sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Rocinha, Brasília, o que invadir?

Frederico Mendonça de Oliveira

Você terá visto que tanques das Forças Armadas e o cacete invadiram a favela da Rocinha. Não sei como você reagiu, se com entusiasmo, descrédito, se com esperança de ser isso um passo rumo a peitar o banditismo e socorrer a legião de miseráveis pendurada nas encostas dos morros cariocas – e do desmantelamento do tráfico no Rio, se isso é pensável nesses dias incertos. Se você fez até um churra com os amigos pra festejar, não convém a leitura destas linhas. Se, ao contrário, você pensa como aquela mulher entrevistada pela “Grobo” e que criticou com palavras incisivas e serenas a invasão como coisa prejudicial, já que o poder instalado nos morros fornece suporte social – grana, benefícios, ajuda em tratamentos de saúde e até educação para a criançada – aos favelados, aí temos um dedo de prosa a bater. Você já viveu em morro ou em comunidade ligada a favela qualquer? Bem, eu já; e posso dizer que a realidade por lá é completamente diversa da que você poderia imaginar. E já podemos denunciar: essa invasão é patacoada: visa outros objetivos. E à população do asfalto se impõe mais essa empulhação, pra manter o poder inamovível dos Sarney e dos cartolas e barões de todos os estamentos de poder. Você deve intuir: a população favelada é cética para com essa pantomima, todos sabem que isso só vai piorar as coisas. Enter.
A sempre abjeta revista Veja – aquela que, ao contrário de Deus, escreve torto por linhas certas – estampou em foto de capa, quando da invasão pirotécnica do Complexo do Alemão, um membro do BOPE ou algo semelhante, sei lá, em trajes de enfrentamento, portando fuzil e com a cara cagada de preto, e tendo à altura da pelve um texto inacreditável: “ O dia em que o Brasil venceu o crime”. Bem, já somos palhaços de longa data, isso é velho. Mas um texto de capa estúpido assim já é um tripúdio sobre nossos sofridos anos acumulados de frustrações intermináveis. Que Brasil venceu que crime, moleques safados?? Todos sabemos que isso é encenação ridícula, que nenhum exército e muito menos o Exército extirparia o cancro em que se converteu a população favelada no Rio! Aquilo é um fato consolidado, uma realidade imutável, e, claro, o crescimento dessa máquina monumental é inevitável! Então vem a Veja com essa molecagem chula aproveitando o vácuo deixado pelo sucesso daquela Tropa de Elite, filme que não passa de degustação de pus, do miasma social que temos de suportar enojados e já de todo descrentes. Favelas não são nem serão algo historicamente aceitável como padrão de saúde social: são uma degenerescência horrenda, um submundo atroz, algo entre purgatório e inferno explodindo no tecido social como um horror irregenerável e irregressível. Enter.
Pois os comentários sobre a “invasão da Rocinha”, farsa que só convence os mais trouxas entre os trouxas, são de lucidez contundente. Um adolescente morador nestas montanhas e já atento aos fatos envolvendo esse enfrentamento fajuto lembrou que “não é a favela da Rocinha que o Exército e as forças da tão discutível legalidade têm que cercar: é a Praça dos Três Poderes, o maior antro de bandidos existente no Brasil”. Quem proferiu essa fala orça pelos 15, e ela causou caloroso consenso, reação intensa entre a rapaziada presente. Basta ver o livro Honoráveis Bandidos, “que conta a história do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle do Senado pelo patriarca que virou presidente da República por acidente e beneficiou amigos e parentes”. E ainda nos envergonhamos de pagar, com o suor de nossa labuta a cada dia mais incerta, 14º e 15º salários para esses sevandijas, cafres assumidos, sudras depravados, enquanto esses mesmos traidores sonham com extinguir o 13º do trabalhador honesto. E o povo, passivo – muito diferente de ser pacífico –, não tem condição real de mobilizar milhões contra a corrupção. Mobilizar é coisa para certa minoria oculta e infiltrada no poder desde os primórdios da História. Vimos, vemos e veremos paradas gays reunindo milhões, o mesmo ocorrendo com os evangélicos. Mas a sociedade civil se manifestar por si é algo que só veremos se as chamadas forças ocultas resolverem tomar para si a tarefa – e aí o galinheiro estará sendo comandado pela raposa... Enter.
