Frederico Mendonça de Oliveira
Sim, senhores, um lugar, não um país. País até fomos algo parecido, até a “entrega do poder aos civis” depois de 22 anos de infame domínio militar – por sinal, uma escandalosa ação norte-americana dentro de nossas fronteiras, sendo que os yankees obedeciam a outras ordens, vindas de outra esfera, esta oculta e dominante em quase todo o planeta. E viramos uma gigantesca fábrica de humanóides, de uma (como que) gente à beira da marginalidade se reproduzindo aos milhões, uma exponencialização de um exército de desmiolados ambulantes, sem qualquer noção de instituições, de valores tradicionais de suporte social, de significados inerentes ao chão que mais pisoteiam do que pisam. Podemos chamar a isso, a esse ajuntamento de objetos vestidos, de “população”? Isso é país? É nação? Enter.
A boçalidade é o estado mental generalizado que unifica os milhões e milhões de simulacros de mentes que essa legião proletária atrasada e vazia tem como sendo mentes mesmo. É alarmante pensarmos em ser, essa legião de seres obtusos e à beira de uma lei da selva, uma “mente comum”, aquilo que no passado chegamos a ter, a chamada “consciência social”, isto é, os seres agregados e dinamizados em torno de conteúdos sociais vivos. Esses andróides de hoje até falam, alguns escrevem linhas tortas como seus valores, estão aí deambulando "vestidos" em retalhos de cores estupidamente variadas. Parecem espantalhos, e religiosa ou militarmente protegem seus envoltórios de bestuntos com bonés, que representam a generalização da estupidez festejada em um acessório do que no passado chamavam de vestuário. Hoje vemos é uma variedade bizarra de panos despencando corpos abaixo, panos multicoloridos e geralmente cheios de dizeres aleatórios, tanto quanto é aleatório o existir para esses espectros, réplicas de seres humanos. Enter.
E pipocam loucuras por esse território de ninguém, por esse desagregado se não desgraçado Brasil, e vemos que ingressamos na era em que a barbárie se materializa como conduta previsível para um coletivo “nacional”. Um desses milhões de andróides resolveu se “definir ideologicamente”, providenciando um “posicionamento” perante o restante da sociedade brasileira em função de ter sido maltratado em tempos de escola secundária. E o que resultou disso? Um massacre em que 12 crianças – dez delas, meninas – foram assassinadas a tiros. Na verdade, foram executadas com requintes de covardia. E mais 12, dez delas também meninas, foram parar no hospital. Isso revela muita coisa, especialmente que a loucura está solta por aí, e que malucos podem sair executando gente a torto e a direito, e que não há como prever, muito menos como prevenir isso. E fatos como esse sempre ocorreram, em todos os lugares do mundo, de forma tão ou menos ou mais horrenda, e não há como impedir que isso se repita adiante, porque o mundo sempre teve loucos, e sempre terá. E a coisa se complica bastante se pararmos para considerar o que esse “Brasil” aí pode produzir como desdobramentos de toda a loucura presente em seu edifício “social”, especialmente considerando o câncer em nossa estrutura de poder. Enter.
Bem, o louco do Realengo mata 12, e agora as hienas de plantão resolvem investir no golpe sujo de desarmar a “população”. Que “população”? Esse monte de malucos desmiolados gerados por um sistema controlado por uma súcia de safadões? É até procedente considerar que os humanóides que compõem quase 90% da “população” têm caca dentro da caveira, pois os que detêm o poder desde sempre mas especialmente desde 1964 trabalham duro para desfazer a estrutura social até transformá-la num pirão de amalucados mansos e assemelhados a boiada. E disso, volta e meia, sai um fato como esse de Realengo, ou como matar bebês, de abandonar recém-nascidos em caçambas de lixo ou em matagais, como estuprar filhas menores, como jogar filhos de sexto andar de prédio, como matar os pais a porradas de barras de ferro e depois ir para motel e no dia seguinte chorar no enterro – alô Suzana e Cravinhos, tudo belê? –, e isso rima perfeitamente com a loucura que é o Congresso agora enriquecido com a presença de um palhaço a quem pagamos regiamente para ser mais um sanguessuga descarado, e assim vai esse fecaloma social que soma 511 anos hoje, 22 de abril, data que sequer festejamos, talvez porque os sudras que sempre estiveram no poder nesta descarada suruba jamais tenham considerado importante festejar essa “descoberta”... Enter final.
Então agora os sudras resolvem criar um plebiscito para desarmar de todo a população, e um juiz do TSE, Levandowsky, “considerou” o “fato novo” de Realengo gatilho para uma mobilização visando deixar a população “na mão”. Não há o que dizer sobre isso, senão que este é um país cheio de loucos em todos os sentidos e em todas as categorias de poder. Valeria até controlar posse e porte de armas sim, pois o brasileiro comum tem titica na cabeça, basta ver a decadência social que vivemos, basta ver os humanóides que pululam pra todo lado nesta Pindorama. Mas desarmar não vai acabar com as armas, e malucos assassinos sempre as conseguirão. E nada vai deter malucos de Realengo da vida. E saiba você que os espertinhos por trás da proibição do comércio de armas obedecem aos que desejam tirar-nos do mercado externo, pois proibir a comercialização interna de qualquer produto automaticamente impede tal produto de ser exportado. Quem ganha com isso? Nós? Ora... E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1074 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 630 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O malucão de Realengo e a cretinice oficial
Frederico Mendonça de Oliveira
Tá bem, foi mais do que horrendo: foi tétrico, inaceitável, inacreditável, jamais esqueceremos, todos choramos, nos afligimos pelo sofrimento dos pais e dos que viveram e testemunharam aqueles momentos etc. Já se vão quase dez dias e o impacto está vivo, o espanto persiste. Mas a indignação vai dando lugar a reflexões mais profundas, passada a dor que abateu a vítimas e circunstantes, espalhando-se a comoção e a solidariedade pelo país e pelo mundo. Deserdado de Deus, um pobre diabo estúpido e solitário, aquele pobre Wellington encontrou seu rumo depois de eliminar doze inocentes, dez deles meninas. Crime digno de estudo, para constar nos manuais sobre a bestialidade que o ser humano traz consigo e que de repente pode aflorar em horror. No que pintou resistência, o cara suicidou, se é que foi isso mesmo. Mas faz sentido ele se eliminar, como “saideira”, depois de saciada sua sanha e fantasia por um banho de sangue contra crianças indefesas. Enter.
Nenhum de nós sabe na verdade quem é. Até o último instante em nossas vidas pode acontecer tragédia, sejamos autores ou vítimas. Então é bom termos nossas barbas de molho, pois o Cristo, que aliás anda pra lá de esquecido, fala sobre “nós e o outro” e sobre “nós e o enigma” de forma muito clara, advertindo sobre nossa cegueira em vida: fala que nos preocupemos com a trave em nosso olho, em vez de apontarmos a do olho alheio; e adverte para que não digamos “deste pão não comerei, desta água não beberei”. O que o Salvador mostra é que na verdade nenhum de nós sabe a fundo quem é, e que somos portadores de brotos que podem aflorar quando menos se espera. A mitologia grega fala sobre o banho a que são submetidos os que vão reencarnar: nos subterrâneos de Plutão, são mergulhados no rio Letes para esquecerem de suas vidas anteriores. Assim, voltam todos inocentes do que fizeram, para que não possam se desviar dos pagamentos por faltas passadas. Conosco também é assim. Quem não vê isso é um cego incurável. Enter.
