quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Saiu gato no Haiti, mas ele continua aqui

Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera

Causa tamanho engulho tomar conhecimento do que andam fazendo os sudras aboletados no poder que cheguei a meter um gato no título da coluna da semana passada. Saiu “O Hiti é aqui”. O impacto que sofremos ao tomar conhecimento das “medidas” que SEMPRE, SEMPRE nos lesam e desgraçam sordidamente leva a pequenos escorregões técnicos, coisa como omitir uma letrinha num texto. Antes assim: pior é se escorregássemos, por mínimo que fosse, no plano moral, coisa que essa corja de degenerados embicheirados em Brasília e na rede de “poder” nem mais sonha o que possa ser. “Moral?? Ora, isso é coisa pra zé povo que vive iludido com andar direitinho pra ir pro céu – que os pobres diabos que nos sustentam acreditam que exista...”, devem comentar entre si os Zedirceus, Marcosvalérios, Guidomantegas, Zegenoínos, Waldomirodinizes, todos aí nadando de braçada garantidos até pelo poder Judiciário – especialmente quando protegidos pela ação vil e criminosa de um Nelsonjobim –, que hoje fornece mil saídas para um white neckband thief não ter de enfrentar as conseqüências de sua ação como saqueador do erário. Enter.
Quando aquele militar deputado Bolsonaro falou, ainda na década de 90, que FHC deveria ser fuzilado, foi tachado de maluco, louco de pedra ou, para a grande imprensa prostituidora “manter a linha editorial” – vejam só! –, “polêmico”. Realmente, injuriado com tanta ação maligna abertamente desfechada contra o País e o povo – a Folha não usa a palavra “povo”, vá a pobre macacada trabalhadora saber por quê... –, Bolsonaro exagerou. FHC tinha de enfrentar uma perpétua. Fuzilado seria se estivéssemos em tempo de guerra, como consta no código do Superior Tribunal Militar. Mas não estamos em guerra. Não mesmo?? Ah, não, contra outro país, não. Não mesmo?? Se alguém parar pra pensar, estamos sim!! Mas aceitemos os valores que os invasores querem: estamos “apenas” em guerra civil... A pena seria prisão perpétua, por crime de lesa-pátria. E que crime foi esse? Revelamos, já que o Brisêu nunca é informado pela imunda imprensa que nos emporcalha a vida: FHC, Celso Láfer e Ronaldo Sardenberg (com coisas dessas, pra que enfrentarmos outro país? O trio já representa país inimigo...) doaram a Base de Alcântara aos yankees, e isso é enquadrado, na Justiça Militar, como crime de lesa-pátria, ficando quem o pratica sujeito a fuzilamento, se em tempo de guerra, ou prisão perpétua, se em tempo de paz. Em outra ocasião relato essa sordidez, esse crime praticado pelo cínico e calhorda traidor FHC e seus comparsas, já que Láfer e Sardenberg não eram propriamente subalternos do traidor abjeto, eram funcionários diretos dos amos dele. Quanta escatologia!... Enter.
Bem, vale lembrar o porquê do gato. É que no apagar das luzes de 2007, tendo sido revogada a CPMF, imposto com que financiávamos as “necessidades” da grande quadrilha que nos expropria criminosamente, um dos porta-vozes da horda governista informou que não haveria aumento de impostos para compensar a eliminação do imposto imoral e covarde. Pois entra 2008, e o ET Guido Mantega, no que vimos a “compensação” através de outro golpe na carga tributária sobre nós para que os white neckband thiefs não perdessem seus privilégios, vem a público, cínica e deslavadamente, revelar que eles falaram que não haveria aumento de carga tributária compensatória, mas isso era em 2007. Em 2008, a história já é outra. E tchau. Com essa cusparada de catarro verde nas fuças, o povão trabalhador fica ainda mais convencido de estar chegando a hora de este país terminal morrer de vez ou de haver uma convulsão apocalíptica ou um armagedon que reverta o marasmo mantido há décadas através da ação da TV, especialissimamente da Globo. E a macacada anda acordando em relação ao explícito aliás escandaloso e escancarado fato de que o governo de fato é a Globo e quejandos, é ainda a imprensa em geral, pois o Brasil não despencaria no abismo em que despencou não fosse a ação verdadeiramente devastadora de instrumento invasor e contracultural e intervencionista que é a TV desde 1964 contra todos nós. Enter.
O que se almeja desde sempre, seja PT ou PSDB, seja a Igreja Católica ou a IURD, seja o comunismo ou o capitalismo, o que se almeja desde sempre é o poder. E poder implica, desde sempre, em violência, implica em o direito residir na força, estando esta força mascarada na lei. Não adianta espernear nem chorar sob o cobertor: enquanto as forças cósmicas não inverterem esse quadro, limpando a Terra da ação dos Conquistadores que tudo degeneram para que se viabilize para eles o dia do golpe de Estado internacional, de que a globalização é a última etapa preparatória, já era, meninos. O horror avança, e Lula não é mais nem menos que Bush ou qualquer governante títere dos que avançam contra a soberania dos povos: todos cumprem a planilha que vem do poder discricionário avassalador. Somente Chávez, Fidel, Evo Morales, Armadinejad (o som é esse, aportuguesado) e outros resistentes aturam o enfrentamento contra essa força maligna implacável. Enter final.
