Frederico Mendonça de Oliveira
É, você está vendo tudo. Não é? Pois os otimistas olham com brilho nos olhos uma mulher-ministro chamar suas excelências de toga às falas como que dizendo: “Quem não deve não teme! Então, excelências, vamos a uma devassa! A magistratura beira o colapso”. Teria sido esse um dos possíveis subtextos para o que ela definiu como tratar de sanear um poder contaminado por “bandidos de toga” vivendo às custas do trabalho do povo que ignoram e sob o manto de intangibilidade fornecido pelo Terceiro Poder. E ocorrem por lá não só crimes, como é sabido, mas também o pecado capital da soberba, por se considerarem suas excelências acima da lei e dos pobres mortais que sob eles penam em audiências normalmente constrangedoras quando não humilhantes! Um politiqueiro montanhês, useiro e vezeiro de maracutaias e já na lista da PF por motivos inconfessáveis, mas agora “blindado” pela condição de membro do Legislativo – você já ouviu algo parecido com isso, não?? –, ao ser inquirido a respeito de um juiz digamos heterodoxo, inclusive quanto a inatacabilidade, disparou que “Juiz não acha que é Deus; tem certeza”. Esse parlamentar, que lembra certos personagens de sambas do Noel, depois comentou, quando cobrado sobre tomar uma atitude diante de uma grossa irregularidade que foi obrigado a cometer: “Eles (juízes) têm muito poder, meu caro!”. A questão era um emaranhado de barganhas em que o Judiciário local estaria envolvido com o Executivo e Legislativo até os ossos. Mas Sua Divindade Peluso salvou a pátria e o País com suas palavras santificantes e com um discurso afugentou o medo de seus pares. Pareceu... E a nação – o pouquíssimo que resta dela – queda cética e impaciente, querendo... justiça!. Por quê?? Porque ninguém mais, com um mínimo de juízo e dignidade, suporta a visão catastrófica da corrupção grassando como uma tempestade apocalíptica sobre esse rincão desgraçado! Enter.
“- Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário. Esse caminho nefasto, sequer imaginável na sociedade brasileira, conduziria a uma situação inconcebível de quebra da autoridade ética e jurídica das decisões judiciais, aniquilando a segurança jurídica e incentivando a violência contra juízes e exacerbando a conflituosidade social num grau insuportável significaria um retorno à massa informe da barbárie” – discursou. Uau! Que palavrório!... Enter.
Discursar não adianta, excelsa excelência que teve de boneco de aplauso o embalsamado Michel Temer, figura enigmática. Mas o que a nação quer é que suas excelsas excelências sejam cidadãos e abram suas contas para exame, e PUBLICAMENTE. Que têm a temer (sem trocadilho)? Discurso de deidade jurídica em meio a estrutura conflagrada não passa de assunção de temor ou culpa e apelação barata. Ou de tentativa cínica de ganhar tempo no topo da estrutura inexpugnável dos vetustos e/ou aparatosos tribunais. Levantem-se, srs. deuses, e cedam ao clamor dos desafortunados que os sustentam regiamente e que os vêem chafurdando em benesses e penduricalhos milionários enquanto o Judiciário aderna na podridão como barco avariado! Para Marco Aurélio Mello, empossado pelo parente Fernando Collor e com sua voz empostada e arrogante, “Ao contrário do que deveria ser, existe atualmente no Supremo uma preocupação muito grande em relação à repercussão das decisões. O dia em que atuarmos de acordo com o clamor público estaremos mal”, advertiu. “Nos meus quase 22 anos de STF nunca houve isso”. Claro, excelso ministro, ainda não tinha aflorado a vergonha que hoje ameaça o Judiciário. Suas excelências olímpicas não tinham ainda chegado ao grau de impunidade e usufruto de benefícios que hoje escandalizariam um anão do orçamento. Explodindo a farra milionária no Judiciário, é fundamental uma intervenção nesse trem da alegria. E no qual boa parte de suas excelências não se peja em deitar e rolar. Auxílio moradia, atrasados milionários, bônus, gratificações, até insalubridade deve rolar nessa verdadeira saturnal romana. Enter.
E até hoje o único a sofrer perda de cargo e de qualificação foi o emblemático Nicolau dos Santos Neto, vulgo Lalau, por ter desviado 200 milhas e tal do TRT/SP. Fora esse caso, não é sabido do povo algum juiz ter sido realmente punido por crimes: a “pena” é aposentadoria, ou seja, prêmio. “Aposentar juiz corrupto significa legalizar a corrupção”, denuncia o colunista Valteci Lima em www.tribunadainternet.com.br, vale conferir. Então, excelsas excelências, não adianta juridiquês empolado: o povo não está mais disposto a sustentar essa farra de marajás. Como podemos crer em cidadãos – ou um juiz não é um cidadão? – que aplicam as leis e agem ao arrepio delas e estão acima delas? O excelso César Peluso cometeu essa pérola: “Só nação suicida degrada o Judiciário”. A questão é o oposto: só um Judiciário suicida se degrada – como está ocorrendo – e culpa a nação, além de degradá-la mais ainda com se degradar. Enter final.
Pois ontem o STF garantiu por seis votos a cinco os poderes do CNJ que estavam em xeque. Suas excelências perderam sua intangibilidade nessa. E não é só de “Eliana Calmon neles!” que viveremos doravante: a turma acesa vai se mobilizando mais e mais e fazendo crescer o clamor e a militância visando moralizar esse olimpo hoje tão desacreditado, por motivos mais que óbvios. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ministros-do-stf-decidem-manter-poderes-de-investigacao-do-cnj,830636,0.htm.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Judiciário “denegrido”, BBB e desabamento no Rio
Frederico Mendonça de Oliveira
Você deve estar bobo de ver. Editorial do Jornal do Brasil de 25/01 vem com conversa otarizante, invertendo fatos com pergunta cínica “A quem interessa denegrir o Judiciário?”. Você não é trouxa, e deve estar de olho não no BBB, mas na farra de suas excelências com dinheiro público. Só a história dos R$ 282 milhões no TRT do Rio já é suficiente para um golpe de Estado moralizador, instalando uma comissão de emergência integrada por juristas dignos e pondo todo o Judiciário em quarentena para afastar os bandidos escondidos sob as tão privilegiadas togas. Se isso vai demorar, não importa: a morosidade do Judiciário é tal que isso nem seria sentido pela sociedade... enquanto a comissão de emergência providenciaria a prisão dos reais responsáveis pela desmoralização do Terceiro Poder – ao invés de aposentar os chuchus com salários, penduricalhos e benefícios escandalosos e na verdade criminosos. Veja o grau de cinismo do JB. Enter.
“A quem interessa denegrir o Judiciário? - Em nenhum momento de sua história o JB defendeu, defende ou defenderá ilícitos. Faz parte do DNA deste jornal atuar em prol do povo e da nação, em todas as suas instâncias. Exatamente por isso, é preciso alertar nossos leitores a respeito da evidente tentativa de se denegrir o Judiciário brasileiro, por meio de uma campanha impiedosa que expõe a instituição, verdadeiro coração da nação. Inegavelmente, o Brasil necessita de seus Três Poderes em pleno funcionamento. Executivo e Legislativo, sem dúvidas, também devem ser protegidos de quaisquer tentativas de intimidação. Mas fazer ataques irresponsáveis ao Judiciário é tentar atacar o cerne do país, sem o qual acaba-se também o respeito, o verdadeiro direito de ir e vir e, consequentemente, a dignidade. O JB, como uma grande empresa, já sofreu várias ações judiciais, mas cumpriu todas e sobreviveu. E não será por causa disso que deixaremos de fazer a defesa do que é correto, do que é justo. É preciso fazer o alerta: se os erros no Judiciário existem, que sejam corrigidos. Mas não há necessidade alguma de se expor a instituição da forma como vem ocorrendo. É preciso saber, de uma vez por todas, a quem interessa denegrir o Judiciário e, consequentemente, levar o país a uma anomalia.”. Pois você sabe a quem interessa? A ninguém! Quem denigre o Judiciário são os escândalos protagonizados por suas excelências e pelas associações corporativistas de juízes. Quem denigre o Judiciário são os membros do Judiciário, enfim. Quem denigre o Judiciário é o desembargador Dácio Vieira, censurando o jornal Estado de São Paulo para proteger o filho do honorável e abjeto bandido José Sarney! Quem denigre o Judiciário são os juízes e desembargadores que se locupletam escancarada e escandalosamente nas barbas do cidadão trabalhador escorchado e pisoteado pela economia concentradora! Quem denigre o Judiciário são os juízes do TJ-RJ que chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil para simplesmente cumprir sua tarefa ordinária. “Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos”, informa a Tribuna da Internet, confirmando a orgia com dinheiro público de suas excelências. Enter.
Quem denigre o Judiciário é o STF, tentando fazer prescrever os processos contra bandidos do Mensalão. O mesmo STF, através dos ministros Lewandovsky e Marco Aurélio Mello, breca a ação do CNJ, que quer botar ordem na suruba do Judiciário, investigando as operações “atípicas” (outro nome para farra de corrupção, mamata, festa com dinheiro público) de suas excelências naquilo que Carlos Newton, na Tribuna da Internet, classificou como “Estrebaria da Justiça” em artigo candente e acerbo. Pois se os membros da própria instituição fazem o diabo, seria você ou eu ou a imprensa que estaríamos denegrindo o Judiciário??? Ora, JBesta, vá procurar sua turma!!! E a punição para suas excelências?? “Entre os magistrados, por exemplo, existem inúmeros casos (de corrupção), a pena tem sido de aposentadoria remunerada. Quando deveria ser o contrário. Porque um juiz, um desembargador ou ministro, desempenham atividades absolutamente singulares. Têm que decidir questões envolvendo quantias elevadíssimas. Tem que ser homens e mulheres acima de qualquer suspeita”. Pois saibam: a pena tinha de ser essas “excelências” postas a ferros, ao invés do prêmio da rica aposentadoria PAGA PELOS TRABALHADORES, que, por sinal, suas excelências geralmente desrespeitam. Você duvida? Então veja a gracinha:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1040081-juizes-sao-acusados-de-venda-irregular-para-abater-emprestimos.shtml . Quem denigre o Judiciário senão juízes? Enter.
