Frederico Mendonça de Oliveira
Simplesmente perplexo pelo fato de constatar que uma obra criminosa realizada por autoridades deformadas atingindo a residência e mesmo a vida e a paz de seu amigo músico teve como “apoio” para que ficasse “legal” a convocação das crianças do entorno para “frequentá-la”, Manoel começou a considerar as crianças como vítimas diretas e desgraçadas pela ação dos adultos, seres simplesmente sem qualquer vestígio de humanismo ou mesmo escrúpulo mínimo em suas almas. Almas penadas, diga-se muito claramente: a estupidez, a tacanhez e mesmo a ignorância podem ser admissíveis em geral. Mas a deformidade de espírito e a completa falta de sentido de humanidade levarem a atitudes de conveniência através de deformar crianças, especialmente os próprios filhos, isso é de causar engulhos, revolta! E, vendo-se todos impotentes diante de tudo como todos se vêm, trata-se da materialização da imagem do horror. Enter.
Pois Manoel tem visto as crianças, a partir dessa podridão e dessa deformidade inacreditáveis, como vítimas da escrotidão que se instala pra todo lado no Brasil (no mundo também?) e que parece irreversível. Acabrunhado com o simples fato de ver crianças alopradas pelas ruas, em lojas ou supermercados ou onde quer que estejam essas pequenas bestas fabricadas pelo sistema, nosso herói se indaga se já não estará ficando meio caduco. É que ele se surpreende tomado até de certo pânico ao deparar com essas criaturinhas a cada dia mais estupidificadas e exibindo um desequilíbrio inquietante em simplesmente tudo que fazem. As cenas envolvendo os pobres diabinhos onde quer que estejam revela uma deformação a eles imposta não se sabe se de forma programada pelo sistema, não se sabe se apenas pela degenerescência natural decorrente de toda essa empulhação que vemos explodir em todas as dimensões e instâncias de viver no geral e da área de poder. O arbítrio está mais claro e explícito do que nunca, e o mal acontece como sendo o normal – e todos se submetem e se adaptam a isso como sendo algo completamente natural! E as crianças vão acompanhando essa decomposição de tecido social “fazendo a sua parte”, envolvidas, arregimentadas, consoantes! A feiúra toma conta de tudo, e as crianças dão seu toque “mágico” a toda essa escatologia crescente e horrenda, e “que fazer??”, pergunta-se nosso herói diante de tanto horror! Enter.
Comprando suas necessidades básicas em supermercado, volta e meia Manoel contempla a miséria que é a presença de crianças no espaço do consumo. “Comprar é simplesmente adquirir o de que se necessita de acordo com nosso poder aquisitivo”, considera Manoel tomado do tédio filosófico em meio a produtos - que só significam, para ele, matéria para suprir necessidades. Pois os supermercados inventaram aqueles carrinhos em que os fedelhos vão alojados como que dirigindo um automóvel de brinquedo, sendo que o volante não interfere no rumo da geringonça, o que já faz dos rebentos dos consumidores uns idiotazinhos – pois ficam tentando operar o volante, e nada acontece. Recebem ali um múltiplo diploma de otários, porque, além de manipulados num treinamento para serem futuros consumistas crônicos e compulsivos, dá-se que não só aquilo não é carrinho como não obedece ao comando deles. Isto faz com que sejam também duplamente cooptados pelo adulto estúpido que os mete nessa patacoada. Enter.
Pois tem coisa pior: moleques correndo como zumbis adoidados pelos corredores, vindo como bólidos cegos em direção aos compradores, enquanto os boçais que os geraram e/ou pariram quedam inebriados no ato hoje religioso da compra, do consumo como atividade realizadora, gratificante, sagrada, catalisadora e mágica. Manoel se esquiva cuidadosamente desses maluquinhos perdidos, desses espectros da estupidez reinante, deixa-os passar como se fossem alimnárias desembestadas a serviço da loucura generalizada, imagens deprimentes dela. E a cada dia mais e mais se consolida na consciência de nosso herói a certeza da perdição imposta a essas pequenas cavalgaduras, projetos de boçais palradores, balantes e mugentes. Eles serão os personagens vivos e imagens móveis do futuro que já está aí, patético, esfarrapado, deformado, degringolado!... Enter final.
“Vinde a mim as criancinhas”, teria dito o Cristo em algum ponto dos Evangelhos. Pois o capeta intercedeu nisso: hoje as crianças são dele, do demônio que opera através da TV em filmes de animação carregados de violência gratuita e obsessiva, são reféns do mal instituído, contextualizam assustadoramente o inferno vivo que vamos suportando em direção ao despedaçamento final. E não há piedade nem humana nem divina que livre esses infelizes desse destino horrendo. E viva Santo Expedito! Oremos. E semana que vem falaremos mais disso. Bye!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 588 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 114 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Manoel e seu novo amigo poeta
Frederico Mendonça de Oliveira
De repente o amigo músico de Manoel presenteou seu faixa lusitano com dois livros de um poeta de Aiuruoca, linda cidade do Sul de Minas já no limite da Zona da Mata. Dessa área saiu também o poeta magnífico Dantas Mota, ídolo deste novo e já muito amadurecido vate aiuruoquense. Trata-se de Gilberto Nable, aliás médico, aliás pessoa de profunda sensibilidade e inteligência. Pois foi Manoel abrir o primeiro dos dois livros e arregalar os olhos: “O que é isto???”, perguntou-se logo nosso herói ao deparar com o estro do bardo para ele um estreante. Ele dava de cara com o livro O Mago sem Pombos. Manoel abrira no terceiro poema, e a paulada cantou logo em sua fecunda cuca: “Desconsolado feito mago sem pombos/ a quem ninguém deu uma lição de calma/ procuro, ainda entre livros, alma e alento”. Em estrofe adiante Manoel leva outra lambada: “Mas outros rumos não pretendi de mim,/ avesso, seco, muitas vezes cansado,/ aparentado a becos, auroras, botequins”. Estes belíssimos versos, que fizeram Manoel parar considerando admirado sonoridade e teor, estão também na contracapa do livro, uma bela edição da 7Letras, editora carioca. Enter.
“O que foi feito da poesia não só no Brasil, mas mesmo em Portugal?”, considera Manoel ainda sob o impacto da poesia de O Mago sem Pombos. Politizado na marra, tendo lido até comunistas como
Trotsky e Lênin (Marx ele deixou pra lá, passou apenas os olhos no Manifesto, e aquilo não fechou com nada para ele), informado também pela experiência da vida, mas desde há 20 anos conhecedor da VERDADE através de obras ocultas a que poucos têm acesso em meio à azáfama destes tempos estúpidos, Manoel encontrou nas páginas do Mago uma revivificação de suas emoções da juventude no que topava com as obras de poetas brasileiros que produziam direto e difundiam encantamento, principalmente Cabral e Drummond. “Valia a pena morar no Brasil vendo aquele movimento editorial nos anos sessenta!”, dizia Manoel ao amigo músico em recente conversa, pois o amigo, mesmo músico, é da literatura, especialmente da poesia, e das artes plásticas, terreno em que produziu curiosas descobertas, como a pintura com cimento. “Pois agora tu me bateste no coração com a obra impressionante desse admirável Gilberto Nable!”, comenta com júbilo nosso herói ante a cara feliz do amigo. Enter.
E é sobre o amigo que Manoel pensa ao ler a primeira quadra do poema V do Mago: “Pouco importa o que digam.../ Mas como foste traído!/Com manha, ciúme e intriga/ Foram urdindo teu exílio.” Manoel até pensa consigo que esses versos são mesmo dirigidos, embora considere que “manha, ciúme e exílio”, no caso, seja pouco: valeria nisso um “ódio mortal doentio”, mas isso fica de fora destas luminosas linhas. E o poema avança: “Como se não os abrigasses,/ não um só, mas vários exílios,/ e desconhecesses a inveja/ e as mãos secas da usura”. E Manoel exulta, e um “Puta que pariu!” lhe escapa entre língua, dentes e lábios oclusivos surdos ao prosseguir na leitura do poema: “Mas ouso rir de vós, filisteus,/ratos-de-barrigas-brancas,/ tomando café com leite, de cuecas,/ contando cédulas, títulos e moedas”. E sob o impacto dos significados e da disposição musical de palavras, Manoel detecta a curiosa presença de rimas toantes: rimam as palavras ingênuos, cordeiro e dinheiro, rimam com filisteus, depois rimam cuecas com moedas, e lá vai Manoel viajando feliz nesse achado de nome Gilberto Nable. “Que felicidade poder expressar-se tão profunda e claramente!”, reflete nosso sensível ibero, e avança no desfecho lapidar do poema, que mija nos classemédias de merda: “É irrisório, sim, vosso patrimônio/ Vosso juntar de pedras feito lagostins/ Vossas cadelinhas, academias e soníferos/ Vossa piscina térmica com cascatas!”. Rolando os olhos a sua volta, Manoel considera a estupidez assumida da vizinhança porca e doentia que persegue por pura inveja – e por aflorar o ódio por se saberem medíocres e obtusos – o amigo músico, homem com a alegria simples dos eleitos da Musa, diletos de Santa Cecília, protegidos de Euterpe, sempre sob as graças de Eufrosina, Aglaê e Talia... e como poderiam ratazanas vestidas e cínicas enxergar tais valores? Vendo a plumagem do amigo, esses mulos zurram de despeito, sonham matar sua cor azul brilhante, babam de ódio vendo os olhos de Argos estampados na cauda aberta em leque quando o amigo simplesmente estuda sua guitarra e causa admiração em quem não se emporcalha nessa podridão! Enter final.
