Frederico Mendonça de Oliveira
Dia 22 de dezembro de 2009. O Arraial das Bagas recebe um Papai Noel triste, sem o nascimento do Cristo, mas sob a avidez doentia e psicopatológica dos vendilhões do templo. O Natal de hoje, parta os filhos da Rede Globo, é o Natal do ágio, do lucro, do comércio, da avareza, da matéria. Nas lojas, zumbis atendem outros zumbis, cada um pensando em seus interesses. O Cristo, pendurado ironicamente nos crucifixos que esses objetos vestidos trazem nos pescoços ou que estão nas paredes, repete a frase que proferiu antes de subir aos céus: “Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem”. Sim, isso vem de muito longe, e o Natal, antes a festa da confraternização cristã, hoje é o dia de raspar os cordeiros cristãos e católicos de seus poucos recursos, esses cordeiros que já não são gente por se terem curvado à TV como religião muito mais forte que qualquer filosofia. Enter.
Fora o Natal dos zumbis e das múmias do Sistema, a bestialidade anda à solta. O amigo de Manoel, que há três anos sofre perseguição de seres deformados e carregados de um ódio que eles não sabem de onde vem, não cede. Conseguiu gravações especiais de ruídos, de recreio em escola infantil, de ultrassons, ele mesmo gravou sons super loucos na guitarra. Quando os demônios infantis orquestrados pelos autores do crime aparecem, ele revida com som à altura. Os animais vestidos se vêem frustrados, brocham com ver que são superados em incômodo pelos ruídos do amigo. Claro, esse cara é super preparado, super culto, cheio de criatividade, não vai se curvar a um bando de psicopatas ignaros e estúpidos – tão estúpidos que não só usam seus próprios filhos para coonestar a praça criminosa como ainda não se dão conta de que educam seus rebentos para o desrespeito à ordem, aos princípios mínimos do respeito à moral. “Estúpidos ao quadrado, essas bestas feras, senão ao cubo!”, considera Manoel, enojado com o baixo nível que toma conta do enfrentamento. Enter.
E vai morrendo dezembro, vai morrendo mais um ano de opróbrio, de degradação social, de ignomínia. de vergonha, de vexame. A degenerescência é tal que só falta lesão corporal e homicídio nesse tango escroto e desafinado. E os humanóides responsáveis por essa perseguição atroz e covarde, coitados, ainda decoram suas casas com lampadinhas natalinas, tentando fazer de seus antros dominados pela Globo pareçam humanizados e, pior, cristianizados!... Cínicos estúpidos! Como disse o Eça, “só uma obtusidade córnea ou uma má fé cínica” poderiam engendrar enredo tão imbecil. É que o que realmente conduz essas mentes é Mefistófeles, o demônio da trapaça, do engano, da mentira. Sobre ele dizem os magos: “De fato, ele é o selvagem da Filosofia, ou pior ainda: seu Inimigo. Ele é o Pai de todas as Mentiras, o espírito pérfido de negação sistemática e da recusa em admitir que sequer exista qualquer Verdade a ser buscada. Por isso é tão especial nas fileiras do Mal: porque representa e inspira um dos piores tipos de ofensa a Deus, que é o de negar a Verdade e o de rejeitar a Sabedoria”. Pois aí está: os perseguidores do legalista são claramente dedicados a enganar a todos, até a si mesmos, porque são maus e querem parecer bons até para eles próprios, que não passam de bonecos do sistema de ódio que vigora direto e reto por esse mundo afora Enter.
E os vizinhos que perseguem o amigo músico de Manoel são apóstolos do ódio, ainda por cima, lembrando com isso outro demônio, Astaroth, a quem deveriam reverenciar em altares em suas “casas”. Sobre Astaroth, líder desses imbecis, Manoel tem definições: “Sua especialização é justificar a agressão por meio de sofismas baratos e pela mais descarada manipulação dos fatos. Como se sabe, ‘Em toda guerra, a primeira vítima é a Verdade’. Por isso ele não se distingue por suas idéias, mas pelos atos cruéis que impulsiona”. “Preciso dizer mais alguma coisa?”, eructa surdamente Manoel considerando a mediocridade do ódio em si e a superlativização disso através da ignorância como peso multiplicador. “Macacos! Moleques sujos!”, conclui. Enter.
“Pobres crianças, tão cedo conduzidas ao ódio insano, à delinquência, à pratica de delitos pelos próprios pais!”; Mas como a Lei não falha, um dia isso terá uma volta. E os pais anormais, que babaram de ódio cego e necessidade de descarregar suas deformidades e frustrações sobre um homem honrado e feliz, cuja postura de honestidade para com eles foi uma cusparada nos cornos cínicos, um dia receberão a ação em sentido contrário através dos filhos, que deformaram para satisfazer seus instintos de ódio. E o amigo de Manoel dirá apenas: “Deus sabe o que faz”, sem qualquer sentimento de revanche. Apenas contempla a perfeição divina operando livre. E na verdade nem lhe será dado saber do que ocorrerá com esses infelizes que cavam sua própria desgraça: “Isso não é comigo, é com Deus”, comenta o amigo com Manoel, os dois vivendo momentos de grande paz, da paz dos perseguidos que sabem de sua verdade e da razão da perseguição. E o amigo ainda lembra Mateus 5: “Bem aventurados os que são perseguidos por sede de Justiça, porque eles serão fartos”. E a lembrança das Bem Aventuranças deixa os dois grandes amigos em silêncio de êxtase místico por alguns momentos. Enter final.
Depois de uma reação santa sobre os arruaceiros mirins conduzidos por seus “pais”, frustrando a intenção delituosa de perturbar a paz e o sossego de um artista feliz, a calma e o bem voltam a reinar, e o amigo volta a seus trabalhos fecundos e felizes, enquanto os baderneiros somem em meio ao crepúsculo não só desse dia em que agiram como estúpidos delinquentes, mas de sua própria consciência. Não desce sobre esses imbecis infelizes só a noite corriqueira: desce também a treva, o espírito obscurantista e desagregador que os assemelha ao mal em si, que eles aninham em suas almas já a caminho da perdição. Mas Deus é grande: um dia eles inverterão isso, em alguma vida isso virará uma tarefa pelo bem E viva Santo Expedito! Oremos. Feliz Natal, babes.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Manoel e o direito de ir e “vim”
Frederico Mendonça de Oliveira
Nosso herói sempre compreendeu a frivolidade dos brasileiros em diversos aspectos, e sempre soube relevar isso. Até porque, considerando o que se faz com o povo, um verdadeiro massacre, todos os desvios são admissíveis. As piadas sobre portugueses, algumas de fino humor e manifestando um sentimento oculto de amor e até veneração, Manoel considera não passarem de um exercício amigável de fraternidade lúdica. E sabe perfeitamente distinguir a diferença entre isso e os sentimentos entre brasileiros mesmo, como sulistas debocharem de baianos com uma ponta de hostilidade e desprezo, tanto quanto os baianos considerarem os sulistas uns bichos de goiaba, uns branquelos meio chucrutões e quadradões. E nosso herói queda penalizado com ver a completa falta de higiene vocabular que vai invadindo o linguajar do povão, sem contar que o Português anda em baixa mesmo nas elites, espaço onde deveria imperar um maior cuidado com o palavreado, já que as elites são o front de contato com o primeiro mundo. Pois é: vai tudo se deteriorando... então tá. Enter.
Falar desse presidente aí é até covardia. Basta deixá-lo abrir o falador, e tudo se manifesta. Como disse o Frei Beto, por sinal meio que desinformado – ou temeroso em relação aos globalizadores –, “Nem sob os anos da ditadura a direita conseguiu desmoralizar a esquerda como esse núcleo petista fez em tão pouco tempo. Na ditadura, apesar de todo o sofrimento, perseguições, prisões, assassinatos, saímos de cabeça erguida e certos de que tínhamos contribuído para a redemocratização do país. Agora, não. Esses dirigentes desmoralizaram o partido e respingaram lama por toda a esquerda brasileira.” (Frei Betto, amigo histórico de Lula, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 24/8/2005). Precisam de mais alguma fala? Pois é: pois Manoel teve também de corrigir o texto do “amigo histórico” do histriônico Lula. Aliás, só um bobalhão seria amigo desse factóide por anos a fio e não enxergaria quem é ele e quem é quem nessa “organização”, duvidosa desde sua fundação e cheia de “gatos” desde sua origem. Enter.
