Frederico Mendonça de Oliveira
As notícias envolvendo maluquices praticadas por seres humanos tidos como civilizados enfeitam as páginas de jornalões e dão o tom de loucura a esses dias de incerteza e espanto. Se por um lado é o rumo dado por Deus a uma Humanidade que parece tê-lO rejeitado ou esquecido, por outro pode ser a prova de que somos mesmo é uma espécie tendendo a degenerar porque sem princípios, sem sintonia ou comunhão qualquer com as leis do Cosmo que “nos abriga”. A loucura é tal que um Datena da vida ganha um salário dez vezes – ou cem, sei lá – maior que o do presidente da “República”. E tudo isso é digno de aspas: Datena, República, presidente, salário... porque tudo são conteúdos estúrdios compondo uma barafunda jamais vista neste país. Enter.
O que esperar de um trabalhador? Que ele trabalhe. E isso ele faz, e faz sob duro sofrimento e sob uma pressão desumana, quando não sob condições absurdas, que os assemelha até a animais de abate. Parecidos com animais de abate sim, pois são trabalhadores que dão seu sangue e sua vida para se manterem vivos. Alguns sucumbem, como a Construção, do Chico, mostra: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”... E não esqueçamos dos que, para que Tiriricas se locupletem criminosamente, em monstruoso desfrute de benefícios que não se deram nem se dão a heróis que lutaram e lutam pela pátria e pelo bem estar da população, que trabalham integrando um contingente imenso de sofredores, e muitos deles têm que dormir na rua porque não podem voltar para casa senão em fins de semana, para levar para a família os magérrimos caraminguás pagos pela demoníaca exploração capitalista tupiniquim a que se têm de curvar se quiserem prosseguir vivos. Então, aos legisladores que só fazem ultrajar cada dia mais os céus desta Pindorama tão aviltada, depravada, corrompida, só resta a execração geral – para a qual estão se lixando com a mesma carantonha vil e cínica do Tiririca, novo e asqueroso paradigma da porca miséria moral e intelectual que vigora no Congresso. Quando do aumento que os sudras se deram, ignominioso presente de fim de ano, uma hipertrofia criminosa de seus salários e benefícios já exorbitantes e escandalosos, o novo paradigma excretou, reles: “Dei sorte; cheguei na hora”, coisa assim. Enter.
E a população “humana” de rua? Existe alguma associação pra defender, como as que se preocupam com animais, os “direitos” desses dejetos humanos, por sinal a mais horrenda exclusão passível de constatação neste mundo que parece não ser mais de Deus? Alguma associação ou organização ou ONG ou o diabo que seja trabalha para tentar alterar esse quadro dantesco, visão atroz para quem considera que qualquer ser humano deva ter direitos? Não seria o caso de os Legislativos, através de suas presidências, delegar a esses parlamentares novos, gente como Tiririca, Netinho, Romário e quejandos, tarefas no sentido de propor leis visando proteger os humanos que acabam debaixo de pontes? Como é? Esses sujeitos não precisariam aprender para que foram eleitos? Enter.
Pois o que vemos é que um parlamentar como o mentalmente indigente Tiririca – e a maioria dos parlamentares dessa Pindorama Desvairada é composta de seres mentalmente indigentes, sim! – percebe por ano a bagatela de: 1 – salário: R$ 26.700,00; 2 – ajuda custo: R$ 35.053,00; 3 – auxílio moradia: R$ 3.000,00; 4 – auxílio gabinete: R$ 60.000,00; 5 – despesa médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL (livre escolha de médicos e clínicas); 6 – telefone celular: ILIMITADO; 7 – bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00); 8 – passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre; 9 – reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano; 10 – custo médio mensal: R$ 250.000,00; 11 – aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral. Fonte de custeio: O SUOR DOS QUE TRABALHAM!! Considerando tal quadro torpe de prostituição instituída, de patologia social instalada visando virar a arquitetura social de alicerces para o ar, perguntamos: se quem paga é o trabalhador, o que paga os impostos, o que carrega nas costas a economia desse lupanar político-social, como se pode admitir tamanho contraste, ao âmbito do esmagador, do escorchante, beneficiando um bando de detratores da – já terminal e desenganada – Nação e de seu contingente social e humano? Onde estão os que defendem os direitos do povo? Sabem quem defende os direitos do povo? Pois é: parlamentares, os Tiriricas e quejandos. Para tanto são eleitos, nababescamente pagos, enquanto que para o trabalhador, o responsável pelo real funcionamento da economia e do organismo vivo do País, cabe o esmagamento e um tratamento semelhante ao dispensado a escravos, quando não a condenados reles. Enter.
Já quanto ao que andam fazendo suas excelências os responsáveis pela Justiça nessa Pindorama, a coisa assume dimensões assustadoras. Vejam só: “PORTO ALEGRE - Em uma decisão inédita no Rio Grande do Sul, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo depois que ele assediou uma atendente de lanchonete. O magistrado foi enquadrado por ‘procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções’. ‘- Um estado transparente e democrático como o nosso pune seus culpados. Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’ - justifica o desembargador Túlio Martins, um dos 25 juízes que, unanimemente, condenaram o colega à pena máxima prevista para o delito e o demitiram do serviço público. ‘Não ficamos felizes por tomar esta decisão, mas era o que tinha que ser feito’". Bonito? Pois tem mais: um juiz do Ceará, em etilismo agudo, atropelou um motoqueiro e o arrastou por cerca de 100 metros, percurso durante o qual o motoqueiro se desprendeu da moto. O magistrado estava bebadaço, acima do dobro do considerado passível de implicação, e alegou não ter visto que atingiu a moto. Doidão como estava, é mesmo possível... e a imprensa não mais mencionou os desdobramentos disso, fato que deveria custar não só a toga de Sua Excelência, mas um belo de um xilindró entre criminosos comuns – visto ser ele um CONHECEDOR E AGENTE DA LEI, pago por nós para aplicar a lei, não para delinquir apoiado em prerrogativas de intocabilidade. E tem mais: "Juiz manda prender agente que rebocou seu carro no Rio – ALFREDO JUNQUEIRA – Agência Estado – O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo um carro sem placas e sem carteira de motorista nesta madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O juiz, no entanto, deu voz de prisão para a agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Luciana Silva Tamburini. O magistrado acusou a funcionária de desacato durante a abordagem. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde Luciana também prestou queixa de abuso de autoridade contra o juiz”. Sobre este agente da Lei constam outras gracinhas, que traremos em outra ocasião. Enter final.
E parece que o Conselho Nacional de Justiça começa a se dar conta de que Suas Excelências devem ter suas regalias revistas... Voltaremos a isso. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1060 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 616 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Bolsonaro, crack e o ladrão gago
Frederico Mendonça de Oliveira
Faltou acrescentar ao título que o Português vai pro saco justamente por onde ele é normalmente mais difundido para o grande público: pela imprensa. Veremos adiante. Por agora, resta quedarmos enojados diante da vil hipocrisia de uma sociedade que não é senão um simulacro, e pra lá de grotesco e degenerado, de uma sociedade mesmo. Uma sociedade esfarrapada, desmantelada em sua essência e em todas as suas manifestações, desarticulada e inoperante em sua gênese e em todas as suas manifestações. Pois estamos diante de mais um episódio de grosseria associada a cinismo, de imediatismo estúpido associado a inconsistência social aguda. Enter.
O esparolado deputado Jair Bolsonaro volta, a partir de mais um de seus arroubos verbais, às manchetes dos lixos impressos e eletrônicos de que dispomos para tentar nos inteirar do que se passa na Pindorama Desvairada. Em entrevista ao CQC, programa que prioriza a polêmica e que desafia os limites normais da imprensa amestrada, não deixando de ser, em essência, amestrado também, o deputado atacou de responder na lata a “perguntas-isca”, e o resultado foi muito além do previsível. Indagado pela Preta Gil sobre como se sentiria o nobre parlamentar se o filho dele se apaixonasse por alguém como ela, o mais inábil que insensato deputado acabou se enredando com o que há de mais muquirana em nosso aglomerado social – ou chamaríamos isso de população? – e detonou uma grita dos militantes da imposição de diversidades e de diferenciações presentes em nossa sociedade. Quem grita enfurecido nisso? Claro, a turma dos “bafo no cangote”/”morde a fronha”, como dizem os não diversos, os que vivem no padrão adão/eva, que gostam mesmo é de combinar prazenteiramente os aparelhos dos quais costumam sair nenéns, a turma “falo na vulva e não abro”. Desinteressados de conteúdos que não os ortodoxos, dos quais deriva a macacada hoje deambulando na superfície, subterrâneos e espaço aéreo nesta bola enlouquecida, os “convencionais da coisa com coisa” dão de ombros para a celeuma histérica gerada pelo deputado ex-capitão e em muitos casos até concorda com ele em vários aspectos. Enter.
Bem, Jair Bolsonaro prima pela radicalidade, o que em nada seria condenável senão perante os que praticam o meiocampismo vaselinoso ou o sobremuro cínico nestes dias de opróbrio e escatologia. Os mais chegados a visão científica o consideram até rígido demais, por não transigir com o que os sociólogos como Gilberto Velho classificavam, no fim dos anos 70, como “comportamentos desviantes”. Avesso às assimetrias desse mundo a cada dia mais sodomizado a força (não, não tem crase: o correspondente masculino é “sodomizado a porrete”, por exemplo), o sincero e volta e meia destemperado Bolsonaro chama sem papas na língua os bois pelo nome e não raro expressa sua postura defecando e deambulando para o que seus opositores pensem ou façam. E sempre exibindo um tom emocional, indignado, irado, absolutamente descontente com o quadro enlameado em que todos chafurdamos, uns achando lindo maravilhoso, outros sem ação, outros putos da vida. Bolsonaro se enquadra no terceiro caso, e não mede muito as palavras nem se preocupa com como serão recebidas suas declarações. Enter.
