Frederico Mendonça de Oliveira
Admira-nos que Paulo Coelho seja conhecido desse presidente meio laranja meio sapoti. E que seja citado por ele, depois que, encantando um Municipal cheio de babosos famosos, falou de nossas prendas femininas. Saudou "cariacas", "palistas", "baianas" e "minerras". E as “gueúchas”, ô distinto? E as “pernimbequenas”? Pois o tipo, mesmo com a cor de nossos índios, é um gringo, de boa. Nasceu no Haway, mas acabou presidente dos EUA sem usar na posse – ou usou? – aqueles colares de flores com que a turma da ilha recebe os caras-pálidas naquelas lonjuras em que o mundo parece que acaba. Pois veio o “homem mais poderoso do mundo” visitar a brazuca estraçalhada e fedorenta e fechou a visita, aliás uma sequência de micos e de cerimônias anódinas, citando Paulo Coelho, lixo lançado na ABI para acabar de desgraçar nossas bases culturais. Marcelo Migliaccio – que as bestas brasilis chamam de Marcelo Miguliácio, pois não sabem que o nome é italiano e que gl na língua de Dante corresponde a lh aqui, e que dois cc correspondem a tch – foi preciso em sua coluna do JBOnline: “No texto logo aí abaixo, uma leitora me chamou de preconceituoso porque critiquei o fato de Obama ter citado o escritor Paulo Coelho num país que tem Machado de Assis, Aloisio Azevedo, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, além de poetas como Carlos Drummond, Mario Quintana, João Cabral de Melo Neto...” Eu eliminaria Jorge Amado, que é nada mais que o definido por Oswald de Andrade: “macumba pra turista”. Mas o resto é na mosca. E ele prossegue mostrando seu valor: “Não sou preconceituoso, li três livros de Paulo Coelho. As Walkírias e Diário de um Mago (esses dois com certeza) e Monte Cinco (se não me engano). Achei-os repletos de boas intenções, mas também de erros de português constrangedores. O estilo do escritor, pelo menos nos livros que li, era pobre, sem muitos recursos (aliás, sem nenhum recurso), o que torna a leitura fácil para quem não tem o costume de ler. Há uma diferença entre a escrita simples e direta e a escrita ruim. Ambas podem atingir um grande público, mas só a primeira tem valor relevante para a cultura. Também dizem que ele compila e adapta trechos de livros religiosos, escrituras, muitas vezes sem dar crédito. Enfim, para muitos trata-se de um místico de resultado, um mago fisiológico, um guru sublimado pela ignorância geral planetária”. Ou, diríamos nós daqui, um factóide que se encaixou nesse mundo factóide em que vivemos hoje. Enter.
Depois de matar a cobra e mostrar o pau (êpa!), o colunista retoma em outro round: “E pensar que Paulo Coelho entrou para a Academia Brasileira de Letras, abrindo assim mais um precedente perigoso... Basta ver os candidatos atuais, entre eles, por exemplo, um jornalista medíocre que nunca escreveu nada além daqueles textos intragáveis a serviço da desinformação”. E, perguntamos daqui: o que dizer de José Sarney? E o que dizer de Ivo Pitanguy? E o que dizer de Roberto Marinho? Jô Soares sonha com uma cadeira entre os imortais. Por ser o autor de duas porcarias que nada acrescentam a nossas letras? Quem sabe, na sequência, a Academia ainda admite o palhaço Tiririca? Pois o desassombrado colunista prossegue: “Entrevistei Paulo Coelho uma vez, quando ele ainda estava num estágio entre ilustre desconhecido e revelação do momento. O mago, naquela época, morava num escuro apartamento térreo em Copacabana. Foi ali, com aquele caos urbano do lado de fora, que ele cometeu suas primeiras obras ditas transcendentais. A entrevista que me deu foi boa, ele é um bom papo. A certa altura, parou para atender um telefonema e passou meia hora dando conselhos existenciais a uma leitora que ligava do interior de São Paulo. Além de iluminar o caminho da moça, o nosso mago também foi comedidamente galanteador. Sabe das coisas...”, e vemos que o cara pode ser um mago, mas se liga num afago... e esse “mago” hoje tem a seus pés um harém, se quiser. Olhem o que diz Migliaccio: “Hoje, o mago vive num palácio na Europa. O filão que ele descobriu acertou em cheio nos milhares de desorientados que vagam pelo planeta à procura de uma palavra qualquer. Se você não quer ser evangélico, tem a opção de ler Paulo Coelho”. É, o descaminho é o mesmo. Quem não quer Edir, caça com Coelho. Enter.
Corta para a visita de Obama, pois caca pouca é bobagem. O ilustre sucessor de Bush filho, O Imbecil, ordenou daqui o ataque à Líbia. O que significa dizer que nos envolveu nessa. E teve muitas outras besteiras: o mesmo colunista comenta que “A comunidade internacional recrimina os Estados Unidos e seus aliados europeus mais fiéis pelos bombardeios à Líbia. Até o papa Bento 16 admitiu que a população civil está na linha de tiro daqueles que se julgam a Polícia Militar do planeta”. Gozado: por que o Obama veio aqui dizer que o Brasil é exemplo de democracia em relação ao mundo árabe e ordenou o ataque daqui? Para nos cooptar? Bem, se é exemplo de democracia a plutocracia monstruosa encravada no lupanar político torpe que é Brasília, ora, vá se catar, ô gringo! Se é exemplo de democracia a guerra civil monstruosa que torna de forma incontornável o cidadão uma vítima potencial da violência em qualquer lugar, hora ou situação, estamos maravilhados! Na Líbia não tem disso não. E a cancerificação que avança no mundo árabe através da ação de Israel e dos reféns da economia do Império está tentando derrubar o governo líbio depois de perder feio um país a eles submisso, que era o Egito. E prossegue Migliaccio: “Kadafi é um ditador? Ok, mas seu povo é que deve tirá-lo do poder, se quiser. Como fizeram os egípcios com Mubarak. Aliás, nunca vi uma rebelião popular em que os ‘rebeldes’ atacam com tanques de guerra, como ocorreu na Líbia. Agora, os tanques dos sem culote têm a ajuda do Tio Sam. E a bandeira que os revoltosos ostentam é a da extinta monarquia líbia... (submissa a Washington, N.R.) E nem assim Kadafi caiu”. Enter final.
“No Teatro Municipal do Rio, um afável e articulado Barack Obama fez um discurso cuidadosamente elaborado por seus melhores brasilianistas. Começou falando do jogo Vasco e Botafogo, imaginem! Obama nos bajulou até não poder mais. Nos colocou, inclusive, como "parceiro sênior". Logo nós, que tantas vezes tivemos nossas exportações barradas pelo protecionismo norte-americano. Falou também em desenvolvimento sustentável para salvar o planeta. Logo ele, cujo país se recusou a assinar o protocolo de Kioto contra a emissão de gases que geram o efeito estufa. Saudou nossa luta contra a ditadura, que era sustentada pelos Estados Unidos. E enalteceu o fato de um opérário que nasceu pobre em Pernambuco ter chegado à presidência.
Para mim, a fala de Obama só reforçou que o Brasil será o país mais poderoso do mundo em breve, se quiser. Temos petróleo a rodo na camada do pré-sal. E a maior bacia hidrográfica do mundo num tempo em que a água potável já o bem mais precioso. Livres de terremotos, exercendo a democracia, reduzindo a miséria, estamos com a faca e o queijo na mão”. Só que a reforma interna, que seria a retomada da Educação e da Cultura, isso jamais se operará. Aposto minhas guitarras, mais o amp de quebra. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1039 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 595 dias também sob mordaça...
quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
A poesia "está salva" no Brasil. Viva Bethânia!
Frederico Mendonça de Oliveira
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 11 de março de 2011
E lá se foi mais um Carnaval...
