Frederico Mendonça de Oliveira
“Ó Maria, de que servem organizações lusófonas ocupadas com preservar o Português, se o que acontece direto e reto é a depredação diária e diuturna do idioma através da burrificação coletiva e da estupidez promovida pelo Sistema em todos os níveis?”, pergunta nosso herói a sua amada, que o ouve concentrada avaliando os teores da pergunta. Manoel voltou a mil, depois de um mergulho em estudos transcendentais, de que tirou um belíssimo lastro para seu aperfeiçoamento e de sua linda Maria. Houve um grande salto de qualidade com as grandes descobertas e aprofundamentos, mas cresceu feiamente o abismo entre o casal e o mundo esmerdeado e em galopante desmantelamento que o cerca. E, claro, é um mundo em que o casal não se insere de forma nenhuma, casal cada vez mais fugindo da estupidez generalizada. Bem, vamos ao front. Enter.
“O idioma se depreda na medida exatamente proporcional ao desmantelamento do social. Estão sendo amputados os pronomes oblíquos, por exemplo, não só nestas montanhas apinhadas de macacos sem rabo, de bugres movidos a desejos primários, e essa macacada ocorre em todos os níveis sociais. A burguesia local fala um pouco mais corretamente – ou menos incorretamente – mas não está preocupada com o idioma em si, patrimônio da comunidade que o utiliza, por ser o instrumento que nos expressa. Os objetos vestidos do Sistema falam abertamente ‘E ela não convidou eu pra ir na festa’. Seria correto dizer ‘E ela não me convidou para ir à festa’. A lógica dos ignorantes vai suprimindo tudo que os obriga a pensar ou a lembrar. Eles vão se fazendo entender através de sua rusticidade que sonha não a simplificação, mas a primarização total, pois querem mais tempo de vazio na vida, o que lhes permitirá encher as cucas de mais desejos de matéria e de desejos só desejos mesmo. E assim vão se bestializando e rumando para a comunicação dos animais, que tem códigos extremamente primários e sem mais que, digamos, cinco emissões de significado. Aliás, por aqui se corrompe o idioma pela preposição. Quando comecei a conviver com esses tipos mal falantes, logo percebi o mau uso das preposições. Ir na festa ou no cinema significa ir lá com outra intenção que não participar do que as duas coisas oferecem. Ir na festa seria para fazer outra coisa, como ir verificar, excluído da função, se alguém estava lá e fazendo o quê. Ação de espião, por exemplo; e ir no cinema seria parecido, como ir levar moedas de troco para alguém que lá estivesse, na bilheteria, digamos. Nada de assistir ao filme. E trocar o pronome oblíquo pelo reto é baixar o nível para contornar escolha de correção gramatical. ‘Pra que isso?’, pensam esses pongídeos, que, por outro lado, costumam corromper o oposto: ‘Tinha muita coisa pra mim fazer’. Um pacóvio da imprensa local, por exemplo, que lembra o perfil dos primatas, chafurdava nos erros da publicação, uma farra. Depois, por injunções várias, veio uma purificada na titica, mas o sujeito e seus pares prosseguem toupeiraças nas vírgulas, por exemplo, e as idéias editoriais, especialmente os cabeçalhos de primeira página, são verdadeiros tiros de bestialidade”, considera Manoel, sob o olhar absorvente de sua linda. Enter.
“É uma ruína crescente, e não nos consola Gilberto Freyre dizer que o Português é fadado à extinção por ser complexo demais. Alfabetizado em Inglês, ele fala de cima a respeito do que espera os dois idiomas. Mas não levou em conta, nisso, que a deseducação imposta à Pindorama promove e acelera a depredação. Como conservar um idioma se se destrói quem o utiliza e se é desmontada a estrutura física de sua sustentação, que são a Educação e a Cultura? Não é isso, ó linda?”
E Maria assume: “E o cara que andou presidente por oito anos nesse lugar comentou, a respeito do problema do WikiLeaks, mais precisamente do affair Assange, que o culpado foi o que criou a ‘mensage’, não o que divulgou a ‘mensage’, e isso ilustra o que tu falas, ó meu Manoel”. E fala penalizada com a grosseria que é obrigada a reportar por imposição de ofício, pois abraçou a problemática da Educação como sua atividade. “E tu não vistes uma das chamadas de capa de O Globo de hoje, falando de cruzeiros marítimos – essa nova festa de imbecis turistas navegantes – e dando um soco no olho do leitor?”, e Manoel vai ao monitor olhar, e lá está: “Cruzeiros investem em mordomia 24 horas à bordo”. “Bordo é substantivo masculino, cacilda, e o jornalista não deve saber nem o que é substantivo, e periga nem saber o que é masculino!”, fala Manoel com cara de sacana para sua Maria que lhe sorri de volta com os lindos olhos. “Se o cara vacila já de cara nessa, saberá o que é crase? A menos que alguém lhe explicasse muito bem que ele pode ser um ser craseado, ou seja, que vive duas realidades de condição sexual, ele jamais aprenderá como usar ou não a mistura do a preposição com o a artigo...”, prosseguiu Manoel com mordacidade educada, sob o olhar doce e picante de sua linda. E a conversa vira para questões de preservação e depredação cultural, e a Tailândia entrou em cena como novidade que anda assustando os estrangeiros. Enter.
“A nova mania na Tailândia, naqueles confins asiáticos, é o caraoquê, veja só, ó linda! A palavra vem do japonês, karaoke, formado de kara, 'vazio', e oke, redução de okesutora, 'orquestra'. Ou seja, fundo musical sem canto, ou back ground, ou bg. Isso virou febre lá, e houve uma feia reação: atiradores começaram a ‘coibir’ a prática, em defesa de valores tradicionais da cultura local, que rejeita energicamente essa merdificação do canto, a entrega do microfone para o leigo, para o desejoso de fazer o que sonha e que não tem preparo para fazê-lo. E uma das canções preferidas nessa é ‘My Way’, aquela bosta gravada pelo Sinatra já senil. Então em uma semana foram eliminados literalmente, a tiros, uns 30 caraoqueiros, parece que justo quando cantavam a infamérrima My Way... Que achas disso, ó linda?”, pergunta Manoel. Enter final.
“Digo-lhe, meu Manoel: soa-me que a civilização morre. O progresso tecnológico joga os seres para um passado, bestializa tudo e todos, e a reação a isso tem de ser radical, ou morrerá no nascedouro esmagada pela força do capital cancerígeno. Temos muito a falar ainda sobre isso.”, e Maria leva seu Manoel para lá... E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 974 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 525 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Mudanças ou paralisia pela frente?
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel prossegue em recesso neste fim de 2010, ano que para alguns encerra uma década e que trouxe curiosas mudanças no Brasil e no Mundo – para outros, a década acabou no fim de 2009, faça as contas. Uma das mudanças foi a eleição da primeira presidenta brasileira, o que mostra que brasileiros não consideram a testosterona dominante um ingrediente fundamental pra a ascensão ao Palácio do Planalto como autoridade mor nesta Pindorama desvairada. Tida como a última façanha do esparolado Lula da Çilva, a eleição de Dilma revela outras nuances, mas o trêfego “desocupante” da primeira cadeira quer porque quer para si os louros da novidade depois de 121 anos de República protagonizados por bofes. Outra mudança curiosa: os donos do Mundo elegerem – sim, sim!, são eles que “elegem”! – um negro, ops!, afroamericano para a Casa Branca, deixando racistas na bronca e integracionistas boquiabertos. A mudança que não ocorreu com Obama na Casa Branca é que anda confundindo as cucas dos zumbis humanos, andróides e humanóides – sem contar milhões mais assemelhados a antropóides, basta ver o que fazem de suas vidas. Esses seres esperavam que Obama inaugurasse uma nova era comandando – qual!... – os EUA, os otários babosos. E outra mudança que chapou geral foi o ataque aviônico e posterior implosão das Torres Gêmeas, ícones arquitetônicos maiores do capitalismo selvagem, evento até hoje absolutamente sem explicação, muito embora a mídia do Império tenha criado a fantasia demente de que foram aqueles árabes estampados na mídia do Império os responsáveis, valendo como prova rota disso um carro abandonado e tendo em seu interior um manual de pilotagem em árabe... no aeroporto de que teria supostamente saído um dos vôos E nessa loucura se insere um avião que não existiu atingindo o Pentágono – na verdade atingido por míssil terra-terra –, um avião que não foi abatido lá não sei onde e um prédio, o nº 5 do complexo WT, que caiu sem qualquer motivo. Ó Manoel!, help! Enter.
Bem, o que também valeu como novidade foi o pícnico retirante filho de mãe que nasceu analfabeta inverter radicalmente seu discurso tão logo subiu a malfadada rampa. A fala “curta e grossa” dos tempos de metalúrgico fajuto querendo ser chefe “defe paíf” e o tom de denúncia e de radicalidade vociferado por 25 anos contra a corrupção e o lobby tirânico burguês deram lugar a uma postura beirando o histriônico e recheada de falas inconseqüentes – quase sempre sob efeito de etanol – e a uma aceitação vil para com desmandos, tendo as duas gestões de PT no Planalto revelado uma tendência a cair na farra da corrupção como jamais se vira antes “nefte paíf”. Uma dessas falas-pérolas de “desradicalização” ocorreu quando o cara falou para um grupo de atletas paraolímpicos, fala histórica de pinguço, inspiração etílica vazia e escrota: "Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física. Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar, mas ele não pode me olhar porque ele é cego. Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo? Agora, você está olhando pra mim... ". A descerimonialização/coloquialização das falas em público substituiu o discurso do metalúrgico “de esquerda” fingindo ira santa, aquele grosseirão que parecia estar no extremo oposto de seus antecessores, especialmente o asqueroso e degenerador – eca! – FHC. Pois assistimos a uma inversão radical, e a era Lula nos tomou o que poderíamos considerar como um décimo de nossas vidas. E isso, somado a outro décimo consumido pelo tucano Gallochmouth e a mais duas décadas e tal de ditadura, nos deixa diante de um saldo desanimador. Quase meia vida sob estupidez e descalabro instituídos. São essas as Suas linhas tortas, ó Pai?? Enter.
Bem, se ficou o episódio das torres gêmeas sem explicação, por aqui tivemos uma década de várias merdas feias sem explicação também: a explosão da P36, até hoje sem qualquer conclusão pericial mínima; Alcântara, episódio horrendo até hoje envolto em mistério e silêncio E JÁ AMPLAMENTE DENUNCIADO COMO SABOTAGEM COMPROVADA pelo relatório Schlechting; a tragédia do vôo 1907 (29 de setembro de 2006, um Boeing 737-800 SFP da Gol Transportes Aéreos, prefixo PR-GTD, 154 pessoas a bordo, sumiu dos radares aéreos às 16h48min – UTC-3 – indo de Manaus para Brasília. Teria colidido com um Legacy que ia em sentido oposto para os EUA, e o Legacy saiu inteiro de uma colisão que é física e tecnicamente IMPOSSÍVEL. Foi divulgado posteriormente que não houve colisão: o Boeing foi explodido. Por isso o Legacy desligou o transponder e saiu da aerovia quase meia hora antes: para não receber estilhaços da explosão planejada. O Legacy era o laranja na história. O nome disso é SABOTAGEM); a tragédia do vôo 3054, em que TODOS os comandos do Airbus A 320-233 simplesmente desobedeceram aos pilotos, fato inédito na história da aviação mundial e inexplicável pela pluralidade da pane – o que aponta GRITANTEMENTE PARA SABOTAGEM. Decadazinha danada, hem??? Enter.