Volta e meia alguém fala que era preciso fechar esse Congresso e dar o poder aos militares. De novo? Bem, vá, admitamos considerar e debater. Que seja: mas que subam ao poder outros militares que não os Médicis, Geisels, Figueiredos e Golberis da vida. Que seja: mas que não tomem o poder militares a soldo do capital internacional intervencionista. Que seja: mas que os militares que assumirem o poder tratem de pegar essa cambada do colarinho branco e não hesitem em pôr essa corja a ferros, com penas compatíveis com o estrago que eles causaram. Que seja: mas que façam o que Brizola prometeu fazer caso chegasse à Presidência: “A primeira medida, na primeira manhã de meu governo, será tomar uma atitude contra esse grupo”, referindo-se à Rede Globo. Que seja: mas que todas as reformas urgentes ao País sejam imediatamente implementadas, livrando o trabalhador do inferno de sustentar a matilha dos poderosos e fazendo dele o protagonista do verdadeiro crescimento nacional. Bem, isso parece um sonho, um devaneio, uma “viagi”, como diria o “ex-presidente”, porque não subirão ao poder os nacionalistas autênticos JAMAIS! Os agentes do Império – leia-se: os assassinos econômicos e os chacais, vide “Let’s Make Money no YouTube – estão aí a postos para que isso jamais ocorra. Você duvida? Vamos apostar nossos patrimônios? O meu é uma merreca; e o seu? Apostamos? Enter final.
Então é isso: se é pra pegar bandido, cerque-se Brasília. Todo o Brasil sabe disso e sonha é com isso. Você duvida? Eu, não. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah!, você sabe: estamos censurados desde 11/04/08. São 2183 dias sob abjeta mordaça. E repetimos as palavras do ministro Carlos Aires de Brito: “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Até tu, STF???

Frederico Mendonça de Oliveria

Você verá a gracinha dessa notícia que saiu na manhã de domingo último no Estadão e que ao meio-dia já desaparecera (???) da primeira página. Tive a sorte de passá-la para o word tão logo li. Veja a belezoca: “Supremo blinda políticos e protege identidade de 152 investigados”; “O jornal Estado de São Paulo (Estadão) fez levantamento de autoridades públicas citadas em 200 inquéritos e identificou que mesmo nos casos em que não há segredo de Justiça só as iniciais são divulgadas, escondendo os nomes” – dos investigados, claro. O autor da matéria, de 04/11/2011 | 22h 40, é Felipe Recondo, do Estadão. E lá vai o texto: “BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados, senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo Estadão em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados. Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O Estadão já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF. O inquérito aberto contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, aparece no site do Supremo apenas com as iniciais da parlamentar: JMR (Jaqueline Maria Roriz). Outros seis inquéritos trazem as iniciais L.L.F.F. Só foi possível identificar que o investigado era o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) porque outra investigação com a mesma sigla foi levada ao plenário do tribunal recentemente. Em outros casos, é possível inferir quem é o investigado por meio de uma pesquisa. Sabendo que a investigação foi aberta em um estado específico, é necessário cruzar as iniciais com todos os nomes de deputados e senadores eleitos por esse mesmo estado. Por esse procedimento é possível inferir que um inquérito aberto contra L.H.S. em Santa Catarina envolve o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Nesse caso, o estado confirmou que se trata efetivamente do parlamentar e ex-governador catarinense. Mas na maioria das vezes essa pesquisa não é suficiente para saber quem está sob investigação no Supremo”. Enter.
Você está vendo: suas excelências andam se desviando em seus deveres. Se passam a camuflar – por que mesmo?? – alvos de investigações, três a zero pra eles. Veio o primeiro gol quando da anulação pelo STJ de operações da Polícia Federal. Depois, o Estadão, sofreu censura do desembargador Dácio Vieira, por sinal um comensal dos Sarney. O jornal andou denunciando ações ilícitas do Fernando Sarney, cujo pai você deve conhecer. O leitor do Estadão José Carlos Werneck escreveu em 03/08/2011 às 11:12: “Num Estado democrático, todo tipo de censura aos meios de comunicação é injustificável e atenta contra os mais elementares princípios de Direito e é ainda mais grave quando feita pelo Poder Judiciário, que tem entre suas atribuições a de garantir ao jurisdicionado o acesso à informação. Todo tipo de censura é abominável, e a pior de todas é aquela advinda de sentenças judiciais com o intuito único de amordaçar os meios de comunicação e impedir a liberdade de expressão inerente à essência da própria democracia. Vale aqui lembrar as palavras do eminente ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Aires de Brito, quando afirmou em histórico julgamento que ‘NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA’”. A Constituição brasileira, você sabe, no artigo 220 é clara ao garantir a liberdade de expressão e proíbe qualquer tipo de censura e de cerceamento ao direito de informação. Enter.
Abra o link http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-doutor-em-censura-esqueceu-de-mandar-prender-a-foto/ e veja uma cena bizarra: o desembargador Dácio e José Sarney posam em festa de casamento da filha de Agaciel Maia, este o mais sorridente, radiante. “O autor (da foto), não identificado nos créditos, talvez soubesse que fotografava um desembargador acidental confraternizando com três prontuários. Mas não poderia saber que estava produzindo a prova de um crime que ainda não fora planejado. Consumou-se neste 31 de julho, quando o homem pago pelos contribuintes para fazer justiça se nomeou censor da imprensa brasileira e proibiu o Estadão de divulgar informações sobre bandalheiras promovidas pelo bando de que fazem parte Sarney, Renan e Agaciel”. Que tal? Abra o link acima, lá estão bons ipissilones do Augusto Nunes, em duro sarcasmo contra os desfrutadores de podres poderes. Enter final.