E para que essa força diabólica, amplamente descrita no Antigo Testamento, se faça real e praticamente operante, é necessário que somente traidores subservientes estejam no poder em seus países, a serviço delas. FHC foi o maior paradigma dessa traição vil, e não há na história do País verme mais imundo que o sociólogo da abominação, discípulo de Baphomet e Babalon, servo de Mefistófeles, par de Belphegor, o demônio cagão (quem associou FHC a Belphegor foi o Sebastião Nery, numa Tribuna na década passada). Concluímos nos posicionando junto ao Salvador, fiéis a Ele e negando veemente e irreversivelmente a ação dos cães globalizadores. O resto é com Deus, que nos quer livres e felizes. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O Hiti é aqui, gente!

Frederico Mendonça de Oliveira

O sujeito calhorda que ocupa a presidência da República já deixou de ser apenas um metalúrgico fajuto, um líder de partido que brandia a bandeira do decoro em meio à putaria que sucedeu o militarismo escroto ao longo de 20 anos, um sucedâneo para a orgia indecorosa senão putíssima que nos emporcalhou a vida na seqüência Sarney-Collor-FHC: esse cara de pau sem qualquer caráter, esse macunaíma garanhunense depois são-bernardense mas na verdade um pilantra de quatro costados sem origem e que navega ao sabor da imposição de um golpe irreversível no tão capaz e laborioso povo brasileiro precisava ser deposto a bofetões e encarcerado em masmorra nada especial, indo com ele para o xilindró também Sarney e FHC. Collor, pensando bem, é um nada. Esse cabra não tem nada de pernambucano, é apenas um ladrãozinho reles como qualquer parlamentar safado com quem ele faz acordos imundos pra se manter mamando e nadando de braçada na folia presidencial enquanto o zé-povo rala crescentemente comendo merda e o pão que o diabo amassou na surubada em que se transformou o poder constituído. Caetano e Gil acertaram: o Haiti é aqui. Enter.
Bem, o ministro da Cultura, parceiro de Caetano em diversas canções que desnudam o horror que vivemos, especialmente naquele rap genial Haiti, denuncia mas também mama, com a mesmíssima cara, hoje desfigurada parecendo um coco seco e de cabeleira rala e esparsa. Parece que anda se assemelhando a Babalon ou Baphomet. Agora deu pra sair na Mônica Bérgamo, aquela coisa de coluna fedendo a carniça. Gilberto Gil, com quem toquei durante todo o ano de 1974 num show em que os sucessos eram Maracatu Atômico e Xodó, aponta as cobras desde Aquele Abraço, mas sabe muito bem comer no mesmo cocho que elas. E o Brasil vive sonorizado a duplas ganibundas e sob toda sorte de misérias “musicais”, enquanto nosso bom – não tanto, não tanto – baiano desfila de ministro e deve possivelmente dispor de um cartão corporativo. Se não, me desculpe o compadre, erramos. Mas que ele deita e rola no fuá, mesmo que enxergando claramente a cor do sangue dos explorados, isso é fato. E a cultura no Brasil prossegue sob absoluto controle das multinacionais, e assim foi pro saco nossa identidade. Gil é inteligente e talentoso, mas perdeu a vergonha na cara. E ele sabe muito bem disso. Um guitarrista que me sucedeu no trabalho com ele falou curto e grosso: desde Parabolicamará o cara virou estrela e subiu pro andar de cima. Detalhe: ele não acrescenta mais porra nenhuma a nada: apenas colhe dividendos da indústria de extração que montou. Não é diferente com Chico, Caetano, Milton e caterva: todos enriqueceram à custa de detonar a cultura nacional com pactuar com as multinacionais da canção e do disco. Enter.
Grande merda! Hoje são um resto de um período sombrio regado a ilusão, quando a macacada acreditava que a canção salvaria o país. A macacada também achava que o retorno do poder civil, apoiado pela canção emepebê, salvaria esse penico em que estamos enfiados desde 1964. Mas os espertos entreviam que Simones, Wagner Tisos, Paulos Bettis e caterva, aboletados em palanques, davam o sinal de que algo ia muito mal. Aliás, cito o medíocre pianista mineiro não porque ele seja algo, mas porque é o exemplo vivo do embuste e da trapaça. Ele se acha digno de glorificação, quando não passa de um megalomaníaco descarado e um usurpador. Simone, essa é de doer: anteontem o rádio tocava enquanto eu trabalhava, e eu sofria com ouvir a desafinação doentia da maluca no que “entoava” Um Novo Tempo, aquela beleza do Ivan, que ela pisoteou com sua desafinação de gambá. Eu sofria mas não queria deixar o texto que elaborava, pra não perder o fio da meada e o calor: deixei que aquilo passasse para dar lugar a algo menos lúgubre e porco. Quanto a Paulo Betti, bem, coitado do Lamarca, representado por ele naquele filme ridículo. Lamarca foi gente, embora tenha cometido os erros que todos os que abraçaram o torpe bolchevismo cometeram de alguma forma. Essa turma toda apenas se adapta ao que ocorrer. Simone, cantora execrável como Betânia, chega a tentar não sair de cena gravando aquela versão rasteira de Noite Silenciosa, calcando no sotaque baiano fajuto no que pronuncia Noite feliz (é), transformando a linda canção em homenagem ao Salvador em algo do tamanho dela. É a velha história: precisa faturar... Enter final.
