quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vamos “elaborar” o Grunês?







Estava no facebook, essa titica reunindo comunicação até evolutiva com intervenções da mais grosseira estupidez, neste segundo caso vindo a ser explicitação de ignorância e tacanhez em clima de festa e de “liberou geral”, e topei com uma fala. Não dá nem pra rir ao ver a queda livre em que está o idioma, a cada dia mais corrompido pela assunção da ignorância assemelhada a falta de higiene mental. A fala: “Filho é IGUAL PEIDO: a gente só tolera o nosso”. Quem escreveu essa merda mostra ter assumido ter merda na cabeça. A turma hoje, aliás, anda falando pelo rabo na maior cara dura... Ninguém mais se preocupa com a estética no falar, está aberta definitivamente a alta temporada de escrotofonia. Ou de proctofonia. Sim, o peido de que fala a mensagem é uma proctofonia, som emitido pelo aparelho excretor, só que neste caso temos associado à fonia anal os gases de odor mefítico, trazendo a putridez de dentro das tripas para a “degustação” por olfatos alheios. Não chega ao padrão da tetrametilenodiamina (C4H12N2), ou da putrescina (NH2(CH2)4NH2), mas tá bem perto... Bem, prossigamos: “Filho é igual A peido”, ameba! A preposição é um estorvo para esses anuros azumbizados... e assim chegaremos ao novo idioma, o Grunês, através de processo de mergulho radical no abismo da regressão social e humana. Ponto pro PT e pro Lula, reais arautos dessa tão absurda desgraça... que eles protagonizaram a mil! Enter.
Regras básicas do Grunês: altura, intensidade e sonoridade. E só. Meio de pronúncia: sons praticamente emitidos através de garganta, boca e nariz. Não são necessárias letras, palavras, verbos, acentos, nada disso, embora algum maluco logo vá tentar elaborar a gramática do Grunês. Mas vai acabar frustrado: uma das regras essenciais na base do Grunês é ser alterado ininterruptamente. Será a felicidade dos neotrogloditas brasileiros: um idioma que evolui involuindo. Nada de escrever, também: tudo serão sinais rudimentares, primitivos. Vai sobrar um resquício, uma vaga lembrança das letras, e os que prosseguirem usando o Português serão uma irrisória minoria especializada nisso como existem, hoje, os arqueologistas ou os especialistas em idiomas mortos ou extintos. O Grunês será, portanto um idioma morto-vivo, perfeitamente adequado à realidade atual, que mostra deambulando vida a fora como zumbis mais de 194,9 milhões de energúmenos, reais mortos-vivos. E tem outras facilidades a considerar no Grunês, e pulo pra outro parágrafo. Enter.
As criaturas que se deformam estupidamente no que empunham a caneta para escrever não sabem o que fazem. Aliás, como alguém que não sabe quem é vai poder saber o que quer? Mas é isso: observe a obscenidade que é o empunhar das canetas esferográficas, como cada mão de cada indivíduo é usada na forma a mais imprópria e deformadora para o ato de escrever... e a esferográfica trouxe essa deformidade, encerrando o ciclo da caneta-tinteiro, que exigia do usuário uma compostura... coisa que hoje perdeu qualquer significado! Compostura?? Ora, a turma do Grunês gosta mesmo é de expor o rego interglúteo quando se curva para frente para pegar algo... e assim vai se erigindo a nova arquitetura social brasileira. O negócio é “quadradinho” – sei lá o que é isso? – e leklek, Teló, Gustavo Limma ou tudo que represente a miséria moral e intelectual em que vamos nos atolando tragicamente, desenhando para um futuro próximo a total derrocada de instituições e significados sociais, pois já está entrando em cena o culto assumido ao horror social e à consagração da estupidez. E nisso vêm se empenhando os que ocupam o poder desde a derrocada da fase militar e a assunção desgraçante e maligna do monstro Sarney, sendo essa passagem da “retomada do poder civil”, incluindo nela a morte inexplicável do Tancredo, a maior incógnita política de nossa História. Você não viu isso, claro, e ficaria do mesmo tamanho se visse, como aconteceu com grande parte da população desse lugar social e politicamente amaldiçoado, o tão desventurado Brasil. Enter.
O Grunês será o idioma do caos social que já vivenciamos hoje, ao sabor de toda uma população transformada em turba ignara em curto prazo. Só não são seres regressivos nesta hoje horripilante Banânia uns poucos invasores europeus que puderam evoluir e uma parcela ínfima dos afrodescendentes, tanto quanto os índios nativos, que, a despeito do massacre sofrido ao longo de cinco séculos e que sem piedade quase os varreu totalmente deste solo, resistiram e aí estão na plenitude de sua cultura, seres ultraavançados que são. O resto, meu, já era, não passa de 194,9 milhões de deserdados de si mesmos e de tudo. Tudo virou caos: gente estúpida pelas ruas deambulando ao Deus dará, sem rumo, gado humano, pois. Gado humano ou lembrando seres que foram humanos um dia, gente dirigindo carros, adorando carros como ícones de consumo, gado humano deambulando bestamente por todo lado, todos parecem espectros de gente, gente sem objetivo, subgente perdida atrás de desejos sem consistência qualquer, e a comunicação tácita entre eles não passa de um grunhido indagativo: “Hm?”, respondido por outro, igual, indagativo também, ou por um grunhido afirmativo: “Hû”. E no Grunês haverá a necessidade de gestos manuais ou corporais em geral, como fazem os bichos. Isso desobrigará os bananianos quanto a aprender palavras, saber dessas coisas horrenda e loucamente instituídas que são substantivo, adjetivo, preposição, advérbio, verbo, essa merda toda que hoje está entrando no limbo do desuso e do esquecimento coletivo. “Hm?”. Enter final.
