sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Adoniran e o desidioma da Banânia
Frederico Mendonça de Oliveira
Depois de oito anos ouvindo os petardos idiomáticos disparados pelo babalorixá da Banânia, o Çilva I, que aliás envergonha os cefalópodes teutóides, vulgarmente conhecidos como lulas, pela semelhança nominal com aqueles deliciosos frutos do mar, eis que nossos ouvidos se vão dando conta de que poucos seres nesta Pindorama fazem uso tão rasteiro do idioma como o tipo. Bostejou asneiras e solecismos combinados da forma a mais estúpida e escrota, aliás fazendo uma bela combinação disso com sua imagem desde há oito anos entendida como deletéria, deleterizada pelas aparições patéticas em público e pelos ditos carregados de estupidez e primarismo grosseiro. E ei-lo até recebendo diploma de doutor honoris causa de Coimbra – puxa, isso nos permite ampliar o repertório de piadas abordando a alegada burrice dos portugueses... –, ele, que não passa de um apedeuta salafrário ou de um salafrário apedeuta, como você quiser; ele, que foi até considerado estadista por incautos; ele, que até buscou se promover através de um estupidíssimo filme laudatório talvez inspirado naquela patacoada que decanta os dois filhos de Francisco, aquelas duas mulas palradeiras e emissoras de guais regressivos, dois irmãos grotescos, abissais em tudo, Mirosmar e Welson Davi, adorados, pelos milhões de boçais que os consomem, sob os pseudônimos Zezé di Camargo e Luciano. Çilva I é o retrato da terminalidade do Brasil, hoje rebaixado a Banânia, republiqueta continental degenerada ad infinitum sob uma corja de sevandijas e sudras, um lugar que não é mais país, mas um paraíso de bandidos de todos os estilos e de todas as nuances. Enter.
Quando você ouviu Adoniran Barbosa pela primeira vez, talvez via Demônios da Garoa lá pra 1965, naquele Trem das Onze – se é que ouviu, depende de sua idade e de sua mente – que comoveu geral como samba e como história do cotidiano dos humildes, deve ter pensado que o idioma ali estava a salvo das falas dos multitudinários malacos freqüentadores de estádios da paulicéia. Pois veio logo Saudosa Maloca, obra prima de cabeça e coração, poema encartando o falar do poviléu: “Peguemo todas nossas coisa/ e fumo pro meio da rua apreciar a demolição/ Que tristeza que nóis sentia! Cada tauba que caía doía no coração”. O Adoniran seria da rua, dos pobres, das personagens decaídas e esmagadas pela vida, e ele conseguia tirar poesia disso, até humor ele extraía da desgraça alheia... quando não da própria. “Os homi tá coa razão, nóis arranja outro lugar”. E aprofunda: “Só si conformemo quando o Joca falou: ‘Deus dá o frio conforme o cobertor’”. Curioso: o linguajar dos desgraçados e/ou miseráveis vinha, pelas composições do Adoniran, como forma de metaforizar os conteúdos da saga dessas personagens. Que, por sinal, se misturam entre a ficção e a vida de reais seres e fatos do universo desse mestre único do samba paulista. Só que neste caso temos um conteúdo literário, os solecismos aparecem como identificadores da desassistência, do desamparo, da carência, portanto enriquecendo com a pobreza que revelam. Neste caso, a pobreza do idioma é metáfora da pobreza esmagadora e do trágico dessas e nessas existências incógnitas comprimidas num gueto. Enter.
O linguajar da besta de Garanhuns é o oposto: é o emporcalhamento de todos os significados. É fazer da política, a mais nobre das artes do viver coletivo, um lamaçal. A fala desse impostor cínico é a verdadeira metáfora da podridão que ele abriga em sua vida miserável. É o retrato da traição e da imoralidade assumida e propalada. Quando começaram a querer pegar o Assange, havia a questão de uma mensagem, a que o boçal se referiu publicamente dizendo “mensagi”, mostrando sua constituição reles de homem sem estética e sem ética. A deprimente figura da “primeira dama”, mulher-coisa com seu sorriso sardônico vazio e sempre a tiracolo do estróina desclassificado, é a imagem ilustrativa do conteúdo de quadrilha que marca a dupla gestão petista, a tosca Marisa posando de loura e subserviente mulher do chefe dos traficantes no cenário do crime organizado. Çilva I é a estupidez e a velhacaria combinadas num energúmeno e instaladas na cadeira presidencial, realizando o projeto desconstrutivo do Brasil nação e sua condenação a ser terra sem lei e seara do crime institucionalizado. Os fedapê de plantão, lombrigas habitando a matéria fecal em que se aloja o poder, haverão de dizer que estou propalando teorias da conspiração. Será que quando os pais desses seres fecais se acasalaram também estavam praticando teoria da proliferação de bestas? Ou sexo anal? Enter final.
O Brasil do Adoniran está mais difundido que nunca. Os malacos alcançam os milhões, ocupando o espaço que caberia a uma juventude aspirante ao comando de nosso país. Hoje podemos dizer que a imagem do jovem é a imagem do malaco: bermudas extravagantes e de cores e desenhos berrantes; moleton incluindo capuz, usado ou não sobre o indispensável boné; camiseta sempre com dizeres e imagens preferencialmente deletérias; tênis acolchoado e incrementado o mais possível, do qual sobem dois caniços normalmente finos e morenos e que terminam na barra da bermuda, abaixo dos joelhos; andar gingado, sinuoso; fisionomia fugidia, mutante, sempre entre os buços e a barba mal definida. Hoje a fala dos heróis anônimos do Adoniran é a fala oficial da juventude miserabilizada, o idioma dos malacos. Eis o grande milagre da era Çilva I: nivelar o Brasil pela sua/dele própria miséria moral, pela dele estupidez consentida e assumida, pela vigência e oficialização da trapaça explícita – que nesse agosto sombrio invadiu o STF exibindo um espetáculo de malandragem puxado pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, traidor torpe, figura repulsiva, corrupto assumido e militante. Ficamos assim. A miséria que Adoniran transformava em poesia, puxando personagens do submundo que a sociedade via só de relance, foi transformada por Lula em realidade objetiva, em verdade instituída. Haja antiácido pra tanto horror! E viva Santo Expedito! Oremos. Have a sexy weekend, babes!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Burrice, pasmaceira, corrupção. E a Educação? E o mensalão?
Frederico Mendonça de Oliveira
Você pode “vim” com a conversa mole parecida com a do barãozinho da Corte (ô) petista hoje ministro da Educação, Aloísio Mercadante, de que o ensino sofre processo de deterioração não só no Brasil, mas em âmbito mundial. O “ministro”, que não costuma abrir o bico, prefere só compor a cena do poder como um chuchu no ensopado – o chuchu é chamado de “legume ABC”: contém água, bagaço e casca, e só –, não engrossando, não enriquecendo nem flavorizando, foi apertado sobre a vergonhosa estatística reveladora da ruína que vai cancerificando o ensino médio – e todos os outros! – nesta Banânia. E, curiosamente, se saiu com uma declaração inesperada: não é só no Brasil que o ensino perde qualidade. Não sabemos se ele quiabou, só “universalizou” o problema para tirar seu pretensamente aristocrático toba da reta, mas o fato é esse mesmo. Você não sabe, claro, o que se passa neste mundo de Deus e por que o diabo manda e desmanda, não sabe por que andamos SEMPRE para trás, embora nos seja dado, no processo cósmico, somente o direito ao aperfeiçoamento. Mas, para não retroagir, vamos ao que compõe a essência dessas tripas em que estamos vivendo como ascárides – lombrigas, se você preferir algo menos culto. Ou “bicha”, termo usado para designar os Áscaris Lumbricóides quando ainda não estavam em voga termos referentes aos integrantes da coluna do meio. Enter.