E fechemos: “Tem seu lado vegetal a morte./ No tecer de podres raízes,/ no modo como se conduz,/ ou como somos plantados” . E Manoel se deslumbra: “Chega por agora, meu novo amigo Gilberto Nable! Minha turma lá na Ibéria saberá de ti!”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 581 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 107 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
De repente o amigo músico de Manoel presenteou seu faixa lusitano com dois livros de um poeta de Aiuruoca, linda cidade do Sul de Minas já no limite da Zona da Mata. Dessa área saiu também o poeta magnífico Dantas Mota, ídolo deste novo e já muito amadurecido vate aiuruoquense. Trata-se de Gilberto Nable, aliás médico, aliás pessoa de profunda sensibilidade e inteligência. Pois foi Manoel abrir o primeiro dos dois livros e arregalar os olhos: “O que é isto???”, perguntou-se logo nosso herói ao deparar com o estro do bardo para ele um estreante. Ele dava de cara com o livro O Mago sem Pombos. Manoel abrira no terceiro poema, e a paulada cantou logo em sua fecunda cuca: “Desconsolado feito mago sem pombos/ a quem ninguém deu uma lição de calma/ procuro, ainda entre livros, alma e alento”. Em estrofe adiante Manoel leva outra lambada: “Mas outros rumos não pretendi de mim,/ avesso, seco, muitas vezes cansado,/ aparentado a becos, auroras, botequins”. Estes belíssimos versos, que fizeram Manoel parar considerando admirado sonoridade e teor, estão também na contracapa do livro, uma bela edição da 7Letras, editora carioca. Enter.
“O que foi feito da poesia não só no Brasil, mas mesmo em Portugal?”, considera Manoel ainda sob o impacto da poesia de O Mago sem Pombos. Politizado na marra, tendo lido até comunistas como
Trotsky e Lênin (Marx ele deixou pra lá, passou apenas os olhos no Manifesto, e aquilo não fechou com nada para ele), informado também pela experiência da vida, mas desde há 20 anos conhecedor da VERDADE através de obras ocultas a que poucos têm acesso em meio à azáfama destes tempos estúpidos, Manoel encontrou nas páginas do Mago uma revivificação de suas emoções da juventude no que topava com as obras de poetas brasileiros que produziam direto e difundiam encantamento, principalmente Cabral e Drummond. “Valia a pena morar no Brasil vendo aquele movimento editorial nos anos sessenta!”, dizia Manoel ao amigo músico em recente conversa, pois o amigo, mesmo músico, é da literatura, especialmente da poesia, e das artes plásticas, terreno em que produziu curiosas descobertas, como a pintura com cimento. “Pois agora tu me bateste no coração com a obra impressionante desse admirável Gilberto Nable!”, comenta com júbilo nosso herói ante a cara feliz do amigo. Enter.
E é sobre o amigo que Manoel pensa ao ler a primeira quadra do poema V do Mago: “Pouco importa o que digam.../ Mas como foste traído!/Com manha, ciúme e intriga/ Foram urdindo teu exílio.” Manoel até pensa consigo que esses versos são mesmo dirigidos, embora considere que “manha, ciúme e exílio”, no caso, seja pouco: valeria nisso um “ódio mortal doentio”, mas isso fica de fora destas luminosas linhas. E o poema avança: “Como se não os abrigasses,/ não um só, mas vários exílios,/ e desconhecesses a inveja/ e as mãos secas da usura”. E Manoel exulta, e um “Puta que pariu!” lhe escapa entre língua, dentes e lábios oclusivos surdos ao prosseguir na leitura do poema: “Mas ouso rir de vós, filisteus,/ratos-de-barrigas-brancas,/ tomando café com leite, de cuecas,/ contando cédulas, títulos e moedas”. E sob o impacto dos significados e da disposição musical de palavras, Manoel detecta a curiosa presença de rimas toantes: rimam as palavras ingênuos, cordeiro e dinheiro, rimam com filisteus, depois rimam cuecas com moedas, e lá vai Manoel viajando feliz nesse achado de nome Gilberto Nable. “Que felicidade poder expressar-se tão profunda e claramente!”, reflete nosso sensível ibero, e avança no desfecho lapidar do poema, que mija nos classemédias de merda: “É irrisório, sim, vosso patrimônio/ Vosso juntar de pedras feito lagostins/ Vossas cadelinhas, academias e soníferos/ Vossa piscina térmica com cascatas!”. Rolando os olhos a sua volta, Manoel considera a estupidez assumida da vizinhança porca e doentia que persegue por pura inveja – e por aflorar o ódio por se saberem medíocres e obtusos – o amigo músico, homem com a alegria simples dos eleitos da Musa, diletos de Santa Cecília, protegidos de Euterpe, sempre sob as graças de Eufrosina, Aglaê e Talia... e como poderiam ratazanas vestidas e cínicas enxergar tais valores? Vendo a plumagem do amigo, esses mulos zurram de despeito, sonham matar sua cor azul brilhante, babam de ódio vendo os olhos de Argos estampados na cauda aberta em leque quando o amigo simplesmente estuda sua guitarra e causa admiração em quem não se emporcalha nessa podridão! Enter final.
E fechemos: “Tem seu lado vegetal a morte./ No tecer de podres raízes,/ no modo como se conduz,/ ou como somos plantados” . E Manoel se deslumbra: “Chega por agora, meu novo amigo Gilberto Nable! Minha turma lá na Ibéria saberá de ti!”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 581 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 107 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Manoel reverencia Nando Fiúza
Frederico Mendonça de Oliveira
“Quem está vivo pra morrer não custa!”, disparava a avó de Manoel, Virgínia, por sinal uma lusitana que educou seus filhos na base da porrada grossa e dos ditados populares correntes na Ibéria. “Pra morrer basta estar vivo!”, dizia também a senhora em outras ocasiões, mas também em que o cheiro cavernoso das vestes da Indesejável e o entrever do gadanho letal ocorriam causando arrepios quando da passagem de alguém conhecido para o beleléu. Manoel ouvia tais frases fatais com o respeito de quem ouve uma sentença sobre o infalível, mas a força da vida sempre vibrou mais forte nele, e tais falas, embora lhe calando fundo, logo saíam de sua mente dando lugar ao brilho da chama alegre do existir simplesmente, de prosseguir, de amar, de sentir a gratidão pela existência que Deus concede aos Seus. Enter.
Pois eis que desta vez Manoel levou um pesado golpe no peito. Foi duro saber, embora este espectro já rondasse a vida de muitos há mais de 40 anos: o artista plástico, artista gráfico, fotógrafo e pensador Fernando Fiúza, anjo que iluminou nosso espaço artístico e cultural desde priscas eras neste lugar brasilis, afinal cedeu ao gadanho da Inimiga, à tesoura de Átropos, e eis que cruzou o Aqueronte, deixando-nos neste chão a cada dia mais árido, mais desfalcados de corações benignos. Manoel olha condoído para o céu, sabendo que numa próxima ida a BH não estará mais com seu amigo querido, bravo resistente pela causa da beleza e da vida, artista de fina têmpera que produziu profusa e lindamente até seu aceno de despedida a este mundo. Enter.
Manoel conheceu Nando Fiúza quando seu amigo músico ralava muito sofridamente o couro em Belo Horizonte em 87. O amigo tentava se reestruturar profissionalmente naqueles já então corrompidos tempos, em que o ar não apresentava mais a transparência de tempos outros e em que já se entrevia no cenário da vida um sombreamento estranho, um desbotar esquisito de coisas e fatos, um já indisfarçável odor de tetrametilenodiamina, sinal da existência de carniça. Mas o amigo lutava duro, e tinha com ele a mão de apoio de Mônica Sartori, anjo que Manoel admirava em silêncio prenhe de admiração. O amigo músico se esfolava numa busca de consolidação de um rumo nas artes plásticas, e Manoel via com alguma dúvida a possibilidade de aquilo vingar. A turma de BH recebia o cara muito bem, a Mônica era uma desdobrada e atenta madrinha, mas todos ficavam na expectativa de ver o cara voltar a empunhar sua guitarra lendária, e muitos até pensavam: “Quero é ouvir aquela música forte e pungente, isso é que é o cara!”. E eis que nessa batalha encarniçada contra o infortúnio aparece em cena o angelical Nando Fiúza, com aquela beleza de entidade pertencente às legiões do bem Quando Nando ouviu o som do amigo no disco solo, disco aliás que virou cult, arrepiou-se todo, e se converteu imediatamente ao trabalho do cara. E logo começaram a produzir juntos, e foi uma deslanchada bonita, que acabou em shows musicais que deixaram marcas indeléveis, unindo o amigo ao Nando para sempre. Nando fazia os cartazes com sua arte fina, fotografava com sensibilidade especial o amigo, acabou que ficaram irmãos inseparáveis nesta vida. Manoel, em suas constantes idas às Alterosas, coabitava esse conúbio de artistas febris em sua tarefa de busca, integrava os papos, as excursões pelas ruas contemplando a arquitetura art décco abundante na cidade, as idas a galerias e vernissages, as chopadas na noite belorizontina – e isso o ligou também profunda e fortemente ao adorável Nando Fiúza. Enter.
