sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ele nunca passou de um farsante!

Frederico Mendonça de Oliveira

Conheci pessoalmente o tal do Lula em Fortaleza, circa 1981. Estávamos no bar do Deó, também conhecido como Bar da Sereia, Francis Vale, Gonzaguinha e eu. Nisso chegaram Lula e uns dois ou três tipos com ele. Os dois grupos se toparam, as duas estrelas se reconheceram e se festejaram, os cumprimentos e falas se fizeram entre as duas comitivas. No papinho que troquei com o já manjado líder petista, mencionei ser sobrinho de dom Jorge Marcos, o Bispo Operário, ao que ele declarou com entusiasmo: “Ah!, dom Jorge! O bispo dos bons tempos!”. Abraços e despedidas, cada grupo foi atrás de seu rumo. E me ficou balançando na cabeça o que o cara disse. Gozado: parecia não fazer sentido... Que “bons tempos”? Por acaso tivéramos alguma era socialista no passado? Ou alguma era de justiça social? Ou ele se referia ao grande movimento político acionado tão logo a ditadura militar se apossou do País? Bem, seja o que for, ficou um buraco nisso. Meu tio era um homem de grande talento e grande instrução, chegando também a uma razoável cultura. Foi professor de gente como Carlos Heitor Cony, que depois se dizia ateu na TV, quando esses assuntos rolavam no ar. Mas algo me pareceu não bater com algo naquele encontro. Senti um cheiro de farsa nas palavras do cara... mas fiquei na minha. Enter.
Hoje tudo se esclareceu. A farsa era um fato. O PT foi um partido criado por forças ocultas e levado ao abismo para com isso, certamente, levar ao abismo a esperança social e política do pobre povo brasileiro que embarcou nessa. Comecei a ver isso quando o cara virou deputado federal e nada fez de concreto em sua “deputança”. Como deputado ele mostrou ser vago do mesmo jeito que falou de meu tio, e a coisa se mostrou, soprada por algum guia, um anjo, sei lá. Jamais o tipo subiu à tribuna e soltou a cachorrada naqueles sevandijas que rastejam e se esfregam entre si naquele antro. Não deu qualquer ibope, passou a legislatura in albis, ganhando, claro, seu rico dinheirinho, que ninguém é de ferro. Ali se revelou a “flexibilidade”, a “moldabilidade” que não se vislumbrara antes na radicalidade expressada e representada – se não teatralizada – em todas as posições do cara e do PT. E em que caímos como patinhos, como nunca antes ocorrera neste país. Enter.
Mas é que não poderíamos imaginar, educados que fomos por nossos pais, dentro de preceitos anteriores aos da babá eletrônica instalada e operante desde que a Globo entrou no ar, que pudesse ocorrer tamanha falcatrua engendrada por um grupo supostamente renovador e progressista, e isso dar no que hoje vemos e vivenciamos: a derrocada TOTAL da estrutura social e de poder na Pindorama. Vai nessa enxurrada a esperança e a possibilidade de crer em qualquer reversão dessa conjuntura. É o mesmo que Deus se revelar diabólico. É o mesmo que levar a punhalada de Brutus... parece impossível. E deu no que deu: o farsante cínico representou o irado opositor dos bandidos aboletados no poder para, décadas depois, mergulhar de