Frederico Mendonça de Oliveira
Certa vez o presidente de Portugal – Manoel considera ter sido Craveiro Lopes – foi visitar a Inglaterra. Era lá pra 1955, por aí. Bem, o protocolo manda que qualquer presidente que visite Londres desfile ao lado da rainha de carruagem pelas ruas principais de Londres, e que seja passada em revista a guarda de honra do palácio de Buckingham. Pois iam os dois naquela pantomima ridícula, o presidente acenando para o povo nas ruas e a rainha fazendo seu tipo sempre empetecada com chapéu combinando com aquelas roupas sempre sem qualquer graça, e os belos bretões puxando a carruagem no maior garbo. Um deles, depois de um relincho indicativo de dor nas tripas, emitiu um estrondoso peido, na verdade um prodígio de potência, aliás questão de muita valia em se tratando de gostos de portugueses. Pois falando um português refinado típico de aristocratas, eis que a rainha, constrangida com o estrondoso fato – ou flato, como queiram –, falou para o presidente: “Oh!!!, senhor presidente! Que vergonha! Mas tem certas coisas que não podemos evitar, não é mesmo?” – ao que Craveiro teria respondido: “Oh!, majestade! Não se preocupe! Eu até pensei que tivesse sido o cavalo!’. E prosseguiu o passeio protocolar. Enter.
“Essa mania de mostrar os portugueses como sendo burros tem uma grande vantagem”, reflete Manoel: “Mostra que a suposta burrice não passa de um senso de humor que povos como os brasileiros não sonham ter!” E Manoel tem grandes chances de estar com a razão. Ou você não riu de imaginar, primeiro, a sinuca em que ficou a rainha frente ao equívoco?; segundo, ela imaginar que o presidente acreditasse que ela fosse capaz de emitir tamanho estrondo com seu esfíncter real; terceiro, o presidente estar mesmo falando sério, como certo de que sua majestade pudesse peidar tão poderosamente. Assim, uma gafe inevitável se transforma em uma situação hilariante, o que mostra que o senso de humor dos portugueses é imbatível. Pois não ficamos por aí: outro portuga entra num elevador onde já se encontra, descendo, um casal. Tão logo entra, o portuga emite um sonoro flato. O homem, indignado, esbraveja com o peidão: “Como é que o senhor faz isso na frente da minha mulher???”, ao que o portuga responde, sereno e educado: “Oh!, me desculpe! Eu não sabia que era a vez dela!”. Como podem ver, haja presença de espírito, criatividade, senão malícia pronta combinada a grande senso de humor. Enter.
E quem não libera suas ventosidades, sejam traquitos inodoros de donzela virgem, sejam bombas de cinquentões pançudos, sejam apitinhos assoviados fininho de noiva no altar no momento de benzer as alianças? Se não soltarmos os puns, eles retornam para dentro do tubo intestinal e complicam o fluxo peristáltico, disso podendo advir prisão de ventre! Mas que é sempre uma situação inusitada a emissão de peidos, lá isso é verdade. De uma feita, Manoel caminhava subindo a ladeira que leva a seu bairro. Como bom cervejeiro, costuma ter turbulências intestinais, que podem ocorrer na condição de diarréia ou de forte flatulência. “Vou peidar”, pensou Manoel, que julgava ser o único a caminhar por aquela lombada acima. Mas seu anjo da guarda fez que ele por precaução olhasse para trás, e eis que a meio metro dele vinha uma donzela com seu caminhar silenciado pelo solado de borracha do tênis. A bomba, que já estava na boca do canhão, teve de ser reprimida, e Manoel se livrou de um tremendo vexame, pois não é dado a aliviar com estampido seus intestinos diante de moças. Mesmo que seja muito diferente de uma moça educada, não importa. Importa é ELE ser educado e cavalheiro. Suando frio de ter detido um fluxo gasoso do tamanho de um pet de 600 ml, Manoel ganhou distância da sirigaita até poder se livrar da pressão, que ficou em ponto de dinamite bem no portal do fiofó contraído. Enter.