Desobrigue-se de tudo, meu. O caos é fato e está instalado irreversivelmente em sua vida. Esqueça tudo, regras, condutas, posturas, critérios, tudo! Hoje a lei é o nada, o negócio é o nada, todos vivendo o nada achando que é o tudo, cada um por si e o diabo por todos. Porque você hoje é soldado do Anticristo. E nem sabe disso, coitado... e vai por aí a fora levado pela filosofia do vácuo mental e espiritual, agarrado a desejos e matéria, a culto do corpo, da putaria desenfreada, da busca de prazeres estúpidos, aí está você. Eu, não. Estou com o Cristo e longe de tudo isso. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes! “Hû!”

sábado, 20 de abril de 2013

O penico já começa a transbordar e virar...




“Jamais se viu nefte paíf” tamanha desgraceira generalizada e escancarada. O Cachaceiro Çilva I, que não passa de um refinado bandido e que deveria, como seu antecessor e seus pares, estar a ferros – levando consigo o lindo pimpolho “Lulinha” e desarrolhando para sempre o bico de ar da mulher inflável, a anencéfala Marisa –, parece que agora vai ter que aturar a Justiça, aliás um poder-calhambeque, uma furreca das piores, que a duras penas ainda anda, desengonçada, pegando no tranco e vivendo uma condição de enguiço crônico. Mas é fatal acontecer o melhor, porque o pior já chegou ao fundo do inferno, não tem mais como piorar senão através de vermos os violentos efeitos colaterais da droga que se instilou entre os miseráveis “cidadãos brasileiros”. E uma das coisas que aparecem como inesperada marola é o Facebook, onde os imbecis se manifestam com seu idioma de amebas e seus “pensamentos” de frango de granja, os kkk e os rsrsrs da vida. Mas o Face é sortido, então rolam coisas produtivas politicamente, como abaixo-assinados pela expulsão do inseto – ou verme? – Renan Calheiros, aquele cafajeste pestilento, calhorda assumido, ou como a mobilização de repúdio ao Marco Feliciano, aquele protozoário que nada tem a ver com coisa nenhuma senão com entidades do atraso, das trevas. E o apoio a movimentos com reais propósitos renovadores, como aquele dado aos índios que se aproximam do poder desses monstros engravatados e começam a intervir na política. Os índios estão chegando, chamando os filhos da p* nas falas, e seria uma boa se começassem a declarar guerra aos bandidos que devastam o país que foi deles, estes nossos irmãos que nossos ancestrais europeus submeteram pretendendo, na verdade, exterminá-los. Seria bom apontarem flechas pros engravatados, dar-lhes bordunadas boas, descerem-lhes duramente o tacape, e aí começaria uma revolução santa, não as comandadas pelos Conquistadores do Mundo, seguidores fanáticos de um certo T.H. e de outros enviados de Baphomet, o demônio da inversão de valores que hoje controla os rumos da Humanidade. Nossos irmãos aborígenes estão nos ensinando a ser gente, meu. Quer ver só? Então... vamos lá. Enter.
“Centenas de índios invadiram o Plenário da Câmara dos Deputados no início da noite desta terça-feira para protestar contra a criação de uma comissão especial sobre terras indígenas. No momento da invasão, os parlamentares votavam a medida provisória 602. Alguns deputados saíram correndo do Plenário”. Alá: http://goo.gl/UwkXs. A matéria é escrita com cocô, a redação é de debilóide, mas pelo menos é uma notícia, já que os jornalões estão preocupados com a bomba em Boston, com o que o Obama acha, com o que os ingleses pensam da finada Thatcher, com difamar os chavistas, com o que a Rhianna – que merda significará esse “nome”? – e com tudo que não diga respeito a melhorar a vida “defte paíf”. Todo o Brasil precisava tomar conhecimento disso através de manchetes, isso é uma ocorrência de incomensurável importância, um fato histórico sem precedentes, e os jornalões simplesmente omitem com a mesma cara de pau com que os bandidos engravatados tocam seus negócios pra lá de escusos naquele antro denominado “Congresso” e levam o País à bancarrota da mesma forma que emitem flatos: sonora e fetidamente. A invasão do Congresso pelos índios, em quase igual número ao dos “parlamentares”, sevandijas cínicos, provocou debandada, pareciam maricas de puteiro fugindo da chegada da ira santa divina. E é bom que isso pegue, que a macacada resolva entender que tem que invadir o antro, ar, que tem que peitar essa farra diabólica em que se transformou a ação dos responsáveis pelo poder. Dilminha ex-guerrilheira, com aquela carinha de Mônica do Maurício, nada diz, nada quer ver, nada quer fazer, embora nos livre das bostejadas verbais do Cachaceiro Çilva I e, por outro lado, nos prive das gargalhadas que falas daquele beldroegas rastejante nos provocavam. Enter.
A realidade brasileira hoje é a miséria em todos os sentidos. A começar pela miséria moral de mídia e imprensa, uma cortina de fumaça para manter a macacada brasilis entorpecida e desarticulada. Que estado miserável de coisas! Pois o imbecil Bonner, que agora se separou da outra imbecil, a Fátima, não teria como encaixar naquela cara de bunda a expressão patriótica obrigatória a qualquer âncora ao noticiar um fato sem precedentes em nossa História e que um circo opiáceo como aquele “jornal nacional” não comportaria. Até o nome do noticiário é falso: não é jornal nem muito menos nacional. Trata-se do boletim diário dos donos do poder aqui dentro e no Exterior, e tem função multinacional, ou seja, existe para explorar ou ajudar a explorar o País. Imagino o que deve passar pelo bestunto daquele testinha de caixa de fósforos vendo os índios começando a rugir em defesa do que é deles. E você sabe o que é verdadeiramente deles? Sabe? Pois eu digo. Enter final.