O governo de sudras comandado por Lula prossegue apodrecendo. Agora tenta até livrar a cara do demônio FHC. São todos discípulos de Mefistófeles. O Brasil não merece o Brasil que está aí. E o povo, ignorantizado e miserabilizado ao cúmulo, nada pode mais. A fantasia de um levante, de uma sublevação, isso é carochinha pura. Estamos morrendo à míngua, e isso não vai mudar. Vai tudo minguar, minguar, minguar, enquanto a macacada no andar de cima se esbalda na suruba com o dinheiro público. O diabo há de carregá-lo, mas a nós ele já vai carregando ou já carregou. Quero ver como é que vai ser nas próximas encarnações. “Bem aventurados os que sofrem”, disse o Cristo. A gente entende e abraça – mas a contragosto, que ninguém nasceu pra masoquismo. Agora, que os que desgraçam o povo e o país hão de pagar, disso ninguém duvide: “Quem com FERRO fere, com FERRO será ferido”. Deus não brinca. Veremos um dia a coisa feder. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a cervejada final, gente!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Carnaval 2008: a estupidez em festa

Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera


Quem pensa em Carnaval nestes dias de retrocesso histórico vertiginoso é no mínimo um pateta ou um desmiolado de quatro costados. Ou alguém que é mais para algo que para alguém mesmo. Os que hoje se interessam por Carnaval são algo classificável como os macacos sem rabo de que falou Ruy Castro em seu Tempestade de Ritmos, livro aliás imperdível por sua demonstração clara da decadência irreversível da arte popular a partir dos valores do século XX. Mas desde décadas até agora, neste já de todo descaracterizado tríduo momesco de 2008, ninguém ousou dizer ou alcançou entender o porquê desse fenômeno de esvaziamento da mais popular e unânime festa popular brasileira: alguns se regozijam com o refluxo do movimento que os incomodava outrora; outros ficam com cara de vaca perdida sem entender por que não ocorre mais o movimento de anos antes; outros apenas seguem bovinamente a procissão tocada pela mídia, querem ir à Marquês de Sapucaí para conviver o maior Carnaval do mundo, com aquele cacetérrimo desfile de escolas de samba todas iguais e com um samba que não muda do início ao fim, com raras exceções para inovações do Salgueiro ou do Império Serrano, se muito; outros esperam o Carnaval para faturar algum a mais, coisa hoje muitíssimo relativa; outros, para se beneficiar da possibilidade de praticar crimes em maior escala, aproveitando o auê geral - e por aí afora. Mas o pulo do gato para entender o porquê do refluxo da alegria social, isso ficou sem uma explicação lógica até agora. Então vamos a isso. Enter.
Primeiro, o Carnaval perdeu completamente seu sentido a partir do declínio da importância da igreja católica. Nos tempos que antecederam o neoliberalismo, mesmo que já sendo bombardeados pela TV, que ao longo de décadas veio estupidificando a população brasileiro de forma irreversível, o Carnaval estava inserido no e dependia do calendário católico, sendo o tríduo de folia consentida, que consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais, e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade para atitudes críticas e eróticas. Era a liberação para uma espécie de descarga de instintos animalescos reprimidos durante todo o ano pelo respeito aos ditames da Igreja. Se a macacada fazia às escondidas sempre tudo, no Carnaval era lícito manifestar, explicitar isso. Na quarta-feira o bicho pegava, e a tristeza invadia os corações que viveram três dias de liberação. Mas a volta à disciplina religiosa era fato, e a polícia prendia os eventuais blocos que tentavam sair na quarta-feira. Segundo, isso era ainda a cultura cristão-católica, era também cultura pura e simples, pelo fato de gerar atividades várias além da liberação de costumes: formou-se toda uma arte em torno da festa pagã, vindo isso desaguar no rico e variado universo do samba, da machinha de salão, das fantasias, até de uma literatura e uma poesia especiais, sem contar a abordagem da música popular não carnavalesca SOBRE o Carnaval – coisas, só pra citar duas delas, como Marcha da Quarta-Feira de Cinzas, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, ou A Felicidade, de Tom e Vinícius. E olhem que falo apenas de referências cariocas, sem bater ainda em carnavais outros, como o da Bahia, o de Pernambuco, o do Maranhão, etc. Portanto, até um boneco de Olinda entende que sem cultura e sem o fundamento cristão-católico o Carnaval perde sua essência e sua razão de ser. E os evangélicos, que se multiplicam como coelhos enquanto a Igreja de Paulo encolhe e não seguem o calendário cristão-católico, jogam sem querer a pá de cal no Carnaval. Enter.