E agora entra Dilma no corredor da História, e prosseguimos com cara de cow watching the train passing by, muito embora nos tenham feito votar, e tenhamos votado contra a tucanagem, pois seria simplesmente pura desgraça termos mandando neste lugar um tipo como José Serra, cacete, puta merda!!! Então tiramos essa coisa de nossas vidas pisoteadas apostando em algo digno depois de uma história pífia e degenerada iniciada em 1500. Dilma será digna? Teremos esperança de uma atuação séria que nos traga perspectivas maiores de ganho de soberania? Teremos algo mais que bolsa isso e aquilo, que acobertamento monstruosamente criminoso de corrupção, que falas estúpidas sobre tudo que acontece? Teremos Dilma envergando bonés, pegando guitarras, subindo em skates, fazendo embaixadas com bolas, envergando camisas de times, ou o decoro e a compostura virão AFINAL, e virá uma estrutura de poder mais séria e digna? Enter final.
Saímos da ditadura militar e entramos na ditadura da corrupção. Os poderes estão cancerificados, totalmente carentes de conteúdo moral. O Executivo se estraçalhou com o mensalão e outros cocôs feios, só restando agora a frágil esperança na seriedade de Dona Dilma; o Legislativo está mergulhado em farra e orgia e totalmente dissociado do que representaria, e não há esperanças de regeneração daquilo; o Judiciário está em crise de conteúdo, máquina emperrada e beirando um colapso e, o que é pior, desacreditado de todos. Até dos próprios membros, pois, como disse Edson Vidigal, presidente do STJ, em declaração à rede Globo, “a Justiça brasileira é tarda e falha”. E chega por 2010. Que Deus nos olhe. E viva Santo Expedito! Oremos. Té pro ano, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 967 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 518 dias também sob mordaça...
Manoel prossegue em recesso neste fim de 2010, ano que para alguns encerra uma década e que trouxe curiosas mudanças no Brasil e no Mundo – para outros, a década acabou no fim de 2009, faça as contas. Uma das mudanças foi a eleição da primeira presidenta brasileira, o que mostra que brasileiros não consideram a testosterona dominante um ingrediente fundamental pra a ascensão ao Palácio do Planalto como autoridade mor nesta Pindorama desvairada. Tida como a última façanha do esparolado Lula da Çilva, a eleição de Dilma revela outras nuances, mas o trêfego “desocupante” da primeira cadeira quer porque quer para si os louros da novidade depois de 121 anos de República protagonizados por bofes. Outra mudança curiosa: os donos do Mundo elegerem – sim, sim!, são eles que “elegem”! – um negro, ops!, afroamericano para a Casa Branca, deixando racistas na bronca e integracionistas boquiabertos. A mudança que não ocorreu com Obama na Casa Branca é que anda confundindo as cucas dos zumbis humanos, andróides e humanóides – sem contar milhões mais assemelhados a antropóides, basta ver o que fazem de suas vidas. Esses seres esperavam que Obama inaugurasse uma nova era comandando – qual!... – os EUA, os otários babosos. E outra mudança que chapou geral foi o ataque aviônico e posterior implosão das Torres Gêmeas, ícones arquitetônicos maiores do capitalismo selvagem, evento até hoje absolutamente sem explicação, muito embora a mídia do Império tenha criado a fantasia demente de que foram aqueles árabes estampados na mídia do Império os responsáveis, valendo como prova rota disso um carro abandonado e tendo em seu interior um manual de pilotagem em árabe... no aeroporto de que teria supostamente saído um dos vôos E nessa loucura se insere um avião que não existiu atingindo o Pentágono – na verdade atingido por míssil terra-terra –, um avião que não foi abatido lá não sei onde e um prédio, o nº 5 do complexo WT, que caiu sem qualquer motivo. Ó Manoel!, help! Enter.
Bem, o que também valeu como novidade foi o pícnico retirante filho de mãe que nasceu analfabeta inverter radicalmente seu discurso tão logo subiu a malfadada rampa. A fala “curta e grossa” dos tempos de metalúrgico fajuto querendo ser chefe “defe paíf” e o tom de denúncia e de radicalidade vociferado por 25 anos contra a corrupção e o lobby tirânico burguês deram lugar a uma postura beirando o histriônico e recheada de falas inconseqüentes – quase sempre sob efeito de etanol – e a uma aceitação vil para com desmandos, tendo as duas gestões de PT no Planalto revelado uma tendência a cair na farra da corrupção como jamais se vira antes “nefte paíf”. Uma dessas falas-pérolas de “desradicalização” ocorreu quando o cara falou para um grupo de atletas paraolímpicos, fala histórica de pinguço, inspiração etílica vazia e escrota: "Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física. Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar, mas ele não pode me olhar porque ele é cego. Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo? Agora, você está olhando pra mim... ". A descerimonialização/coloquialização das falas em público substituiu o discurso do metalúrgico “de esquerda” fingindo ira santa, aquele grosseirão que parecia estar no extremo oposto de seus antecessores, especialmente o asqueroso e degenerador – eca! – FHC. Pois assistimos a uma inversão radical, e a era Lula nos tomou o que poderíamos considerar como um décimo de nossas vidas. E isso, somado a outro décimo consumido pelo tucano Gallochmouth e a mais duas décadas e tal de ditadura, nos deixa diante de um saldo desanimador. Quase meia vida sob estupidez e descalabro instituídos. São essas as Suas linhas tortas, ó Pai?? Enter.
Bem, se ficou o episódio das torres gêmeas sem explicação, por aqui tivemos uma década de várias merdas feias sem explicação também: a explosão da P36, até hoje sem qualquer conclusão pericial mínima; Alcântara, episódio horrendo até hoje envolto em mistério e silêncio E JÁ AMPLAMENTE DENUNCIADO COMO SABOTAGEM COMPROVADA pelo relatório Schlechting; a tragédia do vôo 1907 (29 de setembro de 2006, um Boeing 737-800 SFP da Gol Transportes Aéreos, prefixo PR-GTD, 154 pessoas a bordo, sumiu dos radares aéreos às 16h48min – UTC-3 – indo de Manaus para Brasília. Teria colidido com um Legacy que ia em sentido oposto para os EUA, e o Legacy saiu inteiro de uma colisão que é física e tecnicamente IMPOSSÍVEL. Foi divulgado posteriormente que não houve colisão: o Boeing foi explodido. Por isso o Legacy desligou o transponder e saiu da aerovia quase meia hora antes: para não receber estilhaços da explosão planejada. O Legacy era o laranja na história. O nome disso é SABOTAGEM); a tragédia do vôo 3054, em que TODOS os comandos do Airbus A 320-233 simplesmente desobedeceram aos pilotos, fato inédito na história da aviação mundial e inexplicável pela pluralidade da pane – o que aponta GRITANTEMENTE PARA SABOTAGEM. Decadazinha danada, hem??? Enter.
E agora entra Dilma no corredor da História, e prosseguimos com cara de cow watching the train passing by, muito embora nos tenham feito votar, e tenhamos votado contra a tucanagem, pois seria simplesmente pura desgraça termos mandando neste lugar um tipo como José Serra, cacete, puta merda!!! Então tiramos essa coisa de nossas vidas pisoteadas apostando em algo digno depois de uma história pífia e degenerada iniciada em 1500. Dilma será digna? Teremos esperança de uma atuação séria que nos traga perspectivas maiores de ganho de soberania? Teremos algo mais que bolsa isso e aquilo, que acobertamento monstruosamente criminoso de corrupção, que falas estúpidas sobre tudo que acontece? Teremos Dilma envergando bonés, pegando guitarras, subindo em skates, fazendo embaixadas com bolas, envergando camisas de times, ou o decoro e a compostura virão AFINAL, e virá uma estrutura de poder mais séria e digna? Enter final.
Saímos da ditadura militar e entramos na ditadura da corrupção. Os poderes estão cancerificados, totalmente carentes de conteúdo moral. O Executivo se estraçalhou com o mensalão e outros cocôs feios, só restando agora a frágil esperança na seriedade de Dona Dilma; o Legislativo está mergulhado em farra e orgia e totalmente dissociado do que representaria, e não há esperanças de regeneração daquilo; o Judiciário está em crise de conteúdo, máquina emperrada e beirando um colapso e, o que é pior, desacreditado de todos. Até dos próprios membros, pois, como disse Edson Vidigal, presidente do STJ, em declaração à rede Globo, “a Justiça brasileira é tarda e falha”. E chega por 2010. Que Deus nos olhe. E viva Santo Expedito! Oremos. Té pro ano, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 967 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 518 dias também sob mordaça...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Poucas e boas na Pindorama e alhures
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel prossegue assoberbado com pesquisas que logo serão reveladas aqui, e a nós cabe assumir a coluna até que volte nosso herói de seu mergulho a profundezas científicas. Pois a nós não falta o que detonar, e já começamos estas “mal traçadas” (bem traçadinhas, cá pra nós, que ninguém nos ouça: mal traçadas são as porcarias que se publicam na imprensa do Império e nos jornalões da Pindorama...) trazendo à luz uma sujeira bem ao estilo da política degenerada deste lugar que ainda chamamos de Brasil. Pois é: nem subiu Dilma Roussef a famigerada rampa do Planalto e já se publica na imprensa amestrada escândalo envolvendo um futuro ministro, convidado para titular da pasta do Turismo, de nome desconhecido de todos nós, mas muito conhecido do monarca maranhense José Sarney. Seguramente terá vindo daí a indicação... A notícia saiu no Estadão, tradicional jornal brazuca paulistano censurado há 511 dias justamente por denunciar maracutaias da família que explora o estado de Gonçalves Dias: “O peemedebista Pedro Novais (MA), que integrará o governo Dilma, gastou R$ 2.156,00 no Motel Caribe, em São Luís; a nota fiscal foi anexada à prestação de contas de junho para justificar o uso de verbas destinadas à atividade parlamentar”. Bem, eles dizem que festa em motel é atividade parlamentar... e durma-se com um barulho desses... Enter.