O Brasil. O Brasil não é do invasor europeu, é dos índios. Toda a colonização não passou de um vírus que veio destruir essas divinas terras e adoráveis gentes. Se você se lembra da História do Brasil que chegamos a estudar, há de localizar a questão de a busca do caminho marítimo para as Índias ter sido motivada por interesses puramente mercantis que beneficiariam somente coroas montadas sobre o poder católico ou que estariam sob o tacão dos eternos crucificadores, não os que executaram ordens no Gólgota, mas os que condenaram em seu tribunal Jesus de Nazaré, o Cristo encarnado. Não foi diferente o que fizeram os espanhóis no México e no Peru e Bolívia, o fato é que chegava a turma das Oropa e massacrava civilizações admiravelmente avançadas em tudo. Mas agora a coisa por aqui mudou. A invasão do Congresso, fato auspicioso, não caberia na boca daquele asinino Bonner, nem Dona Dilma poderia ir a cadeia nacional para mostrar a posição do “governo” frente a tal maravilha: ela está no topo da pirâmide da desgraça que assola o País. Ela É isso também, como seu antecessor e instrutor. Borduna e flechada em todos, portanto, irmãos aborígenes! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!  

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Brasil acabou, meu!




E você nem aí, né, meu? Você corre um certo risco se encarar ler o que vem a seguir, especialmente porque isso o atinge em cheio, e naturalmente você tentará fugir da verdade pra adiar a consumação da tragédia que nos espera. Você lembra do tsunami no Japão? Faz uns dois anos, e os caras se reorganizaram como gente, dividindo a tragédia sem pânico e sem a avidez dos desgraçados como nós. Se tinha comida, faziam fila organizada, não a horda de loucos desesperados se matando pra ganhar o seu passando por cima dos outros. Se faltava alimento, todos se organizavam para que todos se beneficiassem do que pudessem receber igualmente. Isso é gente. Imagine se rola um tsunami no Brasil... Pois é. Então, só nisso você vê quem nós somos. E o que nos espera em qualquer hora adversa... mas hoje o assunto é o Brasil que acabou. E você trabalhou bem nesse sentido, não é mesmo? Ou você vem resistindo como os heróis anônimos soterrados pela massa de merda grossa que a mídia despeja diariamente? Ou vem peitando o desgoverno generalizado que vai plasmando um povo que vai se assumindo louco? Mão na consciência, meu! Enter.
Saio pra rua e a primeira coisa que vejo é uma maluca de mangueira na mão “aguando passeio”. Essa, seguramente, não goza. E compensa seu complexo de castração – o complexo de não ter um pinto mas uma perereca – manuseando seu falo imaginário em abundante sessão de mijada e ejaculação. Meia hora de função diária de desperdício de água tratada é o que essas dementes praticam desafiando todos os seus semelhantes, já que a água não é propriedade exclusiva dessa mentecapta, mas da Humanidade. Pois piores que essa doida são seus patrões, que não acompanham o trabalho dessa semiescrava desmiolada e que na verdade vivem só pra satisfazer seus desejos de classe média emergente e defecam e deambulam pra qualquer coisa fora disso. Acresça-se a estas cenas a presença crescente de cães de rua, às vezes engatados depois da cópula, às vezes atacando em bando quando, “cortejando” a fêmea no cio, estranham alguém que venha andando pela rua. Assim se constrói um belo cenário para um começo de um dia brasileiro. Enter.
Se você abre os jornais, só vê caganifâncias combinadas a tragédias. Estas, quando estão ganhando o interesse público de momento: tragédia vende pra cacete. Mas toma só dez por cento da primeira página. O resto, só merda grossa: Lady Gaga, Madonna, Ronaldo Peidômeno, Ivete Sangalo, Luciano Hulk, BBB, A Fazenda, Neymar, técnicos no entra e sai desse futebol que já virou futebosta faz tempo. E mais: disputas no tênis, carrões, “restorantes” chiques com pratos lindos, decoração de apês, cachorro que visita dono doente porque o hospital abriu o precedente; alguma notícia bem filtrada sobre os ladrões de gravata condenados e que jamais vão em cana; um juiz dizendo algo que não muda nada; constatação de desvio de milhões das verbas para hospitais públicos; notícia fria sobre alguma medida sem conseqüência tomada pelo “governo”; nota sobre o começo do julgamento de um crime praticado há mais de cinco anos; fotos combinadas dos novos estádios e de engarrafamentos, inundações, desabamentos, desastres nas estradas esburacadas... e eis você... do mesmo tamanho? Não: a cada dia você fica menor. Enter.
Os que trabalham para desativar o Brasil venceram de goleada. Não há mais instituições operantes, ingressamos na era do “salve-se quem puder”. Não há mais como controlar trânsito, por exemplo. Realizado o jogo de vender carro até pra gato e cachorro, as ruas que se danem, o tráfego que se fornique, você que se arrebente. Especialmente porque escravizado, agora que está motorizado, ao ônus que um veículo individual traz. Começa pelo IPVA e pelo combustível. Vá você pro inferno, porque as multinacionais já drenaram para suas matrizes nosso rico dinheirinho. Vá também o Brasil pra casa do cacete, porque desde o século XVII já ouvíamos os invasores dizerem que “o que nos interessa é a exploração lucrativa desta terra, não trabalhar por seu desenvolvimento em qualquer direção”. Isso foi a justificativa que deram para levar para a Holanda de volta o príncipe Maurício de Nassau, que começava a se encantar com nossa linda Pindorama e com a bondade que havia no ar daqui naqueles tempos, desde que esquecidas as muriçocas, os ratos e as baratas, sem contar piolhos, carrapatos, pulgas e quejandos, claro. Enter.