Frederico Mendonça de Oliveira
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Manoel testemunha: “Vamos acabar com esse cara!!”
Frederico Mendonça de Oliveira
Examinando os fatos ocorridos no arraialito desde uns três anos pra cá, Manoel se deu conta de um admirável processo de “evolução social”, algo que rima admiravelmente com o que se passa no Congresso, a que nosso ex-presidenti se referiu, quando ainda metalúrgico, como sendo um antro de centenas de picaretas. Eleito chefe da “nação”, inaugurando uma era absolutamente surrealista em nossa História, o “presidente-operário” logo inverteu sua postura em 180 graus e passou a operar em comunhão com os tais picaretas, do que aflorou o escrotérrimo episódio do mensalão. Pois no arraialito as coisas andam a mil, especialmente no que diz respeito a perseguir odiosamente quem ousar não apoiar corrupção. E um amigo de Manoel sofre isso, e nosso herói captou, com câmeras e gravadores ocultos, trabalhando com ajuda de diversos amigos considerados neutros pelos que comandam a perseguição, falas e manifestações dessa turma. É o que se pode verificar adiante, falas, fatos e cenas que nos deixam confiantes no futuro desse lugar chamado Brasil. Enter.
“Temos que acabar com esse cara! Ele é muito perigoso! Não quis participar da jogada de transformação do pedaço, veio com papo de que é ilegal... Ora, tem gente do ramo na obra, quem é que vai discutir com padre o que vai ser dito na missa? O cara é metido a superior, o nome dele sai na TV e nos jornais volta e meia, ele tem amigos na imprensa, ele é compretamente diferente de todo mundo, é um perigo um cara desses solto aqui, no meio da gente!”, essa foi uma fala ouvida num botequim-armazém em que se reúnem tipos do bairro pra jogar sinuquinha antes da hora da janta. O outro fala: “É, ele é metido até! Não tem carro, não tem cachorro, a casa dele não tem parabólica como todo mundo, tá sempre com gatos no jardim e na frente da casa, parece que não é normal... e a gente não sabe se é casado, a vida dele é um mistério, não é como a gente, que tem patroa velha que todo mundo conhece...”. E nosso herói até foi instado a dar notícias sobre o sujeito, mas fingiu receber uma ligação no celular e saiu pra fora, para atender e fingir que estava com dificuldade de ouvir. E saiu de fininho, deixando os tipos lá, conluiados na conspiração. Enter.
Em outra ocasião, no supermercado, Manoel e um amigo portando câmara na caneta clipada no bolso da camisa surpreenderam dois sujeitos falando sobre o assunto: “O negócio é pegar ele! Botar as crianças no lugar todo dia, fazer gritaria na porta do cara sem parar, pra ele aprender a se comportar como gente! E a gente podia também arranjar quem dê um pau nele... mas por enquanto a gente vai jogando sacos com porcaria e pets com mijo no jardim dele, chama os vagabundos da praça pra ir fazer baderna lá, espalha que o cara é louco, que não gosta de criança, diz pras crianças que a casa dele é mal assombrada, o lance é acabar com a paz desse filho da puta, que acha que pode falar em lei se não é nem advogado! Tem um vizinho dele que é de arte marcial e que tá arrumando um jeito de provocar pra ele reagir, e aí, já viu, né... Esse cara a gente nem sabe de onde vem, mas é sujo pra cacete! Já chamou o cara de vagabundo, já disse aos gritos que ele não é homem, e o cara nem reagiu, sabe que não pode, talvez porque esteja sob processo...”, e ficou tudo registrado no gravador do celular e na câmara da caneta do amigo de Manoel. Mas não pára por aí a loucura que vem trazendo uma alegria diferente para os moradores que perseguem um homem que hoje só falta ser assassinado... Enter.
Maria vai uma ou duas vezes por ano ao cabeleireiro, e vai em estabelecimento sem maior glamour. Mas um dia não encontrou como cortar seu cabelo e teve de ir a um salão mais badalado, e eis que lá, sentada entre dondocas, entre elas a mulher de um maioral do arraialito, ouviu as conversas entre as figuras e voltou pra casa horrorizada. As mulheres se referiam ao cara pelo nome, diziam que estão infernizando as manhãs dele usando os próprios filhos, que falam pros filhos gritarem o mais que possam, que aquele lugar tem que virar um inferno pra ver se tiram o cara de lá. Uma delas contou que um dia botou o filho, que ainda engatinha, bem no portão do cara, e ficou em pé olhando pra dentro da casa, provocando e dando risada. Outra falou que inventou musiquinha de deboche e que a ensinou às crianças, para cantarem quando o cara ou gente dele entrarem e saírem da casa. Falavam isso entre risadas de delícia, como se para elas perseguir um idoso e causar-lhe mal estar e constrangimento seja uma adorável atividade de recreio. Maria ouviu tudo tendo engulhos, pensou até em se retirar, mas ficou, por dois motivos: um pra saber mais e mais sobre essa atividade monstruosa dessas mães; outro, porque poderia chamar a atenção desse tipo de criaturas, o que não ajudaria a vítima em nada. A fala mais imunda ela ouviu de uma jovem mamãe que deve ser mulher de outro maioral no arraialito: ela disse com alegria que, um dia, cruzando com o cara quando ela e outras mães, mais babás e crianças, fugiam do temporal que se aproximava, ela virou pro filho, que tem perto de um ano, e ficou dizendo pra ele: “Gritaaaa! Faz barulhoooo!! Gritaaa!! Faz barulhoooo!!!!”, e Maria ficou enojada com a alegria com que a mulher contava o fato, mãe irresponsável, instigando filho inocente contra quem não fez mal a ninguém! E consigo pensava: “Quando o crack pegar esse infeliz talvez ainda na infância, ela vai se horrorizar, achar que é uma injustiça de Deus para com ela...”, e voltou para casa com o coração amassado e a tristeza doendo, pensando na paz que vive com seu Manoel e no absurdo que é a mente dessa gente que vive um câncer na alma, seres carregados do pior dos instintos: o ódio intransitivo! Enter final.
Pois um amigo de Manoel se postou no local maldito munido de câmera e gravador, e ouviu as falas de dois idosos e mais um jovem que relaxavam numa manhã de domingo: “Tem que pegar esse cara de jeito. Ele quer que a gente deixe de desfrutar dessa mudança, e não importa se é ilegal. Teve um que bombardeou a casa dele com tijoladas, foi um bafafá e tanto, não sei como não saiu morte. Era pra dar merda grossa, mas o cara é safo, não caiu no horror! Foi até ameaçado de morte e não reagiu! Até falou com o agressor com bondade, chamando o cara pelo nome, e o agressor tava com craque até a alma, e ainda veio aquele tipo estranho tentar fazer a situação encardir, mas não deu! Mas uma hora a coisa rebenta, e a gente pega o cara... É questão de tempo. O cerco vai se apertando cada vez mais...”. Pois tudo isso, gravações, CDs com filmes, fotos, documentos vários, cópias dos processos injustos, tudo está devidamente registrado e distribuído por corregedorias, Polícia Federal, CNJ, redações e em setores de polícia de capitais. Resta Deus entrar em ação para fazer tudo isso explodir. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!
Examinando os fatos ocorridos no arraialito desde uns três anos pra cá, Manoel se deu conta de um admirável processo de “evolução social”, algo que rima admiravelmente com o que se passa no Congresso, a que nosso ex-presidenti se referiu, quando ainda metalúrgico, como sendo um antro de centenas de picaretas. Eleito chefe da “nação”, inaugurando uma era absolutamente surrealista em nossa História, o “presidente-operário” logo inverteu sua postura em 180 graus e passou a operar em comunhão com os tais picaretas, do que aflorou o escrotérrimo episódio do mensalão. Pois no arraialito as coisas andam a mil, especialmente no que diz respeito a perseguir odiosamente quem ousar não apoiar corrupção. E um amigo de Manoel sofre isso, e nosso herói captou, com câmeras e gravadores ocultos, trabalhando com ajuda de diversos amigos considerados neutros pelos que comandam a perseguição, falas e manifestações dessa turma. É o que se pode verificar adiante, falas, fatos e cenas que nos deixam confiantes no futuro desse lugar chamado Brasil. Enter.