E a patuscada já se consolida como tira-gosto do que virá sob Madame Dilma, ai de nós e do país-lugar em que nos vemos atolados. Vejam só a gracinha: “O futuro ministro do Turismo no governo de Dilma Rousseff pediu à Câmara dos Deputados o ressarcimento por despesas em um motel de São Luís (MA). Indicado pelo comando do PMDB e aliado de José Sarney, o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) apresentou uma nota fiscal de R$ 2.156,00 do Motel Caribe na prestação de contas da verba indenizatória de junho”. O distinto parlamentar agora ministro orça pelos 80 anos. Puta merda, haja viagra, ou prótese! Ou que diabo de festa é essa que parece ter durado um tempão, talvez dias? Se a suíte mais cara, batizada de “Bahamas” – com piscina, ducha, sauna etc –, foi o cenário da esbórnia, como ficou sabido na reportagem do Estado, e se seu custo por 24 horas é de aproximadamente R$ 392, e se a despesa a ser ressarcida com – nosso – dinheiro público foi de R$ 2156, a festa teria durado cinco dias e meio!... a menos que nosso garanhão – ou seria apenas um generoso anfitrião sexual chegado a voyeurismo? – turístico incluísse também na frascarice os gastos de praxe, champanhe, uísque e tal (e o e tal seria o mais caro). E, segundo já apurado pela imprensa e por este blog, a festa reunia 15 casais... o que levou um tuiteiro a comentar que seria servido cardápio tendo surubim como pièce de résistence, hehehe... Enter.
Na coluna do Cláudio Humberto saiu esta perolita: “Ministro assustado: o futuro ministro Pedro Novais (Turismo) saía ontem de seu gabinete no anexo 4 da Câmara, e jornalistas o interpelaram sobre uma festa. Reagiu assustado: ‘Festa? Que festa?’ e sumiu no elevador privativo”. Eis aí nossa pátria amada idolatrada salve salve. O distinto mensalmente ganha, como “verba de apoio”, fora o salário, simplesmente R$ 32 mil, LIVREZINHOS DE DENTES E GARRAS DO LEÃO!!! E ele quer ressarcimento de uma festa de arromba num motel??? Ou seja, quer que paguemos a suruba, ops!, a confraternização??? Ora, ministro, está muito certo o comentário em uma notícia no Estadão, em que sua atividade terá um acréscimo descritivo: ministro do Turismo Sexual!... Haja libido e potência, hem, Sua Excelência!!!..., porque libido e potência monetária não lhe faltam, e essa força toda é tirada do suor dos brasileiros que batalham pra comer e pagar as próprias contas e mais as festanças do nobre ministro!!!... E lá vem a desculpa esfarrapada: “Depois de confirmar a festa, na reportagem do Estadão, e admitir que errou ao cobrar a despesa da Câmara, Novais vai divulgar nota, na tarde desta quarta-feira, negando tudo, e culpando um assessor”. Assessor, aliás, que deve ganhar – muito bem, muito bem, claro! – pra isso: pra segurar as consequências de qualquer rabo de foguete... Enter.
A foto que aparece do fuzarqueiro é eloquente, fala mais que dez mil palavras: olhando assustado, olhos arregalados, as pelancas do pescoço bem visíveis, cara de cachorro caído de mudança ou que quebrou o prato... mas as “imunidades” estão aí para justamente defender Sua Excelência da sanha justiceira desses invejosos que não fazem outra coisa que tentar alimentar escândalos de coisas tão triviais como festinhas de autoridades... E essa carantonha de picareta flagrado com a boca na botija deve estar entrando em cadeia nacional por esse país-lugar, porque os parlamentares congêneres de nosso herói sexual, ops!, turístico, sevandijas que votaram seu aumento de salários para outro patamar ainda mais astronômico se comparado com o dinheirão que já ganhavam, devem sentir algum tipo de frisson na coluna quando consideram que um dia o ódio de classe dos impiedosamente explorados/excluídos possa vir a se materializar em linchamento mesmo, não linchamento moral – porque esses sudras nada sabem a respeito de moral... Cá pra nós (one more time), não é possível que esses pelintras não tenham algum medo, porque, não resta dúvida, têm o chamado orifício anal, e reza o ditado: “Quem tem c(X) tem medo!”... Enter final.
Bem, mudando de assunto, lá está o Vaticano às voltas com as vítimas do Holocausto. E Pio XII, morto em 1958, está de novo na berlinda por ter sido ministro do Vaticano em Berlim antes da II Guerra. Acusam-no de não ter denunciado o holocausto judeu. Será que esse assunto vai varar o terceiro milênio? Cacete, é duro viver topando com essa discussão amplificada por uma jeremiada que não acaba! O fato é que o Vaticano teria, segundo os integrantes de uma associação, a Força Tarefa para Cooperação Internacional na Educação, Lembrança e Pesquisa do Holocausto (ITF), desistido de assinar um acordo para passar a integrar essa coisa, sustentam diplomatas americanos conforme documento vazado pelo WikiLeaks. “De acordo com reportagem do jornal britânico "Guardian", a número dois da embaixada dos EUA no Vaticano, Julieta Valls Noyes, afirmou que a Santa Sé voltou atrás em relação a um acordo prévio, por escrito, que o tornaria observador na organização”. E nós vemos que não haverá jamais qualquer possibilidade de paz no planeta enquanto não acabar a Segunda Guerra, que é mantida viva por outros meios que não o combate aberto. Hitler terá morrido em 1945, Stálin, Churchill e Roosevelt, sem contar Truman, já comem capim pela raiz há décadas, Mussolini foi pendurado com sua Clara Petacci de cabeça pra baixo, todo o alto comando alemão foi enforcado, e a Segunda Guerra não acaba nunca??? Pô, gente, muda o disco!!! E viva Santo Expedito! Oremus. Bye, babes.
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 960 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 511 dias também sob mordaça...
Manoel prossegue assoberbado com pesquisas que logo serão reveladas aqui, e a nós cabe assumir a coluna até que volte nosso herói de seu mergulho a profundezas científicas. Pois a nós não falta o que detonar, e já começamos estas “mal traçadas” (bem traçadinhas, cá pra nós, que ninguém nos ouça: mal traçadas são as porcarias que se publicam na imprensa do Império e nos jornalões da Pindorama...) trazendo à luz uma sujeira bem ao estilo da política degenerada deste lugar que ainda chamamos de Brasil. Pois é: nem subiu Dilma Roussef a famigerada rampa do Planalto e já se publica na imprensa amestrada escândalo envolvendo um futuro ministro, convidado para titular da pasta do Turismo, de nome desconhecido de todos nós, mas muito conhecido do monarca maranhense José Sarney. Seguramente terá vindo daí a indicação... A notícia saiu no Estadão, tradicional jornal brazuca paulistano censurado há 511 dias justamente por denunciar maracutaias da família que explora o estado de Gonçalves Dias: “O peemedebista Pedro Novais (MA), que integrará o governo Dilma, gastou R$ 2.156,00 no Motel Caribe, em São Luís; a nota fiscal foi anexada à prestação de contas de junho para justificar o uso de verbas destinadas à atividade parlamentar”. Bem, eles dizem que festa em motel é atividade parlamentar... e durma-se com um barulho desses... Enter.
E a patuscada já se consolida como tira-gosto do que virá sob Madame Dilma, ai de nós e do país-lugar em que nos vemos atolados. Vejam só a gracinha: “O futuro ministro do Turismo no governo de Dilma Rousseff pediu à Câmara dos Deputados o ressarcimento por despesas em um motel de São Luís (MA). Indicado pelo comando do PMDB e aliado de José Sarney, o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) apresentou uma nota fiscal de R$ 2.156,00 do Motel Caribe na prestação de contas da verba indenizatória de junho”. O distinto parlamentar agora ministro orça pelos 80 anos. Puta merda, haja viagra, ou prótese! Ou que diabo de festa é essa que parece ter durado um tempão, talvez dias? Se a suíte mais cara, batizada de “Bahamas” – com piscina, ducha, sauna etc –, foi o cenário da esbórnia, como ficou sabido na reportagem do Estado, e se seu custo por 24 horas é de aproximadamente R$ 392, e se a despesa a ser ressarcida com – nosso – dinheiro público foi de R$ 2156, a festa teria durado cinco dias e meio!... a menos que nosso garanhão – ou seria apenas um generoso anfitrião sexual chegado a voyeurismo? – turístico incluísse também na frascarice os gastos de praxe, champanhe, uísque e tal (e o e tal seria o mais caro). E, segundo já apurado pela imprensa e por este blog, a festa reunia 15 casais... o que levou um tuiteiro a comentar que seria servido cardápio tendo surubim como pièce de résistence, hehehe... Enter.
Na coluna do Cláudio Humberto saiu esta perolita: “Ministro assustado: o futuro ministro Pedro Novais (Turismo) saía ontem de seu gabinete no anexo 4 da Câmara, e jornalistas o interpelaram sobre uma festa. Reagiu assustado: ‘Festa? Que festa?’ e sumiu no elevador privativo”. Eis aí nossa pátria amada idolatrada salve salve. O distinto mensalmente ganha, como “verba de apoio”, fora o salário, simplesmente R$ 32 mil, LIVREZINHOS DE DENTES E GARRAS DO LEÃO!!! E ele quer ressarcimento de uma festa de arromba num motel??? Ou seja, quer que paguemos a suruba, ops!, a confraternização??? Ora, ministro, está muito certo o comentário em uma notícia no Estadão, em que sua atividade terá um acréscimo descritivo: ministro do Turismo Sexual!... Haja libido e potência, hem, Sua Excelência!!!..., porque libido e potência monetária não lhe faltam, e essa força toda é tirada do suor dos brasileiros que batalham pra comer e pagar as próprias contas e mais as festanças do nobre ministro!!!... E lá vem a desculpa esfarrapada: “Depois de confirmar a festa, na reportagem do Estadão, e admitir que errou ao cobrar a despesa da Câmara, Novais vai divulgar nota, na tarde desta quarta-feira, negando tudo, e culpando um assessor”. Assessor, aliás, que deve ganhar – muito bem, muito bem, claro! – pra isso: pra segurar as consequências de qualquer rabo de foguete... Enter.
A foto que aparece do fuzarqueiro é eloquente, fala mais que dez mil palavras: olhando assustado, olhos arregalados, as pelancas do pescoço bem visíveis, cara de cachorro caído de mudança ou que quebrou o prato... mas as “imunidades” estão aí para justamente defender Sua Excelência da sanha justiceira desses invejosos que não fazem outra coisa que tentar alimentar escândalos de coisas tão triviais como festinhas de autoridades... E essa carantonha de picareta flagrado com a boca na botija deve estar entrando em cadeia nacional por esse país-lugar, porque os parlamentares congêneres de nosso herói sexual, ops!, turístico, sevandijas que votaram seu aumento de salários para outro patamar ainda mais astronômico se comparado com o dinheirão que já ganhavam, devem sentir algum tipo de frisson na coluna quando consideram que um dia o ódio de classe dos impiedosamente explorados/excluídos possa vir a se materializar em linchamento mesmo, não linchamento moral – porque esses sudras nada sabem a respeito de moral... Cá pra nós (one more time), não é possível que esses pelintras não tenham algum medo, porque, não resta dúvida, têm o chamado orifício anal, e reza o ditado: “Quem tem c(X) tem medo!”... Enter final.
