sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inacreditável, tudo isso!

Frederico Mendonça de Oliveira

Uma das maiores dificuldades que enfrento nesta vida, e já se vão mais de 50 anos nisso, é ter de assistir à consagração de nulidades ou de negações e inversão de valores, o que é ainda pior. É difícil entender como uma Ivete Sangalo é consagrada ao plano de uma deusa; ou ver que Maria Betânia reina tão grosseiramente no panteão das cantoras nacionais entre as quais se destaca pela feiúra de timbre e pela completa falta de engenho vocal; é inacreditável que Luciano Hulk e Adriane Galisteu ocupem o imenso espaço que ocupam sendo os vazios falantes e deambulantes que são, desprovidos de qualquer atrativo ou valor. É inacreditável! E, ainda por cima, é chocante o fato de vivermos, sempre, sempre!, uma farsa durante quase 24 horas por dia! Além da legião de centenas de milhões se apatetando diante de TVs, jogando suas vidas no lixo, todos nos vemos vestidos, trabalhando, andando pelas ruas, todos falamos apenas o que é considerado “lícito” – mas que somos nós mesmos, na verdade, quando saímos desse teatro do absurdo, do surrealismo. Como disse Carlos Heitor Cony: “Quando passo pelas ruas e vejo homens, mulheres, velhos e crianças caminhando, indo às compras, aos escritórios e aos lares, imagino toda a sacanagem subjacente de que são capazes e só assim consigo amar o meu próximo. Como a mim mesmo”. Pois é: existe o teatro da normalidade na superfície da vida, a encenação de uma realidade em que nossos instintos mais decisivos – ou não é decisivo o instinto sexual, que trouxe nós todos a esta vida? – estão reprimidos, adormecidos, desativados... mas tudo não passa de intervalo entre os poucos mas indispensáveis momentos essenciais: aqueles em que todos estarão nus, praticando o diabólico e pecaminoso prazer da bolinação, da amassação, da fornicação, do desvendamento das carnes, do consumo paroxístico do prazer. Até seria possível dizer que fingimos 99 % do tempo e somos verdadeiros no unzinho que dedicamos a sermos nós em plenitude, sem máscaras. Enter.
Contemplemos o palco das ruas: as mulheres, em sua maioria, desde que capazes de pegar fogo, vivem mostrando o que podem e até o que não podem. Vivem exibindo suas formas esculturais (ou não), calças compridas atochadas em coxas e nádegas e ainda revelando generosamente contornos das partes; seios que sugerem nádegas pródigas expostas como regos luxuriantes a olhos sedentos; às vezes, as mais descompostas pelo excesso de banhas mostram até o começo ou até metade de imensos regos intergluteanos quando se curvam para pegar algo, para afagar a criança ou o totó. E os homens só de olho, alguns bufando, farejando os materiais em exibição mas ali intocáveis. Curiosa e até muito neurótica pantomima... que, admitamos, excita para no fim das contas dar em nada senão excitar: se tudo isso preparasse resultados concretos e quase imediatos, o mundo viveria dividido entre demonstrações de sensualidade e suas consequências, um tremendo meio a meio. Mas não é assim: toda essa exibição excita muito mais do que prepara ou preliba, ou seja: muito mais frustra do que realiza. Pensando bem, coisa de malucos, de psicopatas... Enter.
As mulheres reclamam, desde que me conheço, dos homens que as “comem com os olhos”. Sempre calei diante dessas falas, porque sempre me pareceu que as mulheres vivem se exibindo como se vivessem para justamente isso: serem comidas com os olhos. Sempre me pareceu que provocam até onde o pudor público limita. Se alguns entendem isso como uma promessa ou proposta velada ou explícita, é natural ou compreensível que respondam manifestando sua ânsia de realizar o que fica acionado no ar, o que elas provocam. É impressionante, até incrível: jogos de excitação que não dão em nada senão em frustração garantida!... Quanta imbecilidade! Ou seria apenas acionamento para masturbações, para descarga fisiológica dos pobres que sofrem de carência de fatos sexuais? Enter.
Bem, esse mundo é uma piada. Nem se realmente mataram o Bin Laden sabemos. Se mataram, que grande titica! Depois de uma mentira monumental como associar a Al Qaeda à derrubada das Torres Gêmeas – está mais do que comprovado que os ataques foram ação do próprio Império , que elas depois foram implodidas e que tudo foi preparado com requintes para convencer o mundo otário de que o terrorismo ganhava proporções de ameaça planetária –, Bin Laden se torna uma figura intangível, lendária e até mística, símbolo ridículo de uma ameaça inexistente... e morre assim? Chega uma meia dúzia de yankees assassinos e elimina o cara nas buchas do mundo inteiro, e fica tudo certo? Quer dizer que um grupo de assassinos invade um país, mata um cara lá dentro, e isso é normal, se não virar algo glorioso??? Ou isso é mais uma farsa ou trata-se de outro esquema para desembocar em outro ainda... E nós, otários, olhando para as animações que a imprensa divulga, as primeiras páginas dos jornalões e os telejornais apresentando profusão de fotos e esquemas de como os assassinos agiram, os rambos que a grande macacada vestida que entope esses dias considera os heróis que livram o mundo do mal, tudo isso em meio a formas exibidas pelas malucas que teimam em pôr à prova a resistência das costuras de suas roupas justíssimas e mostram os regos dos seios talvez por não poderem ainda mostrar as bundas logo de uma vez... Enter final.
Bem, vamos mal. O que se nos apresenta é uma incógnita crescente, um enigma que se agiganta a cada instante, e isso faz de nós uns bonecos titicas, e o mundo gira no sentido de um futuro apavorante – pelo menos para os que sabem distinguir as coisas umas das outras. Madame Du Barry disse que “numa sociedade de lobos é preciso aprender a uivar”. E numa sociedade de corruptos e criminosos? É preciso aprender a roubar e a matar? Tô fora, madame! E o destino dos que se negam a se integrar ao meio é o mesmo que impuseram ao Cristo... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 2002 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 654 dias também sob mordaça.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Desmistificando o flato