Pois as hienas imundas que agem depravando essa Pindorama terminal não param de operar contra nós todos: elas querem endoidar ao âmbito do desespero esse lugar de horrores. Lá vem de novo a merda contra a população: volta a pantomima do desarmamento, canalhice conduzida por um poder deformado e anti-social, e até por magistrados da mais alta esfera neste Manicômio Global. Chegamos ao horror de ver o cidadão comum e honesto ser nivelado ao mais baixo grau do crime somente por ter consigo uma arma de defesa. Em outras palavras: as categorias “ataque” e “defesa” foram niveladas como só ataque. Se alguém tem uma arma para se defender vira criminoso, mesmo não cometendo crime nenhum. O cara pode morrer de velho com a arma na gaveta, mas será criminoso por ter consigo uma arma. Os que exercem o poder por trás da cena, manejando os bandidos engravatados postos no palco da cena política, precisam pôr o País de joelhos, realizando o projeto de submeter-nos, sem piedade. Esses cães de rabo e chifres que ameaçam a Humanidade desde sempre sabem muito bem o que querem. São os mesmos que põem bundas na cara do povo na tela da TV, os que estão por trás do tráfico e da prostituição, por trás da corrupção e da inversão de valores. São os mesmos que corrompem os seres desde a infância com programação de TV deletéria, desenhos animados que só mostram monstros e falas monstruosas durante toda a manhã, todo santo – ou diabólico? – dia, os malditos! Enter.
Pois, por mais que seja contundente um fato como o de quinta-feira 7, isso não justifica a mobilização dos “poderosos” – ou “usurpadores”? Ou “sevandijas sugadoras”? – reativando a pantomima sórdida do desarmamento. Claro, eles vivem dentro de esquemas de alta segurança e a salvo dos riscos a que submetem o povo; eles se cagam de medo de tudo, mas vegetam em segurança em gabinetes refrigerados e carros blindados e sem risco de contato com o horror da guerra civil que exploram e que horroriza o homem comum – que carrega nas costas esse País-lupanar e vive sujeito a horror a cada minuto. Vejam a pérola: “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou, ontem, que é favorável à realização do plebiscito sobre a proibição do comércio de armas e munições, e adiantou que votaria a favor da proibição. – ‘A democracia (???) permite que se façam tantas consultas quanto necessárias, desde que haja um fato novo’ – comentou o ministro. – ‘Acredito que o episódio de Realengo tenha gerado fatos novos que não eram até então cogitados’”. Pois bem, excelência: “fatos novos” não faltarão, e já se mostram, basta ver a multiplicação de maluquices nas primeiras páginas dos jornalões desde o dia 7. Isso tudo resulta de uma sociedade em aguda convulsão, composta de dois setores em conflito: o poder isolado, parasitário e enriquecido de um lado; e a massa disforme e desesperada, abandonada à própria sorte, de outro. Pois desarmar a população é mais uma torpeza em meio ao inferno vivo e sem controle – mas é que isso, claro, protege o poder monstruoso que aí está. É no mínimo cinismo canalha e traição: os sudras do Sistema igualam sob a lei ataque e defesa, quando qualquer mente sã distingue o uso de armas, e só quer se defender! Digamos que, com a criminalização das armas de fogo, os delinquentes passem a usar facas de cozinha para cometer assaltos, crimes, lesões, degolas etc. E imaginemos que um louco do tipo desse Wellinton premedite um crime em que degole um monte de crianças. E admitamos que a faca vire o instrumento da hora para crimes. Como, aliás, já foi. NEM POR ISSO AS FACAS SERÃO TIRADAS DO MERCADO, “distintos”! Seria alguma dona de casa presa por ser encontrada uma faca de churrasco ou um facão de mato em sua cozinha ou casa? Ora, admiráveis pongos engravatados, sejam pelo menos UM POUCO decentes! E se passar a vigorar a moda de crimes por envenenamento por butano? Vai ser proibida a venda de gás de cozinha, “cavalheiros”? Enter final.
Pois admitamos que um civil, estando armado – um pai, por exemplo –, deparasse com a ação do Wellinton e o baleasse, detendo-o; mesmo impedindo, como o sargento, maior número de mortes, ele ainda seria preso por porte ilegal de arma? Ora, não forniquem, “senhores” !A canalhice maior é generalizar a bem dos interesses de lobbys ocultos! As armas de fogo sempre serviram para ataque e defesa! Agora, por decreto dessa súcia de poderosos, elas servem só para ataque, unilateralizando a coisa. É SÓRDIDO! O mal não está no instrumento, mas em quem o maneja, “gentis-homens”! E o mais interessante, vejam!, ninguém sabe: proibir a comercialização de qualquer produto no mercado interno implica em automática proibição de sua exportação, ENTENDERAM? E o narcotráfico, a mil, armado até os dentes, manda "aquele abraço, Realengo!".. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Frederico Mendonça de Oliveira
Tá bem, foi mais do que horrendo: foi tétrico, inaceitável, inacreditável, jamais esqueceremos, todos choramos, nos afligimos pelo sofrimento dos pais e dos que viveram e testemunharam aqueles momentos etc. Já se vão quase dez dias e o impacto está vivo, o espanto persiste. Mas a indignação vai dando lugar a reflexões mais profundas, passada a dor que abateu a vítimas e circunstantes, espalhando-se a comoção e a solidariedade pelo país e pelo mundo. Deserdado de Deus, um pobre diabo estúpido e solitário, aquele pobre Wellington encontrou seu rumo depois de eliminar doze inocentes, dez deles meninas. Crime digno de estudo, para constar nos manuais sobre a bestialidade que o ser humano traz consigo e que de repente pode aflorar em horror. No que pintou resistência, o cara suicidou, se é que foi isso mesmo. Mas faz sentido ele se eliminar, como “saideira”, depois de saciada sua sanha e fantasia por um banho de sangue contra crianças indefesas. Enter.
Nenhum de nós sabe na verdade quem é. Até o último instante em nossas vidas pode acontecer tragédia, sejamos autores ou vítimas. Então é bom termos nossas barbas de molho, pois o Cristo, que aliás anda pra lá de esquecido, fala sobre “nós e o outro” e sobre “nós e o enigma” de forma muito clara, advertindo sobre nossa cegueira em vida: fala que nos preocupemos com a trave em nosso olho, em vez de apontarmos a do olho alheio; e adverte para que não digamos “deste pão não comerei, desta água não beberei”. O que o Salvador mostra é que na verdade nenhum de nós sabe a fundo quem é, e que somos portadores de brotos que podem aflorar quando menos se espera. A mitologia grega fala sobre o banho a que são submetidos os que vão reencarnar: nos subterrâneos de Plutão, são mergulhados no rio Letes para esquecerem de suas vidas anteriores. Assim, voltam todos inocentes do que fizeram, para que não possam se desviar dos pagamentos por faltas passadas. Conosco também é assim. Quem não vê isso é um cego incurável. Enter.
Pois as hienas imundas que agem depravando essa Pindorama terminal não param de operar contra nós todos: elas querem endoidar ao âmbito do desespero esse lugar de horrores. Lá vem de novo a merda contra a população: volta a pantomima do desarmamento, canalhice conduzida por um poder deformado e anti-social, e até por magistrados da mais alta esfera neste Manicômio Global. Chegamos ao horror de ver o cidadão comum e honesto ser nivelado ao mais baixo grau do crime somente por ter consigo uma arma de defesa. Em outras palavras: as categorias “ataque” e “defesa” foram niveladas como só ataque. Se alguém tem uma arma para se defender vira criminoso, mesmo não cometendo crime nenhum. O cara pode morrer de velho com a arma na gaveta, mas será criminoso por ter consigo uma arma. Os que exercem o poder por trás da cena, manejando os bandidos engravatados postos no palco da cena política, precisam pôr o País de joelhos, realizando o projeto de submeter-nos, sem piedade. Esses cães de rabo e chifres que ameaçam a Humanidade desde sempre sabem muito bem o que querem. São os mesmos que põem bundas na cara do povo na tela da TV, os que estão por trás do tráfico e da prostituição, por trás da corrupção e da inversão de valores. São os mesmos que corrompem os seres desde a infância com programação de TV deletéria, desenhos animados que só mostram monstros e falas monstruosas durante toda a manhã, todo santo – ou diabólico? – dia, os malditos! Enter.