cabeça no lamaçal que em que tanto cuspiu. Não só mergulhar: vimos o cara se lambuzar na podridão com explicitado prazer, ficando todos nós abestalhados e sem ação diante de tal inversão de sinal. Você deve ter sentido o mesmo, por mais que fosse alienado ou abestalhado. E agora vêm os comentários dos que preferem exibir palavrório jornalístico a enxergar os fatos que estão diante de seus narizes. Xingam Ahmadinejad com a mesma irresponsabilidade com que se referem a Lula como ex-presidente. Isto porque Lula não foi presidente, apenas ocupou a presidência. Quem governou nesses oito anos foi uma outra força, que está incrustada no poder no Brasil desde sempre, mas que agora está pegando pesadíssimo!... Vamos a textos. Enter.
“Realmente, o estado de saúde psicológica de Lula inspira cuidados. Tinha uma biografia que o transformara num dos mais importantes políticos da História. Se ficasse quieto, sua imagem se fortaleceria cada vez mais, o mito só tenderia a crescer. Porém, está claro que o poder lhe subiu à cabeça. A egolatria o dominou inteiramente, julga-se dono de tudo, faz o que bem entende e acha que tudo ficará por isso mesmo”. Vejamos: “num dos mais importantes políticos da História”. Que “história”? E que político é ou foi esse cara? Pelo que sabemos, jamais fez coisa nenhuma! Quando acomodou o traseiro na Presidência, voltou as costas para o que pregara por duas décadas e tal, e é sabido que só falou; fazer, fez coisa nenhuma! Na Presidência, somente eructou asneiras de alcoólatra aos quatro ventos! E tem mais: “Com isso, está desmoralizando e destruindo o PT, ao mesmo tempo em que se dedica a demolir a própria biografia. Tornou-se uma espécie de Il Duce de Garanhuns, um Napoleão de hospício, um Luís XIV em versão petista, a se olhar no espelho e proclamar ‘L’Etat c’est moi’, como se alguém pudesse ser dono do Estado”. Ato falho dele, amigo Carlos Newton! Ele inconscientemente está denunciando tudo, inclusive a si próprio, porque o peso do pecado na “consciência” está doendo demais! Trata-se de uma reação espontânea que acomete o tipo: sonhando com ganhar o céu, inconscientemente desfaz e demole tudo, tanto ele próprio como o PT dos mensaleiros... Enter final.
O que você acha dessa merda toda? Uma gracinha? Pois bem, agora é vida ou morte. Agora é o salve-se quem puder. Agora a putaria está explicitada, só existirá saída através da reformulação de tudo, inclusive da sociedade civil, transformada numa legião de cabeças ocas, zumbis, andróides, selvagens, bestas, macacos sem rabo, voyeuristas de tudo! Agora é um “ouvaiourracha”. Só que nossas esperanças se foram. Então, parece-me, e a muitos, que o que nos espera é a barbárie... e viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Em tempo: o julgamento do Mensalão parece que sai. Aquele ministro de olhar abissal parece que se coça até segunda. Prepare a cerveja, irmão, vamos ver loucuras... como, por exemplo, tudo isso dar em nada. Afinal, nascemos para ser hienas, rindo da própria feiúra.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Está aí a Terceira Guerra: lá vêm eles de novo

