sexta-feira, 10 de agosto de 2012

E o babalorixá da Banânia? Larga o osso?

Frederico Mendonça de Oliveira

A história do Ali Babá nada tem a ver com a história do mensalão, mas a voz das ruas associa as duas, vendo Lula como o chefe e os mensaleiros como os ladrões comandados por ele. Ali Babá foi ladrão no que roubou os 40 ladrões, o que não combina com essa escalafobetice a que assistimos perplexos e, os que têm estômago mais sensível, nauseados. Muito bem, suas excelências do Supremo estão agora com a batata quente nas mãos, e não há quem, se lúcido, não os veja entre a cruz e a espada. Especialmente porque existe também conexão entre pelo menos dois membros do Supremo e a quadrilha que, esperamos, acabará atrás de grades – ou será mentira o que a imprensa revela de ligações dos ministros Toffoli e Levandovsky com Lula et caterva? A “voz rouca das ruas” de que fala Carlos Chagas ecoa naquele tribunal, mas o silêncio de suas excelências, sugerindo pisarem em ovos, silêncio pouquíssimo quebrado nesta novela de teor escabroso, preocupa. Afinal, vimos cada saída mágica para escândalos desde décadas que não há como evitar um ceticismo já até considerado como sabedoria. Sairá coelho dessa cartola? E que coelho será? Coelho mesmo ou um ipissilone desses que temos visto saindo de cartolas há décadas? A pergunta da voz rouca – rouca de tanto gritar! – das ruas impõe um grande detalhe, que nem detalhe é, de tão essencial nessa encrenca: Lula nada tem a ver com isso? O Zé Dirceu não declarou publicamente que nada era feito sem o consentimento ou mesmo a determinação do babalorixá do PT quando aboletado no trono da Banânia? Por que diabos o ex-“presidente” está excluído da quadrilha que chefiou? Ou será que foi acatado como verdade o lero de o Roberto Jefferson ter sido quem alertou o babalorixá sobre as irregularidades que caudalosamente corriam no Palácio e adjacências? É pedra e cal a palavra do líder petebista? O Sebastião Nery detona: “Lula se elegeu em 2002 sem maioria no Congresso. Precisava de maioria no Senado e na Câmara. O PT sozinho, com os nanicos PSB e PCdoB, não tinha bancadas que lhe garantissem tranqüilidade parlamentar”. Mais: “Lula encarregou José Dirceu de negociar com um punhado de pequenos partidos um apoio seguro e permanente durante o governo. E isso queria dizer ‘comprar’, trocar apoio por dinheiro. Lula disse a Dirceu: ‘É mais barato do que negociar ministérios com os partidos maiores’”. Quanto a Dirceu: “José Dirceu, Chefe da Casa Civil e desde a campanha principal porta-voz de Lula e negociador político do governo, não mentiu: ‘Nada que eu fiz foi sem a ordem ou autorização de Lula’”. Enter.
Você quer mais? Alá: “De todos os advogados que defendem no STF seus clientes , seus ‘réus’, em nenhum instante ninguém negou ou contestou a existência dos dinheiros arrecadados pelo governo de Lula, no governo do PT, por José Dirceu e sua ‘quadrilha’, sua ‘organização criminosa’, como definiram os dois procuradores gerais da República (Antonio Fernando e Roberto Gurgel), para comprar os partidos que garantissem maioria a Lula e ao PT. Por isso o Mensalão tem dono: Lula. O defunto é dele. E, tendo dono, o Mensalão também tem nome: ‘Lulão’. ‘Mensalão’ é só apelido”. Enter.
