quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Apoio a Lula: loucura ou desespero de causa?



“Parlamentares” se mexem no sentido de “salvar a imagem” do ex-presidente aloprado, e a impressão é de que perderam a noção do que seja lucidez ou sensatez. Estão é temendo desabar a casa da mãe joana em que se aboletam e que o tempo do descalabro passe – de alguma forma, pelo menos. Eles não admitem que a opinião pública tenha tirado a venda dos olhos. Eles “acham” que a mídia sob o comando das classes dominantes e a tomada de posição do STF diante da bandalheira lulopetista não passam de “uma armação antidemocrática para denegrir a imagem” do cachaceiro corrupto e instalar o caos onde antes reinava a democracia feliz entre flores e borboletas. Eles “acham” que o Çilva I sofre perseguição pelos que querem macular a imagem de “maior presidente de todos os tempos”.  Pois estão isolados, se borrando, e não estou brincando. Deu no O Globo: “Deputados da bancada do PT na Câmara, com o apoio de vários líderes de partidos da base aliada, promoveram hoje (18) um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um palanque improvisado ao lado do Salão Verde, deputados e militantes fizeram críticas ao que chamaram de ‘oposição golpista’ e a ‘parte da mídia e do Judiciário’ que, segundo eles, querem desconstruir a imagem de Lula e do seu governo”. Uau! Enter.
Esses engravatados ignorantes, fisiológicos cínicos e seguramente corruptos de carteirinha, que se aboletaram nesse dilúvio político na condição de “parlamentares”, acham que o Brasil é como a casa deles. Parecem loucos, pois classificar esse degenerado safado como sendo “o maior presidente de todos os tempos” é como nivelar Deus com Lúcifer. Veja a pérola de pus endurecido: “‘Não são apenas ataques a Lula, mas à democracia e ao país. Lula é um construtor de sonhos e da ética na política. Este país deve muito ao Lula’, disse o vice-líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). O líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também destacou o legado deixado por Lula. ‘Meu absoluto respeito ao, talvez, maior presidente da história do nosso país’, disse Alves”. Sim, um “construtor de sonhos”, só que sonhos dos senhores engravatados que vivem regiamente a nossas custas, quase todos uns ladravazes cínicos e traidores da pátria, sugadores vorazes de tetas do erário, da coisa pública, pivetes engravatados que em geral mal sabem escrever um texto, reles canalhas que agora temem que a Justiça, em processo de reorganização e reestruturação, bata à porta de seus gabinetes escusos, valhacoutos de safardanas calhordas e imorais assumidos. Enter.
Qual oposição porra nenhuma! Você acha que tucanos são o quê? Não passam de entreguistas, traidores da pior espécie, lacaios do capital internacional predatório, humanóides sem nada a apresentar senão suas carantonhas e seus desejos de poder. A propósito, o comentarista Carlos Tautz pergunta em artigo a Joaquim Barbosa se ele vai livrar a tucanada depois de pegar os petralhas: “Joaquim (...), é o caso de perguntar: você usará daqui por diante as prerrogativas de presidente do Supremo para finalmente pautar o julgamento do mensalão dos tucanos, que começou em Minas juntando Valerinho, a banca de sempre e esse despautério que são os financiamentos de campanha? Ô, Joaquim, se liga, viu? Mensalão por mensalão, o dos tucanos, o do PSDB, começou bem antes do que o dos petistas”. E Tautz não cita a reeleição de FHC como sendo o começo da nova era de barganhas escusas se não criminosas. Mas escoiceia a “oposição”, tão fajuta que apenas dá uns empurrõezinhos em coisas já afloradas e ataca de arrombar portas abertas. Ele pergunta: “Será, Joaquim, que você terá tanto fôlego para tocar problema tão profundo, e suas costas lhe darão o refresco necessário para dedicar aos tucanos o mesmo tino justiceiro com que você, acertadamente, fustigou as raposas felpudas do PT, o ex-baluarte da moral e dos bons costumes da política nacional? Não está na hora de também colocar toda sua farta sapiência jurídica a serviço do desmascaramento dessa máfia que corrói o dinheiro público, como é a gangue do cara de pau do Azeredo?”. Enter...
E o asqueroso, pegajoso e repulsivo arauto do Império, aquele FHC digno de um xilindró, não foi citado na cobrança que Tautz faz ao Barbosão. Por quê? Hem? Fica essa pergunta pra você dar uma canseira benigna a seus neurônios e a sua cachimônia – ou bestunto, como quiser – e considerar que o mal não começou pelo degenerado PT, que o Brizola – você conhece? – chamou de “UDN de macacão”, denominação imprópria mas divertida, meio ferina... A propósito, você sabe o que é UDN? Macacão acho que você pode até saber o que é. Mas FHC já deveria estar a ferros de há muito, isto se o cachaceiro reles tivesse um pingo de hombridade e realmente honrasse o que sempre pregou daquela boca torpe pra fora. Fosse o PT a pretensa alternativa histórica prometida pela boca de seu arauto mais manjado, o Çilva I, a primeira medida a partir de primeiro de janeiro de 2002 seria começar a rever as privatizações, e aí federia. Só que o Çilva I era só fantoche a serviço de poderes outros, vide Jogo Duro, do Mário Garnero. Enter final.