E não é raro o negócio de ele ter de se levantar do leito conjugal pela manhã já saída para ir liberar suas flatulências longe da câmara conjugal. O diabo é que quase sempre, apertado pela pressão de saída desesperada dos gases, tem de andar vários passos até sair do quarto, fechar a porta e ganhar uma distância segura para soltar os cachorros. Pois no que percorre tal estirão, eis que o flato volta às entranhas do cólon descendente, e eis Manoel perdido na casa com o vento acochado de novo nas tripas. E no que volta ao quarto e se deita, lá vem o sacana de novo pra boca do roscofe, e lá sai ele de novo. O que ele ignora é o quanto sua amada Maria se diverte de vê-lo evadir-se do leito em respeito a ela, e como se diverte ela mais ainda quando ouve os tiros de artilharia pesada que ressoam pela casa, e Manoel pensando que está a salvo de ser ouvido. Cruel, isso, muito cruel. Mas que seja. Fazer o quê? Enter.
Pois Manoel ficou intrigado com saber de um cirurgião seu amicíssimo que peida-se muito em salas de cirurgia. Pobre do paciente! Mal saberá ele que, sedado, andou aspirando gases mefíticos sulfídricos enquanto lhe metiam o bisturi! “Covardia!”, pensa Manoel acabrunhado. E mais ainda ficam esquisitas as coisas quando ele imagina a quantidade de puns que os congressistas emitem em plenário, especialmente porque vivem em banquetes e bocas livres, em farras em motéis que produzem fermentações obrigatórias, e tal consideração leva Manoel a indagar sobre o porquê de o peido ser tão mágico. O anúncio da Luftal é admirável...O pum também. Já os políticos... Enter final.
Tão encafifado ficou nosso herói com tais reflexões que resolveu ir ao dicionário consultar sobre a etimologia da palavra peido, e qual não foi sua surpresa ao verificar, no Houaiss, que não se trata de palavra onomatopéica, mas de verbete proveniente do latim, peditum, significando “traque, ventosidade”. E Manoel queda conjeturando sobre se o papa, em missa solene no Vaticano, não libera seus gases por baixo enquanto seus latinórios saem pelo orifício oposto em louvação a Deus. E se não seria admirável espargir um gás pelo recinto religioso que produzisse um azul no ar em reação com o gás sulfídrico. “Puta merda! A atmosfera interior da ingreja ficaria cheia de nuvens azuis, inclusive lá pro altar!” E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Manoel e a Terra do Nunca
Frederico Mendonça de Oliveira
Em sessão de recordação de sua infância, Manoel reconsidera coisas sobre o que não havia parado para pensar. E repensa muitos detalhes que ficaram intocados em seu subconsciente mesmo sob a grande pressão da entrada da adolescência e o ingresso na idade adulta. Soterrados por injunções e novas conjunturas que exigiram tomada de posição em plano crítico, eis que os símbolos e conteúdos assimilados na infância agora afloram em chafariz, e Manoel se vê às voltas com referências que na verdade o desviam da realidade – e ele nem tinha consciência disso... até que uma olhada no Kibeloco lhe sacudiu as referências. Enter.
Começou essa onda quando uma bela criatura ainda teen lhe chamou a atenção para um tombo do Caetano. O vate baiano fazia um show para otários não se sabe onde, e esse show foi filmado de alguma forma, até cair no divertido blog de curtição com a cara dos famosos. Manoel, que foi muito amigo de Cae em meados da década de 70 e que até esteve com o cantor em 1997 para lhe entregar o livro que escrevera sobre o pianista Tenório Jr., amigo querido de ambos, não pôde conter as gargalhadas quando viu o estabaco do velho amigo. Não é aquela coisa do Voltaire, que avaliou a condição humana através de observar que, ao ver uma pessoa levando um tombo, o diabinho que mora em nós se diverte logo, ao passo que o anjinho também nosso hóspede se demora algum tempo para socorrer o acidentado. Mas até vale encartar isso, uma vez que pode ser genérico, e Voltaire não era um pensador que emitisse conceitos pelo rabo. Acaba é que todos, mal ou bem, nos reconhecemos no exemplo acima... e que a perda de equilíbrio tem sempre seu conteúdo ridículo. Pois o que levou nosso herói ao solo não foi nada além da enorme léria que prossegue ocorrendo sob a influência dos globalizadores, e isso pede parágrafo especial. Enter.
