sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sobre a era da ilusão e do embuste

Frederico Mendonça de Oliveira

Se você acredita em carochinha e Papai Noel, nesses dias em que urubu é chamado de “meu louro”, boa sorte. A era que enfrentamos pode ser chamada de “era do salve-se quem puder”. E é assim que vemos despontar no horizonte visual um fato que assusta há décadas, aliás meio século: a possibilidade de a Palestina se autodeterminar como Estado e conseguir fazer parte da grande farsa que é a ONU. Os jornalistas a soldo do capital que domina o planeta, e que tem em Israel e EUA seus dois polos de manifestação de fato e aquilo a que podemos chamar de referência de domínio planetário, já estão boquejando como asnos zurrando para uma lua artificial. Um deles, não sei mais em que jornalão, manda que “Os critérios da decisão serão um pouco mais democráticos. "Em vez de socos e chutes, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, terá como arma os votos dos membros do Conselho de Segurança da ONU.” Palhaçada, seu babaquara! Você quer fazer que os que possam lê-lo pensem que a Autoridade Palestina é que dá “socos e chutes”? Então procure, no YouTube, Collateral Murder, véio, pra ver quem é o agressor genocida naquela encrenca do Oriente Médio! É claro que você é pago pela turma de aliados de Israel, então você tem que ser contra os palestinos, senão você perde o emprego. Mas tem outra coisa: tem o caráter e a índole. Tem gente que se vende para enriquecer, para subir na carreira, às vezes apenas para sobreviver. Seria o seu caso? Pois olhe bem quem tem medo nessa história: “No ringue dos conflitos mundiais, a ONU recebe, nesta sexta-feira 23, adversários já conhecidos. A Palestina, no canto direito, tenta vencer com a admissão de seu Estado como membro das Nações Unidas, enquanto, no canto esquerdo, Israel tenta fazer de tudo para impedir”. Tá com medo, Israel? Por que a Palestina não pode existir como Estado? Porque Deus, que elegeu vocês como povo, não quer, segundo pacto que os gentios não alcançam? Pois bem: esperamos que se faça a justiça há tanto esperada. A Palestina foi invadida, seus territórios tomados, existe uma grande complexidade nessa história, mas as coisas não estão mais tão fáceis para os Sharon e os Netanyahoo da vida. O último aí até trocou umas figurinhas com o Robertão (Carlos), nas quebradas desse show do “rei” da mediocridade e do mau gosto. Se o Robertão “acontece” por lá, é sinal de que o mal já está encravado naquilo. O que, aliás, não é novidade pra ninguém..., até porque a música popular deles é de um primarismo cavernal. Enter.
Pois é, você deve saber, ou nem sonha saber. Hoje é assim. Pergunto aos jovens teen já chegando aos 20 se conhecem Tom Jobim – e ninguém tem a menor idéia sobre quem seja. Ou “seje”, como dizem os montanheses daqui. A sorte é que também escaparam ao mal: também não conhecem o Brasa, com sua voz fanhosa e lúgubre, suas canções míseras e falseadas, medíocres, quando não estúpidas, remetendo a situações banalíssimas e a estados de espírito de grave atraso. Não há qualquer vestígio de estética em Roberto Carlos, há, sim, o maior embuste já urdido nesse pobre desgraçado Brasil... e a Globo tratou de alçar esse fantoche canoro à condição de “rei”, e na terra de Tom Jobim!! E Tom ainda era vivo!, e produzindo, então, maravilhas como Matita Perê, enquanto o “Brasa” “compunha” aquela torpe “Us botão da brusa/ que você unzava”... Que afronta ao mestre e ao País!!! Mas é assim: isso rima com Fernandinho Beira-Mar, com balas perdidas, com É o Tchan e com a depredação do idioma – que está aí ainda vivo, embora estertorando, e é bom acabar com ele logo, acabar com pronomes oblíquos, conjugação de verbos, concordância verbal, com crase, pra ficar todo mundo falando como aquele pilantraço a quem entregamos a faixa presidencial em 2003. Enter.
Pois é, falei em depredação do idioma e, dando uma geral nas primeiras páginas dos jornalões, topei com essa pérola: “Cidadão que pagou a conta da Copa vai assistir à ela pela TV”. No clichê, a carinha sorridente do Nelson Mota. Deveria estar rindo da pedrada no idioma dada justo em sua coluna no Estadão. Pois os erros de gramática nos jornalões avançam como peste em povo desnutrido, e isso combina perfeitamente com os R$ 11.545,00 que pagamos por minuto para manter parlamentares sevandijas chafurdando em delícia no mar de lama que é o “Congresso”. Você sabe do que eu estou falando? Sabe, sim. O pior É (tem esse é, sim) que os brasileiros são tão estúpidos que só fazem se lamentar por não poderem desfrutar dessa mamata... e é por isso que a mamata continua. E voltemos à questão do idioma, pra fechar esse parágrafo: você seria capar de conjugar verbos da mesma forma que um menino fazia há 50 anos? Claro que não, né? Bem, deixemos isso pra lá: tem uma coisa nova aí, que vale a pena comentar. Enter final.
Tenho visto, desolado, a conduta de “crianças” por aí. Parecem uns bugrezinhos ouriçados, e basta olhar para os pais deles pra entender. Filhos de bugres bugrinhos são. E com isso de não contrariar esses infelizezinhos, vamos constatando que eles vão ficando muitíssimo mais infelizes do que eram quando podiam levar uns safanões ou umas reprimendas. A felicidade é um estado de espírito, independente do que possamos querer ou fazer. Tem gente que se contenta com pouco, tem gente a quem nada satisfaz. Mas os bugrezinhos vão se perdendo a olhos vistos. E agora vem a notícia do aluno que atirou na professora e suicidou depois. Bonito. Um jornalão disse que ele deu dois tiros de 38 na cabeça. Você pode experimentar: tente dar DOIS TIROS DE 38 em sua própria cabeça... Bem, essa loucura já tem bullying como justificativa. Estamos todos perdidos... mas pelo menos a “fessora” não morreu nessa. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Homofobia e desarmamento