Pois, por mais que seja contundente um fato como o de quinta-feira 7, isso não justifica a mobilização dos “poderosos” – ou “usurpadores”? Ou “sevandijas sugadoras”? – reativando a pantomima sórdida do desarmamento. Claro, eles vivem dentro de esquemas de alta segurança e a salvo dos riscos a que submetem o povo; eles se cagam de medo de tudo, mas vegetam em segurança em gabinetes refrigerados e carros blindados e sem risco de contato com o horror da guerra civil que exploram e que horroriza o homem comum – que carrega nas costas esse País-lupanar e vive sujeito a horror a cada minuto. Vejam a pérola: “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou, ontem, que é favorável à realização do plebiscito sobre a proibição do comércio de armas e munições, e adiantou que votaria a favor da proibição. – ‘A democracia (???) permite que se façam tantas consultas quanto necessárias, desde que haja um fato novo’ – comentou o ministro. – ‘Acredito que o episódio de Realengo tenha gerado fatos novos que não eram até então cogitados’”. Pois bem, excelência: “fatos novos” não faltarão, e já se mostram, basta ver a multiplicação de maluquices nas primeiras páginas dos jornalões desde o dia 7. Isso tudo resulta de uma sociedade em aguda convulsão, composta de dois setores em conflito: o poder isolado, parasitário e enriquecido de um lado; e a massa disforme e desesperada, abandonada à própria sorte, de outro. Pois desarmar a população é mais uma torpeza em meio ao inferno vivo e sem controle – mas é que isso, claro, protege o poder monstruoso que aí está. É no mínimo cinismo canalha e traição: os sudras do Sistema igualam sob a lei ataque e defesa, quando qualquer mente sã distingue o uso de armas, e só quer se defender! Digamos que, com a criminalização das armas de fogo, os delinquentes passem a usar facas de cozinha para cometer assaltos, crimes, lesões, degolas etc. E imaginemos que um louco do tipo desse Wellinton premedite um crime em que degole um monte de crianças. E admitamos que a faca vire o instrumento da hora para crimes. Como, aliás, já foi. NEM POR ISSO AS FACAS SERÃO TIRADAS DO MERCADO, “distintos”! Seria alguma dona de casa presa por ser encontrada uma faca de churrasco ou um facão de mato em sua cozinha ou casa? Ora, admiráveis pongos engravatados, sejam pelo menos UM POUCO decentes! E se passar a vigorar a moda de crimes por envenenamento por butano? Vai ser proibida a venda de gás de cozinha, “cavalheiros”? Enter final.
Pois admitamos que um civil, estando armado – um pai, por exemplo –, deparasse com a ação do Wellinton e o baleasse, detendo-o; mesmo impedindo, como o sargento, maior número de mortes, ele ainda seria preso por porte ilegal de arma? Ora, não forniquem, “senhores” !A canalhice maior é generalizar a bem dos interesses de lobbys ocultos! As armas de fogo sempre serviram para ataque e defesa! Agora, por decreto dessa súcia de poderosos, elas servem só para ataque, unilateralizando a coisa. É SÓRDIDO! O mal não está no instrumento, mas em quem o maneja, “gentis-homens”! E o mais interessante, vejam!, ninguém sabe: proibir a comercialização de qualquer produto no mercado interno implica em automática proibição de sua exportação, ENTENDERAM? E o narcotráfico, a mil, armado até os dentes, manda "aquele abraço, Realengo!".. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Como confiar nos poderosos?
Frederico Mendonça de Oliveira
As notícias envolvendo maluquices praticadas por seres humanos tidos como civilizados enfeitam as páginas de jornalões e dão o tom de loucura a esses dias de incerteza e espanto. Se por um lado é o rumo dado por Deus a uma Humanidade que parece tê-lO rejeitado ou esquecido, por outro pode ser a prova de que somos mesmo é uma espécie tendendo a degenerar porque sem princípios, sem sintonia ou comunhão qualquer com as leis do Cosmo que “nos abriga”. A loucura é tal que um Datena da vida ganha um salário dez vezes – ou cem, sei lá – maior que o do presidente da “República”. E tudo isso é digno de aspas: Datena, República, presidente, salário... porque tudo são conteúdos estúrdios compondo uma barafunda jamais vista neste país. Enter.
O que esperar de um trabalhador? Que ele trabalhe. E isso ele faz, e faz sob duro sofrimento e sob uma pressão desumana, quando não sob condições absurdas, que os assemelha até a animais de abate. Parecidos com animais de abate sim, pois são trabalhadores que dão seu sangue e sua vida para se manterem vivos. Alguns sucumbem, como a Construção, do Chico, mostra: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”... E não esqueçamos dos que, para que Tiriricas se locupletem criminosamente, em monstruoso desfrute de benefícios que não se deram nem se dão a heróis que lutaram e lutam pela pátria e pelo bem estar da população, que trabalham integrando um contingente imenso de sofredores, e muitos deles têm que dormir na rua porque não podem voltar para casa senão em fins de semana, para levar para a família os magérrimos caraminguás pagos pela demoníaca exploração capitalista tupiniquim a que se têm de curvar se quiserem prosseguir vivos. Então, aos legisladores que só fazem ultrajar cada dia mais os céus desta Pindorama tão aviltada, depravada, corrompida, só resta a execração geral – para a qual estão se lixando com a mesma carantonha vil e cínica do Tiririca, novo e asqueroso paradigma da porca miséria moral e intelectual que vigora no Congresso. Quando do aumento que os sudras se deram, ignominioso presente de fim de ano, uma hipertrofia criminosa de seus salários e benefícios já exorbitantes e escandalosos, o novo paradigma excretou, reles: “Dei sorte; cheguei na hora”, coisa assim. Enter.
E a população “humana” de rua? Existe alguma associação pra defender, como as que se preocupam com animais, os “direitos” desses dejetos humanos, por sinal a mais horrenda exclusão passível de constatação neste mundo que parece não ser mais de Deus? Alguma associação ou organização ou ONG ou o diabo que seja trabalha para tentar alterar esse quadro dantesco, visão atroz para quem considera que qualquer ser humano deva ter direitos? Não seria o caso de os Legislativos, através de suas presidências, delegar a esses parlamentares novos, gente como Tiririca, Netinho, Romário e quejandos, tarefas no sentido de propor leis visando proteger os humanos que acabam debaixo de pontes? Como é? Esses sujeitos não precisariam aprender para que foram eleitos? Enter.
Pois o que vemos é que um parlamentar como o mentalmente indigente Tiririca – e a maioria dos parlamentares dessa Pindorama Desvairada é composta de seres mentalmente indigentes, sim! – percebe por ano a bagatela de: 1 – salário: R$ 26.700,00; 2 – ajuda custo: R$ 35.053,00; 3 – auxílio moradia: R$ 3.000,00; 4 – auxílio gabinete: R$ 60.000,00; 5 – despesa médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL (livre escolha de médicos e clínicas); 6 – telefone celular: ILIMITADO; 7 – bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00); 8 – passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre; 9 – reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano; 10 – custo médio mensal: R$ 250.000,00; 11 – aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral. Fonte de custeio: O SUOR DOS QUE TRABALHAM!! Considerando tal quadro torpe de prostituição instituída, de patologia social instalada visando virar a arquitetura social de alicerces para o ar, perguntamos: se quem paga é o trabalhador, o que paga os impostos, o que carrega nas costas a economia desse lupanar político-social, como se pode admitir tamanho contraste, ao âmbito do esmagador, do escorchante, beneficiando um bando de detratores da – já terminal e desenganada – Nação e de seu contingente social e humano? Onde estão os que defendem os direitos do povo? Sabem quem defende os direitos do povo? Pois é: parlamentares, os Tiriricas e quejandos. Para tanto são eleitos, nababescamente pagos, enquanto que para o trabalhador, o responsável pelo real funcionamento da economia e do organismo vivo do País, cabe o esmagamento e um tratamento semelhante ao dispensado a escravos, quando não a condenados reles. Enter.