“São centenas de perguntas que podem ser alinhadas e com certeza não terão resposta, isso porque este judiciário é insubordinado, prepotente, narcisista, vetusto e isolado da sociedade, a quem não dá o respeito e sequer a trata com dignidade, haja vista episódios (não poucos) em que trabalhador não pode participar de audiência, simplesmente porque está calçando ‘chinelos de dedo’ (in Tribuna da Internet, 25/01/12, por Roberto Monteiro Pinho)”. E agora vem o JBesta em editorial clamar que “A desmoralização da Justiça e do Judiciário não faz bem à sociedade”, texto simplesmente safado! Confira o link, é
http://www.jb.com.br/editorial/noticias/2012/01/26/justica-o-coracao-da-sociedade/ . Se você prestou atenção, está sendo desviada a essência da questão. Será que eles do JB têm, como a família Sarney, “togas nossas”? Bem, essa história já deu por hoje. Enter final.
E que tal um BBB aí, com direito a estupro no ar, me’rmão??? Já “espiou” hoje? Pois cuidado! Sua filha pode estar entre as garotas na próxima edição dessa miséria. E os prédios desabando de maduros no Rio são a metáfora para o Judiciário, os outros poderes e o Brasil. Não dá mais pra nos manter em pé. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah, vamos informar o CNJ sobre a censura que nos impõem desde 11/04/08. São 2243 dias sob mordaça infame. E o ministro Carlos Aires de Brito sentenciou: “Não há no Brasil lei ou norma que chancele poder de censura à magistratura”.
Você deve estar bobo de ver. Editorial do Jornal do Brasil de 25/01 vem com conversa otarizante, invertendo fatos com pergunta cínica “A quem interessa denegrir o Judiciário?”. Você não é trouxa, e deve estar de olho não no BBB, mas na farra de suas excelências com dinheiro público. Só a história dos R$ 282 milhões no TRT do Rio já é suficiente para um golpe de Estado moralizador, instalando uma comissão de emergência integrada por juristas dignos e pondo todo o Judiciário em quarentena para afastar os bandidos escondidos sob as tão privilegiadas togas. Se isso vai demorar, não importa: a morosidade do Judiciário é tal que isso nem seria sentido pela sociedade... enquanto a comissão de emergência providenciaria a prisão dos reais responsáveis pela desmoralização do Terceiro Poder – ao invés de aposentar os chuchus com salários, penduricalhos e benefícios escandalosos e na verdade criminosos. Veja o grau de cinismo do JB. Enter.
“A quem interessa denegrir o Judiciário? - Em nenhum momento de sua história o JB defendeu, defende ou defenderá ilícitos. Faz parte do DNA deste jornal atuar em prol do povo e da nação, em todas as suas instâncias. Exatamente por isso, é preciso alertar nossos leitores a respeito da evidente tentativa de se denegrir o Judiciário brasileiro, por meio de uma campanha impiedosa que expõe a instituição, verdadeiro coração da nação. Inegavelmente, o Brasil necessita de seus Três Poderes em pleno funcionamento. Executivo e Legislativo, sem dúvidas, também devem ser protegidos de quaisquer tentativas de intimidação. Mas fazer ataques irresponsáveis ao Judiciário é tentar atacar o cerne do país, sem o qual acaba-se também o respeito, o verdadeiro direito de ir e vir e, consequentemente, a dignidade. O JB, como uma grande empresa, já sofreu várias ações judiciais, mas cumpriu todas e sobreviveu. E não será por causa disso que deixaremos de fazer a defesa do que é correto, do que é justo. É preciso fazer o alerta: se os erros no Judiciário existem, que sejam corrigidos. Mas não há necessidade alguma de se expor a instituição da forma como vem ocorrendo. É preciso saber, de uma vez por todas, a quem interessa denegrir o Judiciário e, consequentemente, levar o país a uma anomalia.”. Pois você sabe a quem interessa? A ninguém! Quem denigre o Judiciário são os escândalos protagonizados por suas excelências e pelas associações corporativistas de juízes. Quem denigre o Judiciário são os membros do Judiciário, enfim. Quem denigre o Judiciário é o desembargador Dácio Vieira, censurando o jornal Estado de São Paulo para proteger o filho do honorável e abjeto bandido José Sarney! Quem denigre o Judiciário são os juízes e desembargadores que se locupletam escancarada e escandalosamente nas barbas do cidadão trabalhador escorchado e pisoteado pela economia concentradora! Quem denigre o Judiciário são os juízes do TJ-RJ que chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil para simplesmente cumprir sua tarefa ordinária. “Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos”, informa a Tribuna da Internet, confirmando a orgia com dinheiro público de suas excelências. Enter.
Quem denigre o Judiciário é o STF, tentando fazer prescrever os processos contra bandidos do Mensalão. O mesmo STF, através dos ministros Lewandovsky e Marco Aurélio Mello, breca a ação do CNJ, que quer botar ordem na suruba do Judiciário, investigando as operações “atípicas” (outro nome para farra de corrupção, mamata, festa com dinheiro público) de suas excelências naquilo que Carlos Newton, na Tribuna da Internet, classificou como “Estrebaria da Justiça” em artigo candente e acerbo. Pois se os membros da própria instituição fazem o diabo, seria você ou eu ou a imprensa que estaríamos denegrindo o Judiciário??? Ora, JBesta, vá procurar sua turma!!! E a punição para suas excelências?? “Entre os magistrados, por exemplo, existem inúmeros casos (de corrupção), a pena tem sido de aposentadoria remunerada. Quando deveria ser o contrário. Porque um juiz, um desembargador ou ministro, desempenham atividades absolutamente singulares. Têm que decidir questões envolvendo quantias elevadíssimas. Tem que ser homens e mulheres acima de qualquer suspeita”. Pois saibam: a pena tinha de ser essas “excelências” postas a ferros, ao invés do prêmio da rica aposentadoria PAGA PELOS TRABALHADORES, que, por sinal, suas excelências geralmente desrespeitam. Você duvida? Então veja a gracinha:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1040081-juizes-sao-acusados-de-venda-irregular-para-abater-emprestimos.shtml . Quem denigre o Judiciário senão juízes? Enter.
“São centenas de perguntas que podem ser alinhadas e com certeza não terão resposta, isso porque este judiciário é insubordinado, prepotente, narcisista, vetusto e isolado da sociedade, a quem não dá o respeito e sequer a trata com dignidade, haja vista episódios (não poucos) em que trabalhador não pode participar de audiência, simplesmente porque está calçando ‘chinelos de dedo’ (in Tribuna da Internet, 25/01/12, por Roberto Monteiro Pinho)”. E agora vem o JBesta em editorial clamar que “A desmoralização da Justiça e do Judiciário não faz bem à sociedade”, texto simplesmente safado! Confira o link, é
http://www.jb.com.br/editorial/noticias/2012/01/26/justica-o-coracao-da-sociedade/ . Se você prestou atenção, está sendo desviada a essência da questão. Será que eles do JB têm, como a família Sarney, “togas nossas”? Bem, essa história já deu por hoje. Enter final.
E que tal um BBB aí, com direito a estupro no ar, me’rmão??? Já “espiou” hoje? Pois cuidado! Sua filha pode estar entre as garotas na próxima edição dessa miséria. E os prédios desabando de maduros no Rio são a metáfora para o Judiciário, os outros poderes e o Brasil. Não dá mais pra nos manter em pé. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah, vamos informar o CNJ sobre a censura que nos impõem desde 11/04/08. São 2243 dias sob mordaça infame. E o ministro Carlos Aires de Brito sentenciou: “Não há no Brasil lei ou norma que chancele poder de censura à magistratura”.
Judiciário “denegrido”, BBB e desabamento no Rio
Frederico Mendonça de Oliveira
Você deve estar bobo de ver. Editorial do Jornal do Brasil de 25/01 vem com conversa otarizante, invertendo fatos em editorial com pergunta cínica “A quem interessa denegrir o Judiciário?”. Você não é trouxa, e deve estar de olho não no BBB, mas na farra de suas excelências com dinheiro público. Só a história dos R$ 282 milhões no TRT do Rio já é suficiente para um golpe de Estado moralizador, instalando uma comissão de emergência integrada por juristas dignos e pondo todo o Judiciário em quarentena para afastar os bandidos escondidos sob as tão privilegiadas togas. Se isso vai demorar, não importa: a morosidade do Judiciário é tal que isso nem seria sentido pela sociedade... enquanto a comissão de emergência providenciaria a prisão dos reais responsáveis pela desmoralização do Terceiro Poder – ao invés de aposentar os chuchus com salários, penduricalhos e benefícios escandalosos e na verdade criminosos. Veja o grau de cinismo do JB. Enter.