“Temos que acabar com esse cara! Ele é muito perigoso! Não quis participar da jogada de transformação do pedaço, veio com papo de que é ilegal... Ora, tem gente do ramo na obra, quem é que vai discutir com padre o que vai ser dito na missa? O cara é metido a superior, o nome dele sai na TV e nos jornais volta e meia, ele tem amigos na imprensa, ele é compretamente diferente de todo mundo, é um perigo um cara desses solto aqui, no meio da gente!”, essa foi uma fala ouvida num botequim-armazém em que se reúnem tipos do bairro pra jogar sinuquinha antes da hora da janta. O outro fala: “É, ele é metido até! Não tem carro, não tem cachorro, a casa dele não tem parabólica como todo mundo, tá sempre com gatos no jardim e na frente da casa, parece que não é normal... e a gente não sabe se é casado, a vida dele é um mistério, não é como a gente, que tem patroa velha que todo mundo conhece...”. E nosso herói até foi instado a dar notícias sobre o sujeito, mas fingiu receber uma ligação no celular e saiu pra fora, para atender e fingir que estava com dificuldade de ouvir. E saiu de fininho, deixando os tipos lá, conluiados na conspiração. Enter.
Em outra ocasião, no supermercado, Manoel e um amigo portando câmara na caneta clipada no bolso da camisa surpreenderam dois sujeitos falando sobre o assunto: “O negócio é pegar ele! Botar as crianças no lugar todo dia, fazer gritaria na porta do cara sem parar, pra ele aprender a se comportar como gente! E a gente podia também arranjar quem dê um pau nele... mas por enquanto a gente vai jogando sacos com porcaria e pets com mijo no jardim dele, chama os vagabundos da praça pra ir fazer baderna lá, espalha que o cara é louco, que não gosta de criança, diz pras crianças que a casa dele é mal assombrada, o lance é acabar com a paz desse filho da puta, que acha que pode falar em lei se não é nem advogado! Tem um vizinho dele que é de arte marcial e que tá arrumando um jeito de provocar pra ele reagir, e aí, já viu, né... Esse cara a gente nem sabe de onde vem, mas é sujo pra cacete! Já chamou o cara de vagabundo, já disse aos gritos que ele não é homem, e o cara nem reagiu, sabe que não pode, talvez porque esteja sob processo...”, e ficou tudo registrado no gravador do celular e na câmara da caneta do amigo de Manoel. Mas não pára por aí a loucura que vem trazendo uma alegria diferente para os moradores que perseguem um homem que hoje só falta ser assassinado... Enter.
Maria vai uma ou duas vezes por ano ao cabeleireiro, e vai em estabelecimento sem maior glamour. Mas um dia não encontrou como cortar seu cabelo e teve de ir a um salão mais badalado, e eis que lá, sentada entre dondocas, entre elas a mulher de um maioral do arraialito, ouviu as conversas entre as figuras e voltou pra casa horrorizada. As mulheres se referiam ao cara pelo nome, diziam que estão infernizando as manhãs dele usando os próprios filhos, que falam pros filhos gritarem o mais que possam, que aquele lugar tem que virar um inferno pra ver se tiram o cara de lá. Uma delas contou que um dia botou o filho, que ainda engatinha, bem no portão do cara, e ficou em pé olhando pra dentro da casa, provocando e dando risada. Outra falou que inventou musiquinha de deboche e que a ensinou às crianças, para cantarem quando o cara ou gente dele entrarem e saírem da casa. Falavam isso entre risadas de delícia, como se para elas perseguir um idoso e causar-lhe mal estar e constrangimento seja uma adorável atividade de recreio. Maria ouviu tudo tendo engulhos, pensou até em se retirar, mas ficou, por dois motivos: um pra saber mais e mais sobre essa atividade monstruosa dessas mães; outro, porque poderia chamar a atenção desse tipo de criaturas, o que não ajudaria a vítima em nada. A fala mais imunda ela ouviu de uma jovem mamãe que deve ser mulher de outro maioral no arraialito: ela disse com alegria que, um dia, cruzando com o cara quando ela e outras mães, mais babás e crianças, fugiam do temporal que se aproximava, ela virou pro filho, que tem perto de um ano, e ficou dizendo pra ele: “Gritaaaa! Faz barulhoooo!! Gritaaa!! Faz barulhoooo!!!!”, e Maria ficou enojada com a alegria com que a mulher contava o fato, mãe irresponsável, instigando filho inocente contra quem não fez mal a ninguém! E consigo pensava: “Quando o crack pegar esse infeliz talvez ainda na infância, ela vai se horrorizar, achar que é uma injustiça de Deus para com ela...”, e voltou para casa com o coração amassado e a tristeza doendo, pensando na paz que vive com seu Manoel e no absurdo que é a mente dessa gente que vive um câncer na alma, seres carregados do pior dos instintos: o ódio intransitivo! Enter final.
Pois um amigo de Manoel se postou no local maldito munido de câmera e gravador, e ouviu as falas de dois idosos e mais um jovem que relaxavam numa manhã de domingo: “Tem que pegar esse cara de jeito. Ele quer que a gente deixe de desfrutar dessa mudança, e não importa se é ilegal. Teve um que bombardeou a casa dele com tijoladas, foi um bafafá e tanto, não sei como não saiu morte. Era pra dar merda grossa, mas o cara é safo, não caiu no horror! Foi até ameaçado de morte e não reagiu! Até falou com o agressor com bondade, chamando o cara pelo nome, e o agressor tava com craque até a alma, e ainda veio aquele tipo estranho tentar fazer a situação encardir, mas não deu! Mas uma hora a coisa rebenta, e a gente pega o cara... É questão de tempo. O cerco vai se apertando cada vez mais...”. Pois tudo isso, gravações, CDs com filmes, fotos, documentos vários, cópias dos processos injustos, tudo está devidamente registrado e distribuído por corregedorias, Polícia Federal, CNJ, redações e em setores de polícia de capitais. Resta Deus entrar em ação para fazer tudo isso explodir. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Manoel de volta e a louca no mundo árabe
Frederico Mendonça de Oliveira
“Voltar ao Brasil depois de semanas bem vividas na Santa Terrinha até assusta! Parece que despencamos em outro universo, onde o ser humano desceu a profundezas tenebrosas. Imaginem se em Trás-os-Montes se veriam essas bestas em lojas perguntando como asnos essa cretina ‘Posso ajudar em alguma coisa?’, como agora é coqueluche no arraial e alhures!”, comenta Manoel, que também não consegue entender motoristas agora darem passagem a pedestres numa cortesia mais para demência do que qualquer outra coisa. “Vão fazer cortesia com o raio que os parta, seus pongos! Se fosse cortesia mesmo, não seria modismo entre caipiras ridículos e ignorantes! É como restringir o pátrio poder, levando a criança a um estado de imponderabilidade que também vai enlouquecê-la, como no caso da mãe que tentava numa lanchonete fazer a filha comer um salgado e que levou um bofetão no rosto e teve de aturar, porque não se pode mais bater em crianças! ‘Raça de víboras!’, como dizia o Cristo...” Nosso herói entrou em loja de celulares, onde pululava um monte de bibas atendendo solertes os consumidores babosos, e eis que logo uma rapariga tola pergunta: “Posso ajudar em alguma coisa?”, ao que Manoel, meio atônito, respondeu perguntando: “Por acaso lhe pareço deficiente ou incapaz de tomar a iniciativa de escolher o que quero?”, e a paspalha se fechou em copas como se ofendida, quando na verdade o ofendido é o babaca feito de otário a quem os vendedores se lançam como tubarões ávidos por vender, por enredar. “Cambada de bundas-sujas, macacos sem rabo, objetos vestidos, instrumentos de monstros capitalistas! Vão pro inferno, estúpidos assumidos!”, comenta Manoel com sua linda Maria, que se diverte com o surrealismo a que seu consorte reage inocentemente, como se isso não fosse algo já completamente instituído e de que advirá um patamar ainda mais degradado, claro. E a linda Maria, levando pra galhofa, propõe: “Por que não perguntas tu, ao entrar na loja, ‘posso ajudar em alguma coisa’ ao primeiro atendente que se aproximar? Tente isso, pode funcionar!”. E assim foram os dois para outra loja, para adquirir uma agendinha e uma balança caseira: a agenda, para o ano letivo de Maria na faculdade; a balança, para Manoel não ser tapeado sujamente como foi há dias, tão logo chegou de Portugal e foi matar as saudades da feira de domingo no arraial. Entraram na loja, e Manoel logo deu com uma atendente lourinha e perguntou a frase cretina. A menina ficou abestalhada, mas riu logo, entendendo que foi lindamente surpreendida. E a manhã ficou mais azul. Enter.