Pra começar, como podem governos servis a interesses do Império prover a população de instrumentos de crescimento e aperfeiçoamento? Esses sevandijas aboletados no poder, lacaios dos donos do mundo, só visam os próprios interesses, mesmo que para isso tenham de ajudar a matar o ventre de onde vieram. Mas de que parte desse ventre? Parece que não vieram do útero pátrio, mas trajeto cólico, pois se assemelham muito a dejetos... e hoje estão todos concentrados no tubo retal da História nessa Pindorama prostituída. A turma usa o próprio idioma como quem fala pelo rabo, é “nos vai”, “pode vim”, “de vez em quanto”, e o idioma nem tem como se defender, porque seus reais representantes têm de ceder a estúpidos que tiram acentos, trema e “simplificam” mais para complicar. Explico, e você vai ver o quanto está metido nisso e nem se toca. Enter.
Se as bestas que mexeram no idioma com essa “reforma ortográfica” lulopetista e que deve ter dado um belo troco para os secretários que a engendraram quiseram simplificar, se estreparam. Mas não quiseram simplificar. Como o Chacrinha, estão aí pra confundir. E provo. Por que, por exemplo, não extinguiram a maldita crase e a maldita vírgula? Observo que nenhum livro que leio sabe colocar vírgulas, fora os das revistas semanais de alta tiragem. Mas as bestas deambulantes que enchem nossas ruas e se socam em casa diante da TV ficaram mais confusas ainda com a tirada do trema – o qüê?? Me dá essa linguiça aí!” – e não há como esperar que a população “siga” as novas regras, que só vieram para confundir mais ainda. Remendaram a Ortografia para pior, nivelando por baixo talvez para seguir o padrão do canalha roufenho, uma besta ignorante e, também, imunda. Esse pulha traidor barato, que diz “mensagi” e “Petobráis” além de circular com aquela mulher que parece inflável e de facies tetânica, não fez senão defecar em si mesmo sob a aprovação maciça da população, feliz e agradecida por também ser devida e generosamente esmerdeada. Enter.
Se “vôo” vira “voo”, se “idéia” vira “ideia”, isso não traz progresso nem simplifica, porque os que não sabiam dos acentos continuarão sem saber deles, e a nova regra será devidamente ignorada tanto como o que a antecedia. Basta ver as “praca do Brasiu”, basta conversar com as “pessoas” para ver se deles emana qualquer conteúdo advindo de algum livro de gramática. Esses zumbis condenados a bigbroders e putarias que tais têm hoje outras referências, mais diretas e deliciosamente corruptoras, quais sejam: Ana Maria Brega e seu fecal lourojosé; desenhos animados de imagens, áudio e textos mórbidos, teratológicos e patogênicos, porque ensinam a crianças o ódio e a violência diariamente; telejornalismo escatológico e hipócrita, com destaque para as caras e bocas da fanhosa e afetada Sandra Annenberg; filmes boçalizantes na sessão da tarde da Globo, sempre asquerosos e regressivos, perfeitos para destruir mentes incautas e incultas; pornografia implícita e explícita direto e reto, funcionando via apelo através de telenovelas, filmes e comerciais, sem contar as trepadas mostradas no BBB; esporte boçalizante, amestrado em tudo, dos atletas ou jogadores aos comentaristas e repórteres, estes trabalhando com afinco para fazer mais entretenedor o que deveria ser uma prática de aperfeiçoamento paralela ao progresso da Educação, da Cultura e da ciência; programas estúpidos e estupidificantes invadindo os lares que lhes abrem as pernas sem exceção que não uma ínfima porcentagem dos que se dão a coragem de desligar a TV. Pois é: não preciso prosseguir enumerando os itens do horror a que submetem a gentuça brasilis, a plebe ignara que, a partir do lulopetismo, desceu orgulhosamente a níveis de mais ignorância ainda, superlativizada que foi a imbecilização na Banânia desde 2002, quando o sapo desdedado subiu aquela rampa a cada dia mais malfadada. Então: podemos esperar algo de um Mercadante, que parece gostar é de cavalos luzidios no seu haras e quer que regras de ortografia ou conteúdos e valores de ensino tenham o mesmo valor que as bolotas que seus quadrúpedes despejam em profusão. Também ele parece preferir cheiro de cavalo a cheiro de povo... e sabemos que o ministério para ele é só expediente para ocupar seu tempo. Enter final.
E vai de presente pra você uma foto em que aparecem três pilantraços – Lula, Toffoli e Marcio Thomaz Bastos – e uma mulher inflável (Marisão). O irmão do novo ministro beija o sapo sudoréico de tanta birita. Está no Google, pode ser acessado através de escrever “posse do ministro Toffoli” e clicar em “imagens”, ao lado de “pesquisa” lá em cima à esquerda. Sai também no blog do Fredera, www.thetweet.blogspot.com. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Foto história para seu arquivo
Eis aí a maravilha: este mocinho que sorri para a câmera para a qual o sapo mentiroso aponta como que advertindo que o beijo pode ser de judas é o ministro Toffoli tomando posse no "supremo"... e quem beija o Çilva I é o irmão do novo ministro. Esse ministrinho mocinho tipo mauricinho hoje participa do julgamento do mensalão, a despeito de toda essa intimidade com o chefe da gangue dos mensaleiros. Completam a composição da cena o ministro traidor Marcio Thomaz Bastos - que nos brindou com bostas como o desarmamento do cidadão honesto -, a mulher aparentando ser inflável e que sempre acompanhou o sapo Çilva I em tudo - e outros tipos não identificáveis, mas seguramente da mesma laia.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012
E o babalorixá da Banânia? Larga o osso?
Frederico Mendonça de Oliveira
A história do Ali Babá nada tem a ver com a história do mensalão, mas a voz das ruas associa as duas, vendo Lula como o chefe e os mensaleiros como os ladrões comandados por ele. Ali Babá foi ladrão no que roubou os 40 ladrões, o que não combina com essa escalafobetice a que assistimos perplexos e, os que têm estômago mais sensível, nauseados. Muito bem, suas excelências do Supremo estão agora com a batata quente nas mãos, e não há quem, se lúcido, não os veja entre a cruz e a espada. Especialmente porque existe também conexão entre pelo menos dois membros do Supremo e a quadrilha que, esperamos, acabará atrás de grades – ou será mentira o que a imprensa revela de ligações dos ministros Toffoli e Levandovsky com Lula et caterva? A “voz rouca das ruas” de que fala Carlos Chagas ecoa naquele tribunal, mas o silêncio de suas excelências, sugerindo pisarem em ovos, silêncio pouquíssimo quebrado nesta novela de teor escabroso, preocupa. Afinal, vimos cada saída mágica para escândalos desde décadas que não há como evitar um ceticismo já até considerado como sabedoria. Sairá coelho dessa cartola? E que coelho será? Coelho mesmo ou um ipissilone desses que temos visto saindo de cartolas há décadas? A pergunta da voz rouca – rouca de tanto gritar! – das ruas impõe um grande detalhe, que nem detalhe é, de tão essencial nessa encrenca: Lula nada tem a ver com isso? O Zé Dirceu não declarou publicamente que nada era feito sem o consentimento ou mesmo a determinação do babalorixá do PT quando aboletado no trono da Banânia? Por que diabos o ex-“presidente” está excluído da quadrilha que chefiou? Ou será que foi acatado como verdade o lero de o Roberto Jefferson ter sido quem alertou o babalorixá sobre as irregularidades que caudalosamente corriam no Palácio e adjacências? É pedra e cal a palavra do líder petebista? O Sebastião Nery detona: “Lula se elegeu em 2002 sem maioria no Congresso. Precisava de maioria no Senado e na Câmara. O PT sozinho, com os nanicos PSB e PCdoB, não tinha bancadas que lhe garantissem tranqüilidade parlamentar”. Mais: “Lula encarregou José Dirceu de negociar com um punhado de pequenos partidos um apoio seguro e permanente durante o governo. E isso queria dizer ‘comprar’, trocar apoio por dinheiro. Lula disse a Dirceu: ‘É mais barato do que negociar ministérios com os partidos maiores’”. Quanto a Dirceu: “José Dirceu, Chefe da Casa Civil e desde a campanha principal porta-voz de Lula e negociador político do governo, não mentiu: ‘Nada que eu fiz foi sem a ordem ou autorização de Lula’”. Enter.