Agora tem o beijo gay do ator Bruno Gagliasso “bombando na internet”. Falaram que a bombada anterior foi da Fernanda Montenegro... e eu não sabia que ela gostava... Está tudo perdido, meu. Não há mais como reorganizar, como reformar, como revolucionar. Especialmente no país que manifesta a maior crueldade para com seu povo, mais ainda considerando que a situação aqui é de tal forma crítica e conflitada que o próprio povo se tornou perverso consigo, exibindo uma descomunal parcela da população transformada em verdadeiro exército do crime e lidando patologicamente com a situação desgraçada em que se encontra. Fatalismo, conformismo, desespero, e todos se empanturrando de TV e futebol. Todos ansiando por ter carro. Todos submissos à completa miséria imposta à nossa canção popular e a nosso patrimônio musical. Os monstrinhos sem cérebro que pululam ganindo diante de legiões de milhões de energúmenos ocuparam o lugar que já coube a Tom Jobim e João Gilberto, que encantaram o mundo com sua maravilha sonora. Agora vivemos sob duplas que proliferam estupidamente como coelhos e a uma fauna canora que deveria estar cantando para satanás no inferno, esses que vivem despejando canções deletérias quando não vis, torpes, miseráveis. E a classe mérdia calada... Enter final.
Você aposta na prisão dos mensaleiros condenados? Por que o poder judiciário não age? A que poder cabe encarcerar esses canalhas? Ao povo via internet? Que utopia!... Conta outra! E fique certo: o “governo” está protegendo os corruptos e refém da corrupção. E nós? Forniquemo-nos? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 15 de março de 2013



Música e cultura

Frederico Mendonça de Oliveira

Você pode até não acreditar, mas a cultura no Brasil foi exterminada sob uma estratégia planejada por um esquema internacional, e isso foi posto em prática acionando-se um conjunto de fatores trabalhados ardilosa e criminosamente diante de nossas barbas – usando a canção. A destruição mesmo começou em 1965, ano fatídico em que entrou no ar a Rede Globo. Não estou difamando a Globo através do que tenho revelado sobre isso, apenas tenho cumprido o dever de alertar os alertáveis. A Globo encaminhou com absoluta firmeza o desmantelamento de nossa cultura desde 1965. Poucos pensam nisso, a maioria simplesmente ignora e despreza: o entretenimento é o caminho mais curto e fatal para o fim da identidade do homem. E a Globo impõe isso de forma arrasadora, e para tanto contribui simplesmente TODA a população brasileira, de forma inexplicável, como num suicídio coletivo. Digo Globo como diria TV aberta, o conjunto que ela lidera sem competidores. E, se houver competição, é algo nivelado sempre por baixo. Podemos dizer que TV que desvirtua é Globo. O resto imita, vai atrás, dá no mesmo. Mas, para dominar, é fundamental emburrecer, e isso começa oferecendo ao público o caminho mais fácil, e cada dia mais fácil ainda. Ninguém resiste ao ópio global, senão uma meia dúzia de apocalípticos... Enter.
Você está vendo: não se edita mais nada no Brasil. Só livros contingenciados. Quando a Globo entrou no ar, em 1965, tínhamos em franca atividade poetas magníficos: Carlos Drummond, João Cabral, Manuel Bandeira, Cassiano Ricardo, Mário Quintana e Cecília Meireles, que morreu em 1964 mas cuja obra ainda repercutiu como se ela estivesse viva. De prosadores tínhamos João Guimarães Rosa, Dalton Trevisan, Campos de Carvalho, Mário Palmério, José Cândido de Carvalho, Clarice Lispector, entre dezenas de mestres. Que país tinha tal seleção de homens de Letras? Na música perdêramos Villa Lobos em 1959, um ano depois da estréia da Bossa Nova. E estavam em plena atividade Tom Jobim, João Gilberto, Eumir Deodato, Luís Eça, Durval Ferreira, Maurício Einhorn, Dori Caymmi, João Donato, Radamés Gnatalli, tínhamos instrumentistas acontecendo mundo a fora a dar com pau. Nossa pintura contava ainda com gente como Portinari, que morreu em 1962 mas cuja obra permaneceu vibrando até onde se pôde manter; tinha Di Cavalcanti, Djanira, Manabu Mabe, Ismael Nery, Ivan Serpa, Tomie Otake, Volpi, Guignard, Ligia Clark, Amilcar de Castro, nomes de uma imansa plêiade admirável de poetas da forma e da luz. E ainda tínhamos um cinema revelando gente como Gláuber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, ganhando prêmios nos mais importantes festivais de cinema do mundo. E o teatro ia também muito bem, obrigados. E junto com a Bossa Nova, em 1958, ganhamos a Copa do Mundo da Suécia. É mole? E isso tudo deu em quê? Hem?? Hem?? Enter.
Deu em Michel Teló, em Lek lek, em BBB, em Bonde do Tigrão, em É o Tchan, em louro josé, em Faustão, em Luciano Hulk, isso e tantas outras incontáveis manifestações regressivas, patogênicas ou simplesmente abomináveis de degenerescência da mente coletiva brasileira. Você pode achar tudo absolutamente normal, dizer que é isso mesmo a realidade, mas o diabo é que isso não é nada, é apenas um retrocesso imposto. E quem impõe isso tem um objetivo claro para si e oculto para nós, que mordemos a isca bestamente. Certo manual afirma que a maior arma para a ação dos que almejam o domínio sobre a Humanidade é a camuflagem. Uma célula cancerosa que se assemelhe às células normais é a pior ameaça ao corpo, simplesmente por não ser detectável. Os inimigos que estão entre nós são assim: parecem seres comuns e inofensivos, são aparentemente pacíficos, gentis, têm maneiras contidas... mas nos odeiam e querem nos submeter a qualquer custo pondo em prática um esquema político estupidificante e trabalhando ardentemente seu esquema de domínio total. Eles estão não só envolvidos em tudo: na verdade, ocupam simplesmente a quase totalidade dos postos chave no Brasil. E assim nossa cultura e nossa arte foram postergadas “dando lugar” ao que está aí. Conseguiram inclusive criar um neoboçal que é o padrão da “juventude” atual: tipos assemelhados a espantalhos são a imagem dominante entre adolescentes. O boné é o paradigma desses desmiolados. Quem usa boné desativa o cérebro e aciona o “submisso rebelde”, genial criação do inimigo dominador infiltrado, e esses objetos do sistema parece que negam qualquer autoridade e/ou hierarquia, posam de desobedientes sem causa, mas apenas se entregam a uma anarquia oca, inócua. Que tipo de fundo musical ou arte pode representar, expressar esse “conjunto social”? Rap, música de oligofrênicos, aquilo que os carros dos “desobedientes” passam tocando em volume ensurdecedor e que pretendem, como divertimento, disparar alarmes de outros carros com o deslocamento de ar que os graves produzem. Ou seja: coisa de mentes tacanhas, deformadas, condição que esses seres consideram sua real supremacia sobre o conjunto social que “integram”. Eles se acham acima do resto. Eis aí a grande contribuição do sistema através de quase meio século de emburrecimento. Essa juventude vai emular que tipo de avanço? Enter.