Já quanto ao que andam fazendo suas excelências os responsáveis pela Justiça nessa Pindorama, a coisa assume dimensões assustadoras. Vejam só: “PORTO ALEGRE - Em uma decisão inédita no Rio Grande do Sul, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo depois que ele assediou uma atendente de lanchonete. O magistrado foi enquadrado por ‘procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções’. ‘- Um estado transparente e democrático como o nosso pune seus culpados. Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’ - justifica o desembargador Túlio Martins, um dos 25 juízes que, unanimemente, condenaram o colega à pena máxima prevista para o delito e o demitiram do serviço público. ‘Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’". Bonito? Pois tem mais: um juiz do Ceará, em etilismo agudo, atropelou um motoqueiro e o arrastou por cerca de 100 metros, percurso durante o qual o motoqueiro se desprendeu da moto. O magistrado estava bebadaço, acima do dobro do considerado passível de implicação, e alegou não ter visto que atingiu a moto. Doidão como estava, é mesmo possível... e a imprensa não mais mencionou os desdobramentos disso, fato que deveria custar não só a toga de Sua Excelência, mas um belo de um xilindró entre criminosos comuns – visto ser ele um CONHECEDOR E AGENTE DA LEI, pago por nós para aplicar a lei, não para delinquir apoiado em prerrogativas de intocabilidade. E tem mais: "Juiz manda prender agente que rebocou seu carro no Rio – ALFREDO JUNQUEIRA – Agência Estado – O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo um carro sem placas e sem carteira de motorista nesta madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O juiz, no entanto, deu voz de prisão para a agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Luciana Silva Tamburini. O magistrado acusou a funcionária de desacato durante a abordagem. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde Luciana também prestou queixa de abuso de autoridade contra o juiz”. Sobre este agente da Lei constam outras gracinhas, que traremos em outra ocasião. Enter final.
E parece que o Conselho Nacional de Justiça começa a se dar conta de que Suas Excelências devem ter suas regalias revistas... Voltaremos a isso. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1060 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 616 dias também sob mordaça...
As notícias envolvendo maluquices praticadas por seres humanos tidos como civilizados enfeitam as páginas de jornalões e dão o tom de loucura a esses dias de incerteza e espanto. Se por um lado é o rumo dado por Deus a uma Humanidade que parece tê-lO rejeitado ou esquecido, por outro pode ser a prova de que somos mesmo é uma espécie tendendo a degenerar porque sem princípios, sem sintonia ou comunhão qualquer com as leis do Cosmo que “nos abriga”. A loucura é tal que um Datena da vida ganha um salário dez vezes – ou cem, sei lá – maior que o do presidente da “República”. E tudo isso é digno de aspas: Datena, República, presidente, salário... porque tudo são conteúdos estúrdios compondo uma barafunda jamais vista neste país. Enter.
O que esperar de um trabalhador? Que ele trabalhe. E isso ele faz, e faz sob duro sofrimento e sob uma pressão desumana, quando não sob condições absurdas, que os assemelha até a animais de abate. Parecidos com animais de abate sim, pois são trabalhadores que dão seu sangue e sua vida para se manterem vivos. Alguns sucumbem, como a Construção, do Chico, mostra: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”... E não esqueçamos dos que, para que Tiriricas se locupletem criminosamente, em monstruoso desfrute de benefícios que não se deram nem se dão a heróis que lutaram e lutam pela pátria e pelo bem estar da população, que trabalham integrando um contingente imenso de sofredores, e muitos deles têm que dormir na rua porque não podem voltar para casa senão em fins de semana, para levar para a família os magérrimos caraminguás pagos pela demoníaca exploração capitalista tupiniquim a que se têm de curvar se quiserem prosseguir vivos. Então, aos legisladores que só fazem ultrajar cada dia mais os céus desta Pindorama tão aviltada, depravada, corrompida, só resta a execração geral – para a qual estão se lixando com a mesma carantonha vil e cínica do Tiririca, novo e asqueroso paradigma da porca miséria moral e intelectual que vigora no Congresso. Quando do aumento que os sudras se deram, ignominioso presente de fim de ano, uma hipertrofia criminosa de seus salários e benefícios já exorbitantes e escandalosos, o novo paradigma excretou, reles: “Dei sorte; cheguei na hora”, coisa assim. Enter.
E a população “humana” de rua? Existe alguma associação pra defender, como as que se preocupam com animais, os “direitos” desses dejetos humanos, por sinal a mais horrenda exclusão passível de constatação neste mundo que parece não ser mais de Deus? Alguma associação ou organização ou ONG ou o diabo que seja trabalha para tentar alterar esse quadro dantesco, visão atroz para quem considera que qualquer ser humano deva ter direitos? Não seria o caso de os Legislativos, através de suas presidências, delegar a esses parlamentares novos, gente como Tiririca, Netinho, Romário e quejandos, tarefas no sentido de propor leis visando proteger os humanos que acabam debaixo de pontes? Como é? Esses sujeitos não precisariam aprender para que foram eleitos? Enter.
Pois o que vemos é que um parlamentar como o mentalmente indigente Tiririca – e a maioria dos parlamentares dessa Pindorama Desvairada é composta de seres mentalmente indigentes, sim! – percebe por ano a bagatela de: 1 – salário: R$ 26.700,00; 2 – ajuda custo: R$ 35.053,00; 3 – auxílio moradia: R$ 3.000,00; 4 – auxílio gabinete: R$ 60.000,00; 5 – despesa médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL (livre escolha de médicos e clínicas); 6 – telefone celular: ILIMITADO; 7 – bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00); 8 – passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre; 9 – reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano; 10 – custo médio mensal: R$ 250.000,00; 11 – aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral. Fonte de custeio: O SUOR DOS QUE TRABALHAM!! Considerando tal quadro torpe de prostituição instituída, de patologia social instalada visando virar a arquitetura social de alicerces para o ar, perguntamos: se quem paga é o trabalhador, o que paga os impostos, o que carrega nas costas a economia desse lupanar político-social, como se pode admitir tamanho contraste, ao âmbito do esmagador, do escorchante, beneficiando um bando de detratores da – já terminal e desenganada – Nação e de seu contingente social e humano? Onde estão os que defendem os direitos do povo? Sabem quem defende os direitos do povo? Pois é: parlamentares, os Tiriricas e quejandos. Para tanto são eleitos, nababescamente pagos, enquanto que para o trabalhador, o responsável pelo real funcionamento da economia e do organismo vivo do País, cabe o esmagamento e um tratamento semelhante ao dispensado a escravos, quando não a condenados reles. Enter.