Será que não há outra saída para a geringonça de poder que está aí que não seja poupar o falastrão canastrão para não estraçalhar a imagem do “Brasil” aos olhos do mundo? Seria para manter de pé uma falsa imagem de equilíbrio para que tudo prossiga indo no mesmo rumo que dantes no quartel de abrantes? Será que o Obama ter dito “Esse é o homem!” sobre Lula seria uma fala cifrada sobre ser ele a conexão feliz com Wall Street? Estará Obama cochichando nos ouvidos dos detentores do poder que não seria nada oportuno chutar o balde pondo o chefe junto com seus subordinados sob suas excelências no STF e perante o Brasil e o mundo? Enter.
Será que o andor tem que ser levado tão devagar porque o santo é de barro? Será que todos medem as palavras diante de tal descalabro conjuntural para que não vá pelos ares tamanho circo de horrores sob o qual se esmaga toda a população brasileira? Se considerarmos o teor que vige em Brasília, a julgar pelo padrão de degenerescência moral que os “representantes do povo” exibem sem qualquer pejo, temos de admitir que somos uns duzentos milhões de energúmenos que nada podem exigir… A propósito, ninguém vai ao cerne da coisa, ninguém pergunta como fica a Receita nessa história escabrosa. São rios de dinheiro brotando do nada? E isso vai mais longe ainda, se indagarmos sobre a compra de votos para a reeleição do “sociólogo”. Enter.
E terminamos: se punidos os mensaleiros com a severidade devida, permanecerá o Brasil sob Sarneys, Renans, Jucás, Azeredos, Barbalhos e quejandos, enquanto Lula zanza pelas vias paralelas do poder e FHC é considerado digno de oitiva pelas elites, ganhando grana grossa pra exibir aquela boca (mal) desenhada para mentir? Seria esse julgamento bela encenação, com pirotecnia, para continuar tudo como está? Até porque, para exemplificar, desafiamos qualquer poder nesta Banânia a tirar os honoráveis bandidos de que falou Palmério Dória de seus bunkers de poder em Brasília e alhures. Enter final.
Vale dar umas risadas: a degenerada Madonna, cantora pop sem qualquer mérito maior que viver fazendo tumultos por aí diante de auditórios de zumbis abestalhados e macacos sem rabo, ao tentar bancar a salvadora na Rússia ouviu uma boa. Saiu na Folha: “Um ministro russo, Dmitri Rogozin, usou seu Twitter para chamar de ‘puta velha’ a cantora Madonna, que se atreve a dar ‘lições de moral’ ao pedir que as cantoras do grupo punk Pussy Riot sejam libertadas. ‘Com a idade, toda puta velha tende a dar lições de moral a todo mundo. Em particular, em suas viagens pelo estrangeiro’”. Aí está: você sabe o que significa “pussy”? E “riot”? E se essas outras degeneradas são russas, por que usar nome em “ingrêis”? É, amigo, o mundo virou um inferno, a Humanidade está se dirigindo para o abismo cósmico. O Armagedon vem aí! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vai começar o espetáculo da acochambração!!! Na berlinda, o mensalão!