Tá bom. Que tipo de contribuição um tipo como Luciano Huck pode dar ao Brasil? Nenhuma, acredito: ele não vive no Brasil senão geograficamente. O mesmo podemos dizer sobre todos os famosos, essa récua de iletrados e descerebrados que vivem “acontecendo” em espaços escusos da mídia, espaços estes que ocupam a quase totalidade das primeiras páginas de publicações misturando alhos com bugalhos, de forma a fazer parecer que tudo é ocasional e passageiro, que não existe uma concretude no país, na comunidade, que não temos real liderança política, estabelecendo a “lei do vazio social”, a partir da qual o Brasil é apenas um lugar. Isso começou quando a Globo assumiu o comando das ‘”comunicações”, beneficiada pelo Império – o grupo Marinho tem vínculo direto com o grupo Time-Life, potência de imprensa com sede no Rockfeller Center, NY. O difícil é entender como uma emissora de TV ganhou, desde sua entrada no ar, o poder que ganhou. Estratégia de programação? Claro, seguramente. Melhor equipamento? Claro, sem dúvida. Melhor cast? Claro, e isso tem uma razão especial. E isso pede um enter. Enter.
É que a partir da prática já consagrada de telenovelas como O Direito de Nascer e seus resultados sobre a mente coletiva brasileira, e porque o teatro iria ter restrições de espaço maiores com a chegada da nova emissora, a telenovela passou a grande objetivo de horário nobre, tanto pela alienação que proporcionava em benefício do sossego do poder constituído, então já militarizado, como pelo incremento comercial que traria retorno pesado, enchendo as burras da empresa... e eis diante do Brasil um novo aparelho montado para trabalhar pelo fim definitivo da identidade nacional. Com a adesão do público televisivo, todos caindo nos braços da nova paixão, o brasileiro perdeu sua identidade e se desfiliou de sua relação com a pátria. O que é pátria hoje? Essa “juventude” de boné saberá dizer qualquer coisa sobre qualquer coisa? Você mesmo, que pode ter uma formação melhor um pouco, talvez hesite caso lhe perguntem como você entende o Brasil e o que é pátria... simplesmente porque são valores COMPLETAMENTE VARRIDOS DE NOSSAS VIDAS, para que fiquem em cena diariamente mastodontes mentais com sorrisos perfeitos e mentes vazias, sem contar que os espíritos que os habitam possam ser os de salteadores ou cafres de outrora. E se a pátria não existe no íntimo dos brasileiros, ela não existe como fato. A pátria é um sentimento somado. E a macacada que pisa o solo brasileiro hoje, que nem brasileiro mais vem a ser, tal a descaracterização de todos os nossos conteúdos e instituições, não tem idéia de mais nada a não ser de saciar desejos imediatos, ter e consumir. Consumir, inclusive, e crescentemente, drogas, vide o crescimento do consumo de crack. A desgraça é tal que possibilitou que uma quadrilha de bandidos esteja no comando do que se chamou de país e hoje é apenas lugar amaldiçoado. Pois quer saber de uma coisa que escapa a simplesmente todo mundo? Prossiga lendo. Enter final.
A música, reduzida às mais regressivas e patogênicas formas, é um sintoma de nosso fim, do fim do caminho que percorríamos com esperança de chegar a melhores condições como país e como comunidade humana. Um país que cultua o que há de mais abjeto, hediondo e desgraçante sonoramente não pode encontrar nada para seu destino que não o inferno social. Vemos crescer assustadoramente o número de veículos propagando som em alturas infernais, e o que toca nesses vetores do mal? Claro, não seria Villa Lobos ou Tom Jobim... Toca o que há de mais bastardo e miserável, sonoridades demoníacas em volume ensurdecedor. Esses energúmenos trafegam emitindo essa monstruosidade como quem espalha o câncer com prazer. Eles se odeiam, odeiam o mundo, mas não entendem isso direito. Então só fazem retransmitir sua miséria íntima de forma a fazer com que pareça ao mundo que existem, porque eles mesmos se impõem esse horror sonoro como que para se convencerem de estar vivos e de propalar isso. Mas está aí a metáfora do horror: isso rima com a corrupção desenfreada que nos devasta. Se você puser Mozart no som do carro e sair tocando isso por aí é capaz de sofrer até apedrejamento. É como disse Kon Fu Tsé, vulgarmente conhecido aqui pela alcunha de Confúcio: Se deseja saber se o governo de um país é bom, verifique a música desse país e terá a resposta. Já fomos o país de VillaLobos e Tom Jobim. Hoje, somos do Teló. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ei! Já que nos assumimos palhaços...