O prof. H Romeu Pinto, missivista do Estadão, mandou essa, comentando a coisa de políticos blindados pelo STF: “7/11/11 | 9h17 - Esse é o país da roubalheira, da pilantragem, da canalhice, da vagabundagem sem fim e institucionalizada. Nunca antes na história deste país se roubou tanto quanto agora. Este é o legado de Lula e do PT”. O pior, você sabe: é por aí. E, curioso: a matéria que sumira ontem do Estadão voltou na seção “+ comentadas”, lá pra baixo na edição eletrônica. Boa recuperada... E o leitor Renato Ferro, agorinha, mandou essa: “O superior tribunal da falcatrua acoberta os ladrões do dinheiro público porque recebe propina para isso. Esses quadrilheiros que estudaram o vida toda para chegar lá se tornam bandidos porque se igualam aos ladrões adotando esses procedimentos. São vagabundos iguais, são marginais que não merecem o respeito do país. MARGINAIS, VAGABUNDOS DO COLARINHO BRANCO”. Uau! Que bronca! E viva Santo Expedito!! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Bem, você sabe: estamos censurados desde 11/04/08. São 2176 dias sob abjeta mordaça. E repetimos as palavras de Carlos Aires de Brito: “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lula e Luciano: Brasil é isso aí

Frederico Mendonça de Oliveira

Você não dormiria na semana passada enquanto não fosse esclarecido o que realmente rolou entre dois ídolos deste lugar chamado Brasil: afinal, Luciano se separar de Zezé di Camargo é uma tragédia nacional, concorda? O que fará o “povo brasileiro” se for privado de ouvir os guais dessa “dupra”? Que será do Brisêu se os filhos de Francisco dissolverem a união que mantém o “país” tão coeso, trazendo benefícios como redução de pobreza, aumento de oferta de emprego, aperfeiçoamento de setores como Educação, Saúde, Segurança Pública? Os sons assemelhados a ganidos emitidos por essas duas preciosidades culturais não têm contribuído enormemente para o “pogréssio” de nossas instituições mais valiosas? Então: você constata quão caro é para nosso povo e nosso país que os irmãos sertanojos se reconciliem, para que a normalidade institucional se reinstale entre nós. Enter.
Bem, um amigo me alertou para ser isso um golpe de marketing pra reaquecer o prestígio da “dupra”, possivelmente abalado pelo crescimento e aceitação crescente do “sertanejo universitário” (???) e da diversificação de mercado que isso vem produzindo de tempos pra cá. Pode, sim. Pois quão importante foi para todos ver a foto daquele tão adorado estafermo Luciano, envolto em panos de péssimo gosto e um boné ridículo e mais óculos escuros, fazendo gesto de vitória – ou de paz e amor? – com os dedos indicador e médio da mão direita ao sair do hospital! Está salva a pátria, ó Deus! Todos respiraram aliviados, todos dormiram tranquilizados, alguns até fizeram festinhas; outros, festões. E o Brisêu voltou aos seus tão firmes trilhos de antes, com a “dupra” agora reconciliada depois de uma estranha rusga de irmãos. E a legião de fãs, aquilo que Nestor de Holanda, nos tempos do Brisêu inteligente, chamou de “macacas de auditório”, poderá voltar a realizar suas sessões de ganidos conjuntos, coros de guais em êxtase de decadência coletivizada. Hoje o Nestor estaria enquadrado em crime de racismo, embora nossos admiráveis governantes e seus amos – que criaram essa lei repressiva estúpida e geradora de hipocrisia generalizada – façam de nós todos uma legião de macacos sem rabo. Isso pode. Não é uma lindeza? Pois é: temos visto – eu vejo esse horror de passagem, a toda hora – as legiões de meninas desmioladas “cantando” babosas e em transe de estupidez com essas “dupras”, e isso mostra que estamos na contramão da evolução, que o abismo se abre à frente dessa “pátria amada idolatrada”, especialmente se considerarmos o número de duplas de difusão da miséria sonora, vocal, cancionística, da estupidez assumida e do atentado irreprimível ao que seria nosso processo evolutivo. Enter.
Bem, você leu o Tutti Vasquez, aquele gozador do Estadão. Ele disse que, pior do que a separação da “dupra”, seria o surgimento de duas carreiras solo. Pobres de nós, claro, embora valha lembrar que Daniel e Leonardo estão aí emitindo seus sons vocais deletérios sozinhos porque seus parceiros foram fazer carreira subsolo... e assim você fica bem servido de assunto para reflexão fecunda. Vão alguns tópicos para suas elucubrações: um, considerar a irreversibilidade ou não dessa desgraça instalada pela mídia democida em nosso dia a dia; dois, conjeturar sobre a relação entre essas “dupras” e possíveis tsunamis que atinjam nosso litoral; três, indagar sobre que poder oculto transformou com mão implacável o país de Tom Jobim no país dos Filhos de Francisco. Enter.