Manoel se grilava ao ver, naquelas noitadas, que Nando apresentava roxidão nos lábios e dedos quando a madrugada avançava. Um amigo comum, aliás médico e poeta de estro ardente, Gilberto Nable, um dia deu o serviço: Nando sofria de cardiopatia congênita, e os sinais eram aquela roxidão, as unhas de “vidro de relógio” e os dedos em formato de baquetas de tambor. Aflorado isso, Manoel logo percebeu que todos estavam ligados, e que todos viviam com o Nando aproveitando tempo, dias, horas, minutos que se apresentavam como dádiva de convívio com aquele homem que todos sabiam condenado. Isso rolava em 1987. E todos em silêncio pediam que Nando não se fosse logo, que ficasse mais, que resistisse, mas era chover no molhado: Nando amava tão apaixonadamente viver que, milagre!, reunia forças de enfrentamento da anomalia de forma cientificamente inexplicável. E lá ia Lachesis enrolando o fio da vida de Nando, e Átropos de tesoura na mão ficava sem entender por que o fio não lhe chegava logo à mordida fatal das suas lâminas. Talvez isso ocorresse porque Juno, que sofrera o golpe da morte de Argos, o gigante de cem olhos e que nunca dormia – olhos que ela botou no rabo do pavão em homenagem ao aliado cruelmente morto por Júpiter –, sentisse por Nando, semideus apóstolo do amor e da beleza, uma ternura especial, e com isso afastasse da tesoura da Parca da Morte o fio da vida dele. Enter final.
Pois Nando resistiu por mais de 40 anos, coisa inexplicável para caretas. Só Manoel e o amigo desfrutaram do viver encantado de Nando por belos 32 anos! E eis que em 2003 Manoel presenciou um belo reencontro de Nando com o amigo no Bar do DCE, e na ocasião Nando, que integrava como co-produtor o certame de que o amigo participava, deu a ele, com carinho efusivo, o livro Retratos da Música, em que uma das fotos era do amigo, e revelava o artista plástico, não o músico. A dedicatória, que Nando produziu em segundos, é outra obra de arte anexada ao livro. Depois disso, alguns encontros cheios de entusiasmo e encantamento, até que veio de lá para este infecto Arraial das Bagas a dura notícia. Nando se fora. E Manoel e o amigo, aturando a coisa quietos aqui, mal podiam emitir palavras: as lágrimas de ambos desciam, diante dos olhares consternados de Maria e da mulher do amigo, como pequenos cristais líquidos de uma alegria convertida em dor. E o peito de ambos doía em constrição pesada, e pronto: Deus chamara Nando Fiúza para Si. E Manoel disse para o amigo e para as duas amadas, falando sorrindo e vertendo lágrimas: “Só sei que quando nós chegarmos lá o Nando nos receberá bem na entrada, com aquele sorriso sempre encantado!” E viva Santo Expedito! Oremos. Bye...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 574 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 100 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
Ei, Cassiano: entre em contato conosco - frederah@oi.com.br
Postado por Frederico Mendonça de Oliveira - Fredera
“Quem está vivo pra morrer não custa!”, disparava a avó de Manoel, Virgínia, por sinal uma lusitana que educou seus filhos na base da porrada grossa e dos ditados populares correntes na Ibéria. “Pra morrer basta estar vivo!”, dizia também a senhora em outras ocasiões, mas também em que o cheiro cavernoso das vestes da Indesejável e o entrever do gadanho letal ocorriam causando arrepios quando da passagem de alguém conhecido para o beleléu. Manoel ouvia tais frases fatais com o respeito de quem ouve uma sentença sobre o infalível, mas a força da vida sempre vibrou mais forte nele, e tais falas, embora lhe calando fundo, logo saíam de sua mente dando lugar ao brilho da chama alegre do existir simplesmente, de prosseguir, de amar, de sentir a gratidão pela existência que Deus concede aos Seus. Enter.
Pois eis que desta vez Manoel levou um pesado golpe no peito. Foi duro saber, embora este espectro já rondasse a vida de muitos há mais de 40 anos: o artista plástico, artista gráfico, fotógrafo e pensador Fernando Fiúza, anjo que iluminou nosso espaço artístico e cultural desde priscas eras neste lugar brasilis, afinal cedeu ao gadanho da Inimiga, à tesoura de Átropos, e eis que cruzou o Aqueronte, deixando-nos neste chão a cada dia mais árido, mais desfalcados de corações benignos. Manoel olha condoído para o céu, sabendo que numa próxima ida a BH não estará mais com seu amigo querido, bravo resistente pela causa da beleza e da vida, artista de fina têmpera que produziu profusa e lindamente até seu aceno de despedida a este mundo. Enter.
Manoel conheceu Nando Fiúza quando seu amigo músico ralava muito sofridamente o couro em Belo Horizonte em 87. O amigo tentava se reestruturar profissionalmente naqueles já então corrompidos tempos, em que o ar não apresentava mais a transparência de tempos outros e em que já se entrevia no cenário da vida um sombreamento estranho, um desbotar esquisito de coisas e fatos, um já indisfarçável odor de tetrametilenodiamina, sinal da existência de carniça. Mas o amigo lutava duro, e tinha com ele a mão de apoio de Mônica Sartori, anjo que Manoel admirava em silêncio prenhe de admiração. O amigo músico se esfolava numa busca de consolidação de um rumo nas artes plásticas, e Manoel via com alguma dúvida a possibilidade de aquilo vingar. A turma de BH recebia o cara muito bem, a Mônica era uma desdobrada e atenta madrinha, mas todos ficavam na expectativa de ver o cara voltar a empunhar sua guitarra lendária, e muitos até pensavam: “Quero é ouvir aquela música forte e pungente, isso é que é o cara!”. E eis que nessa batalha encarniçada contra o infortúnio aparece em cena o angelical Nando Fiúza, com aquela beleza de entidade pertencente às legiões do bem Quando Nando ouviu o som do amigo no disco solo, disco aliás que virou cult, arrepiou-se todo, e se converteu imediatamente ao trabalho do cara. E logo começaram a produzir juntos, e foi uma deslanchada bonita, que acabou em shows musicais que deixaram marcas indeléveis, unindo o amigo ao Nando para sempre. Nando fazia os cartazes com sua arte fina, fotografava com sensibilidade especial o amigo, acabou que ficaram irmãos inseparáveis nesta vida. Manoel, em suas constantes idas às Alterosas, coabitava esse conúbio de artistas febris em sua tarefa de busca, integrava os papos, as excursões pelas ruas contemplando a arquitetura art décco abundante na cidade, as idas a galerias e vernissages, as chopadas na noite belorizontina – e isso o ligou também profunda e fortemente ao adorável Nando Fiúza. Enter.
Manoel se grilava ao ver, naquelas noitadas, que Nando apresentava roxidão nos lábios e dedos quando a madrugada avançava. Um amigo comum, aliás médico e poeta de estro ardente, Gilberto Nable, um dia deu o serviço: Nando sofria de cardiopatia congênita, e os sinais eram aquela roxidão, as unhas de “vidro de relógio” e os dedos em formato de baquetas de tambor. Aflorado isso, Manoel logo percebeu que todos estavam ligados, e que todos viviam com o Nando aproveitando tempo, dias, horas, minutos que se apresentavam como dádiva de convívio com aquele homem que todos sabiam condenado. Isso rolava em 1987. E todos em silêncio pediam que Nando não se fosse logo, que ficasse mais, que resistisse, mas era chover no molhado: Nando amava tão apaixonadamente viver que, milagre!, reunia forças de enfrentamento da anomalia de forma cientificamente inexplicável. E lá ia Lachesis enrolando o fio da vida de Nando, e Átropos de tesoura na mão ficava sem entender por que o fio não lhe chegava logo à mordida fatal das suas lâminas. Talvez isso ocorresse porque Juno, que sofrera o golpe da morte de Argos, o gigante de cem olhos e que nunca dormia – olhos que ela botou no rabo do pavão em homenagem ao aliado cruelmente morto por Júpiter –, sentisse por Nando, semideus apóstolo do amor e da beleza, uma ternura especial, e com isso afastasse da tesoura da Parca da Morte o fio da vida dele. Enter final.