Pois, desta vez, indagado pela Preta Gil sobre se ele gostaria de ver o filho apaixonado por alguém como ela, deu-se o curto-circuito: ele soltou os cachorros como que indignado, exprimindo que tem asco da conduta de gente como ela, que terá até relatado em público, segundo saiu no Globo de 30/01 passado, ter ido para a cama com um magote de gente. A possibilidade de pessoas de vida sem muitos acidentes se indignar com ver essa permissividade toda comendo solta é grande. E, se o cara se destemperou e gerou uma celeuma de defensores dos direitos dos filhos da diversidade e dos guardiães dos direitos dos fracos e oprimidos, vá lá: todos salvarão a moralidade, o direito de virar tudo pelo avesso e será crucificado o pobre destemperado por ter manifestado sua repulsa por toda essa degenerescência que assola a Pindorama Degenerada. Enter.
Meu Deus, vão procurar o que fazer, criaturas perdidas! Vão ler, estudar, “fazer algo por vocês acima!”, como dizia minha avó. Se a OAB, as entidades de direitos disso ou daquilo e toda essa gente que lucra com o escândalo conseguirem algo, será apenas arranhar de forma inócua a imagem do Bolsonaro, que já goza de desprestígio amplo entre todos os que se adaptam a viver na mentira e na gandaia da inversão total de valores. O Bolsonaro grita contra essa monstruosa inversão baphometiana de valores, só isso. Se ele não gosta de homem, não só é direito legítimo dele como é natural que estranhe quem gosta de homem. Ele é do tipo que professa o amor entre opostos que se atraem, o amor de que vêm frutos. O resto é escarcéu da galera “sensibilizada”, que faz barulho para aparecer na mídia. Enter.
E teve o fortuito caso do gago que assaltou em Limeira, SP, mostrando um papel em que estaria escrito: “É UM ASSALTO”, numa folha de caderno escolar e com letra de forma a mão. Acabou em cana logo, e o assunto correu o país causando hilaridade. Os que assaltam o erário e o dinheiro público em todos os âmbitos fazem diferente: não comunicam o assalto, fazem-no sem alarde, sem barulho, “que barulho nada resolve”, como disse Drummond n’A Morte do Leiteiro... E nosso herói às avessas, que temeu talvez não intimidar de verdade balbuciando que aquilo era um “a –ssa – ssal – to”, teve o cuidado de anunciar o delito por escrito, na verdade comovendo todo o País. E levou apenas R$ 380, segundo a imprensa carioca. E logo depois foi preso, está em cana, e não duvidamos que isso dará ibope no Kibeloco ou alhures, se é que não sai entrevista dele no YouTube e até no Jô... Quanto absurdo!, quanta loucura!... Enter final.
Bem, o Bolsonaro está tentando se safar da sanha dos defensores da moral pública e dos “bons costumes”, da arremetida das milícias da defesa do politicamente correto. Isso esfriará, acabará em audiência sem imprensa numa futura tarde remota alguns dez anos à frente. Nada vai mudar para ele, para a Preta, para ninguém. O advogado de sobrenome de forâneo ganhará uma gorda paga, e outras patacoadas roubarão a cena, e valeu sabermos que a Preta chorou muito, sentida por se sentir discriminada, oh!. Choramos por ela, que exibe um perfil tão duvidoso na mídia, especialmente sem mostrar nada muito além do corpão que lembra a mãe, Sandra, e uma preocupação muito além do normal com manter-se visível, aparecer, aparecer... perfilando-se a nomes como Galisteu, Hickman, Winitz, Carla Peres, Sangalo, por aí. O que ela não sabe é que este que vos escreve praticamente a viu nascer, e socorreu a mãe dela em Itapoã, 1974, quando apareceram dores abdominais a poucas semanas do parto. A mãe da Preta é a Sandra Gadelha, a quem a turma chamava de Sandrão, depois Drão. Beijão, queridas. Muita paz! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Faltou acrescentar ao título que o Português vai pro saco justamente por onde ele é normalmente mais difundido para o grande público: pela imprensa. Veremos adiante. Por agora, resta quedarmos enojados diante da vil hipocrisia de uma sociedade que não é senão um simulacro, e pra lá de grotesco e degenerado, de uma sociedade mesmo. Uma sociedade esfarrapada, desmantelada em sua essência e em todas as suas manifestações, desarticulada e inoperante em sua gênese e em todas as suas manifestações. Pois estamos diante de mais um episódio de grosseria associada a cinismo, de imediatismo estúpido associado a inconsistência social aguda. Enter.
O esparolado deputado Jair Bolsonaro volta, a partir de mais um de seus arroubos verbais, às manchetes dos lixos impressos e eletrônicos de que dispomos para tentar nos inteirar do que se passa na Pindorama Desvairada. Em entrevista ao CQC, programa que prioriza a polêmica e que desafia os limites normais da imprensa amestrada, não deixando de ser, em essência, amestrado também, o deputado atacou de responder na lata a “perguntas-isca”, e o resultado foi muito além do previsível. Indagado pela Preta Gil sobre como se sentiria o nobre parlamentar se o filho dele se apaixonasse por alguém como ela, o mais inábil que insensato deputado acabou se enredando com o que há de mais muquirana em nosso aglomerado social – ou chamaríamos isso de população? – e detonou uma grita dos militantes da imposição de diversidades e de diferenciações presentes em nossa sociedade. Quem grita enfurecido nisso? Claro, a turma dos “bafo no cangote”/”morde a fronha”, como dizem os não diversos, os que vivem no padrão adão/eva, que gostam mesmo é de combinar prazenteiramente os aparelhos dos quais costumam sair nenéns, a turma “falo na vulva e não abro”. Desinteressados de conteúdos que não os ortodoxos, dos quais deriva a macacada hoje deambulando na superfície, subterrâneos e espaço aéreo nesta bola enlouquecida, os “convencionais da coisa com coisa” dão de ombros para a celeuma histérica gerada pelo deputado ex-capitão e em muitos casos até concorda com ele em vários aspectos. Enter.
Bem, Jair Bolsonaro prima pela radicalidade, o que em nada seria condenável senão perante os que praticam o meiocampismo vaselinoso ou o sobremuro cínico nestes dias de opróbrio e escatologia. Os mais chegados a visão científica o consideram até rígido demais, por não transigir com o que os sociólogos como Gilberto Velho classificavam, no fim dos anos 70, como “comportamentos desviantes”. Avesso às assimetrias desse mundo a cada dia mais sodomizado a força (não, não tem crase: o correspondente masculino é “sodomizado a porrete”, por exemplo), o sincero e volta e meia destemperado Bolsonaro chama sem papas na língua os bois pelo nome e não raro expressa sua postura defecando e deambulando para o que seus opositores pensem ou façam. E sempre exibindo um tom emocional, indignado, irado, absolutamente descontente com o quadro enlameado em que todos chafurdamos, uns achando lindo maravilhoso, outros sem ação, outros putos da vida. Bolsonaro se enquadra no terceiro caso, e não mede muito as palavras nem se preocupa com como serão recebidas suas declarações. Enter.
Pois, desta vez, indagado pela Preta Gil sobre se ele gostaria de ver o filho apaixonado por alguém como ela, deu-se o curto-circuito: ele soltou os cachorros como que indignado, exprimindo que tem asco da conduta de gente como ela, que terá até relatado em público, segundo saiu no Globo de 30/01 passado, ter ido para a cama com um magote de gente. A possibilidade de pessoas de vida sem muitos acidentes se indignar com ver essa permissividade toda comendo solta é grande. E, se o cara se destemperou e gerou uma celeuma de defensores dos direitos dos filhos da diversidade e dos guardiães dos direitos dos fracos e oprimidos, vá lá: todos salvarão a moralidade, o direito de virar tudo pelo avesso e será crucificado o pobre destemperado por ter manifestado sua repulsa por toda essa degenerescência que assola a Pindorama Degenerada. Enter.
Meu Deus, vão procurar o que fazer, criaturas perdidas! Vão ler, estudar, “fazer algo por vocês acima!”, como dizia minha avó. Se a OAB, as entidades de direitos disso ou daquilo e toda essa gente que lucra com o escândalo conseguirem algo, será apenas arranhar de forma inócua a imagem do Bolsonaro, que já goza de desprestígio amplo entre todos os que se adaptam a viver na mentira e na gandaia da inversão total de valores. O Bolsonaro grita contra essa monstruosa inversão baphometiana de valores, só isso. Se ele não gosta de homem, não só é direito legítimo dele como é natural que estranhe quem gosta de homem. Ele é do tipo que professa o amor entre opostos que se atraem, o amor de que vêm frutos. O resto é escarcéu da galera “sensibilizada”, que faz barulho para aparecer na mídia. Enter.
E teve o fortuito caso do gago que assaltou em Limeira, SP, mostrando um papel em que estaria escrito: “É UM ASSALTO”, numa folha de caderno escolar e com letra de forma a mão. Acabou em cana logo, e o assunto correu o país causando hilaridade. Os que assaltam o erário e o dinheiro público em todos os âmbitos fazem diferente: não comunicam o assalto, fazem-no sem alarde, sem barulho, “que barulho nada resolve”, como disse Drummond n’A Morte do Leiteiro... E nosso herói às avessas, que temeu talvez não intimidar de verdade balbuciando que aquilo era um “a –ssa – ssal – to”, teve o cuidado de anunciar o delito por escrito, na verdade comovendo todo o País. E levou apenas R$ 380, segundo a imprensa carioca. E logo depois foi preso, está em cana, e não duvidamos que isso dará ibope no Kibeloco ou alhures, se é que não sai entrevista dele no YouTube e até no Jô... Quanto absurdo!, quanta loucura!... Enter final.
