de assuntos aleatórios que as colunas simbolizam a lâmina de lança maçônica, aquela mesma que está no topo dos mastros das bandeiras. Se é isso, é KITSCH. Virou um repositório estapafúrdio em meio a outros ipissilones. Já o Congresso, há décadas percebi tratar-se de inspiração na obra de 1924 Composição K IV, de Lazló Moholy-Nagy, artista integrante da Bauhaus. E agora tem um blogueiro que por ocasião da morte do arquiteto associou – com precisão – as duas obras. Veja em http://fmanha.com.br/blogs/imaginar/category/arquitetuta/ . Então você percebe que hoje ninguém mais sabe de nada. Explico. Enter.
É tudo o resultado do “trabalho” da TV, especialmente da Globo. Entupa durante décadas o interior das residências com lixo do tipo Xuxa, Ana Maria Brega, Faustão, Tela Quente, filmes de animação matinais transmitindo pura violência, novelas, Sessão da Tarde, Trapalhões, Globo Esporte e outras merdas grossas ou ralas do tipo: o resultado é o que está aí. Acabou-se cultura, arte, filosofia, poesia, boa música, tudo. Transformaram essa colônia do Império na Banânia, o mais absurdo país do mundo, só perdendo pros Haitis da vida. Então, despidos que estamos de qualquer valor real, um Niemeyer é apenas uma extravagância que o poder manda você acatar como realidade. Não é. É factóide dos brabos. Na verdade, é o arquiteto dos monstrengos de concreto. Vá a Brasília (os idiotas da imprensa agora andam dizendo “vá À Brasília”, hehe) e observe as coisas com calma. Você verá que algo ali não se realiza, verá que há uma opressão proveniente daquela porcariada toda ela distanciada por estirões de vazio. O Vinícius de Moraes, um estróina dos infernos mas bom poeta, disse ao Tom que “Brasília é uma cidade maluca, não tem esquinas”. Bem, Niemeyer deixou uma parafernália arquitetônica de gosto pra lá de duvidoso e andou dando péssimos exemplos nas escolhas políticas, como, recentemente, dar apoio ao Zé Dirceu – e arrotar ser comunista até entregar o couro às varas. Enter.
E a Banânia surpreende o mundo com tanta insensatez e tanto surrealismo. Você não está tonto, nem lelé, nem tantã, mas vai pra cama e dorme de roncar, mesmo sabendo que o Genoíno, condenado por infringir a lei, volta à Câmara como autor de leis. Entramos no território do absurdo instituído no que a “lei permite” a retomada de ação parlamentar do Genoíno em Brasília. Esse cabra safado deveria já estar a ferros, que vá isso de “transitar em julgado” pra casa do cacete! Ah, cabem recursos, o escambau. Tudo vale para proteger canalhas mesmo que totalmente desmascarados. Segundo o filósofo Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp, “é uma contradição que uma pessoa condenada por infringir a lei seja empossada no Legislativo, na função de legislador”. Óbvio, meu! E tem mais: “É um tapa no rosto da cidadania. Ele foi condenado pela maior e mais alta Corte do país. Ao tomar posse, ele não apenas desobedece acintosamente ao juízo supremo, mas está dando um tapa no rosto de todo cidadão”. Prosseguindo na análise dessa típica aberração brasileira e brasiliense, Romano desabafa: “Perde o próprio Genoino, que deve ter sido mal aconselhado, perde o povo, perde o Parlamento, e perde o PT. Como pode editar leis alguém que foi condenado por não cumprir a lei? A ética não é uma escolha pessoal, uma questão de vontade. A ética é pública e coletiva”. No Brasil, bem? Ra ra ra! Já o professor Luís Flávio Gomes fala de desgaste geral: “Se ele tivesse sido julgado por acidente de trânsito, seria outra coisa. Mas foi um caso de improbidade na administração pública. Não é à toa que o Congresso e o poder político perdem pontos a cada dia”. Gostou, meu? E vai a pergunta: o que têm a ver entre si o Congresso e o povo brasileiro? Enter.