Frederico Mendonça de Oliveira

Foi numa festiva reunião de cúpula do Partido Comunista Brasileiro lá pros anos 70 que o pai de um rapaz pretendente a intérprete compositor de emepebê foi crucificado, ou expurgado, usando o termo dos comunas. Ele já vinha causando a ira dos burocratas comandantes da joça estalinista de algum tempo, por se posicionar em padrões digamos cristãos para os valores daquela corja. E estava na mira dos caras, que só esperavam ocasião para queimá-lo. Pois nessa tal festa eis que ele se agachou para pegar algo que caíra da mão de uma senhora – ou coisa que o valha. Ao se curvar para cavalheirescamente pegar o troço e devolvê-lo à dama, eis que emitiu um flato involuntariamente, e a emissão foi ouvida por muitos. Resultado: esse pum foi usado como meio para fazer o cara despencar no ridículo, e ei-lo expurgado para sempre. Diante disso, vale a indagação: por que diabos o flato é motivo de tantas coisas, especialmente de riso? No caso referido, trata-se de uma situação imprevista, e o pum virou o pretexto para uma eliminação de um quadro insubmisso a ditames daquela máfia sinistra. Veio a calhar o cara soltar a ventosidade sonora em situação imprópria, e nem ficou sabido se fedeu. Mas, voltando: por que o flato é tão estrelizado, demonizado, mistificado, condenado, temido, evitado? Enter.
Seria por ser manifestação sonora emitida pelo extremo oposto da boca? Bem, nosso aparelho fonador oficial é a boca, isso é lei. Neste caso, o flato é a inversão e a transgressão da covenção, portanto a manifestação do não aceito ou previsto, porque é som emitido por outro aparelho, escuso. E porque todos escondem tal aparelho, aliás já devidamente oculto por natureza entre nádegas, ouvir manifestação dele é motivo de surpresa. Ou apenas de inversão do sinal tradicional. Se a boca é admitida como tudo – beleza, meio de manifestação de sentimentos ou pensamentos, meio de alimentação, de práticas amorosas consideradas naturais –, o mesmo não acontece com o oposto dela naquilo que Cervantes chamou de “canal mestre”. O nosso tão problematizado esfíncter anal, que já começa causando problemas desde que o neném o faz funcionar e causa a trabalheira de troca de fraldas, começa sua existência entre nós já estigmatizado. E a tendência é tê-lo bem ocultado, e assim vamos vida afora. Andamos em público vendo bocas à vontade – mas os ânus, seus opostos, estão sempre bem ocultados sob panos e mais panos superpostos. E nunca sabemos, a menos sob acidente, se eles estão liberando gases enquanto as pessoas andam entre prateleiras de lojas, de supermercados, pelas ruas, o que seja. A menos que o mefítico odor sulfídrico se faça notar ou que algum esfíncter mais amolecido pela idade não consiga conter uma emissão algo ruidosa, os ânus estão bem ocultos, e os puns, se ocorrem, passam batido para a grande maioria ou para a totalidade dos que deambulam coletivamente. Eis a regra. E imagine-se o que rola nas igrejas, especialmente as que levam os fiéis a arroubos de fé, aos gritos de “viva Jesus!” e tal... é bastante possível que nessas zorras ocorram altos traques voluntários ou não. Aquele senhor que sofre de gases e padece com episódios de flatulência incontida deve encontrar nessas sessões uma bela alternativa para, como disse o Eça em O Mandarim, aliviar seus intestinos com estampido. E isso não deixa de ser louvor a Deus, porque se junta ao coro dos fiéis e sobe para os céus tanto quanto as manifestações fervorosas dos religiosos. Enter.
E o elevador? Bem, isso é crítico. Os burocratas mais problemáticos são normalmente os bancários, até tidos como eméritos cultivadores de hemorróidas, talvez pela associação de sedentarismo com tensão envolvendo o lidar com aqueles valores em tão desencontradas direções. Mas para estes o pum no elevador é relativo, porque normalmente bancos são em térreos. Mas nas caixas e nos cofres a turma peida, sim! E a concentração de espigões nos centros empresariais e administrativos nas cidades obriga a macacada a se valer de elevadores, claro, e burocratas, além de sedentários, são normalmente, como disse Trotsky, “uns pilantras de primeira”. São aquela gente que se nega em sua própria tarefa, vivem uma vida sem perspectiva, até porque perspectiva dá trabalho aos miolos, e o negócio deles é manter o cérebro em ponto morto. Sendo isso contradição existencial grave, a fermentação intestinal é obrigatória, inclusive porque eles ingerem porcarias como regra e comem como vivem: estupidamente. O resultado é flatulência na batata, quando não prisão de ventre, má digestão crônica, e os elevadores recebem aos montes esses tipos. E daí sai aquele hit da Sandra de Sá, adaptado para o Casseta e Planeta: “Não solte pum no elevador!”. Na sequência de episódios do C & P sobre o pum, cenas que vi por acaso, aparecem momentos dentro dos elevadores em que alguém empesteia o espaço com uma ventosidade fétida e o circunstante manifesta sofrimento sob a pestilência adversa. Em outra cena, está colocado numa das paredes do elevador um grande nariz de plástico, que acende quando é liberado gás sulfídrico na área. Bem, tudo isso na verdade comporta um tratado, mas é fundamental sabermos da história de Monsieur Pujol, “Le petomane” – o peidão. O link adiante é uma biografia do cara: http://video.google.com/videoplay?docid=-1642327781082382380#. Confere com o que pesquisei. Para quem anda enfadado com a miséria careta e “politicamente correta” desses dias boçais, nada melhor que recuar no tempo e curtir a loucura da Paris na Belle Époque, em que Pujol sacudia platéias durante anos até executando a Marselhesa com seu prodigioso toba. Enter final.
E tem um genial anúncio de Luftal sobre o pum. Você pode vê-lo: http://www.youtube.com/watch?v=wXuTy_zCx7s , e rir bastante, claro. E uma coisa é fatal: vivendo como vivemos, não pense você que a mais séria das criaturas não viva também, como todo mundo, às voltas com driblar traques, puns, peidos, flatos. Há até quem pense que “peido” é onomatopéia, mas não é: vem do latim peditum, ventosidade. E assim, sem mais a dizer, fico por aqui, certo de ter tentado desmistificar um tabu que todos (ou quase) guardam com empenho. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1095 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 647 dias também sob mordaça.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Realengo e o (fu) réquiem para o Brasil