Frederico Mendonça de Oliveira

Os fatos estão aí, nos narizes de todos. Toffoli, amigo e até acusado de ser membro da "organização" vai "julgar". Sabemos que pode ser manobra de desespero dos pilantras encurralados. Ocorre é que a frágil película que protege o tumor que congloba a turma da rapinagem vê chegar perto dela a lanceta, e todos "cortam agulha". Por mais que se encontrem brechas e saídas para tudo, a própria degenerescência acabou por gerar uma ameaça abissal cuja profundidade começa a assediar as mentes mais impérvias nessa confa. Mesmo que consideremos o caso/anedota do advogado corruptíssimo e ateu que, já vergando sob doença terminal, começou a ler febrilmente a Bíblia e que, à pergunta que amigos intrigados lhe dirigiam, “Ué, você não era ateu? Por que agora se agarra na Bíblia?”, ele respondeu que “Estou procurando uma brecha na lei!”, parece que de tantas brechas abertas já se esgotou a superfície onde ainda se possa abri-las. A desfaçatez, a hipocrisia e o cinismo superlativizados pela prática de desvios e delitos durante décadas acabou que agora esbarram no esgotamento do repertório de jeitinhos, de expedientes de malandragem e de torpeza instituída. É aquilo: o malandro dá tantos golpes que uma hora ele cai da própria pernada. "Um dia a casa cai", é o que dizem... Enter
Já virou refrão o comentário popular sobre o político e a política serem território de maracutaias como essência. A indigência a que foi condenada a mente coletiva do brasileiro acabou por fazer dele um fatalista – ou derrotista mesmo? – que se acomodou no conforto imoral do imobilismo e da paralisia autodestrutiva. E grande parte, a quase totalidade disso, provém do que o Millor fala em charge inesquecível no seu dele livre pensar: “Paiê, quando eu crescer posso trabalhar na mídia? Quero ser um grande cretinizador!”. Pois é: de onde vem esse poder cretinizador, que tem o louro josé como seu parâmetro mais escandaloso de boçalidade e que alinha desfilando na telinha diuturnamente uma fauna de mentecaptos sorridentes e de apedeutas empedernidos com cérebro de frango de granja? Onde estão os ministérios que até se pretendem mantenedores do bem estar social, da educação, da cultura que não regulam essa bacanal de estupidificação torrencial e ininterrupta há mais de quatro décadas? Pior: ante qualquer tentativa de regular a ação dos meios de comunicação, logo virão as acusações de que se está querendo limitar o direito de manifestação e expressão. Mas quando a imprensa revela fatos imorais que marcam o cotidiano da “política”, aí a estrutura da esquerda quer limitar a ação dos jornalistas e jornais que ousam abrir as cortinas do poder e revelar a ação de honoráveis bandidos. Vide o caso do filhote do Sarney, cujas atividades ilícitas, reveladas pelo Estadão, motivaram a censura ao jornal, por obra e poder divino do desembargador Dácio Vieira, mostrado por Augusto Nunes em foto com o eterno senador intocável e gente deles em festa de casamento da filha de um marajá notório, o “deputado” Agaciel Maia, que se locupleta de benesses na Corte. Mas a Globo pode ser chamada de “ministério da desinformação”, tamanha a desmobilização mental que produz nesta Pindorama. Desmobilização, cretinização e estupidificação, e muito mais: cega a população com suas imagens hipnóticas e de teor quase sempre deletério quando não obsceno, tudo, na verdade, estupefaciente e alienante. Millor não ia perder uma oportunidade dessas de manifestar sua genialidade. Enter
O mensalão é Lula, Lula é o mensalão. O que vivemos é uma asquerosa farsa, um jogo sujo, uma encenação em águas turvas, em que não sobreviveria nem sequer uma larva de aedes aegipti. E começa o sambalelê depois de amanhã, e o babalorixá da Banânia, devastado pela quimio mas muito, muito, muito! longe de largar o osso, vive flanando lampeiro blindado pelas forças que não dão bobeira: elas não se mostram, trabalham sempre muito bem camufladas… e são elas que dão as cartas direto e reto. E quanto a nós? “Teló neles!”, ordenam os conquistadores. E a macacada adere maciçamente, pulando como macacos diante da miséria sonora e da indigência em música e letra apresentada por essa legião de novos membros da fauna canora brasilis, e isso avança como câncer agressivo, corroendo nossa mente coletiva com essa matéria depravadora, causando até incredulidade poder haver milhões e milhões que se deslocam para lotar auditórios em que a miséria sonora ganha o status de verdadeiro altar onde se veneram deuses vivos. E o que se vê nesses palcos de apresentação de abundantes sessões deformadoras é o que há de mais miserável, de mais rasteiro, de mais bastardo em termos de canção. As letras apresentam a dimensão superada até por pongídeos; as estruturas musicais são as mais degradadas possíveis, isto num país em que uma evolução musical nos colocou, através de Villa Lobos e Tom Jobim, à frente da melhor música do planeta. Enter.
Será esse retrocesso algo “natural”? Seria natural um corpo vivo começar a entrar em decomposição quando de sua plenitude? Não, claro que não, a menos que um fator destrutivo como um câncer ou envenenamento progressivo ou agressão letal produzisse esse retrocesso antinatural. Você talvez não perceba o teor do que está sendo dito, porque para o cidadão comum a música normalmente é um fator acessório de que se tem vaga compreensão. E é necessário lembrar que o povo aceita o que se lhe impinge como dieta sonora, então isso não assusta, nem mesmo preocupa ou impressiona. Mas a exposição do público a material corrosivo, regressivo e patogênico produzirá resultados, creia, e seus filhos e netos é que pagarão – e muito duramente, senão penosamente – essa conta. E, se acordarem de sua letargia, perguntarão: porque não se impediu isso? Enter final.
O babalorixá da Banânia anda desfilando sua feiúra agravada pela quimio. É lastimável, deprimente, uma feiúra só. Ver essas imagens hoje nos leva a pensar num pesadelo histórico nos hostilizando a vida, e temos pouca ou nenhuma alternativa. Manoel Bandeira falava, diante da ameaça da morte em Pneumotórax, na alternativa final: “Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”, disse o médico. Para os nigérrimos e tão sombrios dias de hoje, podemos dizer, se indagados sobre que fazer diante do que nos ameaça e se temos saída: “Não. A única coisa a fazer é cantar com o Teló: ‘Ah!, se eu te pego’”! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Conteúdos bestificantes na Pindorama e alhures