Mas outro dia Manoel conversava com o motorista do ônibus que faz o seu bairro. O rapaz é um líder por natureza, embora com pouca instrução. Além de ser lúcido para com a problemática visível no dia-a-dia do Arraial das Bagas, o rapaz ainda puxa considerações de cunho jurídico, cita leis, denuncia políticos corruptos, é um dirigente popular inato. E falando da formidável burrice que foi a reforma do terminal rodoviário de transporte urbano, ele criticou o prefeito, que ainda por cima quer impedir que os motoristas uniformizados da companhia que atende ao transporte no arraial entrem no prédio do terminal, destinado a passageiros. “Proibição estúpida!”, concorda Manoel: “E se chover, os motoristas vão se abrigar onde?”, ao que o rapaz voltou à carga: “Pois é: isso atenta contra o direito de ir e... e... vim”, concluiu ele com relutância em pronunciar o verbo final, que pareceu que não encaixava na expressão. Enter.
“Os brasileiros estão matando a si mesmos com isso de depredar o idioma!’, considera abismado Manoel. Não se ouve MAIS NINGUÉM pronunciando o infinitivo do verbo “vir”! Os brasileiros hoje só falam “pode vim”, “vai vim”, “vou vim”, numa demonstração clara de um desleixo estúpido. “Parece uma forma de se odiarem, de se fazerem desprezíveis isso de falar como débeis mentais, sem reflexão nem culto estético à língua!”, considera Manoel, que se sentiu até um tanto confortável quando verificou a hesitação do motorista, que sentiu que o “vim”, no mínimo, não RIMAVA com “ir”. “Meno male”, considerou nosso herói: “Vê-se que o rapaz tem uma sensibilidade diferente da grande maioria”. Enter.
Pois em tempos idos, quando a TV ainda era vez por outra ligada na casa de Manoel, ele assistiu a um começo de programa de tarde de sábado em que o apresentador disse a um calouro: “Pode vim”. Simplesmente porco, isso, porque uma emissora de TV ou qualquer meio de comunicação deve primar por falas corretas. Pois outra criatura, uma doidivanas que apresenta programa de variedades vespertino, diariamente fala com telespectadores que supostamente ligam pra ela. E ela diariamente pergunta: “Você tá falando DAONDE?”, e assim vai se formando um desidioma brasileiro, em que a ignorância avança contra o conhecimento de forma cavalar, treinando os brasileiros para serem amputados de senso de preservação de si mesmos. Enter final.
E os brasileiros têm introjetado como referência o conceito de que os portugueses são burros. “Deviam gravar suas falas e vozes, para se darem o direito de uma autocrítica saudável. Aliás, no Arraial das Bagas e no Brasil, especialmente em Brasília, a burrice não está só no trato do idioma: está na maneira como se depredam instituições, leis, natureza, a vida urbana, e tudo isso nada mais é que uma burrice córnea, que é a marca desse país tão adorável e tão destruído em tudo por seus próprios habitantes!”, reflete Manoel com coração sofrido. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 616 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 139 DIAS E QUE FOI MANTIDA EM RECENTE VOTAÇÃO NO SUPREMO, ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS..., FOI MANTIDA PELO MINISTRO PRESIDENTE DO STF, GILMAR MENDES. E CONTINUAMOS AMORDAÇADOS BONITINHO!
Nosso herói sempre compreendeu a frivolidade dos brasileiros em diversos aspectos, e sempre soube relevar isso. Até porque, considerando o que se faz com o povo, um verdadeiro massacre, todos os desvios são admissíveis. As piadas sobre portugueses, algumas de fino humor e manifestando um sentimento oculto de amor e até veneração, Manoel considera não passarem de um exercício amigável de fraternidade lúdica. E sabe perfeitamente distinguir a diferença entre isso e os sentimentos entre brasileiros mesmo, como sulistas debocharem de baianos com uma ponta de hostilidade e desprezo, tanto quanto os baianos considerarem os sulistas uns bichos de goiaba, uns branquelos meio chucrutões e quadradões. E nosso herói queda penalizado com ver a completa falta de higiene vocabular que vai invadindo o linguajar do povão, sem contar que o Português anda em baixa mesmo nas elites, espaço onde deveria imperar um maior cuidado com o palavreado, já que as elites são o front de contato com o primeiro mundo. Pois é: vai tudo se deteriorando... então tá. Enter.
Falar desse presidente aí é até covardia. Basta deixá-lo abrir o falador, e tudo se manifesta. Como disse o Frei Beto, por sinal meio que desinformado – ou temeroso em relação aos globalizadores –, “Nem sob os anos da ditadura a direita conseguiu desmoralizar a esquerda como esse núcleo petista fez em tão pouco tempo. Na ditadura, apesar de todo o sofrimento, perseguições, prisões, assassinatos, saímos de cabeça erguida e certos de que tínhamos contribuído para a redemocratização do país. Agora, não. Esses dirigentes desmoralizaram o partido e respingaram lama por toda a esquerda brasileira.” (Frei Betto, amigo histórico de Lula, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 24/8/2005). Precisam de mais alguma fala? Pois é: pois Manoel teve também de corrigir o texto do “amigo histórico” do histriônico Lula. Aliás, só um bobalhão seria amigo desse factóide por anos a fio e não enxergaria quem é ele e quem é quem nessa “organização”, duvidosa desde sua fundação e cheia de “gatos” desde sua origem. Enter.
Mas outro dia Manoel conversava com o motorista do ônibus que faz o seu bairro. O rapaz é um líder por natureza, embora com pouca instrução. Além de ser lúcido para com a problemática visível no dia-a-dia do Arraial das Bagas, o rapaz ainda puxa considerações de cunho jurídico, cita leis, denuncia políticos corruptos, é um dirigente popular inato. E falando da formidável burrice que foi a reforma do terminal rodoviário de transporte urbano, ele criticou o prefeito, que ainda por cima quer impedir que os motoristas uniformizados da companhia que atende ao transporte no arraial entrem no prédio do terminal, destinado a passageiros. “Proibição estúpida!”, concorda Manoel: “E se chover, os motoristas vão se abrigar onde?”, ao que o rapaz voltou à carga: “Pois é: isso atenta contra o direito de ir e... e... vim”, concluiu ele com relutância em pronunciar o verbo final, que pareceu que não encaixava na expressão. Enter.
“Os brasileiros estão matando a si mesmos com isso de depredar o idioma!’, considera abismado Manoel. Não se ouve MAIS NINGUÉM pronunciando o infinitivo do verbo “vir”! Os brasileiros hoje só falam “pode vim”, “vai vim”, “vou vim”, numa demonstração clara de um desleixo estúpido. “Parece uma forma de se odiarem, de se fazerem desprezíveis isso de falar como débeis mentais, sem reflexão nem culto estético à língua!”, considera Manoel, que se sentiu até um tanto confortável quando verificou a hesitação do motorista, que sentiu que o “vim”, no mínimo, não RIMAVA com “ir”. “Meno male”, considerou nosso herói: “Vê-se que o rapaz tem uma sensibilidade diferente da grande maioria”. Enter.
Pois em tempos idos, quando a TV ainda era vez por outra ligada na casa de Manoel, ele assistiu a um começo de programa de tarde de sábado em que o apresentador disse a um calouro: “Pode vim”. Simplesmente porco, isso, porque uma emissora de TV ou qualquer meio de comunicação deve primar por falas corretas. Pois outra criatura, uma doidivanas que apresenta programa de variedades vespertino, diariamente fala com telespectadores que supostamente ligam pra ela. E ela diariamente pergunta: “Você tá falando DAONDE?”, e assim vai se formando um desidioma brasileiro, em que a ignorância avança contra o conhecimento de forma cavalar, treinando os brasileiros para serem amputados de senso de preservação de si mesmos. Enter final.
E os brasileiros têm introjetado como referência o conceito de que os portugueses são burros. “Deviam gravar suas falas e vozes, para se darem o direito de uma autocrítica saudável. Aliás, no Arraial das Bagas e no Brasil, especialmente em Brasília, a burrice não está só no trato do idioma: está na maneira como se depredam instituições, leis, natureza, a vida urbana, e tudo isso nada mais é que uma burrice córnea, que é a marca desse país tão adorável e tão destruído em tudo por seus próprios habitantes!”, reflete Manoel com coração sofrido. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 616 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 139 DIAS E QUE FOI MANTIDA EM RECENTE VOTAÇÃO NO SUPREMO, ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS..., FOI MANTIDA PELO MINISTRO PRESIDENTE DO STF, GILMAR MENDES. E CONTINUAMOS AMORDAÇADOS BONITINHO!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Obama, Lula e o Arraial das Bagas
Frederico Mendonça de Oliveira
“Só faltava essa: esse boneco transformado em presidente dos EUA, simples serviçal dos globalizadores implacáveis, ganhar Nobel da Paz! Que serviço ele tem prestado à paz para ganhar essa merda de prêmio??”, comenta iracundo Manoel com sua linda Maria ao ver estampado em primeira página de jornalões estúpidos tamanho disparate, misturado a outras titicas inúteis que em nada contribuem para informar ou esclarecer coisas que sempre ficam no ar. Coisas como todos os escândalos que sacodem esse país miserabilizado e já moribundo, terminal sob tanta imundície e depravação. “Afinal, essa besta cheia de glamour pra otários não esconde que acredita na guerra para se alcançar a paz... Ora, o que o país-lugar que ele falsamente comanda faz é ocupar, invadir, massacrar, não há nenhuma guerra em curso! Guerra é outra coisa, é exército contra exército, não é o poderio irresistível da maior potência mundial invadindo países desarmados como Iraque e Afeganistão, não esquecendo a ação imunda dos yankees contra Cuba, Vietnam, Coréia, não esquecendo a ignomínia que foi o lançamento de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki! E, pior que essas duas cidades, o bombardeio-genocídio contra a Alemanha já rendida, pulverizando a maioria das cidades importantes e massacrando população civil absolutamente indefesa! Isso é guerra para alcançar a paz?? Ora, vá pentear macaco, vá chupar um prego até virar parafuso, lacaio dos globalizadores!!” Enter.