E o Merval Pereira disparou sem piedade: “Transformar a liberdade de expressão e de informação em instrumentos de tortura (Genoíno se diz torturado pela imprensa, o cínico descarado) mostra bem a alma tortuosa desse político equivocado, metido em bandidagens para impor um projeto político ‘popular’ ao país. Assim como entrou pela porta dos fundos da Câmara para tomar posse de um mandato que moralmente já perdeu, Genoino sairá pela porta dos fundos da História direto para a cadeia”. Bem, na cadeia ele já está, mesmo fora de uma cela. É um espectro do que já foi, está ridículo com aquela barba rala e branca aparadinha, posa de esquerdóide amestrado e comportadinho para agradar o poder oculto, que ele sabe existir e não se deixar ver. Junto com ele, outros salafrários de carreira, cafres engravatados vivendo regiamente a nossas custas, “tomaram posse”, voltando a abocanhar as gentilíssimas tetas nessa bacanal política que nos assola sabe-se lá até quando. São eles os já condenados Natan Donadon e Colbert Martins, este até já foi preso. Os prepostos do Donadon até inspecionam a “casa” pra ver se não tem por lá oficiais de justiça ou agentes da PF que lhe possam dar voz de prisão. E aí ele pode entrar... Enter final.
Espero que você tenha digerido legal a comilança e a biritança de festas. Normalmente sobrevêm caganeiras, peidorradas, que palavras!, mas isso normalmente passa. O que não passa é os bandidos ocupando o comando no País. Será que o diabo um dia os carrega e os raios os partem? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Para virarmos hospício... falta pouco



Não só o Brasil, mas o mundo inteiro está entrando num clima de hospício geral. Não é pra menos: 99,9 % dos chamados humanos, hoje muito mais para macacos vestidos ou zumbis que para humanos mesmo, ignoram o que lhes arrebenta com a vida. O projeto dos Conquistadores vai apertando o abraço da cobra, e o mundo vai se mijando e defecando sob o aperto, e logo começarão os fortes estalos dos ossos que se vão quebrando – não podemos esquecer que pelo menos fisicamente somos vertebrados. A quebradeira em âmbito mundial vai gerando coisas jamais imaginadas. Você pode não saber, porque possivelmente vive com o traseiro no sofá e as butucas na TV, mantendo o cérebro em ponto morto, isso depois de trabalhar o dia inteiro para enriquecer pilantras e bandidos. Como, aliás, conseguir pensar, estropiado depois de um dia de luta sempre desigual, com as estruturas materiais e institucionais abaixo da média operacional minimamente suportáveis? Transporte? Caos; habitação? Caos; Saúde? Adeus, Brasil; cultura? Lixo; serviços? Abaixo da crítica; preços? Sempre contra nós; relacionamento social ou familiar? Já era; amor? Hahaha!!! Então a turma se entrega à novela, pra substituir a vida pela ficção, já que os que manejam os cordéis no planeta não dão espaço pra você e eu respirarmos. Saiba, cara: do jeito que as coisas vão, estaremos n’água em curto prazo. Está em curso o golpe de Estado mundial, e parece que é pra muito, muito breve. E eles sabem muito bem o que fazem, e nos odeiam, porque acham que somos uns merdas vivas, pelo menos é o que eles dizem de nós. Você duvida? Bem, é tarde para você descobrir tudo. O jeito é morrer diante da TV. Enter.
A Europa vive um horror de desequilíbrio econômico. Por quê? Porque alguém quer isso e está levando o mundo a essa encruzilhada fatal. Quem vai à Europa hoje vive em engarrafamentos, em restaurantes self service e fast food, tem TV nos cornos de todos, e ninguém se toca de tratar-se de um projeto de burrificação e regressão mental imposta. Pra os cães darem o golpe, é necessário que sejamos todos bestificados, para evitar qualquer resistência. E tudo se encaminha para o desenlace fatal, tudo transformado em caos, tudo coisificado, banalizado, o ódio racial da minoria dominante apertando as tenazes sobre bilhões de bestas, e não há quem detenha isso. Talvez Deus, em Sua infinita sabedoria, esteja nos mostrando que temos culpa no cartório do passado, e está na hora de pagar a dívida. Então o mundo virou isso que você está vendo, e tome lady gaga mostrando bunda e mamá, tome aquela maluca de olho pintado que morreu de overdose de estupidez, tome o profeta da miséria mental Roberto Carlos escrotizando o fim do ano com sua aparição sempre deletéria, tome Beyoncé louvando o demônio Baphomet, tome som miserável infernizando a vida pra todo lado, tome tudo contra nós, e ainda tem gente que critica os que tomam todas pra suportar isso. E até o que até há pouco era um “país padrão” acabou entrando numa decadência assustadora, mostrando a bunda gorda, peluda e branca e as papadas e pneus de hambúrgueres e CocaCola para o mundo perplexo. Isso é o assunto da hora, porque o ideal americano era uma farsa, o american way of life se apoiando numa história recheada de factóides e massacres, vide Wounded Knee e o general Custer e a Sétima Cavalaria, vide as intervenções militares no Exterior. Ninguém mais está em condições de entender essa virada mundial. Enter.