“Bem, ó Maria, essa história do Egito e essa agora da Líbia, isso me cheira a conspiração internacional para botar o mundo árabe na berlinda e conflagrar a III Guerra Mundial, que será a tentativa de esmagamento dos que se opõem ao poder do Império. Quer dizer: os Conquistadores do Mundo lutam pelo domínio planetário há milênios, e odeiam todos os países que resistem mantendo suas culturas vivas. O mundo árabe é um centro onde cultura e religião são milenares também, mas a eles só cabe viver dentro de suas tradições e hábitos, e a Coca Cola já se cansou de não ser aceita por lá. Os ocidentais querem levar para o mundo árabe a estupidez da era do automóvel, a pornografia, a licenciosidade, a depravação, querem coisificar a mulher e gerar o consumismo desenfreado, para que os cofres dos bancos dos Conquistadores se abarrotem com a boçalização do Oriente Médio.” Maria ouve calada e atenta, considerando o quadro que se vai desenhando na Líbia, em que Kahdaffi aparece como ditador por estar há 40 anos no poder – mesmo que apoiado massivamente pela população, que não o deixaria lá não fosse ele um líder de algum modo afinado com seu povo. E considera: “Bem, e o que resulta de períodos de governo de quatro ou cinco anos, que agora se dilatam através de reeleições, em países como esta desgraçada Pindorama? Aqui tudo se deteriora em ritmo vertiginoso, desde instituições as mais essenciais até o simples cotidiano do povo, e vão embora o idioma, a moral, os costumes, destroem-se os valores, a corrupção campeia louca... é isso que se pretende instalar no mundo árabe?”, pergunta Maria a seu apaixonado Manoel, quedado em reflexão sombria. “Pelo que tenho visto através da imprensa do Império – e não temos opção, é o que chega a nós –, parece que vejo o Cristo ao lado de Barrabás, o salteador, e a multidão berrando por soltar o bandido. Quem acionou aquilo senão agitadores mesclados à multidão? A multidão é cega, e os agentes do Império estão mobilizando reações de multidão, em que o dedo invisível aponta para um rumo e todos correm bestamente para lá. Isso me lembra o ‘fenômeno’ dos caras-pintadas brasileiros no tempo da defenestração do Collor, aquela pantomima de mauricinhos e patricinhas de colégios de elite sendo mostrados pela Globo como sendo movimento popular de juventude... e até desconfio que aquilo não passou de um teste de aplicação bélica de aparelho de comunicações para causar efeito político interventivo. Aqui deu certo para os intervencionistas... e agora acontece aquele pau pra lá e não sabemos de que lado vem a ‘revolta’, ou se isso é orquestração para demonizar a cultura árabe perante o mundo.... Enter final.
“Pois é fato que os EUA apoiavam o regime do Mubarak, e quando ele ficou mal das pernas por pura deterioração do esquema de poder os gringos logo tiraram o apoio. Obama e caterva, aliados à elite e aos burocratas corruptos da autocracia egípcia e o establishment euroamericano, estão querendo é se livrar apenas de Mubarak e tudo voltar ao ‘normal’. E a poeira está baixando por lá. Os militares já vão ficando no poder. Como dantes, ó linda!”. E o casal já se reorganiza no arraial, onde a festa da corrupção prossegue em paz, sem novidade nenhuma senão aumento estratosférico de salários para os políticos e a visão patética dos poderes conluiados como bando de hienas devorando a carne da vítima. Os gatos do casal se comportaram como gente grande na ausência dos donos, não são como os pongos do arraial, horda de loucos de pedra criando cães e gerando o inferno de latidos coletivos – especialmente durante o “horário nobre”, que é quando os cães estúpidos mais latem em cadeia – tanto quanto explicitando instintos bárbaros, a cada dia mais agressivos. “As tatuagens se alastram nos corpos dos bugres, todos parecem marginais, vestidos como corsários, dá medo e espanto: as mulheres aderem a tatuagem sem preocupação com ridículo ou recato, parecem umas perdidas! Será que as ‘revoluções no mundo árabe’ visam também despir as mulheres das vestes tradicionais e transformá-las nesse lixo que são as ocidentais?”. E Gaddafi balança na Líbia, perdendo o apoio dos chacais ocidentais, e vamos esperando pra ver no que dá essa patacoada. “Que dê em radicalização islâmica!”, sonha Manoel, com música árabe rolando nas veias, como seus ancestrais. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1018 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 574dias também sob mordaça...
“Voltar ao Brasil depois de semanas bem vividas na Santa Terrinha até assusta! Parece que despencamos em outro universo, onde o ser humano desceu a profundezas tenebrosas. Imaginem se em Trás-os-Montes se veriam essas bestas em lojas perguntando como asnos essa cretina ‘Posso ajudar em alguma coisa?’, como agora é coqueluche no arraial e alhures!”, comenta Manoel, que também não consegue entender motoristas agora darem passagem a pedestres numa cortesia mais para demência do que qualquer outra coisa. “Vão fazer cortesia com o raio que os parta, seus pongos! Se fosse cortesia mesmo, não seria modismo entre caipiras ridículos e ignorantes! É como restringir o pátrio poder, levando a criança a um estado de imponderabilidade que também vai enlouquecê-la, como no caso da mãe que tentava numa lanchonete fazer a filha comer um salgado e que levou um bofetão no rosto e teve de aturar, porque não se pode mais bater em crianças! ‘Raça de víboras!’, como dizia o Cristo...” Nosso herói entrou em loja de celulares, onde pululava um monte de bibas atendendo solertes os consumidores babosos, e eis que logo uma rapariga tola pergunta: “Posso ajudar em alguma coisa?”, ao que Manoel, meio atônito, respondeu perguntando: “Por acaso lhe pareço deficiente ou incapaz de tomar a iniciativa de escolher o que quero?”, e a paspalha se fechou em copas como se ofendida, quando na verdade o ofendido é o babaca feito de otário a quem os vendedores se lançam como tubarões ávidos por vender, por enredar. “Cambada de bundas-sujas, macacos sem rabo, objetos vestidos, instrumentos de monstros capitalistas! Vão pro inferno, estúpidos assumidos!”, comenta Manoel com sua linda Maria, que se diverte com o surrealismo a que seu consorte reage inocentemente, como se isso não fosse algo já completamente instituído e de que advirá um patamar ainda mais degradado, claro. E a linda Maria, levando pra galhofa, propõe: “Por que não perguntas tu, ao entrar na loja, ‘posso ajudar em alguma coisa’ ao primeiro atendente que se aproximar? Tente isso, pode funcionar!”. E assim foram os dois para outra loja, para adquirir uma agendinha e uma balança caseira: a agenda, para o ano letivo de Maria na faculdade; a balança, para Manoel não ser tapeado sujamente como foi há dias, tão logo chegou de Portugal e foi matar as saudades da feira de domingo no arraial. Entraram na loja, e Manoel logo deu com uma atendente lourinha e perguntou a frase cretina. A menina ficou abestalhada, mas riu logo, entendendo que foi lindamente surpreendida. E a manhã ficou mais azul. Enter.