Pra contrabalançar essa constatação que abestalha todos os seres com um mínimo de visão da realidade, temos aí o boneco tido pelo Obama como líder na América que não fala inglês: o execrável Lula, refinado farsante, aliás nada refinado, pois não passa de um bugre, um grosso, e está na presidência devidamente colocado pelos que manejam os cordéis dos poderes mundo afora. “Obama disse que ‘Esse é o cara!’, o que nos faz desconfiar definitivamente de qualquer coisa que esse boneco roufenho e caricatural, senão histriônico, faça ou diga. Anda perdoando dívidas de diversos países latinos e africanos sob orientação dos globalizadores, para seguramente, dentro de pouco tempo, estar como líder aglutinador de um monte de paisecos, com isso quebrando a verdadeira arrancada pela soberania movida por Chávez, Morales e Rafael Correa na América do Sul, arrancada que Lula está sendo trabalhado para brecar, pois a podridão petista não tem qualquer índole que a faça ombrear com gente como esses três líderes autênticos...” Então Manoel pega o gatinho e senta em sua poltrona refletindo sobre o negro horizonte que se vai definindo sob a política dos Conquistadores do Mundo: “É como aqui neste arraial fedorento, cheio de moleques e bandidos: o que rola é um câncer para destruir todo e qualquer tecido saudável onde quer que se vá! Os globalizadores não agem somente visando o poder: é preciso destruir para dominar, dividir para imperar. E o mais horripilante é que isso é movido a ódio histórico, senão cósmico: os globalizadores são movidos a ódio, são o ódio feito povo, ai de nós cristãos!...” Enter.
E por falar em Arraial das Bagas, a podridão tem lugar aqui. Não só rola ódio entre os arraialeiros, todos eles – são pouquíssimas as exceções – ignorantes e cheios de fantasias de arrogância e megalomania, como se verifica um pendor explícito para participar de corrupção. “Trata-se de um lugar até maldito, porque nele nada de bom tem espaço, ao contrário do que acontece com tudo que é ruim. Uma das únicas virtudes nas Bagas é o fato de metade do arraial ser flamenguista, mas isso não é novidade: metade do Brasil também é, porque o Flamengo é um estado de espírito, é o que resta de bom nos corações perdidos nessa pindorama estraçalhada!... Enter.
E por falar em Flamengo, ocorreu um episódio estranhíssimo com o amigo músico de Manoel: no que o cara festejava a conquista, pelo seu Flamengo, do Campeonato Brasileiro de 2009, um vizinho começou a bombardear a casa do cara com tijoladas, o cara estava completamente transtornado, parecia em transe de droga, virou um assassino potencial, ameaçou o amigo de Manoel de morte, injuriou o cara de todas as maneiras! E o amigo não tem a quem recorrer no arraial: tudo está dominado, tudo envolvido com o crime e os criminosos que ele denunciou como responsáveis pela alteração que criou uma praça ilegal. Manoel, consternado, pede ajuda a Deus para reverter esse horror que ameaça o futuro dessa comunidade corrompida, infeliz e beirando a loucura coletiva. Enter final.
Pois o pai do menino, que estava viajando nesse fim de semana prolongado, chegou e procurou o amigo de Manoel para uma “conversa” e veladamente ele foi ameaçado, aconselhado a não tomar nenhuma medida policial ou judicial, a não tomar nenhuma providência em relação ao delito, alegando que ele mesmo tomaria suas medidas para com o infrator. Detalhe: esse pai, entre outras coisas, assinou a favor do crime, se posicionou de diversas maneiras contra o amigo de Manoel e ainda vem dizer o que o cara deve fazer. Veladamente, veio uma ameaça, não esquecendo que na conversa o tipo lembrou que o filho agressor é a única pessoa no entorno que dá razão ao amigo de Manoel. E bombardeia a casa dele com tijoladas??? Que diabo é isso? “Isso é o Arraial das Bagas, isso é Minas, isso é Brasil, isso é o mundo sob a globalização, sob a ação deles!”, pensa Manoel. “E durma-se com um barulho desses, sem esquecer que a selvageria se manifesta em cada gesto desses arraialeiros, ficando em questão ou em xeque a escolha de viver no interior ter sido um ato acertado, baseado em fugir da violência das capitais!...” E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 609 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 132 DIAS E CUJA LIMINAR BAIXADA PELA PUBLICAÇÃO ESTÁ EM VOTAÇÃO NO SUPREMO. A CENSURA AO ‘ESTADÃO’ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS..., FOI MANTIDA PELO MINISTRO PRESIDENTE DO STF, GILMAR MENDES. E CONTINUAMOS AMORDAÇADOS BONITINHO!
“Só faltava essa: esse boneco transformado em presidente dos EUA, simples serviçal dos globalizadores implacáveis, ganhar Nobel da Paz! Que serviço ele tem prestado à paz para ganhar essa merda de prêmio??”, comenta iracundo Manoel com sua linda Maria ao ver estampado em primeira página de jornalões estúpidos tamanho disparate, misturado a outras titicas inúteis que em nada contribuem para informar ou esclarecer coisas que sempre ficam no ar. Coisas como todos os escândalos que sacodem esse país miserabilizado e já moribundo, terminal sob tanta imundície e depravação. “Afinal, essa besta cheia de glamour pra otários não esconde que acredita na guerra para se alcançar a paz... Ora, o que o país-lugar que ele falsamente comanda faz é ocupar, invadir, massacrar, não há nenhuma guerra em curso! Guerra é outra coisa, é exército contra exército, não é o poderio irresistível da maior potência mundial invadindo países desarmados como Iraque e Afeganistão, não esquecendo a ação imunda dos yankees contra Cuba, Vietnam, Coréia, não esquecendo a ignomínia que foi o lançamento de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki! E, pior que essas duas cidades, o bombardeio-genocídio contra a Alemanha já rendida, pulverizando a maioria das cidades importantes e massacrando população civil absolutamente indefesa! Isso é guerra para alcançar a paz?? Ora, vá pentear macaco, vá chupar um prego até virar parafuso, lacaio dos globalizadores!!” Enter.
Pra contrabalançar essa constatação que abestalha todos os seres com um mínimo de visão da realidade, temos aí o boneco tido pelo Obama como líder na América que não fala inglês: o execrável Lula, refinado farsante, aliás nada refinado, pois não passa de um bugre, um grosso, e está na presidência devidamente colocado pelos que manejam os cordéis dos poderes mundo afora. “Obama disse que ‘Esse é o cara!’, o que nos faz desconfiar definitivamente de qualquer coisa que esse boneco roufenho e caricatural, senão histriônico, faça ou diga. Anda perdoando dívidas de diversos países latinos e africanos sob orientação dos globalizadores, para seguramente, dentro de pouco tempo, estar como líder aglutinador de um monte de paisecos, com isso quebrando a verdadeira arrancada pela soberania movida por Chávez, Morales e Rafael Correa na América do Sul, arrancada que Lula está sendo trabalhado para brecar, pois a podridão petista não tem qualquer índole que a faça ombrear com gente como esses três líderes autênticos...” Então Manoel pega o gatinho e senta em sua poltrona refletindo sobre o negro horizonte que se vai definindo sob a política dos Conquistadores do Mundo: “É como aqui neste arraial fedorento, cheio de moleques e bandidos: o que rola é um câncer para destruir todo e qualquer tecido saudável onde quer que se vá! Os globalizadores não agem somente visando o poder: é preciso destruir para dominar, dividir para imperar. E o mais horripilante é que isso é movido a ódio histórico, senão cósmico: os globalizadores são movidos a ódio, são o ódio feito povo, ai de nós cristãos!...” Enter.
E por falar em Arraial das Bagas, a podridão tem lugar aqui. Não só rola ódio entre os arraialeiros, todos eles – são pouquíssimas as exceções – ignorantes e cheios de fantasias de arrogância e megalomania, como se verifica um pendor explícito para participar de corrupção. “Trata-se de um lugar até maldito, porque nele nada de bom tem espaço, ao contrário do que acontece com tudo que é ruim. Uma das únicas virtudes nas Bagas é o fato de metade do arraial ser flamenguista, mas isso não é novidade: metade do Brasil também é, porque o Flamengo é um estado de espírito, é o que resta de bom nos corações perdidos nessa pindorama estraçalhada!... Enter.