“A quem interessa denegrir o Judiciário? - Em nenhum momento de sua história o JB defendeu, defende ou defenderá ilícitos. Faz parte do DNA deste jornal atuar em prol do povo e da nação, em todas as suas instâncias. Exatamente por isso, é preciso alertar nossos leitores a respeito da evidente tentativa de se denegrir o Judiciário brasileiro, por meio de uma campanha impiedosa que expõe a instituição, verdadeiro coração da nação. Inegavelmente, o Brasil necessita de seus Três Poderes em pleno funcionamento. Executivo e Legislativo, sem dúvidas, também devem ser protegidos de quaisquer tentativas de intimidação. Mas fazer ataques irresponsáveis ao Judiciário é tentar atacar o cerne do país, sem o qual acaba-se também o respeito, o verdadeiro direito de ir e vir e, consequentemente, a dignidade. O JB, como uma grande empresa, já sofreu várias ações judiciais, mas cumpriu todas e sobreviveu. E não será por causa disso que deixaremos de fazer a defesa do que é correto, do que é justo. É preciso fazer o alerta: se os erros no Judiciário existem, que sejam corrigidos. Mas não há necessidade alguma de se expor a instituição da forma como vem ocorrendo. É preciso saber, de uma vez por todas, a quem interessa denegrir o Judiciário e, consequentemente, levar o país a uma anomalia.”. Pois você sabe a quem interessa? A ninguém! Quem denigre o Judiciário são os escândalos protagonizados por suas excelências e pelas associações corporativistas de juízes. Quem denigre o Judiciário são os membros do Judiciário, enfim. Quem denigre o Judiciário é o desembargador Dácio Vieira, censurando o jornal Estado de São Paulo para proteger o filho do honorável e abjeto bandido José Sarney! Quem denigre o Judiciário são os juízes e desembargadores que se locupletam escancarada e escandalosamente nas barbas do cidadão trabalhador escorchado e pisoteado pela economia concentradora! Quem denigre o Judiciário são os juízes do TJ-RJ que chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil para simplesmente cumprir sua tarefa ordinária. “Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos”, informa a Tribuna da Internet, confirmando a orgia com dinheiro público de suas excelências. Enter.
Quem denigre o Judiciário é o STF, tentando fazer prescrever os processos contra bandidos do Mensalão. O mesmo STF, através dos ministros Lewandovsky e Marco Aurélio Mello, breca a ação do CNJ, que quer botar ordem as suruba do Judiciário, investigando as operações “atípicas” (outro nome para farra de corrupção, mamata, festa com dinheiro público) de suas excelências naquilo que Carlos Newton, na Tribuna da Internet, classificou como “Estrebaria da Justiça” em artigo candente e acerbo. Pois se os membros da própria instituição fazem o diabo, seria você ou eu ou a imprensa que estaríamos denegrindo o Judiciário??? Ora, JBesta, vá procurar sua turma!!! E a punição para suas excelências?? “Entre os magistrados, por exemplo, existem inúmeros casos (de corrupção), a pena tem sido de aposentadoria remunerada. Quando deveria ser o contrário. Porque um juiz, um desembargador ou ministro, desempenham atividades absolutamente singulares. Têm que decidir questões envolvendo quantias elevadíssimas. Tem que ser homens e mulheres acima de qualquer suspeita”. Pois saibam: a pena tinha de ser essas “excelências” postas a ferros, ao invés do prêmio da rica aposentadoria PAGA PELOS TRABALHADORES, que, por sinal, suas excelências geralmente desrespeitam. Você duvida? Então veja a gracinha:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1040081-juizes-sao-acusados-de-venda-irregular-para-abater-emprestimos.shtml . Quem denigre o Judiciário senão juízes? Enter.
“São centenas de perguntas que podem ser alinhadas e com certeza não terão resposta, isso porque este judiciário é insubordinado, prepotente, narcisista, vetusto e isolado da sociedade, a quem não dá o respeito e sequer a trata com dignidade, haja vista episódios (não poucos) em que trabalhador não pode participar de audiência, simplesmente porque está calçando ‘chinelos de dedo’ (in Tribuna da Internet, 25/01/12, por Roberto Monteiro Pinho)”. E agora vem o JBesta em editorial clamar que “A desmoralização da Justiça e do Judiciário não faz bem à sociedade”, texto simplesmente safado! Confira o link, é
http://www.jb.com.br/editorial/noticias/2012/01/26/justica-o-coracao-da-sociedade/ . Se você prestou atenção, está sendo desviada a essência da questão. Será que eles do JB têm, como a família Sarney, “togas nossas”? Bem, essa história já deu por hoje. Enter final.
E que tal um BBB aí, com direito a estupro no ar, me’rmão??? Já “espiou” hoje? Pois cuidado! Sua filha pode estar entre as garotas na próxima edição dessa miséria. E os prédios desabando de maduros no Rio são a metáfora para o Judiciário, os outros poderes e o Brasil. Não dá mais pra nos manter em pé. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Você deve estar bobo de ver. Editorial do Jornal do Brasil de 25/01 vem com conversa otarizante, invertendo fatos em editorial com pergunta cínica “A quem interessa denegrir o Judiciário?”. Você não é trouxa, e deve estar de olho não no BBB, mas na farra de suas excelências com dinheiro público. Só a história dos R$ 282 milhões no TRT do Rio já é suficiente para um golpe de Estado moralizador, instalando uma comissão de emergência integrada por juristas dignos e pondo todo o Judiciário em quarentena para afastar os bandidos escondidos sob as tão privilegiadas togas. Se isso vai demorar, não importa: a morosidade do Judiciário é tal que isso nem seria sentido pela sociedade... enquanto a comissão de emergência providenciaria a prisão dos reais responsáveis pela desmoralização do Terceiro Poder – ao invés de aposentar os chuchus com salários, penduricalhos e benefícios escandalosos e na verdade criminosos. Veja o grau de cinismo do JB. Enter.
“A quem interessa denegrir o Judiciário? - Em nenhum momento de sua história o JB defendeu, defende ou defenderá ilícitos. Faz parte do DNA deste jornal atuar em prol do povo e da nação, em todas as suas instâncias. Exatamente por isso, é preciso alertar nossos leitores a respeito da evidente tentativa de se denegrir o Judiciário brasileiro, por meio de uma campanha impiedosa que expõe a instituição, verdadeiro coração da nação. Inegavelmente, o Brasil necessita de seus Três Poderes em pleno funcionamento. Executivo e Legislativo, sem dúvidas, também devem ser protegidos de quaisquer tentativas de intimidação. Mas fazer ataques irresponsáveis ao Judiciário é tentar atacar o cerne do país, sem o qual acaba-se também o respeito, o verdadeiro direito de ir e vir e, consequentemente, a dignidade. O JB, como uma grande empresa, já sofreu várias ações judiciais, mas cumpriu todas e sobreviveu. E não será por causa disso que deixaremos de fazer a defesa do que é correto, do que é justo. É preciso fazer o alerta: se os erros no Judiciário existem, que sejam corrigidos. Mas não há necessidade alguma de se expor a instituição da forma como vem ocorrendo. É preciso saber, de uma vez por todas, a quem interessa denegrir o Judiciário e, consequentemente, levar o país a uma anomalia.”. Pois você sabe a quem interessa? A ninguém! Quem denigre o Judiciário são os escândalos protagonizados por suas excelências e pelas associações corporativistas de juízes. Quem denigre o Judiciário são os membros do Judiciário, enfim. Quem denigre o Judiciário é o desembargador Dácio Vieira, censurando o jornal Estado de São Paulo para proteger o filho do honorável e abjeto bandido José Sarney! Quem denigre o Judiciário são os juízes e desembargadores que se locupletam escancarada e escandalosamente nas barbas do cidadão trabalhador escorchado e pisoteado pela economia concentradora! Quem denigre o Judiciário são os juízes do TJ-RJ que chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil para simplesmente cumprir sua tarefa ordinária. “Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos”, informa a Tribuna da Internet, confirmando a orgia com dinheiro público de suas excelências. Enter.
Quem denigre o Judiciário é o STF, tentando fazer prescrever os processos contra bandidos do Mensalão. O mesmo STF, através dos ministros Lewandovsky e Marco Aurélio Mello, breca a ação do CNJ, que quer botar ordem as suruba do Judiciário, investigando as operações “atípicas” (outro nome para farra de corrupção, mamata, festa com dinheiro público) de suas excelências naquilo que Carlos Newton, na Tribuna da Internet, classificou como “Estrebaria da Justiça” em artigo candente e acerbo. Pois se os membros da própria instituição fazem o diabo, seria você ou eu ou a imprensa que estaríamos denegrindo o Judiciário??? Ora, JBesta, vá procurar sua turma!!! E a punição para suas excelências?? “Entre os magistrados, por exemplo, existem inúmeros casos (de corrupção), a pena tem sido de aposentadoria remunerada. Quando deveria ser o contrário. Porque um juiz, um desembargador ou ministro, desempenham atividades absolutamente singulares. Têm que decidir questões envolvendo quantias elevadíssimas. Tem que ser homens e mulheres acima de qualquer suspeita”. Pois saibam: a pena tinha de ser essas “excelências” postas a ferros, ao invés do prêmio da rica aposentadoria PAGA PELOS TRABALHADORES, que, por sinal, suas excelências geralmente desrespeitam. Você duvida? Então veja a gracinha:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1040081-juizes-sao-acusados-de-venda-irregular-para-abater-emprestimos.shtml . Quem denigre o Judiciário senão juízes? Enter.
“São centenas de perguntas que podem ser alinhadas e com certeza não terão resposta, isso porque este judiciário é insubordinado, prepotente, narcisista, vetusto e isolado da sociedade, a quem não dá o respeito e sequer a trata com dignidade, haja vista episódios (não poucos) em que trabalhador não pode participar de audiência, simplesmente porque está calçando ‘chinelos de dedo’ (in Tribuna da Internet, 25/01/12, por Roberto Monteiro Pinho)”. E agora vem o JBesta em editorial clamar que “A desmoralização da Justiça e do Judiciário não faz bem à sociedade”, texto simplesmente safado! Confira o link, é
http://www.jb.com.br/editorial/noticias/2012/01/26/justica-o-coracao-da-sociedade/ . Se você prestou atenção, está sendo desviada a essência da questão. Será que eles do JB têm, como a família Sarney, “togas nossas”? Bem, essa história já deu por hoje. Enter final.