Estão se alastrando por 55 cidades as neofavelas norteamericanas. Grandes áreas planas ou qualquer espaço disponível estão sendo ocupadas por moradores em tendas. Sem luz elétrica, sem esgoto, sem água corrente. Favelas de pano sintético e varas de alumínio. O inferno de repente se materializou dentro do país que difunde o inferno mundo a fora. Que tal? E não passa por sua cabeça que os cidadãos norteamericanos não sejam os que promovem o terror pelo mundo? Não são. Quem manda nos EUA não são os americanos legítimos, é outro tipo de “gente”. E agora, chegado o Terceiro Milênio, sujou: sobrou pro lado mais fraco da corda. A “sociedade americana” faliu, está ruindo como a implosão que jogou embaixo as twin towers e outro prédio (que não foi atingido por porra de avião nenhum) do WT Center. Se quer ver isso mais de perto, veja imagem e texto elucidativo em http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=6799. A economia é o carrasco da “nova civilização”, e não há como deter a sanha dos autores dessa novela de horror, é o começo do fim do mundo sim. Você duvida? Você acha que o calendário maia falava de vir uma horda de demônios dos céus degolando com lâminas de fogo os pobres mortais? Não: ele fala de uma mudança essencial, dentro de tudo e de todos, isso não é cinema nem TV, é uma realidade que não temos como negar. E a concentração de renda vai asfixiando a vida aqui e alhures, o que vemos de cenário social e humano é algo que só podemos chamar de verdadeira loucura. Dentro em pouco não haverá mais espaço urbano pra conter carros, o “ser humano”, ou “as pessoas”, como você achar melhor, virou motorista de veículos, a serviço de veículos, e suas “vidas” viraram isso, e poucos enxergam que estão metidos numa puta enrascada. Enter final.
Adeus, amor, eu vou partir. Não ouço ao longe um clarim, ouço o carnaval temporão tocando um axé diabólico, regressivo, monstruoso, ignóbil, e imagino as bestas “humanas” pulando como trogloditas ensandecidos. Esse 2012 trouxe coisas: STF pegando os do colarinho, Lula soltinho da silva, escândalo extraconjugal do cachaceiro e Rosemary, morrem Niemeyer e dona Canô aos 105, que mais? Só titica, meu. Vamos a 2013: é sempre esperançoso, isso é inerente aos humanos. Só alerto para uma coisa: vem porrada grossa por aí. “’Tá todo mundo louco, oba”, cantou o Sílvio Brito, um profeta meio roqueiro que só compôs isso. Não há como negar. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té 2013, babes!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Apoio a Lula: loucura ou desespero de causa?



“Parlamentares” se mexem no sentido de “salvar a imagem” do ex-presidente aloprado, e a impressão é de que perderam a noção do que seja lucidez ou sensatez. Estão é temendo desabar a casa da mãe joana em que se aboletam e que o tempo do descalabro passe – de alguma forma, pelo menos. Eles não admitem que a opinião pública tenha tirado a venda dos olhos. Eles “acham” que a mídia sob o comando das classes dominantes e a tomada de posição do STF diante da bandalheira lulopetista não passam de “uma armação antidemocrática para denegrir a imagem” do cachaceiro corrupto e instalar o caos onde antes reinava a democracia feliz entre flores e borboletas. Eles “acham” que o Çilva I sofre perseguição pelos que querem macular a imagem de “maior presidente de todos os tempos”.  Pois estão isolados, se borrando, e não estou brincando. Deu no O Globo: “Deputados da bancada do PT na Câmara, com o apoio de vários líderes de partidos da base aliada, promoveram hoje (18) um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um palanque improvisado ao lado do Salão Verde, deputados e militantes fizeram críticas ao que chamaram de ‘oposição golpista’ e a ‘parte da mídia e do Judiciário’ que, segundo eles, querem desconstruir a imagem de Lula e do seu governo”. Uau! Enter.