Frederico Mendonça de Oliveira

Você deve ejacular ou ovular de prazer ao ver a Lady Gaga chegando a restaurante na Califórnia com as mamicas de fora, cobertas por um filó lá. Mamiquinhas, na verdade. Grande maravilha... mas é a Lady Gaga, e a turma até vai se descarregar sob a égide de Onã, que libido é coisa pra endoidar. Na mesma primeira página você dá de cara com o casal 20 Brad Pitt/Angelina Jolie e nem se pergunta por que diabos aquilo aparece ali, como se isso tivesse algum valor senão para os envolvidos naquele meio. O interessante é você pensar que ela, toda charme e perfumes, possa estar, no momento em que os dois assomam em ambientes festivos, emitindo gases com fragrâncias que nada lembram Coco Chanel... e é importante pensar que ali muitas florzinhas ocultas entre glúteos podem estar fazendo o mesmo. Inclusive Mr. Pitt, que tem tripas e come porcarias como todo mundo. E aí reside o mistério: as imagens não emitem fragrâncias nem há como vê-las. Então você é jogado no mundo da fantasia e flana por esses valores como beija-flor ou borboleta entre flores olorosas... e emburrece um pouco mais, que ninguém é de ferro! Enter.
A pergunta é: o que temos nós a ver com famosos de alhures? Na verdade, não interessa a ninguém nem os daqui. Por exemplo, haja saco pra ver a cara do idiotazinho Neymar com aquela crista, imagem que hoje você vê até em bunda de cachorro... embora valha considerar que é menos penoso do que ver as fuças dos imbecis Ronaldos, o Gaúcho e o Peidômeno. Putz!, pior ainda é ver os tipos emitindo suas vozes e “conceitos”... mas você não escapa. Aquele sorriso do Gaúcho doía quando ele estava auge. Em supermercados tinha até imagem do cara em tamanho real, era coisa de amedrontar topar com aquela boca sorridente parecendo um jacaré mal desenhado... mas é assim mesmo. Será que alguma pretendente a um golpe de maria-chuteira ficaria ensopada com ver aquilo? Bem, tem gosto e disponibilidade pra tudo nesse mundo de Telós. Você não há de querer que o mundo pare de retroceder no tempo e nos valores, afinal isso aqui é como esmeril pra amolar a faca ou a lâmina que somos. Mas, porra!, que decadência, que titica!, que miséria!! E a única forma de mais ou menos superar isso é imaginar, por exemplo, a Angelina Jolie fazendo totô e empesteando o recinto solitário com o futum de seus croquetes amorenados e quentinhos, ah!, consola a gente um pouco. Porque tem gente que acha que ela não faz isso ou que, fazendo, o trem não tresanda, mas perfuma o ambiente. Eu, hem! Enter.
Você está “filiz”, como diz a Bestânia? Eu estou, mas é porque na verdade eu sou. Mas fico bastante mortificado com ver o que estão fazendo com a verdade... então vamos falar de besteiras, porque não quero estragar seu sexy weekend. E já que falamos em Bestânia, vale uma historinha. Você sabe de onde ela vem, né? É de Santo Amaro da Purificação, belo nome de cidade mas que nos enviou esse filhote que, entre outras, canta mal pra cacete, semitonando, dividindo pessimamente, por aí. Um baiano de lá e que estudou no arraial onde me acoito há 28 invernos contou que a Bestânia é chamada lá de “o homem de Santo Amaro da Purificação”. Hohoho. A turma não vacila... mas foi um amigo que esteve em minha casa que revelou essa: quando a diva santoamarense vai visitar Dona Canô, a queapa (riu), ela vai de segurança a tiracolo e na casa da velhinha dorme no quarto que fora seu deixando o boneco armado do lado de fora, de guarda na porta. É mole? Por aí você vê que não só de Lady Gaga vivem os otários... e fiquei muito “filiz” de saber dessa história, porque já conheço a baiana, concebida espiritualmente em certa ilha grega, de outros carnavais, e não tenho coisa boa pra contar. Nenhuma: só ipissilones. De bom, acho que ela tem uma: ser irmã do Cae, um amor de pessoa. E o Cae, então careta, só estando sob efeito de algum bagulho forte pra fazer “Você é Linda”, maravilha de canção, para sua tão estranhíssima irmã. Pê que pê, vá ser diferente lá em Malabo! E agora que a velhice cobra a conta, a diva paratropicalista vai ficando meio pra pilotar caldeirões, credo! Pude vê-la de braços nus alçados, e o que pendia de seus dela braços não era nada sensual nem belo, caramba! Por falar nisso, e os milhões com aqueles vídeos dela declamando poesia? Parece que gorou o projeto, né? Sorte a nossa, bem! De novo: credo!!!! Enter.
E vai uma piada que o Belchior me contou. Quando a diva santamarense começou a aparecer na Bahia, davam-se festas em fins de semana nos apês chiques do Porto da Barra, e a onda era dizer pros convidados que “Maria Betãnia confirmou presença”. Numa dessas, saindo do banheiro, a cantora topou no corredor com um ex-caso, que sumira. E barrou a passagem da garota apoiando o braço na parede, enquanto dava uma dura na pobre. MB sempre usou vestidos longos cavados nos braços. E não depilava seus nada exponíveis sovacos. Pois nisso vem um baixinho bêbado da sala pra pegar mais uísque na cozinha e pede licença e passa por debaixo do braço da figura. No que passou, olhou pra cima, se voltou e agradeceu: “Obrigado, bailarina!”. MB, puta da vida, retrucou; “Eu não sou bailarina, sou cantora! Sou Maria Betânia! Por que você me chamou de bailarina?”, ao que o baixinho respondeu: “Porque só uma bailarina levanta a perna desse jeito...”. E sumiu atrás de mais birita. Já imaginou isso, bro? Bem, tá chegando a hora. Enter final.
Cara, seu weekend está nos trinques. Fique sabendo que Zezé di Camargo, Mirosmar para os amigos, fez festa na casa do Latino. E, claro, a latrina estava lá esperando bundas famosas nesse encontro em que o QI perde pro de frangos de granja. E a Hebe quer terminar seus dias nos braços de Sílvio Santos, Senor Abravanel pra os íntimos. E deu no Yahoo Notícias: “A primeira noite de Lindinalva ofusca Gabriela na novela”. Tirando a cacofonia (ofusCA GAbriela), a notícia é talvez a responsável pela redução de 10% na conta de energia. Você sabia? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma geração vai saindo de cena. E o mal avança...