E aí você fica sabendo que Lula está com câncer na laringe. Cacilda! Coitado!, dizem todos. Ou quase todos. E a imprensa trata isso na tremenda defensiva, evitando agudizar a situação, temendo gerar uma conflagração de ira santa no poviléu anestesiado e mantido passivo sob ação intervencionista fatal. E vem – você terá lido – o maçante e de hábito inconsistente Dimenstein na Folha condenando os que, sabendo da doença, se valem da internet pra liberar sua indignação represada no coração e na alma, especialmente os que sabem que o governo petista está se lixando para com a Saúde. O Lula de fala bostejante ter posado por 25 anos de salvador da pátria e inverter isso de forma radical tão logo envergou essa tão desclassificada faixa presidencial, isso pode. Na verdade, não interessa a ninguém o Dimenstein “se envergonhar” por causa de a macacada emputecida com a depravação constatada nessas duas gestões pegar o gancho desse câncer e liberar broncas entaladas há anos. Acontece é que o senhor impostor Lula, homem de duas caras e de cinismo assumido, ser tratado na estratosfera da medicina brasileira e por especialistas já podres de ricos gera revolta em setores desassistidos, claro. O palrador presidente não disse que o SUS é o mais avançado sistema de Saúde já visto no mundo e o que, em seu governo, chegou à condição de qualidade jamais alcançada “nefte paíf”? Procurasse então o SUS pra tratar a bosta! A macacada agora pergunta justamente isso, claro... e lava um pouco a alma tão aviltada por anos de corrupção explícita e ainda lança outra pergunta: por que este pelintra não respondeu pelos crimes praticados por seus auxiliares diretos? E outros dizem que esse câncer na garganta é castigo por ter mentido para o povo por 25 anos e ter invertido o jogo quando, empossado, se curva aos poderosos e frustra a expectativa dos que o elegeram esperando ocorrer a virada que ele tanto pregou. A turma tá puta da vida, meu!. Enter final.
Você pode sossegar: a crase está liberada. Saiu no O Globo: “Acusados de matar jovem grávida de 9 meses vão à júri popular”; e, na Folha: “Tripulantes deixam simulação de missão à Marte depois de 520 dias”. Marte e júri agora são muié! Vivaaaaaaaaaa!!! Abaixo o Portuguêis! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
E continuamos sob censura, amordaçados desde 11/04/08. A vergonha vai totalizando 2169 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura! E viva Eliana Calmon, brasileira de coração!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Primavera árabe e derrocada brasileira

Frederico Mendonça de Oliveira

A imprensa dos globalizadores mostrou o assassinato de Kadafi como um grande feito, como se extirpado um cancro, como uma conquista para a grandeza da Humanidade. Assim fizeram que “pensasse” a legião dos bovinos que cobre a quase toda a superfície habitada do planeta. Pois algo intriga: você acha normal matar presidentes e líderes no Oriente Médio – você aceitou de boa o enforcamento de Sadam Hussein, aquilo de meia dúzia de desconhecidos enforcarem um presidente sem haver julgamento por um tribunal internacional neutro? – e agora na África? Você não acha que tem algo errado nisso? Bem, você deve manter na cuca outras baboseiras do passado, sobre o que quase ninguém tem real compreensão. O fato é que a imprensa mundial globalizada é arma potente do Império, e você deve saber o que é o Império, creio. Sabe? Ah, não ponho a mão no fogo não. É como crase: você pensa que um amigo seu sabe usá-la, e de repente vem uma “mensagi” dele com um “abraço à todos”. Vou apostar na consciência alheia vendo o que os “seres” andam fazendo consigo e com o mundo, com o ambiente, com o próximo? Eu, hem! Então, o lance de “primavera árabe”, esse negócio de derrubar ditadores” e assassiná-los, essa “renovação” que a imprensa dos globalizadores proclama mundo a fora, ah!, não vejo real nexo disso com a estação das flores... Parece muito mais é um mal agourento outono para o mundo árabe. A imprensa demoniza os líderes atuais e os já destituídos sem dar qualquer sinal do que existe de positivo nos países hoje na berlinda. Você engole? Enter.