Que diabo foi o “fenômeno” Michael Jackson? Um produto bem trabalhado pelos venenos do marketing? Uma ocorrência cármica igual a tantas outras, em que um ser humano é deificado a ponto de gerar romarias de adoradores e de “fiéis”? E que diabo de Neverland é aquilo, um lugar como outros tantos mas que vira um local sagrado para.... otários? Pois a partir dessas digressões Manoel volta a outra Terra do Nunca, a do Peter Pan, e reconsidera que suas práticas no território de Onã muitas vezes teriam sido inspiradas pelas lindas pernoquinhas nuas – ah, aquelas coxinhas rolicinhas!...- da fadinha Sininho, que era apaixonada pelo valente e estúpido Peter Pan, assexuado e fantasioso, na verdade um veneno para crianças. Pois Peter Pan e Michael Jackson têm muito em comum: nenhum dos dois queria saber de crescer (Jackson morreu infantil aos 50 anos...), não se interessavam realmente por fêmeas e eram cheios de truques. E, na esteira dessa associação de Jackson & Pan, Manoel topa com o universo Disney (José Guinao de batismo), que tanta merda rala lhe enfiou na cabeça e na alma. Personagens como Pato Donald e Mickey – que não se uniam devidamente a Margarida e Minie, ficando a relação sempre no ar –; Tio Patinhas, um Rockfeller desprovido de qualquer sombra de afetividade ou libido; e mais o Pateta, homem-cachorro aludindo aos negros, ops!, afrodescendentes americanos, lhe vêm á mente como ícones de referência intangível, como parâmetros, e de tudo aflora uma incrível perplexidade. Como se pôde enfiar tanta titica em tantas mentes e tantas searas culturais de tantos povos, e isso não ter sido até hoje sequer questionado? Realmente, uma terrível minoria maligna, um câncer que assola a vida dos povos, responde por quê. É que o projeto era transformar, através do cinema, das revistinhas em quadrinhos, do rádio e depois através da TV – este o instrumento de maior poder de devastação já conhecido – o mundo em uma Terra do Nunca, ficando para eles, os conquistadores, depois de subjugada a Humanidade, a Terra do Sempre. “Eis o que se pode chamar de verdadeiro “ardente nacionalismo tribal”, conjetura Manoel a respeito dos filhos de Mefistófeles e de Babalon, entrando nisso, em participação especial, Baphomet, enquanto Maria chega toda feminina, cheirosa e linda trazendo-lhe um segundo cafezinho para esquentar o dia de inverno. “Que porra de Sininho cacete nenhum!”, decide Manoel, que cresceu de verdade e se dirige para uma velhice lúcida e digna ao lado de sua verdadeira fada, Maria, em comparação com quem qualquer criação da Disney não passa de safada qualquer. “E pensar que engoli tanta porcaria vida afora!”, considera. Enter.
Reavaliando tudo isso, Manoel retira como que cirurgicamente de sua mente esses resquícios de valores não cozidos, não digeridos, apenas introjetados por força da máquina de burrificação que envolve o planeta desde tempos imemoriais e que é manejada pela já citada minoria demoníaca obcecada por dominar a Humanidade e submetê-la a seus pés. E a Terra do Nunca se desfaz em fumaça, levando para a lixeira os Disneys de ontem – os de hoje são inaceitáveis, e só servem para literalmente foder com a cabeça da criançada, como Xuxas e que tais – e os Michael Jackson de hoje, debelando a ação bacteriana e viral dessas fantasias estúpidas. Enter final.