Pois Nando resistiu por mais de 40 anos, coisa inexplicável para caretas. Só Manoel e o amigo desfrutaram do viver encantado de Nando por belos 32 anos! E eis que em 2003 Manoel presenciou um belo reencontro de Nando com o amigo no Bar do DCE, e na ocasião Nando, que integrava como co-produtor o certame de que o amigo participava, deu a ele, com carinho efusivo, o livro Retratos da Música, em que uma das fotos era do amigo, e revelava o artista plástico, não o músico. A dedicatória, que Nando produziu em segundos, é outra obra de arte anexada ao livro. Depois disso, alguns encontros cheios de entusiasmo e encantamento, até que veio de lá para este infecto Arraial das Bagas a dura notícia. Nando se fora. E Manoel e o amigo, aturando a coisa quietos aqui, mal podiam emitir palavras: as lágrimas de ambos desciam, diante dos olhares consternados de Maria e da mulher do amigo, como pequenos cristais líquidos de uma alegria convertida em dor. E o peito de ambos doía em constrição pesada, e pronto: Deus chamara Nando Fiúza para Si. E Manoel disse para o amigo e para as duas amadas, falando sorrindo e vertendo lágrimas: “Só sei que quando nós chegarmos lá o Nando nos receberá bem na entrada, com aquele sorriso sempre encantado!” E viva Santo Expedito! Oremos. Bye...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 574 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 100 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Manoel e o drama de seu amigo músico
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel se espanta diante do que seu amigo músico enfrenta. É um verdadeiro calvário, um enredo de vida capaz de inspirar um filme pungente e inesquecível. O mais inacreditável nisso é a completa indiferença do amigo para com a adversidade, as traições e perseguições que ele sofre, o completo descaso com que é tratado no arraial, o ódio que certos arraialeiros deformados e invejosos lhe devotam religiosamente, sem contar o vexame a que é submetido pelos filhos da ex-mulher, uma criatura viciada na deformidade de caráter, aliás traço de toda a família dessa infeliz. Sabendo o que vai no coração do amigo - a bondade, o amor ao trabalho e à pesquisa ininterrupta nas áreas da arte e da cultura, o aprofundamento no estudo da política, a devoção para com a lucidez e a ética, a paixão pela música em todos os sentidos, a intransigência para com a putrefação imposta às instituições em geral - tudo faz deste homem um verdadeiro herói da resistência, e um espírito realmente heróico não se preocupa com reconhecimento: apenas cumpre com seu dever de não vacilar na vigilância dos cânones sagrados da vida para não se deixar entorpecer jamais sob a enxurrada de merda a que todos somos submetidos diuturnamente. Enter.
Defecando e deambulando para esse inferno que o cerca e tenta submetê-lo ininterruptamente, o amigo de Manoel mostra uma fibra de titã e não se preocupa senão com tocar suas tarefas. E ultimamente estourou um escândalo envolvendo um inimigo desse amigo-irmão: um músico de meia tigela – que “se consagrou” neste país desgraçado através de astúcias e penetrações frutos de manipulações em meios corrompidos e cooptação de imbecis aboletados na máquina na música e do poder –, colega (do tipo daqueles que temos de tapar o nariz quando lidando com o tipo) de 40 anos atrás, na verdade um baita capadócio que mais se assemelha a um verdureiro ou a um vendedor de quinquilharias, deformou fatos envolvendo o nome do amigo. Já falamos disso aqui. Mas o importante são os desdobramentos aparentemente insignificantes disso, mas que revelam na verdade o grau de imundície desse arraial e dessa família que parece mais um bando de sicários e malfeitores disfarçados em seres comuns. E que desdobramentos seriam esses? Enter.
“O pior deles é o fato de os filhos de meu amigo IGNORAREM SOLENEMENTE o que fazem de perversidade explícita contra o pai. E vale revelar que sou testemunha das violências e perseguição cruel e odiosa que o pai sofreu nestes 25 anos de Arraial das Bagas, enquanto se sacrificou duramente pelos mesmos filhos que hoje continuam a lhe cuspir na cara!”, vocifera indignado Manoel, vendo esse espetáculo de desumanidade movido contra um homem "que é uma lenda dentro e fora do Brasil e cujo nome acende felicidade e encantamento em todos os rostos dos que sabem o que é música de verdade!!" Pois em conversa com o amigo dia desses Manoel ouviu dele uma colocação que lhe causou espanto e uma curiosa alegria: “Querido, se sou reconhecido na Holanda, hoje foco do mais importante jazz no planeta; se sou reconhecido nos mais brabos meios musicais norte-americanos e europeus; se meu disco é procurado no mundo inteiro como algo absolutamente ímpar realizado no campo da música instrumental brasileira; se o ‘maestro do século XX’, Gil Evans, me considerou ‘padrão de composição contemporânea brasileira’, como é que você vai querer que eu seja tratado aqui nestas montanhas? E se sou reconhecido em locais onde reina a lucidez e o culto à beleza, como posso vir a ser reconhecido aqui nestas montanhas bárbaras?”, e Manoel parou para pensar na curiosa dialética enfrentada por este amigo interessado apenas em prosseguir estudando e estudando, fazendo de sua vida uma busca quase febril de aperfeiçoamento, e contando para isso unicamente com o amor e o reconhecimento de sua linda mulher e de alguns raros amigos locais e de muitos amigos Brasil e mundo afora. Enter final.
E Manoel, encantado com a resistência lúcida do amigo, discursa animado para sua linda Maria: “Mefistófeles, Baphomet e Belfegor mais Belzebu e Babalon lutam para desviar os caminhos de meu amigo e destruí-lo, mas o amor dele pelo Cristo é de tal forma sólido e transparente que, mesmo sendo os demônios o que sabemos que são, não ganham uma dele, somente lhe dão um trabalho do cacete! E ele usa isso para crescer mais e mais, firme no leme de sua embarcação que singra mares revoltos a caminho de uma real conquista nesta existência. E, se os filhos a quem ele devotou 25 anos de devoção profunda renunciando a si próprio para viver a crueza torpe desse arraial hoje estão a serviço do ‘outro lado’ (e Manoel se benze discretamente), o amigo entrega tudo a Deus lembrando, em conversa comigo e com Maria, Mateus 13, a parábola do semeador e seu significado oculto para os infiéis. Puta merda, que cara mais gentil, Maria querida!!!” E o que mais espanta Manoel é que quando gente como Sá e Guarabyra, Marcinho Borges, Lô Borges, Nelsinho Angelo, Belchior, Gilberto Gil e outros vêm ao arraial fazer show, sempre têm palavras sinceras e ardentes de elogio e homenagens para o amigo, que fica lá quieto no seu canto e ainda permite que um filho que o desrespeita há anos esteja a seu lado para que recaiam também sobre ele as honras concedidas ao pai... E viva Santo Expedito! Oremos. Até pra semana, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 567 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 93 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
Ei, Cassiano: entre em contato conosco - frederah@oi.com.br
Manoel se espanta diante do que seu amigo músico enfrenta. É um verdadeiro calvário, um enredo de vida capaz de inspirar um filme pungente e inesquecível. O mais inacreditável nisso é a completa indiferença do amigo para com a adversidade, as traições e perseguições que ele sofre, o completo descaso com que é tratado no arraial, o ódio que certos arraialeiros deformados e invejosos lhe devotam religiosamente, sem contar o vexame a que é submetido pelos filhos da ex-mulher, uma criatura viciada na deformidade de caráter, aliás traço de toda a família dessa infeliz. Sabendo o que vai no coração do amigo - a bondade, o amor ao trabalho e à pesquisa ininterrupta nas áreas da arte e da cultura, o aprofundamento no estudo da política, a devoção para com a lucidez e a ética, a paixão pela música em todos os sentidos, a intransigência para com a putrefação imposta às instituições em geral - tudo faz deste homem um verdadeiro herói da resistência, e um espírito realmente heróico não se preocupa com reconhecimento: apenas cumpre com seu dever de não vacilar na vigilância dos cânones sagrados da vida para não se deixar entorpecer jamais sob a enxurrada de merda a que todos somos submetidos diuturnamente. Enter.
Defecando e deambulando para esse inferno que o cerca e tenta submetê-lo ininterruptamente, o amigo de Manoel mostra uma fibra de titã e não se preocupa senão com tocar suas tarefas. E ultimamente estourou um escândalo envolvendo um inimigo desse amigo-irmão: um músico de meia tigela – que “se consagrou” neste país desgraçado através de astúcias e penetrações frutos de manipulações em meios corrompidos e cooptação de imbecis aboletados na máquina na música e do poder –, colega (do tipo daqueles que temos de tapar o nariz quando lidando com o tipo) de 40 anos atrás, na verdade um baita capadócio que mais se assemelha a um verdureiro ou a um vendedor de quinquilharias, deformou fatos envolvendo o nome do amigo. Já falamos disso aqui. Mas o importante são os desdobramentos aparentemente insignificantes disso, mas que revelam na verdade o grau de imundície desse arraial e dessa família que parece mais um bando de sicários e malfeitores disfarçados em seres comuns. E que desdobramentos seriam esses? Enter.