E sobre a morte de Kadafi saiu essa no O Globo: “‘Nós (revolucionários “libertadores” da Líbia) já começamos uma investigação e temos uma ética para tratar presos de guerra. Temos certeza que a morte de Kadafi foi um ato individual e não um ato dos revolucionários ou do Exército nacional. O responsável terá um julgamento justo’, afirmou Abdel Hafiz Ghoga, vice-chefe do CNT”. Você acredita nisso ou acha que pode ser cascata só pra acochambrar o que o mundo viu e não gostou? Terão ocorrido pressões de setores humanistas e questionamentos de países como Irã, Venezuela, Cuba, Coréia do Norte e tal, e os caras agora vão dando explicações do tipo agá, pra calar a boca dos trouxas, que é o que eles pensam dos que buscam a verdade e lutam pela civilização. Pois é. Também não falam que Sadam virou demônio o ditador monstruoso simplesmente por ter resistido à pressão dos assassinos econômicos, depois à ação dos chacais e acabado vítima dos militares do Império por ter resistido ao jogo do dólar-petróleo. Você pode ver como isso funciona buscando no Google ou no YouTube “Let’s Make Money” ou “Freedom is not Free”. As instâncias de intervenção em países resistentes é simples: primeiro, o “assassinato econômico”, ação do capital internacional sobre uma economia para desestabilizar países; se isso não funciona – não funcionou com Sadam –, eles mandam os “chacais” para matar líderes ou mesmo o presidente, como fizeram com o do Equador; se isso também não funciona – com Sadam não funcionou... –, aí eles mandam as tropas. E o resto você sabe: Afeganistão, Líbano, Iraque... Enter.
Mas é isso: os caras derrubam e matam sem qualquer tipo de preocupação, pois sabem que a macacada humana vestida, legião de objetos manipulados (você ainda os considera seres?) pelos meios de comunicação comandados pela ínfima minoria dominadora/conquistadora dada a massacres e a democídio, vai ficar é com o c* na poltrona e os cornos na TV. Todos se abestalhando, “no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar”, como disse o Maluco Beleza; ou, como disse Aldous Huxley, todos “apodrecendo confortavelmente” envolvidos por matéria e eletrodomésticos. E diante da TV, claro, com o controle remoto na mão. Eles não percebem que caem no jogo dos globalizadores e que isso vai lhes sair caro como o diabo gosta. Morô? E você, o que anda fazendo? Torcendo pelo seu time, escravizado por seu carro e seus bens, colado na TV e enchendo o rabo de porcarias? É isso que eles querem, preste atenção. Você é senhor de seu futuro, ainda há tempo de reagir a essa escravidão em que você entra oferecendo o cachaço à canga, bonitinho, direitinho, sem nem perguntar por quê. É mole? O Macaco Simão diz que “é mole mas sobe”; na maioria dos casos acho que não sobe mais não... mas tem o viagra pra tentar virar isso. Tudo tem um remédio, dizem, mas sinceramente você pode duvidar dessa: o Brasil, por exemplo, não tem mais. Quem revela é a Folha. Enter final.
“Há três semanas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas do processo resultante da operação "Faktor" (antes chamada de "Boi Barrica"), que apura o envolvimento do empresário Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em criminosas negociatas de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo a sexta turma do STJ, a decisão que autorizou a quebra de sigilo telefônico não estava suficientemente fundamentada. Por isso, todas as provas obtidas a partir das escutas foram anuladas”. É evidente a ligação do Judiciário com os que vêm sendo acusados de cometer crimes contra o patrimônio público, vide a censura imposta ao Estadão pelo desembargador Dácio Vieira (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,juiz-que-determinou-censura-e-proximo-de-sarney-e-agaciel,411757,0.htm). “Já é a terceira grande operação anulada pelo STJ por falhas no processo investigatório somente neste ano. Após a ‘Castelo de Areia’ e a ‘Satiagraha’, a ‘Faktor’ vem se somar à coleção de apurações invalidadas pelo Judiciário.”
Tem remédio? Tem não... E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!
E por falar em censura, estamos amordaçados desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2162 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura! E viva Eliana Calmon, brasileira de coração!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O inaceitável “desarmamento”

Frederico Mendonça de Oliveira

Inaceitável se não nojento, repulsivo: você assistiu a toda a patacoada armada pelos atuais donos do Brisêu, esta Pindorama estraçalhada, envolvendo o desarmamento da população civil. São uns crápulas, uns calhordas, uns vendidos: tiveram a favor deles – ou por trás deles, óbvio – o capital internacional intervencionista de sempre, e a macacada só olhando. Apareceram uns imbecis na TV “entregando suas armas”, você viu, teve até uma matéria porca, reles, sobre brinquedos de um parquinho infantil fabricados com matéria metálica de armas fundidas, e apareceu na matéria um panaca estúpido de “filhinho” no colo elogiando a “boa idéia”. Será que ele não sabe que em torno desse “parquinho” estão marginais e traficantes armados até os dentes, e que o “filhinho” da besta satisfeita com essa novidade corre sério risco de vida brincando em qualquer “parquinho” em qualquer subúrbio do Rio – e que mais tarde poderá queimar uma ou incontáveis “pedras” depois de passar a infância entre aquelas armas transformadas em escorregas, balanços e gangorras? O traficante estará de olho, claro... Pois é: os crápulas calhordas caíram na besteira de fazer aquele plebiscito – por sinal, capcioso em sua própria formulação e visando criar uma confusão entre o “sim” e o “não”, para otários se confundirem e votarem errado. Pois dançaram: o resultado foi uma vitória estrondosa do não à proibição. E você não sabe o porquê dessa tentativa de proibição de venda de armas no “Brasil”. Mas agora vai saber. Enter.