Frederico Mendonça de Oliveira

Você está com essa porcaria de texto nas mãos ou diante dos olhos, portanto deve saber ler. E deverá estar pensando que sou o velho maluco já conhecido de todos os que palram “vai vim” ou “compania” ou “traz pra eu”. Considero até que sou maluco mesmo, porque me nego a degenerar como os que me cercam. Atualmente anda dando até medo estar entre estes que parece já terem voltado às árvores, só que a preguiça os mantém no solo. E assim vamos avançando, só que eu pra frente. O resto, pra trás. Mas esse texto desse maluco véio vai alugar você um pouco, você que talvez ainda lute por não cair em tentação, e só por isso é que ainda se obrigue a ler algo fora da crônica dos famosos. Veja nestas bem traçadas o que o espera e que vai pegá-lo desprevenido se não se dedicar a esticar suas antenas daqui para frente. Olhe só o que estão preparando no Oriente Médio. Enter.
“Os estados membros na OTAN e do CCG preparam um golpe de Estado e um genocídio sectário na Síria. Caso pretendam opor-se a estes crimes, ajam o quanto antes; façam circular estes artigos na net e alertem os vossos conhecidos. Dentro de poucos dias, talvez a partir de sexta-feira 15 de junho, ao meio-dia, os sírios que pretenderem ver as cadeias de televisão nacionais terão estas substituídas nas telas por televisões criadas pela CIA. Imagens realizadas em estúdio mostrarão cadáveres imputados ao governo, manifestações populares, ministros e generais apresentarão a sua demissão, o presidente el-Assad tratando de fugir, os rebeldes reunindo-se no coração das grandes cidades e um novo governo instalando-se no palácio presidencial”. E nada disso estará acontecendo. Você gostou? Pois é: eles vão gerar um golpe de Estado virtual, para contaminar as mentes dos sírios com imagens que formam uma “realidade” da qual a população síria, especialmente a de Damasco e das mais importantes metrópoles, não poderá se livrar. Que tal? Você deve estar dizendo “Que legal!” ou “Que horror!”: sei lá como anda seu bestunto diante da porcariada que os jornalões cospem sobre a “primavera árabe”, e é quase garantido que você esteja mais por fora que asa de penico sobre isso. O que você não sabe é que tal intervenção viola todas as regras das comunicações no mundo inteiro, considerado similar a invasão militar com mísseis, bombardeios e o cacete. Enter.
E você acha que regras vão valer agora? Vão é pô nenhuma! Estamos ingressando na era da barbárie escancarada, torpeza posta em prática na “modernidade” política internacional desde a invasão da Palestina por Israel. Essa “modernidade” começou quando das bombas de Hiroshima e Nagasaki e com o enforcamento do alto escalão alemão em Nürnberg – e você não sabia que é proibido por lei internacional execução de alto escalão de qualquer país, mesmo paizeco. Vemos massacres diariamente atingindo o povo palestino, tão diariamente como falam de Hitler e do holocausto na mídia, e a coisa fica sendo levada nesse “equilíbrio de teores”. Não é uma gracinha? Pois é: parece que minha sina é estragar o fim de semana alienado que todos pretendem pra si, mas me consola saber que ninguém é obrigado a ler estas bem traçadas (por que negar? Mal traçadas são as que escrevem por aí, não as minhas!), podendo simplesmente ir bater umazinha pensando na Sandy, na Xuxa ou na Galisteu, e haja ganso que mantenha o pescoço rígido numa dessas... mas tem a Libertadores, tem o Curíntians, tem o Faustão, tem muita opção para se livrar de minhas palavras nada confortáveis. Enter.
Quem toca esse ataque virtual à Síria é a OTAN e a CIA, dois endereços do demônio. E tem um gringo, Ben Rhodes, de procedência duvidosa – como sempre: teve Henry Kissinger, que na verdade é Abraham bem Elazar, e Zbigniev Brejinsky como secretários de Estado; depois, Condoleeza Rice, que na verdade é Yana Kolmer; entendeu o meu recado? –, no comando dessa treta monstruosa. Alá: “Esta operação, diretamente monitorizada a partir de Washington por Ben Rhodes, conselheiro adjunto da segurança nacional dos Estados Unidos, visa desmoralizar os sírios e preparar um golpe de Estado. A OTAN, que esbarrou no duplo veto da Rússia e da China, conseguiria assim conquistar a Síria sem ter de atacá-la ilegalmente. Qualquer que seja o julgamento sobre os atuais acontecimentos na Síria, um golpe de Estado poria fim a toda a esperança de democratização”. Você vê, tá tudo arrumadinho pra explicitar a terceira guerra mundial, que já vem desde mais ou menos 540 A.C., como você pode constatar no livro de Esther, do Antigo Testamento. Nessa data ocorreu o primeiro genocídio no mundo, uma terrível matança que começou na Pérsia de Assuero e foi terminar na Etiópia. Foram massacrados 75 mil em TRÊS DIAS, e não havia nem trem de ferro naqueles tempos. Morô? E a Pérsia de Assuero é hoje o Irã de Ahmadinejad, e a Síria apóia o Irã. Assim, você saca: a Síria não é forte como o Irã, e tomá-la significa deixar Ahmadinejad cara a cara com os algozes do mundo. Que ele, macho real, não para de denunciar como sendo o que são. Enter final.
Mais uma gracinha pra você. Alá: “Doravante, a midia já não se contenta em apoiar a guerra, ela a pratica diretamente. Este dispositivo viola os princípios básicos do direito internacional, a começar pelo artigo 19 de Declaração Universal dos Direitos do Homem relativo ao fato de ‘receber e difundir, sem consideração de fronteiras, as informações e as idéias por qualquer meio de informação’”. E, pra melar o fim de semana dos incautos, alá: “No direito, a propaganda da guerra é um crime contra a paz, o mais grave dos crimes, dado que ele torna possíveis os crimes de guerra e os genocídios”. Tá aí, bem. O negócio é tomar uma cerva e have a sexy weekend! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