Bem, mudando de assunto, lá está o Vaticano às voltas com as vítimas do Holocausto. E Pio XII, morto em 1958, está de novo na berlinda por ter sido ministro do Vaticano em Berlim antes da II Guerra. Acusam-no de não ter denunciado o holocausto judeu. Será que esse assunto vai varar o terceiro milênio? Cacete, é duro viver topando com essa discussão amplificada por uma jeremiada que não acaba! O fato é que o Vaticano teria, segundo os integrantes de uma associação, a Força Tarefa para Cooperação Internacional na Educação, Lembrança e Pesquisa do Holocausto (ITF), desistido de assinar um acordo para passar a integrar essa coisa, sustentam diplomatas americanos conforme documento vazado pelo WikiLeaks. “De acordo com reportagem do jornal britânico "Guardian", a número dois da embaixada dos EUA no Vaticano, Julieta Valls Noyes, afirmou que a Santa Sé voltou atrás em relação a um acordo prévio, por escrito, que o tornaria observador na organização”. E nós vemos que não haverá jamais qualquer possibilidade de paz no planeta enquanto não acabar a Segunda Guerra, que é mantida viva por outros meios que não o combate aberto. Hitler terá morrido em 1945, Stálin, Churchill e Roosevelt, sem contar Truman, já comem capim pela raiz há décadas, Mussolini foi pendurado com sua Clara Petacci de cabeça pra baixo, todo o alto comando alemão foi enforcado, e a Segunda Guerra não acaba nunca??? Pô, gente, muda o disco!!! E viva Santo Expedito! Oremus. Bye, babes.
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 960 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 511 dias também sob mordaça...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Hienas, papagaios e mixórdia na mídia
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel continua atolado de pesquisas, e cumprimos nossa tarefa de cobrir com artigos-tampão essa pedida de tempo solicitada por nosso herói. E para tanto fazemos o de sempre: uma varredura nas primeiras páginas dos jornalões em busca de algo que mereça nossa atenção e empenho.
Confessamos que anda difícil. Desde o fim da Tribuna da Imprensa e o fim de publicações ainda um pouco sérias na área dos jornalões, ler coisa válida e artigos de gente lúcida vem sendo praticamente impossível. E como não vivemos atrás de blogs, embora esta vá se impor como única saída dentro de pouco tempo, ainda varremos as boçais e/ou escrotas primeiras páginas das folhas da vida, boletins descarados dos que mantêm sob torniquete este planetinha em convulsão. Este intróito pode até feder a nariz-de-cera, mas fede é mais ainda: já vem logo mostrando as carantonhas ensebadas e catinguentas de maquiagem – à la Berlusconi – dos Civita, dos Bloch, dos Marinho, desses que fazem da imprensa um meio de enriquecer às custas de bestializar e boçalizar a macacada o mais que puderem. E o assunto que escapou hoje da triagem do Império é a nova lei que Chávez submete hoje ao Congresso venezuelano, e isso aparece, claro, sob o dedo invisível do Império, dedo que aponta autoritariamente para a necessária senão imperiosa tarefa macabra de demonização do líder bolivariano. Isto para que Tio Sam, aquele monstro abjeto, reine sossegado sobre todos nós, especialmente mantendo aquela cartola sinistra, aquele dedo voltado para nossos narizes e aquele sorriso infernal. “We want you!”, diz aquele depravado yankee, sob quem toda a Humanidade hoje padece, e gente como Chávez deve ser eliminada do mapa, simplesmente porque, como Ahmadinejad, Kadhafi e outros seres refratários a submissão, o líder venezuelano se nega a se curvar ao Império e com isso mostrar a bunda aos seus patrícios. Enter.
“O departamento de Estado americano criticou na quarta-feira, 15, a tentativa do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de aprovar uma lei que lhe permite governar por decreto por 12 meses. O venezuelano respondeu com críticas à ‘arrogância do Império’. A Lei Habilitante será votada hoje em segundo turno pela Assembleia Nacional, de ampla maioria chavista”, diz a cabeça da notícia no Estadão. Bem, que o departamento de Estado americano critique o que lhe desagrada, problema deles. Quem é o departamento de Estado naquela pocilga de país onde impera o materialismo desenfreado e onde os ícones culturais são a Coca-Cola, o Jeans, o automóvel e o hambúrguer? Que vá à merda esse departamento com seus babaquaras engravatados obedientes a poderes ocultos que eles mal sonham existir - ou de que são agentes na caradura! Bem, Chávez não hesita em mandá-los à merda de barquinho, respondendo na lata dos gringos com um belo desaforo sem cerimônia. É como aquilo de a Carla Bruni, que dizem ter sido garota de programa antes se deitar com o presidente francês e que já apareceu nua na coluna social da Folha tapando com os braços e a mão os mamilos e o pelame – será que tem? – pubiano, atacar de militante em defesa da iraniana condenada pela lei e pela tradição religiosa do Irã. A resposta de Ahmadinejad foi clara: “Não damos ouvidos a prostitutas”, coisa assim. O que gente como la Bruni e outros estropícios a quem ela se curva querem é que a mulherada árabe vire esse tipo de coisa que pulula no Ocidente: uma legião de mulheres coisificadas, desfrutáveis, sem parâmetros morais, objetos assumidos de prazer, objetos vestidos – mal ou sumariamente, quase sempre – se entregando sem pestanejar para qualquer bunda-suja que lhe fizer qualquer corte (ô) “pra ver que bicho dá”, e, se vier a gravidez, bem, tem bolsa disso e daquilo e ainda a possibilidade de meter um advogado no idiota para quem ela deu para saciar o cio de ignorante sem miolos dentro da cachola. Enter.
“A oposição venezuelana acusa Chávez de tentar aprovar a lei às pressas para se sobrepor à nova legislatura, que toma posse em janeiro, na qual o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) perderá a maioria qualificada de dois terços”. Bem, a nova legislatura é resultado de investimento pesado norte-americano infiltrando insatisfação em setores atrasados da população, sobre os quais se opera um tipo de populismo assistencialista para compra eleitoral - leia-se, em outras palavras, intervenção em assuntos internos venezuelanos. A oscilação de opinião pode ser resultado de muitos fatores, mas um dos mais eficazes é a velha e depravada compra de votos. E a vida econômica na Venezuela não é nenhum paraíso. Então os agentes do Império infiltrados no país podem agir com alguma certeza de sucesso fazendo uso do que aqui, nesta maravilha de cloaca em que nos fazem chafurdar, é tradição de mais de século para eleger os montes de pulhas que vemos ocupar cadeiras no Congresso desde que Deodoro e Floriano foram sucedidos por civis. Até aí, tudo certo, ou erradíssimo, mas não é o que nos interessa. O que vale registro, por exemplo, é a opinião emitida por leitores, em sua maioria uns equinos, que não se vexam de exprimir asneiras como a que se segue: “Gostaria de ver o chavez como mussulini, de ponta cabeça”. Quem assina esse primor de psicopatologia é um certo – ou incertíssimo – Caetano Santos. Primeiro, não é chavez nem mussulini, é Chávez e Mussolini; segundo, esse psicopata não tem a menor idéia do que sua boca bosteja: simplesmente porque ele nem suspeita de quem terá praticado uma das mais horrendas manifestações de monstruosidade como o que foi feito contra um líder nacionalista. E essa besta não fareja um grãozinho que seja da podridão que ele proferiu: Mussolini não é acusado de massacres, a ele não se imputam crimes de guerra, nada. Por que matar e pendurar de cabeça pra baixo um líder que integrou uma aliança nacionalista internacional e só fez mobilizar a Itália para uma ideologia como outra qualquer? Esse suposto Caetano Santos parece um ser doentio com fantasia de genocídio em seu espírito infernizado. Simplesmente porque NÃO SE TRATA DISSO o caso de Chávez nem tem sentido a execução monstruosa de Mussolini – nome que o maluquete nem sabe escrever... Mas é isso que o Império quer: imbecis votando contra Chávez, imbecis defendendo a intervenção internacional anti nacionalista, bocós palrando como papagaios imitadores o que a mídia do Império defeca nas populações destas américas latrinas... Enter final.
Bem, Chávez, que não é um Tiririca nem um Jáder Barbalho, dispara sem contar até dois: “Em resposta às críticas dos EUA, Chávez acusou Washington de tramar um complô para desacreditá-lo. ‘Temos que nos proteger da arrogância imperial’, disse. Eles repetem o discurso da ultradireita e de seus lacaios daqui’”. Ora, encerramos com uma colocação inequívoca: se os que acusam Chávez de ditador são os mesmos que massacram o povo palestino, submetem o Afeganistão e o Iraque, intervêm em qualquer estrutura social que não se dobre a eles, que valor terá o que esses seres opinem a respeito do quê? Vão comer hambúrgueres e beber cocacola, seus loucos sanguissedentos! E saibam que os que pensam não duvidam de que de vocês só pode vir monstruosidade e destruição... E viva Santo Expedito! Oremos. Té pra semana, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 953 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 504 dias também sob mordaça...
Manoel continua atolado de pesquisas, e cumprimos nossa tarefa de cobrir com artigos-tampão essa pedida de tempo solicitada por nosso herói. E para tanto fazemos o de sempre: uma varredura nas primeiras páginas dos jornalões em busca de algo que mereça nossa atenção e empenho.
Confessamos que anda difícil. Desde o fim da Tribuna da Imprensa e o fim de publicações ainda um pouco sérias na área dos jornalões, ler coisa válida e artigos de gente lúcida vem sendo praticamente impossível. E como não vivemos atrás de blogs, embora esta vá se impor como única saída dentro de pouco tempo, ainda varremos as boçais e/ou escrotas primeiras páginas das folhas da vida, boletins descarados dos que mantêm sob torniquete este planetinha em convulsão. Este intróito pode até feder a nariz-de-cera, mas fede é mais ainda: já vem logo mostrando as carantonhas ensebadas e catinguentas de maquiagem – à la Berlusconi – dos Civita, dos Bloch, dos Marinho, desses que fazem da imprensa um meio de enriquecer às custas de bestializar e boçalizar a macacada o mais que puderem. E o assunto que escapou hoje da triagem do Império é a nova lei que Chávez submete hoje ao Congresso venezuelano, e isso aparece, claro, sob o dedo invisível do Império, dedo que aponta autoritariamente para a necessária senão imperiosa tarefa macabra de demonização do líder bolivariano. Isto para que Tio Sam, aquele monstro abjeto, reine sossegado sobre todos nós, especialmente mantendo aquela cartola sinistra, aquele dedo voltado para nossos narizes e aquele sorriso infernal. “We want you!”, diz aquele depravado yankee, sob quem toda a Humanidade hoje padece, e gente como Chávez deve ser eliminada do mapa, simplesmente porque, como Ahmadinejad, Kadhafi e outros seres refratários a submissão, o líder venezuelano se nega a se curvar ao Império e com isso mostrar a bunda aos seus patrícios. Enter.