Bem, o Bolsonaro está tentando se safar da sanha dos defensores da moral pública e dos “bons costumes”, da arremetida das milícias da defesa do politicamente correto. Isso esfriará, acabará em audiência sem imprensa numa futura tarde remota alguns dez anos à frente. Nada vai mudar para ele, para a Preta, para ninguém. O advogado de sobrenome de forâneo ganhará uma gorda paga, e outras patacoadas roubarão a cena, e valeu sabermos que a Preta chorou muito, sentida por se sentir discriminada, oh!. Choramos por ela, que exibe um perfil tão duvidoso na mídia, especialmente sem mostrar nada muito além do corpão que lembra a mãe, Sandra, e uma preocupação muito além do normal com manter-se visível, aparecer, aparecer... perfilando-se a nomes como Galisteu, Hickman, Winitz, Carla Peres, Sangalo, por aí. O que ela não sabe é que este que vos escreve praticamente a viu nascer, e socorreu a mãe dela em Itapoã, 1974, quando apareceram dores abdominais a poucas semanas do parto. A mãe da Preta é a Sandra Gadelha, a quem a turma chamava de Sandrão, depois Drão. Beijão, queridas. Muita paz! E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Obama e o mago dos objetos vestidos
Frederico Mendonça de Oliveira
Admira-nos que Paulo Coelho seja conhecido desse presidente meio laranja meio sapoti. E que seja citado por ele, depois que, encantando um Municipal cheio de babosos famosos, falou de nossas prendas femininas. Saudou "cariacas", "palistas", "baianas" e "minerras". E as “gueúchas”, ô distinto? E as “pernimbequenas”? Pois o tipo, mesmo com a cor de nossos índios, é um gringo, de boa. Nasceu no Haway, mas acabou presidente dos EUA sem usar na posse – ou usou? – aqueles colares de flores com que a turma da ilha recebe os caras-pálidas naquelas lonjuras em que o mundo parece que acaba. Pois veio o “homem mais poderoso do mundo” visitar a brazuca estraçalhada e fedorenta e fechou a visita, aliás uma sequência de micos e de cerimônias anódinas, citando Paulo Coelho, lixo lançado na ABI para acabar de desgraçar nossas bases culturais. Marcelo Migliaccio – que as bestas brasilis chamam de Marcelo Miguliácio, pois não sabem que o nome é italiano e que gl na língua de Dante corresponde a lh aqui, e que dois cc correspondem a tch – foi preciso em sua coluna do JBOnline: “No texto logo aí abaixo, uma leitora me chamou de preconceituoso porque critiquei o fato de Obama ter citado o escritor Paulo Coelho num país que tem Machado de Assis, Aloisio Azevedo, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, além de poetas como Carlos Drummond, Mario Quintana, João Cabral de Melo Neto...” Eu eliminaria Jorge Amado, que é nada mais que o definido por Oswald de Andrade: “macumba pra turista”. Mas o resto é na mosca. E ele prossegue mostrando seu valor: “Não sou preconceituoso, li três livros de Paulo Coelho. As Walkírias e Diário de um Mago (esses dois com certeza) e Monte Cinco (se não me engano). Achei-os repletos de boas intenções, mas também de erros de português constrangedores. O estilo do escritor, pelo menos nos livros que li, era pobre, sem muitos recursos (aliás, sem nenhum recurso), o que torna a leitura fácil para quem não tem o costume de ler. Há uma diferença entre a escrita simples e direta e a escrita ruim. Ambas podem atingir um grande público, mas só a primeira tem valor relevante para a cultura. Também dizem que ele compila e adapta trechos de livros religiosos, escrituras, muitas vezes sem dar crédito. Enfim, para muitos trata-se de um místico de resultado, um mago fisiológico, um guru sublimado pela ignorância geral planetária”. Ou, diríamos nós daqui, um factóide que se encaixou nesse mundo factóide em que vivemos hoje. Enter.
Depois de matar a cobra e mostrar o pau (êpa!), o colunista retoma em outro round: “E pensar que Paulo Coelho entrou para a Academia Brasileira de Letras, abrindo assim mais um precedente perigoso... Basta ver os candidatos atuais, entre eles, por exemplo, um jornalista medíocre que nunca escreveu nada além daqueles textos intragáveis a serviço da desinformação”. E, perguntamos daqui: o que dizer de José Sarney? E o que dizer de Ivo Pitanguy? E o que dizer de Roberto Marinho? Jô Soares sonha com uma cadeira entre os imortais. Por ser o autor de duas porcarias que nada acrescentam a nossas letras? Quem sabe, na sequência, a Academia ainda admite o palhaço Tiririca? Pois o desassombrado colunista prossegue: “Entrevistei Paulo Coelho uma vez, quando ele ainda estava num estágio entre ilustre desconhecido e revelação do momento. O mago, naquela época, morava num escuro apartamento térreo em Copacabana. Foi ali, com aquele caos urbano do lado de fora, que ele cometeu suas primeiras obras ditas transcendentais. A entrevista que me deu foi boa, ele é um bom papo. A certa altura, parou para atender um telefonema e passou meia hora dando conselhos existenciais a uma leitora que ligava do interior de São Paulo. Além de iluminar o caminho da moça, o nosso mago também foi comedidamente galanteador. Sabe das coisas...”, e vemos que o cara pode ser um mago, mas se liga num afago... e esse “mago” hoje tem a seus pés um harém, se quiser. Olhem o que diz Migliaccio: “Hoje, o mago vive num palácio na Europa. O filão que ele descobriu acertou em cheio nos milhares de desorientados que vagam pelo planeta à procura de uma palavra qualquer. Se você não quer ser evangélico, tem a opção de ler Paulo Coelho”. É, o descaminho é o mesmo. Quem não quer Edir, caça com Coelho. Enter.
Corta para a visita de Obama, pois caca pouca é bobagem. O ilustre sucessor de Bush filho, O Imbecil, ordenou daqui o ataque à Líbia. O que significa dizer que nos envolveu nessa. E teve muitas outras besteiras: o mesmo colunista comenta que “A comunidade internacional recrimina os Estados Unidos e seus aliados europeus mais fiéis pelos bombardeios à Líbia. Até o papa Bento 16 admitiu que a população civil está na linha de tiro daqueles que se julgam a Polícia Militar do planeta”. Gozado: por que o Obama veio aqui dizer que o Brasil é exemplo de democracia em relação ao mundo árabe e ordenou o ataque daqui? Para nos cooptar? Bem, se é exemplo de democracia a plutocracia monstruosa encravada no lupanar político torpe que é Brasília, ora, vá se catar, ô gringo! Se é exemplo de democracia a guerra civil monstruosa que torna de forma incontornável o cidadão uma vítima potencial da violência em qualquer lugar, hora ou situação, estamos maravilhados! Na Líbia não tem disso não. E a cancerificação que avança no mundo árabe através da ação de Israel e dos reféns da economia do Império está tentando derrubar o governo líbio depois de perder feio um país a eles submisso, que era o Egito. E prossegue Migliaccio: “Kadafi é um ditador? Ok, mas seu povo é que deve tirá-lo do poder, se quiser. Como fizeram os egípcios com Mubarak. Aliás, nunca vi uma rebelião popular em que os ‘rebeldes’ atacam com tanques de guerra, como ocorreu na Líbia. Agora, os tanques dos sem culote têm a ajuda do Tio Sam. E a bandeira que os revoltosos ostentam é a da extinta monarquia líbia... (submissa a Washington, N.R.) E nem assim Kadafi caiu”. Enter final.
“No Teatro Municipal do Rio, um afável e articulado Barack Obama fez um discurso cuidadosamente elaborado por seus melhores brasilianistas. Começou falando do jogo Vasco e Botafogo, imaginem! Obama nos bajulou até não poder mais. Nos colocou, inclusive, como "parceiro sênior". Logo nós, que tantas vezes tivemos nossas exportações barradas pelo protecionismo norte-americano. Falou também em desenvolvimento sustentável para salvar o planeta. Logo ele, cujo país se recusou a assinar o protocolo de Kioto contra a emissão de gases que geram o efeito estufa. Saudou nossa luta contra a ditadura, que era sustentada pelos Estados Unidos. E enalteceu o fato de um opérário que nasceu pobre em Pernambuco ter chegado à presidência.
Para mim, a fala de Obama só reforçou que o Brasil será o país mais poderoso do mundo em breve, se quiser. Temos petróleo a rodo na camada do pré-sal. E a maior bacia hidrográfica do mundo num tempo em que a água potável já o bem mais precioso. Livres de terremotos, exercendo a democracia, reduzindo a miséria, estamos com a faca e o queijo na mão”. Só que a reforma interna, que seria a retomada da Educação e da Cultura, isso jamais se operará. Aposto minhas guitarras, mais o amp de quebra. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1039 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 595 dias também sob mordaça...