E aí, Mercadante? E aí, Ayres de Britto? Como ficamos?

Frederico Mendonça de Oliveira

Príncipe dos petralhas no Senado, Mercadante jamais foi de abrir o bico. Para coisa nenhuma. Fica na dele, parece que trabalha só pensando em seus cavalos de raça que pastam no seu haras que a imprensa revelou existir. Ou “imprensa”, como você quiser. Mas esse mesmo senador mais light petista que petralha – já que não aflora nenhuma participação dele nas maracutaias feias da cambada lulopetista – acaba que se mostra tão inexpressivo e inoperante como “ministro” da “Educação” quanto foi sempre quase invisível no desempenho de suas “funções” como parlamentar. Sempre em cena, mas um “legume zero” como o chuchu, que a macacada goza como sendo o legume ABC, isto é: contém água, bagaço e casca – e só. Lá está o Mercadante apenas mercadejando sua presença sempre até hoje inócua, só uma figura, um boneco. E ainda desfere asneiras: “Nós vamos ter uma escola do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) no Brasil. Estamos iniciando todas as tratativas pra poder concluir esse processo”, declarou o ministro chuchu. E o MIT logo respondeu: “O MIT não abre campus no Exterior”. Bem, até aí você deve estar se perguntando a que vem esse papo. Informo: é que 51 universidades federais estão em greve, e sua excelência o ministro da Educação nem tchuns para o que se passa. “Os professores federais estão em greve para reivindicar a reestruturação da carreira e reclamam de condições precárias de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas instituições. De acordo com o Andes, foram feitas mais de dez reuniões com o ministério do Planejamento para revisão dos planos de carreira, mas não houve avanço na negociação”. E a Educação? Não pia nessa? A Educação não cuida da educação e do que acontece com as universidades e com os docentes e funcionários das federais? Bem, são ”competências”, sabe-se lá. Pensar que um Tiririca hoje é membro da Comissão de Educação ou coisa por aí... Seriam, muito mais, incompetências, que contaminam geral o poder constituído. A turma quer é vidão, faturar, viajar, abocanhar, prevaricar, o resto que se fornique. Inclusive essa porcaria de Brasil, que é uma questão de “eminosqüência”, palavra inexistente e que é usada para designar algo que não tem qualquer teor. Enter.
Você ama o Brasil? Você ama a pátria? Como você pensa o Brasil? Você pensa no Brasil quando pensa em sua vida, no que você faz ou pretende fazer? Você acha que o Brasil tem jeito? Você ainda alimenta ilusões quando vê a situação do Rio de Janeiro, aquela legião de favelados crescendo como câncer e já quase compondo metade da população carioca? Bem, acho que você não é burro... mas pode ser que o condicionamento do happy end assimilado na ficção desde a infância ainda lhe cultive a crença na redenção daquilo... e já era! Não há mais como esvaziar o Rio daquela invasão, porque não há como redistribuir tanta gente... a menos que se instale no poder uma linha dura capaz de milagres. Digo linha dura não como a que tocou os anos de chumbo que duramente vivi, mas por considerar que para um mal daquele tamanho só uma ação drástica poderia apresentar qualquer solução. Por exemplo: em lugar de sediar Copa, construindo estádios e o escambau, construam-se estruturas prisionais para real recuperação da legião de bandidos que superlotam os presídios atuais, totalmente sucateados; e desloque-se boa parte dos favelados do Rio para trabalho no campo com estruturas habitacionais associadas, escolas, comércio, rede de saúde de apoio, e essa macacada poderia trabalhar – em condições dignas, claro – na agricultura que tanto nos falta como instituto, ou na construção e recuperação de estradas, que hoje escoam TODA a nossa produção, e poderíamos pensar na reestruturação de nossas ferrovias.... Mas tudo esbarra na corrupção tocada pelo poder invisível, você sabe, e assim vamos ao outro assunto de hoje: os poderes, em destaque o agora tão balançado Judiciário. Enter.
“Também considero o maior problema do Brasil esse conluio imoral entre Poder Judiciário/governo/grandes empresas. A corrupção somente prospera no país porque os membros do Poder Judiciário e do Ministério Público atuam como sócios ocultos da bandidagem”. Você viu isso?? É apenas um comentário de um leitor da Tribuna da Internet. Pegou pesado, claro, mas é exatamente por aí. Agora, depois de quase sete anos do mensalão, a maior vergonha da história de nossa “vida política”, parece que suas excelências vão “sacudí as purga” para peitar essa merda. Por que não até agora? A fala do leitor explica: “Poder Judiciário e do Ministério Público atuam como sócios ocultos da bandidagem”. Quer ver? Alá: “Dois anos. Esse é o tempo que já transcorreu desde que o ministro Celso de Mello, do STF, concedeu uma liminar mandando reintegrar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso sete juízes e quatro desembargadores aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça”. Pois é: os caras foram aposentados compulsoriamente – com ganhos integrais e benefícios, óbvio – por irregularidades descobertas na construção de uma loja maçônica (???????). De repente, voltam à ativa por liminar de um ministro do Supremo, e fica sabido que nunca se venderam tantas sentenças nem movimentada tanta grana como depois da volta “à ativa” dessas excelências. Meritíssimos ou meretríssimos, os juízes que vendem sentenças?... Enter final.
Você ainda aposta no Brasil? Pois eu, não. Aposto em Deus, claro, e só me pessa pelo bestunto a idéia de descer do céu uma chama saneadora e a impressão de que a coisa, pra melhorar, tenha que doer muito e geral... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