Homofobia e desarmamento

Frederico Mendonça de Oliveira

Você até poderá ter assistido ao vídeo em que o “senador” Magno Malta, em inflamado discurso parlamentar, diante de um plenário repleto de hienas sonolentas, soltou os cachorros contra o kit gay distribuído pelo “ministério da educação” para alunos do curso fundamental no país inteiro. Parece que, depois de cometerem esse ato de teor no mínimo questionável, voltaram atrás. E parece que até o momento do discurso desse parlamentar não teria havido a recueta do “governo”. Essa recueta ocorreu talvez depois de algum consenso entre os engravatados e os adeptos da onda de morder a fronha. Claro, eles enfiaram pra ver o bicho que dava. Veio uma grita do cacete, eles se encolheram e mandaram recolher a nojeira. Vamos descer a esses meandros. Enter.
Bem, o “senador” – confesso que não sei de onde surgem esses tipos que vivem em outra dimensão que não a nossa, e o mais importante é que nós é que os elegemos – abriu uma séria diatribe condenando a distribuição nas escolas do tal “kit gay”, entrando, a partir de interpelar a atitude do “governo”, na essência da questão da homofobia. Disse Magno Malta que “a distribuição do kit nas escolas fará delas verdadeiras academias de homossexuais”. Você deve ter ouvido que o kit ensina inclusive como praticar sexo anal. Nas escolas, como parte da educação. Mas o que deveria conter o tal kit? Talvez camisinha, vaselina, um consolo, um manual ilustrado de como queimar a rosca ou roçar aranha de forma satisfatória, sem doer, coisa assim. Disse o “senador” que “Deus fez macho e fêmea, e essa casa (o “Senado”) não fará um terceiro sexo com uma lei”. A todo momento o cara se dirige ao que seria o presidente da mesa, um vaguíssimo “senador” que atende por Blairo Maggi. Que, claro, também não sabemos de onde vem. E prosseguiu o tal Magno: “E uma minoria barulhenta jamais se sobreporá a uma grande maioria que é a família neste país”. Resta lembrar que o cara é pastor evangélico. E medíocre no manejo do idioma, revelando uma origem de formação intelectual pobre. Enter.
Bem, não vou ficar expondo o que você pode encontrar no You Tube – basta pedir “Magno Malta kit” – ou no Google – basta pedir “kit gay” – e tudo aparecerá. Com filminhos, uma cena de dois meninos entre oito e dez anos se beijando apaixonadamente na boca... e uma verdadeira APOLOGIA ao homossexualismo em diversas categorias, revelando um feixe de opções para... você. Também para seus filhos. Especialmente para crianças entre sete e dez anos, público alvo do kit. Pois o kit gay conteria “um DVD com uma história de um menino que vai ao banheiro e, quando entra um colega, ele se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade, se dizendo Bianca”. Você há de convir comigo: tem carne debaixo desse angu. Que aconteça isso, é admissível. Que homem tenha atração por homem, isso é universal e vem de tempos imemoriais. Mas resta lembrar que o demonizado deputado Jair Bolsonaro (RJ) reage de forma veemente, em plenário, “a essa vergonha que foi firmada em um convênio entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos)”. Ou seja: a campanha é paga com dinheiro público. O tal senador Malta denuncia isso também. E você? O que acha? É contra ou a favor? Enter.
E caímos na essência da questão, que é uma trapaça. Sob o pretexto de prevenir a violência contra a turma do bafo no cangote, estão promovendo o homossexualismo até entre crianças de sete a dez anos. E o termo que define a campanha, homofobia, puxa uma campanha de duplo sentido: homofobia é a violência contra gays & cia. ou simplesmente você se manter fora disso e não querer conversa? Você gosta de ver a turma da coluna do meio? Essa visão agrada? Pois ninguém é obrigado a curtir isso. A graaaaaaaaaaande maioria sente mal-estar, por considerar – ou apenas sentir – tratar-se de desvio de natureza. E a graaaaaaaaaande maioria também sente asco ao ver aqueles seres se bolinando e beijando na boca. Você não é bobo, enxerga as coisas... Enter.
A filha pergunta: “Papai, se uma menina quiser me beijar na boca eu devo deixar?”, e o pai fica em apuros. Porque, se essa menina for heterossexual, ela estará querendo que o pai diga: “Nunca!”; mas... e se essa menina estiver esperando uma resposta positiva, pelo fato de já estar trocando uns beijinhos furtivos ou públicos com alguma (s) colega (s)? Neste caso, seguramente o pai será também homo, embora viva com mulher e tenha a filha. Vale estudar isso, você vai gostar de saber como funciona. Mas isso tudo é sinal do fim dos tempos. Essa confusão generalizada sobre tudo aponta um processo de fechamento de era, e todas as eras chegaram a limites para entrada de outras em estado de caos. É o que vivemos hoje: uma completa mistura de significados temperada por uma violenta inversão de valores. O Armagedon vem aí, gente. Tá chegando a hora... Enter final.
Pior do que isso é o desarmamento e a criminalização de posse e porte de arma. Toda essa baboseira usando o monstro da Dinamarca, o massacre de Realengo e Columbine não passa de canalhice pura, ação de pulhas e safardanas. Episódios não são generalizáveis. Os ditadores de armário vão impondo as coisas e a macacada vai engolindo fácil. Você já pensou se criminalizarem a faca de cozinha porque um louco usou uma para matar e esquartejar um gay que namorava? Ou se criminalizarem a motosserra porque o Hildebrando – que os macacos vestidos chamam de “HiDELbrando” – esquartejou meia dúzia de desafetos usando uma? A propósito, por que não criminalizar a motosserra pela desgraça que causa no ambiente? Bem, os autores do “desarmamento” devem temer é a turba enfurecida partindo pra cima deles no dia em que Deus descer aqui... E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2120 dias. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Enfim, um protesto legítimo rompe nossa inércia