“O departamento de Estado americano criticou na quarta-feira, 15, a tentativa do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de aprovar uma lei que lhe permite governar por decreto por 12 meses. O venezuelano respondeu com críticas à ‘arrogância do Império’. A Lei Habilitante será votada hoje em segundo turno pela Assembleia Nacional, de ampla maioria chavista”, diz a cabeça da notícia no Estadão. Bem, que o departamento de Estado americano critique o que lhe desagrada, problema deles. Quem é o departamento de Estado naquela pocilga de país onde impera o materialismo desenfreado e onde os ícones culturais são a Coca-Cola, o Jeans, o automóvel e o hambúrguer? Que vá à merda esse departamento com seus babaquaras engravatados obedientes a poderes ocultos que eles mal sonham existir - ou de que são agentes na caradura! Bem, Chávez não hesita em mandá-los à merda de barquinho, respondendo na lata dos gringos com um belo desaforo sem cerimônia. É como aquilo de a Carla Bruni, que dizem ter sido garota de programa antes se deitar com o presidente francês e que já apareceu nua na coluna social da Folha tapando com os braços e a mão os mamilos e o pelame – será que tem? – pubiano, atacar de militante em defesa da iraniana condenada pela lei e pela tradição religiosa do Irã. A resposta de Ahmadinejad foi clara: “Não damos ouvidos a prostitutas”, coisa assim. O que gente como la Bruni e outros estropícios a quem ela se curva querem é que a mulherada árabe vire esse tipo de coisa que pulula no Ocidente: uma legião de mulheres coisificadas, desfrutáveis, sem parâmetros morais, objetos assumidos de prazer, objetos vestidos – mal ou sumariamente, quase sempre – se entregando sem pestanejar para qualquer bunda-suja que lhe fizer qualquer corte (ô) “pra ver que bicho dá”, e, se vier a gravidez, bem, tem bolsa disso e daquilo e ainda a possibilidade de meter um advogado no idiota para quem ela deu para saciar o cio de ignorante sem miolos dentro da cachola. Enter.
“A oposição venezuelana acusa Chávez de tentar aprovar a lei às pressas para se sobrepor à nova legislatura, que toma posse em janeiro, na qual o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) perderá a maioria qualificada de dois terços”. Bem, a nova legislatura é resultado de investimento pesado norte-americano infiltrando insatisfação em setores atrasados da população, sobre os quais se opera um tipo de populismo assistencialista para compra eleitoral - leia-se, em outras palavras, intervenção em assuntos internos venezuelanos. A oscilação de opinião pode ser resultado de muitos fatores, mas um dos mais eficazes é a velha e depravada compra de votos. E a vida econômica na Venezuela não é nenhum paraíso. Então os agentes do Império infiltrados no país podem agir com alguma certeza de sucesso fazendo uso do que aqui, nesta maravilha de cloaca em que nos fazem chafurdar, é tradição de mais de século para eleger os montes de pulhas que vemos ocupar cadeiras no Congresso desde que Deodoro e Floriano foram sucedidos por civis. Até aí, tudo certo, ou erradíssimo, mas não é o que nos interessa. O que vale registro, por exemplo, é a opinião emitida por leitores, em sua maioria uns equinos, que não se vexam de exprimir asneiras como a que se segue: “Gostaria de ver o chavez como mussulini, de ponta cabeça”. Quem assina esse primor de psicopatologia é um certo – ou incertíssimo – Caetano Santos. Primeiro, não é chavez nem mussulini, é Chávez e Mussolini; segundo, esse psicopata não tem a menor idéia do que sua boca bosteja: simplesmente porque ele nem suspeita de quem terá praticado uma das mais horrendas manifestações de monstruosidade como o que foi feito contra um líder nacionalista. E essa besta não fareja um grãozinho que seja da podridão que ele proferiu: Mussolini não é acusado de massacres, a ele não se imputam crimes de guerra, nada. Por que matar e pendurar de cabeça pra baixo um líder que integrou uma aliança nacionalista internacional e só fez mobilizar a Itália para uma ideologia como outra qualquer? Esse suposto Caetano Santos parece um ser doentio com fantasia de genocídio em seu espírito infernizado. Simplesmente porque NÃO SE TRATA DISSO o caso de Chávez nem tem sentido a execução monstruosa de Mussolini – nome que o maluquete nem sabe escrever... Mas é isso que o Império quer: imbecis votando contra Chávez, imbecis defendendo a intervenção internacional anti nacionalista, bocós palrando como papagaios imitadores o que a mídia do Império defeca nas populações destas américas latrinas... Enter final.
Bem, Chávez, que não é um Tiririca nem um Jáder Barbalho, dispara sem contar até dois: “Em resposta às críticas dos EUA, Chávez acusou Washington de tramar um complô para desacreditá-lo. ‘Temos que nos proteger da arrogância imperial’, disse. Eles repetem o discurso da ultradireita e de seus lacaios daqui’”. Ora, encerramos com uma colocação inequívoca: se os que acusam Chávez de ditador são os mesmos que massacram o povo palestino, submetem o Afeganistão e o Iraque, intervêm em qualquer estrutura social que não se dobre a eles, que valor terá o que esses seres opinem a respeito do quê? Vão comer hambúrgueres e beber cocacola, seus loucos sanguissedentos! E saibam que os que pensam não duvidam de que de vocês só pode vir monstruosidade e destruição... E viva Santo Expedito! Oremos. Té pra semana, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 953 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 504 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Manoel pede um tempo por uns tempos
Frederico Mendonça de Oliveira
Envolvido com estudos copiosos e de grande dificuldade de incorporação pelo volume e profundidade de conteúdo, Manoel pede um tempo por uns tempos e passa a nós o espaço semanal para troca de idéias e informações. E assumimos o trampo e o tranco de cara, sem pestanejar. Logo abordamos os fatos mais malucos do momento, fatos que não interessam à mídia do Império, ou os que interessam justamente para serem alvejados de alguma forma: tesourados, deformados, desviados, invertidos, manipulados, usados criminosamente, coisas assim. Começa logo com a questão WikiLeaks, essa tremenda confa gerada pela publicação de informações sobre ações criminosas da central de comando do Império, nos EUA. E eis que, indo à luta, logo deparamos com o insondável, com o desequilíbrio, com o vago. É que a imprensa do Império não tem nenhum interesse em esclarecer os fatos que começam a assombrar o mundo. De saída, fomos buscar indícios da encrenca na Folha, e logo aparece uma visão embaralhada e sem norte, protagonizada por Lula da Filva, o Çilva I, colocada a fala do quase ex-presidente como gancho de uma impalpável notícia sobre o assunto. Tudo fica vago, como convém. E sentimos o jeitinho brasileiro sendo posto pra funcionar. Enter.
Lá vem a Folha: “O presidente criticou a busca mundial feita por Assange (??). ‘Ele desnuda a diplomacia, que parecia inatingível e a mais certa do mundo, e começa uma busca. Não sei se colocaram cartaz como no tempo do faroeste, procura-se vivo ou morto, e prenderam o rapaz. Não vi um voto de protesto’, disse. Lula pediu aos assessores que comecem a fazer manifestação no Blog do Planalto. ‘Vamos fazer o primeiro protesto então contra a liberdade de expressão na internet (,) porque o rapaz estava colocando lá apenas o que ele leu. E se ele leu é porque alguém escreveu. O culpado não é quem divulgou, mas quem escreveu a bobagem. Então, que fique aqui meu protesto’, afirmou o presidente”. Estivesse Manoel aqui e logo denunciaria a completa dubiedade dessa matéria e da própria fala do Çilva I, sempre soando a cacarejo, senão a bostejo, como diriam professores do Colégio Militar do Rio nos anos 50. O trêfego petista maior conseguiu impor um estilo histriônico e banalizante em relação a tudo. É um Midas às avessas, que reduz todo assunto em que toca a conteúdo de miserê, de titica. Vejam a fala completamente desalinhada e paradoxal: “Vamos fazer o primeiro protesto então contra a liberdade de expressão na internet porque o rapaz estava colocando lá apenas o que ele leu”. Parece uma outra fala dele, dizendo que foi quem mais lutou contra a ética... Mas acabou que conseguimos ordenar a questão, chegamos a informações mais consistentes, e vai o que interessa a todos os seres do Cristo – não somos evangélicos, pô! – e do bem: “O site WikiLeaks já divulgou documentos sigilosos sobre guerras do Iraque e do Afeganistão e revela agora correspondências diplomáticas dos EUA e afeta, entre outros, o WikiLeaks Brasil. O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos secretos de vários países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. Divulgou no último domingo cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA que revelaram segredos da política externa americana. Os documentos foram publicados pelos jornais The Guardian, New York Times, Le Monde e El País e pela revista alemã Der Spiegel e se referem desde os anos 1960 ao início de 2010”. Enter.
Os Conquistadores do Mundo, isto é, o Império, que envolve os donos do planeta e sua equipe monstruosa espalhada pelos quatro cantos do mundo, querem que tudo seja feito ao gosto e interesse deles, e isso não pode ser sabido pelas vítimas desse esquema. Os monstros dominadores intervencionistas, sempre tomados de ódio e fantasia de vingança, seres sanguissedentos, tacham cinicamente de “adeptos de teorias da conspiração” os que descobrem a armação conspiratória deles, que é tão clara quanto funesta, mas o sigilo que impõem a seu esquema é tal que a Humanidade vive bovinamente sob cabresto e não tem como se organizar. E é justamente para evitar qualquer organização, qualquer mobilização, que existe o descomunal esquema de “comunicação”, justamente para evitar a comunicação entre os seres por eles controlados. E esses seres são simplesmente TODA A HUMANIDADE. Então o papel do WikiLeaks é de suma importância no que desvenda o que os dominadores ávidos e desalmados fazem contra a macacada vestida que deambula bestamente na superfície desta bola malsinada, o planeta Terra. Enter.
Pois eis que prenderam semana passada o homem do WikiLeaks alegando prática de crime sexual. Estivesse Manoel na raia e logo viria a estupefação: “Na Suécia?? Crime sexual na Suécia??”, porque trata-se do país em que o sexo não tem fronteiras, segundo o que se diz no mundo inteiro. Preocupados com essa história tão estranha quanto intrigantemente oportuna e conveniente para os reis do Império, flagrados com a boca na botija pelo que o site revelou, fomos atrás de subsídios.
E chegamos a algo concreto, sempre via internet, setor em que a censura – ainda! – não pode incidir: “As acusações contra Assange na Suécia são absurdas e foram consideradas absurdas pela Procuradora-chefe sueca, que já havia encerrado o caso, até que uma figura política importante entrou em cena, e o caso foi reaberto”. E lá vai Pepe Escobar abrindo o jogo em seu Asia Times Online: “Como disse Mark Stephens, advogado londrino de Assange, falando a ATO News no fim-de-semana, os procuradores suecos caçam Assange ‘não por alguma acusação de estupro, como disseram antes’, mas por prática conhecida como ‘sex by surprise’, a qual, disse Stephens, ‘envolve multa de 5.000 kronor, cerca de 715 dólares’. Stephens acrescentou que ‘Nem sabemos o que significa ‘sex by surprise’. 'Ninguém nos falou sobre isso', disse.”. Na calçada, à frente do tribunal de Westminster, o consagrado jornalista John Pilger, que acompanha a maluquice, resumiu tudo: “Os suecos deveriam ter vergonha do que fizeram.” E prossegue Escobar: “Nada confirmado até agora, mas especula-se que a tal ‘figura política importante’ talvez tenha as maneiras sombrias do velho estilo da velha CIA. Mas a parte mais absurda é que a própria ‘Miss A’ (uma das envolvidas no sex by surprise) contou a um tabloide sueco que ‘jamais pensara ou desejara acusar Assange de estupro’. Talvez devesse contar também à nova Procuradora”. Enter final.