E já que fomos estraçalhados em simplesmente TODOS os nossos valores, também o Carnaval foi estraçalhado. Até mesmo porque a patologia infernal da índole dos globalizadores promoveu, para desaculturar o Brasil quanto a costumes, o carnaval temporão, para que se consolide a lei do nada cultural que já se perpetua nas "mentes" dos objetos vestidos que vegetam no Brizêu neoliberalizado, a "festa pela festa", para pulverizar qualquer vestígio de uma cultura baseada nas festas em louvor a santos católicos – ou de outras religiões, como o candomblé. Nestes turvos dias que antecedem o despedaçamento final da civilização, a festa virou apenas promoção de encontros para troca de interesses de toda sorte, para libar por libar, para buscar cegamente o prazer, a coisa unicamente pela coisa. Enter final.
E como as ruas não são mais do povo, a quem apenas se permite que as entulhe sem rumo querendo comprar sem saber o quê – e para isso inventaram o R$ 0,99, depois R$ 1, 99 –, e como o sentido do social histórico e religioso está sepultado pela ditadura dos meios de comunicação, e como ao povo cabe apenas um sofrer sem sentido, sem objetivo, eis que tudo se acaba, inclusive a alegria carnavalesca, que hoje ainda resiste em redutos mesmo que deformada em profundidade, mas tudo se acaba, sim. E de forma patética, senão pífia ou ridícula. Parabéns ao globalizadores: eles sempre visaram destruir os povos, e conosco já conseguiram. Mostraram que são gente dos diabos. Aos diabos eles, pois. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Pickles
1 - O episódio do impedimento judicial do carro da Viradouro sobre o Holocausto mostrou o quão ignorante é a turma de hoje: o carnavalesco nem sabe o que pensa ou faz, tenta adular congêneres das vítimas do Holocausto, aliás hoje negado por Armadinejá e outras feras mundo afora – coisa que o carnavalesco ignora ou faz que nem está aí –, leva um impedimento pelas fuças e chora em público por ter perdido essa "oportunidade". Vá estudar História recente, cara!
2 – Esse negócio de mestiças de afrodescendentes com brancos sambando nuas em carros alegóricos já ficou mais corriqueiro e sem impacto que risco de o Corinthians cair pra segunda divisão. A falta de imaginação é a moeda corrente na anti cultura imposta pelos demônios globalizadores. E a plebe ignara chafurda nisso indefesa. Como será o fim do Brasil, hem? Ou já estamos nele e não nos tocamos? Parabéns, globalizadores! Vocês FAZEM mesmo!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ei, Aldo! Cadê você? E o Brasil?

Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera

Pois é. O Aldo Rebelo era líder do "governo" na Câmara, coisa assim, todos os dias mostrava o bigodão e o nariz torto na telinha, sempre se pronunciava e tal. Desde a eclosão do escândalo do mensalão foi saindo de fininho, entrou o tal do Chinaglia (diz-se Quinálhia, mas as capivaras vestidas preferem a pronúncia estúpida que é ler como está escrito) com aquela cara de raposa véia e, de repente,... que fim levou o Aldo? A impressão que dá é que ele saiu fora pra não sobrar titica pra cima dele, ou terá saído porque sacou que isso aí não tem mais jeito de forma nenhuma. Talvez tenha saído de fininho ou de grossinho porque percebeu que a língua portuguesa, pela preservação da qual andou se batendo, aliás dando a impressão de pregador no deserto, porque a contrapelo da Globo, está de há muito no brejo. Deve ter considerado que nada mais detém a marcha dos conquistadores do planeta, e que o Brasil não vai mais se manter país mesmo que bata uma consciência geral vinda do cosmo: estamos literalmente desarmados e com nossa consistência social cancerificada, sem contar que o esquema invisível – para as mentes obtusas, maioria esmagadora – de dominação é pra lá de eficiente, o que nos torna um organismo e um corpo social em estado terminal, um Estado agonizante, desenganado. Enter.
A corrupção deslavada e desenfreada não se deve, certamente, senão à "consciência" -- não seria melhor "convicção", menos ético? – generalizada entre os "parlamentares" de que não temos qualquer perspectiva de conserto, qualquer alternativa para o câncer que nos envolve quase que totalmente. Em Cuba, em 1974, a Clarice Blomquist me dizia: "Seu país está perdido: é o salve-se quem puder!". Então vemos os engravatados chafurdando na orgia miserável da locupletação e na suruba do poder e admitimos que o fazem porque já não existe para eles senão o "farinha pouca, meu pirão primeiro", agravado pelo "lei de murici, cada um trata de si". É o "salve-se quem puder", vaticínio de Clarice Blomquist e voz geral entre a cubanada. Que nos resta senão contemplar o desmoronamento, como no samba de Adoniran: "Pegamos todas' nossas coisas/ e fumos pro meio da rua/ apreciar a demolição"? Enter.