Frederico Mendonça de Oliveira

Pois é, você viu: o dia da “independência”, patacoada que se repete pelo menos há mais de meio século, para festejar o que não é realmente o sentimento e a realidade dos brasileiros, acabou que nos trouxe uma surpresa. Tidos como bovinos assumidos, os brasileiros parece que acordaram para sua condição de seres capazes de intervir na História. E foram desafinar o coro dos poderosos contentes. Sim, os poderosos contentes que ocupam o poder nessa pinóia de Brasil e que deitam e rolam no dinheiro público sem mover uma palha pelo povo que, para todos os efeitos, representam. Foi uma lição e tanto para todos, tanto para os que querem gritar e não podem, como para os que chafurdam na podridão do poder, e ainda para os que já desiludidos de ver algo ser alterado nessa massamorda de vida que levamos a duras penas, parecendo conformistas pusilânimes. Enter.
No palanque, a impermeável e enigmática madame presidente. Com filha e netinho a tiracolo, muito família. Lacônica, a misteriosa primeira mandatária apareceu ostentando faixa com as cores de “nossas” matas – que vão virando desertos – e de “nosso” ouro – que já está devidamente confiscado e guardado em segurança em cofres de além-mar. Se La Roussef esperava “acontecer” ao pisar o palanque na condição de primeira mulher presidente nesse país hoje lupanar, saiu frustrada. Porque o que ela presidiu foi uma velha encenação vazia, em que o sentimento pátrio é tão furado e vago quanto o repertório do Roberto Carlos ou as letras de axé. Robertão fazia, concomitante e muito significativamente, uma aparição global em Israel, metaforizando sua condição de “apolítico” e acontecendo em luxuoso mico e aproveitando para ser o que sempre foi: mensageiro do nada em estado de mau gosto. Dessa vez o mico rolou em Jerusalém. Dilma estava lá, no palanque em Brasília, de branco e faixa assistindo ao desfile patético de forças militares totalmente debilitadas e desagregadas como instituição. Roberto no palco em Jerusalém cantando o hino da ocupação de parte da cidade, Jerusalém de Ouro, depois de aparecer no muro das lamentações ostentando quipá com os símbolos da bandeira de Israel. E, tão patacoada como o desfile em Brasília, Robertão encerrou seu “show” com aquela chocante “Jesus Cristo eu estou aqui”, brado de um ignorante alçado à condição de “rei” da canção de um país devastado. Devastado ele, também, um arauto do vazio espiritual e da vacuidade social que nos impingem. Enter.
Ficaremos sem saber por que o “rei” foi cantar suas besteiras em Israel. Seu repertório é musicalmente chulo, seus temas são odes à mediocridade, elogios da estupidez. O mais interessante é o fato de ele se emocionar com as titicas que faz, é ele transmitir suas emoções pessoais aos otários que pagam para ouvi-lo. Masoquistas, claro, os que se submetem a tamanha porcariada. Para seres lúcidos, as emoções do artista só interessam a ele, são intransferíveis. Para os lúcidos, o que traz emoção é a obra do artista. E aquele toleirão com aquela voz tão feia fica vertendo lágrimas diante de sua produção titica, reles, mísera, paupérrima, inócua. Talvez seja porque ele sabe da merda que produz. E chora de pena de quem acredita naquilo... mas parece que morreremos sem saber o que o Brasa foi fazer em Israel. Talvez a Dilma saiba... e não será motivo de estranhamento a criação de um novo ministério: ganha um pirulito azul quem inventar o nome de uma pasta para o embaixador de Jerusalém no “brasil”. Já pensaram o Roberto ser o embaixador da paz no Oriente Médio, “apaziguando” o Hamas e o Hezbolah? Enter.
Voltemos ao “brasil”. Você viu: rolou um saldo positivo nesse tão fajuto sete de setembro: os que já apostavam na inércia definitiva da população ganharam um presente. É, um presentão: foi rompida a inércia. Nós já estaríamos condenados a nossa inépcia histórica e social, já seríamos cornos assumidos e de carteirinha, não fosse a espetacular virada nesse dia da “independência”. A mídia fala em 25 mil protestando em Brasília contra a corrupção. Caras pintadas não acionados por nenhuma globo saíram no grito contra os corruptos nesse dia maior da hipocrisia nacional. Realmente fantástico: uma iniciativa espontânea, não puxada pelos agitadores de sempre, foi o que vimos acontecer de forma sensacional nesse dia furado, falso. E aí a coisa tomou rumo: de farsa instituída, impingimos aos safardanas o sinal do possível advento de uma era da participação política não encabrestada. Não teve marxista, não teve o dedo invisível da globo ou do sistema, não teve aquilo de agitadores fazendo a multidão pedir a libertação de Barrabás e a condenação do Cristo. A coisa partiu de dentro de nossos corações, e a passeata somou cinco vezes o público presente à “comemoração”. Pelo menos foi o que vimos na mídia. Enter final.
Você gostou disso? Ou preferia estar aplaudindo o “rei” da farofa musical em Israel? Você suspira pelo Roberto? Você gosta daquela mísera “Emoções”, tributo à boçalidade, ode à miséria da filosofia e da arte no país do Tiririca? Bem, tenho a acrescentar que no arraial onde estou recluso desde 1984 ocorreu algo interessante: a única fanfarra que participou da “parada”, ao chegar diante do palanque, parou de tocar e passou em silêncio diante das autoridades. Que “mensagi” eles quiseram passar eu não sei; mas o gesto chamou muito a atenção. Pois que signifique ou não o silêncio da fanfarra. Se me pedirem para interpretar o episódio, lá vai: acho que foi um protesto por causa da absolvição da boazuda e corrupta assumida Jaqueline Roriz, ocorrida semana passada. Vai ver que foi isso. Só não entendi por que pairou um silêncio sepulcral...a menos que fosse um minuto de silêncio pela morte da honestidade no Brizêu.. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2113 dias. O Estado de São Paulo já se livrou desse absurdo, aliás, inconstitucional. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pindorama, reino da pilantragem e dos cães em geral