E o resto você sabe. Alguém vai pôr a mão no FHC, o Gallochmouth? Duvido. O Tautz espetou o glúteo do Barbosão com essa, e todos esperamos que a coisa já esteja germinando na cuca do ilustre. É remoto, mas possível. A rede Globo não quererá isso, tem tudo sob controle, basta ver que o tucano nº 1 foi à casa do Roberto Marinho em Cabo Frio no reveillon de 94/95 beijar a mão do capo das comunicações nesta Banânia. E basta ver que a Dilma, eleita, foi beijar a mão da Ana Maria Brega naquele safadíssimo Mais Você, com direito a trocar uma idéia com o fecal louro josé. Viu só? Então... deixa pra lá. Aguardemos os fatos e os factóides. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Empresas serão, todas elas, quadrilhas?



Você deve ficar emocionado ou abestalhado quando vê uma empresa como a Cemig dizer que fornece “a melhor energia do Brasil”. Primeiro, sob que critério isso pode ser afirmado? As outras fornecedoras concordam? A Light, do Rio, a CESP, todas elas calam diante dessa afirmação que parece puro cabotinismo, propaganda enganosa? Ou o negócio é não dar atenção a essas coisas e ir em frente tomando no rabo como todo mundo – ou quase todo mundo? E pergunto isso porque estava pesquisando mensagens recebidas e já excluídas, para limpar a caixa postal, quando um pico de energia desligou tudo e logo voltou a energia, e o palhaço de merda aqui teve de esperar a reiniciação do bendito computador pra continuar sua atividade. Esperei, claro que putíssimo da vida por dentro, xingando esses bandidos dos nomes que eles merecem realmente ter, e eis que abri tudo de novo, reabri o que estava começando a ver e... nada de internet: fiquei sem. Enter.
Se essa quadrilha de nome Cemig se diz fornecedora da “melhor energia do Brasil”, gostaria de saber por que ela diariamente dá essa de pico, interrompe o fornecimento e volta um segundo depois. É isso a tal melhor energia? Morei 37 anos fora do arraial onde hoje me acoito, e era raro aturar isso. Nem me lembro de coisas desse tipo, lembro de outras, mas não eram constantes, eram “às vezes”. A gente se sentia menos corno. Tinha outros problemas, claro, falta d’água – que os cariocas escolarizados falavam assim mesmo, com essa aspa viva, tanto quanto se pediam copos d’água; hoje, as bestas pedem “um copo de água; ao me pedirem isso, digo que tenho copos de vidro, de barro, de plástico e de alumínio; de água, não... e os animais nem entendem, ou “entendem” com o rabo... –, inflação desenfreada, uma corrupção que, comparada aos dias de hoje, parecia piadinha de Jardim de Infância, e outras coisas mais. Só que você podia reclamar com alguém se sua conta vinha errada; hoje, tudo vai ficando bem diferente... Enter.
Por exemplo: nos bons tempos da Bossa Nova, naqueles dias em que ainda não nos chegara a praga Roberto Carlos/Rede Globo, coquetel de dois flagelos comparável às piores epidemias – porque esses dois aí matam inoculando seus teores mas deixam os zumbis vagando por aí... e às dezenas e dezenas de milhões, podemos até dizer centenas mais algumas dezenas de milhões. Roberto Carlos e a Rede Globo instituíram a era da indústria dos mortos-vivos –, o telefone era um canal de comunicação entre pessoas físicas e jurídicas, e deu até samba surrealista (“eu já estou desconfiando/ que ela deu meu telefone pra mim”), sem contar que embalava romances consistentes, conduzia lindas trocas de palavras cheias de ternura culta – ou, pelo menos, alfabetizada – e não existiam ainda secretárias estúpidas submetendo-nos a interrogatórios puteantes. Pelo contrário, falar com a secretária de uma empresa tinha até um glamour, elas eram um fator atrativo que esquentava as tarefas com um pré-contato magnético. As empresas eram como o futebol daqueles tempos, tinha arte e gente até lida e portadora de “humanidades” no meio da coisa. não tinham as macacas de hoje, que falam artificialmente como bonecos e são “preparadas” para submeter o idiota que se arrisque a tentar falar com os “chefes” ou os merdas que forem. Exceção para um jornal de Formiga, O Pergaminho, que prima pelo bom atendimento por parte de suas secretárias e funcionários em geral. Mas se tento falar com o Nêumane no Estadão ou com o Faro ou o João Marcos Coelho na Folha, ai de mim!, vou aturar seguramente aquilo de “Quem desejaria?”, me obrigando a me identificar, para depois gloriosamente a voz titica do outro lado dizer: “ELE NÃO SE ENCOUNTRA”. Diante do que, claro, parto pra esculachar: “Ele está precisando de ajuda psicológica?”, e se de lá a asininazinha cair do cavalo dizendo desconcertada que não, eu digo: “Se ele não se encontra, posso ajudá-lo a se encontrar, se achar”. É pra Salvador Dali... Enter.
E assim caminha a “Humanidade”, instituição que me nego a integrar se for isso que vagueia por aí. As empresas vão dominando a vida geral, os homens têm de se submeter a elas pra tudo. Claro, quem as comanda – não só as bestas visíveis atrás de mesas de presidentes ou diretores; aliás, essas bestas só fazem cumprir ordens “de cima”, não são patrões nada, são paus mandados também – sabe muito bem que todas elas juntas estão sob um cockpit que dirige o planeta. Vide a Comissão Trilateral: um lobby de empresas instaladas nos EUA, Europa Ocidental e Japão passou a exercer a condição de “governo mundial”, porque todas elas rezam pelo mesmíssimo credo, e por trás delas está o capital intervencionista que se dinamizou posteriormente sob o conceito de “globalização”. Em suma: uma grande empresa funciona como quadrilha ou gangue detentora de parcela do domínio mundial. Você gostou? Bem, vamos com isso. Enter final.