“O pior deles é o fato de os filhos de meu amigo IGNORAREM SOLENEMENTE o que fazem de perversidade explícita contra o pai. E vale revelar que sou testemunha das violências e perseguição cruel e odiosa que o pai sofreu nestes 25 anos de Arraial das Bagas, enquanto se sacrificou duramente pelos mesmos filhos que hoje continuam a lhe cuspir na cara!”, vocifera indignado Manoel, vendo esse espetáculo de desumanidade movido contra um homem "que é uma lenda dentro e fora do Brasil e cujo nome acende felicidade e encantamento em todos os rostos dos que sabem o que é música de verdade!!" Pois em conversa com o amigo dia desses Manoel ouviu dele uma colocação que lhe causou espanto e uma curiosa alegria: “Querido, se sou reconhecido na Holanda, hoje foco do mais importante jazz no planeta; se sou reconhecido nos mais brabos meios musicais norte-americanos e europeus; se meu disco é procurado no mundo inteiro como algo absolutamente ímpar realizado no campo da música instrumental brasileira; se o ‘maestro do século XX’, Gil Evans, me considerou ‘padrão de composição contemporânea brasileira’, como é que você vai querer que eu seja tratado aqui nestas montanhas? E se sou reconhecido em locais onde reina a lucidez e o culto à beleza, como posso vir a ser reconhecido aqui nestas montanhas bárbaras?”, e Manoel parou para pensar na curiosa dialética enfrentada por este amigo interessado apenas em prosseguir estudando e estudando, fazendo de sua vida uma busca quase febril de aperfeiçoamento, e contando para isso unicamente com o amor e o reconhecimento de sua linda mulher e de alguns raros amigos locais e de muitos amigos Brasil e mundo afora. Enter final.
E Manoel, encantado com a resistência lúcida do amigo, discursa animado para sua linda Maria: “Mefistófeles, Baphomet e Belfegor mais Belzebu e Babalon lutam para desviar os caminhos de meu amigo e destruí-lo, mas o amor dele pelo Cristo é de tal forma sólido e transparente que, mesmo sendo os demônios o que sabemos que são, não ganham uma dele, somente lhe dão um trabalho do cacete! E ele usa isso para crescer mais e mais, firme no leme de sua embarcação que singra mares revoltos a caminho de uma real conquista nesta existência. E, se os filhos a quem ele devotou 25 anos de devoção profunda renunciando a si próprio para viver a crueza torpe desse arraial hoje estão a serviço do ‘outro lado’ (e Manoel se benze discretamente), o amigo entrega tudo a Deus lembrando, em conversa comigo e com Maria, Mateus 13, a parábola do semeador e seu significado oculto para os infiéis. Puta merda, que cara mais gentil, Maria querida!!!” E o que mais espanta Manoel é que quando gente como Sá e Guarabyra, Marcinho Borges, Lô Borges, Nelsinho Angelo, Belchior, Gilberto Gil e outros vêm ao arraial fazer show, sempre têm palavras sinceras e ardentes de elogio e homenagens para o amigo, que fica lá quieto no seu canto e ainda permite que um filho que o desrespeita há anos esteja a seu lado para que recaiam também sobre ele as honras concedidas ao pai... E viva Santo Expedito! Oremos. Até pra semana, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 567 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 93 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Manoel, Lula e a aliança entre Jesus e Judas
Frederico Mendonça de Oliveira
“Se Jesus tivesse que governar o Brasil, teria de fazer coalizão com Judas”, dejetou verbalmente o indivíduo que ocupa, sob os auspícios dos globalizadores, a cadeira presidencial no Brasil, que de há muito parece mais é um vaso sanitário. Típico de uma refinada besta, o comentário. O secretário da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, replicou, com sonora bofetada, que “Jesus não faz aliança com fariseus”, dando um chegapralá nesse ridículo histrião que só abre o bico pra ingerir birita caríssima ou para estrumar os diálogos com falas excrementícias. Isso diz respeito à aliança PT/PMDB, com isso ficando explicada a blindagem fornecida pelo governo federal a outro ser abjeto que deveria estar a ferros de longa data, José Sarney, sarna mortífera para o Brasil. E, porque esse Lula abissal e farisaico faz aliança com gente de sua laia, ele acha que o Brasil levaria, para ser governável, Jesus a fazer aliança com Judas. Comparação de maluquete e/ou etilizado. Enter.
Segundo Dom Dimas, “fariseu é quem aparenta ser uma coisa por fora mas é o oposto por dentro”. Pois aí está o fariseu Lula diante de todos os brasileiros decentes: durante 25 anos esse gaiato bancou o político sério e empunhou a bandeira da legalidade e da decência na política, mas só até alcançar a presidência. Envergada a tão vilipendiada faixa, mostrou ser tão desprezível, traidor e corrupto como os seus antecessores, especialmente o verminoso FHC, maior desgraça em nossa tristíssima história. E acabou que isso lembrou outro episódio podre de nossa história recente: aquele em que três tetéias petistas da mídia tupiniquim expressaram suas “opiniões”, deixando o maluquete, então candidato à reeleição, numa saia justa – coisa que nem de longe o preocupa: abandonou o compromisso com a decência e a moralidade (os globalizadores dizem ser isso um vício negativo em política) desde que subiu a rampa do planalto. E isso merece ser resenhado, porque mostrou a bunda dessa macacada a todos os seres que não se vendem, nem mesmo se estiverem comendo merda grossa. Enter.
Pois também entre os engravatados corruptos a fala bateu mal. "A declaração de Lula é uma ofensa grave aos aliados", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). "Quem é Jesus? Ele? Não é demais ele se comparar a Cristo?", eis o que a Folha, o JB Online e o Estadão (há mais de 80 dias sob censura) publicaram sobre mais essa gafe do engraçadinho, que continua muito feliz com mamar a presidência e que faz de governar “efte paíf” apenas boiar sobre a farra da corrupção e dizer lorotas e grosserias pra cima e pra baixo. E mais gente cuspiu marimbondo. Saiu no Estadão que “O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) teceu críticas em seu perfil no Twitter às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista publicada nesta quinta-feira ao jornal 'Folha de S.Paulo'. De acordo com o parlamentar, ‘o presidente disse que, no Brasil, Jesus faria acordo com Judas. Jesus poderia perdoar Judas; fazer acordo, jamais’”. E disse mais: “‘Quando os políticos dizem que na política Jesus faz acordo com Judas, eles acham que os eleitores são todos Pilatos’, ironizou o senador. Ele também ressaltou que ‘quando o presidente da República diz que na política Jesus faz acordo com Judas, ele esta dizendo para os jovens idealistas se afastarem da política’”.E, prosseguindo com suas tiradas boçais e mesmo sujas, o gaiato saiu-se com mais essa: "A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo". Pode-se querer cinismo assumido maior que isso? Enter final.
Todos – ou quase todos – devem se lembrar das declarações daqueles três globais, Paulo Betti, José de Abreu e o pianeiro petista Wagner Tiso, que acha que o mundo deve se curvar a seu talento de carregação e a sua beleza de apolo de sirigaitas desmioladas. O Paulo Betti – ou o José de Abreu, não muda nada ser um ou outro – boquejou que “para fazer política tem que meter a mão na merda”. Bonito: mostra que é um peralvilho com carência de compreensão mínima da realidade. Ele esqueceu de um adjunto adverbial de lugar: “no Brasil”; mas isso não muda sua obtusidade, porque ele falou como se isso isentasse os corruptos de seus delitos. O tal de José de Abreu disse algo semelhante, mas isso não se escreve, é outra fala de mico de circo de Rede Globo. Já a fala do galã da música instrumental brasileira fajuta, Wagner Tiso, que o letrista Geraldinho Carneiro associa a “magnetismo” (talvez o dos olhos da cobra verde...), foi agressiva e boçal: ao lhe perguntarem sobre o que acha da crise da ética no PT, ele trombeteou bombástica e estupidamente: “Não estou preocupado com a ética do PT nem com qualquer tipo de ética: o que importa é o jogo do poder”. Brucutu, o troglodita trazido à época moderna pela máquina do tempo do doutor Papanatas, aliás criação do cartunista Vincent T. Hamlin, pasmaria ante esta fala de bugre. Wagner e Brucutu até têm alguma semelhança no aspecto, mas Brucutu era ética em pessoa. Pois Wagner confirma em seu site que ética pra ele é merda: sobre o Som Imaginário, grupo que integrou, declara em tom de auto bajulação que o grupo foi ele, o resto apenas o cercava. Além de mentira deslavada, suja, trata-se de um desrespeito ignóbil para com os outros músicos e demonstração de deformidade total de caráter. Chega até a falsear o nome do amigo de Manoel, alterando-o para descaracterizá-lo. “Este sujeito e a ética realmente são linhas paralelas e distantes uma da outra um ano luz!”, rosna Manoel, depois de passar os olhos enojados pelo site: “Aula cabal de cabotinismo!”. E Manoel prepara mais uma abordagem de tamanha safadeza. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 560 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 83 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
“Se Jesus tivesse que governar o Brasil, teria de fazer coalizão com Judas”, dejetou verbalmente o indivíduo que ocupa, sob os auspícios dos globalizadores, a cadeira presidencial no Brasil, que de há muito parece mais é um vaso sanitário. Típico de uma refinada besta, o comentário. O secretário da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, replicou, com sonora bofetada, que “Jesus não faz aliança com fariseus”, dando um chegapralá nesse ridículo histrião que só abre o bico pra ingerir birita caríssima ou para estrumar os diálogos com falas excrementícias. Isso diz respeito à aliança PT/PMDB, com isso ficando explicada a blindagem fornecida pelo governo federal a outro ser abjeto que deveria estar a ferros de longa data, José Sarney, sarna mortífera para o Brasil. E, porque esse Lula abissal e farisaico faz aliança com gente de sua laia, ele acha que o Brasil levaria, para ser governável, Jesus a fazer aliança com Judas. Comparação de maluquete e/ou etilizado. Enter.