Frederico Mendonça de Oliveira

Você nem deve ter ideia do que significa Pindorama. Essas coisas são privilégio de um passado que incluía perspectivas históricas. Falei meio bonito, meio complicado, mas explico: os brasileiros, até 1964, sonhavam o Brasil crescido e emancipado, e tinham razões para isso. Pindorama significa, em tupi-guarani, “terra das palmeiras”. Falando meio difícil de novo, trata-se do nome que os ando-peruanos e populações indígenas pampianas dão ao Brasil. E isso era tema de estudo para o verdadeiro nome Brasil, que, em síntese, seria “terra prometida”. Bonito. Isso pra você pode parecer nariz de cera – introdução desnecessária e palavrosa a qualquer texto jornalístico – ou blablablá de sessentão nostálgico. Não é nariz de cera, mas saiba que qualquer sessentão dotado de sensibilidade será, obrigatoriamente um nostálgico. Quer saber por quê? Então arrisque-se a ler o que se segue. Você pode se arrepender, mas a tentativa é válida. Enter.
Em 1958 vivemos várias experiências magníficas. Pra começar pelo menos consistente, em 29 de junho conquistamos a Copa do Mundo com o mais espetacular elenco de esportistas já reunido até então. O mundo se curvou. “Aplaudidos por toda a platéia, que celebrava como se fosse a Suécia a campeã, nossos craques desfilaram pelo gramado do Rasunda carregando um estandarte do país-sede. O rei Gustavo VI estava lá, mas a verdadeira majestade era o futebol do Brasil”. Pois dias depois, exatamente em 10 de julho, João e Tom gravavam Chega de Saudade, inaugurando a Bossa Nova, e o mundo se curvou perplexo ante a maravilha brasileira. Mais: tínhamos a melhor arte do mundo, pintura, literatura, até cinema. E o mais importante centro mundial de pesquisa científica, em Washington, era dirigido por um brasileiro, César Lates. Nós éramos felizes, e sabíamos. Naqueles dias ditosos, os bandidos famosos e crimes hediondos causavam espanto, porque isso era exceção à regra do equilíbrio social e do Brasil que se mostrava admirável. Enter.
E hoje? Bem, hoje nos resta viver administrando um vexame, quando não sucumbindo ao desastre social generalizado. Desastre? Pode-se dizer desgraça... A seleção de futebol não tem praticamente mais brasileiros, tem profissionais globais e mercenários. A canção não é mais nossa, é um lixo sem contornos sonoros protagonizado por uma fauna canora com hábitos e estética assemelhados às leis da selva, das cavernas... Não temos mais artes, temos consumo neurótico e patológico de descartáveis, temos uma mídia prostituidora devastando o dia a dia do cidadão. E temos uma classe ainda considerada política e que opera a contrapelo da História, da governabilidade, da moral, da probidade, da eficiência, até de uma estética humana – já que todos são uns bonecos empacotados em panos caros ostentando fisionomias grotescas e estranháveis, e, com raríssimas exceções, agem abertamente como pulhas. Tudo isso temperado com balas perdidas, arrastões, desastres ecológicos aterradores – deslizamentos, enchentes, incêndios –, e temos de viver misturados à “classe dissidente”, a bandidagem hoje instituída como sendo um componente normal do que ainda chamamos de comunidade social brasileira. Quer mais? Ligue a TV. Você verá o que há de mais sórdido e mais reles desfilando 24 horas por dia ante nossos narizes. Diante do massacre televisivo, não há Educação que resista: ingressamos irremediavelmente na era do “nós vai”, do “pode vim”, essa podridão canalha e obscena que chegou a ser avalizada pelo ministério da Educação. Educação? Ora, todos os ministérios são redutos de conchavo político. Quer ver? Enter.
Peça ao ministro da Defesa para explicar a diferença entre um rifle e uma carabina. Ele não saberá. Peça a ele para falar sobre a função de uma corveta e a de uma fragata. Ele não saberá. Peça a ele para dar uma instrução de tiro a soldados das três armas, explicando o funcionamento dos equipamentos adequados para cada contingente. Nem pensar... Mas esse cara comanda nossa mais cara e mais preciosa instituição, a que nos defende e defenderá em caso de guerra ou qualquer transtorno. Pode? Ou somos palhaços? Ou é um palhaço o paisano sem caráter, descarado reles que se permite a desfaçatez de ter sob suas ordens de leigo profissionais especializados competentes, com vidas dedicadas à função militar? E o ministério da Pesca? Será que o ministro saberá a diferença entre um pacu e um matrinchã? Será que saberá botar uma minhoca num anzol? Não: é tudo barganha “política”; para que o presidente possa “continuar governando”, tem de premiar os pulhas. E você quer que isso funcione? Não: o negócio é acochambrar e dilapidar o erário. Enter.
Você viu a canalhice: Jaqueline Roriz, há algum tempo flagrada recebendo dinheiro escuso para sua caixa dois, acaba de ser absolvida sob a alegação porca e cínica de que cometeu o delito antes da atual legislatura. Mais cínico só o Tiririca dizer que “dei sorte” quando soube do aumento canalha concedido pelos pulhas do Congresso a eles mesmos, caso escandaloso da prostituição de nossas instituições. Pois as lindezas engravatadas, agindo como cães organizados em matilha de predadores, votaram secretamente inocentando a Jáqui Roriz, alegando terem todos espírito de corpo. Inverta as sílabas do termo em negrito, aí você entenderá. “A política de ‘premiar quem é ruim e punir quem é bom continuará”. Eu mesmo estou sob censura há anos por denunciar corrupção. “Os bons parlamentares continuarão à mercê dos ruins. Os presidentes à mercê do ‘péssimo clero congressual’. A sociedade à mercê dos espertos. Todos nós com a alma no balcão”. Enter final.
Enquanto a matilha no Congresso premia os corruptos notórios, no bairro onde vivo os cães ladram em desespero 24 horas por dia. Um inferno... Os donos nem estão aí: deve ser a música aprazível para eles. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2106 dias. O Estado de São Paulo já se livrou desse absurdo, aliás, inconstitucional. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Líbia, Flamengo, nu artístico e “chegar na”