O mundo já era, e não poderia ser de outra forma. A bestialização promovida pelo governo invisível do complô das empresas – que só pensam em vender, mas na verdade o que fazem é estabelecer um domínio sobre os seres e subjugá-los. Isso é coisa de quadrilha. E quem está no comando desse lobby? Ganha um pirulito azul sabor gabiroba (pode ter, também, a opção de sabor sirigüela) quem responder, no espaço dos comentários, quem manda no lobby mundial das empresas. Não é pra qualquer um responder a isso, até porque a maioria dos zumbis deambulantes submissos mentais ao louro josé e ao biguibróder nem sabem do que estou/estamos falando. Olham pra isso como vacas vendo passar um trem bala. Aliás, resultado da ação desse mesmo lobby: a burrificação é um statu quo a ser imposto, para transformar os católicos em consumidores compulsivos. É a ação da quadrilha mundial das empresas. Mas volto à pergunta: quem manda nesse lobby? É um efeito? Então tem uma causa. Pense nisso. E atenção com sua vida. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os lobos ferozes e a boiada sonolenta. E Niemeyer


A boiada sonolenta é isso que ainda chamamos de “povo brasileiro”, essa piada. De mau gosto, aliás. Ver esse gado humano exibindo sua bovinidade e se multiplicando como insetos e se consolidando como massa de obstrução a qualquer política de evolução social é como sentir o chão desaparecer de sob os pés. Ou como ver desaparecerem os horizontes sob espessa e tenebrosa névoa. Você talvez não entenda essas palavras supostamente cheias de tristeza, mas há de sentir que existe algo que não combina com algo nessa vida em que nos debatemos. Quem enxerga para além da vida material e sabe que a morte é o início do amanhã não teme esse momento dantesco, mas é bastante claro que o quadro atual é de uma morbidez apavorante para os meio lúcidos. Digo “meio lúcidos” porque a maioria dos zumbis que deambulam pela superfície da Banânia têm noção do mundo e da vida, se muito, a partir da matéria. Também pelo fato de TODOS OS SERES vivos e vestidos – alguns não tanto, e não só por luxúria... – existentes dentro das ainda imaginariamente demarcadas fronteiras deste país-quimera, ou país-desastre, serem escravos de TV, twitter (é assim que se escreve isso?), facebook, games, de porcarias de todo tipo, mas especialmente trocando assuntos no nível de titicas e caganifâncias por redes sociais e ovulando de prazer diante das novelas das oito, sempre a mesmíssima merda grossa. Com pode ser considerada lúcida uma pessoa que termina sua semana asininamente diante da globo assistindo a Fantástico? Ou assistindo depois ao filmeco enlatado que fecha a semana dos zumbis? É a vida de gado de que fala o encarquilhado Zé Ramalho da Paraíba, que disse: “Ê ê ê vida de gado! Povo marcado, povo feliz”. “Marcado” significa marcado a ferro em brasa, para identificar o gado, dificultando roubo. Enter.
Se você ainda acha que temos saída adiante, esqueça. Basta ver o seguinte: esse cachaceiro safado que ocupou a presidência posto lá por nós – ou poríamos Serra ou Alkmin, dois tucanos incompententes e privatizadores até, se necessário, da família deles – ainda representava uma esperança de mudança de alguma coisa, pelo menos algo como rever privatizações e iniciar reformas essenciais, que ele tanto arrotou serem necesárias quando ainda caíamos nesse conto petista. Pois foi subir a malfadada rampa e o Çilva I começar a mostrar que nada fechava com nada em relação aos 25 anos de bostejação com que nos envolveu a voz roufenha que até pareceu algo firme e novo. Caiu a máscara desde a posse, com aquela gentuça brega e ignara entupindo a cerimônia de “diplomação”, quando quem tomava posse era quem já mandava desde sempre: tirando a era Getúlio, aqui tudo foi completamente dirigido de fora. E Getúlio acabou dando o rabo à seringa, empunhada por Roosevelt na II Guerra. Mas vale meter a chave de boca nessa porca. Enter.
Pergunta: por que dona Dilma não convocou o Barbosão e o “ministro da Justiça”, mais os chefes militares (ou o civil que agora os “comanda”?) para uma nota à população em cadeia nacional execrando a putaria petista explodida pelo affair Lula/Rose e prometendo uma tomada radical de posição contra o câncer da corrupção que ataca a Pindorama desde Cabral? Já tinha coisas de arrebentar desde 1964 e pareceu chegarmos a uma culminação com miséria do mensalão, e agora aparece mais essa escatologia nas fuças de todos, e o cachaceiro safado é sempre protegido?? Pois é: era a hora certíssima para dona Dilma pegar esse pião na unha... mas parece que não lhe foi permitido, e, ou ela acata as “ordens de fora” ou cai no dia seguinte. E assume o Temer, olha só... É mole? Se ela calcasse nessa tecla, os problemas aumentariam muito pro “governo” dela, essa pasmaceira caótica sem fatos nem atitudes... morô, meu? Pois é: a Banânia tem de continuar Banânia! Enter.