Segundo Dom Dimas, “fariseu é quem aparenta ser uma coisa por fora mas é o oposto por dentro”. Pois aí está o fariseu Lula diante de todos os brasileiros decentes: durante 25 anos esse gaiato bancou o político sério e empunhou a bandeira da legalidade e da decência na política, mas só até alcançar a presidência. Envergada a tão vilipendiada faixa, mostrou ser tão desprezível, traidor e corrupto como os seus antecessores, especialmente o verminoso FHC, maior desgraça em nossa tristíssima história. E acabou que isso lembrou outro episódio podre de nossa história recente: aquele em que três tetéias petistas da mídia tupiniquim expressaram suas “opiniões”, deixando o maluquete, então candidato à reeleição, numa saia justa – coisa que nem de longe o preocupa: abandonou o compromisso com a decência e a moralidade (os globalizadores dizem ser isso um vício negativo em política) desde que subiu a rampa do planalto. E isso merece ser resenhado, porque mostrou a bunda dessa macacada a todos os seres que não se vendem, nem mesmo se estiverem comendo merda grossa. Enter.
Pois também entre os engravatados corruptos a fala bateu mal. "A declaração de Lula é uma ofensa grave aos aliados", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). "Quem é Jesus? Ele? Não é demais ele se comparar a Cristo?", eis o que a Folha, o JB Online e o Estadão (há mais de 80 dias sob censura) publicaram sobre mais essa gafe do engraçadinho, que continua muito feliz com mamar a presidência e que faz de governar “efte paíf” apenas boiar sobre a farra da corrupção e dizer lorotas e grosserias pra cima e pra baixo. E mais gente cuspiu marimbondo. Saiu no Estadão que “O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) teceu críticas em seu perfil no Twitter às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista publicada nesta quinta-feira ao jornal 'Folha de S.Paulo'. De acordo com o parlamentar, ‘o presidente disse que, no Brasil, Jesus faria acordo com Judas. Jesus poderia perdoar Judas; fazer acordo, jamais’”. E disse mais: “‘Quando os políticos dizem que na política Jesus faz acordo com Judas, eles acham que os eleitores são todos Pilatos’, ironizou o senador. Ele também ressaltou que ‘quando o presidente da República diz que na política Jesus faz acordo com Judas, ele esta dizendo para os jovens idealistas se afastarem da política’”.E, prosseguindo com suas tiradas boçais e mesmo sujas, o gaiato saiu-se com mais essa: "A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo". Pode-se querer cinismo assumido maior que isso? Enter final.
Todos – ou quase todos – devem se lembrar das declarações daqueles três globais, Paulo Betti, José de Abreu e o pianeiro petista Wagner Tiso, que acha que o mundo deve se curvar a seu talento de carregação e a sua beleza de apolo de sirigaitas desmioladas. O Paulo Betti – ou o José de Abreu, não muda nada ser um ou outro – boquejou que “para fazer política tem que meter a mão na merda”. Bonito: mostra que é um peralvilho com carência de compreensão mínima da realidade. Ele esqueceu de um adjunto adverbial de lugar: “no Brasil”; mas isso não muda sua obtusidade, porque ele falou como se isso isentasse os corruptos de seus delitos. O tal de José de Abreu disse algo semelhante, mas isso não se escreve, é outra fala de mico de circo de Rede Globo. Já a fala do galã da música instrumental brasileira fajuta, Wagner Tiso, que o letrista Geraldinho Carneiro associa a “magnetismo” (talvez o dos olhos da cobra verde...), foi agressiva e boçal: ao lhe perguntarem sobre o que acha da crise da ética no PT, ele trombeteou bombástica e estupidamente: “Não estou preocupado com a ética do PT nem com qualquer tipo de ética: o que importa é o jogo do poder”. Brucutu, o troglodita trazido à época moderna pela máquina do tempo do doutor Papanatas, aliás criação do cartunista Vincent T. Hamlin, pasmaria ante esta fala de bugre. Wagner e Brucutu até têm alguma semelhança no aspecto, mas Brucutu era ética em pessoa. Pois Wagner confirma em seu site que ética pra ele é merda: sobre o Som Imaginário, grupo que integrou, declara em tom de auto bajulação que o grupo foi ele, o resto apenas o cercava. Além de mentira deslavada, suja, trata-se de um desrespeito ignóbil para com os outros músicos e demonstração de deformidade total de caráter. Chega até a falsear o nome do amigo de Manoel, alterando-o para descaracterizá-lo. “Este sujeito e a ética realmente são linhas paralelas e distantes uma da outra um ano luz!”, rosna Manoel, depois de passar os olhos enojados pelo site: “Aula cabal de cabotinismo!”. E Manoel prepara mais uma abordagem de tamanha safadeza. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 560 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 83 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Manoel e o aniversário do Arraial das Bagas
Frederico Mendonça de Oliveira
O Arraial das Bagas, onde reside Manoel há exatos 25 anos e dois dias, fica nas montanhas do Sul de Minas e hoje é exemplo de corrupção institucional em todas as instâncias de poder e degenerescência social e humana. Mas a panguazada vive normal, até festeja aniversário, como em qualquer outro arraial ou como fazem todas as criaturas neste planeta nunca tão ao feitio de planeta dos macacos. Pois mesmo distante dos “festejos” e apenas tendo deles impressões de passagem em horas de intervalo de funções e porque recebendo depoimentos de amigos devidamente acachapado com o que viram, Manoel resolveu dar aqui seu relato sobre essa patacoada mais semelhante a coisas do outros mundos, que só iniciados sacam. Enter.
Passando pela praça da Matriz exatamente às 21h de quarta-feira, portanto minutos antes de se apresentar o galã brega Fábio Júnior, já nos perigalhos e sem nada de verdadeiramente atraente nesses dias de tira-gosto para o começo do Apocalipse, Manoel viu de perto cenas dos abismos. A praça estava lotada de seres que pareciam saídos de cavernas e covis, palrando um idioma dantesco aliás aludindo a caganifâncias quase insondáveis. “Dava medo ver aquelas criaturas!”, disse nosso herói ao amigo músico também exilado nas Bagas. “A impressão que davam é que poderiam atacar-nos por estranhar nossa vibração tão diversa!...”. Pois muito bem. Manoel escafedeu-se cosido às paredes em meio à noite carregada de tragicidade em sua escuridão enigmática e carregada de um negrume ameaçador. Foi tomar um chopete no único endereço que ele de leve frequenta no arraial; um só chopete, e logo tomaria o busa para voltar à companhia de sua amada Maria no aconchego do lar que respira cultura, arte e amor. Enter.
No dia seguinte aconteceria a “parada” pela manhã, e Manoel até ouviu sinais dela vindos lá do centro. Pois eis que lhe ligou um amigo e deu notícias de várias coisas relacionadas aos “festejos”. Esse amigo é um tipo de pessoa meio pra santo, simples, músico – toca viola de sinfônica – e que São Pedro não deve ter pressa de receber lá em cima, pois já o conhece de sobejo. O amigo então relatou o que viu no show do sessentão Fábio Jr. e da “parada” de aniversário. Falou também do que ocorreu no primeiro show de um cantor gospel para o poviléu. O tipo atende por Régis Danese. E a estupefação se manifestou, mesmo que estando nosso herói mais que calejado com a teratologia que assola a aldeia irreversivelmente degenerada. A isso. Enter.
O cantor gospel, que já comprou até fazenda por conta do primeiro sucesso que emplacou em âmbito “nacional” – como nacional, se não somos mação, mas colônia dos EUA e do Império? –, teria produzido um milagre em seu “show”: um tipo em cadeira de rodas se teria levantado e andado, segundo foi “testemunhado” pela gentuça presente. Manoel consigo pensou: “Esse cara deve acompanhar a equipe do show do cantor e ganhar um cachezinho pra que se realize o milagre”. Pois muito bem: o cara cantou rapidinho e se esgueirou fora, com o gordo cachê no bolso. Já quanto a Fábio Jr, o galã brega que abiscoita a rebarba do Robertão (Carlos), soube-se que cantou durante 25 minutos, deu “Boa noite, Bagas!” e azulou como um risco. Na verdade, segundo relatos, nem cantou: ele e seus músicos fizeram mímica apoiados por um BG (fundo musical gravado) e “sartaram” fora, também com a bolada do bolso. Manoel não teve notícias sobre a reação da macacada, que talvez esperasse uma linda performance desse ídolo de fãs com faces enrugadas... Mas o mais chapante ficou por conta do desfile de aniversário do arraial, e isso merece um enter. Pois que seja. Enter.
O amigo de Manoel relatou que o desfile foi um vexame, um espetáculo de mediocridade, sem energia, sem liga, sem nada: um fracasso como evento. Entre outras coisas, desfilou um carro “alegórico” do centro de ensino musical, aliás enxovalhado por ter o nome de uma criatura absolutamente indigna de qualquer merecimento: teria sido, segundo soube Manoel, um tremendo flagelo para quem “estudou” piano com ela, uma criatura de gestos aparentados aos de rinocerontes ou coisa por aí. Pois ocorreu de rolar uma caminhonete com instrumentos, um baterista batucando lá e o diretor posando de não se sabe que significado. Não que isso esteja errado, mas não foi absolutamente entendido do público o que aquilo pretendia, porque a produção do desfile, segundo voz geral, foi de uma pobreza jamais vista no arraial. Enter.