Para quem quiser ver as coisas mais de perto vão, abaixo, três links. Um mostra o trêfego Çilva I falando – com delícia, pois adora ter uma platéia diante de si – sobre o fato e misturando bolas, como sempre. Outro é o link da matéria sobre o escândalo, no ATO News. Outro ainda, e brabo, permite entrar na encrenca de cabeça. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
http://www.viomundo.com.br/politica/a-solidariedade-de-lula-ao-wikileaks.html
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-imperador-nu-prega-%e2%80%9csex-by-surprise%e2%80%9d.html
http://213.251.145.96/
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 946 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 497 dias também sob mordaça...
Envolvido com estudos copiosos e de grande dificuldade de incorporação pelo volume e profundidade de conteúdo, Manoel pede um tempo por uns tempos e passa a nós o espaço semanal para troca de idéias e informações. E assumimos o trampo e o tranco de cara, sem pestanejar. Logo abordamos os fatos mais malucos do momento, fatos que não interessam à mídia do Império, ou os que interessam justamente para serem alvejados de alguma forma: tesourados, deformados, desviados, invertidos, manipulados, usados criminosamente, coisas assim. Começa logo com a questão WikiLeaks, essa tremenda confa gerada pela publicação de informações sobre ações criminosas da central de comando do Império, nos EUA. E eis que, indo à luta, logo deparamos com o insondável, com o desequilíbrio, com o vago. É que a imprensa do Império não tem nenhum interesse em esclarecer os fatos que começam a assombrar o mundo. De saída, fomos buscar indícios da encrenca na Folha, e logo aparece uma visão embaralhada e sem norte, protagonizada por Lula da Filva, o Çilva I, colocada a fala do quase ex-presidente como gancho de uma impalpável notícia sobre o assunto. Tudo fica vago, como convém. E sentimos o jeitinho brasileiro sendo posto pra funcionar. Enter.
Lá vem a Folha: “O presidente criticou a busca mundial feita por Assange (??). ‘Ele desnuda a diplomacia, que parecia inatingível e a mais certa do mundo, e começa uma busca. Não sei se colocaram cartaz como no tempo do faroeste, procura-se vivo ou morto, e prenderam o rapaz. Não vi um voto de protesto’, disse. Lula pediu aos assessores que comecem a fazer manifestação no Blog do Planalto. ‘Vamos fazer o primeiro protesto então contra a liberdade de expressão na internet (,) porque o rapaz estava colocando lá apenas o que ele leu. E se ele leu é porque alguém escreveu. O culpado não é quem divulgou, mas quem escreveu a bobagem. Então, que fique aqui meu protesto’, afirmou o presidente”. Estivesse Manoel aqui e logo denunciaria a completa dubiedade dessa matéria e da própria fala do Çilva I, sempre soando a cacarejo, senão a bostejo, como diriam professores do Colégio Militar do Rio nos anos 50. O trêfego petista maior conseguiu impor um estilo histriônico e banalizante em relação a tudo. É um Midas às avessas, que reduz todo assunto em que toca a conteúdo de miserê, de titica. Vejam a fala completamente desalinhada e paradoxal: “Vamos fazer o primeiro protesto então contra a liberdade de expressão na internet porque o rapaz estava colocando lá apenas o que ele leu”. Parece uma outra fala dele, dizendo que foi quem mais lutou contra a ética... Mas acabou que conseguimos ordenar a questão, chegamos a informações mais consistentes, e vai o que interessa a todos os seres do Cristo – não somos evangélicos, pô! – e do bem: “O site WikiLeaks já divulgou documentos sigilosos sobre guerras do Iraque e do Afeganistão e revela agora correspondências diplomáticas dos EUA e afeta, entre outros, o WikiLeaks Brasil. O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos secretos de vários países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. Divulgou no último domingo cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA que revelaram segredos da política externa americana. Os documentos foram publicados pelos jornais The Guardian, New York Times, Le Monde e El País e pela revista alemã Der Spiegel e se referem desde os anos 1960 ao início de 2010”. Enter.
Os Conquistadores do Mundo, isto é, o Império, que envolve os donos do planeta e sua equipe monstruosa espalhada pelos quatro cantos do mundo, querem que tudo seja feito ao gosto e interesse deles, e isso não pode ser sabido pelas vítimas desse esquema. Os monstros dominadores intervencionistas, sempre tomados de ódio e fantasia de vingança, seres sanguissedentos, tacham cinicamente de “adeptos de teorias da conspiração” os que descobrem a armação conspiratória deles, que é tão clara quanto funesta, mas o sigilo que impõem a seu esquema é tal que a Humanidade vive bovinamente sob cabresto e não tem como se organizar. E é justamente para evitar qualquer organização, qualquer mobilização, que existe o descomunal esquema de “comunicação”, justamente para evitar a comunicação entre os seres por eles controlados. E esses seres são simplesmente TODA A HUMANIDADE. Então o papel do WikiLeaks é de suma importância no que desvenda o que os dominadores ávidos e desalmados fazem contra a macacada vestida que deambula bestamente na superfície desta bola malsinada, o planeta Terra. Enter.
Pois eis que prenderam semana passada o homem do WikiLeaks alegando prática de crime sexual. Estivesse Manoel na raia e logo viria a estupefação: “Na Suécia?? Crime sexual na Suécia??”, porque trata-se do país em que o sexo não tem fronteiras, segundo o que se diz no mundo inteiro. Preocupados com essa história tão estranha quanto intrigantemente oportuna e conveniente para os reis do Império, flagrados com a boca na botija pelo que o site revelou, fomos atrás de subsídios.
E chegamos a algo concreto, sempre via internet, setor em que a censura – ainda! – não pode incidir: “As acusações contra Assange na Suécia são absurdas e foram consideradas absurdas pela Procuradora-chefe sueca, que já havia encerrado o caso, até que uma figura política importante entrou em cena, e o caso foi reaberto”. E lá vai Pepe Escobar abrindo o jogo em seu Asia Times Online: “Como disse Mark Stephens, advogado londrino de Assange, falando a ATO News no fim-de-semana, os procuradores suecos caçam Assange ‘não por alguma acusação de estupro, como disseram antes’, mas por prática conhecida como ‘sex by surprise’, a qual, disse Stephens, ‘envolve multa de 5.000 kronor, cerca de 715 dólares’. Stephens acrescentou que ‘Nem sabemos o que significa ‘sex by surprise’. 'Ninguém nos falou sobre isso', disse.”. Na calçada, à frente do tribunal de Westminster, o consagrado jornalista John Pilger, que acompanha a maluquice, resumiu tudo: “Os suecos deveriam ter vergonha do que fizeram.” E prossegue Escobar: “Nada confirmado até agora, mas especula-se que a tal ‘figura política importante’ talvez tenha as maneiras sombrias do velho estilo da velha CIA. Mas a parte mais absurda é que a própria ‘Miss A’ (uma das envolvidas no sex by surprise) contou a um tabloide sueco que ‘jamais pensara ou desejara acusar Assange de estupro’. Talvez devesse contar também à nova Procuradora”. Enter final.
Para quem quiser ver as coisas mais de perto vão, abaixo, três links. Um mostra o trêfego Çilva I falando – com delícia, pois adora ter uma platéia diante de si – sobre o fato e misturando bolas, como sempre. Outro é o link da matéria sobre o escândalo, no ATO News. Outro ainda, e brabo, permite entrar na encrenca de cabeça. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
http://www.viomundo.com.br/politica/a-solidariedade-de-lula-ao-wikileaks.html
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-imperador-nu-prega-%e2%80%9csex-by-surprise%e2%80%9d.html
http://213.251.145.96/
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 946 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 497 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Manoel e o colapso dos institutos
Frederico Mendonça de Oliveira
“Pois é, pois pois. Fiquei sabendo, ó Maria, que uma funcionária de uma empresa foi despedida por ter aliviado seus gases intestinais não sei se com estampido, se com fetidez sulfídrica, se com os dois. Não sei quem sentiu ou ouviu o malfadado flato, o fato é que isto valeu uma demissão para a pobre emitente do gás liberado em ambiente adverso. Mas parece-me a mim e a muitos outros seres atentos para com tais fatos aberrativos ou naturais – quem não alivia seus intestinos pressionados por gases? – que livrar-se de gases é lícito, desde que não causando lesão ou dano a pessoas ou ambientes. Que te parece, ó linda? Concordas com a demissão da pobre?”, pergunta Manoel, considerando os curvilíneos volumes de sua amada, que se ajeita na cadeira para dar prosseguimento ao diálogo. Enter.
“Tu não acreditas, ó Manoel, mas acabo de dar de cara com uma notícia enviada por uma colega de escola secundária que sempre me envia fatos bizarros para curtição. Trata-se do teor de um despacho judicial tratando justamente desse assunto. Veja aqui no vídeo”. E Maria abre sua caixa postal e exibe o material para seu abestalhado Manoel. A combinação de termos e de ambientes, isto é, o juridiquês empolado usando até latim para se referir a emissões gasosas de intestinos e as imagens que passam por nossas mentes lembrando tribunais e, claro, as partes emitentes dos gases e a sonoridade característica e sempre hilariante deles acaba gerando uma propensão ao divertimento, e Manoel já olha para as palavras do texto com expressão a caminho do riso. E o texto acaba realmente risível, inusitada que é a combinação de tais conteúdos. Segue o texto. Enter.
“RECORRENTE: Coorpu's Com Serv de Produtos Para Estet/ RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição/ EMENTA - PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO.
Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante. Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal.
Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais.” Enter.
“Vê, Manoel, como tudo é tão relativo. Todos sabemos das pressões sociais agindo em nossa fisiologia, todos vivemos às voltas com evitar emitir gases em momentos ou locais considerados impróprios, mas punir quem deixa escapar um sonoro e/ou malcheiroso pum me parece algo além dos limites. Se o autor do disparo o faz de forma acintosa contra um superior, aquilo de assestar a via de liberação em direção ao endereço e deliberadamente efetuar o disparo, acredita-se até na procedência de uma justa causa. Mas se foi involuntário, se escapou, malgrado os efeitos da liberação, seja a contrariedade gerada com lidar com gases oriundos de entranhas outras e portanto portadores de conteúdos mefíticos indesejáveis para terceiros, seja pela quebra de uma convenção de compostura no trabalho, é bem vinda a indulgência para com o pobre emissor”, considera Maria diante de um olhar derretido de Manoel. O casal tem por princípio não incluir emissões quando juntos ou apenas próximos. Mas o fato de uma empresa despedir uma pobre peidante cheira a pedantismo. “Tu viste, ó Manoel, aquele vídeo no Youtube em que um funcionário recebe, em sua apertada repartição, seus colegas de trabalho que levam para ele o bolo de aniversário, e eis que o aniversariante, sem saber do séquito que invade seu espaço – ele estava de costas – ali adentrava com o bolo, emite uma bomba sonora em direção aos pobres?”, pergunta Maria. Você pode, querido leitor, assistir às cenas dessa situação que Maria lembrou, basta clicar no link abaixo. E Manoel, vendo as cenas, comenta: “Mas que podemos fazer diante de uma rata dessas senão sair correndo do local para evitar inspirar conteúdos de entranhas outras?? Aliás, foi o que me pareceu que os envolvidos fizeram...”, comenta nosso herói diante do fato inesperado vivido por todos. (http://www.youtube.com/watch?v=NkblnnAF1sE) Enter.