“Bem, ó Maria, essa história do Egito e essa agora da Líbia, isso me cheira a conspiração internacional para botar o mundo árabe na berlinda e conflagrar a III Guerra Mundial, que será a tentativa de esmagamento dos que se opõem ao poder do Império. Quer dizer: os Conquistadores do Mundo lutam pelo domínio planetário há milênios, e odeiam todos os países que resistem mantendo suas culturas vivas. O mundo árabe é um centro onde cultura e religião são milenares também, mas a eles só cabe viver dentro de suas tradições e hábitos, e a Coca Cola já se cansou de não ser aceita por lá. Os ocidentais querem levar para o mundo árabe a estupidez da era do automóvel, a pornografia, a licenciosidade, a depravação, querem coisificar a mulher e gerar o consumismo desenfreado, para que os cofres dos bancos dos Conquistadores se abarrotem com a boçalização do Oriente Médio.” Maria ouve calada e atenta, considerando o quadro que se vai desenhando na Líbia, em que Kahdaffi aparece como ditador por estar há 40 anos no poder – mesmo que apoiado massivamente pela população, que não o deixaria lá não fosse ele um líder de algum modo afinado com seu povo. E considera: “Bem, e o que resulta de períodos de governo de quatro ou cinco anos, que agora se dilatam através de reeleições, em países como esta desgraçada Pindorama? Aqui tudo se deteriora em ritmo vertiginoso, desde instituições as mais essenciais até o simples cotidiano do povo, e vão embora o idioma, a moral, os costumes, destroem-se os valores, a corrupção campeia louca... é isso que se pretende instalar no mundo árabe?”, pergunta Maria a seu apaixonado Manoel, quedado em reflexão sombria. “Pelo que tenho visto através da imprensa do Império – e não temos opção, é o que chega a nós –, parece que vejo o Cristo ao lado de Barrabás, o salteador, e a multidão berrando por soltar o bandido. Quem acionou aquilo senão agitadores mesclados à multidão? A multidão é cega, e os agentes do Império estão mobilizando reações de multidão, em que o dedo invisível aponta para um rumo e todos correm bestamente para lá. Isso me lembra o ‘fenômeno’ dos caras-pintadas brasileiros no tempo da defenestração do Collor, aquela pantomima de mauricinhos e patricinhas de colégios de elite sendo mostrados pela Globo como sendo movimento popular de juventude... e até desconfio que aquilo não passou de um teste de aplicação bélica de aparelho de comunicações para causar efeito político interventivo. Aqui deu certo para os intervencionistas... e agora acontece aquele pau pra lá e não sabemos de que lado vem a ‘revolta’, ou se isso é orquestração para demonizar a cultura árabe perante o mundo.... Enter final.
“Pois é fato que os EUA apoiavam o regime do Mubarak, e quando ele ficou mal das pernas por pura deterioração do esquema de poder os gringos logo tiraram o apoio. Obama e caterva, aliados à elite e aos burocratas corruptos da autocracia egípcia e o establishment euroamericano, estão querendo é se livrar apenas de Mubarak e tudo voltar ao ‘normal’. E a poeira está baixando por lá. Os militares já vão ficando no poder. Como dantes, ó linda!”. E o casal já se reorganiza no arraial, onde a festa da corrupção prossegue em paz, sem novidade nenhuma senão aumento estratosférico de salários para os políticos e a visão patética dos poderes conluiados como bando de hienas devorando a carne da vítima. Os gatos do casal se comportaram como gente grande na ausência dos donos, não são como os pongos do arraial, horda de loucos de pedra criando cães e gerando o inferno de latidos coletivos – especialmente durante o “horário nobre”, que é quando os cães estúpidos mais latem em cadeia – tanto quanto explicitando instintos bárbaros, a cada dia mais agressivos. “As tatuagens se alastram nos corpos dos bugres, todos parecem marginais, vestidos como corsários, dá medo e espanto: as mulheres aderem a tatuagem sem preocupação com ridículo ou recato, parecem umas perdidas! Será que as ‘revoluções no mundo árabe’ visam também despir as mulheres das vestes tradicionais e transformá-las nesse lixo que são as ocidentais?”. E Gaddafi balança na Líbia, perdendo o apoio dos chacais ocidentais, e vamos esperando pra ver no que dá essa patacoada. “Que dê em radicalização islâmica!”, sonha Manoel, com música árabe rolando nas veias, como seus ancestrais. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1018 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 574dias também sob mordaça...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Lula mal na mídia e na internet - e um juízo
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel nos manda de Portugal notícias sobre como eles lá nos observam. E de como se riem desta terra brasilis, para eles “paraíso de malucos e corruptos”. Em visita a povoados de Trás-os-Montes, onde vivem amigos que foram seus colegas de ginásio, nosso herói ficou impressionado: eles se divertem à farta abrindo os jornalões da brazuka na net. Um dos motivos de divertimento foi a notícia envolvendo um magistrado que dá, segundo a imprensa, voz de prisão a torto e a direito, o que para eles parece loucura. Flagrado numa blitz dirigindo uma Land Rover sem placas, Sua Excelência não aceitou que o veículo fosse recolhido ao depósito. Alegou ter comprado o carro muito recentemente, daí estar sem placas. A agente Luciana Tamburini, verificando a documentação, constatou que o prazo do emplacamento já vencera, e que a lei obrigava a recolher o veículo. Aí Sua Excelência se retou e deu voz de prisão à agente por “desacato a autoridade”, e foi parar todo mundo na delegacia. E a agente não foi presa, e o veículo foi pro depósito sim. E miss Luciana já está entrando com representação contra o magistrado por abuso de autoridade. E não ficam por aí as trapalhadas/carteiradas de Sua Excelência. Vejam o que saiu nos jornais: “RIO - A Corregedoria do Tribunal de Justiça está investigando, sigilosamente, mais uma denúncia envolvendo o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios, na Região dos Lagos. Segundo a denúncia, o juiz teria desacatado dois turistas em Búzios, que estavam hospedados no Hotel Atlântico, no Morro do Humaitá, perto da Orla Bardot. O casal, um francês e uma alemã, tinha reclamado de uma festa promovida pelo juiz, até de madrugada, num dos quartos do hotel. A denúncia, que chegou à corregedoria semana passada, teria partido de algum hóspede que estava no hotel no último dia 9. Um gerente do estabelecimento confirmou que alguns hóspedes reclamaram do barulho e que, depois de a direção ter chamado a atenção do responsável pela festa, tudo voltou à normalidade. Outro hóspede, o empresário e advogado Marcelo Bianchi, contou que o casal foi desacatado pelo juiz: ‘Várias pessoas viram como ele estava alterado’ - afirmou ao GLOBO”. Enter.