Esses engravatados ignorantes, fisiológicos cínicos e seguramente corruptos de carteirinha, que se aboletaram nesse dilúvio político na condição de “parlamentares”, acham que o Brasil é como a casa deles. Parecem loucos, pois classificar esse degenerado safado como sendo “o maior presidente de todos os tempos” é como nivelar Deus com Lúcifer. Veja a pérola de pus endurecido: “‘Não são apenas ataques a Lula, mas à democracia e ao país. Lula é um construtor de sonhos e da ética na política. Este país deve muito ao Lula’, disse o vice-líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). O líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também destacou o legado deixado por Lula. ‘Meu absoluto respeito ao, talvez, maior presidente da história do nosso país’, disse Alves”. Sim, um “construtor de sonhos”, só que sonhos dos senhores engravatados que vivem regiamente a nossas custas, quase todos uns ladravazes cínicos e traidores da pátria, sugadores vorazes de tetas do erário, da coisa pública, pivetes engravatados que em geral mal sabem escrever um texto, reles canalhas que agora temem que a Justiça, em processo de reorganização e reestruturação, bata à porta de seus gabinetes escusos, valhacoutos de safardanas calhordas e imorais assumidos. Enter.
Qual oposição porra nenhuma! Você acha que tucanos são o quê? Não passam de entreguistas, traidores da pior espécie, lacaios do capital internacional predatório, humanóides sem nada a apresentar senão suas carantonhas e seus desejos de poder. A propósito, o comentarista Carlos Tautz pergunta em artigo a Joaquim Barbosa se ele vai livrar a tucanada depois de pegar os petralhas: “Joaquim (...), é o caso de perguntar: você usará daqui por diante as prerrogativas de presidente do Supremo para finalmente pautar o julgamento do mensalão dos tucanos, que começou em Minas juntando Valerinho, a banca de sempre e esse despautério que são os financiamentos de campanha? Ô, Joaquim, se liga, viu? Mensalão por mensalão, o dos tucanos, o do PSDB, começou bem antes do que o dos petistas”. E Tautz não cita a reeleição de FHC como sendo o começo da nova era de barganhas escusas se não criminosas. Mas escoiceia a “oposição”, tão fajuta que apenas dá uns empurrõezinhos em coisas já afloradas e ataca de arrombar portas abertas. Ele pergunta: “Será, Joaquim, que você terá tanto fôlego para tocar problema tão profundo, e suas costas lhe darão o refresco necessário para dedicar aos tucanos o mesmo tino justiceiro com que você, acertadamente, fustigou as raposas felpudas do PT, o ex-baluarte da moral e dos bons costumes da política nacional? Não está na hora de também colocar toda sua farta sapiência jurídica a serviço do desmascaramento dessa máfia que corrói o dinheiro público, como é a gangue do cara de pau do Azeredo?”. Enter...
E o asqueroso, pegajoso e repulsivo arauto do Império, aquele FHC digno de um xilindró, não foi citado na cobrança que Tautz faz ao Barbosão. Por quê? Hem? Fica essa pergunta pra você dar uma canseira benigna a seus neurônios e a sua cachimônia – ou bestunto, como quiser – e considerar que o mal não começou pelo degenerado PT, que o Brizola – você conhece? – chamou de “UDN de macacão”, denominação imprópria mas divertida, meio ferina... A propósito, você sabe o que é UDN? Macacão acho que você pode até saber o que é. Mas FHC já deveria estar a ferros de há muito, isto se o cachaceiro reles tivesse um pingo de hombridade e realmente honrasse o que sempre pregou daquela boca torpe pra fora. Fosse o PT a pretensa alternativa histórica prometida pela boca de seu arauto mais manjado, o Çilva I, a primeira medida a partir de primeiro de janeiro de 2002 seria começar a rever as privatizações, e aí federia. Só que o Çilva I era só fantoche a serviço de poderes outros, vide Jogo Duro, do Mário Garnero. Enter final.