Já quanto ao que andam fazendo suas excelências os responsáveis pela Justiça nessa Pindorama, a coisa assume dimensões assustadoras. Vejam só: “PORTO ALEGRE - Em uma decisão inédita no Rio Grande do Sul, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo depois que ele assediou uma atendente de lanchonete. O magistrado foi enquadrado por ‘procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções’. ‘- Um estado transparente e democrático como o nosso pune seus culpados. Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’ - justifica o desembargador Túlio Martins, um dos 25 juízes que, unanimemente, condenaram o colega à pena máxima prevista para o delito e o demitiram do serviço público. ‘Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’". Bonito? Pois tem mais: um juiz do Ceará, em etilismo agudo, atropelou um motoqueiro e o arrastou por cerca de 100 metros, percurso durante o qual o motoqueiro se desprendeu da moto. O magistrado estava bebadaço, acima do dobro do considerado passível de implicação, e alegou não ter visto que atingiu a moto. Doidão como estava, é mesmo possível... e a imprensa não mais mencionou os desdobramentos disso, fato que deveria custar não só a toga de Sua Excelência, mas um belo de um xilindró entre criminosos comuns – visto ser ele um CONHECEDOR E AGENTE DA LEI, pago por nós para aplicar a lei, não para delinquir apoiado em prerrogativas de intocabilidade. E tem mais: "Juiz manda prender agente que rebocou seu carro no Rio – ALFREDO JUNQUEIRA – Agência Estado – O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo um carro sem placas e sem carteira de motorista nesta madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O juiz, no entanto, deu voz de prisão para a agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Luciana Silva Tamburini. O magistrado acusou a funcionária de desacato durante a abordagem. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde Luciana também prestou queixa de abuso de autoridade contra o juiz”. Sobre este agente da Lei constam outras gracinhas, que traremos em outra ocasião. Enter final.
E parece que o Conselho Nacional de Justiça começa a se dar conta de que Suas Excelências devem ter suas regalias revistas... Voltaremos a isso. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1060 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 616 dias também sob mordaça...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Bolsonaro, crack e o ladrão gago
Frederico Mendonça de Oliveira
Faltou acrescentar ao título que o Português vai pro saco justamente por onde ele é normalmente mais difundido para o grande público: pela imprensa. Veremos adiante. Por agora, resta quedarmos enojados diante da vil hipocrisia de uma sociedade que não é senão um simulacro, e pra lá de grotesco e degenerado, de uma sociedade mesmo. Uma sociedade esfarrapada, desmantelada em sua essência e em todas as suas manifestações, desarticulada e inoperante em sua gênese e em todas as suas manifestações. Pois estamos diante de mais um episódio de grosseria associada a cinismo, de imediatismo estúpido associado a inconsistência social aguda. Enter.
O esparolado deputado Jair Bolsonaro volta, a partir de mais um de seus arroubos verbais, às manchetes dos lixos impressos e eletrônicos de que dispomos para tentar nos inteirar do que se passa na Pindorama Desvairada. Em entrevista ao CQC, programa que prioriza a polêmica e que desafia os limites normais da imprensa amestrada, não deixando de ser, em essência, amestrado também, o deputado atacou de responder na lata a “perguntas-isca”, e o resultado foi muito além do previsível. Indagado pela Preta Gil sobre como se sentiria o nobre parlamentar se o filho dele se apaixonasse por alguém como ela, o mais inábil que insensato deputado acabou se enredando com o que há de mais muquirana em nosso aglomerado social – ou chamaríamos isso de população? – e detonou uma grita dos militantes da imposição de diversidades e de diferenciações presentes em nossa sociedade. Quem grita enfurecido nisso? Claro, a turma dos “bafo no cangote”/”morde a fronha”, como dizem os não diversos, os que vivem no padrão adão/eva, que gostam mesmo é de combinar prazenteiramente os aparelhos dos quais costumam sair nenéns, a turma “falo na vulva e não abro”. Desinteressados de conteúdos que não os ortodoxos, dos quais deriva a macacada hoje deambulando na superfície, subterrâneos e espaço aéreo nesta bola enlouquecida, os “convencionais da coisa com coisa” dão de ombros para a celeuma histérica gerada pelo deputado ex-capitão e em muitos casos até concorda com ele em vários aspectos. Enter.
Bem, Jair Bolsonaro prima pela radicalidade, o que em nada seria condenável senão perante os que praticam o meiocampismo vaselinoso ou o sobremuro cínico nestes dias de opróbrio e escatologia. Os mais chegados a visão científica o consideram até rígido demais, por não transigir com o que os sociólogos como Gilberto Velho classificavam, no fim dos anos 70, como “comportamentos desviantes”. Avesso às assimetrias desse mundo a cada dia mais sodomizado a força (não, não tem crase: o correspondente masculino é “sodomizado a porrete”, por exemplo), o sincero e volta e meia destemperado Bolsonaro chama sem papas na língua os bois pelo nome e não raro expressa sua postura defecando e deambulando para o que seus opositores pensem ou façam. E sempre exibindo um tom emocional, indignado, irado, absolutamente descontente com o quadro enlameado em que todos chafurdamos, uns achando lindo maravilhoso, outros sem ação, outros putos da vida. Bolsonaro se enquadra no terceiro caso, e não mede muito as palavras nem se preocupa com como serão recebidas suas declarações. Enter.
Pois, desta vez, indagado pela Preta Gil sobre se ele gostaria de ver o filho apaixonado por alguém como ela, deu-se o curto-circuito: ele soltou os cachorros como que indignado, exprimindo que tem asco da conduta de gente como ela, que terá até relatado em público, segundo saiu no Globo de 30/01 passado, ter ido para a cama com um magote de gente. A possibilidade de pessoas de vida sem muitos acidentes se indignar com ver essa permissividade toda comendo solta é grande. E, se o cara se destemperou e gerou uma celeuma de defensores dos direitos dos filhos da diversidade e dos guardiães dos direitos dos fracos e oprimidos, vá lá: todos salvarão a moralidade, o direito de virar tudo pelo avesso e será crucificado o pobre destemperado por ter manifestado sua repulsa por toda essa degenerescência que assola a Pindorama Degenerada. Enter.
Meu Deus, vão procurar o que fazer, criaturas perdidas! Vão ler, estudar, “fazer algo por vocês acima!”, como dizia minha avó. Se a OAB, as entidades de direitos disso ou daquilo e toda essa gente que lucra com o escândalo conseguirem algo, será apenas arranhar de forma inócua a imagem do Bolsonaro, que já goza de desprestígio amplo entre todos os que se adaptam a viver na mentira e na gandaia da inversão total de valores. O Bolsonaro grita contra essa monstruosa inversão baphometiana de valores, só isso. Se ele não gosta de homem, não só é direito legítimo dele como é natural que estranhe quem gosta de homem. Ele é do tipo que professa o amor entre opostos que se atraem, o amor de que vêm frutos. O resto é escarcéu da galera “sensibilizada”, que faz barulho para aparecer na mídia. Enter.
E teve o fortuito caso do gago que assaltou em Limeira, SP, mostrando um papel em que estaria escrito: “É UM ASSALTO”, numa folha de caderno escolar e com letra de forma a mão. Acabou em cana logo, e o assunto correu o país causando hilaridade. Os que assaltam o erário e o dinheiro público em todos os âmbitos fazem diferente: não comunicam o assalto, fazem-no sem alarde, sem barulho, “que barulho nada resolve”, como disse Drummond n’A Morte do Leiteiro... E nosso herói às avessas, que temeu talvez não intimidar de verdade balbuciando que aquilo era um “a –ssa – ssal – to”, teve o cuidado de anunciar o delito por escrito, na verdade comovendo todo o País. E levou apenas R$ 380, segundo a imprensa carioca. E logo depois foi preso, está em cana, e não duvidamos que isso dará ibope no Kibeloco ou alhures, se é que não sai entrevista dele no YouTube e até no Jô... Quanto absurdo!, quanta loucura!... Enter final.