Então é isso. 'Tá. 'Tá mesmo? Será mesmo isso? Não tem remédio? E, voltando: o Aldo, cadê? Tirou o time? Virou as costas pro puteiro de que falou Cazuza? Ou botou o rabo entre as pernas e saiu de cena atemorizado com essa podridão que se explicita mas que não gera atitudes ou medidas saneadoras? Será que se mudou para os cantos do palco ou se refugiou nos bastidores, temeroso com o que explode no proscênio? Será que ele considerou que já amealhou o bastante e que o melhor é montar uma empresa de consultoria pra viver numa boa e a salvo de "merdas no ventilador" a torto e a direito? Possível. Vejam bem que um homem que teve a relevância que ele teve na primeira gestão petista e que vivia nas primeiras páginas da imprensa torpe dos jornalões e na telinha quase todo dia não pode desaparecer assim, sumir, azular, depois de tanto vender a imagem de bom mocismo e de alma limpa no meio daquele inferno... E pode ser que fosse mesmo intocável, impoluto, lídimo, ilibado, mesmo que misturado àquela vara e sujeito a comer do mesmo farelo dos que em torno dele se regalam fossando no dinheiro público e roncando e grunhindo, os bunodontes engravatados que assolam o Congresso desde Sarney, a partir do fatídico 1985. Na verdade, para observadores eventuais, desde Severino Cavalcante, paradigma do amoralismo e do primarismo político pragmático brasileiro contemporâneo, Aldo começou a se desmaterializar. Enter.
Já participei com ele de dois importantes encontros, lado a lado em mesas de debatedores e de palestrantes. A primeira vez em 1983, quando se reuniu em São Paulo toda a classe de instrumentistas para peitar o gângster Wilson Sândoli, que presidia a Ordem dos Músicos de São Paulo e o Sindicato dos Músicos também de São Paulo. Esse homem era e ainda é da máfia, e permanece ocupando os dois cargos lá. Eu e Aldo, mais o Almir Pazianotto, o Dalmo Dallari e outros dois esperamos em vão: o mafioso não compareceu. Óbvio. De outra, em 1997, estivemos lado a lado na mesa de palestra de encerramento da Semana Internacional de Direitos Humanos em Países Lusófonos – que falam o idioma de Camões. Depois da sessão, conversamos por uns minutos e cada um foi pro seu canto, mas ele me passou todos os seus endereços e pediu que o procurasse, coisa que não fiz até hoje, por estar em outras missões. Mas vou caçar o cara só pra saber que que houve, cadê ele. Não tenho nada a solicitar nem a propor, mas de repente fico a par de alguma... até porque sou blogueiro e preciso de material. E tem outra: o que ele faz eu entendo muito bem; ele, ao contrário, não pesca nada do que eu faço. De qualquer forma, me parece um cara bom e sério. Saberemos o que aconteceu com ele, pelo menos. Enter final.
A saída de cena do Aldo é mau sinal. Não é rato abandonando navio, é mais um dos bons que tira o time porque vai ficando tudo obsceno demais!... Quanto ao Brasil, navio que faz água em grande escala, só nos resta tentar sobreviver ao naufrágio. Não há o que inverta o que nos acomete. Destino dantesco esse nosso, submetidos a irresponsáveis álacres e a pulhas sem vergonha nas fuças, e vendo tudo o que sonhamos acabar nesse fracasso histórico simplesmente deprimente e irreversível. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Pickles
Inauguramos aqui esta seção em homenagem ao pessoal do antigo jornal O Pasquim. É uma seção de curtas sobre os fatos chocantes dos míseros dias que vivemos.
& - A CEMIG arrota ser a “melhor energia do país. Mentira criminosa: no sul de Minas tem picos e desligadas de energia simplesmente todo dia. Quedas de fase é a toda hora, queimando computadores a torto e a direito. Entra-se na justiça – rararará! – e já existe uma jurisprudência preparada: perdem-se as máquinas, tempo, dinheiro com advogado, e nada. Na próxima descemos o pau com toda a força! Bye!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Além da queda... coice!

Frederico Mendonça de Oliveira


Sim, sim, isso vem de outros tempos, quando ainda, como classificou Cazuza, o filósofo do caos já neoliberal, nesse puteiro em que transformaram o País, se amarravam cachorros com lingüiça. Coisas de gente que nasceu antes do século XX. Era aquilo: a vida ainda incluía o cavalo no cotidiano do povo carioca imiscuído no qual estavam muitos portugueses, e a educação no lar era, em considerável dimensão, em muito recheada com ditados trazidos da "santa terrinha". Mas vamos direto à vulva: a queda a que nos referimos é aquela do vôo 1907, provocada por algum fator que não o winglet daquele Legacy na cínica e estupidamente fantasiosa versão dos chacais que nos impõem a miséria da globalização. Foram massacrados centena e meia de seres, entre passageiros e tripulação, e ainda nos vêm impingir uma versão criminosamente falsa e onírica, perfeitamente encaixável na centena e meio de milhão de mentes estupidificadas por Leonardos, Sangalos, dupras de debilóides ganibundos, pagodeiros calhordas, axezeiros boçais e depravados e tantos outros horrores que devastam diuturna e incansavelmente a população brasileira. Isso aí já se nos apresenta como queda e coice. Mas se observarmos como somente queda, o coice viria onze meses depois, quando da tentativa de pouso de um Airbus 350 da TAM em Congonhas. Apertem os cintos, babes. Enter.