Bem, depois de saber de ter rolado “milagre”, de ter rolado show de 25 minutos de Fábio Jr. e de desfile completamente frio e sem qualquer entusiasmo ou fundamento, já que o populismo do atual governo acaba que não funciona junto à população, cética em relação a política ou poderes públicos em qualquer dimensão, Manoel soube que o prefeito, em discurso longo para um público bovinizado em que se misturavam infiltrados estrategicamente membros do Executivo, citou a pessoa cujo nome foi dado ao centro musical comparando o que ele “entende” por talento musical dela ao gênio de Villa Lobos. A comparação bateu como petardo de canhonaço no meio musical do arraial, e Manoel pôde ouvir as críticas das pessoas ligadas a música, e todos concordavam em que trata-se de estado de demência instalada no Executivo. Enter final.
E nosso herói passou o resto do feriado churrasqueando feliz com sua amada, embora de coração doído pelo que andam fazendo, com seus tão queridos gatos, monstros da vizinhança. O último sumiu há uma semana, e dói na casa a ausência daquelas maravilhas que tanto alegram nosso herói e que tanto se identificam com a linda Maria, tão apaixonada e ligada a eles. Agora é tentar outros bichanos, e nosso herói e sua amada poderão pelo menos conviver com novo felino enquanto ele for filhote e puder ser mantido dentro dos muros da casa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 553 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
O Arraial das Bagas, onde reside Manoel há exatos 25 anos e dois dias, fica nas montanhas do Sul de Minas e hoje é exemplo de corrupção institucional em todas as instâncias de poder e degenerescência social e humana. Mas a panguazada vive normal, até festeja aniversário, como em qualquer outro arraial ou como fazem todas as criaturas neste planeta nunca tão ao feitio de planeta dos macacos. Pois mesmo distante dos “festejos” e apenas tendo deles impressões de passagem em horas de intervalo de funções e porque recebendo depoimentos de amigos devidamente acachapado com o que viram, Manoel resolveu dar aqui seu relato sobre essa patacoada mais semelhante a coisas do outros mundos, que só iniciados sacam. Enter.
Passando pela praça da Matriz exatamente às 21h de quarta-feira, portanto minutos antes de se apresentar o galã brega Fábio Júnior, já nos perigalhos e sem nada de verdadeiramente atraente nesses dias de tira-gosto para o começo do Apocalipse, Manoel viu de perto cenas dos abismos. A praça estava lotada de seres que pareciam saídos de cavernas e covis, palrando um idioma dantesco aliás aludindo a caganifâncias quase insondáveis. “Dava medo ver aquelas criaturas!”, disse nosso herói ao amigo músico também exilado nas Bagas. “A impressão que davam é que poderiam atacar-nos por estranhar nossa vibração tão diversa!...”. Pois muito bem. Manoel escafedeu-se cosido às paredes em meio à noite carregada de tragicidade em sua escuridão enigmática e carregada de um negrume ameaçador. Foi tomar um chopete no único endereço que ele de leve frequenta no arraial; um só chopete, e logo tomaria o busa para voltar à companhia de sua amada Maria no aconchego do lar que respira cultura, arte e amor. Enter.
No dia seguinte aconteceria a “parada” pela manhã, e Manoel até ouviu sinais dela vindos lá do centro. Pois eis que lhe ligou um amigo e deu notícias de várias coisas relacionadas aos “festejos”. Esse amigo é um tipo de pessoa meio pra santo, simples, músico – toca viola de sinfônica – e que São Pedro não deve ter pressa de receber lá em cima, pois já o conhece de sobejo. O amigo então relatou o que viu no show do sessentão Fábio Jr. e da “parada” de aniversário. Falou também do que ocorreu no primeiro show de um cantor gospel para o poviléu. O tipo atende por Régis Danese. E a estupefação se manifestou, mesmo que estando nosso herói mais que calejado com a teratologia que assola a aldeia irreversivelmente degenerada. A isso. Enter.
O cantor gospel, que já comprou até fazenda por conta do primeiro sucesso que emplacou em âmbito “nacional” – como nacional, se não somos mação, mas colônia dos EUA e do Império? –, teria produzido um milagre em seu “show”: um tipo em cadeira de rodas se teria levantado e andado, segundo foi “testemunhado” pela gentuça presente. Manoel consigo pensou: “Esse cara deve acompanhar a equipe do show do cantor e ganhar um cachezinho pra que se realize o milagre”. Pois muito bem: o cara cantou rapidinho e se esgueirou fora, com o gordo cachê no bolso. Já quanto a Fábio Jr, o galã brega que abiscoita a rebarba do Robertão (Carlos), soube-se que cantou durante 25 minutos, deu “Boa noite, Bagas!” e azulou como um risco. Na verdade, segundo relatos, nem cantou: ele e seus músicos fizeram mímica apoiados por um BG (fundo musical gravado) e “sartaram” fora, também com a bolada do bolso. Manoel não teve notícias sobre a reação da macacada, que talvez esperasse uma linda performance desse ídolo de fãs com faces enrugadas... Mas o mais chapante ficou por conta do desfile de aniversário do arraial, e isso merece um enter. Pois que seja. Enter.
O amigo de Manoel relatou que o desfile foi um vexame, um espetáculo de mediocridade, sem energia, sem liga, sem nada: um fracasso como evento. Entre outras coisas, desfilou um carro “alegórico” do centro de ensino musical, aliás enxovalhado por ter o nome de uma criatura absolutamente indigna de qualquer merecimento: teria sido, segundo soube Manoel, um tremendo flagelo para quem “estudou” piano com ela, uma criatura de gestos aparentados aos de rinocerontes ou coisa por aí. Pois ocorreu de rolar uma caminhonete com instrumentos, um baterista batucando lá e o diretor posando de não se sabe que significado. Não que isso esteja errado, mas não foi absolutamente entendido do público o que aquilo pretendia, porque a produção do desfile, segundo voz geral, foi de uma pobreza jamais vista no arraial. Enter.
Bem, depois de saber de ter rolado “milagre”, de ter rolado show de 25 minutos de Fábio Jr. e de desfile completamente frio e sem qualquer entusiasmo ou fundamento, já que o populismo do atual governo acaba que não funciona junto à população, cética em relação a política ou poderes públicos em qualquer dimensão, Manoel soube que o prefeito, em discurso longo para um público bovinizado em que se misturavam infiltrados estrategicamente membros do Executivo, citou a pessoa cujo nome foi dado ao centro musical comparando o que ele “entende” por talento musical dela ao gênio de Villa Lobos. A comparação bateu como petardo de canhonaço no meio musical do arraial, e Manoel pôde ouvir as críticas das pessoas ligadas a música, e todos concordavam em que trata-se de estado de demência instalada no Executivo. Enter final.
E nosso herói passou o resto do feriado churrasqueando feliz com sua amada, embora de coração doído pelo que andam fazendo, com seus tão queridos gatos, monstros da vizinhança. O último sumiu há uma semana, e dói na casa a ausência daquelas maravilhas que tanto alegram nosso herói e que tanto se identificam com a linda Maria, tão apaixonada e ligada a eles. Agora é tentar outros bichanos, e nosso herói e sua amada poderão pelo menos conviver com novo felino enquanto ele for filhote e puder ser mantido dentro dos muros da casa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 553 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Manoel e a bestialidade da censura
Frederico Mendonça de Oliveira
“Muito significativo isso de censurar quem denuncia crimes imundos praticados por autoridades!”, conjetura Manoel vendo que a censura contra o jornal Estado de São Paulo prossegue cínica e covardemente imposta pelo Judiciário há 70 dias, torpeza injudiciosamente praticada nas fuças dos brasileiros. O “presidente” Lula fica na dele, dizendo que “isso é assunto do Judiciário”, como se tal instância de poder não integrasse o edifício nacional. “Seria uma instituição estanque?”, indaga-se Manoel, para quem a censura poderia até existir no caso de coibir monstruosidades como produção de canções com letras visivelmente perniciosas para a infância ou quaisquer produções visivelmente deseducativas e atentatórias à evolução social. “Se podemos coibir através de nossas glândulas a ação de invasores prejudiciais a nossa saúde, a censura poderia agir do mesmo jeito em se tratando, por exemplo, de coisas como a asquerosa dança da garrafa e de outras teratologias como a pornografia desenfreada na TV aberta e na internet. E tudo leva a crer que a censura ao Estado de São Paulo prossiga, mesmo com a tentativa de intercessão de órgãos internacionais condenando a intervenção: “Sem obter resposta oficial da primeira carta enviada no dia 10 agosto, a Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF), entidades máximas da imprensa mundial, pediram novamente 'ação' do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre a censura ao Estado, que completa hoje 69 dias.” E até abrem o bico em condenação: "’Estamos preocupados porque, dois meses após a primeira decisão judicial, a censura se mantém’, anota o texto assinado pelos presidentes da WAN, Gavin O"Reilly, e da WEF, Xavier Vidal-Folch” Enter.