Bem, o Bolsonaro está tentando se safar da sanha dos defensores da moral pública e dos “bons costumes”, da arremetida das milícias da defesa do politicamente correto. Isso esfriará, acabará em audiência sem imprensa numa futura tarde remota alguns dez anos à frente. Nada vai mudar para ele, para a Preta, para ninguém. O advogado de sobrenome de forâneo ganhará uma gorda paga, e outras patacoadas roubarão a cena, e valeu sabermos que a Preta chorou muito, sentida por se sentir discriminada, oh!. Choramos por ela, que exibe um perfil tão duvidoso na mídia, especialmente sem mostrar nada muito além do corpão que lembra a mãe, Sandra, e uma preocupação muito além do normal com manter-se visível, aparecer, aparecer... perfilando-se a nomes como Galisteu, Hickman, Winitz, Carla Peres, Sangalo, por aí. O que ela não sabe é que este que vos escreve praticamente a viu nascer, e socorreu a mãe dela em Itapoã, 1974, quando apareceram dores abdominais a poucas semanas do parto. A mãe da Preta é a Sandra Gadelha, a quem a turma chamava de Sandrão, depois Drão. Beijão, queridas. Muita paz! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Faltou acrescentar ao título que o Português vai pro saco justamente por onde ele é normalmente mais difundido para o grande público: pela imprensa. Veremos adiante. Por agora, resta quedarmos enojados diante da vil hipocrisia de uma sociedade que não é senão um simulacro, e pra lá de grotesco e degenerado, de uma sociedade mesmo. Uma sociedade esfarrapada, desmantelada em sua essência e em todas as suas manifestações, desarticulada e inoperante em sua gênese e em todas as suas manifestações. Pois estamos diante de mais um episódio de grosseria associada a cinismo, de imediatismo estúpido associado a inconsistência social aguda. Enter.
O esparolado deputado Jair Bolsonaro volta, a partir de mais um de seus arroubos verbais, às manchetes dos lixos impressos e eletrônicos de que dispomos para tentar nos inteirar do que se passa na Pindorama Desvairada. Em entrevista ao CQC, programa que prioriza a polêmica e que desafia os limites normais da imprensa amestrada, não deixando de ser, em essência, amestrado também, o deputado atacou de responder na lata a “perguntas-isca”, e o resultado foi muito além do previsível. Indagado pela Preta Gil sobre como se sentiria o nobre parlamentar se o filho dele se apaixonasse por alguém como ela, o mais inábil que insensato deputado acabou se enredando com o que há de mais muquirana em nosso aglomerado social – ou chamaríamos isso de população? – e detonou uma grita dos militantes da imposição de diversidades e de diferenciações presentes em nossa sociedade. Quem grita enfurecido nisso? Claro, a turma dos “bafo no cangote”/”morde a fronha”, como dizem os não diversos, os que vivem no padrão adão/eva, que gostam mesmo é de combinar prazenteiramente os aparelhos dos quais costumam sair nenéns, a turma “falo na vulva e não abro”. Desinteressados de conteúdos que não os ortodoxos, dos quais deriva a macacada hoje deambulando na superfície, subterrâneos e espaço aéreo nesta bola enlouquecida, os “convencionais da coisa com coisa” dão de ombros para a celeuma histérica gerada pelo deputado ex-capitão e em muitos casos até concorda com ele em vários aspectos. Enter.
Bem, Jair Bolsonaro prima pela radicalidade, o que em nada seria condenável senão perante os que praticam o meiocampismo vaselinoso ou o sobremuro cínico nestes dias de opróbrio e escatologia. Os mais chegados a visão científica o consideram até rígido demais, por não transigir com o que os sociólogos como Gilberto Velho classificavam, no fim dos anos 70, como “comportamentos desviantes”. Avesso às assimetrias desse mundo a cada dia mais sodomizado a força (não, não tem crase: o correspondente masculino é “sodomizado a porrete”, por exemplo), o sincero e volta e meia destemperado Bolsonaro chama sem papas na língua os bois pelo nome e não raro expressa sua postura defecando e deambulando para o que seus opositores pensem ou façam. E sempre exibindo um tom emocional, indignado, irado, absolutamente descontente com o quadro enlameado em que todos chafurdamos, uns achando lindo maravilhoso, outros sem ação, outros putos da vida. Bolsonaro se enquadra no terceiro caso, e não mede muito as palavras nem se preocupa com como serão recebidas suas declarações. Enter.
Pois, desta vez, indagado pela Preta Gil sobre se ele gostaria de ver o filho apaixonado por alguém como ela, deu-se o curto-circuito: ele soltou os cachorros como que indignado, exprimindo que tem asco da conduta de gente como ela, que terá até relatado em público, segundo saiu no Globo de 30/01 passado, ter ido para a cama com um magote de gente. A possibilidade de pessoas de vida sem muitos acidentes se indignar com ver essa permissividade toda comendo solta é grande. E, se o cara se destemperou e gerou uma celeuma de defensores dos direitos dos filhos da diversidade e dos guardiães dos direitos dos fracos e oprimidos, vá lá: todos salvarão a moralidade, o direito de virar tudo pelo avesso e será crucificado o pobre destemperado por ter manifestado sua repulsa por toda essa degenerescência que assola a Pindorama Degenerada. Enter.
Meu Deus, vão procurar o que fazer, criaturas perdidas! Vão ler, estudar, “fazer algo por vocês acima!”, como dizia minha avó. Se a OAB, as entidades de direitos disso ou daquilo e toda essa gente que lucra com o escândalo conseguirem algo, será apenas arranhar de forma inócua a imagem do Bolsonaro, que já goza de desprestígio amplo entre todos os que se adaptam a viver na mentira e na gandaia da inversão total de valores. O Bolsonaro grita contra essa monstruosa inversão baphometiana de valores, só isso. Se ele não gosta de homem, não só é direito legítimo dele como é natural que estranhe quem gosta de homem. Ele é do tipo que professa o amor entre opostos que se atraem, o amor de que vêm frutos. O resto é escarcéu da galera “sensibilizada”, que faz barulho para aparecer na mídia. Enter.
E teve o fortuito caso do gago que assaltou em Limeira, SP, mostrando um papel em que estaria escrito: “É UM ASSALTO”, numa folha de caderno escolar e com letra de forma a mão. Acabou em cana logo, e o assunto correu o país causando hilaridade. Os que assaltam o erário e o dinheiro público em todos os âmbitos fazem diferente: não comunicam o assalto, fazem-no sem alarde, sem barulho, “que barulho nada resolve”, como disse Drummond n’A Morte do Leiteiro... E nosso herói às avessas, que temeu talvez não intimidar de verdade balbuciando que aquilo era um “a –ssa – ssal – to”, teve o cuidado de anunciar o delito por escrito, na verdade comovendo todo o País. E levou apenas R$ 380, segundo a imprensa carioca. E logo depois foi preso, está em cana, e não duvidamos que isso dará ibope no Kibeloco ou alhures, se é que não sai entrevista dele no YouTube e até no Jô... Quanto absurdo!, quanta loucura!... Enter final.