Impensável tudo o que aconteceu naquele começo de noite em São Paulo: seria um bom filme de terror, aliás, porque não passa de fantasia pura admitir que um aparelho magnífico e sofisticado como aquele Airbus pudesse apresentar uma falência múltipla de controles e entrasse em colapso tão logo encostou – perfeitamente, por sinal – na pista de Congonhas. É óbvio que os monstros que transformam o Brasil nesse inferno teriam de estender um manto de obscurecimento sobre o fato, aliás, inadmissível, considerando-se que o touchdown (toque do aparelho no chão) não só foi perfeito como exatamente dentro do limite de 300 pés. Mas... por que os pilotos não conseguiram frear o avião? Primeiro, o reversor direito estava “pinado” (travado, porque inoperante), mas isso não traz problema nenhum em pousos normais: abre-se o outro e pronto, fica de perfeito tamanho. Mas o diabo é que a manete direita do throttle (console dos aceleradores manuais) travou (?) em near idle (aceleração média, acima do ponto morto), o que não tem qualquer explicação plausível e é considerado tecnicamente impossível – a menos que encartada a opção de sabotagem, o que tornaria o fato perfeitamente aceitável. Pra piorar, não funcionou o freio aerodinâmico (??), os chamados spoilers, que pressionam o aparelho para baixo por pressão do ar contra anteparos. Diante disso, um dos pilotos falou: “Spoilers, nada”, ao que o outro suspirou: “Aaaaiii!”. Correndo pela pista sem conseguir reduzir a velocidade – em torno de 180 km/h – eles tentaram o freio hidráulico a pedal, que também não funcionou (???). Daí, virou horror: um dos pilotos gritava “Vira! Vira! Vira!”, ao que o outro respondia: “Não dá! Não dá! Não dá!”. É o comando da bequilha, situada ao lado esquerdo do comandante, também não respondia (????). O resto, todos sabemos: o aparelho se chocou contra o próprio prédio da companhia, depois de passar sobre a avenida, e foi aquilo. Enter.
Interessantíssimo foi o fato de um link da Record chegar ao local em poucos minutos e encontrar, contemplando o espetáculo trágico, um comando israelense anti terror (?????), e ainda mostrar isso no ar como se fosse algo muito relevante. Não é do conhecimento da população brasileira que comandos israelenses – ou de qualquer outra nacionalidade – operem em território nacional, já que temos a nossa Inteligência, as nossas Forças Armadas, a nossa polícia e tudo o mais. Tanto quanto seria impensável comandos brasileiros anti terror funcionando em Israel ou em outros países quaisquer, não se justifica esse comando estrangeiro interferindo em nossos assuntos. Além de suspeitíssimo – por que estariam eles ali, por qual motivo e por que tão estranha coincidência? –, o fato deveria gerar uma grave questão diplomática: operação indevida de grupos estrangeiros em território nacional. Mais: com ou sem o conhecimento de nossas autoridades? Se com, estaria completamente fora de nossas leis; se sem, pior ainda: seria invasão de território nacional. Mas o que mais intriga é o fato de eles estarem ali no exato momento da queda do aparelho, depois de uma seqüência absolutamente absurda de panes conjugadas. Isso lembra um fato anterior: o agente que estava ao lado do motorista no carro policial em que era conduzido preso Paulo Maluf tinha um boné com os dizeres “Israel Army”, ou seja, Exército de Israel. O que é isso? Um boné de outro exército na cabeça de agente nacional em missão?? Ou o Exército de Israel opera em nosso território e participa de nossos assuntos políticos e jurídicos, aparecendo até em fotos de primeira página da Folha?? Ué!... Enter final.
E assim morreram mais de duzentas pessoas na maior tragédia da história da aviação comercial brasileira, e os objetos vestidos continuam vendo novelas de TV e pulando e balançando a bunda no carnaval definitivo a que estamos condenados pela ação dos meios de comunicação. É uma verdadeira maravilha. O que se pode ouvir dito por essa legião de midiotas ignorantizados pela mídia – e com o total consentimento de sucessivos “governos” desde 1964 – é o clássico: “Morreu? Antes ele do que eu!”. Assim se comportam nossos compatriotas, seres transformados em cavalgaduras insensíveis, amputadas de sensibilidade social e nacional, deambulando sem rumo como bestialidades vivas vestidas e palradoras. Que tal, amigos? Não é uma belezinha? Não é um luxo, tudo isso? Pois é. Vamos cruzar os braços e esperar pelo próximo “acidente”, que vai ser admirável, seguramente. Depois do vôo 402, do acidente da P36, de Alcântara, do vôo 1907 e dessa maravilha em Congonhas, algo muito espetacular nos espera. Voltaremos ao assunto na próxima semana. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Suspeitas levantadas e não aprofundadas

Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera

Engraçado: a Inteligência Militar brasileira soprou mui discretamente para a imprensa e para a população que a "versão oficial" da mídia (??) sobre a tão fantasiosa colisão entre o Boeing da Gol e o Legacy pode não corresponder aos fatos, especialmente porque não cabe à mídia, antes de terminada a tarefa de estudo técnico das causas de um acidente, divulgar sua versão sobre um acontecimento que, para piorar, não teve testemunhas oculares. E o sempre vaselinoso Cláudio Humberto, que entre outras tantas bobagens vive criticando de forma infantil o presidente Hugo Chávez chamando-o de semi ditador - ele não é nem jamais foi tão rigoroso quando estivemos, por exemplo, "governados" por um escroque maligno, um traidor abjeto como FHC -, publicou, e de forma até contundente, essa fala da Inteligência Militar, embora esse assunto já estivesse tão morto e enterrado como as vítimas do Boeing que fazia o fatídico vôo 1907. Eis a granadinha: "Gol: provável reviravolta - Setores de inteligência militar trabalham com uma hipótese que pode provocar reviravolta na investigação do acidente do vôo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas. Se confirmada, a versão isenta os controladores e também os pilotos americanos: com sua estrutura comprometida após um pouso de forte impacto em Manaus, o Boeing 737-800 teria se desintegrado em pleno vôo e seus destroços atingido de raspão o Legacy da Embraer”.