Frederico Mendonça de Oliveira

Você já está acostumado com ver maluquices, claro. ’Inda mais se vivendo nesse lupanar-quintal baldio de nome Brasil, aliás proveta para experimentos do tipo como levar uma comunidade a extremos de degradação política, social e humana. É esse lugar em que estamos. Pois eis que “nossa imprensa” revela que andam pondo o Ghadafi/Kahdafi (é G ou K, pô??) na rua, e eu me pergunto: “Quem?”. Se essa imprensa, hetera do sistema, esse piriri ralo apóia os rebeldes, é caso para desconfiança. Afinal, quem assumirá na Líbia? O Egito, onde começou a “primavera árabe”, até parece coerente, pois já vai se pegando com Israel, sua fronteira a nordeste. O Mubarak vivia aos afagos com os perversos invasores da Palestina. Agora eis que já rola titica na fronteira, pinta até disenteria diplomática. Assim faz sentido. Mas quanto à Líbia... sei lá! Enquanto não aparecer alguma demonstração clara de que não haverá aliança com a “turma do yahoo” (Deus, em hebraico), ficamos de orelha em pé. E até agora só causou real interesse e alguma simpatia o fato de um dos “revolucionários” (a serviço de quem, a propósito?) estar envergando camisa do Flamengo. Na Líbia?! Bem, não custa sacar o “noticiário”: “TRÍPOLI - Um flamenguista entrou na quarta-feira vestido com a camisa do time carioca na fortaleza de Muamar Kadafi, em Trípoli – conquistada pelos rebeldes – em meio a tiros e explosões nas redondezas, para acompanhar o fim anunciado de 42 anos de ditadura. Era Mohamed Firjani, de 19 anos, filho de um diplomata líbio que representava o governo de Kadafi no Brasil até 2007 e agora desertou”. Tá. Vale o registro. Se esse flamenguista tiver o espírito do Kleber Leite, adeus. Mas valeu a gracinha. Pelo menos o assunto ganhou alegria. Enter.
Domingo passado, você nem pode imaginar: no arraial onde estou autoexilado há quase três décadas, rolou a “parada do orgulho LGBTTS”, de que estive antipodamente colocado por motivos imagináveis. Aliás, não perdendo a deixa, acredito que daqui a pouco a sigla dessa coisa deverá ser: LGBTEISDADDDCESSS, que pode significar, digamos: L (lésbicas) G (gays) B (bi – ou boiolas?)) T (transformistas) E (eventuais) I (indecisos) SDA (saídos ou saindo do armário) D (drags) D (duvidosos) D (diletantes) C (constrangidos) E (extraviados) S(suscetíveis) S (sacadores) e, finalmente, S (simpatizantes) , a julgar pela constante inclusão de letras na “sigra”, palavra comum nestas montanhas paradoxais. A “sigra” no início era GLS, “gays, lésbicas e simpatizantes”; daí, foram chegando mais nuances da coisa, e hoje tá lá LGBTTS, registrando novas adesões, suponho. De qualquer forma, não sei se você concorda, essa parafernália com saturnais de militância radical vem enchendo o saco. Anda rolando na rede um desabafo de um “entendido” que vale a pena inserir: “Nunca tive problemas em ser homossexual porque sou uma pessoa comum, quase igual à vida de qualquer heterossexual. Esse negócio de viver a vida expressando diuturnamente sua sexualidade é uma doença. A sexualidade é algo que se encontra na esfera da intimidade e não diz respeito a ninguém. Para mim, qualquer tipo de extremo é patológico.”