Frederico Mendonça de Oliveira

Na segunda passada, dia 16/07, bateu a caçuleta o magnífico músico Ed Lincoln, Eduardo Lincoln Barbosa de Sabóia de pia batismal. Nascido em Fortaleza em 31 de maio de 1932, de família nobre, com 19 anos mudou-se para o Rio, onde se impôs como gênio nos tempos em que se amarravam cachorros com lingüiça, ou seja, nos anos dourados de 1950. O Rio era lindo nesses tempos, e as favelas eram um contraponto sócio-cultural que reunia no máximo vinte por cento da população carioca. O Carnaval era na Rio Branco, saía da Praça Onze, e o morro descia pra mostrar seu valor – leia-se: samba! – no asfalto. Vivíamos a música através do rádio e do disco – a Globo ainda não invadira nossas vidas –, dos bailes e apresentações ao vivo, e o Lincoln estava sempre presente de alguma forma, e vivíamos entre o teatro e o cinema inocentes quanto a estarmos nos traindo, diante dos filmes de Hollywood, como seres incautos engrossando as forças que se opunham politicamente à Roma Católica. Era papa Eugênio Pacelli, o Pio XII, cuja memória hoje é criminosamente enxovalhada pelos mesmos inimigos – não só de Roma e do Catolicismo – que ameaçam o planeta e os povos desde os tempos mais remotos. Mas tínhamos uma vida bem melhor, inclusive baseada na esperança de evolução pessoal e social, e o Lincoln era uma referência no processo de beleza e força criadora que iluminava aqueles tempos. Enter.
Entrevado há talvez mais de ano, seqüela de um acidente que sofreu em 1963, quando de uma estripulia noturna num fusca, naqueles dias de glória do carrinho no Brasil de JK. Bateu num poste, o carro chegou a encostar a capota no próprio, Lincoln caiu no chão lançado do carro e deu de bunda no chão. Foi-se nisso a sua coluna lombar. Ficou sete meses de molho sob os cuidados do afamadíssimo dr. A. Ackermann, cujo nome vivia aparecendo em anúncios em O Globo. Estive na Clínica das Laranjeiras, de repente apareceu o doutor para uma checada no paciente e uma curtida com os artistas que sempre iam lá. Mr. Ackermann tinha verdadeira admiração pelo que acontecia naquele imeeeenso quarto de recuperação, pois até ensaios eles faziam. E a bandinha continuava fazendo os bailes já contratados, só que com pianistas substituindo o mestre. Um desses pianistas foi Tenório Jr., que vi pela primeira vez em palco no baile de formatura de minha garota de então. Quando adentrei o recinto do salão nobre do Fluminense, eles tocavam Nuvens, do Durval e Maurício, era algo majestático. Para suprir a falta do órgão, o Lincoln botou o sax do Paulo Moura em naipe com o trompete do Paulinho, e ficou lindo. Fui a esse baile dopado de remédios, pois enfrentava uma séria gripe complicada com sinusite e outras bostas, mas não perderia aquilo. Estava de cama há uma semana e saí do baile bonzinho da silva. O espírito do Lincoln e aquela música linda me curaram. Enter.
Depois do advento da Globo, adeus. Veio a MPB, ditadura da canção desde o início da década de 60, e tudo se esmerdeou como pretendiam os que manejam os cordéis do poder mundial. O Brasil se tornou um espaço ideal para a farra das multinacionais do disco, e todos os selos nacionais de gravação foram esmagados, ficando em plena ação as gravadoras envolvidas com o poder do Império: EMI-Odeon (UK), Philips/Polygran (Holanda), CBS, RCA, Warner (USA) e Ariola (Alemanha). O Lincoln tinha, com o Nilo Sérgio, o selo Musidisc, desativado por crescente falta de oxigênio resultante da asfixia imposta pelas gravadoras multinacionais. Chegavam também os Beatles, que você não sabe – nem eles sabiam! – terem sido produzidos pela Inteligência Britânica. Já o “fenômeno” Woodstock, responsável pela explosão do rock puxado pelos Beatles, foi organizado e produzido pela Inteligência Britânica em associação com a CIA, e tinha como um dos principais objetivos promover o lançamento do LSD para a juventude norte-americana justo quando uma parte desta se organizava através do movimento da New Left para peitar o stablishment. Eles não brincam em serviço não, e você já deve ter desconfiado disso... E o Lincoln, figura lapidar no cenário da música do Rio, foi sendo confinado junto com todos nós no gueto que nos restava. A canção ia à estratosfera: as multinacionais citadas fizeram do Brizêu o quarto mercado mundial do disco, enquanto inapelavelmente o samba ia sendo preterido pelo avanço do soul, do pop, gêneros que desde 1970 tiveram em Milton Nascimento o padrinho tupiniquim. Depois, o Gil virou o embaixador do reggae, logo ele, autor de sambas memorabilíssimos... e o Lincoln foi tendo de se contentar com um ostracismo feio, confinado em seu reduto de atuação, que então virou reclusão involuntária. Ninguém ia lá; ele não tinha, por outro lado, onde aparecer dignamente, tal a alteração no cenário. Enter final.
Mas você nem sabia existir esse Ed Lincoln, é fato. “Morreu? Antes ele do que eu”, você deve estar dizendo. O que você não enxerga é o crepúsculo de uma era em que o Brasil ainda era país. Com a morte do Lincoln o país vai um pouco mais para baixo da terra. Já foram Tom Jobim, Gonzaguinha, Luís Eça, Durval Ferreira, Paulinho Nogueira, Baden Powell, estão outros vários prestes a sair desta para a melhor, enquanto vamos vendo triunfar seres apresentando a mais horrenda delinqüência musical já imposta nesta desgraçada Pindorama. Mas não tema: Demóstenes Torres voltou a suas atividades em Goiás e abocanha uns quarentinha por mês (ainda precisa de acento, filólogos petralhas? Logo vai cair, né?), e mais adiante volta ao Senado “nos braços do povo”, hohoho! De nossa parte, resta o espanto e a preparação para a partida para o andar de cima. Aqui nesta merda fica o que há de pior em nossa História. Agora você pode se consolar com o Tchan Tchum, nova grossa titica alçada aos píncaros do sucesso via mídia. Você merece, dizem alguns, mas é hora de nos preocuparmos com a Galisteu não ter engravidado e com a Xuxa estar preocupando a Globo por ter caído geral na audiência. Das bestas, claro. E sossegue: amanhã de manhã o louro josé estará no ar... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Demóstenes se foi, mas nada muda. E novas frescas...