Você quer mais? Alá: “De todos os advogados que defendem no STF seus clientes , seus ‘réus’, em nenhum instante ninguém negou ou contestou a existência dos dinheiros arrecadados pelo governo de Lula, no governo do PT, por José Dirceu e sua ‘quadrilha’, sua ‘organização criminosa’, como definiram os dois procuradores gerais da República (Antonio Fernando e Roberto Gurgel), para comprar os partidos que garantissem maioria a Lula e ao PT. Por isso o Mensalão tem dono: Lula. O defunto é dele. E, tendo dono, o Mensalão também tem nome: ‘Lulão’. ‘Mensalão’ é só apelido”. Enter.
Será que não há outra saída para a geringonça de poder que está aí que não seja poupar o falastrão canastrão para não estraçalhar a imagem do “Brasil” aos olhos do mundo? Seria para manter de pé uma falsa imagem de equilíbrio para que tudo prossiga indo no mesmo rumo que dantes no quartel de abrantes? Será que o Obama ter dito “Esse é o homem!” sobre Lula seria uma fala cifrada sobre ser ele a conexão feliz com Wall Street? Estará Obama cochichando nos ouvidos dos detentores do poder que não seria nada oportuno chutar o balde pondo o chefe junto com seus subordinados sob suas excelências no STF e perante o Brasil e o mundo? Enter.
Será que o andor tem que ser levado tão devagar porque o santo é de barro? Será que todos medem as palavras diante de tal descalabro conjuntural para que não vá pelos ares tamanho circo de horrores sob o qual se esmaga toda a população brasileira? Se considerarmos o teor que vige em Brasília, a julgar pelo padrão de degenerescência moral que os “representantes do povo” exibem sem qualquer pejo, temos de admitir que somos uns duzentos milhões de energúmenos que nada podem exigir… A propósito, ninguém vai ao cerne da coisa, ninguém pergunta como fica a Receita nessa história escabrosa. São rios de dinheiro brotando do nada? E isso vai mais longe ainda, se indagarmos sobre a compra de votos para a reeleição do “sociólogo”. Enter.
E terminamos: se punidos os mensaleiros com a severidade devida, permanecerá o Brasil sob Sarneys, Renans, Jucás, Azeredos, Barbalhos e quejandos, enquanto Lula zanza pelas vias paralelas do poder e FHC é considerado digno de oitiva pelas elites, ganhando grana grossa pra exibir aquela boca (mal) desenhada para mentir? Seria esse julgamento bela encenação, com pirotecnia, para continuar tudo como está? Até porque, para exemplificar, desafiamos qualquer poder nesta Banânia a tirar os honoráveis bandidos de que falou Palmério Dória de seus bunkers de poder em Brasília e alhures. Enter final.
Vale dar umas risadas: a degenerada Madonna, cantora pop sem qualquer mérito maior que viver fazendo tumultos por aí diante de auditórios de zumbis abestalhados e macacos sem rabo, ao tentar bancar a salvadora na Rússia ouviu uma boa. Saiu na Folha: “Um ministro russo, Dmitri Rogozin, usou seu Twitter para chamar de ‘puta velha’ a cantora Madonna, que se atreve a dar ‘lições de moral’ ao pedir que as cantoras do grupo punk Pussy Riot sejam libertadas. ‘Com a idade, toda puta velha tende a dar lições de moral a todo mundo. Em particular, em suas viagens pelo estrangeiro’”. Aí está: você sabe o que significa “pussy”? E “riot”? E se essas outras degeneradas são russas, por que usar nome em “ingrêis”? É, amigo, o mundo virou um inferno, a Humanidade está se dirigindo para o abismo cósmico. O Armagedon vem aí! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
A história do Ali Babá nada tem a ver com a história do mensalão, mas a voz das ruas associa as duas, vendo Lula como o chefe e os mensaleiros como os ladrões comandados por ele. Ali Babá foi ladrão no que roubou os 40 ladrões, o que não combina com essa escalafobetice a que assistimos perplexos e, os que têm estômago mais sensível, nauseados. Muito bem, suas excelências do Supremo estão agora com a batata quente nas mãos, e não há quem, se lúcido, não os veja entre a cruz e a espada. Especialmente porque existe também conexão entre pelo menos dois membros do Supremo e a quadrilha que, esperamos, acabará atrás de grades – ou será mentira o que a imprensa revela de ligações dos ministros Toffoli e Levandovsky com Lula et caterva? A “voz rouca das ruas” de que fala Carlos Chagas ecoa naquele tribunal, mas o silêncio de suas excelências, sugerindo pisarem em ovos, silêncio pouquíssimo quebrado nesta novela de teor escabroso, preocupa. Afinal, vimos cada saída mágica para escândalos desde décadas que não há como evitar um ceticismo já até considerado como sabedoria. Sairá coelho dessa cartola? E que coelho será? Coelho mesmo ou um ipissilone desses que temos visto saindo de cartolas há décadas? A pergunta da voz rouca – rouca de tanto gritar! – das ruas impõe um grande detalhe, que nem detalhe é, de tão essencial nessa encrenca: Lula nada tem a ver com isso? O Zé Dirceu não declarou publicamente que nada era feito sem o consentimento ou mesmo a determinação do babalorixá do PT quando aboletado no trono da Banânia? Por que diabos o ex-“presidente” está excluído da quadrilha que chefiou? Ou será que foi acatado como verdade o lero de o Roberto Jefferson ter sido quem alertou o babalorixá sobre as irregularidades que caudalosamente corriam no Palácio e adjacências? É pedra e cal a palavra do líder petebista? O Sebastião Nery detona: “Lula se elegeu em 2002 sem maioria no Congresso. Precisava de maioria no Senado e na Câmara. O PT sozinho, com os nanicos PSB e PCdoB, não tinha bancadas que lhe garantissem tranqüilidade parlamentar”. Mais: “Lula encarregou José Dirceu de negociar com um punhado de pequenos partidos um apoio seguro e permanente durante o governo. E isso queria dizer ‘comprar’, trocar apoio por dinheiro. Lula disse a Dirceu: ‘É mais barato do que negociar ministérios com os partidos maiores’”. Quanto a Dirceu: “José Dirceu, Chefe da Casa Civil e desde a campanha principal porta-voz de Lula e negociador político do governo, não mentiu: ‘Nada que eu fiz foi sem a ordem ou autorização de Lula’”. Enter.
Você quer mais? Alá: “De todos os advogados que defendem no STF seus clientes , seus ‘réus’, em nenhum instante ninguém negou ou contestou a existência dos dinheiros arrecadados pelo governo de Lula, no governo do PT, por José Dirceu e sua ‘quadrilha’, sua ‘organização criminosa’, como definiram os dois procuradores gerais da República (Antonio Fernando e Roberto Gurgel), para comprar os partidos que garantissem maioria a Lula e ao PT. Por isso o Mensalão tem dono: Lula. O defunto é dele. E, tendo dono, o Mensalão também tem nome: ‘Lulão’. ‘Mensalão’ é só apelido”. Enter.
Será que não há outra saída para a geringonça de poder que está aí que não seja poupar o falastrão canastrão para não estraçalhar a imagem do “Brasil” aos olhos do mundo? Seria para manter de pé uma falsa imagem de equilíbrio para que tudo prossiga indo no mesmo rumo que dantes no quartel de abrantes? Será que o Obama ter dito “Esse é o homem!” sobre Lula seria uma fala cifrada sobre ser ele a conexão feliz com Wall Street? Estará Obama cochichando nos ouvidos dos detentores do poder que não seria nada oportuno chutar o balde pondo o chefe junto com seus subordinados sob suas excelências no STF e perante o Brasil e o mundo? Enter.
Será que o andor tem que ser levado tão devagar porque o santo é de barro? Será que todos medem as palavras diante de tal descalabro conjuntural para que não vá pelos ares tamanho circo de horrores sob o qual se esmaga toda a população brasileira? Se considerarmos o teor que vige em Brasília, a julgar pelo padrão de degenerescência moral que os “representantes do povo” exibem sem qualquer pejo, temos de admitir que somos uns duzentos milhões de energúmenos que nada podem exigir… A propósito, ninguém vai ao cerne da coisa, ninguém pergunta como fica a Receita nessa história escabrosa. São rios de dinheiro brotando do nada? E isso vai mais longe ainda, se indagarmos sobre a compra de votos para a reeleição do “sociólogo”. Enter.