Bem, nosso querido Cráudio deve ter tomado algumas a mais para admitir qualquer reviravolta em assuntos dessa natureza: se a mídia afirmou tão enfática e repetitivamente que foi daquele jeito, que bateu um no outro, mesmo que seja impossível a colisão, como todos os seres lúcidos sabem, o assunto está encerrado. Isto porque a mídia é o verdadeiro governo nesta desgraçada Pindorama, hoje mais pra Babaquararama, e, se ela disse, quem há de dizer que não foi? Nem o "presidente da Repúbrica", esse aí que vive de bostejos de efeito e de pinga em pinga até onde o surrealismo político permitir, pode abraçar essa causa. E quem é Lula da Filva para qualquer atitude real? E a boiada aceita o que lhe impuserem, e fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Enter.
Não houve a batida, isso é questão da Física. O Legacy, por sua vez, se passasse a cinco metros do Boeing, rodaria sobre si até se desintegrar. A história do cilindro de voz ter sido a última coisa a ser encontrada, por outro lado, é como dizer que o sol pode brilhar à meia-noite: ele é sempre a primeira coisa a ser encontrada, porque emite um sinal intermitente de rádio. E botarem a culpa nos controladores deu no que deu: eles mostraram a força que têm, e o Brasil sentiu o gosto amargo de penar em aeroportos pelo fato de esse crime hediondo ter sido perpetrado nas fuças de todos, e tentarem fazer a bomba - a outra, não a que explodiu o Boeing - na mão dos controladores. Eis aí o Brasil de Ivete Sangalo, de Bruno e Marrone, de Filhos de José, de Leonardo, de tantas outras cavalgaduras transformadas em ícones para os quase duzentos milhões de ignorantizados. Tragédia nos céus, tragédia na terra, na vida, na música - e em todos os casos trata-se de intervenção: o povo brasileiro, pisoteado por monstros desde tempos imemoriais, não tem direito a viver decentemente. Só mesmo um povo bestializado e desgraçado pode ser submetido a tamanho aviltamento! E o Cráudio Humberto pichando o Chávez!... Ora, Cráudio, preste atenção, cara! De qualquer forma, saiu a nota, que caiu no vazio desse inferno em que transformaram o Brasil. Chegamos ao tempo dos assassinos, dos depravados e da bestialidade instituída. Basta ligar a TV para constatar nossa desgraça. Enter final.
Você ainda assiste ao programa da Hebe, caro possível leitor? Ou ao do Gugu Liberato - que mais deveria ser chamado de Trancafiato? Ou ainda se auto flagela sob a voz abissal do camelô Silvio Santos? Então, no caso de cometer qualquer dessas três loucuras, estas mal traçadas não lhe fazem sentido. Mas se você já venceu o hábito mortífero de assistir à TV, parabéns: você reconquistou sua vida. Vale agora verificar o que realmente acontece em torno de si, e a visão é de horripilar. Mas interessa é constatar que estamos no meio do inferno, mas que SABEMOS disso, ao invés de agir como os desgraçados seres que vagam como bovinos e ovinos nas ruas e quedam bovinizados nos lares tomados pela telinha, a fábrica de ilusões. Mesmo assim, vale reafirmar: não houve colisão alguma entre o Legacy e o Boeing da Gol, e é fundamental para eles que você não saiba nem sonhe com a possibilidade de uma outra versão. E se você estiver satisfeito com essa vida de gado, como dizia Zé Ramalho - "Povo marcado: povo feliz!”, então é com Deus. E viva Santo Expedito! Oremos. 'Té a próxima, queridos!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O enigma da Serra do Cachimbo

Frederico Mendonça de Oliveira

Numa bela tarde de um fim de ano, exatamente de 2006, pousa no campo de aviação possivelmente militar da Serra do Cachimbo, nos cafundós da ex-nossa Amazônia hoje prostituída, um Legacy americano cheio de gringos, entre eles um repórter do NY Times. Acabara de ocorrer uma tragédia matando cento e tantas pessoas, e esse Legacy teria saído ileso da suposta colisão com outro avião, um Boeing 737 da Gol, que caiu na mata amazônica ao norte do Mato Grosso, não deixando sobreviventes. A TV imediatamente jogou no ar versão "oficial" de colisão em todos os noticiários de todos os canais diariamente e diversas vezes por dia. Eram imagens em que se viam dois aparelhos colidindo em sentido contrário e danificando suas asas. Certo? Hem? Certo?? NÃO E NÃO. Analisemos a coisa dentro dos conformes, mantendo a Física da forma que aprendemos, e evitando ser chamados de... babacas. Enter.