Acontece é que, se uma coisa tem proibida sua comercialização no mercado interno, ela fica automaticamente impedida de ser exportada. Sabia? Então, acontece que as forjas brasileiras estavam dando dor de cabeça nos países que pretendem o monopólio de armas de defesa pessoal e que equipam polícias mundo afora. Taurus e Rossi, ainda a INA e a IMBEL, estavam ameaçando seriamente a hegemonia de marcas americanas e israelenses, e desses dois endereços vem a política imposta aqui de desarmar o cidadão honesto e ainda impedir que nossas máquinas equipem as polícias de além-mar ou além fronteiras. Entendeu? É como esse método vindo de Israel, o tal de Positivo, que está batalhando a hegemonia de nossa estrutura de ensino através de “métodos” educacionais e de equipamentos de informática infiltrados em tudo o que temos de estrutura educacional aqui. Quem infiltrou esse câncer entre nós foi o tal de Aloísio Lerner, cujo sobrenome nos dá a pista de sua origem e que, segundo o pessoal do Paraná, ia duas vezes por ano a Israel. Sacou? Você não é bobo... Então até nossos aviões não tripulados, os VANT (Veículo Aéreo não Tripulado), que patrulham nossas fronteiras (e policiarão favelas, veja que piada!), o tal do Hermes 450, é fabricado pela empresa israelense Elbit Systems. Do jeito que vamos, daqui a pouco teremos hebraico no currículo escolar a partir do Segundo Grau... e os anúncios de cursos de hebraico vão se espalhando pra todo lado – e até o Brasa, que você deve conhecer, o tal do Roberto Carlos, andou envergando quipá com a bandeira de Israel. Bem, está tudo aí, nas fuças de todos, e crescendo. Não tenho dúvida de que o fato de termos mantido por esses anos de petismo no poder relações cordiais com inimigos manifestos de Israel, como Irã, Cuba e Venezuela, é material para acionar uma investida no sentido de infiltrar os interesses israelenses entre a população. E, quem sabe?, de repente as armas de defesa pessoal aqui serão fabricadas na pátria de Abraão também... Enter.
O mais sórdido nisso tudo é você ver o cidadão honesto potencialmente transformado em criminoso no caso possuir arma de fogo para defesa pessoal. O cidadão honesto trabalhador, que carrega nas costas o país e supre com seu suor o vidão nababesco dessa corja de canalhas que ocupa o poder, não pode mais se precaver contra o crime que hoje permeia o dia a dia do brasileiro, esse desgraçado. O cidadão honesto acaba simplesmente equiparado ao bandido, que já está e prossegue armado para praticar crimes. O cidadão honesto não pode mais se defender do crime, mas será um criminoso se estiver armado para sua defesa – e as ruas hoje estão repletas de criminosos. Se o cidadão honesto sai com mulher e filhos e leva consigo um cano que dê alguma defesa à família vira criminoso! Que conceito admirável de sociedade! Que visão tão “muderna” de segurança pública! Que expediente brilhante para criminalizar quem se defende e manter o crime como está!... A safadíssima Veja soltou uma edição porca, ainda por cima sensacionalista, tendo na capa um membro de BOPE ou quejandos e o título vil: “O dia em que o Brasil venceu o crime”, aludindo àquela pantomima escrota de forças de segurança ocuparem morros e enxugá-los dos criminosos e do câncer do tráfico. O Brasil É o crime! O poder no Brasil é impotente diante do horror que reina como resultado imediato da concentração da renda e da malversação do dinheiro público. O Brasil está de joelhos diante de sua desgraça social, inextirpável, insanável, inarredável.Enter final.
Estamos todos fu. O bandido é fruto desse sistema cancerificado. O cidadão honesto foi proibido de defender a própria pele e a dos seus, e, se isso muda algo, só piora para quem pode ser a próxima vítima do crime instituído. Mas saibam, cães responsáveis por essa miséria: tá todo mundo calado e de cano guardado em casa. Os otários assumidos que foram entregar suas armas, maricas de merda, são minoria ínfima. Quando soar a hora do cacete, ah!, aí você vai ver... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2155 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura! E viva Eliana Calmon, brasileira de coração!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Já era ou ainda podemos sonhar?