E terminamos: se punidos os mensaleiros com a severidade devida, permanecerá o Brasil sob Sarneys, Renans, Jucás, Azeredos, Barbalhos e quejandos, enquanto Lula zanza pelas vias paralelas do poder e FHC é considerado digno de oitiva pelas elites, ganhando grana grossa pra exibir aquela boca (mal) desenhada para mentir? Seria esse julgamento bela encenação, com pirotecnia, para continuar tudo como está? Até porque, para exemplificar, desafiamos qualquer poder nesta Banânia a tirar os honoráveis bandidos de que falou Palmério Dória de seus bunkers de poder em Brasília e alhures. Enter final.
Vale dar umas risadas: a degenerada Madonna, cantora pop sem qualquer mérito maior que viver fazendo tumultos por aí diante de auditórios de zumbis abestalhados e macacos sem rabo, ao tentar bancar a salvadora na Rússia ouviu uma boa. Saiu na Folha: “Um ministro russo, Dmitri Rogozin, usou seu Twitter para chamar de ‘puta velha’ a cantora Madonna, que se atreve a dar ‘lições de moral’ ao pedir que as cantoras do grupo punk Pussy Riot sejam libertadas. ‘Com a idade, toda puta velha tende a dar lições de moral a todo mundo. Em particular, em suas viagens pelo estrangeiro’”. Aí está: você sabe o que significa “pussy”? E “riot”? E se essas outras degeneradas são russas, por que usar nome em “ingrêis”? É, amigo, o mundo virou um inferno, a Humanidade está se dirigindo para o abismo cósmico. O Armagedon vem aí! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Vai começar o espetáculo da acochambração!!! Na berlinda, o mensalão!
Frederico Mendonça de Oliveira
Os fatos estão aí, nos narizes de todos. Toffoli, amigo e até acusado de ser membro da "organização" vai "julgar". Sabemos que pode ser manobra de desespero dos pilantras encurralados. Ocorre é que a frágil película que protege o tumor que congloba a turma da rapinagem vê chegar perto dela a lanceta, e todos "cortam agulha". Por mais que se encontrem brechas e saídas para tudo, a própria degenerescência acabou por gerar uma ameaça abissal cuja profundidade começa a assediar as mentes mais impérvias nessa confa. Mesmo que consideremos o caso/anedota do advogado corruptíssimo e ateu que, já vergando sob doença terminal, começou a ler febrilmente a Bíblia e que, à pergunta que amigos intrigados lhe dirigiam, “Ué, você não era ateu? Por que agora se agarra na Bíblia?”, ele respondeu que “Estou procurando uma brecha na lei!”, parece que de tantas brechas abertas já se esgotou a superfície onde ainda se possa abri-las. A desfaçatez, a hipocrisia e o cinismo superlativizados pela prática de desvios e delitos durante décadas acabou que agora esbarram no esgotamento do repertório de jeitinhos, de expedientes de malandragem e de torpeza instituída. É aquilo: o malandro dá tantos golpes que uma hora ele cai da própria pernada. "Um dia a casa cai", é o que dizem... Enter
Já virou refrão o comentário popular sobre o político e a política serem território de maracutaias como essência. A indigência a que foi condenada a mente coletiva do brasileiro acabou por fazer dele um fatalista – ou derrotista mesmo? – que se acomodou no conforto imoral do imobilismo e da paralisia autodestrutiva. E grande parte, a quase totalidade disso, provém do que o Millor fala em charge inesquecível no seu dele livre pensar: “Paiê, quando eu crescer posso trabalhar na mídia? Quero ser um grande cretinizador!”. Pois é: de onde vem esse poder cretinizador, que tem o louro josé como seu parâmetro mais escandaloso de boçalidade e que alinha desfilando na telinha diuturnamente uma fauna de mentecaptos sorridentes e de apedeutas empedernidos com cérebro de frango de granja? Onde estão os ministérios que até se pretendem mantenedores do bem estar social, da educação, da cultura que não regulam essa bacanal de estupidificação torrencial e ininterrupta há mais de quatro décadas? Pior: ante qualquer tentativa de regular a ação dos meios de comunicação, logo virão as acusações de que se está querendo limitar o direito de manifestação e expressão. Mas quando a imprensa revela fatos imorais que marcam o cotidiano da “política”, aí a estrutura da esquerda quer limitar a ação dos jornalistas e jornais que ousam abrir as cortinas do poder e revelar a ação de honoráveis bandidos. Vide o caso do filhote do Sarney, cujas atividades ilícitas, reveladas pelo Estadão, motivaram a censura ao jornal, por obra e poder divino do desembargador Dácio Vieira, mostrado por Augusto Nunes em foto com o eterno senador intocável e gente deles em festa de casamento da filha de um marajá notório, o “deputado” Agaciel Maia, que se locupleta de benesses na Corte. Mas a Globo pode ser chamada de “ministério da desinformação”, tamanha a desmobilização mental que produz nesta Pindorama. Desmobilização, cretinização e estupidificação, e muito mais: cega a população com suas imagens hipnóticas e de teor quase sempre deletério quando não obsceno, tudo, na verdade, estupefaciente e alienante. Millor não ia perder uma oportunidade dessas de manifestar sua genialidade. Enter
O mensalão é Lula, Lula é o mensalão. O que vivemos é uma asquerosa farsa, um jogo sujo, uma encenação em águas turvas, em que não sobreviveria nem sequer uma larva de aedes aegipti. E começa o sambalelê depois de amanhã, e o babalorixá da Banânia, devastado pela quimio mas muito, muito, muito! longe de largar o osso, vive flanando lampeiro blindado pelas forças que não dão bobeira: elas não se mostram, trabalham sempre muito bem camufladas… e são elas que dão as cartas direto e reto. E quanto a nós? “Teló neles!”, ordenam os conquistadores. E a macacada adere maciçamente, pulando como macacos diante da miséria sonora e da indigência em música e letra apresentada por essa legião de novos membros da fauna canora brasilis, e isso avança como câncer agressivo, corroendo nossa mente coletiva com essa matéria depravadora, causando até incredulidade poder haver milhões e milhões que se deslocam para lotar auditórios em que a miséria sonora ganha o status de verdadeiro altar onde se veneram deuses vivos. E o que se vê nesses palcos de apresentação de abundantes sessões deformadoras é o que há de mais miserável, de mais rasteiro, de mais bastardo em termos de canção. As letras apresentam a dimensão superada até por pongídeos; as estruturas musicais são as mais degradadas possíveis, isto num país em que uma evolução musical nos colocou, através de Villa Lobos e Tom Jobim, à frente da melhor música do planeta. Enter.
Será esse retrocesso algo “natural”? Seria natural um corpo vivo começar a entrar em decomposição quando de sua plenitude? Não, claro que não, a menos que um fator destrutivo como um câncer ou envenenamento progressivo ou agressão letal produzisse esse retrocesso antinatural. Você talvez não perceba o teor do que está sendo dito, porque para o cidadão comum a música normalmente é um fator acessório de que se tem vaga compreensão. E é necessário lembrar que o povo aceita o que se lhe impinge como dieta sonora, então isso não assusta, nem mesmo preocupa ou impressiona. Mas a exposição do público a material corrosivo, regressivo e patogênico produzirá resultados, creia, e seus filhos e netos é que pagarão – e muito duramente, senão penosamente – essa conta. E, se acordarem de sua letargia, perguntarão: porque não se impediu isso? Enter final.
O babalorixá da Banânia anda desfilando sua feiúra agravada pela quimio. É lastimável, deprimente, uma feiúra só. Ver essas imagens hoje nos leva a pensar num pesadelo histórico nos hostilizando a vida, e temos pouca ou nenhuma alternativa. Manoel Bandeira falava, diante da ameaça da morte em Pneumotórax, na alternativa final: “Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”, disse o médico. Para os nigérrimos e tão sombrios dias de hoje, podemos dizer, se indagados sobre que fazer diante do que nos ameaça e se temos saída: “Não. A única coisa a fazer é cantar com o Teló: ‘Ah!, se eu te pego’”! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!