Admira-nos que Paulo Coelho seja conhecido desse presidente meio laranja meio sapoti. E que seja citado por ele, depois que, encantando um Municipal cheio de babosos famosos, falou de nossas prendas femininas. Saudou "cariacas", "palistas", "baianas" e "minerras". E as “gueúchas”, ô distinto? E as “pernimbequenas”? Pois o tipo, mesmo com a cor de nossos índios, é um gringo, de boa. Nasceu no Haway, mas acabou presidente dos EUA sem usar na posse – ou usou? – aqueles colares de flores com que a turma da ilha recebe os caras-pálidas naquelas lonjuras em que o mundo parece que acaba. Pois veio o “homem mais poderoso do mundo” visitar a brazuca estraçalhada e fedorenta e fechou a visita, aliás uma sequência de micos e de cerimônias anódinas, citando Paulo Coelho, lixo lançado na ABI para acabar de desgraçar nossas bases culturais. Marcelo Migliaccio – que as bestas brasilis chamam de Marcelo Miguliácio, pois não sabem que o nome é italiano e que gl na língua de Dante corresponde a lh aqui, e que dois cc correspondem a tch – foi preciso em sua coluna do JBOnline: “No texto logo aí abaixo, uma leitora me chamou de preconceituoso porque critiquei o fato de Obama ter citado o escritor Paulo Coelho num país que tem Machado de Assis, Aloisio Azevedo, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, além de poetas como Carlos Drummond, Mario Quintana, João Cabral de Melo Neto...” Eu eliminaria Jorge Amado, que é nada mais que o definido por Oswald de Andrade: “macumba pra turista”. Mas o resto é na mosca. E ele prossegue mostrando seu valor: “Não sou preconceituoso, li três livros de Paulo Coelho. As Walkírias e Diário de um Mago (esses dois com certeza) e Monte Cinco (se não me engano). Achei-os repletos de boas intenções, mas também de erros de português constrangedores. O estilo do escritor, pelo menos nos livros que li, era pobre, sem muitos recursos (aliás, sem nenhum recurso), o que torna a leitura fácil para quem não tem o costume de ler. Há uma diferença entre a escrita simples e direta e a escrita ruim. Ambas podem atingir um grande público, mas só a primeira tem valor relevante para a cultura. Também dizem que ele compila e adapta trechos de livros religiosos, escrituras, muitas vezes sem dar crédito. Enfim, para muitos trata-se de um místico de resultado, um mago fisiológico, um guru sublimado pela ignorância geral planetária”. Ou, diríamos nós daqui, um factóide que se encaixou nesse mundo factóide em que vivemos hoje. Enter.
Depois de matar a cobra e mostrar o pau (êpa!), o colunista retoma em outro round: “E pensar que Paulo Coelho entrou para a Academia Brasileira de Letras, abrindo assim mais um precedente perigoso... Basta ver os candidatos atuais, entre eles, por exemplo, um jornalista medíocre que nunca escreveu nada além daqueles textos intragáveis a serviço da desinformação”. E, perguntamos daqui: o que dizer de José Sarney? E o que dizer de Ivo Pitanguy? E o que dizer de Roberto Marinho? Jô Soares sonha com uma cadeira entre os imortais. Por ser o autor de duas porcarias que nada acrescentam a nossas letras? Quem sabe, na sequência, a Academia ainda admite o palhaço Tiririca? Pois o desassombrado colunista prossegue: “Entrevistei Paulo Coelho uma vez, quando ele ainda estava num estágio entre ilustre desconhecido e revelação do momento. O mago, naquela época, morava num escuro apartamento térreo em Copacabana. Foi ali, com aquele caos urbano do lado de fora, que ele cometeu suas primeiras obras ditas transcendentais. A entrevista que me deu foi boa, ele é um bom papo. A certa altura, parou para atender um telefonema e passou meia hora dando conselhos existenciais a uma leitora que ligava do interior de São Paulo. Além de iluminar o caminho da moça, o nosso mago também foi comedidamente galanteador. Sabe das coisas...”, e vemos que o cara pode ser um mago, mas se liga num afago... e esse “mago” hoje tem a seus pés um harém, se quiser. Olhem o que diz Migliaccio: “Hoje, o mago vive num palácio na Europa. O filão que ele descobriu acertou em cheio nos milhares de desorientados que vagam pelo planeta à procura de uma palavra qualquer. Se você não quer ser evangélico, tem a opção de ler Paulo Coelho”. É, o descaminho é o mesmo. Quem não quer Edir, caça com Coelho. Enter.
Corta para a visita de Obama, pois caca pouca é bobagem. O ilustre sucessor de Bush filho, O Imbecil, ordenou daqui o ataque à Líbia. O que significa dizer que nos envolveu nessa. E teve muitas outras besteiras: o mesmo colunista comenta que “A comunidade internacional recrimina os Estados Unidos e seus aliados europeus mais fiéis pelos bombardeios à Líbia. Até o papa Bento 16 admitiu que a população civil está na linha de tiro daqueles que se julgam a Polícia Militar do planeta”. Gozado: por que o Obama veio aqui dizer que o Brasil é exemplo de democracia em relação ao mundo árabe e ordenou o ataque daqui? Para nos cooptar? Bem, se é exemplo de democracia a plutocracia monstruosa encravada no lupanar político torpe que é Brasília, ora, vá se catar, ô gringo! Se é exemplo de democracia a guerra civil monstruosa que torna de forma incontornável o cidadão uma vítima potencial da violência em qualquer lugar, hora ou situação, estamos maravilhados! Na Líbia não tem disso não. E a cancerificação que avança no mundo árabe através da ação de Israel e dos reféns da economia do Império está tentando derrubar o governo líbio depois de perder feio um país a eles submisso, que era o Egito. E prossegue Migliaccio: “Kadafi é um ditador? Ok, mas seu povo é que deve tirá-lo do poder, se quiser. Como fizeram os egípcios com Mubarak. Aliás, nunca vi uma rebelião popular em que os ‘rebeldes’ atacam com tanques de guerra, como ocorreu na Líbia. Agora, os tanques dos sem culote têm a ajuda do Tio Sam. E a bandeira que os revoltosos ostentam é a da extinta monarquia líbia... (submissa a Washington, N.R.) E nem assim Kadafi caiu”. Enter final.
“No Teatro Municipal do Rio, um afável e articulado Barack Obama fez um discurso cuidadosamente elaborado por seus melhores brasilianistas. Começou falando do jogo Vasco e Botafogo, imaginem! Obama nos bajulou até não poder mais. Nos colocou, inclusive, como "parceiro sênior". Logo nós, que tantas vezes tivemos nossas exportações barradas pelo protecionismo norte-americano. Falou também em desenvolvimento sustentável para salvar o planeta. Logo ele, cujo país se recusou a assinar o protocolo de Kioto contra a emissão de gases que geram o efeito estufa. Saudou nossa luta contra a ditadura, que era sustentada pelos Estados Unidos. E enalteceu o fato de um opérário que nasceu pobre em Pernambuco ter chegado à presidência.
Para mim, a fala de Obama só reforçou que o Brasil será o país mais poderoso do mundo em breve, se quiser. Temos petróleo a rodo na camada do pré-sal. E a maior bacia hidrográfica do mundo num tempo em que a água potável já o bem mais precioso. Livres de terremotos, exercendo a democracia, reduzindo a miséria, estamos com a faca e o queijo na mão”. Só que a reforma interna, que seria a retomada da Educação e da Cultura, isso jamais se operará. Aposto minhas guitarras, mais o amp de quebra. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes...
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1039 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 595 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 18 de março de 2011
A poesia "está salva" no Brasil. Viva Bethânia!
Frederico Mendonça de Oliveira
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Os seres sob a dominação selvagem do Império não são desprezíveis ou miseráveis: eles ESTÃO desprezíveis e miseráveis – e isso é desgraçadamente universal e irreversível – porque entregam o pescoço ao machado sem pestanejar, e o resultado disso é, além do horror que se agiganta, o que dele vem como sua estética: o “seje”, o “esteje”, o “pode vim”, o “antes de ontem”, o “cala boca Galvão”, o “daqui dez dias”, o “de vez em quanto”, o “gratuíto” e outras excreções e escatologias verbais que vão virando o “idioma” dos macacos sem rabo. Eis aí o idioma dos pongos (seres dos pongídeos: são os chimpanzés, gorilas e orangotangos) gradualmente substituindo o idioma de José de Alencar, de Machado de Assis e de Guimarães Rosa – só pra citar três dos bons nomes de nossas letras do tempo em que essa cloaca entre o Oiapoque e o Chuí ainda era país e referenciada através de nomes indígenas como esses dois aí. Enter.
Hoje é Chevrolet Hall, é Credicar Hall, é inglês até em bunda de cachorro e em rabo de gato, e os que ainda não voltaram às árvores – por uma ironia da “evolução”, perderam o rabo... – vão se deliciando com a diluição de nossos valores histórico-idiomáticos perpetrada concomitantemente à introdução cancerígena do Inglês, aliás ingrêis, perante o qual babam como se ele fosse o bilhete de entrada no Paraíso. Mas a “cultura” vai bem, obrigados, porque, acreditem, a deusa da máfia do dendê Maria Betânia desceu do Monte Olimpo Abaeté Resort, onde deve viver entre ninfas atendentes e provavelmente de eunucos solícitos e nervosamente servis, e veio salvar nossa poesia. Em divina e celestial compaixão para com todos nós, e só uma deusa nos daria isso, ela brindará TODOS OS BRASILEIROS que não estão fuçando em lixo pelas ruas nem dormindo sob marquises ou morando em carros abandonados; TODOS OS BRASILEIROS que não vivem sem TV; TODOS OS BRASILEIROS que não fazem da matéria a redenção de suas vidas; TODOS OS BRASILEIROS que não estão nem aí pra futebol; TODOS OS BRASILEIROS que todo dia abrem um livro; portanto: presenteará TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COM AQUILO QUE MAIS A ANGUSTIA, TANTO QUANTO A NÓS: O FIM DE NOSSA CULTURA E DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL E HISTÓRICA. Né não? Enter.