Frederico Mendonça de Oliveira

Você sabe: tem até gente tentando botar a coisa nos eixos. Hoje saiu na imprensa eletrônica, registrado muuuuuuuito discretamente por apenas uma publicação, que rolou marcha contra a corrupção em Brasília e em São Paulo. Em relação à manifestação na Paulista, foi mais considerado o problema de trânsito causado por ela. A questão que mobilizou a marcha, crucial para a História, ficou relativizada; aliás, para variar.... mas você tem visto algo estranho, claro, como os milhões na movimentação gay ou os milhões dos evangélicos na rua. Por quê? São questões cruciais para a História? Os gays ou os evangélicos estão se reunindo para dar um rumo de decência para o Brasil? Ou estão apenas promovendo sua inserção na sociedade buscando avançar em seus interesses digamos grupais, ou de corporação, diferente de interesses de alcance social total? É isso? Bem, precisamos entender apenas uma coisa: por que as manifestações pelo fim da corrupção não ganham corpo e não concentram os mais interessados, ou seja, o povão? Por que não saem milhões pra ruas e praças com vassouras de cerdas verdes? Enter.
Você não deverá ter experiência de leituras de cunho político. Isso hoje é difícil de encontrar... e, se teve acesso a isso, deve ter sido pra lá de ludibriado pela turma do marxismo, sem dúvida. Pra começo de conversa, o nome real de Karl Marx não é esse. E ninguém fala sobre o nome real e a que ele remete. Tanto quanto o nome real de Leon Trotsky não é esse. Não é intrigante? Pois é: tem dente de coelho nisso. Aliás, em tudo. E é por isso que estamos vivendo tamanha maluquice aqui e mundo afora. Não pense que Deus não gosta de você: gosta. Senão, você não estaria aqui. Mas é bom saber que existem forças agindo contra nós, e não é fácil nem mesmo saber que forças são essas. E, mais: se você souber e abrir o bico, te pegam – e pegam pra valer. Você pode duvidar da existência de Deus ou da virgindade de Maria, mas não pode questionar o poder que manda em tudo por trás da mídia, da economia e das armas. Outro dia recebi do Osmar Barutti, pianista do Jõ e meu colega de palco em várias, um documentário sobre a intervenção em países que tentam firmar sua soberania. Eles são atingidos por uma política de intervenção assustadora, e você poder ver isso em http://www.youtube.com/embed/dFtijO8qM6A. Enter.
Bem, você já deverá ter ouvido que “o segredo é a alma do negócio”. Não duvide disso. Todos nós somos ludibriados e traídos 24 horas por dia. Posso mostrar, e você verá que tá combinando coisa com coisa. Exemplo: uma cidade está sob um governo interessado em se manter no poder a qualquer custo. Neste caso, a primeira coisa que sai de pauta é a transparência. Saindo ela, vem a cortina de fumaça, para que você não enxergue a verdade dos fatos. E hoje, você sabe, o poder é o sonho maior dos políticos, se não dos homens. Quem está no poder não abre mão disso de jeito nenhum. Políticos são pegos em monstruosos crimes de corrupção mas acham que isso é natural, que permanecer aí diante de um povo indignado é normal, que a execração é uma fantasia, uma idéia, e que prevaricar é o normal, a lei. E prosseguem no poder como se tudo estivesse normalíssimo, e assim ficamos cagados de arara e eles no poder e enriquecendo sob nosso suor, pagos por nós. Aí vamos vendo que a operabilidade urbana está entrando em crise pra todo lado. Por quê? Por que tantas enchentes, tantos desabamentos, tantas tragédias por causa de chuvas? Porque, em primeiro lugar, os investimentos para manutenção de sistemas urbanos estão sendo desviados para outros fins, como... campanhas! Aqui mesmo, neste Arraial das Bagas onde me exilei, está rolando um revés feio: a falta de investimentos em manutenção, por ter ido esse dinheiro para outros rumos, está gerando uma crise feia, e não será difícil começarmos a enfrentar o pré-colapso como rola no Rio e em São Paulo. A última chuva braba, há dois dias, provocou alagamento sério em vários pontos da cidade, porque foi feito um alfaltamento fajuto, claramente eleitoreiro, e não houve preocupação com o escoamento de águas pluviais depois da impensada impermeabilização. E a população do município vai sofrendo as consequências do descalabro dos donos do poder, esperando que algo de grave imponha medidas saneadoras. E ninguém faz nada. “O corrupto acumula riqueza com recursos subtraídos no trato da coisa pública. Se for apanhado, é premiado com o produto do crime e vai para casa desfrutar férias vitalícias recebendo o seu salário mensal e vantagens da função pública”, eis o que diz um leitor da Folha de 15/10. Mas existe uma razão prática para isso. Enter final.