E que tal um BBB aí, com direito a estupro no ar, me’rmão??? Já “espiou” hoje? Pois cuidado! Sua filha pode estar entre as garotas na próxima edição dessa miséria. E os prédios desabando de maduros no Rio são a metáfora para o Judiciário, os outros poderes e o Brasil. Não dá mais pra nos manter em pé. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Valores? No Brasil? Ora, agora é o Teló, o BBB...
Frederico Mendonça de Oliveira
Você talvez nem saiba do que falo, mas sou do tempo em que calcinha era peça íntima e racha de bunda era parte pudenda. Hoje... basta uma mulher se abaixar um pouquinho e lá assoma a racha da bunda. E com direito a tatuagem bem na altura do começo da tal da racha. E vermos calcinha hoje é tão normal quanto meias serem vistas no tempo em que pernas de calças acabavam no tornozelo. Então o negócio hoje é cantar o Ai Se Eu Te Pego, é o tempo de rachas e calcinhas. Um amigo estava em Madrid semana passada e, chegando ao restaurante, deu com o garçom dançando e cantando essa merda. Também em Madrid, Daniel Alves e Abidal comemoram dançando "Ai, se eu te pego" o gol da vitória do Barça sobre o Real Madrid, na mesma capital. Eu ainda não tinha ouvido, fui ao Google, achei lá. Trata-se de um lixo miserável, merda, coisa de primatas. A visão do show, com o debilóide alegre cantando para lindas meninas totalmente estúpidas cantando a mil, me lembrou nosso Judiciário. E você ainda pergunta por quê? Explico, então. Enter.
Você tem visto, claro Uma pesquisa revelou: “Índice de reprovação do Judiciário é de 92,6%. Com apenas 33% dos entrevistados dizendo que o Judiciário é confiável, a instituição empata com a Polícia e ganha apenas do Congresso Nacional (20%) e dos partidos políticos (8%)”. Ou você acha que eu falaria pelo rabo? Pois veja essas opiniões publicadas na Folha ontem. Sobre o desvio no TRT-RJ, o leitor Shishiro Yamada escreveu, às 10h16: “Agora digam o que um doleiro faz no TRT ? É um funcionário do judiciário, um doleiro? Sabe de uma coisa? Não acredito! Mentira para esconder quem movimentou essa fortuna. Os juízes estão aliviados, o doleiro foi providencial”. E, mais, Haroldo Rego, 06h33: “Ratos, ratos e mais ratos! O Brasil está lotado de ratos!”. Isso é um fato. Descemos ao nível dos seres de esgoto. Já no O Globo, com direito a erros de Português de lupanar, vai essa, já corrigida: “Paulo Cesar Passarelli, 03h08. “Por esse e outros motivos é que querem calar o CNJ; pilantras existem em todos os poderes, não é exclusividade do Legislativo e do Executivo. O problema é que o Judiciário se sente acima do bem e do mal, como uma casta superior”. Bem, a turma grita, e a grana se foi, são R$ 282 mi!!!! Ontem, 18/01, às 04h10 sai matéria na Tribuna da Internet: “Continua o mistério: quem é o corrupto felizardo que movimentou R$ 282 milhões e é ligado ao TRT-RJ?”, e o jornalista Carlos Newton prossegue: “Na ansiada entrevista coletiva no TRT do Rio, segunda-feira, quem apareceu foi o vice-presidente Carlos Alberto Araújo Drummond, que disse não saber qual foi o magistrado ou servidor que movimentou, em 2002, R$ 282, 9 milhões”. Funciona assim, meu filho: nas barbas do povo trabalhador, “e ninguém sabe”. Cacete!: fosse uma merreca, meia milha, até passaria batido escapando de auditoria e fiscalização através de maracutaia contábil. Mas R$ 282,9 milhões????? Putz que p’riu!!! Enter.
E suas excelências agora estão em polvorosa. Conheço a coisa de perto. O Judiciário não está desacreditado só nas capitais. Em qualquer arraial em montanhas remotas a coisa vai na mesma toada! Podem ser valores menores, claro, mas é sempre proporcionalmente assustador. E, quanto a ética, desista: você não nasceu ontem. Sobrou pra eles, todavia, e agora as togas se agitam mais que a batina de padre Marcelo nas missas com Axé do Senhor... que, aliás, ajudaram muito a descer ao nível de esgoto do Teló. Meu Deus, pensávamos que chegáramos ao fundo do poço quando saiu Egüinha Pocotó. Pois agora vemos que matéria fecal tem mais teor e nobreza que o “sucesso” do Teló. Merda, pelo menos, serve pra adubo... e a imagem daquelas meninas lindas dançando felizes essa escatologia sugere que o diabo encontrou e tem a seus pés um rebanho de dezenas de milhões... e por isso estão também pipocando pra todo lado miséria, desgraça e lixo. Enter.
E o “estupro” no BBB? O Brasil inteiro se ocupa dessa escrotidão televisiva, enquanto suas excelências e quejandos manobram no sentido de travar Eliana Calmon e sua ação saneadora nessa cafua agora eviscerada. Quem é aquele boçal, o que ele significa? Quem é a vítima?, que por sinal já disse que não houve nada? Houve ou não houve? E ainda aparece tudo isso em primeira página, com direito a fisionomia horrenda do tal de Boni dizendo que “tudo é normal”... Será que na casa dele, com filha dele, rola “normal” também? Ora, mensageiros do demônio, pares de Leviatan, vejam o que vocês são! É só clicar no link, e você vê em que nos meteram, e como eles fazem para que, além de vítimas, colaboremos: http://www.youtube.com/watch?v=Jknz4zzIW1I&feature=youtu.be . Pois o Datena – que desafetos dizem ser o paradigma da cara de bunda – propôs prenderem o diretor do BBB: http://www.opovo.com.br/app/divirta-se/2012/01/17/noticiasdivirtase,2470167/tinha-que-prender-era-o-diretor-do-programa-diz-datena-em-referencia-ao-polemico-episodio-do-bbb.shtml . E o que você acha? Deveria prender? Quem prenderia? Na verdade, TODOS sonham com estar lá, em lugar de ficar “espiando”, numa de voyeur forçado por falta de opção. A propósito: Baphomet, o demônio da inversão de valores, manda um grande abraço. Basta pensar no Brasil, e você dá logo de cara com ele!... Enter final.
E tem o “picolé de cocô”. A moça, quando fomos lá fotografar e constatamos haver uma correção grosseira a lápis, disse que “Foi o computador”. Ué: o “computador” é que grafa a lista? Ela, catatônica, se mijando de medo de perder o emprego, calou. E o Macaco Simão lista: “Placa de gôndola de azeites e torradinhas no Pão de Açúcar: ‘Uma entradinha caprichada faz você feliz?’”; ou “Mesa de ferro fudido” no Extra; ou: “Todos os produtos dessa mesa contêm GLÚTEOS”. Você duvida que em pouco tempo os brasileiros “se entenderão” por grunhidos? Eu não. E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
Ah! Prosseguimos censurados há 2236 dias. E o ministro Carlos Aires de Brito sentenciou: “Não há no Brasil lei ou norma que chancele poder de censura à magistratura”..
Você talvez nem saiba do que falo, mas sou do tempo em que calcinha era peça íntima e racha de bunda era parte pudenda. Hoje... basta uma mulher se abaixar um pouquinho e lá assoma a racha da bunda. E com direito a tatuagem bem na altura do começo da tal da racha. E vermos calcinha hoje é tão normal quanto meias serem vistas no tempo em que pernas de calças acabavam no tornozelo. Então o negócio hoje é cantar o Ai Se Eu Te Pego, é o tempo de rachas e calcinhas. Um amigo estava em Madrid semana passada e, chegando ao restaurante, deu com o garçom dançando e cantando essa merda. Também em Madrid, Daniel Alves e Abidal comemoram dançando "Ai, se eu te pego" o gol da vitória do Barça sobre o Real Madrid, na mesma capital. Eu ainda não tinha ouvido, fui ao Google, achei lá. Trata-se de um lixo miserável, merda, coisa de primatas. A visão do show, com o debilóide alegre cantando para lindas meninas totalmente estúpidas cantando a mil, me lembrou nosso Judiciário. E você ainda pergunta por quê? Explico, então. Enter.
Você tem visto, claro Uma pesquisa revelou: “Índice de reprovação do Judiciário é de 92,6%. Com apenas 33% dos entrevistados dizendo que o Judiciário é confiável, a instituição empata com a Polícia e ganha apenas do Congresso Nacional (20%) e dos partidos políticos (8%)”. Ou você acha que eu falaria pelo rabo? Pois veja essas opiniões publicadas na Folha ontem. Sobre o desvio no TRT-RJ, o leitor Shishiro Yamada escreveu, às 10h16: “Agora digam o que um doleiro faz no TRT ? É um funcionário do judiciário, um doleiro? Sabe de uma coisa? Não acredito! Mentira para esconder quem movimentou essa fortuna. Os juízes estão aliviados, o doleiro foi providencial”. E, mais, Haroldo Rego, 06h33: “Ratos, ratos e mais ratos! O Brasil está lotado de ratos!”. Isso é um fato. Descemos ao nível dos seres de esgoto. Já no O Globo, com direito a erros de Português de lupanar, vai essa, já corrigida: “Paulo Cesar Passarelli, 03h08. “Por esse e outros motivos é que querem calar o CNJ; pilantras existem em todos os poderes, não é exclusividade do Legislativo e do Executivo. O problema é que o Judiciário se sente acima do bem e do mal, como uma casta superior”. Bem, a turma grita, e a grana se foi, são R$ 282 mi!!!! Ontem, 18/01, às 04h10 sai matéria na Tribuna da Internet: “Continua o mistério: quem é o corrupto felizardo que movimentou R$ 282 milhões e é ligado ao TRT-RJ?”, e o jornalista Carlos Newton prossegue: “Na ansiada entrevista coletiva no TRT do Rio, segunda-feira, quem apareceu foi o vice-presidente Carlos Alberto Araújo Drummond, que disse não saber qual foi o magistrado ou servidor que movimentou, em 2002, R$ 282, 9 milhões”. Funciona assim, meu filho: nas barbas do povo trabalhador, “e ninguém sabe”. Cacete!: fosse uma merreca, meia milha, até passaria batido escapando de auditoria e fiscalização através de maracutaia contábil. Mas R$ 282,9 milhões????? Putz que p’riu!!! Enter.