Frederico Mendonça de Oliveira

Engraçado: de país do futuro que dizíamos ser há meio século viramos uma furreca suja e despedaçada que não sabemos como não se desmantela de vez. O Brasil furreca é digno somente de um réquiem – um furréquiem. Temos um governo completamente desacreditado em TODOS OS NÍVEIS, porque o poder constituído virou sinônimo de corrupção e de absoluto descompromisso e mesmo desprezo para com a população que colocou os “representantes” em suas cadeiras milionárias. O escândalo é o tom do dia a dia nos três poderes há décadas, e a imprensa virou um instrumento de apoio ao desgoverno e ao statu quo vigente. Para piorar, toda a estrutura de suporte do poder, leia-se TODAS AS INSTITUIÇÕES, padece de cancerificação, sucateamento, corrupção desenfreada, ou seja: não pode haver qualquer sentido no quadro que enfrentamos e que é a realidade atual. Pior: não há esperanças. O que está aí só tende a piorar progressivamente. A realidade é a lei da selva e o salve-se quem puder. Mas o que mais assusta é o cinismo, a desfaçatez, a canalhice, e isso não está só nos podres poderes e adjacências, mas EM QUASE TUDO! EM QUASE TUDO!! Enter.
Frei Beto escreveu sobre violência a partir do episódio da chacina de Realengo. Li o artigo no jornal O Pergaminho, edição de 23/4 passada. Bem, Frei Beto é um nome de grande respeito entre nós, mas abraçar a causa criminosa de restrição a armas o alinha aos vendilhões mais reles de nossa história. Afinal, OS REVÓLVERES USADOS PELO MALUCO WELLINGTON NÃO SÃO OS CRIMINOSOS. O embaralhamento de categorias é ideal para os intervencionistas, e os abjetos lacaios destes, infiltrados em todas as instâncias de poder, não perdem oportunidade para acionar a otarice geral pacificóide e reacender a paranóia sobre armas de fogo. Na verdade, tentam transformar todos em psicopatas fazendo o gênero de virgens temerosas do estupro, já que revólver e bala, no ver do psicopata Freud, são símbolos fálicos. Quanta canalhice!!! Então os cães intervencionistas e seus vassalos querem que as armas sejam o sujeito do crime, quando são instrumentos, ferramentas. A tutela do Estado é inaceitável nesse caso, porque é inibidora de direitos, inclusive o mais sagrado entre todos – o de se defender de criminosos –, e trata o cidadão honesto como se fora um estúpido capaz de matar a esmo e restringe a ação da população ao infantilizá-la através de criminalizar um instrumento. Estúpidos boçais, os que impuseram isso? Não, babes: são canalhas traidores, são lacaios dos agentes e donos do Império. Que pode um cidadão se lhe tiram o acesso ao mesmo meio usado pelo criminoso profissional que pode lesá-lo? E TODOS OS PODERES estão envolvidos nessa traição ao povo e ao País. Enter.
E a imprensa prostituída agora se agarra em “bullying” como causador dessa desgraça trazida pelo doente Wellington, e qualifica o matador de Realengo de “atirador”. Ora, hienas! Além de esse doente não ser atirador merda nenhuma, essa história de ele ser desmerecido ou perseguido por colegas não é novidade NENHUMA no planeta! Isso existe desde sempre, vide Faetonte, na mitologia grega, e no que deu o “bullying” sofrido pelo filho de uma das peripécias amorosas de Apolo. Isso sempre deu zebras homéricas volta e meia, é tão velho quanto andar pra frente! Aqueles garotos que mataram 13 em Columbine em 1999 e suicidaram em seguida são fruto de quê? Bem, os dois eram feios pra danar, e pode ser que fossem sacaneados direto, como sempre rolou aqui e alhures. Apelidos como Geléia, Balofo ou Gordo (para obesos), Bochecha (para os numerosos caras de bunda que pululam por aí), Queixada, Chove Dentro e Boca de Gaveta (para os prognatas) e tantos outros que conhecemos vida afora hoje estão caindo em desuso – não por advento de humanismo, mas por temor de perseguições do tipo racismo –, mas terão levado pro beleléu ao longo de séculos muitos inocentes circunstantes. O sul-coreano Seung Hi Cho, que em Virginia matou 32 e suicidou depois, poderia ser sacaneado como o China ou o Chim, e um dia resolveu revidar. E Mateus da Costa Meira, que matou três no cinema de um shopping em Sampa? Enter.
Pois bem: especialistas em todo o mundo alertam para o perigo de restrições e medidas preventivas como ineficazes e mais arriscadas ainda. Essas idéias são fruto de emoção pós-tragédia, e tudo volta ao horror normal passado o vagalhão. A desgraça é estrutural, os loucos são parte desse tecido canceroso em que os poderosos apóiam sua vida de nababos. Os que aparecem – fora os pais – protestando, chorando e botando flores e pedidno “paz” são feitos do mesmo tecido de miséria e crime do que habitam os Wellington da vida. Deus é que sabe o que difere quem de quem. Mas viver como lombrigas na merda e se curvar à ditadura da estupidez e prosseguir de rabo na cadeira e cornos na TV não assusta nem afronta esses objetos vestidos, que apenas relincham, mugem e balem quando a lama em que chafurdam é sacudida por um evento como o de Realengo. Depois sossegam. E os patifes de plantão exploram ISSO! Enriquecem DISSO! E de pancada em pancada vai se levando a população à condição de gado, todos passando suas “mensagis”, todos depredando o idioma enquanto se deixam destruir como quadrúpedes sob o tacão e o relho do poder e da TV. Enter final.
Frei Beto viajou na Hellmann’s, babes. Mistura o u com as alças no que fala em armas não legalizadas e bobagens – ou bobágis, diria o estúpido Lula – que tais. E fala em “à queima-roupa”; não tem crase não, frei. Mas a verdade é crua e dura: nada irá deter o horror já instalado entre nós. Impedir o comércio de armas e criminalizar posse e porte delas é jogar álcool em fogueira. Os Conquistadores sabem o que significa tudo isso, e essa é a tarefa: levar os povos ao desespero total, para no momento conveniente dar o golpe de Estado mundial. A globalização já pavimentou a avenida para isso. Eles marcharão por ela, e ai de nós! Eviva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1088 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 640 dias também sob mordaça.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bullying, violência na TV e Neuzinha