Bem, o Bolsonaro está tentando se safar da sanha dos defensores da moral pública e dos “bons costumes”, da arremetida das milícias da defesa do politicamente correto. Isso esfriará, acabará em audiência sem imprensa numa futura tarde remota alguns dez anos à frente. Nada vai mudar para ele, para a Preta, para ninguém. O advogado de sobrenome de forâneo ganhará uma gorda paga, e outras patacoadas roubarão a cena, e valeu sabermos que a Preta chorou muito, sentida por se sentir discriminada, oh!. Choramos por ela, que exibe um perfil tão duvidoso na mídia, especialmente sem mostrar nada muito além do corpão que lembra a mãe, Sandra, e uma preocupação muito além do normal com manter-se visível, aparecer, aparecer... perfilando-se a nomes como Galisteu, Hickman, Winitz, Carla Peres, Sangalo, por aí. O que ela não sabe é que este que vos escreve praticamente a viu nascer, e socorreu a mãe dela em Itapoã, 1974, quando apareceram dores abdominais a poucas semanas do parto. A mãe da Preta é a Sandra Gadelha, a quem a turma chamava de Sandrão, depois Drão. Beijão, queridas. Muita paz! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Obama e o mago dos objetos vestidos
Frederico Mendonça de Oliveira
Admira-nos que Paulo Coelho seja conhecido desse presidente meio laranja meio sapoti. E que seja citado por ele, depois que, encantando um Municipal cheio de babosos famosos, falou de nossas prendas femininas. Saudou "cariacas", "palistas", "baianas" e "minerras". E as “gueúchas”, ô distinto? E as “pernimbequenas”? Pois o tipo, mesmo com a cor de nossos índios, é um gringo, de boa. Nasceu no Haway, mas acabou presidente dos EUA sem usar na posse – ou usou? – aqueles colares de flores com que a turma da ilha recebe os caras-pálidas naquelas lonjuras em que o mundo parece que acaba. Pois veio o “homem mais poderoso do mundo” visitar a brazuca estraçalhada e fedorenta e fechou a visita, aliás uma sequência de micos e de cerimônias anódinas, citando Paulo Coelho, lixo lançado na ABI para acabar de desgraçar nossas bases culturais. Marcelo Migliaccio – que as bestas brasilis chamam de Marcelo Miguliácio, pois não sabem que o nome é italiano e que gl na língua de Dante corresponde a lh aqui, e que dois cc correspondem a tch – foi preciso em sua coluna do JBOnline: “No texto logo aí abaixo, uma leitora me chamou de preconceituoso porque critiquei o fato de Obama ter citado o escritor Paulo Coelho num país que tem Machado de Assis, Aloisio Azevedo, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, além de poetas como Carlos Drummond, Mario Quintana, João Cabral de Melo Neto...” Eu eliminaria Jorge Amado, que é nada mais que o definido por Oswald de Andrade: “macumba pra turista”. Mas o resto é na mosca. E ele prossegue mostrando seu valor: “Não sou preconceituoso, li três livros de Paulo Coelho. As Walkírias e Diário de um Mago (esses dois com certeza) e Monte Cinco (se não me engano). Achei-os repletos de boas intenções, mas também de erros de português constrangedores. O estilo do escritor, pelo menos nos livros que li, era pobre, sem muitos recursos (aliás, sem nenhum recurso), o que torna a leitura fácil para quem não tem o costume de ler. Há uma diferença entre a escrita simples e direta e a escrita ruim. Ambas podem atingir um grande público, mas só a primeira tem valor relevante para a cultura. Também dizem que ele compila e adapta trechos de livros religiosos, escrituras, muitas vezes sem dar crédito. Enfim, para muitos trata-se de um místico de resultado, um mago fisiológico, um guru sublimado pela ignorância geral planetária”. Ou, diríamos nós daqui, um factóide que se encaixou nesse mundo factóide em que vivemos hoje. Enter.
Depois de matar a cobra e mostrar o pau (êpa!), o colunista retoma em outro round: “E pensar que Paulo Coelho entrou para a Academia Brasileira de Letras, abrindo assim mais um precedente perigoso... Basta ver os candidatos atuais, entre eles, por exemplo, um jornalista medíocre que nunca escreveu nada além daqueles textos intragáveis a serviço da desinformação”. E, perguntamos daqui: o que dizer de José Sarney? E o que dizer de Ivo Pitanguy? E o que dizer de Roberto Marinho? Jô Soares sonha com uma cadeira entre os imortais. Por ser o autor de duas porcarias que nada acrescentam a nossas letras? Quem sabe, na sequência, a Academia ainda admite o palhaço Tiririca? Pois o desassombrado colunista prossegue: “Entrevistei Paulo Coelho uma vez, quando ele ainda estava num estágio entre ilustre desconhecido e revelação do momento. O mago, naquela época, morava num escuro apartamento térreo em Copacabana. Foi ali, com aquele caos urbano do lado de fora, que ele cometeu suas primeiras obras ditas transcendentais. A entrevista que me deu foi boa, ele é um bom papo. A certa altura, parou para atender um telefonema e passou meia hora dando conselhos existenciais a uma leitora que ligava do interior de São Paulo. Além de iluminar o caminho da moça, o nosso mago também foi comedidamente galanteador. Sabe das coisas...”, e vemos que o cara pode ser um mago, mas se liga num afago... e esse “mago” hoje tem a seus pés um harém, se quiser. Olhem o que diz Migliaccio: “Hoje, o mago vive num palácio na Europa. O filão que ele descobriu acertou em cheio nos milhares de desorientados que vagam pelo planeta à procura de uma palavra qualquer. Se você não quer ser evangélico, tem a opção de ler Paulo Coelho”. É, o descaminho é o mesmo. Quem não quer Edir, caça com Coelho. Enter.
Corta para a visita de Obama, pois caca pouca é bobagem. O ilustre sucessor de Bush filho, O Imbecil, ordenou daqui o ataque à Líbia. O que significa dizer que nos envolveu nessa. E teve muitas outras besteiras: o mesmo colunista comenta que “A comunidade internacional recrimina os Estados Unidos e seus aliados europeus mais fiéis pelos bombardeios à Líbia. Até o papa Bento 16 admitiu que a população civil está na linha de tiro daqueles que se julgam a Polícia Militar do planeta”. Gozado: por que o Obama veio aqui dizer que o Brasil é exemplo de democracia em relação ao mundo árabe e ordenou o ataque daqui? Para nos cooptar? Bem, se é exemplo de democracia a plutocracia monstruosa encravada no lupanar político torpe que é Brasília, ora, vá se catar, ô gringo! Se é exemplo de democracia a guerra civil monstruosa que torna de forma incontornável o cidadão uma vítima potencial da violência em qualquer lugar, hora ou situação, estamos maravilhados! Na Líbia não tem disso não. E a cancerificação que avança no mundo árabe através da ação de Israel e dos reféns da economia do Império está tentando derrubar o governo líbio depois de perder feio um país a eles submisso, que era o Egito. E prossegue Migliaccio: “Kadafi é um ditador? Ok, mas seu povo é que deve tirá-lo do poder, se quiser. Como fizeram os egípcios com Mubarak. Aliás, nunca vi uma rebelião popular em que os ‘rebeldes’ atacam com tanques de guerra, como ocorreu na Líbia. Agora, os tanques dos sem culote têm a ajuda do Tio Sam. E a bandeira que os revoltosos ostentam é a da extinta monarquia líbia... (submissa a Washington, N.R.) E nem assim Kadafi caiu”. Enter final.
“No Teatro Municipal do Rio, um afável e articulado Barack Obama fez um discurso cuidadosamente elaborado por seus melhores brasilianistas. Começou falando do jogo Vasco e Botafogo, imaginem! Obama nos bajulou até não poder mais. Nos colocou, inclusive, como "parceiro sênior". Logo nós, que tantas vezes tivemos nossas exportações barradas pelo protecionismo norte-americano. Falou também em desenvolvimento sustentável para salvar o planeta. Logo ele, cujo país se recusou a assinar o protocolo de Kioto contra a emissão de gases que geram o efeito estufa. Saudou nossa luta contra a ditadura, que era sustentada pelos Estados Unidos. E enalteceu o fato de um opérário que nasceu pobre em Pernambuco ter chegado à presidência.
Para mim, a fala de Obama só reforçou que o Brasil será o país mais poderoso do mundo em breve, se quiser. Temos petróleo a rodo na camada do pré-sal. E a maior bacia hidrográfica do mundo num tempo em que a água potável já o bem mais precioso. Livres de terremotos, exercendo a democracia, reduzindo a miséria, estamos com a faca e o queijo na mão”. Só que a reforma interna, que seria a retomada da Educação e da Cultura, isso jamais se operará. Aposto minhas guitarras, mais o amp de quebra. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1039 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 595 dias também sob mordaça...