Pois tem Caetano de volta: quem quiser ver a cena, basta buscar no Kibeloco “o tombo de Caetano’, ou “o estabaco de Caetano”. Ele cantava para um bando de estúpidos sua chatérrima composição Força Estranha, e os babaquaras babavam diante disso como se assistissem à aparição de Santo Expedito, e essa sessão de oligofrenia acabou virando tombo. “Metafórico, isso!”, pensa Manoel, por sinal experimentando alívio ao verificar que o amigo nada sofreu. “Muito bem, muito bem: a força estranha se manifestou jogando o cara embaixo, pois aquilo tudo era um episódio sobre o que outro baiano, Gregório de Mattos, consideraria como “Tudo somado é nada!”. “E o Brasil, este lugar malfadado, é a verdadeira Terra do Nunca!”, pensa Manoel: “nunca melhora, nunca vence a pobreza, o analfabetismo, a fome, o tráfico e a guerra civil, nunca se livra da corrupção, nunca alcança a maioridade como nação, nunca vira país!”. E assim Manoel queda, consolado por sua Maria, anjo. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Em sessão de recordação de sua infância, Manoel reconsidera coisas sobre o que não havia parado para pensar. E repensa muitos detalhes que ficaram intocados em seu subconsciente mesmo sob a grande pressão da entrada da adolescência e o ingresso na idade adulta. Soterrados por injunções e novas conjunturas que exigiram tomada de posição em plano crítico, eis que os símbolos e conteúdos assimilados na infância agora afloram em chafariz, e Manoel se vê às voltas com referências que na verdade o desviam da realidade – e ele nem tinha consciência disso... até que uma olhada no Kibeloco lhe sacudiu as referências. Enter.
Começou essa onda quando uma bela criatura ainda teen lhe chamou a atenção para um tombo do Caetano. O vate baiano fazia um show para otários não se sabe onde, e esse show foi filmado de alguma forma, até cair no divertido blog de curtição com a cara dos famosos. Manoel, que foi muito amigo de Cae em meados da década de 70 e que até esteve com o cantor em 1997 para lhe entregar o livro que escrevera sobre o pianista Tenório Jr., amigo querido de ambos, não pôde conter as gargalhadas quando viu o estabaco do velho amigo. Não é aquela coisa do Voltaire, que avaliou a condição humana através de observar que, ao ver uma pessoa levando um tombo, o diabinho que mora em nós se diverte logo, ao passo que o anjinho também nosso hóspede se demora algum tempo para socorrer o acidentado. Mas até vale encartar isso, uma vez que pode ser genérico, e Voltaire não era um pensador que emitisse conceitos pelo rabo. Acaba é que todos, mal ou bem, nos reconhecemos no exemplo acima... e que a perda de equilíbrio tem sempre seu conteúdo ridículo. Pois o que levou nosso herói ao solo não foi nada além da enorme léria que prossegue ocorrendo sob a influência dos globalizadores, e isso pede parágrafo especial. Enter.