Os fatos estão aí, nos narizes de todos. Toffoli, amigo e até acusado de ser membro da "organização" vai "julgar". Sabemos que pode ser manobra de desespero dos pilantras encurralados. Ocorre é que a frágil película que protege o tumor que congloba a turma da rapinagem vê chegar perto dela a lanceta, e todos "cortam agulha". Por mais que se encontrem brechas e saídas para tudo, a própria degenerescência acabou por gerar uma ameaça abissal cuja profundidade começa a assediar as mentes mais impérvias nessa confa. Mesmo que consideremos o caso/anedota do advogado corruptíssimo e ateu que, já vergando sob doença terminal, começou a ler febrilmente a Bíblia e que, à pergunta que amigos intrigados lhe dirigiam, “Ué, você não era ateu? Por que agora se agarra na Bíblia?”, ele respondeu que “Estou procurando uma brecha na lei!”, parece que de tantas brechas abertas já se esgotou a superfície onde ainda se possa abri-las. A desfaçatez, a hipocrisia e o cinismo superlativizados pela prática de desvios e delitos durante décadas acabou que agora esbarram no esgotamento do repertório de jeitinhos, de expedientes de malandragem e de torpeza instituída. É aquilo: o malandro dá tantos golpes que uma hora ele cai da própria pernada. "Um dia a casa cai", é o que dizem... Enter
Já virou refrão o comentário popular sobre o político e a política serem território de maracutaias como essência. A indigência a que foi condenada a mente coletiva do brasileiro acabou por fazer dele um fatalista – ou derrotista mesmo? – que se acomodou no conforto imoral do imobilismo e da paralisia autodestrutiva. E grande parte, a quase totalidade disso, provém do que o Millor fala em charge inesquecível no seu dele livre pensar: “Paiê, quando eu crescer posso trabalhar na mídia? Quero ser um grande cretinizador!”. Pois é: de onde vem esse poder cretinizador, que tem o louro josé como seu parâmetro mais escandaloso de boçalidade e que alinha desfilando na telinha diuturnamente uma fauna de mentecaptos sorridentes e de apedeutas empedernidos com cérebro de frango de granja? Onde estão os ministérios que até se pretendem mantenedores do bem estar social, da educação, da cultura que não regulam essa bacanal de estupidificação torrencial e ininterrupta há mais de quatro décadas? Pior: ante qualquer tentativa de regular a ação dos meios de comunicação, logo virão as acusações de que se está querendo limitar o direito de manifestação e expressão. Mas quando a imprensa revela fatos imorais que marcam o cotidiano da “política”, aí a estrutura da esquerda quer limitar a ação dos jornalistas e jornais que ousam abrir as cortinas do poder e revelar a ação de honoráveis bandidos. Vide o caso do filhote do Sarney, cujas atividades ilícitas, reveladas pelo Estadão, motivaram a censura ao jornal, por obra e poder divino do desembargador Dácio Vieira, mostrado por Augusto Nunes em foto com o eterno senador intocável e gente deles em festa de casamento da filha de um marajá notório, o “deputado” Agaciel Maia, que se locupleta de benesses na Corte. Mas a Globo pode ser chamada de “ministério da desinformação”, tamanha a desmobilização mental que produz nesta Pindorama. Desmobilização, cretinização e estupidificação, e muito mais: cega a população com suas imagens hipnóticas e de teor quase sempre deletério quando não obsceno, tudo, na verdade, estupefaciente e alienante. Millor não ia perder uma oportunidade dessas de manifestar sua genialidade. Enter
O mensalão é Lula, Lula é o mensalão. O que vivemos é uma asquerosa farsa, um jogo sujo, uma encenação em águas turvas, em que não sobreviveria nem sequer uma larva de aedes aegipti. E começa o sambalelê depois de amanhã, e o babalorixá da Banânia, devastado pela quimio mas muito, muito, muito! longe de largar o osso, vive flanando lampeiro blindado pelas forças que não dão bobeira: elas não se mostram, trabalham sempre muito bem camufladas… e são elas que dão as cartas direto e reto. E quanto a nós? “Teló neles!”, ordenam os conquistadores. E a macacada adere maciçamente, pulando como macacos diante da miséria sonora e da indigência em música e letra apresentada por essa legião de novos membros da fauna canora brasilis, e isso avança como câncer agressivo, corroendo nossa mente coletiva com essa matéria depravadora, causando até incredulidade poder haver milhões e milhões que se deslocam para lotar auditórios em que a miséria sonora ganha o status de verdadeiro altar onde se veneram deuses vivos. E o que se vê nesses palcos de apresentação de abundantes sessões deformadoras é o que há de mais miserável, de mais rasteiro, de mais bastardo em termos de canção. As letras apresentam a dimensão superada até por pongídeos; as estruturas musicais são as mais degradadas possíveis, isto num país em que uma evolução musical nos colocou, através de Villa Lobos e Tom Jobim, à frente da melhor música do planeta. Enter.
Será esse retrocesso algo “natural”? Seria natural um corpo vivo começar a entrar em decomposição quando de sua plenitude? Não, claro que não, a menos que um fator destrutivo como um câncer ou envenenamento progressivo ou agressão letal produzisse esse retrocesso antinatural. Você talvez não perceba o teor do que está sendo dito, porque para o cidadão comum a música normalmente é um fator acessório de que se tem vaga compreensão. E é necessário lembrar que o povo aceita o que se lhe impinge como dieta sonora, então isso não assusta, nem mesmo preocupa ou impressiona. Mas a exposição do público a material corrosivo, regressivo e patogênico produzirá resultados, creia, e seus filhos e netos é que pagarão – e muito duramente, senão penosamente – essa conta. E, se acordarem de sua letargia, perguntarão: porque não se impediu isso? Enter final.
O babalorixá da Banânia anda desfilando sua feiúra agravada pela quimio. É lastimável, deprimente, uma feiúra só. Ver essas imagens hoje nos leva a pensar num pesadelo histórico nos hostilizando a vida, e temos pouca ou nenhuma alternativa. Manoel Bandeira falava, diante da ameaça da morte em Pneumotórax, na alternativa final: “Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”, disse o médico. Para os nigérrimos e tão sombrios dias de hoje, podemos dizer, se indagados sobre que fazer diante do que nos ameaça e se temos saída: “Não. A única coisa a fazer é cantar com o Teló: ‘Ah!, se eu te pego’”! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Conteúdos bestificantes na Pindorama e alhures
Frederico Mendonça de Oliveira
Você deve ejacular ou ovular de prazer ao ver a Lady Gaga chegando a restaurante na Califórnia com as mamicas de fora, cobertas por um filó lá. Mamiquinhas, na verdade. Grande maravilha... mas é a Lady Gaga, e a turma até vai se descarregar sob a égide de Onã, que libido é coisa pra endoidar. Na mesma primeira página você dá de cara com o casal 20 Brad Pitt/Angelina Jolie e nem se pergunta por que diabos aquilo aparece ali, como se isso tivesse algum valor senão para os envolvidos naquele meio. O interessante é você pensar que ela, toda charme e perfumes, possa estar, no momento em que os dois assomam em ambientes festivos, emitindo gases com fragrâncias que nada lembram Coco Chanel... e é importante pensar que ali muitas florzinhas ocultas entre glúteos podem estar fazendo o mesmo. Inclusive Mr. Pitt, que tem tripas e come porcarias como todo mundo. E aí reside o mistério: as imagens não emitem fragrâncias nem há como vê-las. Então você é jogado no mundo da fantasia e flana por esses valores como beija-flor ou borboleta entre flores olorosas... e emburrece um pouco mais, que ninguém é de ferro! Enter.