E agora, josé??? Lula, Gilmar, Cachoeira, mensalão... E aí???

Frederico Mendonça de Oliveira

Você sabe muito bem por que eu grafei “josé” com jota minúsculo. É que, do jeito que as coisas vêm “ocorrendo”, não somos mais gente, estamos transformados em coisas. Você sabe, coisas não reagem, não pensam, não se arretam... e fazemos delas o que quisermos. E é isso que fazem de nós: o que bem entendem. Você pode ser petista, pode me achar agressivo, pode se cagar de medo desses assuntos e tal, mas viramos coisas, objetos sob essa cambada que tomou o poder neste lupanar ainda denominado Brasil. Vamos a fatos ou você sai fora? Bom, faça o que lhe convier; eu vou fazer minha obrigação semanal nesse blog que ninguém lê, apenas Deus, que o inspira e sabe o filho que sou. Enter.
Agora fedeu. O maluquete apedeuta que não sabe usar plural e pronuncia obscenidades idiomáticas como “Petobrais” parece que pirou. É o que se infere por ele ter ido pressionar o Gilmar Mendes pra brecar o julgamento do Mensalão, putaria que se arrasta pelas mãos dos representantes de nossa “justiça” – sem maiúscula e com aspas, sim, porque o sentido real da palavra no Brasil lulopetista é muito outro – em troca de blindar o trêfego magistrado de acusações na CPMI do Cachoeira. Que foi inventada justamente para ofuscar e desviar o julgamento dos bandidos liderados pelo apedeuta: seu escudeiro Zé Dirceu e outros sacripantas que mamavam nas tetas do valerioduto, a mais escandalosa tramóia já armada neste, repito, lupanar denominado Brasil. Talvez a quimio tenha desaparafusado mais ainda esse maluquete, que já dava sinais de insanidade quando subia a rampa do malfadado Palácio do Planalto, que virou antro petista e QG da corrupção. Enter.
Então o maluquete parece que pirou, fala pelo rabo por aí, como sempre, só que agora sem a caneta mágica e não mais emporcalhando a cadeira aviltada por seguidos traseiros de traidores sem pátria. De qualquer forma, tirando Itamar, um cara até gentil e firme, os quatro “presidentes” civis depois dos cinco generalecos, só revelaram uma vocação irresistível para a corrupção. Sarney sentou seu traseiro por quanto tempo naquela malfadada cadeira? Quatrinho? E o que virou o Brasil? A cara dele, com bigode, bolachas laterais e tudo. Um lixo total, como o Maranhão. Vimos essa porcaria de país de pernas pro ar, a inflação absolutamente descontrolada, aquele inferno escatologizado. Depois, o alagoano porralouca, defenestrado pelos mesmos que o empossaram. Mas foi em FHC que o bordel tupiniquim encontrou o seu firme encaminhamento. Lembra da “venda” da Vale, triste evento em que um patrimônio nacional reconhecido mundialmente passou para as mãos de um simples cara desconhecido com sobrenome de sopa de consoantes? Pois foi uma das peripécias do asqueroso e cadeiável FHC, o desprezível traidor Gallochmouth. Depois esse cadeiável se reelegeu comprando votos de parlamentares por R$200 mil, o que lhe deveria valer uma cela e trabalhos forçados até esquecer de vez os autores que leu para ser o sociólogo fajuto que virou. E veio o eneadáctilo (essa é de minha lavra...) para desandar de vez com nossas vidas, e eis o País de pernas pro ar mais ainda, agora registrando a pior crise institucional já vista ao sul do Equador e exibindo um poder em incontrolável diarréia moral e política. A figura dantesca de Márcio Thomaz Bastos defendendo o bicheiro para que este escape da ação punitiva do Estado é algo emblemático e de fazer vomitar. Aliás, vomitar é a reação natural só por depararmos com aquela fisionomia sardônica... especialmente depois de ter protagonizado uma cena escrotíssima na TV, em que bancou o mocinho que martela um revólver como exemplo de condenação às armas de fogo. Com marteladinhas nada viris, vimo-lo, eu vi, você também, fazer esse papel podre diante de espectadores abestalhados em todo o País. Enter.
Você está alopécico de saber que o território entre o Oiapoque e o Chuí já era. O negócio é relaxar e beber cerveja. Não adianta, esse câncer não vai regredir mais nunca. Aliás, câncer não regride, só avança. E costuma é matar mesmo. Então vamos às cervejas, que pelo menos trazem alguma sensação de alegria e crescimento. Estamos nos drogando pra suportar o retrocesso que nos impõem esses sevandijas entronizados por Baphomet no poder. Danou-se, meu! Aliás, o avanço do crack no meio jovem é reflexo dessa putaria instituída. A juventude começa a praticar suicídio de diversas maneiras, e isso é um sintoma horripilante da degringolada que nos vitima, e tudo vem de cima, começando na Presidência, que nada pode senão obedecer ao poder oculto que submete a maior parte dos países nesse planeta que vai se tornando o planeta dos bugres. O Brasil e alguns países do Terceiro Mundo lideram esse embugrecimento e todos com afinco desaprendem desde a essencialidade da cidadania até os contornos do idioma e da consciência do simples viver. Estamos voltando às árvores e às cavernas, mesmo que simbolicamente: o retrocesso e a regressão se impõem sem dó. Duvida? Pois observe melhor a multidão ou o idiota a seu lado pelas ruas ou nas lojas. Mas cuidado: é algo de chocar feio... Enter final.
E a Justiça, ó! Aposentaram com todos os vencimentos um desembargador em Sampa. O cara ganha o bembão remunerado porque foi pilhado em ato de corrupção. Dois colegas dele escaparam, mas o crime é o mesmo. Alá: “Por 13 votos contra 12, o Órgão Especial do TJ-SP decidiu afastar o desembargador Alceu Penteado Navarro de suas funções de presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-SP)”. Quer mais? Alá: “E o pior é que, como se sabe, a punição de juiz corrupto é aposentadoria com salário integral. Muito edificante”. Ás cervejas, brother! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cuidado, cães! Estamos chegando aí!...