“Estão mesmo preocupados, ó pás? Então vejam o caso de meu amigo aqui no Arraial das Bagas!”, ruge discretamente Manoel, que sofre com uma situação criminosa entalada em sua goela desde fins de 2006. Ele se refere à censura covarde e criminosa imposta a seu amigo, que denunciou crimes praticados por autoridades dos três poderes no arraial. O amigo e sua mulher não aceitaram a realização de uma obra ilegal ao lado da casa deles, e soltaram a denúncia na imprensa. Diante disso, o autor intelectual do crime meteu dois processos imundos, um penal e um cível
contra cada um. Uma brabaridade: os penais eram por calúnia, coisa que não houve, pois só foram denunciados fatos comprovados por farta documentação; os cíveis não passaram de tentativa suja de usurpação, alegando danos morais infligidos ao autor pelo fato de ter havido “calúnia”. Uma verdadeira monstruosidade. E o amigo ainda sofreu censura, estando proibido de mencionar o nome do autor do crime nos meios de comunicação – “mordaça torpe, sórdida, covarde!”, vocifera intimamente Manoel, profundamente enojado com tanta violência escrota, com tanta pústula emporcalhando os poderes do arraial – sob pena de multa de R$ 10 mil/dia e prisão por desobediência à ordem de não falar. “Isso são homens??”, pergunta-se Manoel diante de tanta perversão. Enter.
E já lá se vão mais de 546 dias desde que um juizeco do arraial baixou a liminar covarde e cabalmente demonstrativa da miséria do caráter de humanóides que hoje infestam o Judiciário em TODAS AS INSTÂNCIAS DESSE PODER!, desde a mais alta até o mais insignificante forunzinho de aldeota. A opinião pública é ciente de tudo, mas impotente diante dessa ditadura monstruosa, em que o “juiz entende assim ou assado”, estabelecendo um subjetivismo inaceitável na prática da magistratura. De há muito Manoel ouve falar da intocabilidade e da deformidade de caráter de muitos juízes, hoje agindo como opressores cruéis, ávidos, irresponsáveis e arrogantes. Sem contar serem regiamente pagos pelos impostos que esmagam os cidadãos... Podem dar voz de prisão a qualquer cidadão, seja um pobre mortal, seja um ministro de Estado, e ninguém lhes pode fazer o mesmo, estabelecendo uma distorção de valores inaceitável, pois privilegia imoralmente uma casta de seres que têm, como todos, merda dentro das tripas! Mas hoje está inaceitável a intangibilidade desses seres. Dostoyevski comenta isso: “O melhor dos homens pode, com o hábito, transformar-se num animal feroz. O sangue e o poder embriagam, engendram a brutalidade e a perversão”, disse o gênio eslavo. Enter.
E Manoel ainda pensa no escritor russo quando se recorda de outra fala dele na tristíssima obra A Casa dos Mortos: “Daí o perigo de um idêntico despotismo contagiar a sociedade. Uma sociedade que se afaz a tais conjunturas já está corroída até o âmago”. E assim se dá com o amigo de Manoel, monstruosamente perseguido também por uma vizinhança porca, quase toda ela curvada aos poderosos safados, glamurosos por serem detentores de poder no arraial, principalmente o deformado e repulsivo autor intelectual do crime denunciado pelo amigo. Enter final.
“É o fim!”, considera Manoel contemplando enojado tão horrenda paisagem. “Agora só tsunamis, terremotos e outras desgraças salvarão este planeta corrompido pelo ódio dos globalizadores, que aliás estão por trás de toda essa tragédia que enfrentamos. O diabo detém o cetro do poder sobre o mundo: Baphomet comanda o despedaçamento final. Que Deus livre os bem aventurados desse horror que já é uma realidade irreversível”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 546 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ CONDENADA EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
“Muito significativo isso de censurar quem denuncia crimes imundos praticados por autoridades!”, conjetura Manoel vendo que a censura contra o jornal Estado de São Paulo prossegue cínica e covardemente imposta pelo Judiciário há 70 dias, torpeza injudiciosamente praticada nas fuças dos brasileiros. O “presidente” Lula fica na dele, dizendo que “isso é assunto do Judiciário”, como se tal instância de poder não integrasse o edifício nacional. “Seria uma instituição estanque?”, indaga-se Manoel, para quem a censura poderia até existir no caso de coibir monstruosidades como produção de canções com letras visivelmente perniciosas para a infância ou quaisquer produções visivelmente deseducativas e atentatórias à evolução social. “Se podemos coibir através de nossas glândulas a ação de invasores prejudiciais a nossa saúde, a censura poderia agir do mesmo jeito em se tratando, por exemplo, de coisas como a asquerosa dança da garrafa e de outras teratologias como a pornografia desenfreada na TV aberta e na internet. E tudo leva a crer que a censura ao Estado de São Paulo prossiga, mesmo com a tentativa de intercessão de órgãos internacionais condenando a intervenção: “Sem obter resposta oficial da primeira carta enviada no dia 10 agosto, a Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF), entidades máximas da imprensa mundial, pediram novamente 'ação' do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre a censura ao Estado, que completa hoje 69 dias.” E até abrem o bico em condenação: "’Estamos preocupados porque, dois meses após a primeira decisão judicial, a censura se mantém’, anota o texto assinado pelos presidentes da WAN, Gavin O"Reilly, e da WEF, Xavier Vidal-Folch” Enter.
“Estão mesmo preocupados, ó pás? Então vejam o caso de meu amigo aqui no Arraial das Bagas!”, ruge discretamente Manoel, que sofre com uma situação criminosa entalada em sua goela desde fins de 2006. Ele se refere à censura covarde e criminosa imposta a seu amigo, que denunciou crimes praticados por autoridades dos três poderes no arraial. O amigo e sua mulher não aceitaram a realização de uma obra ilegal ao lado da casa deles, e soltaram a denúncia na imprensa. Diante disso, o autor intelectual do crime meteu dois processos imundos, um penal e um cível
contra cada um. Uma brabaridade: os penais eram por calúnia, coisa que não houve, pois só foram denunciados fatos comprovados por farta documentação; os cíveis não passaram de tentativa suja de usurpação, alegando danos morais infligidos ao autor pelo fato de ter havido “calúnia”. Uma verdadeira monstruosidade. E o amigo ainda sofreu censura, estando proibido de mencionar o nome do autor do crime nos meios de comunicação – “mordaça torpe, sórdida, covarde!”, vocifera intimamente Manoel, profundamente enojado com tanta violência escrota, com tanta pústula emporcalhando os poderes do arraial – sob pena de multa de R$ 10 mil/dia e prisão por desobediência à ordem de não falar. “Isso são homens??”, pergunta-se Manoel diante de tanta perversão. Enter.
E já lá se vão mais de 546 dias desde que um juizeco do arraial baixou a liminar covarde e cabalmente demonstrativa da miséria do caráter de humanóides que hoje infestam o Judiciário em TODAS AS INSTÂNCIAS DESSE PODER!, desde a mais alta até o mais insignificante forunzinho de aldeota. A opinião pública é ciente de tudo, mas impotente diante dessa ditadura monstruosa, em que o “juiz entende assim ou assado”, estabelecendo um subjetivismo inaceitável na prática da magistratura. De há muito Manoel ouve falar da intocabilidade e da deformidade de caráter de muitos juízes, hoje agindo como opressores cruéis, ávidos, irresponsáveis e arrogantes. Sem contar serem regiamente pagos pelos impostos que esmagam os cidadãos... Podem dar voz de prisão a qualquer cidadão, seja um pobre mortal, seja um ministro de Estado, e ninguém lhes pode fazer o mesmo, estabelecendo uma distorção de valores inaceitável, pois privilegia imoralmente uma casta de seres que têm, como todos, merda dentro das tripas! Mas hoje está inaceitável a intangibilidade desses seres. Dostoyevski comenta isso: “O melhor dos homens pode, com o hábito, transformar-se num animal feroz. O sangue e o poder embriagam, engendram a brutalidade e a perversão”, disse o gênio eslavo. Enter.
E Manoel ainda pensa no escritor russo quando se recorda de outra fala dele na tristíssima obra A Casa dos Mortos: “Daí o perigo de um idêntico despotismo contagiar a sociedade. Uma sociedade que se afaz a tais conjunturas já está corroída até o âmago”. E assim se dá com o amigo de Manoel, monstruosamente perseguido também por uma vizinhança porca, quase toda ela curvada aos poderosos safados, glamurosos por serem detentores de poder no arraial, principalmente o deformado e repulsivo autor intelectual do crime denunciado pelo amigo. Enter final.
“É o fim!”, considera Manoel contemplando enojado tão horrenda paisagem. “Agora só tsunamis, terremotos e outras desgraças salvarão este planeta corrompido pelo ódio dos globalizadores, que aliás estão por trás de toda essa tragédia que enfrentamos. O diabo detém o cetro do poder sobre o mundo: Baphomet comanda o despedaçamento final. Que Deus livre os bem aventurados desse horror que já é uma realidade irreversível”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 546 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ CONDENADA EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
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