E morre o Niemeyer, e os babaquaras “lamentam”. Lamentar o que, porra?? O cara não tinha mais o que viver aqui, estava em plena decadência biológica, imprestável embora mentalmente ativão, e a zumbizada “lamenta”?? Ora, tinha é que festejar, e muito. Os comunas, que se dizem ateus, deveriam pintar na TV batendo palmas para tão importante saída, todos alegremente aplaudindo a passagem para o nada (comunista é estúpido, não enxerga a imortalidade da alma) deste que foi o “arquiteto do Brasil”. Brasil, aliás, que negaria tanto o cara quanto a obra dele, a julgar pela irresistível tendência arquitetônica brasileira pra construir... favelas. Pensando bem, pra que serve toda aquela Brasília senão para acoitar bandidos e estigmatizar aquelas linhas? De que serve qualquer construção inteligente neste lugar onde o crime e a miséria são muito mais visíveis e impositivos? Bem, o cara se dizia “comunista”, coisa pra loucos. E agora enfrentará Radamanto por outros motivos que não sabemos, embora aquele palácio da Alvorada mereça um zero em concepção dado pelo arquiteto das alturas... e quem estará na comissão de recepção do arquiteto maior do Brasil será Lazló Moholy-Nagy, pedindo “ecad” pela utilização da sua Composição K IV, de que o Oscar tirou o “Congresso Nacional”, hehe. Tem mais: ON disse que “a vida é uma merda, nos condena a desaparecer”. Isso é piada? Enter final.
Valeu, ô bem? Então é. Prosseguindo na babaquarice de lamentar mortes de longevos avançados, veio a notícia ontem da morte aos 91 do pianista Dave Brubeck, um dos pais do cool jazz. Você com certeza não conhece nem o nome, que dirá obra dele. Neste país-lixo, a nova geração nem sabe mais o que é um baião. Merda grossa é isso. Mas ficamos assim: lamentemos titica nenhuma, festejemos! Os caras viveram pra cacete e mudaram algo por aí, têm mais o que fazer pra lá, só espero que o Niemeyer não volte fazendo dupla com o Leandro e que não venha o Brubeck acompanhando os dois ao piano... que desgraça seria isso! E viva Santo expedito! Oremos. Bye, babes... 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Estaremos perto do Armagedon, de Sodoma e Gomorra???

Os costumes vão entrando em queda livre. As primeiras páginas dos jornalões, as TVs e as revistinhas do Sistema não param de mostrar a despencada geral dos hábitos do que ainda chamam de seres humanos, e a coisa vai ficando cada vez pior, em progressão geométrica e aceleração exponencial. Nesta semana, todas as primeiras páginas da grande imprensa mostraram uma mulher tomando banho de mar nua na praia do Flamengo, no Rio, e as reportagens ainda encartavam várias notícias de trepadas a céu aberto nas areias do litoral carioca. O que você acha? Isso é avanço ou retrocesso? A pergunta é: e se essa moda pega, e os banhistas resolvem partir pra sexo aberto em praias e se generalizar a suruba geral? Já pensou numa suruba envolvendo toda a orla do Rio? Pode? Bem, existem leis sobre atentado ao pudor... mas o que seria pudor nesses dias de podridão generalizada tomando simplesmente tudo em nossas vidas? Você acha que ainda existe alguma reserva moral num “país” governado pela Rede Globo? A macacada brasilis quer mesmo é Avenida Brasil, todos jogando suas vidas no lixo naquele estilo de rabo na poltrona e fuças na TV. Afinal, Nina e Carminha – não escapei de saber esses nomes de merda – são mais importantes que o futuro dos seres e do Brasil, lupanar miserável e depravado. Então é a hora de generalizar a suruba. Vamos tirar a roupa na praia, animais! Isso já tinha começado desde a invenção do biquini... que na verdade só esconde hoje pelinhos pubianos raros e, claro, os bicos dos mamilos, porque é fundamental estar todo o resto exposto, como a bunda, toda de fora desde a invenção genial do fio dental... e é o caso de pensar em nossas mães, em como ficariam elas expondo suas belezas e patrimônios em público, f*-se o decoro. Enter. Não sou moralista, porque não sou otário, mas tenho minha mãe como referência. Putaria não é antônimo de moralismo, é antônimo de adequação. O que vale é dizer que amor é pra quatro paredes. Isso de trepar em público é pra cachorro, esse bicho escroto que agora, junto com o carro, simboliza o fim da civilização. Se você é pai, pense em sua filha transando no meio da rua, como se fosse uma cadela. Acha bonito? O que tem educação a ver com isso? Seria como dizia a Gal naquele disco de 1970, “A cultura, a civilização, elas que se danem!”? Pois é. Vamos despencando irremediavelmente no tempo da dissolução de costumes, e isso parece inevitável, porque faz parte de um esquema minuciosamente planejado. Os que promovem e provocam cientificamente essa degenerescência estão em completa oposição a ela, sabem que assim serão alçados ao poder mundial em curto prazo: degenerando “os outros”, Sacou? Só existe uma saída: Deus chegar primeiro... Enter. E vai uma nova pra você: “O clima no Paddy Murphy's Irish Pub & Restaurant, em Orlando (Flórida, EUA), esquentou entre Jeremie Calo e Tiffani Lynn Barganier. De carícias comportadas, a coisa evoluiu rapidamente, e os dois logo estavam fazendo sexo sobre uma mesa do restaurante, que estava lotado – incluindo crianças. A polícia foi chamada, mas, como nenhum cliente quis prestar