A questão é que qualquer revolução é tranquilamente manejada pelas tais forças ocultas. Eles têm o controle de tudo nas mãos, e tiram partido até de tsunamis, se é que não os provocam. Você não sabe, mas TODAS AS REVOLUÇÕES são movidas pela mesmíssima turma, aliás assustadoramente minoritária em relação ao restante da humanidade. Eles detêm o poder sobre o planeta e só eles indicam – com a utilização do dedo invisível que eles mesmos se atribuem – onde podem ocorrer mudanças. Não estão deitando e rolando somente no Oriente Médio. E também dizem que uma mentira dita mil vezes torna-se verdade. E, por deterem o controle mundial dos meios de comunicação, submetem a macacada em tempo integral a uma grande mentira, que a macacada aceita como verdade. Todo mundo vê TV, não é? Então, estamos no mato e sem cachorro. Podemos sonhar? O que você acha? E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2148 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura! E viva Eliana Calmon, brasileira de coração!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um poder de costas para o País

Frederico Mendonça de Oliveira

Você já deve ter notado que a Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Mas, para o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo são flores perfumosas em jardins coloridos. Nas 80 páginas, várias em branco, cheias de fotos (parecendo uma “caras” da vida), gráficos coloridos e ditos de efeito, o STF soa como exemplo de eficiência, presteza e representatividade. Nessa pirotecnia enganadora você pinta de bola vermelha no nariz. Veja só: um dos gabinetes, aliás com milhares de processos parados, recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E a revista informa até que o ministro Marco Aurélio é flamenguista. A publicação é chocante. Revela até uma “diplomacia judiciária” para justificar idas dos ministros à Europa e aos EUA. Ou, se você achar melhor, as viagens possibilitam “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Caras, caríssimas, estas “trocas de opiniões”. Mas essa “diplomacia judiciária” não rola por aqui. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Ninguém do STF foi ao velório ou ao enterro. “Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição”, comentou Marco Antônio Villa em O Globo, 27/09/11. Por quê? E veja só: a juíza foi morta em 11 de agosto, data do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Mas o STF tem outras prioridades: o cruel assassinato da juíza é esquecido quando está em pauta o aumento salarial do Judiciário. O presidente Cézar Peluso “ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo – como um líder sindical de toga – o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem decisão”, prossegue Villa. E não faltam funcionários no Supremo... Dados obtidos por este blog mostram que o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e 578 cargos comissionados. Veja você: são 1.674 funcionários, para um tribunal com 11 juízes. E o próprio STF informa que 1.148 postos de trabalho são terceirizados. São 2.822 funcionários!, com a incrível média de 256 funcionários por ministro! Você perguntaria: como abrigar os quase 3000 funcionários naquele prédio e anexos? Cabe? “Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade?”, perguntou Villa. E tem 435 seguranças entre os funcionários terceirizados. “Nem a Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos?”, pergunta Villas. E pasme: só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou, em 2010, R$ 16 milhões. E o orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões só pra pagar salários. E para ilustrar tudo isso, um montão de fotos do onipresente Cézar Peluso!... Enter.
E prossegue Villa: “Só César Peluso tem 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, em 12. Na última, aparece cercado por crianças. A egolatria é tal que, na página do STF na intranet, também tem uma foto dele acompanhada de uma frase (piada?) destacando que ‘A experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial’”. E Villas informa que o ministro “numa linguagem confusa, revela que ‘a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente’”. Se Bussunda ainda vivesse, não perdoaria, mandaria a tijolada firme: “Fala sério, ministro!” E a pergunta é: o Brasil confia no STF? Ou, pior: o Brasil sabe o que é o STF? Seguramente não. Pode saber que é lentíssimo e caríssimo. Ou que seus membros querem privilégios, não a austeridade e a eficiência. “Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram isso uma intromissão”, finaliza Villas. Enter.
E você deve saber (porque é ligado, né?) que o próprio Peluso considerou Eliana Calmon, a ministra corregedora que “mostrou os documentos” pra classe jurídica, “leviana”. O que acontece é que o corporativismo é uma doença das quadrilhas, dos bandos, das organizações deformadas. La Calmon denunciou o corporativismo ao dizer nas fuças de todo o País que “há bandidos que se escondem atrás da toga (e que eles se defendem entre si, pra prosseguirem mamando e nadando em privilégios e poder). Ou seja, que há juízes bandidos”. Como já mostrado aqui, Dora Kramer revelou “aquele detalhe pessoal na reação indignada de Peluso. Na entrevista bombástica à Associação Paulista de Jornais, Eliana Calmon citou especificamente o Tribunal Regional de São Paulo: segundo ela, o órgão só vai se deixar investigar 'quando o Sargento Garcia prender o Zorro'. Ih! Qual a origem do ministro Peluso? O Tribunal Regional de São Paulo”. Você já sacou: o despedaçamento das instituições começa a se fazer escandaloso justamente na essência do que temos como o comando da nação. Nação? Já era o Brasil como nação! Estamos sob o comando de um amontoado de malucos, safados e traidores regiamente pagos dentre os quais resistem alguns seres ainda não corrompidos ou defenestrados... Quer ver? Enter final.
Um estudioso da realidade brasileira atual – isso de reeleições de FHC e Lula, Sarney assumir ilegalmente a Presidência, todo esse surrealismo – comentou o seguinte: “Se o presidente nomeia os ministros do STF, que autonomia se pode esperar dessa turma?”. A pergunta fica para você. Para mim, tudo já era. E viva Santo Expedito. Oremos. Bye, babes!
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2141 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura! E viva Eliana Calmon, brasileira de coração!