Frederico Mendonça de Oliveira

As fuças altaneiras do Carlinhos “Waterfall”, o quadrilheiro mor do lulopetismo, embelezaram as telinhas diante das quais os brasileiros se curvam diária e religiosamente em alienação e estupidez assumida, na adoração dos tipos sinistros que os donos do poder impingem aos mortais por eles tangíveis. A seu lado, o patético e asqueroso “ex-ministro da ‘Justiça’” que atende por Márcio Tomás Bastos sorria aquele sorriso de carniça, como se estivesse protagonizando um espetáculo de grande importância e alto benefício para seu cliente sob perguntas de “parlamentares”, a comissão que toca os trabalhos dessa tão duvidosa CPMI. Ante a arrogância do “réu” e o cinismo do defensor, a indignação bateu. De passagem vi numa TV de sala de espera – não assisto TV, porque não me odeio nem me permito chafurdar diariamente em merda – que uma senhora lá, na sessão de perguntas, quis arrancar as calcinhas pela cabeça, sob indignação extrema diante das carantonhas da dupla porca,. Talvez não o tenha feito para não desmanchar o penteado. E assim vai se arrastar, seguramente, a CPI, esbarrando em duas muralhas aparentemente intransponíveis: uma, o fato de quase todo o Congresso, com raríssimas exceções, ter de alguma forma rabo preso com o esquema liderado pelo bicheiro; outra, o fato de não interessar ao poder que algo realmente mude nessa suruba que já vem desde que o degenerado Sarney encostou aquele traseiro fétido na cadeira da “Presidência”. Enter.
Pois você sabe: mesmo que o brasileiro seja um patife assumido, quando não um bandido assumido, quando não um miserável autodestrutivo assumido, alguma célula de dignidade jaz no fundo de cada um “nefte paíf”, como diz o picareta que se vangloria de ter nove dedos e nunca ter lido um livro sequer. Pode acontecer, sim, de um belo dia a barca funesta em que navegamos, singrando um oceano de lixo e fezes, aderne... e os brasileiros, ao entrar em contato direto com a matéria em que navegam, resolvam acordar e agir. Existe um surdo clamor de ódio histórico dentro de cada ser transformado em imbecil para se curvar ao que está aí. É como uma pequena célula diferente das restantes e que de repente começa a se multiplicar e acaba tomando conta do corpo todo do bicho. E isso pode ocorrer em “cadeia nacional”: é só o Criador apertar o botão lá em cima... e aí vai ser uma catástrofe sem paralelo em nossa triste e tão emporcalhada História de colônia apodrecida. Mas catástrofe no melhor dos sentidos: vão rolar as cabeças dos bandidos, um justiçamento jamais visto. Você também já deve ter até imaginado, fantasiado isso... Enter.
Brasília está lá naqueles confins justamente pra evitar a grande explosão da ira santa contida há séculos nos corações e peitos da turma decente nesse puteiro de que falou Cazuza. Mas no caso da CPI do Cachoeira e do julgamento do Mensalão o que tem de ocorrer é a invasão daqueles plenários por uma legião de revoltados portando porretes e foices e serem eliminados os vendilhões imundos de nosso templo pátrio! Nada de transcursos legais e outras viadagens: vai chegar a hora em que o grande mal vai impor o uso de um grande remédio... e a violência com que esses marginais do colarinho branco – tem também os da toga... – assaltam os cofres públicos, corrompem as instituições e desgraçam a vida da população trabalhadora terá como reação natural, cósmica, a marcha dos injustiçados por sobre os vermes que transformaram o País num lupanar em que o cafetão manda mais que o presidente e os poderes... e não ficará um só deles pra contar a história! Isso não aconteceu, dificilmente acontecerá, mas a letargia de um povo amordaçado por decênios de ditadura pede uma química saneadora, talvez mais eficiente do que massacrar fisicamente esses sevandijas... Você não acha isso também? Enter.
Márcio Tomás Bastos é um que merece passar por duro justiçamento: o sorriso cínico, sinistro e sardônico que exibia ao lado de seu cliente bem mostra o tipo de andróide que o petismo ousou alçar à condição de ministro da Justiça! A senhora Magdala Domingues Costa cita um texto sobre esse tipo imoral: “Quando ministro da Justiça, Marcio Tomaz Bastos fazia questão da progressão de pena para bandidos; lutou para que a Lei de Crimes Hediondos fosse alterada para favorecer os bandidos; mesmo a contragosto da população, sempre foi a favor do desarmamento da população de bem e do cancelamento de todos os registros de armas adquiridas legalmente e da anulação dos portes já concedidos; era contra os proprietários rurais se defenderem de invasões; afirma que o mensalão nunca existiu etc”. Com um cafre dessa laia no comando da Justiça, o País virou o paraíso para o marginal e um inferno para o cidadão honesto trabalhador. E é justamente esse espantalho asqueroso o defensor do marginal cafetão do lupanar instalado no lulopetismo, o pútrido Carlinhos Cachoeira. Pois tem mais: a articulista Magdala Domingues Costa consegue traçar um perfil desse pilantra profissional em que a feiúra física e moral do tipo aflora através de uma escrita de rara elegância: “Não sei bem se a vida imita a arte ou é o contrário; o fato é que a face deste Gwynpline tupiniquim (Márcio Tomás Bastos, à semelhança do personagem de Victor Hugo) ficou deformada pelo hábito. Exibe o sorriso deformado de ‘Coringa’ na ‘CPI do Pus’, com a elegância de quem está acostumado à amoralidade de atos corriqueiros, abonados por uma tal de ‘Justiça’, cujas leis interpreta à sua maneira”. Você está vendo: a turma começa a se mexer... e a conflagração “pode vim” aí, e os que puxam o cordão podem contar “cunóis”. Pode “chamar eu” também! Tô nessa! Certamente você estará de porrete na mão, não há “mensagi” mais clara! Enter final.
Você pode ver também adjacências do reino do Cachoeira no blog do Garotinho, sobre quem aliás pairam acusações: http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=10746. Assim vive a elite que nos espolia! Com calçados Christian Louboutin, que chegam a custar R$ 10 mil. É mole? E viva Santo Expedito! Oremos. “Vô vim” na sexta que vem!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

“Pode vim cunóis na festa!”