E onde entra Lula na história? Fácil: data da chegada do líder petista ao Palácio do Planalto a desmedida concessão de poder aos senhores juízes. Há quem comente que um presidente da República não pode dar voz de prisão a um juiz, mas que um juiz pode dá-la a um presidente. Então, sendo assim, quem é a tal de “autoridade máxima” nessa espelunca chamada Brasil? E os amigos de Manoel desopilam seus fígados acostumados a bons vinhos constatando a maluquice que grassa na Pindorama. E ainda gargalham à farta quando abrem os links mostrando as falas do ex-presidente. Aquela em que ele fala de o mundo ser redondo, daí haver a propagação da poluição, é motivo para causar contorções de riso na turma transmontana. E pensar que os “brasileiros”, estas maravilhas que só não voltam às árvores por terem perdido o rabo, optando então pelo chão, como pongos, consideram que em Trás-os-Montes vivem os portugueses tidos como os mais burros. Pois foi lá que produziu furor de risos o fato de eles ficarem sabendo que no Brasil, justo no arraialito onde vive Manoel com sua linda Maria, foi construída uma praça sem ruas ao redor, e que a obra não tem documentação, e que um casal amigo de Manoel, Fox e Alfa, está processado por ter denunciado a irregularidade. A qual, por sinal, gera graves episódios de desordem pública e causa o maior litígio de vizinhança verificado na história do arraial. E Fox está obrigado a ficar de bico calado, senão vai em cana. Mais motivos ainda de gargalhadas ruidosas dos irmãos trasmontanos de Manoel, perante o que a linda Maria se diverte consigo discretamente, observando a reação daquela gente amiga. E saiu mais coisa sobre o tal juiz da Land Rover: “Presidente do TJ promete apuração rigorosa sobre juiz da 1ª Vara de Búzios: RIO - O novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse nesta quinta-feira que todas as denúncias contra o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios serão investigadas com o rigor da lei. ‘Um leigo tem a desculpa de não conhecer a lei, mas deve ser punido. Um magistrado, conhecedor da lei, deve ser punido ainda mais, exemplarmente’ - disse Rebêlo. As investigações a cargo da Corregedoria Geral do TJ correm sob segredo de Justiça, segundo informou também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nos corredores do TJ circulam rumores de que, nos próximos dias, haverá uma diligência no balneário para apurar mais denúncias envolvendo o juiz (algumas já citadas acima, N.R.), como a de ter obrigado um funcionário da concessionária Ampla a religar a luz de sua casa, cortada por falta de pagamento, em 2006; e de ter discutido em 2009 com um policial rodoviário federal após passar por um posto da PRF em Rio Bonito em alta velocidade e com um giroflex proibido por lei . E é investigado ainda por decisões polêmicas tomadas em processos fundiários em Búzios. Mas tem mais: comerciantes de Búzios acusam o juiz de não pagar contas em restaurantes, bares, pousadas e lojas diversas. ‘Ele sempre diz que dívida de magistrado é para não ser paga. Ele apanha caixas de charuto, de vinho e de outros produtos e não paga. Diz para botar na conta. Vamos todos na (o certo é à, N.R.) Corregedoria denunciar isso o mais breve possível’ - disse o comerciante A. N.. Em dezembro de 2007, a coluna de Ancelmo Gois noticiou que o mesmo juiz provocou tumulto dentro de um transatlântico atracado em Búzios ao tentar embarcar e fazer compras de Natal nas lojas free shop que funcionam a bordo, de uso restrito dos passageiros. ‘As lojas já estavam fechadas, e o comandante se recusou a cumprir a ordem do juiz para que abrissem o comércio. O tumulto só acabou com a chegada da Polícia Federal. O comandante falou que quem mandava a bordo era ele, e não o magistrado - confirmou o comerciante’”. E nossos irmãos lusos cuidam dos fígados vendo tamanhas trapalhadas. Enter final.
Mas Lula nos deixa mais intrigados ainda, e causa mais divertimento entre os lusitanos quando sai na mídia que o ex-metalúrgico alçado à presidência por forças REALMENTE OCULTAS banca o insubordinado ante o poder dos EUA na América Latina. Ou “latrina”? Você pode ver isso abrindo o link http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,diplomacia-de-lula-irritou-sul-americanos,681023,0.htm. E você pode tirar suas conclusões... porque é muito louco isso de Lula querer peitar os lacaios dos que o colocaram na presidência da Pindorama... e ainda sai sujeira na Internet acusando o casal Lula/Marisão de ter saído de volta para São Bernardo levando uma mudança de onze caminhões (!!!!!!), sabendo-se que chegaram ao Planalto apenas com mala, sem cuia. Essa notícia fica pra próxima. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1011 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 567dias também sob mordaça...
Manoel nos manda de Portugal notícias sobre como eles lá nos observam. E de como se riem desta terra brasilis, para eles “paraíso de malucos e corruptos”. Em visita a povoados de Trás-os-Montes, onde vivem amigos que foram seus colegas de ginásio, nosso herói ficou impressionado: eles se divertem à farta abrindo os jornalões da brazuka na net. Um dos motivos de divertimento foi a notícia envolvendo um magistrado que dá, segundo a imprensa, voz de prisão a torto e a direito, o que para eles parece loucura. Flagrado numa blitz dirigindo uma Land Rover sem placas, Sua Excelência não aceitou que o veículo fosse recolhido ao depósito. Alegou ter comprado o carro muito recentemente, daí estar sem placas. A agente Luciana Tamburini, verificando a documentação, constatou que o prazo do emplacamento já vencera, e que a lei obrigava a recolher o veículo. Aí Sua Excelência se retou e deu voz de prisão à agente por “desacato a autoridade”, e foi parar todo mundo na delegacia. E a agente não foi presa, e o veículo foi pro depósito sim. E miss Luciana já está entrando com representação contra o magistrado por abuso de autoridade. E não ficam por aí as trapalhadas/carteiradas de Sua Excelência. Vejam o que saiu nos jornais: “RIO - A Corregedoria do Tribunal de Justiça está investigando, sigilosamente, mais uma denúncia envolvendo o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios, na Região dos Lagos. Segundo a denúncia, o juiz teria desacatado dois turistas em Búzios, que estavam hospedados no Hotel Atlântico, no Morro do Humaitá, perto da Orla Bardot. O casal, um francês e uma alemã, tinha reclamado de uma festa promovida pelo juiz, até de madrugada, num dos quartos do hotel. A denúncia, que chegou à corregedoria semana passada, teria partido de algum hóspede que estava no hotel no último dia 9. Um gerente do estabelecimento confirmou que alguns hóspedes reclamaram do barulho e que, depois de a direção ter chamado a atenção do responsável pela festa, tudo voltou à normalidade. Outro hóspede, o empresário e advogado Marcelo Bianchi, contou que o casal foi desacatado pelo juiz: ‘Várias pessoas viram como ele estava alterado’ - afirmou ao GLOBO”. Enter.