A partir da notícia desse “resgate divino”, transcrevemos pra nossos leitores uma notícia digna de fazer enrubescer um anão do orçamento ou um mensaleiro: “SÃO PAULO - A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão para criar um blog, que será chamado 'O Mundo Precisa de Poesia'. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o site será dedicado inteiramente aos versos e trará diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington.”. “Ora, ora! Estamos salvos, a poesia agora vai ser coisa pra todos!”, diria o babão admirador do “homem de Santo Amaro da Purificação”, que é como chamam Bethânia em sua cidade natal. E continuaria o babão: “Maria Bethânia nos dará o prazer de vê-la falando aquelas poesias tão chatas de ler, naqueles livros chatérrimos, chatééééééééééérrimos, aquela falação que a gente não entendia direito. Agora, mesmo que a gente não entenda nada de porcaria, ops!, poesia, a gente pode mooooooooorrer só de ver a deusa no vídeo todos os dias do ano!...” Enter.
Mandaram carta de protesto: “Esta é mais uma vez que a Maria Bethânia capta recursos do governo federal para projetos pessoais. Ano passado, ela, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, todos milionários, captaram recursos da lei Rouanet para seus projetos culturais. Poucos artistas conseguem isso, por mais que tentem. Os artistas pobres, então, nem pensar. É claro que os ricos têm mais lobby, poder de barganha, padrinhos e advogados especializados nisso. Um blog por 1,3 mi tem que ser investigado pelo Ministério Público. Fora, artistas gananciosos !!!!!Vocês não têm um pingo de solidariedade (para, N.R.) com os demais. Tenham vergonha na cara !!!!”, o que prova que não só de babões otarizados deslumbrados é feita a fina, magérrima, milimétrica, aliás micrométrica fatia de seres ainda pensantes “nefte paíf”... Enter.
O colunista Marcelo Migliaccio nos brindou com brilhante artigo, no JB, que transcrevemos enxugado. Ele quebra o silêncio sujo dos que lucram com fatos como isso: “Obama vem aí – Mais uma vez, o Rio vai passar por uma cuidadosa maquiagem para que o chefe de estado norte-americano tenha uma boa impressão sobre nosso talento de maquiador (es – N.R.). Sim, porque Obama deve saber pouco mais que um americano médio sobre o Brasil. Sabe, por exemplo, ao contrário da ‘sua gente’, que aqui não tem elefante na rua. E que a capital não é Buenos Aires. Montevidéu, talvez... Tem é muito mendigo, e o presidente dos EUA sabe muito bem disso. Mas Obama não verá centenas, milhares dormindo sob as marquises da zona sul. A prefeitura e a PM empurrarão para bem longe cachaceiros, menores viciados em solvente ou crack, trabalhadores que não têm grana pra voltar para casa, desempregados, famlias expulsas de favelas por traficantes ou milicianos. Serão enxotados a pau pra longe das vistas do ‘homem’. O choque de ordem no Rio já era. Não há mais vagas nos abrigos: a prefeitura desconhecia o número real de excluídos do Rio de Janeiro. Passe por Copacabana pelas 6h: verá todos lá, dormindo ao relento, nas calçadas imundas, ratos e baratas sobre seus corpos. Pararam de recolher os mendigos, e eles se multiplicaram. De dia, a guarda municipal os afugenta da orla, pra proteger turistas. Então, o lumpem se infiltra no bairro, dormindo em velhos sofás manchados de urina na rua – e à espreita de um gringo curioso. Mas o efeito da limpeza acaba na segunda-feira, quando Obama volta para o Olimpo, e, nós, à nossa realidade cotidiana”. Enter final.
Mas agora “estamos salvos”: Maria Bethânia nos devolverá “a poesia perdida” ou, melhor, fará dela “uma coisa viável, porque personificará uma porcaria, ops!, poesia que estava fechada em livros cheirando a mofo e que matam de canseira se tivermos que ler”. A verdade é outra: a única mudança concreta nisso é que ficamos muito mais otários, e Bethânia, certamente, mais milionária um pouco. Só fico pensando na tortura que seria ver diariamente, por um ano, Bethânia declamando poesia... coisa que combina com ela como combinam o Cristo e Judas. Oh, Deus!, isso é sintoma de chegada de tsunami?? E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 11 de março de 2011
E lá se foi mais um Carnaval...
Frederico Mendonça de Oliveira
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
E já foi tarde! Uma das alegrias que vivi nos quatro dias do “reinado de Momo”, alegria diferente da dos foliões envolvidos com os folguedos, foi ver a chuva caindo direto e reto, e considerar que no Arraial das Bagas, onde a mediocridade, a ignorância, a maledicência e a felonia são os predicados mais explicitados e praticamente obrigatórios, a alegria carnavalesca, aliás coisa que jamais existiu, foi posta de molho por São Pedro. Pretensa alegria, aliás. Não pode haver alegria onde não há um mínimo de inteligência coletivizada... Se houve mais uma vez a anual disposição de... de... de espírito (vá lá; valeria colocar aspas...) para cair na folia, isso foi devidamente frustrado, devolvendo ao arraial seu estado natural de dispepsia crônica, de arroto atravessado e encruado, incubado, coisa que se estampa nas fuças dos pobres imbecis que formigam a esmo pelos logradouros providos de calçadas mais apropriadas para quadrúpedes. E assim chegou a quarta das cinzas, por sinal mostrando bons momentos de um belíssimo céu azul... Enter.
E o País passou os quatro dias em estado de letargia ativa ou passiva. Ativa através dos letárgicos envolvidos com o tríduo momesco, gente que se entrega à convenção da alegria intransitiva, gente normalmente desprovida de senso crítico ou de inteligência ativa. São normalmente movidos a cerveja, ingerem e mijam em estado assemelhado a quadro maníaco. E disso promanou um novo problema ético filosófico shakespeariano: “mijar ou não mijar, eis a questão”. Ora, se esses letárgicos ativos ingerem um combustível líquido para gerar o quadro maníaco, eles obrigatoriamente terão de mijar, pois a cerveja tem ação diurética. E como farão centenas de milhares desses letárgicos para eliminar os líquidos que se armazenam na bexiga e começam a provocar dor pela plenitude do órgão? Pois houve no carnaval de 2011 essa discussão durante o tríduo, mas as toneladas de litros de mijo correram, lembrando a marchinha dos anos 50: “As águas vão rolar/garrafa cheia eu não quero ver sobrar...”, só que em 2011 essas águas foram dobradas, até triplicadas, porque “nunca antes nefte paíf” se mijou tanto. Enter.
E os letárgicos passivos trataram de encher o rabo de comida e calorias diante da TV, abestalhados diante da movimentação carnavalesca, frustrados como um certo bugre que vi se lamentando diante do aparelho de TV numa pizzaria em que eram mostradas imagens dos “famosos” chegando para o baile do sábado. Ele quase chorava por não estar lá, e explicitava isso. Um animal vestido, claro, porque seres conscientes não se lamentam por se sentirem inferiorizados a outros animais que estão na festa... Se ele fosse gente, trabalharia o ano inteiro por esse “momento de sonho” e estaria lá, pagaria para isso, se mexeria... Mas é que se queixar publicamente dá menos trabalho – e ainda comove outras bestas como ele. Então os letárgicos passivos se deixam quedar estupidamente diante da movimentação dos ativos, e nisso acaba o chamado carnaval. E como assumir estado letárgico hoje é obrigatório, já se inventam carnavais temporões, as horrendas micaretas, “festas” sem objetivo outro que não festejar pela falta de motivo concreto para festejar o que quer que seja. Os gays festejam sua condição, por exemplo, embora não se veja nada digno de festejo nisso de ser diverso, mas pelo menos eles apresentam uma razão para se reunirem anualmente e promover o deslumbramento para com sua condição. As micaretas não: reúnem por reunir, para congregar a estupidez sem perspectiva qualquer, para esfregar os objetos vestidos uns nos outros, para estabelecer a boçalidade orgíaca, para tentar materializar de alguma forma a vacuidade existencial do macaco sem rabo coisificado e reduzido à miséria do consumismo. Enter.
E aí os sites de esculhambação dos objetos vestidos mostram a miséria em seu lado risível, grotesco. O Kibeloco, por exemplo, faz uma piada com o “rei” Robertão (Carlos), piada pra lá de dura. Basta acessar e usar por um segundo o cérebro. Alguns entenderão a piada, que envolve até o Google. Mas quem sabe da condição física do “rei” entenderá por que eles corrigem de “pés” para “pé”. Tem até uma menção lateral, em que é lembrado que a Beija-Flor ganhou com um pé nas costas... e eis aí um momento em que o carnaval serviu para alguma coisa, isto é, para acionar o espírito crítico de alguém menos estúpido embora diluído num aglomerado amorfo de seres acéfalos. O macaco Simão deve estar deitando e rolando também, era o caso de comprar a Folha só pra ver a esculhambação caindo sobre os amebóides famosos acontecendo na Sapucaí e alhures, espaços da consagração da estupidez que congrega os digestores vestidos, seminus, nus ou fantasiados. E de tudo neste período de alegria falseada restaram cinzas, o que prenuncia outras cinzas que virão, as cinzas da civilização, que só fez trazer a imbecilização e a paralisia dos cérebros e dos espíritos. A convulsão já começa a se espalhar mundo afora, e em breve estaremos em estado de Babel, considerando que hoje isso já é algo concreto... Enter.
E agora chega o Bentão com seu novo livro dizendo o óbvio: que não foi o povo judeu o responsável pela crucificação do Cristo. É tão óbvio quanto dizer que não foi o povo romano o responsável também, embora tenham sido os soldados romanos que penduraram o Salvador no lenho. O povo não tem nada a ver com nada na história da Humanidade. Quem tem a responsabilidade pelos fatos da História são os detentores do poder, e povo nenhum jamais deteve poder momento nenhum desde que o mundo é mundo. Então o Bentão chove no molhado e mexe pauzinhos no sentido de minimizar o abismo que existe entre judeus e católicos/cristãos. Se os próprios judeus assumem não aceitar o Cristo como o Messias, não há mais o que discutir. E povo nenhum crucificou o Cristo. Enter final.