...vamos prestigiar os que nos impuseram essa condição por escolha deles e aquiescência nossa. E basta parar por um minuto e pensar no que nos cerca para constatar que não é preciso mais contratar um novo Bozo para a TV: temos circo e palhaços ao vivo e a cores 24 horas por dia onde quer que estejamos, pois o povo brasileiro se permitiu ser um bando de histriões entre si. E os protagonistas nisso, claro, somos você e eu mais os outros quase duzentos milhões de energúmenos que apinham as ruas em blocos de Carnaval “pura alegria” e pagam milhões à Globo a cada paredão naquele Big Brother infame e depravador. Como disse o Gonzaguinha: “Nós, os milhões de palhaços/ Nós, os milhões de arlequins”. E você não escapa dessa... Vamos a isso, brother, é divertido... Enter
O Supremo Tribunal Federal condenou os bandidos do mensalão, aqueles salafrários cínicos, fuziláveis em qualquer país menos porco e miserável que esta Banânia, e pronto. Vão pagar a pena? Nããããããããão.... Estão todos aí, lampeiros, criticando a Justiça – que para eles foi mais que mãe... – e até agitando suas hordas buscando inverter o conteúdo das sentenças brandíssimas exaradas por suas excelências naquele tribunal complacente. Deveriam já sair daquela sala algemados direto para a Papuda ou para qualquer xilindró, mas qual! Continuam soltinhos da silva por aí. O abjeto Genoíno ainda ousou assumir como suplente de um outro fariseu, que, parece, ganhou eleição por aí. E a cara da turma vai se abundeando, mas é isso: condenado pela lei assume cargo de legislador. Somos burros, palhaços ou suicidas? Por que não se mobilizam internautas como contra o verme Renan para pegar esse patife que inaugura no País a condição “condenado empossado”? Somos mesmo umas lindas gracinhas de estupidez e inépcia social e moral... Enter.
Para o ato público visando trazer às ruas a rejeição ao novo “presidente” do “Senado”, compareceram oito gatos pingados. Pois para os blocos de Carnaval compareceram milhões, multidões jamais vistas nas ruas das capitais. E é justamente isso que mantém o statu quo: nem precisa mais de pão, é só carnavalizar o País e deixar que o povo pule nas ruas, nada mais. Assim se consolidam as discrepâncias que nos ameaçam a identidade como povo e País. Investimento em Educação e Saúde é assunto remoto para qualquer pauta em qualquer setor de poder. Mas trazer a Copa e as Olimpíadas e a partir disso investir bilhões em estádios e infraestrutura é perfeitamente possível, especialmente pelo que isso engendra de lucro e gatunagem para corruptos e continuidade de poder para sudras engravatados. O viaduto chamado de Elevado do Joá apresenta sinais gritantes de fadiga estrutural e infiltrações de aparência assustadora, cara de coisa que já está a ponto de desabar a qualquer momento. Então parece que a turma está esperando que a merda caia na cabeça de infelizes que estiverem passando por lá pra então produzir comoção nacional, tema para noticiários, falação e gritaria. Claro, para que tudo continue exatamente como está indo. Você não acha isso genial? Eu acho simplesmente infernal, coisa de demônios assumidos. Mas é assim que “funcionam as coisas” neste país constituído quase que exclusivamente de boçais. Existe a “boa índole do povo”, existe o “mito do homem cordial” e tal, vemos nossos índios submetidos e mesclados a nós e permanecendo ignorados como etnia e como povo, como cultura e como nossa gente real – e fica desse tamanho. Vemos o negro misturado ao povo hegemonicamente branco, vemos a mestiçagem temperando o poviléu, mas o negro permanece inferiorizado e relativizado, a despeito de iniciativas cretiníssimas de mascarar essa ignomínia histórica. Mas o que importa é estarem todos obedecendo ao modelo político vigente. Nada de marolas, nada de sublevação, apenas aprender a conviver com o novo Exército Brasileiro, o do crime e do tráfico. Bala perdida? Ah!, Deus é grande, isso é pros outros... e assim o Brasil mergulha no abismo da História e ingressamos na era tenebrosa da completa incerteza puxada por iniciativas vendendo o peixe podre de sermos país mesmo. Forjam uma realidade que esconde a verdade: somos
um povo desgraçado. Mascaram-se fatos, acochambra-se o curso real da vida... até que um dia Deus fala grosso. Aí será tarde, irmão! Quando será? Enter final.
Topamos com coisas imundas a todo momento, e aturamos a falsidade deslavada. A Veja, na edição de 17/10/2012, traz anúncio à página 113 com o seguinte cabeçalho: “O futuro do Brasil começa na sala de aula”. Logo abaixo dessa piada escrota e criminosa, seis fotos. Professores jovens com alunos em salas de aula super incrementadas, jovens  reunidos tocando violão em sala, parece Primeiro Mundo. Logo abaixo, pregado à última foto, um botton com os dizeres “orgulho de ser professor”. Texto abaixo das fotos: “Uma homenagem a quem trabalha por esse futuro todos os dias”. Sob isso, em letras vermelhas, “15 de outubro, dia do professor”. Sob isso, o crédito da “realização”: Fundação Vitor Civita, com a marca da Abril, aquela arvorezinha, e, logo abaixo, a logo da Gerdau. No rodapé dessa página escarnecedora, os “parceiros” da “campanha”: Abril Educação; Comunitas; Educar para Crescer; Fundação Itaú Social; Fundação Roberto Marinho... e uma imagem bem petista: uma bandeira brasileira aberta como se fosse um caderno tendo sob a imagem o lema “Todos pela Educação”. E há quem engula isso, o conto de que existe mesmo algo real, mas o que propomos é que você arrume bem seu narizinho de palhaço, meu, porque todos os que figuraram nessa página demoníaca são justa e exatamente os maiores inimigos da Educação nesta pocilga em que nos acotovelamos a cada dia mais enlameados. Brasil, um país de fimícolas. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Imbecis e depravação em alta na mídia. E as Forças Armadas?