Admira-nos que Paulo Coelho seja conhecido desse presidente meio laranja meio sapoti. E que seja citado por ele, depois que, encantando um Municipal cheio de babosos famosos, falou de nossas prendas femininas. Saudou "cariacas", "palistas", "baianas" e "minerras". E as “gueúchas”, ô distinto? E as “pernimbequenas”? Pois o tipo, mesmo com a cor de nossos índios, é um gringo, de boa. Nasceu no Haway, mas acabou presidente dos EUA sem usar na posse – ou usou? – aqueles colares de flores com que a turma da ilha recebe os caras-pálidas naquelas lonjuras em que o mundo parece que acaba. Pois veio o “homem mais poderoso do mundo” visitar a brazuca estraçalhada e fedorenta e fechou a visita, aliás uma sequência de micos e de cerimônias anódinas, citando Paulo Coelho, lixo lançado na ABI para acabar de desgraçar nossas bases culturais. Marcelo Migliaccio – que as bestas brasilis chamam de Marcelo Miguliácio, pois não sabem que o nome é italiano e que gl na língua de Dante corresponde a lh aqui, e que dois cc correspondem a tch – foi preciso em sua coluna do JBOnline: “No texto logo aí abaixo, uma leitora me chamou de preconceituoso porque critiquei o fato de Obama ter citado o escritor Paulo Coelho num país que tem Machado de Assis, Aloisio Azevedo, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, além de poetas como Carlos Drummond, Mario Quintana, João Cabral de Melo Neto...” Eu eliminaria Jorge Amado, que é nada mais que o definido por Oswald de Andrade: “macumba pra turista”. Mas o resto é na mosca. E ele prossegue mostrando seu valor: “Não sou preconceituoso, li três livros de Paulo Coelho. As Walkírias e Diário de um Mago (esses dois com certeza) e Monte Cinco (se não me engano). Achei-os repletos de boas intenções, mas também de erros de português constrangedores. O estilo do escritor, pelo menos nos livros que li, era pobre, sem muitos recursos (aliás, sem nenhum recurso), o que torna a leitura fácil para quem não tem o costume de ler. Há uma diferença entre a escrita simples e direta e a escrita ruim. Ambas podem atingir um grande público, mas só a primeira tem valor relevante para a cultura. Também dizem que ele compila e adapta trechos de livros religiosos, escrituras, muitas vezes sem dar crédito. Enfim, para muitos trata-se de um místico de resultado, um mago fisiológico, um guru sublimado pela ignorância geral planetária”. Ou, diríamos nós daqui, um factóide que se encaixou nesse mundo factóide em que vivemos hoje. Enter.
Depois de matar a cobra e mostrar o pau (êpa!), o colunista retoma em outro round: “E pensar que Paulo Coelho entrou para a Academia Brasileira de Letras, abrindo assim mais um precedente perigoso... Basta ver os candidatos atuais, entre eles, por exemplo, um jornalista medíocre que nunca escreveu nada além daqueles textos intragáveis a serviço da desinformação”. E, perguntamos daqui: o que dizer de José Sarney? E o que dizer de Ivo Pitanguy? E o que dizer de Roberto Marinho? Jô Soares sonha com uma cadeira entre os imortais. Por ser o autor de duas porcarias que nada acrescentam a nossas letras? Quem sabe, na sequência, a Academia ainda admite o palhaço Tiririca? Pois o desassombrado colunista prossegue: “Entrevistei Paulo Coelho uma vez, quando ele ainda estava num estágio entre ilustre desconhecido e revelação do momento. O mago, naquela época, morava num escuro apartamento térreo em Copacabana. Foi ali, com aquele caos urbano do lado de fora, que ele cometeu suas primeiras obras ditas transcendentais. A entrevista que me deu foi boa, ele é um bom papo. A certa altura, parou para atender um telefonema e passou meia hora dando conselhos existenciais a uma leitora que ligava do interior de São Paulo. Além de iluminar o caminho da moça, o nosso mago também foi comedidamente galanteador. Sabe das coisas...”, e vemos que o cara pode ser um mago, mas se liga num afago... e esse “mago” hoje tem a seus pés um harém, se quiser. Olhem o que diz Migliaccio: “Hoje, o mago vive num palácio na Europa. O filão que ele descobriu acertou em cheio nos milhares de desorientados que vagam pelo planeta à procura de uma palavra qualquer. Se você não quer ser evangélico, tem a opção de ler Paulo Coelho”. É, o descaminho é o mesmo. Quem não quer Edir, caça com Coelho. Enter.
Corta para a visita de Obama, pois caca pouca é bobagem. O ilustre sucessor de Bush filho, O Imbecil, ordenou daqui o ataque à Líbia. O que significa dizer que nos envolveu nessa. E teve muitas outras besteiras: o mesmo colunista comenta que “A comunidade internacional recrimina os Estados Unidos e seus aliados europeus mais fiéis pelos bombardeios à Líbia. Até o papa Bento 16 admitiu que a população civil está na linha de tiro daqueles que se julgam a Polícia Militar do planeta”. Gozado: por que o Obama veio aqui dizer que o Brasil é exemplo de democracia em relação ao mundo árabe e ordenou o ataque daqui? Para nos cooptar? Bem, se é exemplo de democracia a plutocracia monstruosa encravada no lupanar político torpe que é Brasília, ora, vá se catar, ô gringo! Se é exemplo de democracia a guerra civil monstruosa que torna de forma incontornável o cidadão uma vítima potencial da violência em qualquer lugar, hora ou situação, estamos maravilhados! Na Líbia não tem disso não. E a cancerificação que avança no mundo árabe através da ação de Israel e dos reféns da economia do Império está tentando derrubar o governo líbio depois de perder feio um país a eles submisso, que era o Egito. E prossegue Migliaccio: “Kadafi é um ditador? Ok, mas seu povo é que deve tirá-lo do poder, se quiser. Como fizeram os egípcios com Mubarak. Aliás, nunca vi uma rebelião popular em que os ‘rebeldes’ atacam com tanques de guerra, como ocorreu na Líbia. Agora, os tanques dos sem culote têm a ajuda do Tio Sam. E a bandeira que os revoltosos ostentam é a da extinta monarquia líbia... (submissa a Washington, N.R.) E nem assim Kadafi caiu”. Enter final.
“No Teatro Municipal do Rio, um afável e articulado Barack Obama fez um discurso cuidadosamente elaborado por seus melhores brasilianistas. Começou falando do jogo Vasco e Botafogo, imaginem! Obama nos bajulou até não poder mais. Nos colocou, inclusive, como "parceiro sênior". Logo nós, que tantas vezes tivemos nossas exportações barradas pelo protecionismo norte-americano. Falou também em desenvolvimento sustentável para salvar o planeta. Logo ele, cujo país se recusou a assinar o protocolo de Kioto contra a emissão de gases que geram o efeito estufa. Saudou nossa luta contra a ditadura, que era sustentada pelos Estados Unidos. E enalteceu o fato de um opérário que nasceu pobre em Pernambuco ter chegado à presidência.
Para mim, a fala de Obama só reforçou que o Brasil será o país mais poderoso do mundo em breve, se quiser. Temos petróleo a rodo na camada do pré-sal. E a maior bacia hidrográfica do mundo num tempo em que a água potável já o bem mais precioso. Livres de terremotos, exercendo a democracia, reduzindo a miséria, estamos com a faca e o queijo na mão”. Só que a reforma interna, que seria a retomada da Educação e da Cultura, isso jamais se operará. Aposto minhas guitarras, mais o amp de quebra. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1039 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 595 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 18 de março de 2011
A poesia "está salva" no Brasil. Viva Bethânia!
Frederico Mendonça de Oliveira
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 11 de março de 2011
E lá se foi mais um Carnaval...
Frederico Mendonça de Oliveira
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
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