A pergunta é: o que temos nós a ver com famosos de alhures? Na verdade, não interessa a ninguém nem os daqui. Por exemplo, haja saco pra ver a cara do idiotazinho Neymar com aquela crista, imagem que hoje você vê até em bunda de cachorro... embora valha considerar que é menos penoso do que ver as fuças dos imbecis Ronaldos, o Gaúcho e o Peidômeno. Putz!, pior ainda é ver os tipos emitindo suas vozes e “conceitos”... mas você não escapa. Aquele sorriso do Gaúcho doía quando ele estava auge. Em supermercados tinha até imagem do cara em tamanho real, era coisa de amedrontar topar com aquela boca sorridente parecendo um jacaré mal desenhado... mas é assim mesmo. Será que alguma pretendente a um golpe de maria-chuteira ficaria ensopada com ver aquilo? Bem, tem gosto e disponibilidade pra tudo nesse mundo de Telós. Você não há de querer que o mundo pare de retroceder no tempo e nos valores, afinal isso aqui é como esmeril pra amolar a faca ou a lâmina que somos. Mas, porra!, que decadência, que titica!, que miséria!! E a única forma de mais ou menos superar isso é imaginar, por exemplo, a Angelina Jolie fazendo totô e empesteando o recinto solitário com o futum de seus croquetes amorenados e quentinhos, ah!, consola a gente um pouco. Porque tem gente que acha que ela não faz isso ou que, fazendo, o trem não tresanda, mas perfuma o ambiente. Eu, hem! Enter.
Você está “filiz”, como diz a Bestânia? Eu estou, mas é porque na verdade eu sou. Mas fico bastante mortificado com ver o que estão fazendo com a verdade... então vamos falar de besteiras, porque não quero estragar seu sexy weekend. E já que falamos em Bestânia, vale uma historinha. Você sabe de onde ela vem, né? É de Santo Amaro da Purificação, belo nome de cidade mas que nos enviou esse filhote que, entre outras, canta mal pra cacete, semitonando, dividindo pessimamente, por aí. Um baiano de lá e que estudou no arraial onde me acoito há 28 invernos contou que a Bestânia é chamada lá de “o homem de Santo Amaro da Purificação”. Hohoho. A turma não vacila... mas foi um amigo que esteve em minha casa que revelou essa: quando a diva santoamarense vai visitar Dona Canô, a queapa (riu), ela vai de segurança a tiracolo e na casa da velhinha dorme no quarto que fora seu deixando o boneco armado do lado de fora, de guarda na porta. É mole? Por aí você vê que não só de Lady Gaga vivem os otários... e fiquei muito “filiz” de saber dessa história, porque já conheço a baiana, concebida espiritualmente em certa ilha grega, de outros carnavais, e não tenho coisa boa pra contar. Nenhuma: só ipissilones. De bom, acho que ela tem uma: ser irmã do Cae, um amor de pessoa. E o Cae, então careta, só estando sob efeito de algum bagulho forte pra fazer “Você é Linda”, maravilha de canção, para sua tão estranhíssima irmã. Pê que pê, vá ser diferente lá em Malabo! E agora que a velhice cobra a conta, a diva paratropicalista vai ficando meio pra pilotar caldeirões, credo! Pude vê-la de braços nus alçados, e o que pendia de seus dela braços não era nada sensual nem belo, caramba! Por falar nisso, e os milhões com aqueles vídeos dela declamando poesia? Parece que gorou o projeto, né? Sorte a nossa, bem! De novo: credo!!!! Enter.
E vai uma piada que o Belchior me contou. Quando a diva santamarense começou a aparecer na Bahia, davam-se festas em fins de semana nos apês chiques do Porto da Barra, e a onda era dizer pros convidados que “Maria Betãnia confirmou presença”. Numa dessas, saindo do banheiro, a cantora topou no corredor com um ex-caso, que sumira. E barrou a passagem da garota apoiando o braço na parede, enquanto dava uma dura na pobre. MB sempre usou vestidos longos cavados nos braços. E não depilava seus nada exponíveis sovacos. Pois nisso vem um baixinho bêbado da sala pra pegar mais uísque na cozinha e pede licença e passa por debaixo do braço da figura. No que passou, olhou pra cima, se voltou e agradeceu: “Obrigado, bailarina!”. MB, puta da vida, retrucou; “Eu não sou bailarina, sou cantora! Sou Maria Betânia! Por que você me chamou de bailarina?”, ao que o baixinho respondeu: “Porque só uma bailarina levanta a perna desse jeito...”. E sumiu atrás de mais birita. Já imaginou isso, bro? Bem, tá chegando a hora. Enter final.
Cara, seu weekend está nos trinques. Fique sabendo que Zezé di Camargo, Mirosmar para os amigos, fez festa na casa do Latino. E, claro, a latrina estava lá esperando bundas famosas nesse encontro em que o QI perde pro de frangos de granja. E a Hebe quer terminar seus dias nos braços de Sílvio Santos, Senor Abravanel pra os íntimos. E deu no Yahoo Notícias: “A primeira noite de Lindinalva ofusca Gabriela na novela”. Tirando a cacofonia (ofusCA GAbriela), a notícia é talvez a responsável pela redução de 10% na conta de energia. Você sabia? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Você deve ejacular ou ovular de prazer ao ver a Lady Gaga chegando a restaurante na Califórnia com as mamicas de fora, cobertas por um filó lá. Mamiquinhas, na verdade. Grande maravilha... mas é a Lady Gaga, e a turma até vai se descarregar sob a égide de Onã, que libido é coisa pra endoidar. Na mesma primeira página você dá de cara com o casal 20 Brad Pitt/Angelina Jolie e nem se pergunta por que diabos aquilo aparece ali, como se isso tivesse algum valor senão para os envolvidos naquele meio. O interessante é você pensar que ela, toda charme e perfumes, possa estar, no momento em que os dois assomam em ambientes festivos, emitindo gases com fragrâncias que nada lembram Coco Chanel... e é importante pensar que ali muitas florzinhas ocultas entre glúteos podem estar fazendo o mesmo. Inclusive Mr. Pitt, que tem tripas e come porcarias como todo mundo. E aí reside o mistério: as imagens não emitem fragrâncias nem há como vê-las. Então você é jogado no mundo da fantasia e flana por esses valores como beija-flor ou borboleta entre flores olorosas... e emburrece um pouco mais, que ninguém é de ferro! Enter.
A pergunta é: o que temos nós a ver com famosos de alhures? Na verdade, não interessa a ninguém nem os daqui. Por exemplo, haja saco pra ver a cara do idiotazinho Neymar com aquela crista, imagem que hoje você vê até em bunda de cachorro... embora valha considerar que é menos penoso do que ver as fuças dos imbecis Ronaldos, o Gaúcho e o Peidômeno. Putz!, pior ainda é ver os tipos emitindo suas vozes e “conceitos”... mas você não escapa. Aquele sorriso do Gaúcho doía quando ele estava auge. Em supermercados tinha até imagem do cara em tamanho real, era coisa de amedrontar topar com aquela boca sorridente parecendo um jacaré mal desenhado... mas é assim mesmo. Será que alguma pretendente a um golpe de maria-chuteira ficaria ensopada com ver aquilo? Bem, tem gosto e disponibilidade pra tudo nesse mundo de Telós. Você não há de querer que o mundo pare de retroceder no tempo e nos valores, afinal isso aqui é como esmeril pra amolar a faca ou a lâmina que somos. Mas, porra!, que decadência, que titica!, que miséria!! E a única forma de mais ou menos superar isso é imaginar, por exemplo, a Angelina Jolie fazendo totô e empesteando o recinto solitário com o futum de seus croquetes amorenados e quentinhos, ah!, consola a gente um pouco. Porque tem gente que acha que ela não faz isso ou que, fazendo, o trem não tresanda, mas perfuma o ambiente. Eu, hem! Enter.