E onde entra Lula na história? Fácil: data da chegada do líder petista ao Palácio do Planalto a desmedida concessão de poder aos senhores juízes. Há quem comente que um presidente da República não pode dar voz de prisão a um juiz, mas que um juiz pode dá-la a um presidente. Então, sendo assim, quem é a tal de “autoridade máxima” nessa espelunca chamada Brasil? E os amigos de Manoel desopilam seus fígados acostumados a bons vinhos constatando a maluquice que grassa na Pindorama. E ainda gargalham à farta quando abrem os links mostrando as falas do ex-presidente. Aquela em que ele fala de o mundo ser redondo, daí haver a propagação da poluição, é motivo para causar contorções de riso na turma transmontana. E pensar que os “brasileiros”, estas maravilhas que só não voltam às árvores por terem perdido o rabo, optando então pelo chão, como pongos, consideram que em Trás-os-Montes vivem os portugueses tidos como os mais burros. Pois foi lá que produziu furor de risos o fato de eles ficarem sabendo que no Brasil, justo no arraialito onde vive Manoel com sua linda Maria, foi construída uma praça sem ruas ao redor, e que a obra não tem documentação, e que um casal amigo de Manoel, Fox e Alfa, está processado por ter denunciado a irregularidade. A qual, por sinal, gera graves episódios de desordem pública e causa o maior litígio de vizinhança verificado na história do arraial. E Fox está obrigado a ficar de bico calado, senão vai em cana. Mais motivos ainda de gargalhadas ruidosas dos irmãos trasmontanos de Manoel, perante o que a linda Maria se diverte consigo discretamente, observando a reação daquela gente amiga. E saiu mais coisa sobre o tal juiz da Land Rover: “Presidente do TJ promete apuração rigorosa sobre juiz da 1ª Vara de Búzios: RIO - O novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse nesta quinta-feira que todas as denúncias contra o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios serão investigadas com o rigor da lei. ‘Um leigo tem a desculpa de não conhecer a lei, mas deve ser punido. Um magistrado, conhecedor da lei, deve ser punido ainda mais, exemplarmente’ - disse Rebêlo. As investigações a cargo da Corregedoria Geral do TJ correm sob segredo de Justiça, segundo informou também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nos corredores do TJ circulam rumores de que, nos próximos dias, haverá uma diligência no balneário para apurar mais denúncias envolvendo o juiz (algumas já citadas acima, N.R.), como a de ter obrigado um funcionário da concessionária Ampla a religar a luz de sua casa, cortada por falta de pagamento, em 2006; e de ter discutido em 2009 com um policial rodoviário federal após passar por um posto da PRF em Rio Bonito em alta velocidade e com um giroflex proibido por lei . E é investigado ainda por decisões polêmicas tomadas em processos fundiários em Búzios. Mas tem mais: comerciantes de Búzios acusam o juiz de não pagar contas em restaurantes, bares, pousadas e lojas diversas. ‘Ele sempre diz que dívida de magistrado é para não ser paga. Ele apanha caixas de charuto, de vinho e de outros produtos e não paga. Diz para botar na conta. Vamos todos na (o certo é à, N.R.) Corregedoria denunciar isso o mais breve possível’ - disse o comerciante A. N.. Em dezembro de 2007, a coluna de Ancelmo Gois noticiou que o mesmo juiz provocou tumulto dentro de um transatlântico atracado em Búzios ao tentar embarcar e fazer compras de Natal nas lojas free shop que funcionam a bordo, de uso restrito dos passageiros. ‘As lojas já estavam fechadas, e o comandante se recusou a cumprir a ordem do juiz para que abrissem o comércio. O tumulto só acabou com a chegada da Polícia Federal. O comandante falou que quem mandava a bordo era ele, e não o magistrado - confirmou o comerciante’”. E nossos irmãos lusos cuidam dos fígados vendo tamanhas trapalhadas. Enter final.
Mas Lula nos deixa mais intrigados ainda, e causa mais divertimento entre os lusitanos quando sai na mídia que o ex-metalúrgico alçado à presidência por forças REALMENTE OCULTAS banca o insubordinado ante o poder dos EUA na América Latina. Ou “latrina”? Você pode ver isso abrindo o link http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,diplomacia-de-lula-irritou-sul-americanos,681023,0.htm. E você pode tirar suas conclusões... porque é muito louco isso de Lula querer peitar os lacaios dos que o colocaram na presidência da Pindorama... e ainda sai sujeira na Internet acusando o casal Lula/Marisão de ter saído de volta para São Bernardo levando uma mudança de onze caminhões (!!!!!!), sabendo-se que chegaram ao Planalto apenas com mala, sem cuia. Essa notícia fica pra próxima. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1011 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 567dias também sob mordaça...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Direita, esquerda, Romário e otários
Frederico Mendonça de Oliveira
Bem, a Globo diz que Hosni Mubarak é ditador. As cacatuas Bonner, Fatinha, Annenberg e outros nada sabem de política, sabem apenas palrar, e alguns palram bonito, com bela colocação de voz e tal. O Bonner, uma porta, tem voz de semideus. Já a esposinha que contracena com ele é do tipo som neutro, não tem a pegada de uma Salete Lemos, por exemplo. E a Sandra Annenberg, voz anasalada pra lá de chata, e que faz caras e bocas, é uma lástima. Bem, tirando a Salete, que foi afastada da Record por ter denunciado sacanagens econômicas contra o povo, ninguém na telinha sabe distinguir, e aposto minha guitarra, esquerda de direita. Talvez saibam usar o pé certo do calçado, mas isso os pongos saberiam fazer se usassem sapatos. E também ponho minhas dúvidas sobre qualquer desses pobres diabos que ficam exibindo carantonhas na telinha e aproveitando pra enriquecer estupidificando o povo saber MESMO a diferença entre direita e esquerda. Enter.
Para pianistas, a direita serve para tocar a melodia; a esquerda, para fazer acordes. Para violonistas normais – não canhotos – a direita é usada para tanger as cordas; a esquerda, para calcar as mesmas ditas em notas e/ou acordes. Para políticos, engravatados sugando energia do povo através de saquear o erário, essa definição está hoje absolutamente sem possibilidade de compreensão. Romário chuta com a esquerda, creio, ou com as duas. Agora vai chutar nossos testículos ganhando uma fortuna através de nosso suor para fazer coisa nenhuma, a menos que milagres comecem a ocorrer naquele antro, o Congresso. Mas se formos esperar que ele saiba definir a diferença de conteúdo histórico-político entre direita e esquerda, teremos de providenciar boas acomodações. Na verdade, ele mal sabe falar. E que dizer de Tiririca? Trata-se de outra figura asinina que representará não se sabe quem, se ainda acreditarmos que aqueles sudras estão lá pra representar o povo que os elegeu. Mas eles estão lá pra representar mesmo, e muitíssimo bem, os interesses, normalmente escusos, deles mesmos. A canção festivalesca “Se gritar ‘pega ladrão!’”, de início dos anos 70, já se referia aos “congressistas”, e continuava: “Não fica um, meu irmão!”, pois sairiam correndo todos aqueles seres abissais que ficam amontoados no “plenário” tratando de seus interesses enquanto um deles fala na tribuna, um palquinho pra algum parlamentar contrariado com alguma porcaria clame em vão, sem ser ouvido por simplesmente ninguém. Temos até um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=3m6OSDCkQB0 , uma diatribe de uma mulher com mil vezes mais testosterona no sangue do que todos os seus pares de casa somados. Chama-os de cafajestes pra baixo, e os pulhas calam, até se riem dela, são hienas acostumadas a trincar a carniça do povo que os elegeu. Mas isso é exceção, vale apenas para lavarmos um pouco a alma. Enter.
Bem, a Globo, que dentro de pouco tempo será a Grobo, tal a decadência espiritual da população espelhada em sua fala, bota no bico de suas cacatuas palrantes que o Mubarak é um ditador, que o governo do Egito é uma ditadura. Canalhas como sempre foram, os mandantes da Grobo, ops!, Globo, têm como objetivo algo que para nós está a anos luz de possibilidade de compreensão. E mandam seus lacaios bem pagos enganarem a rafaméia, a patuléia, a choldra, com mil palavras sem qualquer sentido. Estimulam discussões vãs, para ocultar o mais importante de tudo. O interessante é que Mubarak está no poder até hoje tendo, entre outros pilares de sustentação política, justamente o lobby de que a Grobo, ops!, Globo, integra. Basta olhar a fronteira nordeste do Egito e ver quem está do outro lado daquela linha... E então, na hora de engrossar a turma que emociona o mundo exigindo a saída de um títere dos aliados EUA-Israel, a Grobo, ops!, Globo, vira a casaca fingindo ser “democrática”, quando trata de esconder coisas como o que você poderá ver se puxar, em seu Internet Explorer, www.collateralmurder.com , e você verá que quem atua ali com frieza total é a turma que a Grobo, ops!, Globo, apóia com unhas e dentes. Enter.