Ivete Sangalo é uma despreparada de carteirinha. Ignorante, sem berço, alienada, desinformada, uma porta. Rica, vivendo a ilusão estúpida de ser ícone de milhões de zumbis sem cérebro, anda por aí cantando sua nulidade musical encartando um lamentável lixo verbal. Minha avó dizia: “Quem é burro peça a Deus que o mate e ao diabo que o carregue!”. E olhe que a velha Virgínia era aldeã de Torres Vedras, ao norte de Lisboa, um lugarejo conhecido pela tacanhez de seus habitantes, embora isso se aplique mais ao pessoal de Trás os Montes. Pois La Sangalo, opaca mas garantida – pelas malignas forças mantenedoras do esquema da desinformação – megastar em nossa galáxia degenerada, embolsou R$ 650 mil de cachê por um só show para inauguração de um hospital em Sobral. A soma foi paga pelo governo do Ceará, em que Cid Gomes posa de bonitão poderoso e esparolado como o irmão. La Sangalo, baiana de Juazeiro, onde nasceu João Gilberto – o pobre infeliz que criou a Bossa Nova e hoje vai chegando ao fim de seus dias testemunhando a miséria total na música brasileira que ele renovou aos olhos do mundo deslumbrado –, tem cérebro de frango de granja. Musicalmente, não canta: fala afinado. É uma comparação parecida com diferenciar pintura artística de qualquer impresso. É um dos “grandes nomes” que hoje negam nosso glorioso passado e canta canções primárias e vazias, com letras que nada dizem, como convém às reuniões de bestas que preside. “Burra como uma porta: um amor”, para lembrar Mário de Andrade. Mas vive de cachês astronômicos, posta no estrelato pelo lobby que destrói sistematicamente nossa história artística e cultural. Somos hoje uns belos merdas. Enter.
Mas La Sangalo não está sozinha nas primeiras páginas. Se o pagamento do cachê de seu show de inauguração do hospital em Sobral foi notícia por gerar bate boca entre o desbocado Cid e um secretário do Ministério Público de Contas do Ceará indignado com o astronômico preço da porcaria musical, muitos humanóides anuros devem estar deslumbrados com o reaparecimento do jurássico “Dhomini”, aquele neandertalesco “vencedor” do BBB3. O gran finale daquela surubada imunda reunindo acéfalos e desfrutáveis me pegou desprevenido. Eu estava em um restaurante e fui obrigado a assistir, enojado e de esguelha e muito a contragosto, a contagem final que deu vitória ao catrumano – que deve sentir certa atração inexplicável por Césio 137 –, revelando cenas que faziam urrar de gozo os presentes em suas mesas naquela casa de pasto – onde acabei comendo bosta. Tive engulhos vendo aquilo, a Globo é sempre motivo de asco, e ver aquele acéfalo falando “Ô Bial!” sem parar e em êxtase paroxístico quase me fez gritar serem todos uns doentes mentais naquela espelunca. Pois volta à cena o groteiro goiano com cara de pregas esticadas parecendo um esfíncter. O que tem o capa-bode pra dizer o que pra quem? Somos uns merdas, não é mesmo? Aliás, o que vem a ser “Dohmini”? Seria “deuses”? Enter.
E lá vai o BBB 13 emporcalhando nossas vidas com cenas de putaria em tempo real e com exibição de seres reles promiscuamente socados dentro de um ambiente que propicia esfregações e trepadas, e o poviléu tupiniquim babando de tesão e mergulhando no voyeurismo. É isso que você quer da vida? É isso que nós queremos? Por que diabos o “Brasil”, este bordel ao sul do Equador, precisa virar lixo em tudo??? Por que estamos em crescente, senão exponencial,  e irreversível processo de miserabilização? Pois é: estamos sob o tacão da Oligarquia do Mal, ação internacional que quer todos os paizecos como nós de joelhos ante o capital e a ordem deles no sentido de nos impor maligna e crescente desordem interna? Veja: Sangalo, “Dohmini”, BBB13, tudo isso é o meio usado por eles pra fazer a macacada brasilis voltar a cavernas e árvores. Pra árvores não voltaremos, pois perdemos o rabo; mas em cavernas já estamos, ou você acha que casas hoje são o quê? Você acha que se ouvem outras coisas que não grunhidos entre paredes dos domicílios nesses dias de sodomia, circo, TV paralisando vidas e mentes e o escambau? Isso é civilização? É país? É nação? É comunidade humana? Pô nenhuma, meu!Enter.
E estamos de calças na mão como país. Nossas fronteiras somam 24.253 km. Como controlar isso? Temos condição de impedir invasões, entrada de drogas e armas, saques e coisas que tais ao longo de tal extensão? Quem patrulhará nosso litoral Atlântico e nossas fronteiras internas? As Forças Armadas? Ou a sociedade civil com seus “representantes” – aquela porca legião de traidores engravatados que se locupletam às custas de nossos sacrifícios – em Brasília? Bem, se todos tivéssemos caças armados e vants de observação que poderíamos destinar a patrulhamento de fronteira, tudo bem. Mas não temos. Quem tem isso é a turma das FFAA. Mas... será que dá pra fazer funcionar essa coisa? Dá não... Não tem combustível pros aviões, não tem rancho pra tropa, não tem munição pra resistir a uma invasão por mais de uma hora. Que tal? Firme? E ainda proibiram a posse de armas de fogo pelos cidadãos, o que nos põe de joelhos mais ainda que antes do “desarmamento” promovido pelo monstrinho maligno Márcio Thomaz Bastos, representante dos intervencionistas e defensor dos bandidos de gravata no Brasil. Enter final.
Tenho a solução, meu: senta, que lá vem a proposta. Que, claro, você vai achar que é a linha do traidor imundo FHC, o pústula Gallochmouth. A solução é... privatizar as Forças Armadas. Se o “Boca” não privatizou em seus oito anos de desmonte da Nação e se o Cachaceiro Çilva I não mexeu em nada da desgraça deixada pelo antecessor também criminoso, a hora é essa. E então estaremos plenamente aceitos como quintal do Império, globalizados até a raiz dos cabelos. E vamos passar a falar Inglês, que Português é idioma de burros que ainda vivem dos Lusíadas. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Em tempo: o Cidão vai ter de devolver o cachê da Sangalo aos cofres públicos. E aí?