E suas excelências agora estão em polvorosa. Conheço a coisa de perto. O Judiciário não está desacreditado só nas capitais. Em qualquer arraial em montanhas remotas a coisa vai na mesma toada! Podem ser valores menores, claro, mas é sempre proporcionalmente assustador. E, quanto a ética, desista: você não nasceu ontem. Sobrou pra eles, todavia, e agora as togas se agitam mais que a batina de padre Marcelo nas missas com Axé do Senhor... que, aliás, ajudaram muito a descer ao nível de esgoto do Teló. Meu Deus, pensávamos que chegáramos ao fundo do poço quando saiu Egüinha Pocotó. Pois agora vemos que matéria fecal tem mais teor e nobreza que o “sucesso” do Teló. Merda, pelo menos, serve pra adubo... e a imagem daquelas meninas lindas dançando felizes essa escatologia sugere que o diabo encontrou e tem a seus pés um rebanho de dezenas de milhões... e por isso estão também pipocando pra todo lado miséria, desgraça e lixo. Enter.
E o “estupro” no BBB? O Brasil inteiro se ocupa dessa escrotidão televisiva, enquanto suas excelências e quejandos manobram no sentido de travar Eliana Calmon e sua ação saneadora nessa cafua agora eviscerada. Quem é aquele boçal, o que ele significa? Quem é a vítima?, que por sinal já disse que não houve nada? Houve ou não houve? E ainda aparece tudo isso em primeira página, com direito a fisionomia horrenda do tal de Boni dizendo que “tudo é normal”... Será que na casa dele, com filha dele, rola “normal” também? Ora, mensageiros do demônio, pares de Leviatan, vejam o que vocês são! É só clicar no link, e você vê em que nos meteram, e como eles fazem para que, além de vítimas, colaboremos: http://www.youtube.com/watch?v=Jknz4zzIW1I&feature=youtu.be . Pois o Datena – que desafetos dizem ser o paradigma da cara de bunda – propôs prenderem o diretor do BBB: http://www.opovo.com.br/app/divirta-se/2012/01/17/noticiasdivirtase,2470167/tinha-que-prender-era-o-diretor-do-programa-diz-datena-em-referencia-ao-polemico-episodio-do-bbb.shtml . E o que você acha? Deveria prender? Quem prenderia? Na verdade, TODOS sonham com estar lá, em lugar de ficar “espiando”, numa de voyeur forçado por falta de opção. A propósito: Baphomet, o demônio da inversão de valores, manda um grande abraço. Basta pensar no Brasil, e você dá logo de cara com ele!... Enter final.
E tem o “picolé de cocô”. A moça, quando fomos lá fotografar e constatamos haver uma correção grosseira a lápis, disse que “Foi o computador”. Ué: o “computador” é que grafa a lista? Ela, catatônica, se mijando de medo de perder o emprego, calou. E o Macaco Simão lista: “Placa de gôndola de azeites e torradinhas no Pão de Açúcar: ‘Uma entradinha caprichada faz você feliz?’”; ou “Mesa de ferro fudido” no Extra; ou: “Todos os produtos dessa mesa contêm GLÚTEOS”. Você duvida que em pouco tempo os brasileiros “se entenderão” por grunhidos? Eu não. E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
Ah! Prosseguimos censurados há 2236 dias. E o ministro Carlos Aires de Brito sentenciou: “Não há no Brasil lei ou norma que chancele poder de censura à magistratura”..
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ditadores, democracias, Justiça e parada gay
Frederico Mendonça de Oliveira
A imprensa dos jornalões neste território desfigurado chamado Brasil não poderia deixar de ser um reflexo safado e cínico do poder que a sustenta. Enquanto o brasileiro comum rala e se esfola, quando não se destrói na busca da simples sobrevivência, lutando contra o mais vil estado de corrupção no qual chafurdam no dinheiro público os beneficiários dos “três poderes”, a imprensa, chamada de “quarto poder” por algum maluco ignorante do que ela realmente é, expõe primeiras páginas dignas de virar papel mesmo, para uso em banheiros como papel “higiênico” – as aspas indicam que só farão aumentar o grau escatológico no momento da passagem do papel impresso pelo material que sobra no esfíncter depois de expelidos os “croquetes”. Explico: que tem o Brasil com Madonna, essa estúpida que se arroga o direito de se chamar assim? Quem a pariu? Ou, mais: que temos nós com o “fato” de Angelina Jolie e Brad Pitt irem à Casa Branca “falar” com Obama? Por outra: Amy Lee e Britney Spears recebem homenagem de não se sabe quem etc. Que temos nós com isso? Aliás, por que cantoras brasileiras admiráveis como Monica Salmaso, Rosa Passos e Simone Guimarães, anos luz à frente dessas barbies de além-mar, não são NUNCA sequer citadas nos jornalões? E por que tem que haver cobertura diária do flagelo BBB? Que nos interessa “espiar” aqueles iletrados estúpidos e de critérios morais tão flexíveis – rola até trepada naquela casa porca pra você “espiar”, né ô? – vivendo uma temporada de boçalidade explicitada e depois sendo considerados “heróis” por aquela maratona de rebaixamento humano? E por que a imprensa dá apoio logístico a novelas, especialmente da Globo, saindo titicas em primeira página para esquentar audiência dessa miséria de novelas televisivas? Você poderá parar pra pensar: ISSO NÃO É UMA DITADURA, meu? E não será por essas e outras que a TV Cultura, melhor emissora da TV aberta do Brasil, perdeu uma quarta parte de seu – já tão reduzido – público em um ano? Enter.
A merda é que os energúmenos aos milhões nesta terra infeliz se perdem “espiando” esse horror enquanto os tubarões abocanham grosso montanhas de dinheiro em Brasília e enquanto as instituições são massacradas pelos bandidos de todos os tipos aboletados no poder hoje amaldiçoado. Estamos numa democracia? Você acha que viver entre balas perdidas, ser governado por bandidos engravatados e com outras vestes, ser achacado por impostos de volume insuportável, não dispor de meio algum de defesa contra uma quadrilha que desmantela o País e faz de você uma besta de carga para manter nababos canalhas é “democracia”? E você acha que qualquer país que negue aceitar os ditames dos Conquistadores – leia-se EUA, Israel, Inglaterra, França, ou melhor: os que mandam nessa turma – é uma ditadura? Por que você acha que Chávez, Ahmadinejad, o cara da Coréia do Norte e outros líderes legítimos são, para essa imprensa imunda, prostituída, responsável até por grande parte da destruição do País, são ditadores? E o que você acha que se pode fazer num país onde bandidos como Sarney, Jáder, Renan e outros tantos algemáveis “são assim” com os juízes – ou a maioria deles – do Supremo, que simplesmente agora trabalham pra fazer prescrever os processos do mensalão? E outras casas do Judiciário, junto com o STF, agem a contrapelo da Justiça, a ponto de um desembargador, Dácio Vieira, censurar o jornal Estado de São Paulo para que este não prosseguisse denunciando as ações do delinqüente Fernando Sarney, bandido de carteirinha, que chega a não poder sair de casa sem um habeas corpus sob o sovaco... Pra não deixar dúvidas em sua cachimônia, contemple isso: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-doutor-em-censura-esqueceu-de-mandar-prender-a-foto/ , e durma tranqüilo se puder... porque eles não estão nem aí pra você ou para quem quer que seja. Enter.
E a Justiça vai mal, muito mal, obrigado. Agora se desenha a prescrição para os bandidos mensaleiros, que já festejam às gargalhadas sua alforria dessa encrenca. Um dos advogados desses patifes imundos é simplesmente o ex-ministro Márcio Tomás Bastos, um homem sem qualquer caráter e, como os que ele defende, sem pátria e sem qualquer escrúpulo. Digo isso porque entendo, segundo a ética ensinada por meus pais, que transformar a verdade em mentira e vice-versa é trabalho do demônio que inverte valores. “Solve” e “Coagula” são palavras que designam essa inversão maligna. Um homem de caráter não defende bandidos flagrados com a boca na botija. E agora vem o ministro Joaquim Barbosa e entrega a sujeira toda: a maioria de suas excelências do Supremo trabalha para liberar os mensaleiros. Criminosos! Não é à toa que a ministra Eliana Calmon chutou o balde dessa camarilha de inimigos dos brasileiros, inclusive gente que se locupleta de dinheiro e nada em benesses defecando e deambulando para o que se passa com os que suam para viver e, ignomínia maior em nossa história, sustentar canalhas de todos os matizes! Enter.
E, voltando aos jornalões, um cara com quem trabalhei e cujo trabalho vocal foi influenciado por alguém que você até conhece, declarou, sendo homossexual assumido, que as paradas gay são um escândalo e um espetáculo de pouco teor de consciência. Trata-se do Ney Matogrosso. “Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República", afirmou o já ancião Ney de Souza Pereira. O que você acha? Enter final.
Bem, cansei. Isso de sentar o rabo e soltar um artigo de quase seis mil caracteres não é mole. Mas a gente tem que viver de verdade, e tenho um compromisso com você, que é dos meus e abomina os fariseus. E viva Santo Expedito! Oremos. Inté, rapeize!
E, pra variar, prosseguimos censurados desde 11/04/08. São 2239 dias sob abjeta, covarde e suja mordaça. E o ministro Carlos Ayres de Brito falou no deserto ao dizer que “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”.