E por falar em Flamengo, ocorreu um episódio estranhíssimo com o amigo músico de Manoel: no que o cara festejava a conquista, pelo seu Flamengo, do Campeonato Brasileiro de 2009, um vizinho começou a bombardear a casa do cara com tijoladas, o cara estava completamente transtornado, parecia em transe de droga, virou um assassino potencial, ameaçou o amigo de Manoel de morte, injuriou o cara de todas as maneiras! E o amigo não tem a quem recorrer no arraial: tudo está dominado, tudo envolvido com o crime e os criminosos que ele denunciou como responsáveis pela alteração que criou uma praça ilegal. Manoel, consternado, pede ajuda a Deus para reverter esse horror que ameaça o futuro dessa comunidade corrompida, infeliz e beirando a loucura coletiva. Enter final.
Pois o pai do menino, que estava viajando nesse fim de semana prolongado, chegou e procurou o amigo de Manoel para uma “conversa” e veladamente ele foi ameaçado, aconselhado a não tomar nenhuma medida policial ou judicial, a não tomar nenhuma providência em relação ao delito, alegando que ele mesmo tomaria suas medidas para com o infrator. Detalhe: esse pai, entre outras coisas, assinou a favor do crime, se posicionou de diversas maneiras contra o amigo de Manoel e ainda vem dizer o que o cara deve fazer. Veladamente, veio uma ameaça, não esquecendo que na conversa o tipo lembrou que o filho agressor é a única pessoa no entorno que dá razão ao amigo de Manoel. E bombardeia a casa dele com tijoladas??? Que diabo é isso? “Isso é o Arraial das Bagas, isso é Minas, isso é Brasil, isso é o mundo sob a globalização, sob a ação deles!”, pensa Manoel. “E durma-se com um barulho desses, sem esquecer que a selvageria se manifesta em cada gesto desses arraialeiros, ficando em questão ou em xeque a escolha de viver no interior ter sido um ato acertado, baseado em fugir da violência das capitais!...” E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 609 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 132 DIAS E CUJA LIMINAR BAIXADA PELA PUBLICAÇÃO ESTÁ EM VOTAÇÃO NO SUPREMO. A CENSURA AO ‘ESTADÃO’ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS..., FOI MANTIDA PELO MINISTRO PRESIDENTE DO STF, GILMAR MENDES. E CONTINUAMOS AMORDAÇADOS BONITINHO!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Manoel e a orangotanga fotógrafa
Frederico Mendonça de Oliveira
“E daí? Que importância tem isso de uma fêmea orangotango tirar fotos? O Alex Silveira, que está praticamente cego, não é hoje diretor de fotografia e documentários na Globo, e não cobre eventos e mais eventos depois de uma bala de borracha disparada por um gorila da PM paulista lhe arrebentar o olho são? Ora, não há nada de especial em orangotangos fotografarem!”. Pois é: Manoel, um estudioso e pensador, analista rigoroso de seu tempo e iniciando na tarefa de transcendência assumida para no mínimo se realizar em três existências, considera que deve intervir nessa palhaçada de promoverem orangotangos, e essa é a segunda vez que isso acontece neste 2009 esmerdeado por tantas outras titicas elevadas a potências inadmissíveis. Enter.
O outro orangósio que ganhou primeira página na mídia mundial, faz até pouco tempo, foi um que andou assoviando, não se sabendo se continua. Aí fizeram um CD em que aparece o assovio do bicho com fundo musical, e a macacada vestida, essa legião de “humanos” que não volta às árvores por não ter mais rabo, achou isso maravilhoso e comprou o CD para ouvir e mostrar a “novidade”. “Novidade seria vocês voltarem a pensar, macacos vestidos! Novidade é vocês conseguirem retomar qualquer resquício de consciência crítica, imbecis!”, ruge Manoel, pensando na Europa que ele deixou pra trás e onde acontecem esses “fenômenos” em zoológicos que são os territórios de vida real e normal nesse planeta, territórios cercados de estúpidos por todos os lados e sempre invadidos por macacos vestidos que insistem em dar pipoca aos macacos e jogar alimentos para os “bichos” que não pensam, só reagem a estímulos mostrando que nem estão aí. “Bichos que não pensam?? Ora, como se os macacos vestidos pensassem! Rarará! Que piada essa, dizer que ‘humanos’ pensam! Alguns pensam, sim, mas são raríssimos! Quem, hoje, é capaz de entender o que diz o Gilberto Nable? Aliás, que é a poesia do Gilberto Nable senão uma espécie de (nost)algia do pensar – e sentir! – em meio a um oceano mundializado de bestas? Ora, macacos (extremamente mal) vestidos, vejam se me dizem se o macaco real descasca a banana pra comer! Descasca ou não descasca? E por que é que você descasca a banana para comê-la, macaco vestido? A casca é imprópria para a digestão e a alimentação? E por quê? Porque é suja? Porque existe somente para proteger a banana?” Enter.
“Então a macaca fotografa, né? Pior é sermos governados por macacos vestidos, que hoje fotografam também! Qualquer macaco vestido hoje fotografa, e as imagens captadas por eles são tão ou mais primárias que as captadas pela Nonja, a orangósia de Viena! Porque só pode captar algo quem vê conteúdos em algo, e os macacos vestidos de hoje só identificam imagens, senão somente perfis definitórios de funções primárias...”, considera filosoficamente Manoel depois de analisar uma foto tirada pela Nonja, um close acidental sobre a face do filhote e que acabou ficando um poema no que revela uma proximidade inusitada com o universo dos pongídeos... “E o tratador dos antropóides, um macaco vestido sem poesia nas células cooptadas, minimiza não o que acontece com a oranga de câmera na mão, mas mostra apenas que obedece a seus antolhos: ‘Claro que os orangotangos não estão nem aí para as fotos, só sabem que apertando um botão aparece uma uva-passa’. Você não entendeu a poesia e o milagre que é ao apertar um botão com aquele dedo ancestral ‘aparecer uma uva-passa’? Pense bem, animal, na poesia que você criou sem querer! Bem, macacos vestidos não lêem Guimarães Rosa, que observou que ‘Quando nada acontece, está ocorrendo um milagre que não estamos vendo’, não é mesmo ô boneco do sistema?” Enter.
E Manoel recorda a sogra do amigo músico, que passou quase um mês na Europa com o filho, e que respondeu, quando indagada pelo amigo sobre o que achou da viagem: “Vi muita coisa bonita, mas tá tudo igual, tudo lojas com gente comprando bestamente, e o pior é que a maior parte do tempo gasto lá foi em engarrafamentos”. O amigo de Manoel pediu à sogra que trouxesse um exemplar de obras completas do Fernando Pessoa quando passasse por Portugal. Pois ela procurou, procurou, procurou – e só achou um livro lá, uma edição especial de uma parte ínfima da obra. De outra feita, ocorreu o mesmo: uma amiga do amigo passou tempos em Lisboa e não achou nada sobre o grande poeta. “Que Europa é esta, que Portugal é este??”, considera Manoel chapado. Enter.
Esta é a Europa dos globalizadores, grande Manoel! E nela estão as multidões dos globalizados, macacos vestidos e de cérebro em ponto morto para serem conduzidos como gado, não é? “Pois tu pensas que não sei, ó Frederico?? Pensas que não enxergo com nitidez, embora esteja quase cego pela catarata, que existe uma desgraça em marcha por trás desse cenário de miséria que é o mundo chamado de ‘civilizado’? Civilizados são os que estão confinados em zoológicos, porque eles não destroem o planeta, e talvez por isso estejam sendo levados à extinção pelo bípede implume que tem por qualidade ímpar prender e matar seu semelhante... O mundo está transformado em nação sem face onde pululam os goyim... e está no Urban Dictionary que ‘goyim’ dignifica ‘cattle’, e ainda cabe a consideração: ‘Said with contemption’... Que podemos esperar de seres que destroem o mundo, um ser vivo que se dá a esses degenerados para eles simplesmente se empenharem em destruí-lo??”Enter final.
Bem, vamos deixar nossos possíveis leitores certos de que Camões já entrevia isso tudo nos Lusíadas: “Põe-me onde se use toda a feridade/ entre leões e tigres, e verei/ se neles achar posso a piedade/ que entre peitos humanos não achei”.”Procurem compreender melhor os pongídeos, ó macacos vestidos!!”, ruge Manoel de dentro de sua iniciação conduzida por Dion Fortune. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 602 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 128 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
“E daí? Que importância tem isso de uma fêmea orangotango tirar fotos? O Alex Silveira, que está praticamente cego, não é hoje diretor de fotografia e documentários na Globo, e não cobre eventos e mais eventos depois de uma bala de borracha disparada por um gorila da PM paulista lhe arrebentar o olho são? Ora, não há nada de especial em orangotangos fotografarem!”. Pois é: Manoel, um estudioso e pensador, analista rigoroso de seu tempo e iniciando na tarefa de transcendência assumida para no mínimo se realizar em três existências, considera que deve intervir nessa palhaçada de promoverem orangotangos, e essa é a segunda vez que isso acontece neste 2009 esmerdeado por tantas outras titicas elevadas a potências inadmissíveis. Enter.