Frederico Mendonça de Oliveira

Um velho amigo ligou para mim ontem à noite para dar a notícia: a Neuzinha Brizola deixara este mundo. Ele sabia ter havido algo entre mim e ela, mas por alto. Não relatei nada por telefone ali. Mas aqui revelo o que se passou: fomos namorados por pouco tempo. E, como não poderia deixar de ser em se tratando da explosiva e descontrolada Neuzinha, foi tudo pelos ares logo. Ela não parava com a coisa da cocaína, e eu estava completamente em outra. Não iríamos longe. Mas fomos muito felizes no que pudemos viver. Posso dizer que mudamos para melhor a vida um do outro sim. O problema para ela é que ter crescido a partir da relação intensificou seu dilema pessoal. E quanto a mim me fez mudar o enredo falseado que eu vinha vivendo, acompanhando cantor de sucesso e pendurado num casamento furado e frio. Pois Neuzinha enveredou pelas drogas mais ainda depois de vivermos um cintilante affair. E eu abandonei o Rio que já ingressava na irremediável desgraça civil que hoje verificamos aterrados. Ela acabou até presa, andou metida com aquele Buscetta, foi envolvida na venda de um quilo de coca para um italiano, o diabo. Da última vez que a vi, em Porto Alegre, nos topamos quando hospedados em um mesmo hotel, Continental. Ela estava linda como sempre, mas transtornada, parecia cheirada. Estava com uma amiga fazendo não sei o que na capital gaúcha; eu estava de molho hospedado lá com os colegas músicos esperando o Gonzaga voltar de Rio ou São Paulo para terminar a temporada gaúcha. E lá estava a minha garota linda, que recentemente, pouco mais de um ano, me fizera mudar os rumos de minha vida para sempre. Ainda tínhamos um ao outro no fundo, mas o abismo que nos separava era mais que intransponível. Era mortal. Enter.
E hoje estou aqui falando daqueles dias enquanto o corpo da linda Neuznha é velado no Rio, antes de ir para São Borja, onde repousam os restos mortais dessa família tão valorosa. Estou lá, ao lado dela, ela sabe disso. Aliás, nossa separação foi apenas material. Ganhamos um ao outro para sempre a partir dos poucos momentos que tivemos de doação mútua. Descanse em paz desta vida por um tempo, linda. Possivelmente nos vejamos no limbo, antes de voltarmos a outra passagem por outros corpos que nos serão dados. E todos nós, que estivemos nessa peleja maluca, nos veremos adiante. Já não é segredo para qualquer sessentão que a cada dia fica mais próxima aquela placa na porta de certos cemitérios: “Nós, que aqui estamos, por vós esperamos”. E dá pra lembrar aquele samba de carnaval dos anos 50: “”Vai, vai, amor; vai, que depois eu vou!”. E vamos em frente, coração amassado. Enter.
E, ainda atordoado pela notícia da morte de minha linda menina dos idos de 1982, eis que abro a primeira página de um jornalão e dou de cara com outra loucura: morreu a Luciana de Moraes, filha do Vinícius e da Lila Bôscoli. Bem, por mais que chape, não é algo impensável; pelo contrário: entre Neuznha e Luciana existiu um nexo muito forte. Ambas eram da loucura sem limites, da pauleira transgressiva, da coisa de romper, romper, violar tudo. Convivi com Luciana também, nos tempos em que estive entre os baianos. Nunca chegamos a trocar uma palavra, mas sabíamos um do outro, em respeitável paralelo. Nunca entramos em série. Eu guardava distância cuidadosa. Nas festanças do Guilherme Araújo, naquele apê de gloriosa/impublicável memória na Lagoa, Luciana era estelar, sempre puxando pro quebra-pau, botando o carro pra cantar pneu na curva. Saiu ao pai, isso é quase lei. Da mãe só posso dizer que era linda, deslumbrante. Luciana não veio tão magnífica: tinha uma jeitão de índia puxado de não sei quem. A foto dela ao lado do Lula recebendo o diploma de embaixador disso ou daquilo do Brasil concedido ao pai já a revela inchada, empapuçada. Não sei se já estava longe das agulhas, fileiras e canudos, como La Brizola dizia ultimamente, que drogas eram “coisa do passado”. Hmmm... Mas então é isso: agora é considerar que com essas duas perdas concomitantes o Brasil se despede de duas lendas: a cultura, que morreu praticamente junto com Vinícius; e a política real, o nacionalismo, que morreu com Brizola. Por aí. Pelo menos vale dar uma associada nessas coisas. Enter.
E sobre essa pinóia de “bullying”, que os lacaios dos macacos vestidos devoradores do erário agora dizem ser causa para horrores como o massacre de Realengo, tenho a perguntar: e a TV matinal para crianças de 30 anos pra cá, estúpidos? Vocês vivem de esconder a verdade: agora querem inventar um vilão que desvie a atenção daquilo de que vocês participam há décadas, cães! Olhem só: uma pesquisa sobre programação na TV sugere um quadro. “Escolas do crime” é o nome de um artigo publicado no Correio do Povo (Porto Alegre) no dia 10/02/92, na coluna de seu diretor, jornalista José Barrionuevo. Olhem só a gracinha: “Pesquisadores permaneceram 114 horas e 33 minutos (em torno de cinco dias!) diante da TV, acompanhando programas da Globo que são divulgados no estado pela retransmissora local. O resultado: naquela semana, a Globo exibiu 224 homicídios, tentados ou consumados; 397 agressões; 190 ameaças; 11 sequestros; cinco crimes sexuais com violência ou ameaça; 26 crimes sexuais de sedução; 60 casos de condução de veículos com perigo para terceiros ou sob efeito de drogas; 12 casos de tráfico ou uso de drogas; 50 de formação de quadrilhas; 14 roubos; 11 furtos; cinco estelionatos e mais 137 outros, entre os quais torturas (12), corrupção (quatro) crimes ambientais (três), apologia do crime (dois) e até mesmo suicídios (três)”. Belezinha, hem? E não ficamos só nisso, claro: já se vão quase 20 anos desde a realização da pesquisa. Enter final.
Bullying é o cacete, cães! Não agravem o quadro vendendo esse peixe podre para a população indefesa! Atenção, monstros! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1081 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 637 dias também sob mordaça..