Frederico Mendonça de Oliveira

Você deve estar maravilhado, babando, exoftálmico: Lady Gaga desembarcou em Los Angeles mostrando a bunda em público. Nada má – a bunda, claro: dá pro gasto. Isso foi na segundona. Ontem ela foi comer em restaurante oriental e apareceu mostrando os mamazinhos – mirradinhos, coitada, mas lá estavam bem visíveis os mamilos rosados. A turma do onanismo deve estar exausta de tanto afogar o ganso diante das imagens. E assim, trilhando essa avenida, você fica “por dentro”, participando da vida miserável desse planeta e esfregando titica na cara através da grande mídia. Vidão. O diabo será se um dia você der uma de Proust e se tocar do tempo que jogou fora chafurdando na merda comum que envolve toda a Humanidade. Já pensou? Bem, venhamos à Pindorama. Enter.
Um articulista da Folha debulhou em 12/07 as linhas que se seguem: “Muito mais acintosas e numerosas foram as mentiras de Renan Calheiros e suas vaquinhas milagrosas. Para refutar as evidências de improbidade, até documentos inverdadeiros Renan Calheiros apresentou no Senado, como notas de vendas, proporcionadas por seu pequeno e esquelético rebanho, para comerciantes que negaram as compras. Não há dúvida de que no rol de acusações a Demóstenes Torres há afirmações infundadas, e não por equívoco. Certo fato verdadeiro é, porém, suficiente para comprometer a conduta do então senador. Trata-se da entrega, que lhe fez Carlos Cachoeira, de um telefone pretensamente protegido contra gravações alheias. Neste ato estão implícitos dois reconhecimentos pelo contraventor e pelo senador. Um, o de risco de investigações por grampo telefônico; outro, o da necessidade de segredo das conversas entre eles. Logo, a iniciativa de Carlos Cachoeira e a aceitação por Demóstenes Torres são bastante sugestivas. E, se o contraventor tinha motivos para a providência, um senador não poderia tê-los”. Bem, ganhei um tempinho transcrevendo essa, mas é fato que, saindo Demóstenes e permanecendo no Senado abacaxis mais que podres como Renan Calheiros, Romero Jucá, e se mantendo na presidência da Casa o homem-lepra Sarney, paradigma da desgraça política no Brasil, o careca de óculos e cara de panqueca entra para a história como um boi de piranha ou um artifício para manter a atenção das bestas azumbizadas deambulantes presa nessa patuscada. Enter.
Foi-se o Demóstenes. E daí? Tudo prossegue podre, esculhambado, degenerado e degenerando mais ainda. Não se salvou senão uma cadeira, que deve ser ocupada por bunda tão ou mais venal que o gimnocéfalo goiano. No Executivo só vemos falação sobre tudo, mas o País prossegue se deteriorando em todos os sentidos. Tudo parece artificial, inconsistente, absurdo, até. Num país em que o idioma vai abaixo do esgoto, reunir um festival literário parece brincadeira... É como fazer um congresso sobre liberdade na URSS de Stálin ou na China de Mao. Ou falar de Direitos Humanos em Israel. Afinal, onde vamos parar? Será que Deus prepara um despedaçamento final em que a bestialidade será o grande princípio e os homens honestos terão de brigar por um balde d’água, em combate mortal, com os que desperdiçaram água às toneladas durante suas vidas porcas? Será que, como disse o Galbraith, nos veremos na guerra final combatendo com paus e pedras – afinal, as belezocas brazucas como Márcio Thomaz Bastos nos desarmaram... – e mesmo a unhas e dentes contra monstros abissais a quem foi conferida a aparência de humanos? Enter.
Mas nem tudo se perdeu. A tal de Maria Paula (de que, aliás? Que fez ou faz essa moça?) saiu de minissaia e apareceu sua calcinha preta quando ela se curvou para beijar uma amiga. O fotógrafo clicou no susto e saiu essa merda rala em primeiras páginas. Estavam com ela a filha, de uns dez aninhos e um garoto de uns quatro no carrinho de bebê. E de chupeta na boca, o coitado... O link está disponível no fim destas mal traçadas. Com isso ganhamos a semana, e o Brasil melhorou a mil nos aspectos social, educacional e econômico. Claro, só não melhorou no plano moral: a cara de bolacha e o bigode nojento de José Sarney prosseguem emporcalhando qualquer cena dos poderosos em fotos na mídia. E Dilma nada pode contra essa corja de sevandijas imundos e depravados que pulula assanhada nos três poderes e alhures. Coitada... não sabe o que a espera. Logo em agosto vai rolar uma simulação de convulsão institucional, tipo uma bela paralização rumo a um colapso operacional na estrutura de poder. “Quem com porcos se mete farelo come”, dizia minha avó. A pobre da Dilma, pior do que precisar, depende dessa vara de porcos instalada em Brasília. Prepare pois seu coração, porque você vai ver a “presidenta” rebolar (sem suíngue, claro: eles não sabem sambar...) feio, e vai sobrar pra você, claro. Enter final.
Bem, irmão, prepare lenços de papel. Pode ser até um rolo de papel higiênico aromatizado, imitando pêssego. É que sob a sigla “Saúde” na Folha de hoje veio a notícia: a barbie geriátrica Hebe Camargo, que já deveria estar recolhida a seus aposentos, baixou hospital de novo. Você, só de ler isso, já deve estar de lágrimas enchendo os olhos. Ora, velho: o corpo é falível, passageiro, precisa voltar ao pó para voltar à carne mais adiante, quando chegar a hora de voltar pela senda do aperfeiçoamento. Sei lá se você alcança isso. Mas é: a flatulenta Hebe não quer evoluir; esse patamar de miséira que alcançou é a felicidade total. É o desejo materializado. Então ela não quer Deus, quer satisfazer seu desejo estúpido, quer se manter barbie perante legiões de imbecis babosos. Quer se imortalizar encarnada, quer se impor à Verdade. Pobre infeliz!... Mas não há Pitangui que a livre da feiúra braba que logo virá, e aí talvez ela veja Deus. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Temos novidades sobre um enfrentamento nosso com certas togas… Logo você verá!

http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1119095-de-vestido-curto-maria-paula-se-abaixa-e-deixa-calcinha-a-mostra.shtml

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Foi miragem ou Mirages mesmo? Você viu?