O outro orangósio que ganhou primeira página na mídia mundial, faz até pouco tempo, foi um que andou assoviando, não se sabendo se continua. Aí fizeram um CD em que aparece o assovio do bicho com fundo musical, e a macacada vestida, essa legião de “humanos” que não volta às árvores por não ter mais rabo, achou isso maravilhoso e comprou o CD para ouvir e mostrar a “novidade”. “Novidade seria vocês voltarem a pensar, macacos vestidos! Novidade é vocês conseguirem retomar qualquer resquício de consciência crítica, imbecis!”, ruge Manoel, pensando na Europa que ele deixou pra trás e onde acontecem esses “fenômenos” em zoológicos que são os territórios de vida real e normal nesse planeta, territórios cercados de estúpidos por todos os lados e sempre invadidos por macacos vestidos que insistem em dar pipoca aos macacos e jogar alimentos para os “bichos” que não pensam, só reagem a estímulos mostrando que nem estão aí. “Bichos que não pensam?? Ora, como se os macacos vestidos pensassem! Rarará! Que piada essa, dizer que ‘humanos’ pensam! Alguns pensam, sim, mas são raríssimos! Quem, hoje, é capaz de entender o que diz o Gilberto Nable? Aliás, que é a poesia do Gilberto Nable senão uma espécie de (nost)algia do pensar – e sentir! – em meio a um oceano mundializado de bestas? Ora, macacos (extremamente mal) vestidos, vejam se me dizem se o macaco real descasca a banana pra comer! Descasca ou não descasca? E por que é que você descasca a banana para comê-la, macaco vestido? A casca é imprópria para a digestão e a alimentação? E por quê? Porque é suja? Porque existe somente para proteger a banana?” Enter.
“Então a macaca fotografa, né? Pior é sermos governados por macacos vestidos, que hoje fotografam também! Qualquer macaco vestido hoje fotografa, e as imagens captadas por eles são tão ou mais primárias que as captadas pela Nonja, a orangósia de Viena! Porque só pode captar algo quem vê conteúdos em algo, e os macacos vestidos de hoje só identificam imagens, senão somente perfis definitórios de funções primárias...”, considera filosoficamente Manoel depois de analisar uma foto tirada pela Nonja, um close acidental sobre a face do filhote e que acabou ficando um poema no que revela uma proximidade inusitada com o universo dos pongídeos... “E o tratador dos antropóides, um macaco vestido sem poesia nas células cooptadas, minimiza não o que acontece com a oranga de câmera na mão, mas mostra apenas que obedece a seus antolhos: ‘Claro que os orangotangos não estão nem aí para as fotos, só sabem que apertando um botão aparece uma uva-passa’. Você não entendeu a poesia e o milagre que é ao apertar um botão com aquele dedo ancestral ‘aparecer uma uva-passa’? Pense bem, animal, na poesia que você criou sem querer! Bem, macacos vestidos não lêem Guimarães Rosa, que observou que ‘Quando nada acontece, está ocorrendo um milagre que não estamos vendo’, não é mesmo ô boneco do sistema?” Enter.
E Manoel recorda a sogra do amigo músico, que passou quase um mês na Europa com o filho, e que respondeu, quando indagada pelo amigo sobre o que achou da viagem: “Vi muita coisa bonita, mas tá tudo igual, tudo lojas com gente comprando bestamente, e o pior é que a maior parte do tempo gasto lá foi em engarrafamentos”. O amigo de Manoel pediu à sogra que trouxesse um exemplar de obras completas do Fernando Pessoa quando passasse por Portugal. Pois ela procurou, procurou, procurou – e só achou um livro lá, uma edição especial de uma parte ínfima da obra. De outra feita, ocorreu o mesmo: uma amiga do amigo passou tempos em Lisboa e não achou nada sobre o grande poeta. “Que Europa é esta, que Portugal é este??”, considera Manoel chapado. Enter.
Esta é a Europa dos globalizadores, grande Manoel! E nela estão as multidões dos globalizados, macacos vestidos e de cérebro em ponto morto para serem conduzidos como gado, não é? “Pois tu pensas que não sei, ó Frederico?? Pensas que não enxergo com nitidez, embora esteja quase cego pela catarata, que existe uma desgraça em marcha por trás desse cenário de miséria que é o mundo chamado de ‘civilizado’? Civilizados são os que estão confinados em zoológicos, porque eles não destroem o planeta, e talvez por isso estejam sendo levados à extinção pelo bípede implume que tem por qualidade ímpar prender e matar seu semelhante... O mundo está transformado em nação sem face onde pululam os goyim... e está no Urban Dictionary que ‘goyim’ dignifica ‘cattle’, e ainda cabe a consideração: ‘Said with contemption’... Que podemos esperar de seres que destroem o mundo, um ser vivo que se dá a esses degenerados para eles simplesmente se empenharem em destruí-lo??”Enter final.
Bem, vamos deixar nossos possíveis leitores certos de que Camões já entrevia isso tudo nos Lusíadas: “Põe-me onde se use toda a feridade/ entre leões e tigres, e verei/ se neles achar posso a piedade/ que entre peitos humanos não achei”.”Procurem compreender melhor os pongídeos, ó macacos vestidos!!”, ruge Manoel de dentro de sua iniciação conduzida por Dion Fortune. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 602 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, VERGONHA QUE SOMA 128 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Manoel e o ódio racial doentio
Frederico Mendonça de Oliveira
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad esteve entre nós nesta semana de merda como outra qualquer – os tempos são de merda, qualquer dia ou semana ou mês são de merda, claro –, e a imprensa, nas mãos dos globalizadores, deu cobertura de merda à presença do líder iraniano no Brasil petista. Claro, isso se explica: o Irã não beija os pés dos mandões do Império, e o fato de estar em tarefa de produção da bomba atômica bota os donos do mundo em polvorosa. Para esses tipos monstruosos, Israel pode e tem que ter 400 ogivas nucleares, tudo certo; no entanto, acusaram o Iraque, país praticamente desarmado de tudo, de ter “armas de destruição em massa”, ordenaram inspeções a que se opôs o brasileiro chefe da APAQ Alexandre Bustani – que acabou destituído do cargo por pressão dos gringos yankees, mesmo sendo ele inamovível em seu cargo – e, contrariando todos os princípios internacionais de soberania, tomaram o país simplesmente para manter a hegemonia de Israel no Oriente Médio. Naqueles tempos a imprensa ainda tinha bolsões de resistência, e houve denúncias e gritas. “Hoje, rá rá rá, só existem papéis limpacu a serviço dos depravados de sarda nas costas das mãos!”, reflete Manoel, enojado com a MERDIOCRIDADE estabelecida como padrão no sistema político dominante. “Eles odeiam o Cristo, que não é um deles!”. Enter.
E a mídia fez seu serviço porco já esperado: tentou obscurecer a presença de um dos mais importantes presidentes do planeta hoje, simplesmente obedecendo à ordem de não falar sobre o assunto, ordem dada pelos globalizadores descarados, que mandam e desmandam em todos os países do mundo, com exceção de resistentes como Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Paquistão e Irã. E como o assunto é Ahmadinejad no Brasil. Manoel se concentra na resistência iraniana aos yankees imundos, enquanto contempla a boçalidade brasileira em relação à visita do líder a “nosso país”. Ou “nofo paíf”, como diz o bobo pinguço depravado, e aliás porque vale considerar que “não existe mais porra de país nenhum entre o Oiapoque e o Chuí!”, como rosna Manoel, cuja reflexão nos é muito cara sobre assuntos de uma colônia rebaixada ao âmbito da miséria mais miserável que se possa imaginar. Enter.