E o resto você sabe. Alguém vai pôr a mão no FHC, o Gallochmouth? Duvido. O Tautz espetou o glúteo do Barbosão com essa, e todos esperamos que a coisa já esteja germinando na cuca do ilustre. É remoto, mas possível. A rede Globo não quererá isso, tem tudo sob controle, basta ver que o tucano nº 1 foi à casa do Roberto Marinho em Cabo Frio no reveillon de 94/95 beijar a mão do capo das comunicações nesta Banânia. E basta ver que a Dilma, eleita, foi beijar a mão da Ana Maria Brega naquele safadíssimo Mais Você, com direito a trocar uma idéia com o fecal louro josé. Viu só? Então... deixa pra lá. Aguardemos os fatos e os factóides. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Empresas serão, todas elas, quadrilhas?



Você deve ficar emocionado ou abestalhado quando vê uma empresa como a Cemig dizer que fornece “a melhor energia do Brasil”. Primeiro, sob que critério isso pode ser afirmado? As outras fornecedoras concordam? A Light, do Rio, a CESP, todas elas calam diante dessa afirmação que parece puro cabotinismo, propaganda enganosa? Ou o negócio é não dar atenção a essas coisas e ir em frente tomando no rabo como todo mundo – ou quase todo mundo? E pergunto isso porque estava pesquisando mensagens recebidas e já excluídas, para limpar a caixa postal, quando um pico de energia desligou tudo e logo voltou a energia, e o palhaço de merda aqui teve de esperar a reiniciação do bendito computador pra continuar sua atividade. Esperei, claro que putíssimo da vida por dentro, xingando esses bandidos dos nomes que eles merecem realmente ter, e eis que abri tudo de novo, reabri o que estava começando a ver e... nada de internet: fiquei sem. Enter.
Se essa quadrilha de nome Cemig se diz fornecedora da “melhor energia do Brasil”, gostaria de saber por que ela diariamente dá essa de pico, interrompe o fornecimento e volta um segundo depois. É isso a tal melhor energia? Morei 37 anos fora do arraial onde hoje me acoito, e era raro aturar isso. Nem me lembro de coisas desse tipo, lembro de outras, mas não eram constantes, eram “às vezes”. A gente se sentia menos corno. Tinha outros problemas, claro, falta d’água – que os cariocas escolarizados falavam assim mesmo, com essa aspa viva, tanto quanto se pediam copos d’água; hoje, as bestas pedem “um copo de água; ao me pedirem isso, digo que tenho copos de vidro, de barro, de plástico e de alumínio; de água, não... e os animais nem entendem, ou “entendem” com o rabo... –, inflação desenfreada, uma corrupção que, comparada aos dias de hoje, parecia piadinha de Jardim de Infância, e outras coisas mais. Só que você podia reclamar com alguém se sua conta vinha errada; hoje, tudo vai ficando bem diferente... Enter.
Por exemplo: nos bons tempos da Bossa Nova, naqueles dias em que ainda não nos chegara a praga Roberto Carlos/Rede Globo, coquetel de dois flagelos comparável às piores epidemias – porque esses dois aí matam inoculando seus teores mas deixam os zumbis vagando por aí... e às dezenas e dezenas de milhões, podemos até dizer centenas mais algumas dezenas de milhões. Roberto Carlos e a Rede Globo instituíram a era da indústria dos mortos-vivos –, o telefone era um canal de comunicação entre pessoas físicas e jurídicas, e deu até samba surrealista (“eu já estou desconfiando/ que ela deu meu telefone pra mim”), sem contar que embalava romances consistentes, conduzia lindas trocas de palavras cheias de ternura culta – ou, pelo menos, alfabetizada – e não existiam ainda secretárias estúpidas submetendo-nos a interrogatórios puteantes. Pelo contrário, falar com a secretária de uma empresa tinha até um glamour, elas eram um fator atrativo que esquentava as tarefas com um pré-contato magnético. As empresas eram como o futebol daqueles tempos, tinha arte e gente até lida e portadora de “humanidades” no meio da coisa. não tinham as macacas de hoje, que falam artificialmente como bonecos e são “preparadas” para submeter o idiota que se arrisque a tentar falar com os “chefes” ou os merdas que forem. Exceção para um jornal de Formiga, O Pergaminho, que prima pelo bom atendimento por parte de suas secretárias e funcionários em geral. Mas se tento falar com o Nêumane no Estadão ou com o Faro ou o João Marcos Coelho na Folha, ai de mim!, vou aturar seguramente aquilo de “Quem desejaria?”, me obrigando a me identificar, para depois gloriosamente a voz titica do outro lado dizer: “ELE NÃO SE ENCOUNTRA”. Diante do que, claro, parto pra esculachar: “Ele está precisando de ajuda psicológica?”, e se de lá a asininazinha cair do cavalo dizendo desconcertada que não, eu digo: “Se ele não se encontra, posso ajudá-lo a se encontrar, se achar”. É pra Salvador Dali... Enter.