queixa formal, os dois não puderam ser indiciados por atentado ao pudor, de acordo com o site Click Orlando. Jeremie só se complicou porque brigou com o gerente e se recusou a pagar a conta de 101 dólares (205 reais). O exibido foi levado para uma delegacia e, depois, liberado. Ele e Tiffani estão proibidos de aparecer no restaurante por um ano”. Poderia ser por um século, você não acha? Ou você ficaria, como disse um vizinho simiesco aqui do arraial, “com vontade”, ao vê-los trepando? Volto a perguntar: já pensou se essa moda pega e os restaurantes passarem a propiciar surubas e trepadas sobre as mesas? Não é instigante questionar isso? Pois enter. Aqui no Arraial das Bagas os sinais do fim dos tempos são gritantes. Os três poderes deste aglomerado de boçais estão em franca sintonia com o que você leu acima. A putaria come solta, entre uma sentença e um decreto. Você duvida? Pois venha constatar de perto nestas montanhas, você verá que não é preciso ter praia pra trepar e ficar nu. Isso aqui é um arraial remoto, mas em termos de crime, corrupção e putaria nada deve a nenhum grande centro. E segue a política de Brasília, porque os bandidos poderosos daqui estão também a salvo da lei. Em Brasília é o que se segue, leia só: “O comentarista Silvio Miguel Gomes envia matéria do site Consultor Jurídico, revelando que os réus do mensalão não serão presos de imediato e poderão recorrer em liberdade se condenados. As acusações são de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Se condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, não serão detidos ou algemados logo após o julgamento”. E tem mais: ‘A regra é não ser preso. A culpa só fica formada depois que não cabe mais recurso’, afirma o ministro Marco Aurélio Mello. ‘Depois da publicação do acórdão, a defesa ainda poderá ingressar com Embargo de Declaração, apontando obscuridade, contradição ou omissão’. O recurso a que se refere o ministro, chamado embargo de declaração, é feito ao próprio STF e pode levar anos para ser analisado”. Você apreciou? Saboreou a sua impotência e está contemplando seu diploma de otário pendurado na parede? Enter final. “O caminho do nada”, por Carlos Newton: “Os dirigentes da CPI do Cachoeira anunciaram a intenção mas não conseguiram esta semana, nem vão conseguir, porque não querem, as 171 assinaturas de deputados e 21 de senadores para prorrogar seus trabalhos depois de 4 de novembro. Mesmo que por milagre as assinaturas brotassem no asfalto, o resultado seria o mesmo: a CPI morreu. Falta ser sepultada. Depois de tantos meses reunida chegou onde pretendiam seus inspiradores: ao nada”. E Avenida Brasil hipnotiza a brazucada, o negócio agora é trepar a céu aberto e tirar a roupa na rua ou na praia. Posso dizer sem medo que meu reino não é desse mundo... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Um país que não é país e, pior: sem notícias

“Tim Blanks (Style.com) lança perfume no restaurante Brasil À Gosto, em SP”. Você deveria saber disso, claro, porque você VIVE a realidade brasileira e não é como eu, um eremita dentro dessa selva abjeta. Eu nunca ouvi falar desse tipo, mas acredito que deve viver às voltas com preferências dessas bestas que deambulam pelo topo do mundo consumindo porcarias pra encher suas vidas sem qualquer sentido. Pois saiu na primeirona do Estadão que ele vai lançar um perfume num restaurante. Perfume todos nós lançamos, com ou sem odor, com ou sem ruído. Ele também. A Gisele Bündchen também lança seus perfumes, até mesmo enquanto desfila. Ou você acha que modelos não fazem pum? Sim, fazem sim, e até nas passarelas. Podem ser até poderosos, podem ser fétidos, podem ser daqueles finiiiiiiiiiinhos que saem compridinhos por entre as douradas preguinhas dessas criaturas que só diferem de cavalos de raça porque têm um neurônio a mais, aquele que as impede de fazer totô na passarela. E falei em lançar perfumes porque o primeiro futum já apareceu no título da matéria no Estadão: aquele A não tem crase, estúpidos! Eis aí o peido que vocês soltam bem na cara do leitor decente e higiênico para com o idioma. E é dos fedidos... Essa titica de jornal não tem revisor, não?? E vocês contratam estúpidos para fazer títulos com erros em nível dos que ocorrem em puteiros? Enter. Boçais! Além de isso valer como notícia só para mentecaptos de carteirinha, ainda metem matéria fecal no título! Mas é isso: tem uma atriz aí, e isso foi “notícia” de primeira página não sei em que titica de jornalão, que apareceu numa festa com vestido transparente. Deve ser daquelas que têm quase nada de pelos pubianos. O nome dela: Nanda Costa. Eu nem conhecia a criatura, embora conhecer esse tipo de gente seja tão edificante como tomar uma coca-cola: só resulta em arroto. E como ela nada tem a dizer, basta você ter um pouquinho de criatividade e humor para tirar o ene do prenome da figura e colocá-lo entre o "o" e o esse do sobrenome. Fica bom: “nada consta”. Se você perguntar sobre teores dentro daquela mente, poderei dizer: nada consta. E assim vai “nossa imprensa”, com gente dizendo asneiras o tempo todo, todos errando estupidamente em vírgula, crase, todos repetindo como papagaios o que os donos da mídia mandam, todos acreditando que o que têm na