Pois Manoel abriu a Folha em busca de indícios para ele importantes e deu com um artigo de um sujeito de sobrenome um tanto pouco brasileiro e que ostentava um título um tanto agressivo. O escrevinhante do artigo era um tal de Sérgio Malbergier, e o artigo era intitulado “ O pária entre nós”. Pra começo de conversa, vamos ao significado de “pária”: no Houaiss, na segunda acepção do termo, está “pessoa mantida à margem da sociedade ou excluída do convívio social”. A primeira acepção é de caráter histórico, baseada em princípios políticos da Índia, não nos serve. Abrindo o artigo por curiosidade para ver do que se tratava, interessado em saber quem era o pária em questão, Manoel topou com um absurdo. Pensou que poderia ser o George W. Bush, o Idi Amin Dada, algum idiota da mídia internacional, gente dessa dimensão miserável. Pois a suspeita despertada pelo sobrenome meio agringalhado Malbergier se mostrou relevante: o “pária” em questão é simplesmente um homem amado por seu povo, representante digníssimo de toda uma comunidade envolvida com aperfeiçoamento humano, criatura iluminada pelo fato de representar os mais altos ideais de um país e da Humanidade como espécie criada à imagem e semelhança de Deus e que se obriga a evoluir por ter recebido o dom de reflexão sobre seu destino. “Pária, Ahmadinejad?? Esse colunista é um doente!!”, considera abismado Manoel, que se dispôs, diante de tal disparate, a dar uma passada de olhos no artigo. E lá está o motivo de considerar o presidente iraniano um “pária”: é que ele nega o tão promovido holocausto, grafado por toda a mídia do Império com maiúscula, e que não pode ser questionado, porque as vítimas disso seriam o “povo eleito”. Manoel, cristão convicto, acata as palavras do Cristo: “Todos são iguais perante Deus”, postura que levou o Filho de Deus à cruz, execução levada a cabo pelos soldados romanos mas a partir de condenação à morte determinada pelo sinédrio, tribunal dos fariseus que nos consideram “sementes de animal”. Enter final.
Bem, esse escrevinhador pago pela “cloaca da Barão de Limeira”, como se referem á Folha os inimigos do Império, não passa de um idiota a serviço de uma causa que ameaça o mundo. É um soldadinho de merda. Perto do presidente iraniano, não passa de titica de pulga. E eis que o líder que veio aqui articular coisas para o bem da Humanidade encontrou boa acolhida, e não adianta os cães ladrarem à sua passagem: a grande caravana ignora latidos de entidades inferiores. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 595 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 121 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad esteve entre nós nesta semana de merda como outra qualquer – os tempos são de merda, qualquer dia ou semana ou mês são de merda, claro –, e a imprensa, nas mãos dos globalizadores, deu cobertura de merda à presença do líder iraniano no Brasil petista. Claro, isso se explica: o Irã não beija os pés dos mandões do Império, e o fato de estar em tarefa de produção da bomba atômica bota os donos do mundo em polvorosa. Para esses tipos monstruosos, Israel pode e tem que ter 400 ogivas nucleares, tudo certo; no entanto, acusaram o Iraque, país praticamente desarmado de tudo, de ter “armas de destruição em massa”, ordenaram inspeções a que se opôs o brasileiro chefe da APAQ Alexandre Bustani – que acabou destituído do cargo por pressão dos gringos yankees, mesmo sendo ele inamovível em seu cargo – e, contrariando todos os princípios internacionais de soberania, tomaram o país simplesmente para manter a hegemonia de Israel no Oriente Médio. Naqueles tempos a imprensa ainda tinha bolsões de resistência, e houve denúncias e gritas. “Hoje, rá rá rá, só existem papéis limpacu a serviço dos depravados de sarda nas costas das mãos!”, reflete Manoel, enojado com a MERDIOCRIDADE estabelecida como padrão no sistema político dominante. “Eles odeiam o Cristo, que não é um deles!”. Enter.
E a mídia fez seu serviço porco já esperado: tentou obscurecer a presença de um dos mais importantes presidentes do planeta hoje, simplesmente obedecendo à ordem de não falar sobre o assunto, ordem dada pelos globalizadores descarados, que mandam e desmandam em todos os países do mundo, com exceção de resistentes como Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Paquistão e Irã. E como o assunto é Ahmadinejad no Brasil. Manoel se concentra na resistência iraniana aos yankees imundos, enquanto contempla a boçalidade brasileira em relação à visita do líder a “nosso país”. Ou “nofo paíf”, como diz o bobo pinguço depravado, e aliás porque vale considerar que “não existe mais porra de país nenhum entre o Oiapoque e o Chuí!”, como rosna Manoel, cuja reflexão nos é muito cara sobre assuntos de uma colônia rebaixada ao âmbito da miséria mais miserável que se possa imaginar. Enter.
Pois Manoel abriu a Folha em busca de indícios para ele importantes e deu com um artigo de um sujeito de sobrenome um tanto pouco brasileiro e que ostentava um título um tanto agressivo. O escrevinhante do artigo era um tal de Sérgio Malbergier, e o artigo era intitulado “ O pária entre nós”. Pra começo de conversa, vamos ao significado de “pária”: no Houaiss, na segunda acepção do termo, está “pessoa mantida à margem da sociedade ou excluída do convívio social”. A primeira acepção é de caráter histórico, baseada em princípios políticos da Índia, não nos serve. Abrindo o artigo por curiosidade para ver do que se tratava, interessado em saber quem era o pária em questão, Manoel topou com um absurdo. Pensou que poderia ser o George W. Bush, o Idi Amin Dada, algum idiota da mídia internacional, gente dessa dimensão miserável. Pois a suspeita despertada pelo sobrenome meio agringalhado Malbergier se mostrou relevante: o “pária” em questão é simplesmente um homem amado por seu povo, representante digníssimo de toda uma comunidade envolvida com aperfeiçoamento humano, criatura iluminada pelo fato de representar os mais altos ideais de um país e da Humanidade como espécie criada à imagem e semelhança de Deus e que se obriga a evoluir por ter recebido o dom de reflexão sobre seu destino. “Pária, Ahmadinejad?? Esse colunista é um doente!!”, considera abismado Manoel, que se dispôs, diante de tal disparate, a dar uma passada de olhos no artigo. E lá está o motivo de considerar o presidente iraniano um “pária”: é que ele nega o tão promovido holocausto, grafado por toda a mídia do Império com maiúscula, e que não pode ser questionado, porque as vítimas disso seriam o “povo eleito”. Manoel, cristão convicto, acata as palavras do Cristo: “Todos são iguais perante Deus”, postura que levou o Filho de Deus à cruz, execução levada a cabo pelos soldados romanos mas a partir de condenação à morte determinada pelo sinédrio, tribunal dos fariseus que nos consideram “sementes de animal”. Enter final.
Bem, esse escrevinhador pago pela “cloaca da Barão de Limeira”, como se referem á Folha os inimigos do Império, não passa de um idiota a serviço de uma causa que ameaça o mundo. É um soldadinho de merda. Perto do presidente iraniano, não passa de titica de pulga. E eis que o líder que veio aqui articular coisas para o bem da Humanidade encontrou boa acolhida, e não adianta os cães ladrarem à sua passagem: a grande caravana ignora latidos de entidades inferiores. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 595 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 121 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Manoel e as crianças do Brasil hoje
Frederico Mendonça de Oliveira
Simplesmente perplexo pelo fato de constatar que uma obra criminosa realizada por autoridades deformadas atingindo a residência e mesmo a vida e a paz de seu amigo músico teve como “apoio” para que ficasse “legal” a convocação das crianças do entorno para “frequentá-la”, Manoel começou a considerar as crianças como vítimas diretas e desgraçadas pela ação dos adultos, seres simplesmente sem qualquer vestígio de humanismo ou mesmo escrúpulo mínimo em suas almas. Almas penadas, diga-se muito claramente: a estupidez, a tacanhez e mesmo a ignorância podem ser admissíveis em geral. Mas a deformidade de espírito e a completa falta de sentido de humanidade levarem a atitudes de conveniência através de deformar crianças, especialmente os próprios filhos, isso é de causar engulhos, revolta! E, vendo-se todos impotentes diante de tudo como todos se vêm, trata-se da materialização da imagem do horror. Enter.
Pois Manoel tem visto as crianças, a partir dessa podridão e dessa deformidade inacreditáveis, como vítimas da escrotidão que se instala pra todo lado no Brasil (no mundo também?) e que parece irreversível. Acabrunhado com o simples fato de ver crianças alopradas pelas ruas, em lojas ou supermercados ou onde quer que estejam essas pequenas bestas fabricadas pelo sistema, nosso herói se indaga se já não estará ficando meio caduco. É que ele se surpreende tomado até de certo pânico ao deparar com essas criaturinhas a cada dia mais estupidificadas e exibindo um desequilíbrio inquietante em simplesmente tudo que fazem. As cenas envolvendo os pobres diabinhos onde quer que estejam revela uma deformação a eles imposta não se sabe se de forma programada pelo sistema, não se sabe se apenas pela degenerescência natural decorrente de toda essa empulhação que vemos explodir em todas as dimensões e instâncias de viver no geral e da área de poder. O arbítrio está mais claro e explícito do que nunca, e o mal acontece como sendo o normal – e todos se submetem e se adaptam a isso como sendo algo completamente natural! E as crianças vão acompanhando essa decomposição de tecido social “fazendo a sua parte”, envolvidas, arregimentadas, consoantes! A feiúra toma conta de tudo, e as crianças dão seu toque “mágico” a toda essa escatologia crescente e horrenda, e “que fazer??”, pergunta-se nosso herói diante de tanto horror! Enter.