E assim caminha a “Humanidade”, instituição que me nego a integrar se for isso que vagueia por aí. As empresas vão dominando a vida geral, os homens têm de se submeter a elas pra tudo. Claro, quem as comanda – não só as bestas visíveis atrás de mesas de presidentes ou diretores; aliás, essas bestas só fazem cumprir ordens “de cima”, não são patrões nada, são paus mandados também – sabe muito bem que todas elas juntas estão sob um cockpit que dirige o planeta. Vide a Comissão Trilateral: um lobby de empresas instaladas nos EUA, Europa Ocidental e Japão passou a exercer a condição de “governo mundial”, porque todas elas rezam pelo mesmíssimo credo, e por trás delas está o capital intervencionista que se dinamizou posteriormente sob o conceito de “globalização”. Em suma: uma grande empresa funciona como quadrilha ou gangue detentora de parcela do domínio mundial. Você gostou? Bem, vamos com isso. Enter final.
O mundo já era, e não poderia ser de outra forma. A bestialização promovida pelo governo invisível do complô das empresas – que só pensam em vender, mas na verdade o que fazem é estabelecer um domínio sobre os seres e subjugá-los. Isso é coisa de quadrilha. E quem está no comando desse lobby? Ganha um pirulito azul sabor gabiroba (pode ter, também, a opção de sabor sirigüela) quem responder, no espaço dos comentários, quem manda no lobby mundial das empresas. Não é pra qualquer um responder a isso, até porque a maioria dos zumbis deambulantes submissos mentais ao louro josé e ao biguibróder nem sabem do que estou/estamos falando. Olham pra isso como vacas vendo passar um trem bala. Aliás, resultado da ação desse mesmo lobby: a burrificação é um statu quo a ser imposto, para transformar os católicos em consumidores compulsivos. É a ação da quadrilha mundial das empresas. Mas volto à pergunta: quem manda nesse lobby? É um efeito? Então tem uma causa. Pense nisso. E atenção com sua vida. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os lobos ferozes e a boiada sonolenta. E Niemeyer


A boiada sonolenta é isso que ainda chamamos de “povo brasileiro”, essa piada. De mau gosto, aliás. Ver esse gado humano exibindo sua bovinidade e se multiplicando como insetos e se consolidando como massa de obstrução a qualquer política de evolução social é como sentir o chão desaparecer de sob os pés. Ou como ver desaparecerem os horizontes sob espessa e tenebrosa névoa. Você talvez não entenda essas palavras supostamente cheias de tristeza, mas há de sentir que existe algo que não combina com algo nessa vida em que nos debatemos. Quem enxerga para além da vida material e sabe que a morte é o início do amanhã não teme esse momento dantesco, mas é bastante claro que o quadro atual é de uma morbidez apavorante para os meio lúcidos. Digo “meio lúcidos” porque a maioria dos zumbis que deambulam pela superfície da Banânia têm noção do mundo e da vida, se muito, a partir da matéria. Também pelo fato de TODOS OS SERES vivos e vestidos – alguns não tanto, e não só por luxúria... – existentes dentro das ainda imaginariamente demarcadas fronteiras deste país-quimera, ou país-desastre, serem escravos de TV, twitter (é assim que se escreve isso?), facebook, games, de porcarias de todo tipo, mas especialmente trocando assuntos no nível de titicas e caganifâncias por redes sociais e ovulando de prazer diante das novelas das oito, sempre a mesmíssima merda grossa. Com pode ser considerada lúcida uma pessoa que termina sua semana asininamente diante da globo assistindo a Fantástico? Ou assistindo depois ao filmeco enlatado que fecha a semana dos zumbis? É a vida de gado de que fala o encarquilhado Zé Ramalho da Paraíba, que disse: “Ê ê ê vida de gado! Povo marcado, povo feliz”. “Marcado” significa marcado a ferro em brasa, para identificar o gado, dificultando roubo. Enter.