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Brasil desarmado, um lugar de joelhos

Frederico Mendonça de Oliveira

Sim, senhores, um lugar, não um país. País até fomos algo parecido, até a “entrega do poder aos civis” depois de 22 anos de infame domínio militar – por sinal, uma escandalosa ação norte-americana dentro de nossas fronteiras, sendo que os yankees obedeciam a outras ordens, vindas de outra esfera, esta oculta e dominante em quase todo o planeta. E viramos uma gigantesca fábrica de humanóides, de uma (como que) gente à beira da marginalidade se reproduzindo aos milhões, uma exponencialização de um exército de desmiolados ambulantes, sem qualquer noção de instituições, de valores tradicionais de suporte social, de significados inerentes ao chão que mais pisoteiam do que pisam. Podemos chamar a isso, a esse ajuntamento de objetos vestidos, de “população”? Isso é país? É nação? Enter.
A boçalidade é o estado mental generalizado que unifica os milhões e milhões de simulacros de mentes que essa legião proletária atrasada e vazia tem como sendo mentes mesmo. É alarmante pensarmos em ser, essa legião de seres obtusos e à beira de uma lei da selva, uma “mente comum”, aquilo que no passado chegamos a ter, a chamada “consciência social”, isto é, os seres agregados e dinamizados em torno de conteúdos sociais vivos. Esses andróides de hoje até falam, alguns escrevem linhas tortas como seus valores, estão aí deambulando "vestidos" em retalhos de cores estupidamente variadas. Parecem espantalhos, e religiosa ou militarmente protegem seus envoltórios de bestuntos com bonés, que representam a generalização da estupidez festejada em um acessório do que no passado chamavam de vestuário. Hoje vemos é uma variedade bizarra de panos despencando corpos abaixo, panos multicoloridos e geralmente cheios de dizeres aleatórios, tanto quanto é aleatório o existir para esses espectros, réplicas de seres humanos. Enter.
E pipocam loucuras por esse território de ninguém, por esse desagregado se não desgraçado Brasil, e vemos que ingressamos na era em que a barbárie se materializa como conduta previsível para um coletivo “nacional”. Um desses milhões de andróides resolveu se “definir ideologicamente”, providenciando um “posicionamento” perante o restante da sociedade brasileira em função de ter sido maltratado em tempos de escola secundária. E o que resultou disso? Um massacre em que 12 crianças – dez delas, meninas – foram assassinadas a tiros. Na verdade, foram executadas com requintes de covardia. E mais 12, dez delas também meninas, foram parar no hospital. Isso revela muita coisa, especialmente que a loucura está solta por aí, e que malucos podem sair executando gente a torto e a direito, e que não há como prever, muito menos como prevenir isso. E fatos como esse sempre ocorreram, em todos os lugares do mundo, de forma tão ou menos ou mais horrenda, e não há como impedir que isso se repita adiante, porque o mundo sempre teve loucos, e sempre terá. E a coisa se complica bastante se pararmos para considerar o que esse “Brasil” aí pode produzir como desdobramentos de toda a loucura presente em seu edifício “social”, especialmente considerando o câncer em nossa estrutura de poder. Enter.
Bem, o louco do Realengo mata 12, e agora as hienas de plantão resolvem investir no golpe sujo de desarmar a “população”. Que “população”? Esse monte de malucos desmiolados gerados por um sistema controlado por uma súcia de safadões? É até procedente considerar que os humanóides que compõem quase 90% da “população” têm caca dentro da caveira, pois os que detêm o poder desde sempre mas especialmente desde 1964 trabalham duro para desfazer a estrutura social até transformá-la num pirão de amalucados mansos e assemelhados a boiada. E disso, volta e meia, sai um fato como esse de Realengo, ou como matar bebês, de abandonar recém-nascidos em caçambas de lixo ou em matagais, como estuprar filhas menores, como jogar filhos de sexto andar de prédio, como matar os pais a porradas de barras de ferro e depois ir para motel e no dia seguinte chorar no enterro – alô Suzana e Cravinhos, tudo belê? –, e isso rima perfeitamente com a loucura que é o Congresso agora enriquecido com a presença de um palhaço a quem pagamos regiamente para ser mais um sanguessuga descarado, e assim vai esse fecaloma social que soma 511 anos hoje, 22 de abril, data que sequer festejamos, talvez porque os sudras que sempre estiveram no poder nesta descarada suruba jamais tenham considerado importante festejar essa “descoberta”... Enter final.
Então agora os sudras resolvem criar um plebiscito para desarmar de todo a população, e um juiz do TSE, Levandowsky, “considerou” o “fato novo” de Realengo gatilho para uma mobilização visando deixar a população “na mão”. Não há o que dizer sobre isso, senão que este é um país cheio de loucos em todos os sentidos e em todas as categorias de poder. Valeria até controlar posse e porte de armas sim, pois o brasileiro comum tem titica na cabeça, basta ver a decadência social que vivemos, basta ver os humanóides que pululam pra todo lado nesta Pindorama. Mas desarmar não vai acabar com as armas, e malucos assassinos sempre as conseguirão. E nada vai deter malucos de Realengo da vida. E saiba você que os espertinhos por trás da proibição do comércio de armas obedecem aos que desejam tirar-nos do mercado externo, pois proibir a comercialização interna de qualquer produto automaticamente impede tal produto de ser exportado. Quem ganha com isso? Nós? Ora... E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1074 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 630 dias também sob mordaça...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O malucão de Realengo e a cretinice oficial