Frederico Mendonça de Oliveira

Foi sensacional, e há muito tempo não acontece nada tão significativo em nossa reprimida pátria, aviltada há quase meio século (desde antes de 1964, quando Moscou mobilizava seus bonecos aqui tentando tirar o pirulito da boca de Washington) e a cada dia mais estupidificada e corrompida, ai de nós. Tirando uma bravata envolvendo aquele boçal Aureliano Chaves, que teria mandado dois caças a jato F5F Northrop da FAB ao município sulmineiro de Três Pontas, também reduto da toada pop de Milton Nascimento e seu rebanho de fervorosos devotos, estamos sem fatos relevantes há meio século. Não se sabe exatamente o que foi aquilo, se foi loucura do Aureliano ou o oposto, isto é, os gorilas dando um tranco no estúpido fazendeiro trespontano. Mas o que ocorreu no domingo e vimos na TV na segunda não foi mole: um Mirage deu um rasante sobre o “Supremo Tribunal” e estilhaçou as vidraças do prédio, foi quase tudo pro chão. Outro Mirage deu um rasante sobre o “Congresso”, também estilhaçando boas vidraças. Você não terá visto, porque isso não recebeu espaço devido: a mulher do Tande, a “atriz” Lisandra Souto, disse que “ele não foi bom marido”; teve também a mexeção na merda que foi o fracasso da estréia da burraldinha Fátima Bernardes; tem Shakira, Madonna, isso é o que eles publicam. O ato militar foi devidamente abafado, mas, em meio à densa enxurrada de besteirol nas primeiras páginas dos jornalões, alguém entreviu o grande valor político do fato. Serei bonzinho com você, vou relatar o fato até com detalhes e aprofundarei a questão. Enter.
Primeiro, era um domingão brasiliense, rolava cerimônia de troca de bandeira, a aviltada flâmula maçônica tão lembrada em eventos esportivos. Acontece que aquele 1/7 também marcava os 60 anos da criação da Esquadrilha da Fumaça (a própria, não a da turma do jererê, esta grafada com minúsculas). Muita encenação, como se fôssemos mesmo nação, toda aquela pantomima falseada com fantasias e adereços, marcha, toque de corneta e o cacete. No ar, os Tucanos faziam aquelas coisas, inclusive traçando com fumaça um coração no céu – deviam fazer é a imagem daquele gesto do dedo médio...– e outras evoluções, já manjadas. Brasília, enfim. Pois eis que vinham dois Mirage e também um Lokheed Hércules C130 abastecendo dois F5F. Os Mirage, talvez pra começar a se despedir de uma longa boa vida, décadas de ócio, resolveram também se manifestar naquela manhã. E foi o que vimos: vidraças do “Supremo” vieram abaixo sob a ressonância aerodinâmica emitida pelo caça, enquanto outro cutucava o “Congresso” deitando vidraças de 28 andares daquilo ao chão. Você pode ver isso como vaca vê trem passar, ou seja, não sacando bosta nenhuma. Mas não é por aí, não. Se você não distingue cheiro de bosta de cheiro de rosas, não quer dizer que as duas coisas sejam iguais. Aprofundemos. Enter.
Quem pilota um Mirage? Consta que os pilotos desses caças são majores – oficiais de estado-maior, portanto. E profissionais de admirável preparo em todos os sentidos. Eles não dizem “vai vim”, certamente. E, claro, esses militares sabem perfeitamente que estrago um rasante pode fazer. E não dão rasantes por diversão... Vendo as imagens, comentei que parecia um sério recado aos bandidos que infestam os três poderes, simbolicamente ali reunidos na encenação já rotineira de cerimônia oficial. No “Senado” rola a patuscada envolvendo quase todo o Congresso, a “CPI do Cachoeira”, que desnuda a imundície de nossa “classe política”; no “Supremo”, suas excelências se preparam para o corredor polonês que enfrentarão quando julgarem outros sevandijas, os enrascados no “mensalão” – e o “Supremo” jamais se vira “antes neste país” sob o olhar implacável da população pensante que quer ver rolarem as cabeças desses quadrilheiros. Pois os pilotos dos Mirage quebraram os vidros dessas duas bocas de banditismo e conchavos. Enter.
As Forças Armadas estão sem combustível pra fazer funcionar quase 80% de seus equipamentos; falta comida, os soldados estão indo comer em casa!; o soldo anda mais por baixo que tapete de porão: dizem até que um ascensorista do Senado ganha mais que um piloto de caça ou um comandante de destróier; e as FFAA estão sob o comando de um civil – que não distingue um fuzil de uma cartucheira –, sob humilhação inédita em nossa história. Os rasantes foram, sim, um “presta atenção!”: foi consciente, uma tomada de posição revelando o pensamento e a revolta da maioria esmagadora dos militares. O silêncio deles pressagia uma explosão, e esses majores deram a pista de que a putaria petista está muitíssimo além dos limites do suportável. Enter final.
Você considera a Dilma capacitada pra resolver isso? Veja bem: a coisa já fedeu, agora é mexer na merda – não como falaram José de Abreu e Paulo Betti naquele encontro com Lula na casa do Gil no Rio, em que o charangueiro do PT Wagner Tiso se consagrou revelando sua idéia sobre o que seria ética – pra limpar o País, não para chafurdar nela como fazem os bandidos que dominam o Planalto. O que falta à Dilma é real autoridade: ela pode ter sido eleita, mas... que eleições são essas que ocorrem aqui? Expressam, por acaso, os reais anseios dos eleitores? Pior: Dilma conseguirá – ou tentará – botar ordem na zona viva em que se transformou a vida pública no Brizêu? Não e não: Dilma ocupa uma sinecura, apenas., embora cumpra uma agenda farta. É um boneco. E bonecos não agem, são manipulados. Os Mirage não foram miragem: talvez esteja chegando a hora de expressar por atos a rejeição a essa putaria que explode no poder. Corrupção desenfreada no poder civil e merda pros militares?? Tá bão isso não... e não vemos como esse barco não afundar. Tá chegando a hora, você não acha? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Xuxa nua, satanismo... que país é esse? E La Calmon?