Já explicamos isso, mas repetimos: a uma velocidade resultante (mínima) de 1600 km/h, a colisão dos dois aparelhos em sentido contrário é fisicamente impossível, senão impensável. Motivo: ambos vêem deslocando uma poderosa massa de ar que os envolve como redoma rígida, e os dois se expulsariam mutuamente sem conseguir que os corpos tivessem contato. Colisões podem acontecer em operações de pouso ou decolagem, a velocidades em torno de 250 a 300 km/h no máximo. E mesmo assim já é coisa rara. Mas a 1600 km/h?? Bem, qualquer engenheirinho sabe disso perfeitamente, não precisa ser nenhum cientista. Mas a versão foi difundida, e adeus. A mentira virou verdade - e ninguém se atreveu a questionar a mirabolante balela. Para engrossar a loucura, o "repórter" do NY Times (???) que voava no jatinho de volta para os EUA deu sua versão corroborando a versão "oficial", e o Zé Povo engoliu com farinha, pois no Brasil de hoje - com exceções - todos são uns cagões perdidos em meio aos tiroteios vários, não só os do Rio, com balas mesmo, mas também os de Brasília, tiroteios de merda em ventiladores oficiais - e o pior é que quem come a merda somos nós, claro. Enter.
Morreram 154 pessoas - mas não faz mal. Quem foi atingido, que se dane. Quem morreu apenas aumenta a estatística de perdas humanas na aviação comercial brasileira, e voltemos ao normal de rede Globo todo dia depois de as emissoras de TV e a imprensa escrita em geral faturarem grosso com a desgraça alheia. Todos sabemos que sangue dá lucro aos meios de "comunicação". E aí começa outro capítulo da grande farsa. Só foram achar o cilindro de voz do avião - só destrutível sob temperaturas de bomba atômica - depois de concluídas as buscas pelas imediações do ponto da tragédia. Detalhe: o cilindro de voz é SEMPRE a primeira coisa a ser encontrada, por emitir um sinal de rádio intermitente que, na maioria dos casos, até guia os grupos de resgate, em espaços hostis como a mata fechada amazônica, ao local exato do acidente. Pois a versão dos globalizadores é de que ele foi achado por último porque estava enterrado a 20 cm abaixo do solo. Se estivesse a um quilômetro seria achado de primeira, como sempre... Eis aí como nossas caras vão ficando cheias de brancos e vermelhos, como ganhamos uma calva e cabeleiras laterais profusas, além de um belo nariz de bola brilhante bem vermelha... Mas é que nascemos pra isso mesmo, né? Enter.
Mas o show tem de continuar. Desgraça pouca é bobagem, sabemos. Desta horrenda história restaria a certeza: outras viriam. A notícia esfria aos poucos, todo mundo engole, e quem abrir o bico vira profeta biruta gritando no deserto. Se algum repórter investigativo questiona essa história e contesta as versão "oficial " em sua redação e perante o "editor", perde o emprego - no mínimo. Então é isso: bateram um no outro. E PRONTO! E acabou-se! A chamada pauta comum tem de ser obedecida à risca: nada de jornalistas pensando! Jornalistas têm de ser PENSADOS! E as 154 vítimas morreram porque chegou a hora delas, oras! Ninguém morre antes da hora, nem depois! Enter.
Aí sai um peidinho na coluna do Cláudio Humberto: a Aeronáutica informa que estuda a possibilidade de NÃO TER HAVIDO COLISÃO entre o Legacy e o Boeing, e que o que realmente teria acontecido seria o Legacy ter sido atingido por um destroço do Boeing, depois de este ter se desintegrado no ar como conseqüência de uma falha estrutural resultante de um "pouso forçado em Manaus". Pouso forçado em Manaus??? Quando? Como? Se houvesse dano estrutural na aeronave, o sistema de segurança do aparelho acusaria, cacete! Ou essas máquinas seriam como carros de boi, sem qualquer esquema de auto proteção? Tirando o Cláudio Humberto, ninguém abriu o bico a respeito dessa consideração, que mudaria o rumo da coisa toda e mostraria a bunda dessa imprensa imunda e envolvida no projeto de asfixia mundial sob uma só mordaça!... No tópico que trata disso, a ilustração "fecha" a gestalt: vê-se um avião envolto por uma bomba negra e com o pavio aceso. Mas não há mais homens no Brasil, só uma meia dúzia que enxerga as coisas e cala o bico pra não morrer, depois de verificar que a estupidez generalizada é a realidade concreta e o ódio implantado no sistema de dominação nacional é implacável. Enter final.
O que teria realmente acontecido? Bem, se querem mesmo saber, informamos: foi um atentado, esse Legacy cheio de gringos entrou de laranja da história, e o Boeing foi explodido por bomba portada por passageiro especial que não tinha conhecimento de levá-la consigo. Curiosamente, foi introduzido a bordo do avião da Gol um passageiro americano só conhecido nos EUA pela Social Security: um mendigo. Que faria ele no vôo 1907? Estaria fazendo turismo pelo Brasil, desfrutando de uma "bolsa" concedida por George Bush ao mendigo mais comportado dos EUA? E aí fica explicado o desligamento do transponder do Legacy. Certo, bros? Entenderam? Não? Ah!, eu sabia... mas fica assim. Por agora. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...