Comprando suas necessidades básicas em supermercado, volta e meia Manoel contempla a miséria que é a presença de crianças no espaço do consumo. “Comprar é simplesmente adquirir o de que se necessita de acordo com nosso poder aquisitivo”, considera Manoel tomado do tédio filosófico em meio a produtos - que só significam, para ele, matéria para suprir necessidades. Pois os supermercados inventaram aqueles carrinhos em que os fedelhos vão alojados como que dirigindo um automóvel de brinquedo, sendo que o volante não interfere no rumo da geringonça, o que já faz dos rebentos dos consumidores uns idiotazinhos – pois ficam tentando operar o volante, e nada acontece. Recebem ali um múltiplo diploma de otários, porque, além de manipulados num treinamento para serem futuros consumistas crônicos e compulsivos, dá-se que não só aquilo não é carrinho como não obedece ao comando deles. Isto faz com que sejam também duplamente cooptados pelo adulto estúpido que os mete nessa patacoada. Enter.
Pois tem coisa pior: moleques correndo como zumbis adoidados pelos corredores, vindo como bólidos cegos em direção aos compradores, enquanto os boçais que os geraram e/ou pariram quedam inebriados no ato hoje religioso da compra, do consumo como atividade realizadora, gratificante, sagrada, catalisadora e mágica. Manoel se esquiva cuidadosamente desses maluquinhos perdidos, desses espectros da estupidez reinante, deixa-os passar como se fossem alimnárias desembestadas a serviço da loucura generalizada, imagens deprimentes dela. E a cada dia mais e mais se consolida na consciência de nosso herói a certeza da perdição imposta a essas pequenas cavalgaduras, projetos de boçais palradores, balantes e mugentes. Eles serão os personagens vivos e imagens móveis do futuro que já está aí, patético, esfarrapado, deformado, degringolado!... Enter final.
“Vinde a mim as criancinhas”, teria dito o Cristo em algum ponto dos Evangelhos. Pois o capeta intercedeu nisso: hoje as crianças são dele, do demônio que opera através da TV em filmes de animação carregados de violência gratuita e obsessiva, são reféns do mal instituído, contextualizam assustadoramente o inferno vivo que vamos suportando em direção ao despedaçamento final. E não há piedade nem humana nem divina que livre esses infelizes desse destino horrendo. E viva Santo Expedito! Oremos. E semana que vem falaremos mais disso. Bye!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 588 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 114 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
Simplesmente perplexo pelo fato de constatar que uma obra criminosa realizada por autoridades deformadas atingindo a residência e mesmo a vida e a paz de seu amigo músico teve como “apoio” para que ficasse “legal” a convocação das crianças do entorno para “frequentá-la”, Manoel começou a considerar as crianças como vítimas diretas e desgraçadas pela ação dos adultos, seres simplesmente sem qualquer vestígio de humanismo ou mesmo escrúpulo mínimo em suas almas. Almas penadas, diga-se muito claramente: a estupidez, a tacanhez e mesmo a ignorância podem ser admissíveis em geral. Mas a deformidade de espírito e a completa falta de sentido de humanidade levarem a atitudes de conveniência através de deformar crianças, especialmente os próprios filhos, isso é de causar engulhos, revolta! E, vendo-se todos impotentes diante de tudo como todos se vêm, trata-se da materialização da imagem do horror. Enter.
Pois Manoel tem visto as crianças, a partir dessa podridão e dessa deformidade inacreditáveis, como vítimas da escrotidão que se instala pra todo lado no Brasil (no mundo também?) e que parece irreversível. Acabrunhado com o simples fato de ver crianças alopradas pelas ruas, em lojas ou supermercados ou onde quer que estejam essas pequenas bestas fabricadas pelo sistema, nosso herói se indaga se já não estará ficando meio caduco. É que ele se surpreende tomado até de certo pânico ao deparar com essas criaturinhas a cada dia mais estupidificadas e exibindo um desequilíbrio inquietante em simplesmente tudo que fazem. As cenas envolvendo os pobres diabinhos onde quer que estejam revela uma deformação a eles imposta não se sabe se de forma programada pelo sistema, não se sabe se apenas pela degenerescência natural decorrente de toda essa empulhação que vemos explodir em todas as dimensões e instâncias de viver no geral e da área de poder. O arbítrio está mais claro e explícito do que nunca, e o mal acontece como sendo o normal – e todos se submetem e se adaptam a isso como sendo algo completamente natural! E as crianças vão acompanhando essa decomposição de tecido social “fazendo a sua parte”, envolvidas, arregimentadas, consoantes! A feiúra toma conta de tudo, e as crianças dão seu toque “mágico” a toda essa escatologia crescente e horrenda, e “que fazer??”, pergunta-se nosso herói diante de tanto horror! Enter.
Comprando suas necessidades básicas em supermercado, volta e meia Manoel contempla a miséria que é a presença de crianças no espaço do consumo. “Comprar é simplesmente adquirir o de que se necessita de acordo com nosso poder aquisitivo”, considera Manoel tomado do tédio filosófico em meio a produtos - que só significam, para ele, matéria para suprir necessidades. Pois os supermercados inventaram aqueles carrinhos em que os fedelhos vão alojados como que dirigindo um automóvel de brinquedo, sendo que o volante não interfere no rumo da geringonça, o que já faz dos rebentos dos consumidores uns idiotazinhos – pois ficam tentando operar o volante, e nada acontece. Recebem ali um múltiplo diploma de otários, porque, além de manipulados num treinamento para serem futuros consumistas crônicos e compulsivos, dá-se que não só aquilo não é carrinho como não obedece ao comando deles. Isto faz com que sejam também duplamente cooptados pelo adulto estúpido que os mete nessa patacoada. Enter.
Pois tem coisa pior: moleques correndo como zumbis adoidados pelos corredores, vindo como bólidos cegos em direção aos compradores, enquanto os boçais que os geraram e/ou pariram quedam inebriados no ato hoje religioso da compra, do consumo como atividade realizadora, gratificante, sagrada, catalisadora e mágica. Manoel se esquiva cuidadosamente desses maluquinhos perdidos, desses espectros da estupidez reinante, deixa-os passar como se fossem alimnárias desembestadas a serviço da loucura generalizada, imagens deprimentes dela. E a cada dia mais e mais se consolida na consciência de nosso herói a certeza da perdição imposta a essas pequenas cavalgaduras, projetos de boçais palradores, balantes e mugentes. Eles serão os personagens vivos e imagens móveis do futuro que já está aí, patético, esfarrapado, deformado, degringolado!... Enter final.
“Vinde a mim as criancinhas”, teria dito o Cristo em algum ponto dos Evangelhos. Pois o capeta intercedeu nisso: hoje as crianças são dele, do demônio que opera através da TV em filmes de animação carregados de violência gratuita e obsessiva, são reféns do mal instituído, contextualizam assustadoramente o inferno vivo que vamos suportando em direção ao despedaçamento final. E não há piedade nem humana nem divina que livre esses infelizes desse destino horrendo. E viva Santo Expedito! Oremos. E semana que vem falaremos mais disso. Bye!
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 588 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 114 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Manoel e seu novo amigo poeta
Frederico Mendonça de Oliveira
De repente o amigo músico de Manoel presenteou seu faixa lusitano com dois livros de um poeta de Aiuruoca, linda cidade do Sul de Minas já no limite da Zona da Mata. Dessa área saiu também o poeta magnífico Dantas Mota, ídolo deste novo e já muito amadurecido vate aiuruoquense. Trata-se de Gilberto Nable, aliás médico, aliás pessoa de profunda sensibilidade e inteligência. Pois foi Manoel abrir o primeiro dos dois livros e arregalar os olhos: “O que é isto???”, perguntou-se logo nosso herói ao deparar com o estro do bardo para ele um estreante. Ele dava de cara com o livro O Mago sem Pombos. Manoel abrira no terceiro poema, e a paulada cantou logo em sua fecunda cuca: “Desconsolado feito mago sem pombos/ a quem ninguém deu uma lição de calma/ procuro, ainda entre livros, alma e alento”. Em estrofe adiante Manoel leva outra lambada: “Mas outros rumos não pretendi de mim,/ avesso, seco, muitas vezes cansado,/ aparentado a becos, auroras, botequins”. Estes belíssimos versos, que fizeram Manoel parar considerando admirado sonoridade e teor, estão também na contracapa do livro, uma bela edição da 7Letras, editora carioca. Enter.