Frederico Mendonça de Oliveira

Tá bem, foi mais do que horrendo: foi tétrico, inaceitável, inacreditável, jamais esqueceremos, todos choramos, nos afligimos pelo sofrimento dos pais e dos que viveram e testemunharam aqueles momentos etc. Já se vão quase dez dias e o impacto está vivo, o espanto persiste. Mas a indignação vai dando lugar a reflexões mais profundas, passada a dor que abateu a vítimas e circunstantes, espalhando-se a comoção e a solidariedade pelo país e pelo mundo. Deserdado de Deus, um pobre diabo estúpido e solitário, aquele pobre Wellington encontrou seu rumo depois de eliminar doze inocentes, dez deles meninas. Crime digno de estudo, para constar nos manuais sobre a bestialidade que o ser humano traz consigo e que de repente pode aflorar em horror. No que pintou resistência, o cara suicidou, se é que foi isso mesmo. Mas faz sentido ele se eliminar, como “saideira”, depois de saciada sua sanha e fantasia por um banho de sangue contra crianças indefesas. Enter.
Nenhum de nós sabe na verdade quem é. Até o último instante em nossas vidas pode acontecer tragédia, sejamos autores ou vítimas. Então é bom termos nossas barbas de molho, pois o Cristo, que aliás anda pra lá de esquecido, fala sobre “nós e o outro” e sobre “nós e o enigma” de forma muito clara, advertindo sobre nossa cegueira em vida: fala que nos preocupemos com a trave em nosso olho, em vez de apontarmos a do olho alheio; e adverte para que não digamos “deste pão não comerei, desta água não beberei”. O que o Salvador mostra é que na verdade nenhum de nós sabe a fundo quem é, e que somos portadores de brotos que podem aflorar quando menos se espera. A mitologia grega fala sobre o banho a que são submetidos os que vão reencarnar: nos subterrâneos de Plutão, são mergulhados no rio Letes para esquecerem de suas vidas anteriores. Assim, voltam todos inocentes do que fizeram, para que não possam se desviar dos pagamentos por faltas passadas. Conosco também é assim. Quem não vê isso é um cego incurável. Enter.
Pois as hienas imundas que agem depravando essa Pindorama terminal não param de operar contra nós todos: elas querem endoidar ao âmbito do desespero esse lugar de horrores. Lá vem de novo a merda contra a população: volta a pantomima do desarmamento, canalhice conduzida por um poder deformado e anti-social, e até por magistrados da mais alta esfera neste Manicômio Global. Chegamos ao horror de ver o cidadão comum e honesto ser nivelado ao mais baixo grau do crime somente por ter consigo uma arma de defesa. Em outras palavras: as categorias “ataque” e “defesa” foram niveladas como só ataque. Se alguém tem uma arma para se defender vira criminoso, mesmo não cometendo crime nenhum. O cara pode morrer de velho com a arma na gaveta, mas será criminoso por ter consigo uma arma. Os que exercem o poder por trás da cena, manejando os bandidos engravatados postos no palco da cena política, precisam pôr o País de joelhos, realizando o projeto de submeter-nos, sem piedade. Esses cães de rabo e chifres que ameaçam a Humanidade desde sempre sabem muito bem o que querem. São os mesmos que põem bundas na cara do povo na tela da TV, os que estão por trás do tráfico e da prostituição, por trás da corrupção e da inversão de valores. São os mesmos que corrompem os seres desde a infância com programação de TV deletéria, desenhos animados que só mostram monstros e falas monstruosas durante toda a manhã, todo santo – ou diabólico? – dia, os malditos! Enter.