A imprensa dos jornalões neste território desfigurado chamado Brasil não poderia deixar de ser um reflexo safado e cínico do poder que a sustenta. Enquanto o brasileiro comum rala e se esfola, quando não se destrói na busca da simples sobrevivência, lutando contra o mais vil estado de corrupção no qual chafurdam no dinheiro público os beneficiários dos “três poderes”, a imprensa, chamada de “quarto poder” por algum maluco ignorante do que ela realmente é, expõe primeiras páginas dignas de virar papel mesmo, para uso em banheiros como papel “higiênico” – as aspas indicam que só farão aumentar o grau escatológico no momento da passagem do papel impresso pelo material que sobra no esfíncter depois de expelidos os “croquetes”. Explico: que tem o Brasil com Madonna, essa estúpida que se arroga o direito de se chamar assim? Quem a pariu? Ou, mais: que temos nós com o “fato” de Angelina Jolie e Brad Pitt irem à Casa Branca “falar” com Obama? Por outra: Amy Lee e Britney Spears recebem homenagem de não se sabe quem etc. Que temos nós com isso? Aliás, por que cantoras brasileiras admiráveis como Monica Salmaso, Rosa Passos e Simone Guimarães, anos luz à frente dessas barbies de além-mar, não são NUNCA sequer citadas nos jornalões? E por que tem que haver cobertura diária do flagelo BBB? Que nos interessa “espiar” aqueles iletrados estúpidos e de critérios morais tão flexíveis – rola até trepada naquela casa porca pra você “espiar”, né ô? – vivendo uma temporada de boçalidade explicitada e depois sendo considerados “heróis” por aquela maratona de rebaixamento humano? E por que a imprensa dá apoio logístico a novelas, especialmente da Globo, saindo titicas em primeira página para esquentar audiência dessa miséria de novelas televisivas? Você poderá parar pra pensar: ISSO NÃO É UMA DITADURA, meu? E não será por essas e outras que a TV Cultura, melhor emissora da TV aberta do Brasil, perdeu uma quarta parte de seu – já tão reduzido – público em um ano? Enter.
A merda é que os energúmenos aos milhões nesta terra infeliz se perdem “espiando” esse horror enquanto os tubarões abocanham grosso montanhas de dinheiro em Brasília e enquanto as instituições são massacradas pelos bandidos de todos os tipos aboletados no poder hoje amaldiçoado. Estamos numa democracia? Você acha que viver entre balas perdidas, ser governado por bandidos engravatados e com outras vestes, ser achacado por impostos de volume insuportável, não dispor de meio algum de defesa contra uma quadrilha que desmantela o País e faz de você uma besta de carga para manter nababos canalhas é “democracia”? E você acha que qualquer país que negue aceitar os ditames dos Conquistadores – leia-se EUA, Israel, Inglaterra, França, ou melhor: os que mandam nessa turma – é uma ditadura? Por que você acha que Chávez, Ahmadinejad, o cara da Coréia do Norte e outros líderes legítimos são, para essa imprensa imunda, prostituída, responsável até por grande parte da destruição do País, são ditadores? E o que você acha que se pode fazer num país onde bandidos como Sarney, Jáder, Renan e outros tantos algemáveis “são assim” com os juízes – ou a maioria deles – do Supremo, que simplesmente agora trabalham pra fazer prescrever os processos do mensalão? E outras casas do Judiciário, junto com o STF, agem a contrapelo da Justiça, a ponto de um desembargador, Dácio Vieira, censurar o jornal Estado de São Paulo para que este não prosseguisse denunciando as ações do delinqüente Fernando Sarney, bandido de carteirinha, que chega a não poder sair de casa sem um habeas corpus sob o sovaco... Pra não deixar dúvidas em sua cachimônia, contemple isso: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-doutor-em-censura-esqueceu-de-mandar-prender-a-foto/ , e durma tranqüilo se puder... porque eles não estão nem aí pra você ou para quem quer que seja. Enter.
E a Justiça vai mal, muito mal, obrigado. Agora se desenha a prescrição para os bandidos mensaleiros, que já festejam às gargalhadas sua alforria dessa encrenca. Um dos advogados desses patifes imundos é simplesmente o ex-ministro Márcio Tomás Bastos, um homem sem qualquer caráter e, como os que ele defende, sem pátria e sem qualquer escrúpulo. Digo isso porque entendo, segundo a ética ensinada por meus pais, que transformar a verdade em mentira e vice-versa é trabalho do demônio que inverte valores. “Solve” e “Coagula” são palavras que designam essa inversão maligna. Um homem de caráter não defende bandidos flagrados com a boca na botija. E agora vem o ministro Joaquim Barbosa e entrega a sujeira toda: a maioria de suas excelências do Supremo trabalha para liberar os mensaleiros. Criminosos! Não é à toa que a ministra Eliana Calmon chutou o balde dessa camarilha de inimigos dos brasileiros, inclusive gente que se locupleta de dinheiro e nada em benesses defecando e deambulando para o que se passa com os que suam para viver e, ignomínia maior em nossa história, sustentar canalhas de todos os matizes! Enter.
E, voltando aos jornalões, um cara com quem trabalhei e cujo trabalho vocal foi influenciado por alguém que você até conhece, declarou, sendo homossexual assumido, que as paradas gay são um escândalo e um espetáculo de pouco teor de consciência. Trata-se do Ney Matogrosso. “Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República", afirmou o já ancião Ney de Souza Pereira. O que você acha? Enter final.
Bem, cansei. Isso de sentar o rabo e soltar um artigo de quase seis mil caracteres não é mole. Mas a gente tem que viver de verdade, e tenho um compromisso com você, que é dos meus e abomina os fariseus. E viva Santo Expedito! Oremos. Inté, rapeize!
E, pra variar, prosseguimos censurados desde 11/04/08. São 2239 dias sob abjeta, covarde e suja mordaça. E o ministro Carlos Ayres de Brito falou no deserto ao dizer que “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
2012, o Arraial das Bagas e o picolé de...
Frederico Mendonça de Oliveira
...cocô. Sim, é isso mesmo que você leu: picolé de cocô. Estava assim discriminado iniciando a lista de preços dos sorvetes que uma empresa vende colocando suas sorveteiras em tudo quanto é loja em que caibam, e nessa loja de presentes – tem também em farmácia, em sapataria – coube, pertinho da porta. Pois estava lá a lista de preços encimada pelo picolé de cocô. De sacanagem, aposentado e de férias que estou, perguntei à pobre menina atendente pobre em todos os sentidos se os picolés estavam tendo saída. Diante de um “Hã?” típico de apedeuta de balcão, esses pobres seres corrompidos pelo social corruptor, acabou que deixei pra lá e me escafedi do local. Claro, com uma jaca presa na garganta, ou seja, uma bomba pronta a explodir em forma de gargalhadas. E isso logo aconteceu quando topei com um casal amigo e relatei o fato. Depois, em contatos por telefone e distribuindo mensagem sobre a preciosidade gramatical, passei o dia tendo acessos de riso que me valeram uma boa dor de musculatura nos retos abdominais. E fiquei sabendo de outras, que potencializaram a hilaridade do fato inusitado do “picolé de cocô”. Enter.
Um amigo retornou com uma mensagem em que perguntava se o picolé em questão está tendo boa procura. Respondi que não sabia, mas que estava quase passando mal de rir ao considerar como seria o “aroma” do cocô gelado quando retirado o papel da embalagem. E assim foi se desdobrando a coisa do picolé de cocô, um presente em 4/01/12 que sacudiu com gargalhadas o Arraial das Bagas de fora a fora e ainda alcançou região e alhures. Pois um amigo que hoje estuda em Santa Rita do Sapucaí, que os mordazes chamam de Santa Rita do Seupaucaiu, revelou que lá existe uma padaria que vende uma “rosca com doce de leite e cocô ralado”. E ainda lembrou que perto da casa dele aqui no Arraial tinha uma carrocinha na rua do cemitério que vendia “água de cocô”. E que na Praça da Matriz existiu por muito tempo um vendedor de água de coco em cuja carrocinha se lia “Zé do Cocô”. A turma anda meio abestalhada, claro, e foi preciso o velho aqui levantar essa lebre pra conflagrar o arraial e outras plagas sob revelação tão bizarra. Bem, o humor é algo que se manifesta de forma especial: é preciso pensar para alcançar o estado de humor. E a turma está com o cérebro em ponto morto, desengrenado direto. A TV trabalha em lugar dos cérebros, é mais fácil. Mas é aquilo: em se plantando... acaba um dia dando. E o cocô virou tema de conversas várias nessas montanhas, desopilando fígados oprimidos por bebedeiras de fim de ano, massageando órgãos de há muito postos em sossego por falta de atenção de seus donos, que acham que eles têm que ficar é quietos no bucho. Melhorou, pois. Enter.
Poderíamos aconselhar a tal empresa de sorvetes a botar esse produto lá no Planalto... pois é isso que os bandidos de gravata e outras vestes na verdade ridículas – se considerarmos as zebras e os presumidos que as envergam – deveriam ser obrigados a ingerir antes e depois de cada sessão de sórdida inépcia profissional e de ação ininterrupta de assalto aos cofres públicos e de desaforo escandaloso para com o público que carrega esse puteiro nas costas com seu suor e sua dignidade. Você já imaginou o arquibandido Sarney saboreando um, com aquela cara de bolacha de sarcófago e aquele bigode obsceno aromatizado pela fragrância do produto? E que tal Jáder, Tiririca, Popó, mais toda aquela corja do Congresso, especialmente aquela Angela Guadagnin, a gordalhufa que dançou festejando o não enquadramento de não sei que suídeo engravatado lá, um bandido inocentado pela camarilha de seus pares e iguais. Picolé de cocô neles, você não acha? Aliás, você poderia muito bem parar pra pensar: Brasília toda não passa de um grande picolé de cocô! Mostro até a maravilha que é aquilo: http://www.allejo.com.br/fotos-romario-sarney-tiririca-popo-senado/ , e você há de convir comigo em que um picolé para cada um seria uma grande escolha... até para lavar o coração dos aflitos brasileiros traídos por essa corja que hoje se instala no poder praticamente sem exceções. Enter.