cabeça é algo diferente de merda. Comecei a fazer um glossário de erros de imprensa em primeira página e desisti. Onde iria terminar isso? Nuuuuuuuuuunca, e em lugar nenhum! A profusão de erros estúpidos é tal que não há obra que comporte... Enter. Ah!, mas você deve estar dizendo que agora a coisa mudou, porque a “notícia” do momento é a condenação dos mensaleiros, ora viva. Não seja burro, meu! Em que lugar do mundo prender bandidos que roubam o erário é notícia? Notícia é eles não serem presos! Notícia é Maluf, Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros e outros canalhas juramentados estarem no poder, notícia é esses depravados profissionais não estarem presos! O papo da Papuda não está cheio, e parece que os condenados do Mensalão não vão enchê-lo. Estariam propensos a fazer uma visitinha às dependências da penitenciária, mas por que mantê-los lá se durante tantos anos eles se acostumaram a viver às nossas expensas como nababos e se nunca os admoestamos de forma clara e contundente? Você acha que esses caras vão ser tão duramente mal tratados por nós, logo eles, que até já saíram na revista Caras exibindo suas caras de bunda, até no show daquele pianista que não está nem aí pra ética do PT ou qualquer tipo de ética? Você acha que aqueles moços tão gentis serão humilhados com aturar um xilindró? Por falar nisso, você sabe o que significa xilindró? Bem, os dicionários se escondem sob “origem obscura”, mas eu revelo, porque eu sei: xilindró é uma graciosa e debochada maneira de falar nas grades, que são em formato de cilindros. A burrice e até mesmo a ignorância atingem até os dicionaristas... mas voltemos. Enquanto se derem diariamente nas capas da grande imprensa notícias que não são notícias, essa josta não anda. Viveremos o mundinho do faz de conta e de era uma vez. A Banânia vai ficar nisso ou até piorar se os mensaleiros forem “guardados” no xilindró. E é assim porque, enquanto eles determinam que ocorra o julgamento e façam com que o julgamento se arraste pelo tempo hábil, eles trabalham para minar profundamente outras coisas essenciais. E o que parecia um avanço acaba resultando em tremendo retrocesso. Enter. Já estão na cadeia? Não. Quando vão ter em volta dos pulsos as pulseiras indesejáveis para quem quer que seja? Quando será expedida a ordem de prisão? Será que haverá fuga de algum deles? Pois bem: foram condenados; e agora? Quem leva em cana? Vão entrar no camburão? Vão ser protegidos de algum episódio de fúria popular? Terão regime fechado, semiaberto ou aberto, ou ficarão aí zanzando como o chefe deles, aquele depravado imundo que ainda ousa abrir em público aquela boca realmente merecedora de um projétil de fuzil? É, os juízes do STF cumpriram seu papel. Agora os caras não estão sob algum tipo de poder que os mantenha à disposição do instituto que aplique a pena? Onde estão neste momento? Em casa? No diretório nacional dos Ptelhos deliberando sobre o que vão fazer para que a Justiça passe a ser algo que atenda aos interesses e conceitos deles? Para que a Justiça atenda aos interesses deles? Bem, tire suas conclusões, porque parece que algo malparou nessa história – aliás sem algemas, pra começo de conversa. Enter final. Você gostou destas linhas? Do que exatamente você gostou? Da abordagem filosófica sobre lançamento de perfumes? Do punzinho finiiiiiiiiiiiiiinho e longo que escapa por entre as douradas pregas das modelos? Acho que sua preferência foi essa. Porque escrever algo tem que virar notícia de alguma maneira, né? E pum sempre é notícia... Veja o anúncio do Luftal. E ficamos assim por agora. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mensalão e Cachoeira: o retrato da Banânia

De cima de minhas tamancas de pinho vulgar posso dizer que os letrados vão morrendo aos poucos, enquanto a legião de seres atrasados cresce em progressão geométrica incontrolável. É a turma da porcariada, que hoje entope lojas e ruas dos centros de capitais e cidades em geral procurando consumir caganifâncias ilusórias, compensando frustrações da infância como pedir um brinquedo e os pais não poderem dar, ao passo que outras crianças exibiam suas prendas humilhando os descamisados. Enquanto cresce assustadoramente uma população que jamais alcançará educação e cultura e por isso seja condenada a viver à margem do que seria vida decente, diminuem os que falam o infinitivo do verbo VIR. A turma do “pode vim”, do “vai vim” e do “vô vim” vai consagrando sua escatologia mental e espiritual, e corromper o idioma é uma vingança natural. Os desgraçados do infinitivo “vim” entendem que a desgraça é o normal, e tratam de difundi-la. O Cazuza, segundo me contaram pessoas próximas dele, quando já sabendo estar com Aids, ia pra casas de surubas gay em São Paulo pra transmitir o vírus. Parece inacreditável, mas tem gente que garante que foi assim. E que fazer? Cantar um tango argentino? Enter. Os patifes do mensalão, os engravatados que o farsante asqueroso classificou de picaretas durante os anos noventa, estão em apuros, isto porque Deus mandou um fiat justitia em cima dessa corja, e agora assistimos ao que sempre deveria ter rolado: pau nos vagabundos safados que não se vexam de viver às nossas custas para fazerem porra nenhuma. Então foi preciso aparecer um escureba irado para com o nhenhenhém dos togados do Supremo, com seus divinizados ministros sempre bostejando em juridiquês isso e aquilo, e nada acontecendo. O Barbosão praticamente chamou aqueles moluscos às falas, como quem diz: “Vamos parar de mariquices e pegar no pesado, seus molengas da pá virada!”