Pois, por mais que seja contundente um fato como o de quinta-feira 7, isso não justifica a mobilização dos “poderosos” – ou “usurpadores”? Ou “sevandijas sugadoras”? – reativando a pantomima sórdida do desarmamento. Claro, eles vivem dentro de esquemas de alta segurança e a salvo dos riscos a que submetem o povo; eles se cagam de medo de tudo, mas vegetam em segurança em gabinetes refrigerados e carros blindados e sem risco de contato com o horror da guerra civil que exploram e que horroriza o homem comum – que carrega nas costas esse País-lupanar e vive sujeito a horror a cada minuto. Vejam a pérola: “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou, ontem, que é favorável à realização do plebiscito sobre a proibição do comércio de armas e munições, e adiantou que votaria a favor da proibição. – ‘A democracia (???) permite que se façam tantas consultas quanto necessárias, desde que haja um fato novo’ – comentou o ministro. – ‘Acredito que o episódio de Realengo tenha gerado fatos novos que não eram até então cogitados’”. Pois bem, excelência: “fatos novos” não faltarão, e já se mostram, basta ver a multiplicação de maluquices nas primeiras páginas dos jornalões desde o dia 7. Isso tudo resulta de uma sociedade em aguda convulsão, composta de dois setores em conflito: o poder isolado, parasitário e enriquecido de um lado; e a massa disforme e desesperada, abandonada à própria sorte, de outro. Pois desarmar a população é mais uma torpeza em meio ao inferno vivo e sem controle – mas é que isso, claro, protege o poder monstruoso que aí está. É no mínimo cinismo canalha e traição: os sudras do Sistema igualam sob a lei ataque e defesa, quando qualquer mente sã distingue o uso de armas, e só quer se defender! Digamos que, com a criminalização das armas de fogo, os delinquentes passem a usar facas de cozinha para cometer assaltos, crimes, lesões, degolas etc. E imaginemos que um louco do tipo desse Wellinton premedite um crime em que degole um monte de crianças. E admitamos que a faca vire o instrumento da hora para crimes. Como, aliás, já foi. NEM POR ISSO AS FACAS SERÃO TIRADAS DO MERCADO, “distintos”! Seria alguma dona de casa presa por ser encontrada uma faca de churrasco ou um facão de mato em sua cozinha ou casa? Ora, admiráveis pongos engravatados, sejam pelo menos UM POUCO decentes! E se passar a vigorar a moda de crimes por envenenamento por butano? Vai ser proibida a venda de gás de cozinha, “cavalheiros”? Enter final.
Pois admitamos que um civil, estando armado – um pai, por exemplo –, deparasse com a ação do Wellinton e o baleasse, detendo-o; mesmo impedindo, como o sargento, maior número de mortes, ele ainda seria preso por porte ilegal de arma? Ora, não forniquem, “senhores” !A canalhice maior é generalizar a bem dos interesses de lobbys ocultos! As armas de fogo sempre serviram para ataque e defesa! Agora, por decreto dessa súcia de poderosos, elas servem só para ataque, unilateralizando a coisa. É SÓRDIDO! O mal não está no instrumento, mas em quem o maneja, “gentis-homens”! E o mais interessante, vejam!, ninguém sabe: proibir a comercialização de qualquer produto no mercado interno implica em automática proibição de sua exportação, ENTENDERAM? E o narcotráfico, a mil, armado até os dentes, manda "aquele abraço, Realengo!".. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como confiar nos poderosos?