Que diabo foi o “fenômeno” Michael Jackson? Um produto bem trabalhado pelos venenos do marketing? Uma ocorrência cármica igual a tantas outras, em que um ser humano é deificado a ponto de gerar romarias de adoradores e de “fiéis”? E que diabo de Neverland é aquilo, um lugar como outros tantos mas que vira um local sagrado para.... otários? Pois a partir dessas digressões Manoel volta a outra Terra do Nunca, a do Peter Pan, e reconsidera que suas práticas no território de Onã muitas vezes teriam sido inspiradas pelas lindas pernoquinhas nuas – ah, aquelas coxinhas rolicinhas!...- da fadinha Sininho, que era apaixonada pelo valente e estúpido Peter Pan, assexuado e fantasioso, na verdade um veneno para crianças. Pois Peter Pan e Michael Jackson têm muito em comum: nenhum dos dois queria saber de crescer (Jackson morreu infantil aos 50 anos...), não se interessavam realmente por fêmeas e eram cheios de truques. E, na esteira dessa associação de Jackson & Pan, Manoel topa com o universo Disney (José Guinao de batismo), que tanta merda rala lhe enfiou na cabeça e na alma. Personagens como Pato Donald e Mickey – que não se uniam devidamente a Margarida e Minie, ficando a relação sempre no ar –; Tio Patinhas, um Rockfeller desprovido de qualquer sombra de afetividade ou libido; e mais o Pateta, homem-cachorro aludindo aos negros, ops!, afrodescendentes americanos, lhe vêm á mente como ícones de referência intangível, como parâmetros, e de tudo aflora uma incrível perplexidade. Como se pôde enfiar tanta titica em tantas mentes e tantas searas culturais de tantos povos, e isso não ter sido até hoje sequer questionado? Realmente, uma terrível minoria maligna, um câncer que assola a vida dos povos, responde por quê. É que o projeto era transformar, através do cinema, das revistinhas em quadrinhos, do rádio e depois através da TV – este o instrumento de maior poder de devastação já conhecido – o mundo em uma Terra do Nunca, ficando para eles, os conquistadores, depois de subjugada a Humanidade, a Terra do Sempre. “Eis o que se pode chamar de verdadeiro “ardente nacionalismo tribal”, conjetura Manoel a respeito dos filhos de Mefistófeles e de Babalon, entrando nisso, em participação especial, Baphomet, enquanto Maria chega toda feminina, cheirosa e linda trazendo-lhe um segundo cafezinho para esquentar o dia de inverno. “Que porra de Sininho cacete nenhum!”, decide Manoel, que cresceu de verdade e se dirige para uma velhice lúcida e digna ao lado de sua verdadeira fada, Maria, em comparação com quem qualquer criação da Disney não passa de safada qualquer. “E pensar que engoli tanta porcaria vida afora!”, considera. Enter.
Reavaliando tudo isso, Manoel retira como que cirurgicamente de sua mente esses resquícios de valores não cozidos, não digeridos, apenas introjetados por força da máquina de burrificação que envolve o planeta desde tempos imemoriais e que é manejada pela já citada minoria demoníaca obcecada por dominar a Humanidade e submetê-la a seus pés. E a Terra do Nunca se desfaz em fumaça, levando para a lixeira os Disneys de ontem – os de hoje são inaceitáveis, e só servem para literalmente foder com a cabeça da criançada, como Xuxas e que tais – e os Michael Jackson de hoje, debelando a ação bacteriana e viral dessas fantasias estúpidas. Enter final.
Pois tem Caetano de volta: quem quiser ver a cena, basta buscar no Kibeloco “o tombo de Caetano’, ou “o estabaco de Caetano”. Ele cantava para um bando de estúpidos sua chatérrima composição Força Estranha, e os babaquaras babavam diante disso como se assistissem à aparição de Santo Expedito, e essa sessão de oligofrenia acabou virando tombo. “Metafórico, isso!”, pensa Manoel, por sinal experimentando alívio ao verificar que o amigo nada sofreu. “Muito bem, muito bem: a força estranha se manifestou jogando o cara embaixo, pois aquilo tudo era um episódio sobre o que outro baiano, Gregório de Mattos, consideraria como “Tudo somado é nada!”. “E o Brasil, este lugar malfadado, é a verdadeira Terra do Nunca!”, pensa Manoel: “nunca melhora, nunca vence a pobreza, o analfabetismo, a fome, o tráfico e a guerra civil, nunca se livra da corrupção, nunca alcança a maioridade como nação, nunca vira país!”. E assim Manoel queda, consolado por sua Maria, anjo. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Manoel e as cobras do arraial e do Brasil
Frederico Mendonça de Oliveira
Maria, no que realiza suas tarefas paralelas às de Manoel, envolvida afetiva e profissionalmente com ele, descobriu um barato a respeito de um jornalista que denunciou falcatruas no Pará e passou a ser perseguido por juiz e coisas nesse nível. Chapada com a semelhança da perseguição em relação ao que ocorre no arraialito, onde um morador que denunciou crime de prevaricação envolvendo os três poderes municipais e mais o Ministério Público, sem esquecer que a canalhice contou com a participação do pasquim local, uma “publicação” safada que os ligados no arraial chamam de “nada consta” ou de “nada a declarar” (só falta esses invertebrados publicarem receita de bolo de fubá na página de capa), Maria enviou de seu reduto de trabalho o link para Manoel. E Manoel resolveu dar notícia disso a quem interessar possa. Abaixo, detalhes dos fatos sórdidos. Enter.