. Concordo, a maioria concorda e vem aturando as paradas com o gogó entalado, engolindo esses sapos e, o que é pior, aturando a ESCROTÉRRIMA ESTÉTICA exibida nessa exteriorização. Quem não se recolhe para nhanhar são os animais. Porque eles não sofrem, como nós, a questão da ética: todos vivemos vestidos, embora eventualmente a nudez seja imposta ou ocorra por aí. Como dizia Herivelto Martins, “Amor é pra quatro paredes”. Se não for assim, vira zona... Enter.
E sai outra notícia estúrdia nos jornalões: “Uma professora de uma escola pública da cidade de Luís Correia, no Piauí, que ensinava artes para alunos da 8ª série do ensino fundamental, foi demitida por ter pedido a um estudante que tirasse a roupa durante uma atividade. O tema da aula era a mitologia greco-romana, e a docente queria que o aluno fosse modelo para que os demais estudantes o desenhassem, como uma escultura. Uma das alunas não gostou da ideia do ‘nu artístico’ da professora, reclamou com a família, e o caso foi parar no Conselho Tutelar, que denunciou o fato para a Secretaria de Educação do Piauí”. E a “fessora” foi demitida por “descumprir o regimento”. Bonito. Onde está a verdade? Nossos filhos são submetidos a violência e erotismo via TV, imprensa, internet – quem lhes pode impedir acesso a pornografia em sites sem censura qualquer? –; todos diariamente levamos bundas na cara via telinha/telões; gays e lésbicas agora se amassam em novelas; pais levam seus filhos para verem o espetáculo da libertinagem do orgulho LGBTTEISDADDCESSS nas praças centrais de capitais ou qualquer remoto arraial – como esse em que me escondo de balas perdidas e arrastões –, e uma professora é demitida por questão puramente regimental? Bem, consideremos: ela poderia providenciar um “shorts” cor da pele pro garotão e preparar o espírito da turma para a aventura artística de desenhar nu, claro. Aí, talvez, a garota não reclamasse com os pais. Talvez o apolo em questão fosse o namorado da reclamante... e a professora estaria apenas querendo provocar a julietinha... Bem, está salva a moral no Brisêu. Você hoje vai dormir melhor, pois alguém salvou a decência alhures. E tive de acrescentar duas vírgulas ao texto do jornalista, que deve ter “esquecido” delas, coitado... Enter final.
E olha só: você não precisa mais se preocupar com o idioma. Agora deve dizer “chegar em”, “ir em”, em vez de “chegar a”, “ir a”. Saiu, na Folha e no O Globo, que “Eles vão na porta da escola convidá-las etc.” (O Globo); e “quando a PM chegou no local” (Folha). Você aprendeu? Então seja burro: é mais fácil, e você não será considerado errado ao falar certo. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Lembramos que estamos sob censura desde 11/04/08. A restrição vai totalizando 2099 dias. O Estado de São Paulo já se livrou desse absurdo, aliás, inconstitucional. O advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Abaixo a censura!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“Nada a declarar”, corrupçao e censura