Frederico Mendonça de Oliveira

As notícias envolvendo maluquices praticadas por seres humanos tidos como civilizados enfeitam as páginas de jornalões e dão o tom de loucura a esses dias de incerteza e espanto. Se por um lado é o rumo dado por Deus a uma Humanidade que parece tê-lO rejeitado ou esquecido, por outro pode ser a prova de que somos mesmo é uma espécie tendendo a degenerar porque sem princípios, sem sintonia ou comunhão qualquer com as leis do Cosmo que “nos abriga”. A loucura é tal que um Datena da vida ganha um salário dez vezes – ou cem, sei lá – maior que o do presidente da “República”. E tudo isso é digno de aspas: Datena, República, presidente, salário... porque tudo são conteúdos estúrdios compondo uma barafunda jamais vista neste país. Enter.
O que esperar de um trabalhador? Que ele trabalhe. E isso ele faz, e faz sob duro sofrimento e sob uma pressão desumana, quando não sob condições absurdas, que os assemelha até a animais de abate. Parecidos com animais de abate sim, pois são trabalhadores que dão seu sangue e sua vida para se manterem vivos. Alguns sucumbem, como a Construção, do Chico, mostra: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”... E não esqueçamos dos que, para que Tiriricas se locupletem criminosamente, em monstruoso desfrute de benefícios que não se deram nem se dão a heróis que lutaram e lutam pela pátria e pelo bem estar da população, que trabalham integrando um contingente imenso de sofredores, e muitos deles têm que dormir na rua porque não podem voltar para casa senão em fins de semana, para levar para a família os magérrimos caraminguás pagos pela demoníaca exploração capitalista tupiniquim a que se têm de curvar se quiserem prosseguir vivos. Então, aos legisladores que só fazem ultrajar cada dia mais os céus desta Pindorama tão aviltada, depravada, corrompida, só resta a execração geral – para a qual estão se lixando com a mesma carantonha vil e cínica do Tiririca, novo e asqueroso paradigma da porca miséria moral e intelectual que vigora no Congresso. Quando do aumento que os sudras se deram, ignominioso presente de fim de ano, uma hipertrofia criminosa de seus salários e benefícios já exorbitantes e escandalosos, o novo paradigma excretou, reles: “Dei sorte; cheguei na hora”, coisa assim. Enter.
E a população “humana” de rua? Existe alguma associação pra defender, como as que se preocupam com animais, os “direitos” desses dejetos humanos, por sinal a mais horrenda exclusão passível de constatação neste mundo que parece não ser mais de Deus? Alguma associação ou organização ou ONG ou o diabo que seja trabalha para tentar alterar esse quadro dantesco, visão atroz para quem considera que qualquer ser humano deva ter direitos? Não seria o caso de os Legislativos, através de suas presidências, delegar a esses parlamentares novos, gente como Tiririca, Netinho, Romário e quejandos, tarefas no sentido de propor leis visando proteger os humanos que acabam debaixo de pontes? Como é? Esses sujeitos não precisariam aprender para que foram eleitos? Enter.
Pois o que vemos é que um parlamentar como o mentalmente indigente Tiririca – e a maioria dos parlamentares dessa Pindorama Desvairada é composta de seres mentalmente indigentes, sim! – percebe por ano a bagatela de: 1 – salário: R$ 26.700,00; 2 – ajuda custo: R$ 35.053,00; 3 – auxílio moradia: R$ 3.000,00; 4 – auxílio gabinete: R$ 60.000,00; 5 – despesa médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL (livre escolha de médicos e clínicas); 6 – telefone celular: ILIMITADO; 7 – bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00); 8 – passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre; 9 – reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano; 10 – custo médio mensal: R$ 250.000,00; 11 – aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral. Fonte de custeio: O SUOR DOS QUE TRABALHAM!! Considerando tal quadro torpe de prostituição instituída, de patologia social instalada visando virar a arquitetura social de alicerces para o ar, perguntamos: se quem paga é o trabalhador, o que paga os impostos, o que carrega nas costas a economia desse lupanar político-social, como se pode admitir tamanho contraste, ao âmbito do esmagador, do escorchante, beneficiando um bando de detratores da – já terminal e desenganada – Nação e de seu contingente social e humano? Onde estão os que defendem os direitos do povo? Sabem quem defende os direitos do povo? Pois é: parlamentares, os Tiriricas e quejandos. Para tanto são eleitos, nababescamente pagos, enquanto que para o trabalhador, o responsável pelo real funcionamento da economia e do organismo vivo do País, cabe o esmagamento e um tratamento semelhante ao dispensado a escravos, quando não a condenados reles. Enter.
Já quanto ao que andam fazendo suas excelências os responsáveis pela Justiça nessa Pindorama, a coisa assume dimensões assustadoras. Vejam só: “PORTO ALEGRE - Em uma decisão inédita no Rio Grande do Sul, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo depois que ele assediou uma atendente de lanchonete. O magistrado foi enquadrado por ‘procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções’. ‘- Um estado transparente e democrático como o nosso pune seus culpados. Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’ - justifica o desembargador Túlio Martins, um dos 25 juízes que, unanimemente, condenaram o colega à pena máxima prevista para o delito e o demitiram do serviço público. ‘Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’". Bonito? Pois tem mais: um juiz do Ceará, em etilismo agudo, atropelou um motoqueiro e o arrastou por cerca de 100 metros, percurso durante o qual o motoqueiro se desprendeu da moto. O magistrado estava bebadaço, acima do dobro do considerado passível de implicação, e alegou não ter visto que atingiu a moto. Doidão como estava, é mesmo possível... e a imprensa não mais mencionou os desdobramentos disso, fato que deveria custar não só a toga de Sua Excelência, mas um belo de um xilindró entre criminosos comuns – visto ser ele um CONHECEDOR E AGENTE DA LEI, pago por nós para aplicar a lei, não para delinquir apoiado em prerrogativas de intocabilidade. E tem mais: "Juiz manda prender agente que rebocou seu carro no Rio – ALFREDO JUNQUEIRA – Agência Estado – O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo um carro sem placas e sem carteira de motorista nesta madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O juiz, no entanto, deu voz de prisão para a agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Luciana Silva Tamburini. O magistrado acusou a funcionária de desacato durante a abordagem. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde Luciana também prestou queixa de abuso de autoridade contra o juiz”. Sobre este agente da Lei constam outras gracinhas, que traremos em outra ocasião. Enter final.
E parece que o Conselho Nacional de Justiça começa a se dar conta de que Suas Excelências devem ter suas regalias revistas... Voltaremos a isso. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1060 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 616 dias também sob mordaça...