“Lúcio Flávio Pinto talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares. Há 17 anos, os representantes da família Marinho no Pará (O Liberal) perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, um dos donos do Grupo Liberal já emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar. Agora, um juiz do Pará condenou Lúcio Flávio a pagar 30 mil reais aos irmãos Maiorana.”. “Puta que pariu!”, considera Manoel: “O jornalista leva pau do sujeito e de mais dois PMs e é obrigado a pagar por ter apanhado??”, e prossegue estudando a coisa, que é avaliada por outro jornalista: “Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão, Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas”. “Caraça!,”, exclama nosso herói, “aqui neste arraialito no Sul de Minas acontece algo muito similar com o cara que peitou a prevaricação praticada pelos poderes locais! Se o denunciante, que cumpriu seu papel de cidadão, tivesse aberto seu portão num belo sábado de março, teria sido preso e espancado por um delegado que foi provocá-lo em sua porta! A sorte é que o cara foi precavido, não abrindo o portão!”, e eis que se redesenha no Arraial das Bagas um desenrolar de fatos em quase todos os detalhes congruente com a saga de Lúcio Flávio Pinto: ambos são jornalistas, denunciam crimes de poderosos, têm jornal sem comerciais, praticamente pagam para publicar suas tarefas jornalísticas, são perseguidos por juízes inescrupulosos e vitimados pela máquina da Justiça por não concordarem com corrupção; e ambos, de vítimas, passam a réus, mostrando que “nefte paíf”, como diz o refocilante primeiro mandatário algo suídeo algo histriônico desta desgraçada terra de ninguém, o mal triunfa como que pavimentando o caminho para o despedaçamento final, para o armagedon, para o combate entre as montanhas, para o apocalipse. Basta contemplar as carantonhas dos que detêm o poder atualmente para nelas entrever os seres malignos encarregados de levar a cabo o cataclismo final. E basta ouvir um nome como Sarney ou ver a hedionda imagem deste arquiprofissional da corrupção para sentir na alma a frequência, a vibração das regiões inferiores e tenebrosas que nos ameaçam a paz e a correção. Enter.
E Manoel prossegue aprofundando o material enviado por sua amada Maria (e pensa nela com ternura, evocando suas formas roliças e generosas): “Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava”. Manoel se ajeita na cadeira, abestalhado com a semelhança dos dois casos: “Porra!, o cara aqui também foi processado por calúnia, e a defesa dele reduziu a merda a ação movida pelo juiz, e este se esquiva das devastadoras defesas que o desmascaram escandalosamente manipulando seus colegas e manobrando no sentido de engavetar o processo para evitar uma prescrição! É monstruoso!”, Manoel quase cai com cadeira e tudo quando verifica a semelhança das censuras impostas a ambos, a Lúcio Flávio no Pará e ao morador perseguido no Arraial das Bagas “O juiz também me proibiu”, comenta Lúcio Flávio, “de utilizar em meu jornal ‘qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes’. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência”. Enter final.