Você está “filiz”, como diz a Bestânia? Eu estou, mas é porque na verdade eu sou. Mas fico bastante mortificado com ver o que estão fazendo com a verdade... então vamos falar de besteiras, porque não quero estragar seu sexy weekend. E já que falamos em Bestânia, vale uma historinha. Você sabe de onde ela vem, né? É de Santo Amaro da Purificação, belo nome de cidade mas que nos enviou esse filhote que, entre outras, canta mal pra cacete, semitonando, dividindo pessimamente, por aí. Um baiano de lá e que estudou no arraial onde me acoito há 28 invernos contou que a Bestânia é chamada lá de “o homem de Santo Amaro da Purificação”. Hohoho. A turma não vacila... mas foi um amigo que esteve em minha casa que revelou essa: quando a diva santoamarense vai visitar Dona Canô, a queapa (riu), ela vai de segurança a tiracolo e na casa da velhinha dorme no quarto que fora seu deixando o boneco armado do lado de fora, de guarda na porta. É mole? Por aí você vê que não só de Lady Gaga vivem os otários... e fiquei muito “filiz” de saber dessa história, porque já conheço a baiana, concebida espiritualmente em certa ilha grega, de outros carnavais, e não tenho coisa boa pra contar. Nenhuma: só ipissilones. De bom, acho que ela tem uma: ser irmã do Cae, um amor de pessoa. E o Cae, então careta, só estando sob efeito de algum bagulho forte pra fazer “Você é Linda”, maravilha de canção, para sua tão estranhíssima irmã. Pê que pê, vá ser diferente lá em Malabo! E agora que a velhice cobra a conta, a diva paratropicalista vai ficando meio pra pilotar caldeirões, credo! Pude vê-la de braços nus alçados, e o que pendia de seus dela braços não era nada sensual nem belo, caramba! Por falar nisso, e os milhões com aqueles vídeos dela declamando poesia? Parece que gorou o projeto, né? Sorte a nossa, bem! De novo: credo!!!! Enter.
E vai uma piada que o Belchior me contou. Quando a diva santamarense começou a aparecer na Bahia, davam-se festas em fins de semana nos apês chiques do Porto da Barra, e a onda era dizer pros convidados que “Maria Betãnia confirmou presença”. Numa dessas, saindo do banheiro, a cantora topou no corredor com um ex-caso, que sumira. E barrou a passagem da garota apoiando o braço na parede, enquanto dava uma dura na pobre. MB sempre usou vestidos longos cavados nos braços. E não depilava seus nada exponíveis sovacos. Pois nisso vem um baixinho bêbado da sala pra pegar mais uísque na cozinha e pede licença e passa por debaixo do braço da figura. No que passou, olhou pra cima, se voltou e agradeceu: “Obrigado, bailarina!”. MB, puta da vida, retrucou; “Eu não sou bailarina, sou cantora! Sou Maria Betânia! Por que você me chamou de bailarina?”, ao que o baixinho respondeu: “Porque só uma bailarina levanta a perna desse jeito...”. E sumiu atrás de mais birita. Já imaginou isso, bro? Bem, tá chegando a hora. Enter final.
Cara, seu weekend está nos trinques. Fique sabendo que Zezé di Camargo, Mirosmar para os amigos, fez festa na casa do Latino. E, claro, a latrina estava lá esperando bundas famosas nesse encontro em que o QI perde pro de frangos de granja. E a Hebe quer terminar seus dias nos braços de Sílvio Santos, Senor Abravanel pra os íntimos. E deu no Yahoo Notícias: “A primeira noite de Lindinalva ofusca Gabriela na novela”. Tirando a cacofonia (ofusCA GAbriela), a notícia é talvez a responsável pela redução de 10% na conta de energia. Você sabia? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Uma geração vai saindo de cena. E o mal avança...
Frederico Mendonça de Oliveira
Na segunda passada, dia 16/07, bateu a caçuleta o magnífico músico Ed Lincoln, Eduardo Lincoln Barbosa de Sabóia de pia batismal. Nascido em Fortaleza em 31 de maio de 1932, de família nobre, com 19 anos mudou-se para o Rio, onde se impôs como gênio nos tempos em que se amarravam cachorros com lingüiça, ou seja, nos anos dourados de 1950. O Rio era lindo nesses tempos, e as favelas eram um contraponto sócio-cultural que reunia no máximo vinte por cento da população carioca. O Carnaval era na Rio Branco, saía da Praça Onze, e o morro descia pra mostrar seu valor – leia-se: samba! – no asfalto. Vivíamos a música através do rádio e do disco – a Globo ainda não invadira nossas vidas –, dos bailes e apresentações ao vivo, e o Lincoln estava sempre presente de alguma forma, e vivíamos entre o teatro e o cinema inocentes quanto a estarmos nos traindo, diante dos filmes de Hollywood, como seres incautos engrossando as forças que se opunham politicamente à Roma Católica. Era papa Eugênio Pacelli, o Pio XII, cuja memória hoje é criminosamente enxovalhada pelos mesmos inimigos – não só de Roma e do Catolicismo – que ameaçam o planeta e os povos desde os tempos mais remotos. Mas tínhamos uma vida bem melhor, inclusive baseada na esperança de evolução pessoal e social, e o Lincoln era uma referência no processo de beleza e força criadora que iluminava aqueles tempos. Enter.
Entrevado há talvez mais de ano, seqüela de um acidente que sofreu em 1963, quando de uma estripulia noturna num fusca, naqueles dias de glória do carrinho no Brasil de JK. Bateu num poste, o carro chegou a encostar a capota no próprio, Lincoln caiu no chão lançado do carro e deu de bunda no chão. Foi-se nisso a sua coluna lombar. Ficou sete meses de molho sob os cuidados do afamadíssimo dr. A. Ackermann, cujo nome vivia aparecendo em anúncios em O Globo. Estive na Clínica das Laranjeiras, de repente apareceu o doutor para uma checada no paciente e uma curtida com os artistas que sempre iam lá. Mr. Ackermann tinha verdadeira admiração pelo que acontecia naquele imeeeenso quarto de recuperação, pois até ensaios eles faziam. E a bandinha continuava fazendo os bailes já contratados, só que com pianistas substituindo o mestre. Um desses pianistas foi Tenório Jr., que vi pela primeira vez em palco no baile de formatura de minha garota de então. Quando adentrei o recinto do salão nobre do Fluminense, eles tocavam Nuvens, do Durval e Maurício, era algo majestático. Para suprir a falta do órgão, o Lincoln botou o sax do Paulo Moura em naipe com o trompete do Paulinho, e ficou lindo. Fui a esse baile dopado de remédios, pois enfrentava uma séria gripe complicada com sinusite e outras bostas, mas não perderia aquilo. Estava de cama há uma semana e saí do baile bonzinho da silva. O espírito do Lincoln e aquela música linda me curaram. Enter.
Depois do advento da Globo, adeus. Veio a MPB, ditadura da canção desde o início da década de 60, e tudo se esmerdeou como pretendiam os que manejam os cordéis do poder mundial. O Brasil se tornou um espaço ideal para a farra das multinacionais do disco, e todos os selos nacionais de gravação foram esmagados, ficando em plena ação as gravadoras envolvidas com o poder do Império: EMI-Odeon (UK), Philips/Polygran (Holanda), CBS, RCA, Warner (USA) e Ariola (Alemanha). O Lincoln tinha, com o Nilo Sérgio, o selo Musidisc, desativado por crescente falta de oxigênio resultante da asfixia imposta pelas gravadoras multinacionais. Chegavam também os Beatles, que você não sabe – nem eles sabiam! – terem sido produzidos pela Inteligência Britânica. Já o “fenômeno” Woodstock, responsável pela explosão do rock puxado pelos Beatles, foi organizado e produzido pela Inteligência Britânica em associação com a CIA, e tinha como um dos principais objetivos promover o lançamento do LSD para a juventude norte-americana justo quando uma parte desta se organizava através do movimento da New Left para peitar o stablishment. Eles não brincam em serviço não, e você já deve ter desconfiado disso... E o Lincoln, figura lapidar no cenário da música do Rio, foi sendo confinado junto com todos nós no gueto que nos restava. A canção ia à estratosfera: as multinacionais citadas fizeram do Brizêu o quarto mercado mundial do disco, enquanto inapelavelmente o samba ia sendo preterido pelo avanço do soul, do pop, gêneros que desde 1970 tiveram em Milton Nascimento o padrinho tupiniquim. Depois, o Gil virou o embaixador do reggae, logo ele, autor de sambas memorabilíssimos... e o Lincoln foi tendo de se contentar com um ostracismo feio, confinado em seu reduto de atuação, que então virou reclusão involuntária. Ninguém ia lá; ele não tinha, por outro lado, onde aparecer dignamente, tal a alteração no cenário. Enter final.