Se você ainda acha que temos saída adiante, esqueça. Basta ver o seguinte: esse cachaceiro safado que ocupou a presidência posto lá por nós – ou poríamos Serra ou Alkmin, dois tucanos incompententes e privatizadores até, se necessário, da família deles – ainda representava uma esperança de mudança de alguma coisa, pelo menos algo como rever privatizações e iniciar reformas essenciais, que ele tanto arrotou serem necesárias quando ainda caíamos nesse conto petista. Pois foi subir a malfadada rampa e o Çilva I começar a mostrar que nada fechava com nada em relação aos 25 anos de bostejação com que nos envolveu a voz roufenha que até pareceu algo firme e novo. Caiu a máscara desde a posse, com aquela gentuça brega e ignara entupindo a cerimônia de “diplomação”, quando quem tomava posse era quem já mandava desde sempre: tirando a era Getúlio, aqui tudo foi completamente dirigido de fora. E Getúlio acabou dando o rabo à seringa, empunhada por Roosevelt na II Guerra. Mas vale meter a chave de boca nessa porca. Enter.
Pergunta: por que dona Dilma não convocou o Barbosão e o “ministro da Justiça”, mais os chefes militares (ou o civil que agora os “comanda”?) para uma nota à população em cadeia nacional execrando a putaria petista explodida pelo affair Lula/Rose e prometendo uma tomada radical de posição contra o câncer da corrupção que ataca a Pindorama desde Cabral? Já tinha coisas de arrebentar desde 1964 e pareceu chegarmos a uma culminação com miséria do mensalão, e agora aparece mais essa escatologia nas fuças de todos, e o cachaceiro safado é sempre protegido?? Pois é: era a hora certíssima para dona Dilma pegar esse pião na unha... mas parece que não lhe foi permitido, e, ou ela acata as “ordens de fora” ou cai no dia seguinte. E assume o Temer, olha só... É mole? Se ela calcasse nessa tecla, os problemas aumentariam muito pro “governo” dela, essa pasmaceira caótica sem fatos nem atitudes... morô, meu? Pois é: a Banânia tem de continuar Banânia! Enter.
E morre o Niemeyer, e os babaquaras “lamentam”. Lamentar o que, porra?? O cara não tinha mais o que viver aqui, estava em plena decadência biológica, imprestável embora mentalmente ativão, e a zumbizada “lamenta”?? Ora, tinha é que festejar, e muito. Os comunas, que se dizem ateus, deveriam pintar na TV batendo palmas para tão importante saída, todos alegremente aplaudindo a passagem para o nada (comunista é estúpido, não enxerga a imortalidade da alma) deste que foi o “arquiteto do Brasil”. Brasil, aliás, que negaria tanto o cara quanto a obra dele, a julgar pela irresistível tendência arquitetônica brasileira pra construir... favelas. Pensando bem, pra que serve toda aquela Brasília senão para acoitar bandidos e estigmatizar aquelas linhas? De que serve qualquer construção inteligente neste lugar onde o crime e a miséria são muito mais visíveis e impositivos? Bem, o cara se dizia “comunista”, coisa pra loucos. E agora enfrentará Radamanto por outros motivos que não sabemos, embora aquele palácio da Alvorada mereça um zero em concepção dado pelo arquiteto das alturas... e quem estará na comissão de recepção do arquiteto maior do Brasil será Lazló Moholy-Nagy, pedindo “ecad” pela utilização da sua Composição K IV, de que o Oscar tirou o “Congresso Nacional”, hehe. Tem mais: ON disse que “a vida é uma merda, nos condena a desaparecer”. Isso é piada? Enter final.
Valeu, ô bem? Então é. Prosseguindo na babaquarice de lamentar mortes de longevos avançados, veio a notícia ontem da morte aos 91 do pianista Dave Brubeck, um dos pais do cool jazz. Você com certeza não conhece nem o nome, que dirá obra dele. Neste país-lixo, a nova geração nem sabe mais o que é um baião. Merda grossa é isso. Mas ficamos assim: lamentemos titica nenhuma, festejemos! Os caras viveram pra cacete e mudaram algo por aí, têm mais o que fazer pra lá, só espero que o Niemeyer não volte fazendo dupla com o Leandro e que não venha o Brubeck acompanhando os dois ao piano... que desgraça seria isso! E viva Santo expedito! Oremos. Bye, babes...