Frederico Mendonça de Oliveira

Estamos começando a festejar a nova etapa evolutiva do idioma, como você pode ver nos termos deste tão lindo título. No passado pré-cristão era o Latim, depois veio ocorrendo a falação de zumbis submetidos por Roma através das colônias por séculos, e disso decorreram o Francês, o Espanhol e o Português, essa tão admirada “flor do Lácio” de que falou o maluquete Bilac: “Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura”. Do esplendor ficou titica nenhuma; já quanto a sepultura, o esplendor dela permanece, e é o futum da tetrametilenodiamina – carniça, para os íntimos. Só o fato de o verbo vir ter virado vim, revelando o espírito de escatologia das cabeças axavantadas (em sentido pejorativo: os xavantes são muito mais gente do que essa legião porca de brancos azedos que explora como vermes ávidos a carcaça dessa amaldiçoada Pindorama), esse oceano de penicos, já nos revela o que nos espera em termos de “idioma do futuro”. Estamos a caminho do idioma “grunhês”, inspirado no latim “grunn/o, o som do porco”. A julgar pelo que emitem “verbalmente” coisas como aquele Mirosmar, que virou Zezé Di Camargo, por sinal ícone/paradigma liderando uma incomensurável procissão de bugres palradores e lamurientos deste Brasil prostituído, desgraça inaudita neste planeta, os grunhidos sucederão as frases. Se os palestinos, exemplo de infortúnio nacional, enfrentam aquele horror desde 1948, pelo menos eles não decaíram em seus costumes, mantendo a dignidade de uma fala e de uma escrita originais mesmo sob o fogo atroz do invasor. Enter.
Você sabe, está vendo direto e reto: a podridão cresce e cresce e cresce, e não há saída. Uma vez, um juiz falou que “daqui dez dias vamos nos encontrar”. “Daqui dez dias”, meritíssimo?? Vossa Excelência não enfrentou uma provinha de conhecimento do Português para envergar a toga?? A preposição deve ter ido pro seu bolso como certos “adicionais” distribuídos no TJSP que o Ivan Sartori grita serem “devidos”; na verdade, são substrativos: subtrai-se a preposição da fala tanto quanto subtrai-se o “adicional” do erário, hohoho. A que pocilga descemos! Mas sempre há um consolo: nossos filhos sofrerão bem mais do que nós... diriam os que já se assumiram pública e claramente como sendo coprófilos. Nossos filhos e netos mijarão em nossos túmulos, você sabe: ficaremos para eles como plastas de merda que se adaptaram a uma pústula social sem dizer um “a”. Se não for pior, no caso de termos participado dessa pústula como os vermes que a geraram e nela chafurdam diante de um povo azumbizado e miserável EM TUDO! Você sabe: as bestas deambulantes nessa superfície malignizada que é o solo do Brasil nem sonham com ação e reação, jamais saberão o que é carma, vivem como irracionais transfigurados na busca de seus desejos enlouquecidos. Querem é carro – se possível, carrão –, matéria, eletrodomésticos, roupas de marca, show de miséria vocal dos chapeludos, fiveludos e botinudos, baladas e, claro: furebs no sofá e guampas na TV. Enter.
Ultimamente você também deve andar fugindo de “crianças” na rua, nas lojas, onde for. Os miserozinhos agora estão vivendo um interminável “outing”: manifestam publicamente a liberdade criminosa a eles conferida pelos cães que manejam os cordéis desse inferno em que estamos mergulhados. O que há de mais caro para as crianças lhes foi suprimido porcamente: o pátrio poder. Os pentelhos de que fala o Faustão hoje disputam corridas em lojas e supermercados, se enfiam entre você e o que você está fazendo, falam bem alto com seus “pais” – esses estafermos abestalhados e abostalhados –, fingem ser gagos pra alegrar os que os geraram e/ou pariram, falando bobo pra mostrar seu charme infantil idiotizado... e isso mostra o que serão amanhã: umas bestas ao sabor do caos. “Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.; Tome o partido dele contra vizinhos, professores, amigos. Afinal, todos têm má vontade para com seu filhinho” – eis aí um texto da polícia de NY intitulado “Como fazer um delinqüente”. Você sabe: a turma de papás e mamãs hoje está criando bugres perigosos, que irão certamente protagonizar uma era de horror e barbárie só vivida nos primórdios da chegada do homem NA Terra, quando nossos ancestrais se ocupavam com aprender a fazer um nó ou um laço com o cipó que a Natureza lhes ofertava. Daí terá vindo a forca... Enter final.
Pequepê, você pode ver, estamos fritos! O homem chegou à Terra ou NA Terra? Segundo o “juiz daqui dez dias”, deve ser NA. Ele deve conversar com seus congêneres nessa toada: “Você não vai VIM tomar umazinha cunóis? É só três copo!”.E assim marchamos a passos largos para o idioma Grunhês, porque, a julgar pela monstruosidade que se apodera das falas dos bugres deambulantes hoje, em curto prazo eles estarão falando por grunhidos. Mas ainda não é isso o ideal: a etapa do Grunhês é preparatória para a conclusão desse processo, quando falaremos o idioma dos gorilas, chimpanzés e orangotangos – nada de palavras. Se você não se grilar, chegará lá também... e é claro: ficará bem mais fácil. Todo mundo nu, os pelos crescendo pelo corpo para proteger da intempérie e, sublime conquista: não precisarão mais “IR NA ESCOLA”, não sofrerão mais a tortura de aprender a ler e escrever, não terão de distinguir pronomes de conjunções, tudo terá desaparecido. É possível até que reapareça acima do furebs um apêndice que vai aumentar de geração em geração, e aí a turma vai poder realizar seu sonho de tantos séculos: voltar às árvores, de onde, segundo os cientistas, eles vieram. Não é lindo? Pois é: a isso chamam de “evolução da Humanidade”... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Você está invertido, sabia?