Mas você nem sabia existir esse Ed Lincoln, é fato. “Morreu? Antes ele do que eu”, você deve estar dizendo. O que você não enxerga é o crepúsculo de uma era em que o Brasil ainda era país. Com a morte do Lincoln o país vai um pouco mais para baixo da terra. Já foram Tom Jobim, Gonzaguinha, Luís Eça, Durval Ferreira, Paulinho Nogueira, Baden Powell, estão outros vários prestes a sair desta para a melhor, enquanto vamos vendo triunfar seres apresentando a mais horrenda delinqüência musical já imposta nesta desgraçada Pindorama. Mas não tema: Demóstenes Torres voltou a suas atividades em Goiás e abocanha uns quarentinha por mês (ainda precisa de acento, filólogos petralhas? Logo vai cair, né?), e mais adiante volta ao Senado “nos braços do povo”, hohoho! De nossa parte, resta o espanto e a preparação para a partida para o andar de cima. Aqui nesta merda fica o que há de pior em nossa História. Agora você pode se consolar com o Tchan Tchum, nova grossa titica alçada aos píncaros do sucesso via mídia. Você merece, dizem alguns, mas é hora de nos preocuparmos com a Galisteu não ter engravidado e com a Xuxa estar preocupando a Globo por ter caído geral na audiência. Das bestas, claro. E sossegue: amanhã de manhã o louro josé estará no ar... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Na segunda passada, dia 16/07, bateu a caçuleta o magnífico músico Ed Lincoln, Eduardo Lincoln Barbosa de Sabóia de pia batismal. Nascido em Fortaleza em 31 de maio de 1932, de família nobre, com 19 anos mudou-se para o Rio, onde se impôs como gênio nos tempos em que se amarravam cachorros com lingüiça, ou seja, nos anos dourados de 1950. O Rio era lindo nesses tempos, e as favelas eram um contraponto sócio-cultural que reunia no máximo vinte por cento da população carioca. O Carnaval era na Rio Branco, saía da Praça Onze, e o morro descia pra mostrar seu valor – leia-se: samba! – no asfalto. Vivíamos a música através do rádio e do disco – a Globo ainda não invadira nossas vidas –, dos bailes e apresentações ao vivo, e o Lincoln estava sempre presente de alguma forma, e vivíamos entre o teatro e o cinema inocentes quanto a estarmos nos traindo, diante dos filmes de Hollywood, como seres incautos engrossando as forças que se opunham politicamente à Roma Católica. Era papa Eugênio Pacelli, o Pio XII, cuja memória hoje é criminosamente enxovalhada pelos mesmos inimigos – não só de Roma e do Catolicismo – que ameaçam o planeta e os povos desde os tempos mais remotos. Mas tínhamos uma vida bem melhor, inclusive baseada na esperança de evolução pessoal e social, e o Lincoln era uma referência no processo de beleza e força criadora que iluminava aqueles tempos. Enter.
Entrevado há talvez mais de ano, seqüela de um acidente que sofreu em 1963, quando de uma estripulia noturna num fusca, naqueles dias de glória do carrinho no Brasil de JK. Bateu num poste, o carro chegou a encostar a capota no próprio, Lincoln caiu no chão lançado do carro e deu de bunda no chão. Foi-se nisso a sua coluna lombar. Ficou sete meses de molho sob os cuidados do afamadíssimo dr. A. Ackermann, cujo nome vivia aparecendo em anúncios em O Globo. Estive na Clínica das Laranjeiras, de repente apareceu o doutor para uma checada no paciente e uma curtida com os artistas que sempre iam lá. Mr. Ackermann tinha verdadeira admiração pelo que acontecia naquele imeeeenso quarto de recuperação, pois até ensaios eles faziam. E a bandinha continuava fazendo os bailes já contratados, só que com pianistas substituindo o mestre. Um desses pianistas foi Tenório Jr., que vi pela primeira vez em palco no baile de formatura de minha garota de então. Quando adentrei o recinto do salão nobre do Fluminense, eles tocavam Nuvens, do Durval e Maurício, era algo majestático. Para suprir a falta do órgão, o Lincoln botou o sax do Paulo Moura em naipe com o trompete do Paulinho, e ficou lindo. Fui a esse baile dopado de remédios, pois enfrentava uma séria gripe complicada com sinusite e outras bostas, mas não perderia aquilo. Estava de cama há uma semana e saí do baile bonzinho da silva. O espírito do Lincoln e aquela música linda me curaram. Enter.
Depois do advento da Globo, adeus. Veio a MPB, ditadura da canção desde o início da década de 60, e tudo se esmerdeou como pretendiam os que manejam os cordéis do poder mundial. O Brasil se tornou um espaço ideal para a farra das multinacionais do disco, e todos os selos nacionais de gravação foram esmagados, ficando em plena ação as gravadoras envolvidas com o poder do Império: EMI-Odeon (UK), Philips/Polygran (Holanda), CBS, RCA, Warner (USA) e Ariola (Alemanha). O Lincoln tinha, com o Nilo Sérgio, o selo Musidisc, desativado por crescente falta de oxigênio resultante da asfixia imposta pelas gravadoras multinacionais. Chegavam também os Beatles, que você não sabe – nem eles sabiam! – terem sido produzidos pela Inteligência Britânica. Já o “fenômeno” Woodstock, responsável pela explosão do rock puxado pelos Beatles, foi organizado e produzido pela Inteligência Britânica em associação com a CIA, e tinha como um dos principais objetivos promover o lançamento do LSD para a juventude norte-americana justo quando uma parte desta se organizava através do movimento da New Left para peitar o stablishment. Eles não brincam em serviço não, e você já deve ter desconfiado disso... E o Lincoln, figura lapidar no cenário da música do Rio, foi sendo confinado junto com todos nós no gueto que nos restava. A canção ia à estratosfera: as multinacionais citadas fizeram do Brizêu o quarto mercado mundial do disco, enquanto inapelavelmente o samba ia sendo preterido pelo avanço do soul, do pop, gêneros que desde 1970 tiveram em Milton Nascimento o padrinho tupiniquim. Depois, o Gil virou o embaixador do reggae, logo ele, autor de sambas memorabilíssimos... e o Lincoln foi tendo de se contentar com um ostracismo feio, confinado em seu reduto de atuação, que então virou reclusão involuntária. Ninguém ia lá; ele não tinha, por outro lado, onde aparecer dignamente, tal a alteração no cenário. Enter final.
Mas você nem sabia existir esse Ed Lincoln, é fato. “Morreu? Antes ele do que eu”, você deve estar dizendo. O que você não enxerga é o crepúsculo de uma era em que o Brasil ainda era país. Com a morte do Lincoln o país vai um pouco mais para baixo da terra. Já foram Tom Jobim, Gonzaguinha, Luís Eça, Durval Ferreira, Paulinho Nogueira, Baden Powell, estão outros vários prestes a sair desta para a melhor, enquanto vamos vendo triunfar seres apresentando a mais horrenda delinqüência musical já imposta nesta desgraçada Pindorama. Mas não tema: Demóstenes Torres voltou a suas atividades em Goiás e abocanha uns quarentinha por mês (ainda precisa de acento, filólogos petralhas? Logo vai cair, né?), e mais adiante volta ao Senado “nos braços do povo”, hohoho! De nossa parte, resta o espanto e a preparação para a partida para o andar de cima. Aqui nesta merda fica o que há de pior em nossa História. Agora você pode se consolar com o Tchan Tchum, nova grossa titica alçada aos píncaros do sucesso via mídia. Você merece, dizem alguns, mas é hora de nos preocuparmos com a Galisteu não ter engravidado e com a Xuxa estar preocupando a Globo por ter caído geral na audiência. Das bestas, claro. E sossegue: amanhã de manhã o louro josé estará no ar... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
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