Demos de cara com essa notícia do Bentão lançando seu livro no que buscávamos notícias sobre coisas com que temos de nos preocupar. Por exemplo: a imagem do Robertão (Carlos) na avenida tem de fundo uma alegoria imensa, que parece o Cristo. Será que é menção estúpida àquela titica de funk “Jesus Cristo, eu estou aqui”, excretada pelo “rei” lá pelos anos 70? E será que o João Paulo II gostou de ouvir isso quando se arriscou nessas paragens em sua última vinda ao Brasil? E será que gostou de ouvir a “Ave Maria” cantada pela Fafá e do beijo que recebeu – talvez o único desferido por uma fiel em sua “santa face” em toda a sua vida apostólica? Bem, um beijo da Fafá é uma dádiva, mas na face de Sua Santidade... isso mostra que o carnaval está no sangue dos brasileiros até quando diante do papa. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1032 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 588 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Manoel testemunha: “Vamos acabar com esse cara!!”
Frederico Mendonça de Oliveira
Examinando os fatos ocorridos no arraialito desde uns três anos pra cá, Manoel se deu conta de um admirável processo de “evolução social”, algo que rima admiravelmente com o que se passa no Congresso, a que nosso ex-presidenti se referiu, quando ainda metalúrgico, como sendo um antro de centenas de picaretas. Eleito chefe da “nação”, inaugurando uma era absolutamente surrealista em nossa História, o “presidente-operário” logo inverteu sua postura em 180 graus e passou a operar em comunhão com os tais picaretas, do que aflorou o escrotérrimo episódio do mensalão. Pois no arraialito as coisas andam a mil, especialmente no que diz respeito a perseguir odiosamente quem ousar não apoiar corrupção. E um amigo de Manoel sofre isso, e nosso herói captou, com câmeras e gravadores ocultos, trabalhando com ajuda de diversos amigos considerados neutros pelos que comandam a perseguição, falas e manifestações dessa turma. É o que se pode verificar adiante, falas, fatos e cenas que nos deixam confiantes no futuro desse lugar chamado Brasil. Enter.
“Temos que acabar com esse cara! Ele é muito perigoso! Não quis participar da jogada de transformação do pedaço, veio com papo de que é ilegal... Ora, tem gente do ramo na obra, quem é que vai discutir com padre o que vai ser dito na missa? O cara é metido a superior, o nome dele sai na TV e nos jornais volta e meia, ele tem amigos na imprensa, ele é compretamente diferente de todo mundo, é um perigo um cara desses solto aqui, no meio da gente!”, essa foi uma fala ouvida num botequim-armazém em que se reúnem tipos do bairro pra jogar sinuquinha antes da hora da janta. O outro fala: “É, ele é metido até! Não tem carro, não tem cachorro, a casa dele não tem parabólica como todo mundo, tá sempre com gatos no jardim e na frente da casa, parece que não é normal... e a gente não sabe se é casado, a vida dele é um mistério, não é como a gente, que tem patroa velha que todo mundo conhece...”. E nosso herói até foi instado a dar notícias sobre o sujeito, mas fingiu receber uma ligação no celular e saiu pra fora, para atender e fingir que estava com dificuldade de ouvir. E saiu de fininho, deixando os tipos lá, conluiados na conspiração. Enter.
Em outra ocasião, no supermercado, Manoel e um amigo portando câmara na caneta clipada no bolso da camisa surpreenderam dois sujeitos falando sobre o assunto: “O negócio é pegar ele! Botar as crianças no lugar todo dia, fazer gritaria na porta do cara sem parar, pra ele aprender a se comportar como gente! E a gente podia também arranjar quem dê um pau nele... mas por enquanto a gente vai jogando sacos com porcaria e pets com mijo no jardim dele, chama os vagabundos da praça pra ir fazer baderna lá, espalha que o cara é louco, que não gosta de criança, diz pras crianças que a casa dele é mal assombrada, o lance é acabar com a paz desse filho da puta, que acha que pode falar em lei se não é nem advogado! Tem um vizinho dele que é de arte marcial e que tá arrumando um jeito de provocar pra ele reagir, e aí, já viu, né... Esse cara a gente nem sabe de onde vem, mas é sujo pra cacete! Já chamou o cara de vagabundo, já disse aos gritos que ele não é homem, e o cara nem reagiu, sabe que não pode, talvez porque esteja sob processo...”, e ficou tudo registrado no gravador do celular e na câmara da caneta do amigo de Manoel. Mas não pára por aí a loucura que vem trazendo uma alegria diferente para os moradores que perseguem um homem que hoje só falta ser assassinado... Enter.
Maria vai uma ou duas vezes por ano ao cabeleireiro, e vai em estabelecimento sem maior glamour. Mas um dia não encontrou como cortar seu cabelo e teve de ir a um salão mais badalado, e eis que lá, sentada entre dondocas, entre elas a mulher de um maioral do arraialito, ouviu as conversas entre as figuras e voltou pra casa horrorizada. As mulheres se referiam ao cara pelo nome, diziam que estão infernizando as manhãs dele usando os próprios filhos, que falam pros filhos gritarem o mais que possam, que aquele lugar tem que virar um inferno pra ver se tiram o cara de lá. Uma delas contou que um dia botou o filho, que ainda engatinha, bem no portão do cara, e ficou em pé olhando pra dentro da casa, provocando e dando risada. Outra falou que inventou musiquinha de deboche e que a ensinou às crianças, para cantarem quando o cara ou gente dele entrarem e saírem da casa. Falavam isso entre risadas de delícia, como se para elas perseguir um idoso e causar-lhe mal estar e constrangimento seja uma adorável atividade de recreio. Maria ouviu tudo tendo engulhos, pensou até em se retirar, mas ficou, por dois motivos: um pra saber mais e mais sobre essa atividade monstruosa dessas mães; outro, porque poderia chamar a atenção desse tipo de criaturas, o que não ajudaria a vítima em nada. A fala mais imunda ela ouviu de uma jovem mamãe que deve ser mulher de outro maioral no arraialito: ela disse com alegria que, um dia, cruzando com o cara quando ela e outras mães, mais babás e crianças, fugiam do temporal que se aproximava, ela virou pro filho, que tem perto de um ano, e ficou dizendo pra ele: “Gritaaaa! Faz barulhoooo!! Gritaaa!! Faz barulhoooo!!!!”, e Maria ficou enojada com a alegria com que a mulher contava o fato, mãe irresponsável, instigando filho inocente contra quem não fez mal a ninguém! E consigo pensava: “Quando o crack pegar esse infeliz talvez ainda na infância, ela vai se horrorizar, achar que é uma injustiça de Deus para com ela...”, e voltou para casa com o coração amassado e a tristeza doendo, pensando na paz que vive com seu Manoel e no absurdo que é a mente dessa gente que vive um câncer na alma, seres carregados do pior dos instintos: o ódio intransitivo! Enter final.
Pois um amigo de Manoel se postou no local maldito munido de câmera e gravador, e ouviu as falas de dois idosos e mais um jovem que relaxavam numa manhã de domingo: “Tem que pegar esse cara de jeito. Ele quer que a gente deixe de desfrutar dessa mudança, e não importa se é ilegal. Teve um que bombardeou a casa dele com tijoladas, foi um bafafá e tanto, não sei como não saiu morte. Era pra dar merda grossa, mas o cara é safo, não caiu no horror! Foi até ameaçado de morte e não reagiu! Até falou com o agressor com bondade, chamando o cara pelo nome, e o agressor tava com craque até a alma, e ainda veio aquele tipo estranho tentar fazer a situação encardir, mas não deu! Mas uma hora a coisa rebenta, e a gente pega o cara... É questão de tempo. O cerco vai se apertando cada vez mais...”. Pois tudo isso, gravações, CDs com filmes, fotos, documentos vários, cópias dos processos injustos, tudo está devidamente registrado e distribuído por corregedorias, Polícia Federal, CNJ, redações e em setores de polícia de capitais. Resta Deus entrar em ação para fazer tudo isso explodir. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!
Examinando os fatos ocorridos no arraialito desde uns três anos pra cá, Manoel se deu conta de um admirável processo de “evolução social”, algo que rima admiravelmente com o que se passa no Congresso, a que nosso ex-presidenti se referiu, quando ainda metalúrgico, como sendo um antro de centenas de picaretas. Eleito chefe da “nação”, inaugurando uma era absolutamente surrealista em nossa História, o “presidente-operário” logo inverteu sua postura em 180 graus e passou a operar em comunhão com os tais picaretas, do que aflorou o escrotérrimo episódio do mensalão. Pois no arraialito as coisas andam a mil, especialmente no que diz respeito a perseguir odiosamente quem ousar não apoiar corrupção. E um amigo de Manoel sofre isso, e nosso herói captou, com câmeras e gravadores ocultos, trabalhando com ajuda de diversos amigos considerados neutros pelos que comandam a perseguição, falas e manifestações dessa turma. É o que se pode verificar adiante, falas, fatos e cenas que nos deixam confiantes no futuro desse lugar chamado Brasil. Enter.
“Temos que acabar com esse cara! Ele é muito perigoso! Não quis participar da jogada de transformação do pedaço, veio com papo de que é ilegal... Ora, tem gente do ramo na obra, quem é que vai discutir com padre o que vai ser dito na missa? O cara é metido a superior, o nome dele sai na TV e nos jornais volta e meia, ele tem amigos na imprensa, ele é compretamente diferente de todo mundo, é um perigo um cara desses solto aqui, no meio da gente!”, essa foi uma fala ouvida num botequim-armazém em que se reúnem tipos do bairro pra jogar sinuquinha antes da hora da janta. O outro fala: “É, ele é metido até! Não tem carro, não tem cachorro, a casa dele não tem parabólica como todo mundo, tá sempre com gatos no jardim e na frente da casa, parece que não é normal... e a gente não sabe se é casado, a vida dele é um mistério, não é como a gente, que tem patroa velha que todo mundo conhece...”. E nosso herói até foi instado a dar notícias sobre o sujeito, mas fingiu receber uma ligação no celular e saiu pra fora, para atender e fingir que estava com dificuldade de ouvir. E saiu de fininho, deixando os tipos lá, conluiados na conspiração. Enter.