“Nada a declarar”, corrupçao e censura

Frederico Mendonça de Oliveira

Você não deve lembrar daqueles dias irrelembráveis da passagem de 1979/1980, quando uma canção besta do Gonzaguinha virou tema de novela na Globo, Feijão Maravilha. O tema tinha (tem) o mesmo nome. Quem interpretava a porcaria era o grupo Frenéticas – e o galã do São Carlos acabou pai de uma filha de uma delas, a Sandra Pera, irmã da Marília, esta, aquela manjada do teatro. A filha atende por Amora Pera, o que às vezes nos faz pensar que certos artistas não têm juízo pra dar nomes a seus filhos. Formemos um grupo de vozes desses rebentos e fica estranho: Moreno (Caetano), Preta (Gil), Amora Pera (Gonzaguinha e Sandra) e tem mais uma de quem gosto, mas que não cito aqui para não descer o nível citando o pai dela. Pois bem: depois dessa lembração de nomes escalafobéticos e outras besteiras, trago a este espaço uma questão que me fez pela primeira vez duvidar dos reais propósitos políticos do Gonzaguinha. É que, além de entrar em horário nobre da Globo com uma composição digamos, no mínimo, tola – o que contrariava radicalmente a linha política do cara –, ocorria que toda santa noite, depois da bendita novela bufa, vinha o Jornal da Globo, pelas onze e tal. E TODA NOITE uma repórter entrevistava o flatulento (como disse o Jabor) Sarney, que com aquele bigode farsesco e aquela facies tetânica era toda noite indagado sobre questões envolvendo a Câmara em que ele era investido pelos militares como “líder do ‘governo’”. Merda pouca é bobagem. E toda santa noite, indagado pela repórter sobre questões envolvendo entraves à democracia, ele respondia, cínico e abjeto, um “Nada a declarar”. Às vezes concluía com coisa como “O governo está estudando a questão, e em momento oportuno será dada alguma posição, se for o caso”, coisa por aí. O mais importante aqui é considerar que ainda ecoava em nossos ouvidos e cérebros e espíritos aquela marchinha tola do Gonzaga, e era impossível dissociar aquilo da fisionomia e das palavras sempre asquerosas daquele tipo – que por sinal é cadeira cativa no topo do poder, muito mais do que foi ACM. Enter.
Bem, você está feliz da vida, com limusine – as bestas dizem “limosine” –, casa com piscina, casa de praia e rancho na montanha, uma pro verão, outro pro inverno –, helicóptero, jatinho e tudo mais. Nem passa, claro, pela sua cabeça, isso de haver ou não corrupção no País. Se os bandidos engravatados que pululam no Congresso como vermes em festa passam a mão em nosso dinheiro, que é o dinheiro público, isso não atinge você, que paira acima das vicissitudes dos pobres mortais. Mas o fato é que já andamos vendo a constatação do caos e do descontrole institucional sobre a corrupção. Ela é fato, e para os otários não há quem concorde com isso fora das fronteiras do poder. Só que, na verdade, a coisa é muito outra: parece que a maioria dos brasileiros inveja os que nadam de braçada no dinheiro público, e não querem marchar contra nada, não! Gostariam é de estar no lugar dos vermes engravatados, mamando grosso como eles. E se lamentam de não poderem fazer o mesmo. E, se houver possibilidade de furtar dinheiro público, você sabe: é com eles mesmo! E isso nos remete a várias constatações. Uma: “Nihil humanum a me alienum puto”. Não, não é palavrão: “putare”, no Latim, é atribuir, considerar. E você já traduziu de cara, óbvio, conhecedor de Latim a fundo que é. Mas para algum incauto aí vale traduzir: “Nada do que é humano considero estranho”. E tem mais: “Video meliora proboque deteriora sequor”, que faz você rir gostosamente ao ler e saber de sobra o que significa. Mas traduzimos para os que não tiveram sua formação sólida em Latim: “Vejo o melhor mas sigo o pior”. É isso aí a “consciência” assumida do povo brasileiro. Então o negócio é chorar sob o cobertor, como disse o Sérgio Natureza na letra que pôs na canção do Tunai, aquela maravilhosa As aparências enganam, que a Elis transformou em obra prima antes de bater a caçoleta cheirando além da conta. Enter.
Pois é: constatei na pele essa de o povo gostar de corrupção e apoiá-la com unhas e dentes. Fui vítima das consequências de uma obra ilegal realizada ao lado de minha casa e que abalou totalmente o investimento de minha vida. Os responsáveis pela maravilha são os poderosos do pedaço, e um punhado de motivos escusos é apresentado pelos observadores do ilícito, coisa que vai desde lavagem de dinheiro até conchavo entre poderes para que seus representantes continuem como representantes daquilo que em verdade não representam de forma nenhuma. Até aí, nada de novo no país de Lula, Sarney, Aécio, FHC, esse monte de serviçais do poder internacional que não precisa fazer qualquer cerimônia para mandar e desmandar aqui dentro. O que causou espécie foi a podridão revelada pela adesão dos moradores não no que apoiaram o ilícito, mas no que passaram a perseguir covarde e torpemente os que denunciaram a irregularidade – que derruba as leis que protegem esses mesmos que aderiram com unhas e dentes ao negócio escuso. O que impressiona é que a adesão se deu de forma feroz, assanhada, os lacaios do poder se mostraram soldados aguerridos da “causa”, e a vizinhança virou um penico cheio de matéria asquerosa, e ninguém mais falou nisso, e a obra está lá, sob o olhar de paisagem de todos. Isso é Brasil. E o mundo não vai diferente: berlusconis, bushes, obamas, baraks, é tudo farinha do mesmo saco. O jeito é se encolher e calar o bico, enquanto o mundo vai caminhando para o abismo, atraindo erupções vulcânicas e tsunamis. Enter final.
Deus não dorme, e o tempo da Justiça é Dele. A justiça dos homens esbarra nos próprios homens, então a gente entrega a Deus. E assim caminha aquilo que um dia pensamos que evoluiria: a Humanidade... E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 2092 dias. Abraço pra turma do Estadão, que se livrou dessa maldição! E não custa citar: o advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Então por que prosseguimos censurados??

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tsunami social ganha corpo no mundo todo