. Pá virada significa inutilidade, gente que se encosta na vida e não batalha, não trabalha, não busca. Assim é Brasília, a terra da pá virada, dos pás viradas, e o Barbosão não assumiu aquela toga pra viver de posar sorrindo pra fotos gentis como o recém-aposentado César Peluso, que se derrete perante câmeras. E, ironia da vida, ele virou a estrela naquela boca até há pouco tempo duvidosa como instituição viva e operante. O STF mais parecia um espaço acima dos mortais – e não é pra duvidar de uma suprema corte que tenha um Nelson Jobim, pilantra entreguista e descarado, como presidente??? –, um ninho de seres ungidos por Deus e de costas viradas para as vicissitudes humanas. Pô nenhuma, irmão! O Barbosão “sacudiu as purga” no pedaço, e sacudiu o Brasil com um peidaço que há muito queríamos ver liberado daquelas entranhas. Enter. Enquanto isso, o Cachoeira vai se desguiando, se escafedendo, com a CPI esvaziada, quase esquecida, se é que não vai ser mesmo engavetada nas suas e minhas fuças. O esquema do bandidão é conhecido de todos, mas o caldo tende a esfriar, uma vez que o ET Demóstenes Torres foi devidamente defenestrado, fazendo um papel que não queria para si jamais: boi de piranha. E assim vai a Banânia se desmilingüindo, aos poucos, considerando que sair do desconcerto histórico em que nos meteram não ocorrerá jamais. Você acha que o samba volta? Que o breganejo e o pagode esmerdeador e o axé vão ser extintos em nome de nossa grandeza? Você acha que o funk vai sair do Rio, que a beleza cultural e artística vai ser reativada? Bem, há quem creia em milagres, mas isso não vai rolar mais: o que ocorrerá é a degenerescência programada pelas mãos invisíveis avançando a conta gotas, dando uma pioradinha a cada segundo, a cada minuto, cada hora, de forma inexorável e sem possibilidade de reversão. Enter. Até me buzinou a cuca sobre essa coisa do mensalão: esse julgamento está sendo oferecido ao povão para desagravá-lo e, de repente, mais uma vez tapeá-lo. Coisas muito mais graves vão avançando sem que nem saibamos dela, tudo ocultado que está de nossas vistas. Cadê, por exemplo, os responsáveis pela explosão de Alcântara? Cadê, outrossim (cacete, que palavra!), o pinguço, que deveria estar enquadrado nos crimes agora julgados no STF? Cadê os responsáveis pela morte do Toninho do PT e do Celso Daniel? Cadê nosso nióbio? Cadê nossa metalurgia, que não aparece nunca? E cadê nossa tecnologia, já que, só pra exemplificar, não temos celulares com tecnologia nacional? E por que a Embraer não fabrica os caças de que necessitamos, acabando com essa merda de comprar jatos estrangeiros, se somos a terceira potência mundial em tecnologia aeroespacial? Quer dizer: botar canalhas na cadeia é obrigação mais elementar da nossa Justiça. Então o julgamento dos mensaleiros acontece de repente, mas chega tarde e só faz punir um punhadinho... e as mazelas da Banânia continuam aí, e prosseguimos chupando dedo. Enter final. O Christovam Buarque veio ao arraial em que me acoito há quase três décadas e proferiu uma palestra sobre seu projeto de Educação para o Brasil; antes de começar o lero, foi tocado o Hino Nacional no PA da sala de palestras, e todos se levantaram pra, no máximo, murmurar aquela inana. Pois não me levantei. Não prestigio ondas furadas. Se não há mais nação, por que iria eu reverenciar aqueles versos barrocos e fantasiosos? É como ver crucifixos em paredes de bancos: os vendilhões operando nosso rico dinheirinho sob a égide do Cristo??? Ora, essa não! Comigo não, violão! Ah!, e a palestra? Lá vai: uma fala coerente mas utópica. Os intervencionistas infiltrados em tudo na Banânia jamais permitirão nossa emancipação. É até melancólico achar que vamos um dia renascer dessa desgraça programada pelos algozes da Humanidade. Mas o senador tem que ganhar seu troco, se manter nas cabeças, prosseguir em sua estratosfera, que ninguém é de ferro. É um vidão, o que ele enfrenta: viajar por aí expondo suas idéias e com isso perenizar sua presença nas cabeças. E viva Santo Expedito! Oremos. Ciao, babes!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A gracinha que é nossa Banânia