Em outra ocasião, no supermercado, Manoel e um amigo portando câmara na caneta clipada no bolso da camisa surpreenderam dois sujeitos falando sobre o assunto: “O negócio é pegar ele! Botar as crianças no lugar todo dia, fazer gritaria na porta do cara sem parar, pra ele aprender a se comportar como gente! E a gente podia também arranjar quem dê um pau nele... mas por enquanto a gente vai jogando sacos com porcaria e pets com mijo no jardim dele, chama os vagabundos da praça pra ir fazer baderna lá, espalha que o cara é louco, que não gosta de criança, diz pras crianças que a casa dele é mal assombrada, o lance é acabar com a paz desse filho da puta, que acha que pode falar em lei se não é nem advogado! Tem um vizinho dele que é de arte marcial e que tá arrumando um jeito de provocar pra ele reagir, e aí, já viu, né... Esse cara a gente nem sabe de onde vem, mas é sujo pra cacete! Já chamou o cara de vagabundo, já disse aos gritos que ele não é homem, e o cara nem reagiu, sabe que não pode, talvez porque esteja sob processo...”, e ficou tudo registrado no gravador do celular e na câmara da caneta do amigo de Manoel. Mas não pára por aí a loucura que vem trazendo uma alegria diferente para os moradores que perseguem um homem que hoje só falta ser assassinado... Enter.
Maria vai uma ou duas vezes por ano ao cabeleireiro, e vai em estabelecimento sem maior glamour. Mas um dia não encontrou como cortar seu cabelo e teve de ir a um salão mais badalado, e eis que lá, sentada entre dondocas, entre elas a mulher de um maioral do arraialito, ouviu as conversas entre as figuras e voltou pra casa horrorizada. As mulheres se referiam ao cara pelo nome, diziam que estão infernizando as manhãs dele usando os próprios filhos, que falam pros filhos gritarem o mais que possam, que aquele lugar tem que virar um inferno pra ver se tiram o cara de lá. Uma delas contou que um dia botou o filho, que ainda engatinha, bem no portão do cara, e ficou em pé olhando pra dentro da casa, provocando e dando risada. Outra falou que inventou musiquinha de deboche e que a ensinou às crianças, para cantarem quando o cara ou gente dele entrarem e saírem da casa. Falavam isso entre risadas de delícia, como se para elas perseguir um idoso e causar-lhe mal estar e constrangimento seja uma adorável atividade de recreio. Maria ouviu tudo tendo engulhos, pensou até em se retirar, mas ficou, por dois motivos: um pra saber mais e mais sobre essa atividade monstruosa dessas mães; outro, porque poderia chamar a atenção desse tipo de criaturas, o que não ajudaria a vítima em nada. A fala mais imunda ela ouviu de uma jovem mamãe que deve ser mulher de outro maioral no arraialito: ela disse com alegria que, um dia, cruzando com o cara quando ela e outras mães, mais babás e crianças, fugiam do temporal que se aproximava, ela virou pro filho, que tem perto de um ano, e ficou dizendo pra ele: “Gritaaaa! Faz barulhoooo!! Gritaaa!! Faz barulhoooo!!!!”, e Maria ficou enojada com a alegria com que a mulher contava o fato, mãe irresponsável, instigando filho inocente contra quem não fez mal a ninguém! E consigo pensava: “Quando o crack pegar esse infeliz talvez ainda na infância, ela vai se horrorizar, achar que é uma injustiça de Deus para com ela...”, e voltou para casa com o coração amassado e a tristeza doendo, pensando na paz que vive com seu Manoel e no absurdo que é a mente dessa gente que vive um câncer na alma, seres carregados do pior dos instintos: o ódio intransitivo! Enter final.
Pois um amigo de Manoel se postou no local maldito munido de câmera e gravador, e ouviu as falas de dois idosos e mais um jovem que relaxavam numa manhã de domingo: “Tem que pegar esse cara de jeito. Ele quer que a gente deixe de desfrutar dessa mudança, e não importa se é ilegal. Teve um que bombardeou a casa dele com tijoladas, foi um bafafá e tanto, não sei como não saiu morte. Era pra dar merda grossa, mas o cara é safo, não caiu no horror! Foi até ameaçado de morte e não reagiu! Até falou com o agressor com bondade, chamando o cara pelo nome, e o agressor tava com craque até a alma, e ainda veio aquele tipo estranho tentar fazer a situação encardir, mas não deu! Mas uma hora a coisa rebenta, e a gente pega o cara... É questão de tempo. O cerco vai se apertando cada vez mais...”. Pois tudo isso, gravações, CDs com filmes, fotos, documentos vários, cópias dos processos injustos, tudo está devidamente registrado e distribuído por corregedorias, Polícia Federal, CNJ, redações e em setores de polícia de capitais. Resta Deus entrar em ação para fazer tudo isso explodir. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, babes!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Manoel de volta e a louca no mundo árabe
Frederico Mendonça de Oliveira
“Voltar ao Brasil depois de semanas bem vividas na Santa Terrinha até assusta! Parece que despencamos em outro universo, onde o ser humano desceu a profundezas tenebrosas. Imaginem se em Trás-os-Montes se veriam essas bestas em lojas perguntando como asnos essa cretina ‘Posso ajudar em alguma coisa?’, como agora é coqueluche no arraial e alhures!”, comenta Manoel, que também não consegue entender motoristas agora darem passagem a pedestres numa cortesia mais para demência do que qualquer outra coisa. “Vão fazer cortesia com o raio que os parta, seus pongos! Se fosse cortesia mesmo, não seria modismo entre caipiras ridículos e ignorantes! É como restringir o pátrio poder, levando a criança a um estado de imponderabilidade que também vai enlouquecê-la, como no caso da mãe que tentava numa lanchonete fazer a filha comer um salgado e que levou um bofetão no rosto e teve de aturar, porque não se pode mais bater em crianças! ‘Raça de víboras!’, como dizia o Cristo...” Nosso herói entrou em loja de celulares, onde pululava um monte de bibas atendendo solertes os consumidores babosos, e eis que logo uma rapariga tola pergunta: “Posso ajudar em alguma coisa?”, ao que Manoel, meio atônito, respondeu perguntando: “Por acaso lhe pareço deficiente ou incapaz de tomar a iniciativa de escolher o que quero?”, e a paspalha se fechou em copas como se ofendida, quando na verdade o ofendido é o babaca feito de otário a quem os vendedores se lançam como tubarões ávidos por vender, por enredar. “Cambada de bundas-sujas, macacos sem rabo, objetos vestidos, instrumentos de monstros capitalistas! Vão pro inferno, estúpidos assumidos!”, comenta Manoel com sua linda Maria, que se diverte com o surrealismo a que seu consorte reage inocentemente, como se isso não fosse algo já completamente instituído e de que advirá um patamar ainda mais degradado, claro. E a linda Maria, levando pra galhofa, propõe: “Por que não perguntas tu, ao entrar na loja, ‘posso ajudar em alguma coisa’ ao primeiro atendente que se aproximar? Tente isso, pode funcionar!”. E assim foram os dois para outra loja, para adquirir uma agendinha e uma balança caseira: a agenda, para o ano letivo de Maria na faculdade; a balança, para Manoel não ser tapeado sujamente como foi há dias, tão logo chegou de Portugal e foi matar as saudades da feira de domingo no arraial. Entraram na loja, e Manoel logo deu com uma atendente lourinha e perguntou a frase cretina. A menina ficou abestalhada, mas riu logo, entendendo que foi lindamente surpreendida. E a manhã ficou mais azul. Enter.
“Bem, ó Maria, essa história do Egito e essa agora da Líbia, isso me cheira a conspiração internacional para botar o mundo árabe na berlinda e conflagrar a III Guerra Mundial, que será a tentativa de esmagamento dos que se opõem ao poder do Império. Quer dizer: os Conquistadores do Mundo lutam pelo domínio planetário há milênios, e odeiam todos os países que resistem mantendo suas culturas vivas. O mundo árabe é um centro onde cultura e religião são milenares também, mas a eles só cabe viver dentro de suas tradições e hábitos, e a Coca Cola já se cansou de não ser aceita por lá. Os ocidentais querem levar para o mundo árabe a estupidez da era do automóvel, a pornografia, a licenciosidade, a depravação, querem coisificar a mulher e gerar o consumismo desenfreado, para que os cofres dos bancos dos Conquistadores se abarrotem com a boçalização do Oriente Médio.” Maria ouve calada e atenta, considerando o quadro que se vai desenhando na Líbia, em que Kahdaffi aparece como ditador por estar há 40 anos no poder – mesmo que apoiado massivamente pela população, que não o deixaria lá não fosse ele um líder de algum modo afinado com seu povo. E considera: “Bem, e o que resulta de períodos de governo de quatro ou cinco anos, que agora se dilatam através de reeleições, em países como esta desgraçada Pindorama? Aqui tudo se deteriora em ritmo vertiginoso, desde instituições as mais essenciais até o simples cotidiano do povo, e vão embora o idioma, a moral, os costumes, destroem-se os valores, a corrupção campeia louca... é isso que se pretende instalar no mundo árabe?”, pergunta Maria a seu apaixonado Manoel, quedado em reflexão sombria. “Pelo que tenho visto através da imprensa do Império – e não temos opção, é o que chega a nós –, parece que vejo o Cristo ao lado de Barrabás, o salteador, e a multidão berrando por soltar o bandido. Quem acionou aquilo senão agitadores mesclados à multidão? A multidão é cega, e os agentes do Império estão mobilizando reações de multidão, em que o dedo invisível aponta para um rumo e todos correm bestamente para lá. Isso me lembra o ‘fenômeno’ dos caras-pintadas brasileiros no tempo da defenestração do Collor, aquela pantomima de mauricinhos e patricinhas de colégios de elite sendo mostrados pela Globo como sendo movimento popular de juventude... e até desconfio que aquilo não passou de um teste de aplicação bélica de aparelho de comunicações para causar efeito político interventivo. Aqui deu certo para os intervencionistas... e agora acontece aquele pau pra lá e não sabemos de que lado vem a ‘revolta’, ou se isso é orquestração para demonizar a cultura árabe perante o mundo.... Enter final.