Frederico Mendonça de Oliveira

Essa história dos distúrbios em Londres está não só mal contada como, na verdade, cuidadosamente arrolhada, até censurada. Você sabe que um país conhecido por ser “modelo de ordem e tradição” e que não tem histórico de distúrbios de rua não pode inverter seus costumes de forma radical sem mais nem menos. Aquilo é um organismo, tem seu ritmo há ene séculos, trata-se de uma sociedade estável e conservadora no geral, ou, melhor: sob férreo controle. Você acha que da noite pro dia vai dar a louca na juventude e tudo desanda por causa de uma ação desastrada da Scotland Yard, de que resultou a morte de um zé-ninguém? Não, você sabe: não é por aí. Que é revoltante a eliminação estúpida de quem quer que seja, príncipe ou mendigo, isso é. Então a coisa pegaria fogo ali, o pau comeria, haveria confronto local e tal. Mas o que estamos vendo é muito louco: bateu uma febre de quebra-quebra na rapaziada inglesa, e o bicho pega por dias a fio e ainda se alastra para outros lados da ilha, onde nada aconteceu!? Tem coisa aí, você não acha? Enter.
O tsunami no Japão foi considerado por estudiosos não oficiais como obra dos senhores do Mundo. Eles denunciam aquilo de haver uma central de emissão de vibrações que é capaz de desintegrar o Himalaia em segundos, acusam os investigadores sem gravata e sem ser mostrados na TV. Seria a utilização criminosa das descobertas do cientista Nicola Tesla, um dos maiores gênios da ciência da eletrônica, e cujas descobertas foram suprimidas do desfrute do chamado mundo “normal”. Ocorre é que os incríveis achados de Tesla teriam sido confiscados pelos que controlam o mundo e agora são usados não em benefício da Humanidade, como queria o inventor, mas contra ela, para atender aos interesses de um punhado de psicopatas que tramam há milênios a tomada do poder mundial. Pode parecer para você teoria da conspiração, maluquice de doido manso, viagem de louco ex-drogado genial lesado... mas o diabo é que paira e pesa um silêncio estranho nisso. E agora a gente começa a ver uma coisa tomar corpo e vulto planeta afora: distúrbios meteorológicos, desastres pra todo lado, baixas humanas em massa, horror geral pipocando pelos quatro cantos do mundo. Enter.
Muito bem, atentemos: você acha que o que é feito pelos dominadores não terá retorno na mesma medida em dimensão cósmica? Se acha, procure se entender melhor. Porque, se o Cristo falou que “Quem com ferro fere com ferro será ferido”, isso pode ser desacreditado por alguns, especialmente pelos que penduram crucifixo no pescoço e praticam crimes direto e reto. Não se espante se o cara que matou a criançada em Realengo tivesse uma correntinha de ouro com uma cruz pendurada e o Cristo cravado nela. Não se espante se os ladrões que ocupam o Congresso praticando delitos e lesando os que os elegeram usam crucifixos e se benzem passando diante de qualquer igreja católica. Mas se o Newton disse que “a toda força corresponde uma igual em sentido contrário”, o que vem a ser a mesmíssima coisa que o Cristo falou no Evangelho, aí a ciência pode até convencê-lo, certo? Então, amigo, você tem de entender que tudo que acontece é consequência de algo igual feito anteriormente no sentido oposto. Exemplo: as vítimas de um terremoto estão milenarmente envolvidas com o tremor que agora as atinge. Você se assustou com o que aconteceu com alguém? Lembre-se: isso é retorno desta ou de outra vida, de algo que ele fez na mesma medida no passado. Bem, e se você não entendeu isso, deixe pra lá, mas atenção com o que você faz e diz: na mesma medida farão com você ou dirão em relação a você. E não me venha perguntar se sou espírita, porque não sou. Enter.
A Inglaterra anda aturando manifestações de violência. Você já pensou sobre o que a Inglaterra andou fazendo mundo afora durante séculos? Não se iluda: isso volta de alguma forma: é a lei divina. Até Beatles, por exemplo, foram usados para corromper culturas de colônias inglesas e não inglesas. Isso voltará de alguma forma contra os que agiram no sentido de desarticular harmonias sociais em outros países e mesmo dentro da própria Inglaterra. Mesmo com aquela família real posando de intocável, fique alerta: o que pesa sobre eles voltará na medida exata. Pode não ser nesta vida, isso não é conosco. Mas nada acontece sem uma causa. E vice-versa: qualquer ato gera consequência. Disse Hielena Blavatsky: “Não tenha nojo de tocar a capa imunda de um mendigo, porque na próxima vida ela poderá estar sobre seus ombros”. Você entendeu? Pois é: então, saiba que até o último instante DESTA vida ninguém está livre de sofrer cobrança de dívidas das vidas passadas e mesmo desta. Daí, a partir de tal consciência, promana a verdadeira humildade: sabermos que nada sabemos sobre nós mesmos, pois ignoramos o que fizemos em vidas passadas. Portanto, irmão, você está, nós todos estamos, à mercê da sabedoria acima de nós, que opera executando ininterruptamente a aplicação da lei de ação e reação. E isso, pode estar certo, é absolutamente infalível. Pois voltemos a Londres. Enter final.
O quebra-quebra na ilha é um sintoma fatal: nada tem a ver com a tão fantasiada e fajuta “revolução francesa”, nada tem a ver com a patacoada da derrubada do muro de Berlim nessa Alemanha perdida para sempre. Na Inglaterra hoje explode um tipo de vômito, aflora uma podridão escondida. São distúrbios que derivam de uma insatisfação que cresce perigosamente na Europa, vai estourar nos EUA e alhures, pois ninguém mais está aguentando o domínio cruel imposto pelos que comandam os cordéis do poder no mundo. A globalização se revela um monstro, uma doença fatal, e a turma está começando a virar bicho por coisa nenhuma, explodindo pela insatisfação que se instalou geral. O sonho materialista virou pesadelo horrendo. Você poderá até duvidar de tudo isso, mas... prepare seu coração, que Deus está solto! E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té mais, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 2085 dias. Abraço pra turma do Estadão, que se livrou dessa maldição! E não custa citar: o advogado Gerardo Xavier Santiago, RJ, lembra que o artigo 5 da Constituição Federal garante a liberdade de expressão e de manifestação em local público! Então por que prosseguimos censurados??