E Maria aponta no texto enviado por sua amiga algo que não vira antes e que corrobora suas palavras de forma inequívoca: “A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involuntária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual.” E Manoel pensa nos seus longínquos tempos de escola fundamental, em que as brincadeiras com pum eram diárias, sendo verdadeiro sucesso em salas de aula – especialmente quando o risco era grande, no caso de o professor ter maus instintos – e de como isso enriqueceu sua vida com um acervo de lembranças em que a inocência ia se perdendo através de práticas de pequenos desvios, e ainda de como isso trouxe de forma indolor a compreensão da nossa falibilidade humana. Enter final.
E Manoel conta para Maria sua experiência com o Realismo português, quando, lendo O Crime do Padre Amaro, deparou com aquela abertura falando de o pároco José Miguéis, de Leiria, não ter compostura de sacerdote, chegando a arrotar no confessionário e a desencorajar com maus modos as fiéis carolas que lhe vinham falar de jejuns: “Ora, coma-lhe e beba-lhe, criatura!”. Maria se deliciava ouvindo a fala de Manoel, cheia de deslumbramento, e acabou por falar sobre a falência irremediável de todos os institutos: “Tu vês, ó Manoel, que a estrutura da lei, a considerar o crescimento desordenado das populações Brasil a dentro e mundo afora, chegou a um impasse de pane total. Todos os valores se relativizaram a tal ponto que seria necessário reformular tudo, desde a Constituição até os conteúdos de cargos de comando, e com isso estaríamos diante de tamanha e tão árdua tarefa que a vida passaria a andar para trás. Quanto maior o número de leis, pior a república, diz o adágio latino – mala raepublica plurimae leges –, e vemos o colapso geral quando toda uma estrutura da Justiça é acionada por conta de um simples pum!”. E Manoel: “É, minha linda: a civilização acabou!”, e os dois deixam a adorável copa-cozinha e fica lá o gato dormindo, dando um toque de beleza à cena. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 939 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 490 dias também sob mordaça...
“Pois é, pois pois. Fiquei sabendo, ó Maria, que uma funcionária de uma empresa foi despedida por ter aliviado seus gases intestinais não sei se com estampido, se com fetidez sulfídrica, se com os dois. Não sei quem sentiu ou ouviu o malfadado flato, o fato é que isto valeu uma demissão para a pobre emitente do gás liberado em ambiente adverso. Mas parece-me a mim e a muitos outros seres atentos para com tais fatos aberrativos ou naturais – quem não alivia seus intestinos pressionados por gases? – que livrar-se de gases é lícito, desde que não causando lesão ou dano a pessoas ou ambientes. Que te parece, ó linda? Concordas com a demissão da pobre?”, pergunta Manoel, considerando os curvilíneos volumes de sua amada, que se ajeita na cadeira para dar prosseguimento ao diálogo. Enter.
“Tu não acreditas, ó Manoel, mas acabo de dar de cara com uma notícia enviada por uma colega de escola secundária que sempre me envia fatos bizarros para curtição. Trata-se do teor de um despacho judicial tratando justamente desse assunto. Veja aqui no vídeo”. E Maria abre sua caixa postal e exibe o material para seu abestalhado Manoel. A combinação de termos e de ambientes, isto é, o juridiquês empolado usando até latim para se referir a emissões gasosas de intestinos e as imagens que passam por nossas mentes lembrando tribunais e, claro, as partes emitentes dos gases e a sonoridade característica e sempre hilariante deles acaba gerando uma propensão ao divertimento, e Manoel já olha para as palavras do texto com expressão a caminho do riso. E o texto acaba realmente risível, inusitada que é a combinação de tais conteúdos. Segue o texto. Enter.
“RECORRENTE: Coorpu's Com Serv de Produtos Para Estet/ RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição/ EMENTA - PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO.
Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante. Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal.
Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais.” Enter.
“Vê, Manoel, como tudo é tão relativo. Todos sabemos das pressões sociais agindo em nossa fisiologia, todos vivemos às voltas com evitar emitir gases em momentos ou locais considerados impróprios, mas punir quem deixa escapar um sonoro e/ou malcheiroso pum me parece algo além dos limites. Se o autor do disparo o faz de forma acintosa contra um superior, aquilo de assestar a via de liberação em direção ao endereço e deliberadamente efetuar o disparo, acredita-se até na procedência de uma justa causa. Mas se foi involuntário, se escapou, malgrado os efeitos da liberação, seja a contrariedade gerada com lidar com gases oriundos de entranhas outras e portanto portadores de conteúdos mefíticos indesejáveis para terceiros, seja pela quebra de uma convenção de compostura no trabalho, é bem vinda a indulgência para com o pobre emissor”, considera Maria diante de um olhar derretido de Manoel. O casal tem por princípio não incluir emissões quando juntos ou apenas próximos. Mas o fato de uma empresa despedir uma pobre peidante cheira a pedantismo. “Tu viste, ó Manoel, aquele vídeo no Youtube em que um funcionário recebe, em sua apertada repartição, seus colegas de trabalho que levam para ele o bolo de aniversário, e eis que o aniversariante, sem saber do séquito que invade seu espaço – ele estava de costas – ali adentrava com o bolo, emite uma bomba sonora em direção aos pobres?”, pergunta Maria. Você pode, querido leitor, assistir às cenas dessa situação que Maria lembrou, basta clicar no link abaixo. E Manoel, vendo as cenas, comenta: “Mas que podemos fazer diante de uma rata dessas senão sair correndo do local para evitar inspirar conteúdos de entranhas outras?? Aliás, foi o que me pareceu que os envolvidos fizeram...”, comenta nosso herói diante do fato inesperado vivido por todos. (http://www.youtube.com/watch?v=NkblnnAF1sE) Enter.
E Maria aponta no texto enviado por sua amiga algo que não vira antes e que corrobora suas palavras de forma inequívoca: “A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involuntária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual.” E Manoel pensa nos seus longínquos tempos de escola fundamental, em que as brincadeiras com pum eram diárias, sendo verdadeiro sucesso em salas de aula – especialmente quando o risco era grande, no caso de o professor ter maus instintos – e de como isso enriqueceu sua vida com um acervo de lembranças em que a inocência ia se perdendo através de práticas de pequenos desvios, e ainda de como isso trouxe de forma indolor a compreensão da nossa falibilidade humana. Enter final.
E Manoel conta para Maria sua experiência com o Realismo português, quando, lendo O Crime do Padre Amaro, deparou com aquela abertura falando de o pároco José Miguéis, de Leiria, não ter compostura de sacerdote, chegando a arrotar no confessionário e a desencorajar com maus modos as fiéis carolas que lhe vinham falar de jejuns: “Ora, coma-lhe e beba-lhe, criatura!”. Maria se deliciava ouvindo a fala de Manoel, cheia de deslumbramento, e acabou por falar sobre a falência irremediável de todos os institutos: “Tu vês, ó Manoel, que a estrutura da lei, a considerar o crescimento desordenado das populações Brasil a dentro e mundo afora, chegou a um impasse de pane total. Todos os valores se relativizaram a tal ponto que seria necessário reformular tudo, desde a Constituição até os conteúdos de cargos de comando, e com isso estaríamos diante de tamanha e tão árdua tarefa que a vida passaria a andar para trás. Quanto maior o número de leis, pior a república, diz o adágio latino – mala raepublica plurimae leges –, e vemos o colapso geral quando toda uma estrutura da Justiça é acionada por conta de um simples pum!”. E Manoel: “É, minha linda: a civilização acabou!”, e os dois deixam a adorável copa-cozinha e fica lá o gato dormindo, dando um toque de beleza à cena. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 939 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 490 dias também sob mordaça...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Manoel e a anunciada prisão de Tiririca
Frederico Mendonça de Oliveira
“Não há mais sentido em nada nesse Brasil, ó Maria! Será que nós é que estamos amalucados e o Brasil está em perfeito estado de saúde mental?? Agora o promotor Maurício Lopes, segundo a Folha, ‘pediu à Justiça que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, seja condenado a cinco anos de prisão. Essa é a pena máxima para o crime de falsidade ideológica, do qual o humorista é acusado.’, diz a notícia. Não existe muito a duvidar nessa história de o Tiririca ser candidato: foi um golpe bem tramado por espertalhões, uma armação que tentou antes outros nomes conhecidos, como o Dráuzio Varela e uma certa Sabrina Sato, que dizem ser ‘apresentadora’ – cá pra nós, ó linda, apresentadora de quê?? –, e que acabou encontrando o Tiririca, e ele topou a aventura de cara, seguramente porque palhaçada é seu feitio e sua função nesta vida”, expõe Manoel a sua amada, que dobra roupas cheirosas que ela acabou de tirar do varal lá embaixo, com religiosidade total. A reportagem ainda aponta aspectos que seriam sustentação técnica para o pedido de prisão: “Segundo o promotor, Tiririca entregou à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e a propriedade de bens. A lei prevê que a punição no caso pode ir de um a cinco anos de prisão. ‘Pedi a condenação na pena máxima tendo em vista a repercussão social do crime e a natureza da falsificação, que foi feita para produzir uma fraude eleitoral de rumorosa consequência jurídica e social’, afirmou Lopes”, segundo a mesma Folha. A colunista Mônica Bérgamo também aborda a coisa, pendendo para o lado do palhaço: “Ainda às voltas com acusações de que não saberia escrever e por isso não poderia assumir o cargo de deputado federal, o palhaço Tiririca teve parecer favorável da Justiça Eleitoral para a aprovação de suas contas de campanha”, diz a pregoeira dos ricos da Paulicéia e do Brasil, quiçá do mundo. Em outro momento, cai no saco o que se segue: “A atuação do promotor no caso já levou a Corregedoria do Ministério Público a abrir uma investigação para apurar eventuais excessos dele na busca por uma condenação do humorista”. Enter.
“Enquanto isso, ó Maria, o crime avança no nosso saudoso Rio de nossos primeiros vagidos de amor. Os revoltosos – que o sistema chama de bandidos – estão provando por A mais B que não há mais o que os detenha, que estão de tal forma integrados e inerentes ao tecido social que não há mais possibilidade histórica de extirpá-los. Eles são o pecado essencial do sistema se manifestando de forma irrefreável. Para exterminar essa manifestação, seria necessário exterminar a origem dela, e a origem dela é o próprio corpo social... que se deixou cooptar pela malignidade do capitalismo brasileiro e carioca em especial, e agora temos um terrível corpo social duplo indissociável, como gêmeos toracópagos dotados de um só coração. Se se tentar livrar um do outro, os dois morrem, porque o coração é único... E tudo isso nos leva a perguntar o que Pilatos perguntou: ‘Quid est veritas?’, na verdade contendo, isto, o sentido oculto da percepção da decadência iminente do império romano. Mas para nós aqui, ó linda, fica a coisa na superfície mesmo. É que o chamado Congresso congrega NADA: congrega mesmo é uma caterva de desconhecidos que em nada representam o povo que os guindou a tal condição. ‘Onde está a verdade?’ Esta inversão de valores revela o erro, a malignidade presente na gênese do processo político-social, e do que decorre a sociedade entrar em processo de autofagia e de conflagração. Células em confronto mortal, em suma, quando deveria ser o oposto!”, considera Manoel chapado com o paroxismo que explode no Rio e que brevemente acabará tomando todo o território nacional como nova instituição viva. Enter.