Frederico Mendonça de Oliveira

Bem, há quase 72 horas as primeiras páginas dos jornalões exibem grossas besteiras – pra variar, pra não perder o “clima” de boçalidade que propicie a nossa degradação –, entre as quais receitas de sanduíches, bateboca entre ignorantes famosos e, no meio disso, a decisão do STJ mantendo no Google as imagens da chocante Xuxa pelada ou coisa que tal. O que isso nos interessa não interessa: o importante é submeter-nos a porcariada direto. A Globo usa as manhãs há décadas para destruir o mundo infantil. A presença massacrante da Xuxa nos lares funcionando como babá eletrônica pra liberar os pais da responsabilidade de educar ameaçou toda uma geração: usaram milhares de horas corrompendo as mentes infantis para obstar a real vida em família e para que o entretenimento estúpido – e estupidificante – ocupasse o espaço de estudos edificantes. A era Xuxa é na verdade um flagelo para mentes e espíritos, mas abrem-se os caminhos para as forças desagregadoras, tanto quanto se fecham as portas para não funcionarem as engrenagens da evolução. Consumado o estrago irreversível, e lembrando que a ambientação do programa da terrível apresentadora encartava uma dinâmica assemelhada às práticas satanistas via imagens e corrupção visual, veio a manhã falsamente “suavizada” ou “serenada” via Ana Maria Braga, uma sessão diuturna de teores bregas a começar pela própria ANB e seu primarismo esterilizante. O louro josé coroa a cena boçalizante e pontua, com sua figura mísera e suas falas esmerdeadas, um percurso de nulidade imposto às mentes pelas manhãs. Nas salas de espera dos consultórios por todo o Brasil está lá a teleca ligada – claro! – na Globo, enquanto os ovinos balantes brasileiros esperam atendimento e as/os atendentes figuram como seres que sufragam a submissão geral às besteiras daquele “mais você” – que, na verdade, faz você ficar a cada dia menos você. E a brega Braga dá umas risadas meio tronchas, sem energia, mesmo falsas, coisa típica da farsa, do embuste, da fraude. Enter.
Farsa, embuste, fraude: eis o que lançam sobre nós diariamente, eis o que é imposto. Se você não se toca e não se rebela, está fu. Um santo hindu adverte: os que têm condições para se aperfeiçoar – os que não vivem diariamente enfrentando jornadas de trabalho degradantes e ainda se esmagam em ônibus e trens superlotados –, dispondo de tempo e de poder aquisitivo para se munir de material informativo e preparatório para a evolução, se se entregam ao retrocesso através do prazer fácil e da conversão à matéria, terão jogado fora a oportunidade de avanço nesta existência e não a receberão mais a partir da próxima. Terão desativado a si próprios através de entregar suas vidas a Xuxas, AMBregas, Faustões, Gugus,. Ratinhos, BBB, futebol, novelas, filmecos, música miserável dos Telós, breganejos e tudo que compõe a intervenção desagregadora de mentes e espíritos, e serão desativados. Você não é burro: se todos procuram o sucesso sem ver que preço pagarão, e se o sucesso que eles buscam é a glorificação por parte de massas de desmiolados e é alcançável apenas por alguns – que responderão lá em cima por embriagar multidões com o ópio da mediocridade! –, a grande maioria estará frustrada e terá de começar tudo de novo quando se esgotar essa busca. O Tao pergunta: “O sucesso ou a vida?”, isto porque a grande maioria busca o sucesso, esquecendo a vida.. Então é isso: ou você se rebela contra essa merda que lhe enfiam como dieta diária ou você vai pro brejo, meu! Enter.
E aí você está diante dessa imensa montanha de cocô e sabe do que se trata, mas acha que tem que ser “como todos”. Assim nascem a corrupção, a dissolução, a sodomia, tudo. “Ué, se todos roubam, eu roubo também!”, disse aquele ministro do Trabalho do Collor, o primeiro que se estrepou depois de o Brasil viver os anos da ditadura e a fecal e fétida fase Sarney. A besta, o tal do Magri, não teria massa cinzenta suficiente para encartar ética em sua cachimônia. Como um porco, animal que não consegue olhar o céu, ele chafurda no mesmo chiqueiro em que foi colocado, e se iguala aos porcos. Mas muitos são postos em chiqueiros para aprender nesta vida a sair deles, a superá-los. E, desses muitos, uma parte sai por cima, vencendo o cercado e livrando-se da lama. Mas a tendência à degradação é forte, a tentação é fato, difícil de vencer, e a maioria esmagadora embarca na nau do pecado e da regressão, e assim a Humanidade vai pro brejo como está indo de forma assustadora. Você aposta nos que mandam no planeta (que Deus nos deu) e que o destroem diuturnamente atrás de lucro para manter a hegemonia sobre todos nós? Enter final.
La Calmon apareceu de repente dando um chegapralá em suas excelências e sacudindo a roseira do Judiciário – do que não resultou nenhum cheiro de rosas, mas daquele gás sulfídrico identificável pelo seu odor mefítico, oriundo que é das entranhas onde estão encanadas também matérias fecais. Foi um alento, mas o que ficou visto de saldo nisso é que nosso Judiciário e a justiça nada têm em comum. Dias Tofolli é ministro da mais alta instância da Justiça brasileira, mas não passou nos dois concursos que fez para magistrado. E não é só ele o despreparado na casa: tem gente ali que até admite publicamente ser falto do notório saber mínimo para exercer a função que lhes foi confiada. Indicados por bestuntos, claro, como Sarney, FHC, Lula... Então, se Eliana Calmon brilhou ao soltar a cachorrada no meio jurídico, eles já brecaram a coisa. Pelo menos serviu para desnudar a realidade que nos esmaga: nossa Justiça é pra lá de fajuta. Mas Eliana Calmon apareceu em primeiras páginas e em telinhas, tomando alguns minutos do espaço incomensurável concedido a gentuça como Ana Maria Brega, Xuxa, Galisteu e outros exemplos de mediocridade sesquipedal. Meno male... embora passageiro. Mas deixou marcas, especialmente levantou togas... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

http://www.youtube.com/watch?v=HwqhqzN9bVQ&feature=related