Frederico Mendonça de Oliveira

Não, não é o que você poderá ter pensado: falo do que vai pelo seu cérebro, que não deve andar nada bem. Quer ver só? Você acha que tem opinião, mas não tem titica nenhuma. Você não sabe se o bom é Michel Teló ou Zé Luís Mazziotti. Qual dos dois canta melhor? Ou, melhorando a pergunta pra você já cair do cavalo de bunda no chão: qual dos dois CANTA? Você não tem saída: xeque-mate. Nesta vida você não conhecerá ZéLuiz Mazziotti, você não teria acesso, a menos que agora vá ao Google. Mas você não vai entender por que ele é melhor que o Teló: você não tem instrumento de aferição... Você pensa que você é quem escolhe o que lhe agrada, mas não sabe que quem escolhe é quem lhe enfia isso goela abaixo. Uma das maiores podridões impostas ao Brasil antes da petralhada puxada pelo cachaceiro roufenho foi alçarem à condição de “rei” um traste reles como o Robertão (Carlos – você conhece isso?). Esse tipo é o paradigma da estupidez, do mau gosto, da mediocridade, um exemplo de incapacidade elevada à condição de excelência. Todo diabólico ano – não vou dizer “todo santo” –, a Rede Globo alveja o povo brasileiro com o especial de fim de ano protagonizado por esse tipo infeliz. Deve ser para emporcalhar os míseros resquícios de espírito cristão que ainda restam nas legiões de cooptáveis desse país prostituído e entronizar Baphomet nas vidas e nas casas da Pindorama. Pois o trêfego Michel Teló é decorrência natural desse descaminho maligno que foi a unção de Robertão como “rei”. Rei da merda musical, da titica verbal, do timbre peganhento e nasalóide, da imagem da decadência estética em direção ao horrendo, isso foi esse infeliz “rei”. Hoje ele definha pelos 70 enrustido no bojo do opróbrio que lhe cabe depois de prostituir a canção brasileira por no mínimo três décadas. E você, se sabe que ele existiu, talvez se curve irracionalmente à coroa e ao cetro dessa besta musical. Enter.
É assim. Vão entulhando porcaria sobre porcaria ano após ano, e a macacada vai engolindo e virando objeto vestido. É aquilo: não pensar e aceitar o que impõem é bem mais fácil. Por exemplo: não há nenhuma força que se levante contra o Ministério da Educação no que se estabelecem as regras da nova ortografia. Extinguem o trema, e os asininos nem estão aí, porque na verdade nem um entre mil nesse lupanar sabe o que é trema, pra que serve e, pior, quando usar. É como a crase: por que não abolem essa merda, se NINGUÉM sabe pra que serve e como usar? É como o verbo “vir”: por que não introduzem a variação “vim” para o infinitivo? Se a boiada fala “vô vim”, “vai vim”, “pode vim” e não há o que altere essa deformação porca e reles, por que não oficializam a destruição já instituída pelos asininos zumbis ambulantes? Por que não introduzem logo o “cunóis” em lugar de “conosco”? Por que não extinguem logo os pronomes oblíquos? Nas montanhas do Sul de Minas, onde deambulam cavalgaduras broncas pelas calçadas apinhadas de estupidez glorificada, o uso do pronome oblíquo sugere a impressão de estarmos falando grego. E você: fala “pode vim” ou “pode vir”? Na verdade, você nem percebe mais esse tipo de coisa... não é? Tenho um aluno que sempre me pergunta: “Tudo tranquilo?”, ao que respondo: “Claro, e sei por qüê”. E ficamos brincando com a desgraça do idioma e dos que hoje o manipulam pelo orifício oposto ao que ele antes era emitido: “Qüero aqüele qüeijo, por gentileza”. Se não tem mais o trema, como é que as bestas palradeiras vão saber distinguir? Ou distingüir? Você está vendo a que ponto chegou a merda? É assim, e você jamais saberá por que as coisas tendem a degenerar de tal maneira..., apenas sofrerá com cara de paisagem em preto e branco os efeitos da ação dos demônios. Enter final.
E, nestes tempos de falares pelo furebs, detectamos as causas desses sintomas horrendos de decadência e degenerescência. Um, as bestas que ocupam TODOS OS PODERES com mão de ferro disfarçada em blandícias. Veja esse trechinho: “Ou por um Legislativo contaminado por parasitas, a maioria dos quais não seria capaz de entender as primeiras linhas deste texto. E pelo outro poder no qual ainda depositamos nossas esperanças, o Judiciário, que por sua inoperância tem se mostrado um cúmplice dos políticos”. E eu ainda vou ser bonzinho com você: acesse www.tribunadainternet.blogspot.com e procure, com sua admirável capacidade de buscar significados, a matéria “Malandragem boçal”, de Jorge Brennand. É de 10/05 passado. No calendário acima do site à direita você pode clicar no dia dez e obter a matéria pelo título. Olhe só um detalhe: “O jornalista Carlos Marchi editou histórica e contundente matéria, na edição dominical de O Estado de São Paulo, em 31 de agosto de 2008, intitulada ‘Linha direta entre Lula e FHC evitou o impeachment’, detalhando: ‘Conversas secretas, intermediadas por Palocci e Bastos, ajudaram a evitar o caos do mensalão.’”. Vê como você está tão por fora como asa de penico? Mas tem coisa horrorosa pra comparar: na quarta-feira, 09 de maio de 2012, veio a matéria do Carlos Newton “Adeus às ilusões: novo presidente do Supremo só pensa em aumento de salário”. Bonito: justo no momento em que a credibilidade do Judiciário despenca mais feio que jaca podre e que a assunção de Aires de Britto trazia um alento para nós, vemos o lindão aparecendo em capa de Veja dizendo que o julgamento do mensalão será técnico. “Senão seria linchamento”. Pergunta: e os julgamentos em geral, não serão técnicos? A Justiça tem julgamentos especiais, que não seriam “técnicos”? Ora, linchados eles já estão por si mesmos, por serem bandidos imundos, canalhas, traidores da pátria, porcos, moleques safados falando Português de puteiro e por terem sido já pilhados como os cães miseráveis que são... A única real coisa que falta é mandar esses monstros abomináveis pro cárcere, para trabalhos forçados, e imediatamente! Mas isso parece coisa de leigo... larga mão. Vai vim coisa aí. E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!