Toca o pianista John Bunch na Jazz Radio (www.jazzradio.com) com seu trio, uma linda balada, I’ll Get By, um requinte só. Enquanto isso, no Rio, a guerra se agrava. Manoel considera fatos e conteúdos: “A população até já considera que chacinar os revoltosos – na verdade, excluídos, não propriamente marginais, mas, sim, marginalizados –, seja solução. Mas não é: é desespero de causa, e isso não traz solução. O erro vem de longe, e não há como retomar o começo e repensar o rumo, corrigindo o desvio que gerou essa desgraça toda. Aliás, isso começou a se agravar estupidamente concomitantemente à entrada da Globo no ar. Alguns lúcidos dirão que a violência se desenhou, gestou e nasceu nos anos da ditadura. Certo, mas não se pode esquecer que a Globo entrou no ar no verão de 1964/1965, e agiu contra a população de forma imensamente mais destrutiva que 20 ditaduras militares... As ditaduras do Chile e na Argentina mataram horrores, mas os dois países não despencaram em valores sociais como nós, porque lá não teve Globo, não teve a destruição institucional que esse horror televisivo detonou aqui. A explosão populacional e a deseducação intervencional chegando à piada da boçalização teratogênica via TV não poderiam ter chegado senão a essa atual desgraça, uma conjuntura em que os opostos estão caoticamente abraçados numa dança mortal e trágica!”, fala Manoel depois de constatar que a ação policial e militar deixam cair a máscara. E Maria, depois de organizadas todas as roupas, intervém. Enter final.
“Pois isso vai dar em mais derramamento de sangue, vai gerar um círculo vicioso em que o lado chamado criminoso estará cumprindo é o papel que deveria ter sido desempenhado pela chamada boa sociedade. Hoje estamos à mercê de quem? Estamos desarmados, de joelhos! As instituições foram desmanteladas todas, o marginalizado está em sua condição de opositor do regime e está armado – e ataca pra valer. E nós? Adubamos isso com nossa omissão e aceitação do cinismo desse sistema comandado por pulhas, sudras, canalhas, patifes, vilões, seja qual for a colocação política deles, que pululam nos três poderes e em tudo que cerca essa arquitetura infernal??? Somos cínicos, cagões ou pusilânimes? Cínicos são os que só almejam benefícios; cagões, os que se defecam só de pensar em assumir qualquer responsabilidade; pusilânimes, os que preferem apodrecer confortavelmente com carrão na garagem e inserção social através de planos e mais planos. Seria isso uma estrutura LEGAL???”, indaga Maria com olhos ardentes de indignação. Enter final.
“O que nos resta é a mais cínica de todas as decisões, mas é a única alternativa: ficar na moita em casa, quietos, rezando para que o ódio social não nos atinja. A corrupção já nos alvejou, mas isso acaba saindo na urina, porque lidar com pulhas à distância é suportável e superável. Mas o cinismo, em certas horas, é a saída digna, por mais paradoxal que pareça. O Brasil já era, o mundo já era. Não poderemos reverter isso. É ter fé em Deus e que venha o que vier: juntos enfrentaremos qualquer coisa”, conclui Manoel sob o olhar concentrado de sua Maria. “A nós nos resta o nosso amor e Deus, filho!”, conclui Maria. E o mundo lá fora vira apenas um pesadelo, e a paz inunda o espaço em que manda o Cristo. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 932 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 483 dias também na mordaça...
“Não há mais sentido em nada nesse Brasil, ó Maria! Será que nós é que estamos amalucados e o Brasil está em perfeito estado de saúde mental?? Agora o promotor Maurício Lopes, segundo a Folha, ‘pediu à Justiça que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, seja condenado a cinco anos de prisão. Essa é a pena máxima para o crime de falsidade ideológica, do qual o humorista é acusado.’, diz a notícia. Não existe muito a duvidar nessa história de o Tiririca ser candidato: foi um golpe bem tramado por espertalhões, uma armação que tentou antes outros nomes conhecidos, como o Dráuzio Varela e uma certa Sabrina Sato, que dizem ser ‘apresentadora’ – cá pra nós, ó linda, apresentadora de quê?? –, e que acabou encontrando o Tiririca, e ele topou a aventura de cara, seguramente porque palhaçada é seu feitio e sua função nesta vida”, expõe Manoel a sua amada, que dobra roupas cheirosas que ela acabou de tirar do varal lá embaixo, com religiosidade total. A reportagem ainda aponta aspectos que seriam sustentação técnica para o pedido de prisão: “Segundo o promotor, Tiririca entregou à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e a propriedade de bens. A lei prevê que a punição no caso pode ir de um a cinco anos de prisão. ‘Pedi a condenação na pena máxima tendo em vista a repercussão social do crime e a natureza da falsificação, que foi feita para produzir uma fraude eleitoral de rumorosa consequência jurídica e social’, afirmou Lopes”, segundo a mesma Folha. A colunista Mônica Bérgamo também aborda a coisa, pendendo para o lado do palhaço: “Ainda às voltas com acusações de que não saberia escrever e por isso não poderia assumir o cargo de deputado federal, o palhaço Tiririca teve parecer favorável da Justiça Eleitoral para a aprovação de suas contas de campanha”, diz a pregoeira dos ricos da Paulicéia e do Brasil, quiçá do mundo. Em outro momento, cai no saco o que se segue: “A atuação do promotor no caso já levou a Corregedoria do Ministério Público a abrir uma investigação para apurar eventuais excessos dele na busca por uma condenação do humorista”. Enter.
“Enquanto isso, ó Maria, o crime avança no nosso saudoso Rio de nossos primeiros vagidos de amor. Os revoltosos – que o sistema chama de bandidos – estão provando por A mais B que não há mais o que os detenha, que estão de tal forma integrados e inerentes ao tecido social que não há mais possibilidade histórica de extirpá-los. Eles são o pecado essencial do sistema se manifestando de forma irrefreável. Para exterminar essa manifestação, seria necessário exterminar a origem dela, e a origem dela é o próprio corpo social... que se deixou cooptar pela malignidade do capitalismo brasileiro e carioca em especial, e agora temos um terrível corpo social duplo indissociável, como gêmeos toracópagos dotados de um só coração. Se se tentar livrar um do outro, os dois morrem, porque o coração é único... E tudo isso nos leva a perguntar o que Pilatos perguntou: ‘Quid est veritas?’, na verdade contendo, isto, o sentido oculto da percepção da decadência iminente do império romano. Mas para nós aqui, ó linda, fica a coisa na superfície mesmo. É que o chamado Congresso congrega NADA: congrega mesmo é uma caterva de desconhecidos que em nada representam o povo que os guindou a tal condição. ‘Onde está a verdade?’ Esta inversão de valores revela o erro, a malignidade presente na gênese do processo político-social, e do que decorre a sociedade entrar em processo de autofagia e de conflagração. Células em confronto mortal, em suma, quando deveria ser o oposto!”, considera Manoel chapado com o paroxismo que explode no Rio e que brevemente acabará tomando todo o território nacional como nova instituição viva. Enter.
Toca o pianista John Bunch na Jazz Radio (www.jazzradio.com) com seu trio, uma linda balada, I’ll Get By, um requinte só. Enquanto isso, no Rio, a guerra se agrava. Manoel considera fatos e conteúdos: “A população até já considera que chacinar os revoltosos – na verdade, excluídos, não propriamente marginais, mas, sim, marginalizados –, seja solução. Mas não é: é desespero de causa, e isso não traz solução. O erro vem de longe, e não há como retomar o começo e repensar o rumo, corrigindo o desvio que gerou essa desgraça toda. Aliás, isso começou a se agravar estupidamente concomitantemente à entrada da Globo no ar. Alguns lúcidos dirão que a violência se desenhou, gestou e nasceu nos anos da ditadura. Certo, mas não se pode esquecer que a Globo entrou no ar no verão de 1964/1965, e agiu contra a população de forma imensamente mais destrutiva que 20 ditaduras militares... As ditaduras do Chile e na Argentina mataram horrores, mas os dois países não despencaram em valores sociais como nós, porque lá não teve Globo, não teve a destruição institucional que esse horror televisivo detonou aqui. A explosão populacional e a deseducação intervencional chegando à piada da boçalização teratogênica via TV não poderiam ter chegado senão a essa atual desgraça, uma conjuntura em que os opostos estão caoticamente abraçados numa dança mortal e trágica!”, fala Manoel depois de constatar que a ação policial e militar deixam cair a máscara. E Maria, depois de organizadas todas as roupas, intervém. Enter final.
“Pois isso vai dar em mais derramamento de sangue, vai gerar um círculo vicioso em que o lado chamado criminoso estará cumprindo é o papel que deveria ter sido desempenhado pela chamada boa sociedade. Hoje estamos à mercê de quem? Estamos desarmados, de joelhos! As instituições foram desmanteladas todas, o marginalizado está em sua condição de opositor do regime e está armado – e ataca pra valer. E nós? Adubamos isso com nossa omissão e aceitação do cinismo desse sistema comandado por pulhas, sudras, canalhas, patifes, vilões, seja qual for a colocação política deles, que pululam nos três poderes e em tudo que cerca essa arquitetura infernal??? Somos cínicos, cagões ou pusilânimes? Cínicos são os que só almejam benefícios; cagões, os que se defecam só de pensar em assumir qualquer responsabilidade; pusilânimes, os que preferem apodrecer confortavelmente com carrão na garagem e inserção social através de planos e mais planos. Seria isso uma estrutura LEGAL???”, indaga Maria com olhos ardentes de indignação. Enter final.
“O que nos resta é a mais cínica de todas as decisões, mas é a única alternativa: ficar na moita em casa, quietos, rezando para que o ódio social não nos atinja. A corrupção já nos alvejou, mas isso acaba saindo na urina, porque lidar com pulhas à distância é suportável e superável. Mas o cinismo, em certas horas, é a saída digna, por mais paradoxal que pareça. O Brasil já era, o mundo já era. Não poderemos reverter isso. É ter fé em Deus e que venha o que vier: juntos enfrentaremos qualquer coisa”, conclui Manoel sob o olhar concentrado de sua Maria. “A nós nos resta o nosso amor e Deus, filho!”, conclui Maria. E o mundo lá fora vira apenas um pesadelo, e a paz inunda o espaço em que manda o Cristo. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, babes!
Ah! Vale lembrar: estamos sob censura desde 11/04/08, aliás, mantida por Gilmar Mendes, e a restrição vai totalizando 932 dias. Abraço pra turma do Estadão, há 483 dias também na mordaça...
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