“O que foi feito da poesia não só no Brasil, mas mesmo em Portugal?”, considera Manoel ainda sob o impacto da poesia de O Mago sem Pombos. Politizado na marra, tendo lido até comunistas como
Trotsky e Lênin (Marx ele deixou pra lá, passou apenas os olhos no Manifesto, e aquilo não fechou com nada para ele), informado também pela experiência da vida, mas desde há 20 anos conhecedor da VERDADE através de obras ocultas a que poucos têm acesso em meio à azáfama destes tempos estúpidos, Manoel encontrou nas páginas do Mago uma revivificação de suas emoções da juventude no que topava com as obras de poetas brasileiros que produziam direto e difundiam encantamento, principalmente Cabral e Drummond. “Valia a pena morar no Brasil vendo aquele movimento editorial nos anos sessenta!”, dizia Manoel ao amigo músico em recente conversa, pois o amigo, mesmo músico, é da literatura, especialmente da poesia, e das artes plásticas, terreno em que produziu curiosas descobertas, como a pintura com cimento. “Pois agora tu me bateste no coração com a obra impressionante desse admirável Gilberto Nable!”, comenta com júbilo nosso herói ante a cara feliz do amigo. Enter.
E é sobre o amigo que Manoel pensa ao ler a primeira quadra do poema V do Mago: “Pouco importa o que digam.../ Mas como foste traído!/Com manha, ciúme e intriga/ Foram urdindo teu exílio.” Manoel até pensa consigo que esses versos são mesmo dirigidos, embora considere que “manha, ciúme e exílio”, no caso, seja pouco: valeria nisso um “ódio mortal doentio”, mas isso fica de fora destas luminosas linhas. E o poema avança: “Como se não os abrigasses,/ não um só, mas vários exílios,/ e desconhecesses a inveja/ e as mãos secas da usura”. E Manoel exulta, e um “Puta que pariu!” lhe escapa entre língua, dentes e lábios oclusivos surdos ao prosseguir na leitura do poema: “Mas ouso rir de vós, filisteus,/ratos-de-barrigas-brancas,/ tomando café com leite, de cuecas,/ contando cédulas, títulos e moedas”. E sob o impacto dos significados e da disposição musical de palavras, Manoel detecta a curiosa presença de rimas toantes: rimam as palavras ingênuos, cordeiro e dinheiro, rimam com filisteus, depois rimam cuecas com moedas, e lá vai Manoel viajando feliz nesse achado de nome Gilberto Nable. “Que felicidade poder expressar-se tão profunda e claramente!”, reflete nosso sensível ibero, e avança no desfecho lapidar do poema, que mija nos classemédias de merda: “É irrisório, sim, vosso patrimônio/ Vosso juntar de pedras feito lagostins/ Vossas cadelinhas, academias e soníferos/ Vossa piscina térmica com cascatas!”. Rolando os olhos a sua volta, Manoel considera a estupidez assumida da vizinhança porca e doentia que persegue por pura inveja – e por aflorar o ódio por se saberem medíocres e obtusos – o amigo músico, homem com a alegria simples dos eleitos da Musa, diletos de Santa Cecília, protegidos de Euterpe, sempre sob as graças de Eufrosina, Aglaê e Talia... e como poderiam ratazanas vestidas e cínicas enxergar tais valores? Vendo a plumagem do amigo, esses mulos zurram de despeito, sonham matar sua cor azul brilhante, babam de ódio vendo os olhos de Argos estampados na cauda aberta em leque quando o amigo simplesmente estuda sua guitarra e causa admiração em quem não se emporcalha nessa podridão! Enter final.
E fechemos: “Tem seu lado vegetal a morte./ No tecer de podres raízes,/ no modo como se conduz,/ ou como somos plantados” . E Manoel se deslumbra: “Chega por agora, meu novo amigo Gilberto Nable! Minha turma lá na Ibéria saberá de ti!”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 581 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 107 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
De repente o amigo músico de Manoel presenteou seu faixa lusitano com dois livros de um poeta de Aiuruoca, linda cidade do Sul de Minas já no limite da Zona da Mata. Dessa área saiu também o poeta magnífico Dantas Mota, ídolo deste novo e já muito amadurecido vate aiuruoquense. Trata-se de Gilberto Nable, aliás médico, aliás pessoa de profunda sensibilidade e inteligência. Pois foi Manoel abrir o primeiro dos dois livros e arregalar os olhos: “O que é isto???”, perguntou-se logo nosso herói ao deparar com o estro do bardo para ele um estreante. Ele dava de cara com o livro O Mago sem Pombos. Manoel abrira no terceiro poema, e a paulada cantou logo em sua fecunda cuca: “Desconsolado feito mago sem pombos/ a quem ninguém deu uma lição de calma/ procuro, ainda entre livros, alma e alento”. Em estrofe adiante Manoel leva outra lambada: “Mas outros rumos não pretendi de mim,/ avesso, seco, muitas vezes cansado,/ aparentado a becos, auroras, botequins”. Estes belíssimos versos, que fizeram Manoel parar considerando admirado sonoridade e teor, estão também na contracapa do livro, uma bela edição da 7Letras, editora carioca. Enter.
“O que foi feito da poesia não só no Brasil, mas mesmo em Portugal?”, considera Manoel ainda sob o impacto da poesia de O Mago sem Pombos. Politizado na marra, tendo lido até comunistas como
Trotsky e Lênin (Marx ele deixou pra lá, passou apenas os olhos no Manifesto, e aquilo não fechou com nada para ele), informado também pela experiência da vida, mas desde há 20 anos conhecedor da VERDADE através de obras ocultas a que poucos têm acesso em meio à azáfama destes tempos estúpidos, Manoel encontrou nas páginas do Mago uma revivificação de suas emoções da juventude no que topava com as obras de poetas brasileiros que produziam direto e difundiam encantamento, principalmente Cabral e Drummond. “Valia a pena morar no Brasil vendo aquele movimento editorial nos anos sessenta!”, dizia Manoel ao amigo músico em recente conversa, pois o amigo, mesmo músico, é da literatura, especialmente da poesia, e das artes plásticas, terreno em que produziu curiosas descobertas, como a pintura com cimento. “Pois agora tu me bateste no coração com a obra impressionante desse admirável Gilberto Nable!”, comenta com júbilo nosso herói ante a cara feliz do amigo. Enter.
E é sobre o amigo que Manoel pensa ao ler a primeira quadra do poema V do Mago: “Pouco importa o que digam.../ Mas como foste traído!/Com manha, ciúme e intriga/ Foram urdindo teu exílio.” Manoel até pensa consigo que esses versos são mesmo dirigidos, embora considere que “manha, ciúme e exílio”, no caso, seja pouco: valeria nisso um “ódio mortal doentio”, mas isso fica de fora destas luminosas linhas. E o poema avança: “Como se não os abrigasses,/ não um só, mas vários exílios,/ e desconhecesses a inveja/ e as mãos secas da usura”. E Manoel exulta, e um “Puta que pariu!” lhe escapa entre língua, dentes e lábios oclusivos surdos ao prosseguir na leitura do poema: “Mas ouso rir de vós, filisteus,/ratos-de-barrigas-brancas,/ tomando café com leite, de cuecas,/ contando cédulas, títulos e moedas”. E sob o impacto dos significados e da disposição musical de palavras, Manoel detecta a curiosa presença de rimas toantes: rimam as palavras ingênuos, cordeiro e dinheiro, rimam com filisteus, depois rimam cuecas com moedas, e lá vai Manoel viajando feliz nesse achado de nome Gilberto Nable. “Que felicidade poder expressar-se tão profunda e claramente!”, reflete nosso sensível ibero, e avança no desfecho lapidar do poema, que mija nos classemédias de merda: “É irrisório, sim, vosso patrimônio/ Vosso juntar de pedras feito lagostins/ Vossas cadelinhas, academias e soníferos/ Vossa piscina térmica com cascatas!”. Rolando os olhos a sua volta, Manoel considera a estupidez assumida da vizinhança porca e doentia que persegue por pura inveja – e por aflorar o ódio por se saberem medíocres e obtusos – o amigo músico, homem com a alegria simples dos eleitos da Musa, diletos de Santa Cecília, protegidos de Euterpe, sempre sob as graças de Eufrosina, Aglaê e Talia... e como poderiam ratazanas vestidas e cínicas enxergar tais valores? Vendo a plumagem do amigo, esses mulos zurram de despeito, sonham matar sua cor azul brilhante, babam de ódio vendo os olhos de Argos estampados na cauda aberta em leque quando o amigo simplesmente estuda sua guitarra e causa admiração em quem não se emporcalha nessa podridão! Enter final.
E fechemos: “Tem seu lado vegetal a morte./ No tecer de podres raízes,/ no modo como se conduz,/ ou como somos plantados” . E Manoel se deslumbra: “Chega por agora, meu novo amigo Gilberto Nable! Minha turma lá na Ibéria saberá de ti!”. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye!...
ATENÇÃO: JÁ ESTAMOS CENSURADOS HÁ 581 DIAS. A CENSURA A O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE SOMA 107 DIAS, JÁ ESTÁ CONDENADA ATÉ EM ÂMBITO MUNDIAL. QUANTO A NÓS...
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