“Pois é fato que os EUA apoiavam o regime do Mubarak, e quando ele ficou mal das pernas por pura deterioração do esquema de poder os gringos logo tiraram o apoio. Obama e caterva, aliados à elite e aos burocratas corruptos da autocracia egípcia e o establishment euroamericano, estão querendo é se livrar apenas de Mubarak e tudo voltar ao ‘normal’. E a poeira está baixando por lá. Os militares já vão ficando no poder. Como dantes, ó linda!”. E o casal já se reorganiza no arraial, onde a festa da corrupção prossegue em paz, sem novidade nenhuma senão aumento estratosférico de salários para os políticos e a visão patética dos poderes conluiados como bando de hienas devorando a carne da vítima. Os gatos do casal se comportaram como gente grande na ausência dos donos, não são como os pongos do arraial, horda de loucos de pedra criando cães e gerando o inferno de latidos coletivos – especialmente durante o “horário nobre”, que é quando os cães estúpidos mais latem em cadeia – tanto quanto explicitando instintos bárbaros, a cada dia mais agressivos. “As tatuagens se alastram nos corpos dos bugres, todos parecem marginais, vestidos como corsários, dá medo e espanto: as mulheres aderem a tatuagem sem preocupação com ridículo ou recato, parecem umas perdidas! Será que as ‘revoluções no mundo árabe’ visam também despir as mulheres das vestes tradicionais e transformá-las nesse lixo que são as ocidentais?”. E Gaddafi balança na Líbia, perdendo o apoio dos chacais ocidentais, e vamos esperando pra ver no que dá essa patacoada. “Que dê em radicalização islâmica!”, sonha Manoel, com música árabe rolando nas veias, como seus ancestrais. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1018 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 574dias também sob mordaça...
“Voltar ao Brasil depois de semanas bem vividas na Santa Terrinha até assusta! Parece que despencamos em outro universo, onde o ser humano desceu a profundezas tenebrosas. Imaginem se em Trás-os-Montes se veriam essas bestas em lojas perguntando como asnos essa cretina ‘Posso ajudar em alguma coisa?’, como agora é coqueluche no arraial e alhures!”, comenta Manoel, que também não consegue entender motoristas agora darem passagem a pedestres numa cortesia mais para demência do que qualquer outra coisa. “Vão fazer cortesia com o raio que os parta, seus pongos! Se fosse cortesia mesmo, não seria modismo entre caipiras ridículos e ignorantes! É como restringir o pátrio poder, levando a criança a um estado de imponderabilidade que também vai enlouquecê-la, como no caso da mãe que tentava numa lanchonete fazer a filha comer um salgado e que levou um bofetão no rosto e teve de aturar, porque não se pode mais bater em crianças! ‘Raça de víboras!’, como dizia o Cristo...” Nosso herói entrou em loja de celulares, onde pululava um monte de bibas atendendo solertes os consumidores babosos, e eis que logo uma rapariga tola pergunta: “Posso ajudar em alguma coisa?”, ao que Manoel, meio atônito, respondeu perguntando: “Por acaso lhe pareço deficiente ou incapaz de tomar a iniciativa de escolher o que quero?”, e a paspalha se fechou em copas como se ofendida, quando na verdade o ofendido é o babaca feito de otário a quem os vendedores se lançam como tubarões ávidos por vender, por enredar. “Cambada de bundas-sujas, macacos sem rabo, objetos vestidos, instrumentos de monstros capitalistas! Vão pro inferno, estúpidos assumidos!”, comenta Manoel com sua linda Maria, que se diverte com o surrealismo a que seu consorte reage inocentemente, como se isso não fosse algo já completamente instituído e de que advirá um patamar ainda mais degradado, claro. E a linda Maria, levando pra galhofa, propõe: “Por que não perguntas tu, ao entrar na loja, ‘posso ajudar em alguma coisa’ ao primeiro atendente que se aproximar? Tente isso, pode funcionar!”. E assim foram os dois para outra loja, para adquirir uma agendinha e uma balança caseira: a agenda, para o ano letivo de Maria na faculdade; a balança, para Manoel não ser tapeado sujamente como foi há dias, tão logo chegou de Portugal e foi matar as saudades da feira de domingo no arraial. Entraram na loja, e Manoel logo deu com uma atendente lourinha e perguntou a frase cretina. A menina ficou abestalhada, mas riu logo, entendendo que foi lindamente surpreendida. E a manhã ficou mais azul. Enter.
“Bem, ó Maria, essa história do Egito e essa agora da Líbia, isso me cheira a conspiração internacional para botar o mundo árabe na berlinda e conflagrar a III Guerra Mundial, que será a tentativa de esmagamento dos que se opõem ao poder do Império. Quer dizer: os Conquistadores do Mundo lutam pelo domínio planetário há milênios, e odeiam todos os países que resistem mantendo suas culturas vivas. O mundo árabe é um centro onde cultura e religião são milenares também, mas a eles só cabe viver dentro de suas tradições e hábitos, e a Coca Cola já se cansou de não ser aceita por lá. Os ocidentais querem levar para o mundo árabe a estupidez da era do automóvel, a pornografia, a licenciosidade, a depravação, querem coisificar a mulher e gerar o consumismo desenfreado, para que os cofres dos bancos dos Conquistadores se abarrotem com a boçalização do Oriente Médio.” Maria ouve calada e atenta, considerando o quadro que se vai desenhando na Líbia, em que Kahdaffi aparece como ditador por estar há 40 anos no poder – mesmo que apoiado massivamente pela população, que não o deixaria lá não fosse ele um líder de algum modo afinado com seu povo. E considera: “Bem, e o que resulta de períodos de governo de quatro ou cinco anos, que agora se dilatam através de reeleições, em países como esta desgraçada Pindorama? Aqui tudo se deteriora em ritmo vertiginoso, desde instituições as mais essenciais até o simples cotidiano do povo, e vão embora o idioma, a moral, os costumes, destroem-se os valores, a corrupção campeia louca... é isso que se pretende instalar no mundo árabe?”, pergunta Maria a seu apaixonado Manoel, quedado em reflexão sombria. “Pelo que tenho visto através da imprensa do Império – e não temos opção, é o que chega a nós –, parece que vejo o Cristo ao lado de Barrabás, o salteador, e a multidão berrando por soltar o bandido. Quem acionou aquilo senão agitadores mesclados à multidão? A multidão é cega, e os agentes do Império estão mobilizando reações de multidão, em que o dedo invisível aponta para um rumo e todos correm bestamente para lá. Isso me lembra o ‘fenômeno’ dos caras-pintadas brasileiros no tempo da defenestração do Collor, aquela pantomima de mauricinhos e patricinhas de colégios de elite sendo mostrados pela Globo como sendo movimento popular de juventude... e até desconfio que aquilo não passou de um teste de aplicação bélica de aparelho de comunicações para causar efeito político interventivo. Aqui deu certo para os intervencionistas... e agora acontece aquele pau pra lá e não sabemos de que lado vem a ‘revolta’, ou se isso é orquestração para demonizar a cultura árabe perante o mundo.... Enter final.
“Pois é fato que os EUA apoiavam o regime do Mubarak, e quando ele ficou mal das pernas por pura deterioração do esquema de poder os gringos logo tiraram o apoio. Obama e caterva, aliados à elite e aos burocratas corruptos da autocracia egípcia e o establishment euroamericano, estão querendo é se livrar apenas de Mubarak e tudo voltar ao ‘normal’. E a poeira está baixando por lá. Os militares já vão ficando no poder. Como dantes, ó linda!”. E o casal já se reorganiza no arraial, onde a festa da corrupção prossegue em paz, sem novidade nenhuma senão aumento estratosférico de salários para os políticos e a visão patética dos poderes conluiados como bando de hienas devorando a carne da vítima. Os gatos do casal se comportaram como gente grande na ausência dos donos, não são como os pongos do arraial, horda de loucos de pedra criando cães e gerando o inferno de latidos coletivos – especialmente durante o “horário nobre”, que é quando os cães estúpidos mais latem em cadeia – tanto quanto explicitando instintos bárbaros, a cada dia mais agressivos. “As tatuagens se alastram nos corpos dos bugres, todos parecem marginais, vestidos como corsários, dá medo e espanto: as mulheres aderem a tatuagem sem preocupação com ridículo ou recato, parecem umas perdidas! Será que as ‘revoluções no mundo árabe’ visam também despir as mulheres das vestes tradicionais e transformá-las nesse lixo que são as ocidentais?”. E Gaddafi balança na Líbia, perdendo o apoio dos chacais ocidentais, e vamos esperando pra ver no que dá essa patacoada. “Que dê em radicalização islâmica!”, sonha Manoel, com música árabe rolando nas veias, como seus ancestrais. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 1018 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 574dias também sob mordaça...
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