sábado, 19 de janeiro de 2013

O Português dos engravatados e dos sem calça. E o colapso no poder



Quando vimos José Dirceu discursando na tribuna da Câmara quando da força-tarefa pela cassação de Collor, algo pareceu não combinar com algo. A pronúncia do sujeito remetia a interiores caipiras remotos, regiões onde o “nóis vai” e o “vai vim” imperam como sendo a expressão maior da “última flor do Lácio”. O diabo tomou conta de tudo, meu. Não adianta. O que nos consola é gente com senso de humor dizer, quando espoucou o mensalão, que “o que preocupa em Zé Dirceu não são os erros, mas os erres”. É um beira-corgo dos bons, o catrumano. Pé-duro. Mais: a Luciana Gimenez soltou uma fina, digitou a palavra “jeito” com gê. A turma de desocupados caiu de pau nela no facebook, ela veio à imprensa reclamar, disse que tem o direito de errar. Todos temos, ó infeliz, mas não tem essa de reclamar! Erra quem não sabe, claro, e isso já é um passo para a desgraça final que nos ronda e ameaça. O diabo é que hoje ninguém mais sabe. Tanto quanto a pornografia desenfreada como a desses malignos BBB, esse puteiro arrebanhando gente incauta ou gente safada mesmo, que é a grande maioria de nossa gente, o pornoidioma é sintoma apavorante de grave doença social. Hoje o brasileiro comum é um burro assumido, com raras exceções. Pelas bocas dessa população de bocós sai um ectoplasma idiomático semelhante às piores caganeiras, que são o desarranjo de cima pra baixo. A fala dos zumbis do sistema são a caganeira resultante do desarranjo de baixo pra cima. E o pior é que a merda, nesses casos, também está no cérebro... Enter.
Se você quer ver o que é o idioma hoje no Brasil, basta clicar no link abaixo – e rir, claro: chorar é inútil. Veja: http://kibeloco.com.br/categoria/pracas-do-braziu/, e aceite que vamos muito mal! É o Português dos sem calça. Vejam que universo!, é a manifestação de uma periferia atroz! Por mais que sejamos gentis com os pobres seres vazios de tudo que nos cercam por todos os lados hoje – como será o amanhã?? –, temos de parar pra pensar nesse grande hospício tupiniquim, e verificaremos que não há mais como reverter essa miséria que se instalou nos seres, fazendo deles apenas zumbis deambulantes e malfalantes, todos transformados em rudes bonecos consumidores, nada mais. Nada mais! Considere, você que ainda não atinou nisso: não tem mais salvação possível para o modelo que está aí, com essa Dilma sem nada dentro da cabeça à frente de um país de desmiolados e, entre essas duas coisas, um oceano de canalhas ladrões bandidos pulhas filhos da p*ta. O Haiti é menos depravado que aqui. E, como disse um amigo, “a civilização acabou, meu caro! Agora é a barbárie!”. Você duvida? Eu, não. O que pode acontecer em curto prazo é de nos levar a fazer nas calças, mas a macacada deambula pela superfície e pelos ambientes como se nada nos ameaçasse. É o tempo dos cegos enturmados. Você duvida? Eu, não. Basta saber quantos zumbis estão colados no Big Brother, putaria em tempo real via TV. Enter.
A Natureza vem reagindo, porque o sistema que a Humanidade botou pra funcionar desde o século XIX entrou em pane geral no planeta, e tudo se encaminha para um belo colapso fatal. Não pense você que a vibração decorrente da máquina do poder sobre a superfície não gera resultados “químicos” contundentes para o equilíbrio universal: gera sim, e é algo de dimensão e força arrasadoras. Não pense você que um ato sequer de qualquer ser humano caia no vazio. Não: ele entra no conjunto vibratório que é o todo. Se aqui se trabalha no sentido do aperfeiçoamento, o cosmo responderá com o mesmo teor em oposição, ou seja, confirmará sua atuação. Se aqui se busca realização de desejos inferiores e mesmo torpes a qualquer preço, isso retornará. A história de Sodoma e Gomorra é simplesmente a confirmação disso. O tsunami no Japão mostra uma reação da Natureza a um desvio da comunidade japonesa para a adoração da matéria. Você viu no que deu. Agora é a China, outros países também vão sofrendo esse retorno. E isso está apenas começando. Enter.
E a colunista Carla Krefft fala sobre a completa crise de identidade no Congresso e no poder em geral: “O Legislativo brasileiro precisa passar por uma reformulação urgente. Fica clara a necessidade ao examinarmos alguns fatos que já são públicos e que, certamente, causam vergonha ao cidadão brasileiro. Empossar alguém que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal é um desses fatos. É ainda mais vergonhoso quando é sabido que o mesmo tribunal já decidiu pela perda imediata dos mandatos de quem foi condenado. Justificativas como a de que somente o próprio Legislativo pode decidir sobre o mandato parlamentar são, no mínimo, inaceitáveis”. Veja só o que a corrupção generalizada no Brasil pode acarretar de resposta da Natureza! E você pode estar gerando isso, se estiver integrado ao que está aí. Basta acompanhar BBB, novela, estar acorde com o Sistema... pois cuidado! Você pode estar alimentando o tsunami que virá. A coisa é bem mais complexa, mas em síntese é isso. E tem mais merda pro ventilador brazuka. Enter final.
“Autor de um projeto de lei que legaliza a prostituição, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que 60% dos homens do Congresso usam os serviços de prostitutas. A declaração foi feita em entrevista ao portal iG, ao avaliar qual seria a chance de sua proposta ser aprovada, uma vez que o tema é tabu para a maioria dos deputados. ‘Eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros’, disse Wyllys” A bancada evangélica não gostou, quer arquivar a idéia. Desafiam o maluquete a dizer os nomes dos deputados que trocam o óleo com profissionais. Bem, até isso está em pauta no Brizêu. Educação, Saúde, segurança pública, deixa pra lá, meu! Vai ter copa, vai ter circo. E tome energia pra segurar, e o risco do apagão ronda tudo. Mas o pior já aconteceu: o apagão social e moral. Não há mais mentes nem instituições funcionando. A hora soa. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!