Você está “filiz”? Eu, não. Embora esteja vivendo a grata constatação de que consegui realizar tudo que pretendi pelo bem de todos e felicidade geral da “nação” – e para desespero dos que lutaram loucamente para impedir tamanha vitória –, vivo a frustração dos legalistas: choro diante de meu país estraçalhado sob o binômio corrupção-miséria, dói ver minha gente se multiplicando sem noção do que seja o país em que nascem e crescem em condição de zumbis sem horizontes. Vivo a sensação da derrota nesta vida, no que tange a meu sentimento de irmandade com meus compatriotas. Vivo o horror de ver destruído o sonho de progresso humano e social neste lugar onde hoje deveria vicejar uma Pátria livre e soberana. A Pátria virou fumaça, foi pro saco, e em seu lugar subvive uma população que só conhece sofrimento, miséria, desgraças e incerteza total. O crime é hoje parte integrante do corpo disso a que ainda chamamos Brasil. No passado, era uma presença indesejável, era um acidente em nossa história, uma ferida pequena em um grande corpo; hoje é um mal que até mesmo define o rumo desse corpo. Como ficar feliz vendo tanto horror? Se Castro Alves falou: “Senhor Deus dos desgraçados/ dizei a nós, senhor Deus/ se é verdade ou é mentira/ tanto horror perante os céus!”, você vai dizer que seus conterrâneos que se forniquem e que, se a farinha é pouca, o que importa é o seu pirão primeiro? Esta é a lei de gérson, o individualismo escroto do salve-se quem puder. E o salve-se quem puder obriga ao estabelecimento da lei da selva e do mundo cão. É possível para qualquer ser dotado de um mínimo de sensibilidade calar diante disso ou simplesmente conviver com isso como sendo “assim mesmo”, virando pro lado e dormindo? Pode ser, caso contrário isso não estaria assim tão consolidado como etapa histórica definida. Mas calar diante de um crime é cometê-lo, disse o líder cubano José Marti quando Fidel ainda estava de gatinhas. O que você acha? Enter. E temos uma ilustração para essas palavras doloridas. Deu no Cláudio Humberto: “Às moscas – Em recesso branco devido às eleições, a Câmara sequer reuniu um décimo dos deputados esta semana, número necessário para que a sessão conte como prazo para a votação de emendas constitucionais”. Talvez tenham estado naquele covil de vagabundos de carteirinha o Romário e o Tiririca. Eles já se diferenciaram do restante, e muito bem... E terão aparecido mais alguns moleques engravatados que lá estariam por alguma razão pessoal e que lá tenham ido pra encaminhar alguma porcaria para suas vidas de cafres e sevandijas lincháveis ou enforcáveis. Como podemos estar tranqüilos se pagamos regiamente esses bandidos – com raríssimas exceções. Se não fossem bandidos, não aceitariam a fortuna que recebem vinda de nossos esforços e nosso ardido suor para viverem como nababos cínicos e descarados fazendo simplesmente porra nenhuma naquele asqueroso lupanar. E agora, justo quando a Banânia ferve sob Cachoeira e mensalão, quando as eleições municipais vão mudar muita coisa do paizeco, vemos o Congresso de pulhas esvaziado, talvez porque nada a respeito de prefeitos ou vereadores tenha valor para quem vive na prostituidíssima Brasília, a desvairada capital mundial da corrupção. Ou você acha que não é? Enter. E o boneco de borracha Levandowsky, que mais parece ator do filme A Dança dos Vampiros, do Polansky – aliás, o sobrenome desses dois meio que rima...– vai manobrando com seu semblante de frieza emborrachada visando desestabilizar a imagem do “supererói” Barbosa, levantando questões de mérito para irritar o relator, e assim consegue, na manha e na picardia gélida, provocar descargas e até pitis do colega, e a qualquer revide meio quente de Barbosa vem o restante das togas em defesa da “ordem no tribunal”. E virou isso por agora o julgamento, enquanto entra em cena pegando o bonde andando outro nome pra lá de agringalhado: Teori Zavascki, menos emborrachado e amarrotado que o revisor mas levantando as orelhas da galera quanto ao que fará nessa: vota ou fica só sacando? Se quiser votar, tem que pedir vistas, e pára tudo sine die. Enfim, dá o que fazer para que a coisa não pare, e a tendência de as formalidades do tribunal darem o andamento da toada é visível. Até o momento, contudo, a turma que servia ao babalorixá biriteiro vai se ajeitando pra começar a conviver com ver o sol nascer quadrado... Enter. E rolou uma em Nova York digna de menção: um garotão de boné e tênis adentrou a principal estação do metrô da city e começou a tocar um violino lá – estojo aberto no chão com partituras –, no saguão central. Ninguém dava a mínima, todos passavam em direção a seus objetivos tratando de viver seus rumos, mas na verdade o cara tocou 45 minutos para gente totalmente distante daquilo. Só uma mulher ficou parada segurando sacolas a três metros dele ouvindo com total atenção. O cara terminou, foi cumprimentar a mulher e fim. Bem, o cara era simplesmente Joshua Bell, o maior violinista da atualidade. Ele executava o concerto para violino de Max Bruch, obra de mestre para ser executada por mestres. E o instrumento era simplesmente um Stradivarius 1723, avaliado em muuuuuuuuutos milhões. Você sacou a piada? Foi uma onda projetada e filmada, e eles pretendiam estabelecer um parâmetro: um virtuose consagrado tocando o concerto de Bruch num Stradivarius 1723 é tratado como qualquer violinista amador tocando um violino de brechó e esperando umas moedas pra levantar um troco. Eis a piada. Enter final. E rolou um estremecimento entre a alta cúpula do Exército e Dilma e seus civis. Depois do rasante dos Mirage quebrando vidraças do STF, um general ignorou o “protocolo” e ordenou a constituição de uma escolta especial para Joaquim Barbosa. Não cabia ao Exército a decisão, mas rolou, sacudindo a roseira de novo. A notícia saiu ontem na Tribuna da Internet, pelas 22 h. Hoje, abrindo para conferir, cadê? Tiraram! Sumiu! Eu, hem!! Qual é, gente? Censuraram? E viva Santo Expedito! Oremos. Inté, babes!