A chegou a hora dos otários, isto é, nós todos. Otários sim, porque estamos a serviço de malandros espertos e pagando o vidão deles, CUJAS OCUPAÇÕES NÃO SERVEM PARA NADA nem para o País nem para nós. Você tem dúvida quanto a ser um otário de carteirinha? Pois basta ler isso aí: “Depois da festa em comemoração aos 31 anos do PT, a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguiram para um jantar com petistas na casa do ex-deputado federal Sigmaringa Seixas. O ex-deputado federal José Genoino (PT) usou um carro de serviço da Câmara para chegar à casa. Ele não se reelegeu. Genoino disse que pegou carona com um deputado federal (e não havia no carro senão ele e o motorista). Depois, afirmou que o veículo acompanhava o comboio do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), apesar de ambos não terem chegado juntos. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, chegaram ao local em carro oficial. A Folha não conseguiu falar com eles”. Que tal? Somos otários ou não somos? Pois é. Querem mais? Lá vai: Só pra relembrar... “CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para comandar uma fragata! Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de terceiro nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos”. Enter final.
Certo, irmão? Então somos otários sim. A saída está em nos assumirmos otários E COMEÇAR A BATALHAR PRA VIRAR ISSO TUDO. O Egito nos dá o exemplo, mesmo sob ditadura títere de EUA e Israel há mais de 30 anos! E não estão na rua gritando porque a rede grobo mandou, como no caso daqueles ridículos caraspintadas, mauricinhos e patricinhas de colégios de elite que queriam mesmo era aparecer na TV, e eram meia dúzia... de riquinhos! Então, otários, ops!, irmãos, VAMOS À LUTA!Todo caminho de mil léguas começa com um passo. Dê o primeiro, otário, ops!, irmão! E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1004 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 560 dias também sob mordaça...
Bem, a Globo diz que Hosni Mubarak é ditador. As cacatuas Bonner, Fatinha, Annenberg e outros nada sabem de política, sabem apenas palrar, e alguns palram bonito, com bela colocação de voz e tal. O Bonner, uma porta, tem voz de semideus. Já a esposinha que contracena com ele é do tipo som neutro, não tem a pegada de uma Salete Lemos, por exemplo. E a Sandra Annenberg, voz anasalada pra lá de chata, e que faz caras e bocas, é uma lástima. Bem, tirando a Salete, que foi afastada da Record por ter denunciado sacanagens econômicas contra o povo, ninguém na telinha sabe distinguir, e aposto minha guitarra, esquerda de direita. Talvez saibam usar o pé certo do calçado, mas isso os pongos saberiam fazer se usassem sapatos. E também ponho minhas dúvidas sobre qualquer desses pobres diabos que ficam exibindo carantonhas na telinha e aproveitando pra enriquecer estupidificando o povo saber MESMO a diferença entre direita e esquerda. Enter.
Para pianistas, a direita serve para tocar a melodia; a esquerda, para fazer acordes. Para violonistas normais – não canhotos – a direita é usada para tanger as cordas; a esquerda, para calcar as mesmas ditas em notas e/ou acordes. Para políticos, engravatados sugando energia do povo através de saquear o erário, essa definição está hoje absolutamente sem possibilidade de compreensão. Romário chuta com a esquerda, creio, ou com as duas. Agora vai chutar nossos testículos ganhando uma fortuna através de nosso suor para fazer coisa nenhuma, a menos que milagres comecem a ocorrer naquele antro, o Congresso. Mas se formos esperar que ele saiba definir a diferença de conteúdo histórico-político entre direita e esquerda, teremos de providenciar boas acomodações. Na verdade, ele mal sabe falar. E que dizer de Tiririca? Trata-se de outra figura asinina que representará não se sabe quem, se ainda acreditarmos que aqueles sudras estão lá pra representar o povo que os elegeu. Mas eles estão lá pra representar mesmo, e muitíssimo bem, os interesses, normalmente escusos, deles mesmos. A canção festivalesca “Se gritar ‘pega ladrão!’”, de início dos anos 70, já se referia aos “congressistas”, e continuava: “Não fica um, meu irmão!”, pois sairiam correndo todos aqueles seres abissais que ficam amontoados no “plenário” tratando de seus interesses enquanto um deles fala na tribuna, um palquinho pra algum parlamentar contrariado com alguma porcaria clame em vão, sem ser ouvido por simplesmente ninguém. Temos até um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=3m6OSDCkQB0 , uma diatribe de uma mulher com mil vezes mais testosterona no sangue do que todos os seus pares de casa somados. Chama-os de cafajestes pra baixo, e os pulhas calam, até se riem dela, são hienas acostumadas a trincar a carniça do povo que os elegeu. Mas isso é exceção, vale apenas para lavarmos um pouco a alma. Enter.
Bem, a Globo, que dentro de pouco tempo será a Grobo, tal a decadência espiritual da população espelhada em sua fala, bota no bico de suas cacatuas palrantes que o Mubarak é um ditador, que o governo do Egito é uma ditadura. Canalhas como sempre foram, os mandantes da Grobo, ops!, Globo, têm como objetivo algo que para nós está a anos luz de possibilidade de compreensão. E mandam seus lacaios bem pagos enganarem a rafaméia, a patuléia, a choldra, com mil palavras sem qualquer sentido. Estimulam discussões vãs, para ocultar o mais importante de tudo. O interessante é que Mubarak está no poder até hoje tendo, entre outros pilares de sustentação política, justamente o lobby de que a Grobo, ops!, Globo, integra. Basta olhar a fronteira nordeste do Egito e ver quem está do outro lado daquela linha... E então, na hora de engrossar a turma que emociona o mundo exigindo a saída de um títere dos aliados EUA-Israel, a Grobo, ops!, Globo, vira a casaca fingindo ser “democrática”, quando trata de esconder coisas como o que você poderá ver se puxar, em seu Internet Explorer, www.collateralmurder.com , e você verá que quem atua ali com frieza total é a turma que a Grobo, ops!, Globo, apóia com unhas e dentes. Enter.
A chegou a hora dos otários, isto é, nós todos. Otários sim, porque estamos a serviço de malandros espertos e pagando o vidão deles, CUJAS OCUPAÇÕES NÃO SERVEM PARA NADA nem para o País nem para nós. Você tem dúvida quanto a ser um otário de carteirinha? Pois basta ler isso aí: “Depois da festa em comemoração aos 31 anos do PT, a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguiram para um jantar com petistas na casa do ex-deputado federal Sigmaringa Seixas. O ex-deputado federal José Genoino (PT) usou um carro de serviço da Câmara para chegar à casa. Ele não se reelegeu. Genoino disse que pegou carona com um deputado federal (e não havia no carro senão ele e o motorista). Depois, afirmou que o veículo acompanhava o comboio do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), apesar de ambos não terem chegado juntos. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, chegaram ao local em carro oficial. A Folha não conseguiu falar com eles”. Que tal? Somos otários ou não somos? Pois é. Querem mais? Lá vai: Só pra relembrar... “CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para comandar uma fragata! Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de terceiro nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos”. Enter final.
Certo, irmão? Então somos otários sim. A saída está em nos assumirmos otários E COMEÇAR A BATALHAR PRA VIRAR ISSO TUDO. O Egito nos dá o exemplo, mesmo sob ditadura títere de EUA e Israel há mais de 30 anos! E não estão na rua gritando porque a rede grobo mandou, como no caso daqueles ridículos caraspintadas, mauricinhos e patricinhas de colégios de elite que queriam mesmo era aparecer na TV, e eram meia dúzia... de riquinhos! Então, otários, ops!, irmãos, VAMOS À LUTA!Todo caminho de mil léguas começa com um passo. Dê o primeiro, otário, ops!, irmão! E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1004 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 560 dias também sob mordaça...
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