E picolé de cocô para os que se enquadram nas palavras do ministro Carlos Ayres de Brito – não merecedor de um picolé: “O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta sexta-feira, 26/08/11, que o Poder Judiciário é, hoje, a maior ameaça à liberdade de imprensa em nosso País. O ministro participou na tarde desta sexta do Seminário Cultura de Liberdade de Imprensa, promovido pela TV Cultura. Também participaram do evento o ministro Franklin Martins e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso”. Tirando esses dois crápulas já mais que carimbados, o seminário mostrou mais uma chaga purulenta em nossa vida de gente honesta e simples e que vive somente do suor de seu trabalho digno. E o ministro já vem dando bordoadas contundentes no Judiciário, chamando a atenção para a inércia mental e da flexibilidade moral de suas excelências, no que se equiparam aos torpes congressistas em suas mamatas e privilégios, e no que mostraram estar, em sua grande maioria, a serviço do Executivo. Afinal, quem reconduz um ex-algemado ao cargo de senador, com direito a caretas do filhinho na entrevista coletiva depois da posse, merece o quê? Um fragrante buquê de rosas? O que você daria? Diga, irmão, você não será censurado! Nós estamos, para servirmos de exemplo ao que declarou o ministro Ayres de Brito: nosso blog está censurado desde 11/04/08, totalizando hoje 2232 dias sob mordaça covarde. E o próprio ministro declarou que “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”. O picolé de cocô do Arraial das Bagas virou o troféu dos inimigos do Brasil. Você nem de longe vai se candidatar a um... mas agora não há como impedir o picolé de existir! E viva Santo Expedito! Oremos. Feliz 2012, rapeize!
...cocô. Sim, é isso mesmo que você leu: picolé de cocô. Estava assim discriminado iniciando a lista de preços dos sorvetes que uma empresa vende colocando suas sorveteiras em tudo quanto é loja em que caibam, e nessa loja de presentes – tem também em farmácia, em sapataria – coube, pertinho da porta. Pois estava lá a lista de preços encimada pelo picolé de cocô. De sacanagem, aposentado e de férias que estou, perguntei à pobre menina atendente pobre em todos os sentidos se os picolés estavam tendo saída. Diante de um “Hã?” típico de apedeuta de balcão, esses pobres seres corrompidos pelo social corruptor, acabou que deixei pra lá e me escafedi do local. Claro, com uma jaca presa na garganta, ou seja, uma bomba pronta a explodir em forma de gargalhadas. E isso logo aconteceu quando topei com um casal amigo e relatei o fato. Depois, em contatos por telefone e distribuindo mensagem sobre a preciosidade gramatical, passei o dia tendo acessos de riso que me valeram uma boa dor de musculatura nos retos abdominais. E fiquei sabendo de outras, que potencializaram a hilaridade do fato inusitado do “picolé de cocô”. Enter.
Um amigo retornou com uma mensagem em que perguntava se o picolé em questão está tendo boa procura. Respondi que não sabia, mas que estava quase passando mal de rir ao considerar como seria o “aroma” do cocô gelado quando retirado o papel da embalagem. E assim foi se desdobrando a coisa do picolé de cocô, um presente em 4/01/12 que sacudiu com gargalhadas o Arraial das Bagas de fora a fora e ainda alcançou região e alhures. Pois um amigo que hoje estuda em Santa Rita do Sapucaí, que os mordazes chamam de Santa Rita do Seupaucaiu, revelou que lá existe uma padaria que vende uma “rosca com doce de leite e cocô ralado”. E ainda lembrou que perto da casa dele aqui no Arraial tinha uma carrocinha na rua do cemitério que vendia “água de cocô”. E que na Praça da Matriz existiu por muito tempo um vendedor de água de coco em cuja carrocinha se lia “Zé do Cocô”. A turma anda meio abestalhada, claro, e foi preciso o velho aqui levantar essa lebre pra conflagrar o arraial e outras plagas sob revelação tão bizarra. Bem, o humor é algo que se manifesta de forma especial: é preciso pensar para alcançar o estado de humor. E a turma está com o cérebro em ponto morto, desengrenado direto. A TV trabalha em lugar dos cérebros, é mais fácil. Mas é aquilo: em se plantando... acaba um dia dando. E o cocô virou tema de conversas várias nessas montanhas, desopilando fígados oprimidos por bebedeiras de fim de ano, massageando órgãos de há muito postos em sossego por falta de atenção de seus donos, que acham que eles têm que ficar é quietos no bucho. Melhorou, pois. Enter.
Poderíamos aconselhar a tal empresa de sorvetes a botar esse produto lá no Planalto... pois é isso que os bandidos de gravata e outras vestes na verdade ridículas – se considerarmos as zebras e os presumidos que as envergam – deveriam ser obrigados a ingerir antes e depois de cada sessão de sórdida inépcia profissional e de ação ininterrupta de assalto aos cofres públicos e de desaforo escandaloso para com o público que carrega esse puteiro nas costas com seu suor e sua dignidade. Você já imaginou o arquibandido Sarney saboreando um, com aquela cara de bolacha de sarcófago e aquele bigode obsceno aromatizado pela fragrância do produto? E que tal Jáder, Tiririca, Popó, mais toda aquela corja do Congresso, especialmente aquela Angela Guadagnin, a gordalhufa que dançou festejando o não enquadramento de não sei que suídeo engravatado lá, um bandido inocentado pela camarilha de seus pares e iguais. Picolé de cocô neles, você não acha? Aliás, você poderia muito bem parar pra pensar: Brasília toda não passa de um grande picolé de cocô! Mostro até a maravilha que é aquilo: http://www.allejo.com.br/fotos-romario-sarney-tiririca-popo-senado/ , e você há de convir comigo em que um picolé para cada um seria uma grande escolha... até para lavar o coração dos aflitos brasileiros traídos por essa corja que hoje se instala no poder praticamente sem exceções. Enter.
E picolé de cocô para os que se enquadram nas palavras do ministro Carlos Ayres de Brito – não merecedor de um picolé: “O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta sexta-feira, 26/08/11, que o Poder Judiciário é, hoje, a maior ameaça à liberdade de imprensa em nosso País. O ministro participou na tarde desta sexta do Seminário Cultura de Liberdade de Imprensa, promovido pela TV Cultura. Também participaram do evento o ministro Franklin Martins e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso”. Tirando esses dois crápulas já mais que carimbados, o seminário mostrou mais uma chaga purulenta em nossa vida de gente honesta e simples e que vive somente do suor de seu trabalho digno. E o ministro já vem dando bordoadas contundentes no Judiciário, chamando a atenção para a inércia mental e da flexibilidade moral de suas excelências, no que se equiparam aos torpes congressistas em suas mamatas e privilégios, e no que mostraram estar, em sua grande maioria, a serviço do Executivo. Afinal, quem reconduz um ex-algemado ao cargo de senador, com direito a caretas do filhinho na entrevista coletiva depois da posse, merece o quê? Um fragrante buquê de rosas? O que você daria? Diga, irmão, você não será censurado! Nós estamos, para servirmos de exemplo ao que declarou o ministro Ayres de Brito: nosso blog está censurado desde 11/04/08, totalizando hoje 2232 dias sob mordaça covarde. E o próprio ministro declarou que “NÃO HÁ NO BRASIL NORMA OU LEI QUE CHANCELE PODER DE CENSURA À MAGISTRATURA”. O picolé de cocô do Arraial das Bagas virou o troféu dos inimigos do Brasil. Você nem de longe vai se candidatar a um... mas agora não há como impedir o picolé de existir! E viva Santo Expedito! Oremos. Feliz 2012, rapeize!
sábado, 31 de dezembro de 2011
2011, 2012 e suas excelências
Frederico Mendonça de Oliveira
Não posso encerrar 2011, ano emblemar, sem uma referência à última que saiu, neste 30/12 em que já acendemos churrasqueiras e preparamos fogos para amanhã. E devemos parabenizar a digníssima e admirável ministra Eliana Calmon, que deu aos brasileiros honestos um grande alento ao tirar o CNJ da letargia e enfocar o Judiciário de forma a tirá-lo do abismo em que mergulhou. O Judiciário brasileiro poderia ser comparado a uma lesma abjeta. Todos os advogados vêm reclamando da inconsistência da Justiça, e só ávidos carreiristas sem qualquer objetivo que não o de subir na vida, não importando meios para chegar a seus fins, calam diante do descalabro e da deformação que hoje imperam soltos no Terceiro Poder. Se Deus não intervier duramente nisso, embora já nos tenha enviado Eliana Calmon com sua ainda tímida iniciativa, estaremos entrando em colapso institucional irreversível, sendo previsível até convulsão popular, por simples ação dos quatro elementos. Enter.
Talvez esteja na ameaça dessa possível convulsão o motivo para a criação do maligno e imundo “estatuto do desarmamento”. Ao qual aderiram suas excelências. Um povo desarmado não poderá levar perigo real protagonizando um levante ou uma sublevação. Embora se saiba que isso ocorreria apenas se sob a ação de certas minorias enrustidas, hoje sabemos que a internet é um poderoso – e para “eles” perigoso – instrumento de mobilização. Mas eles apostam na apatia, no marasmo provocado pela TV, sabem que os jovens estão acéfalos e viraram em sua maioria humanóides, andróides, e que a merda é tanta que ninguém tem mais tempo para protestar. Vá, eles não são tapados, embora sejam burros no que agridem bestialmente o princípio cósmico das proporções. Mas vamos a fatos que seriam admissíveis unicamente numa Uganda de Idi Amin Dada. Enter.
Suas excelências embolsam agora outra benesse inexplicável nesse país sem porquês. Vejam só: http://joaoesocorro.wordpress.com/2011/12/31/uniao-paga-bilhoes-por-auxilio-moradia-retroativo-de-magistrados/ Você já leu? Pois não é uma gracinha? Fique tranquilo, tem mais: http://www.dignow.org/post/ju%C3%ADzes-recebem-benef%C3%ADcio-por-anos-em-que-eram-advogados-3489102-56378.html . E assim vai nosso Judiciário, e você coça a grenha considerando nossa impotência diante da orgia escancarada que se instalou no poder. E que, pensávamos, não atingiria aqueles tão severos e austeros senhores de togas negras sempre aboletados naquele plenário de que pende, de sua parede principal, um Cristo Crucificado – onde deveria estar a imagem de Baphomet... e a coisa começou a feder feio, e a ministra Eliana Calmon puxou o gatilho, e as togas andam se agitando mais que a batina de padre Marcelo dançando o axé do Senhor. E agora a OAB não teve jeito de ficar de fora na quebradeira, e já perguntam aqui e alhures se estariam “Juízes acima da lei ou fora da lei?”, rolando um texto brabo: “OAB diz que novos benefícios de juízes são ilegais – Débora Zampier, repórter da Agência Brasil Brasília – A Ordem dos Advogados do Brasil afirmou hoje, por meio de nota, que os novos benefícios concedidos a juízes pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) são ilegais. Ontem (21), o Conselho aprovou resolução que garante direitos como licença remunerada para estudo no exterior e auxílio-alimentação aos juízes. A OAB disse que os benefícios só poderiam ter sido criados por lei”. Bem, e durma-se com um barulho desses. Mas todos temos que dormir. E como suas excelências estão no andar de cima, inacessível para os pobres mortais, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Enter.
E acaba que o bicho pega justamente no mais essencial. A juízes não poderia ser concedido nada além de um salário justo e condições decentes de moradia quando exercendo funções em cidades que não as de origem. E eles mesmos deveriam zelar por uma conduta espartana dentro do contexto social. Jamais se admite que tenham negócios fora do exercício da magistratura. Pois existe até juiz acusado de agiotagem! Qualquer benefício é janela para o desvio de atribuições e aceno para o relaxamento do rigor fundamental exigido pela condição do magistrado, seja um juizeco de aldeota, seja o presidente do Supremo. Benesses são precedentes, e basta abrir um deles para que se possa escancarar a bocarra da corrupção e seja impossível conter a bola de neve. Os próprios juízes deveriam se negar a aceitar qualquer benefício, e deveriam vetar todos os aumentos abusivos dos parlamentares corruptos: tudo isso deveria passar pelas mãos do STF. Mas se suas excelências até brandem o direito de isonomia para com congressistas... está tudo perdido. E a pergunta se avoluma e não quer calar: estarão suas excelências acima ou fora da lei? Chegamos a um ponto de nossa História em que algo terá de ocorrer, seja por mãos humanas ou divinas, para que o tumor não acabe explodindo sobre todos nós. Enter.
Você vive de seu suor, eu também. Não sei o que seja benefício nesta vida, só conheço as palavras de Kant, que me iluminam a alma: “Não há nada mais grandioso que o céu estrelado sobre nós e a lei moral dentro de nós”. Parece que suas excelências não leram Kant senão por obrigação curricular, e não duvido nada quanto a serem, todos – com as exceções de praxe –, uns iletrados de carteirinha sempre renovada. Enter final.
Bem, você deve estar sentindo o mesmo que eu, que tudo está perdido. Mas Deus sabe o que faz. Suas excelências sabem da lei de ação e reação: assim como fizerem, outros virão e farão com eles. Pode ser até em outra vida... mas é a Lei! Como disse a Blavatsky: “Não tenhas nojo de tocar a capa de um mendigo, porque na outra vida ela poderá estar sobre teus ombros”. E viva Santo Expedito! Oremos. Até 2012, queridíssimos!
Não posso encerrar 2011, ano emblemar, sem uma referência à última que saiu, neste 30/12 em que já acendemos churrasqueiras e preparamos fogos para amanhã. E devemos parabenizar a digníssima e admirável ministra Eliana Calmon, que deu aos brasileiros honestos um grande alento ao tirar o CNJ da letargia e enfocar o Judiciário de forma a tirá-lo do abismo em que mergulhou. O Judiciário brasileiro poderia ser comparado a uma lesma abjeta. Todos os advogados vêm reclamando da inconsistência da Justiça, e só ávidos carreiristas sem qualquer objetivo que não o de subir na vida, não importando meios para chegar a seus fins, calam diante do descalabro e da deformação que hoje imperam soltos no Terceiro Poder. Se Deus não intervier duramente nisso, embora já nos tenha enviado Eliana Calmon com sua ainda tímida iniciativa, estaremos entrando em colapso institucional irreversível, sendo previsível até convulsão popular, por simples ação dos quatro elementos. Enter.
Talvez esteja na ameaça dessa possível convulsão o motivo para a criação do maligno e imundo “estatuto do desarmamento”. Ao qual aderiram suas excelências. Um povo desarmado não poderá levar perigo real protagonizando um levante ou uma sublevação. Embora se saiba que isso ocorreria apenas se sob a ação de certas minorias enrustidas, hoje sabemos que a internet é um poderoso – e para “eles” perigoso – instrumento de mobilização. Mas eles apostam na apatia, no marasmo provocado pela TV, sabem que os jovens estão acéfalos e viraram em sua maioria humanóides, andróides, e que a merda é tanta que ninguém tem mais tempo para protestar. Vá, eles não são tapados, embora sejam burros no que agridem bestialmente o princípio cósmico das proporções. Mas vamos a fatos que seriam admissíveis unicamente numa Uganda de Idi Amin Dada. Enter.
Suas excelências embolsam agora outra benesse inexplicável nesse país sem porquês. Vejam só: http://joaoesocorro.wordpress.com/2011/12/31/uniao-paga-bilhoes-por-auxilio-moradia-retroativo-de-magistrados/ Você já leu? Pois não é uma gracinha? Fique tranquilo, tem mais: http://www.dignow.org/post/ju%C3%ADzes-recebem-benef%C3%ADcio-por-anos-em-que-eram-advogados-3489102-56378.html . E assim vai nosso Judiciário, e você coça a grenha considerando nossa impotência diante da orgia escancarada que se instalou no poder. E que, pensávamos, não atingiria aqueles tão severos e austeros senhores de togas negras sempre aboletados naquele plenário de que pende, de sua parede principal, um Cristo Crucificado – onde deveria estar a imagem de Baphomet... e a coisa começou a feder feio, e a ministra Eliana Calmon puxou o gatilho, e as togas andam se agitando mais que a batina de padre Marcelo dançando o axé do Senhor. E agora a OAB não teve jeito de ficar de fora na quebradeira, e já perguntam aqui e alhures se estariam “Juízes acima da lei ou fora da lei?”, rolando um texto brabo: “OAB diz que novos benefícios de juízes são ilegais – Débora Zampier, repórter da Agência Brasil Brasília – A Ordem dos Advogados do Brasil afirmou hoje, por meio de nota, que os novos benefícios concedidos a juízes pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) são ilegais. Ontem (21), o Conselho aprovou resolução que garante direitos como licença remunerada para estudo no exterior e auxílio-alimentação aos juízes. A OAB disse que os benefícios só poderiam ter sido criados por lei”. Bem, e durma-se com um barulho desses. Mas todos temos que dormir. E como suas excelências estão no andar de cima, inacessível para os pobres mortais, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Enter.
E acaba que o bicho pega justamente no mais essencial. A juízes não poderia ser concedido nada além de um salário justo e condições decentes de moradia quando exercendo funções em cidades que não as de origem. E eles mesmos deveriam zelar por uma conduta espartana dentro do contexto social. Jamais se admite que tenham negócios fora do exercício da magistratura. Pois existe até juiz acusado de agiotagem! Qualquer benefício é janela para o desvio de atribuições e aceno para o relaxamento do rigor fundamental exigido pela condição do magistrado, seja um juizeco de aldeota, seja o presidente do Supremo. Benesses são precedentes, e basta abrir um deles para que se possa escancarar a bocarra da corrupção e seja impossível conter a bola de neve. Os próprios juízes deveriam se negar a aceitar qualquer benefício, e deveriam vetar todos os aumentos abusivos dos parlamentares corruptos: tudo isso deveria passar pelas mãos do STF. Mas se suas excelências até brandem o direito de isonomia para com congressistas... está tudo perdido. E a pergunta se avoluma e não quer calar: estarão suas excelências acima ou fora da lei? Chegamos a um ponto de nossa História em que algo terá de ocorrer, seja por mãos humanas ou divinas, para que o tumor não acabe explodindo sobre todos nós. Enter.
Você vive de seu suor, eu também. Não sei o que seja benefício nesta vida, só conheço as palavras de Kant, que me iluminam a alma: “Não há nada mais grandioso que o céu estrelado sobre nós e a lei moral dentro de nós”. Parece que suas excelências não leram Kant senão por obrigação curricular, e não duvido nada quanto a serem, todos – com as exceções de praxe –, uns iletrados de carteirinha sempre renovada. Enter final.
Bem, você deve estar sentindo o mesmo que eu, que tudo está perdido. Mas Deus sabe o que faz. Suas excelências sabem da lei de ação e reação: assim como fizerem, outros virão e farão com eles. Pode ser até em outra vida... mas é a Lei! Como disse a Blavatsky: “Não tenhas nojo de tocar a capa de um mendigo, porque na outra vida ela poderá estar sobre teus ombros”. E viva Santo Expedito! Oremos. Até 2012, queridíssimos!
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