“Prosseguiremos nessa avaliação, mesmo que isso me custe uma fermentação sulfídrica das boas, com direito a copiosas caganeiras!”, decide Manoel, considerando a necessidade imperiosa de passar adiante a denúncia da cancerificação dos poderes nesse país reduzido a porca miséria. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Maria, no que realiza suas tarefas paralelas às de Manoel, envolvida afetiva e profissionalmente com ele, descobriu um barato a respeito de um jornalista que denunciou falcatruas no Pará e passou a ser perseguido por juiz e coisas nesse nível. Chapada com a semelhança da perseguição em relação ao que ocorre no arraialito, onde um morador que denunciou crime de prevaricação envolvendo os três poderes municipais e mais o Ministério Público, sem esquecer que a canalhice contou com a participação do pasquim local, uma “publicação” safada que os ligados no arraial chamam de “nada consta” ou de “nada a declarar” (só falta esses invertebrados publicarem receita de bolo de fubá na página de capa), Maria enviou de seu reduto de trabalho o link para Manoel. E Manoel resolveu dar notícia disso a quem interessar possa. Abaixo, detalhes dos fatos sórdidos. Enter.
“Lúcio Flávio Pinto talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares. Há 17 anos, os representantes da família Marinho no Pará (O Liberal) perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, um dos donos do Grupo Liberal já emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar. Agora, um juiz do Pará condenou Lúcio Flávio a pagar 30 mil reais aos irmãos Maiorana.”. “Puta que pariu!”, considera Manoel: “O jornalista leva pau do sujeito e de mais dois PMs e é obrigado a pagar por ter apanhado??”, e prossegue estudando a coisa, que é avaliada por outro jornalista: “Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão, Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas”. “Caraça!,”, exclama nosso herói, “aqui neste arraialito no Sul de Minas acontece algo muito similar com o cara que peitou a prevaricação praticada pelos poderes locais! Se o denunciante, que cumpriu seu papel de cidadão, tivesse aberto seu portão num belo sábado de março, teria sido preso e espancado por um delegado que foi provocá-lo em sua porta! A sorte é que o cara foi precavido, não abrindo o portão!”, e eis que se redesenha no Arraial das Bagas um desenrolar de fatos em quase todos os detalhes congruente com a saga de Lúcio Flávio Pinto: ambos são jornalistas, denunciam crimes de poderosos, têm jornal sem comerciais, praticamente pagam para publicar suas tarefas jornalísticas, são perseguidos por juízes inescrupulosos e vitimados pela máquina da Justiça por não concordarem com corrupção; e ambos, de vítimas, passam a réus, mostrando que “nefte paíf”, como diz o refocilante primeiro mandatário algo suídeo algo histriônico desta desgraçada terra de ninguém, o mal triunfa como que pavimentando o caminho para o despedaçamento final, para o armagedon, para o combate entre as montanhas, para o apocalipse. Basta contemplar as carantonhas dos que detêm o poder atualmente para nelas entrever os seres malignos encarregados de levar a cabo o cataclismo final. E basta ouvir um nome como Sarney ou ver a hedionda imagem deste arquiprofissional da corrupção para sentir na alma a frequência, a vibração das regiões inferiores e tenebrosas que nos ameaçam a paz e a correção. Enter.
E Manoel prossegue aprofundando o material enviado por sua amada Maria (e pensa nela com ternura, evocando suas formas roliças e generosas): “Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava”. Manoel se ajeita na cadeira, abestalhado com a semelhança dos dois casos: “Porra!, o cara aqui também foi processado por calúnia, e a defesa dele reduziu a merda a ação movida pelo juiz, e este se esquiva das devastadoras defesas que o desmascaram escandalosamente manipulando seus colegas e manobrando no sentido de engavetar o processo para evitar uma prescrição! É monstruoso!”, Manoel quase cai com cadeira e tudo quando verifica a semelhança das censuras impostas a ambos, a Lúcio Flávio no Pará e ao morador perseguido no Arraial das Bagas “O juiz também me proibiu”, comenta Lúcio Flávio, “de utilizar em meu jornal ‘qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes’. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência”. Enter final.
“Prosseguiremos nessa avaliação, mesmo que isso me custe uma fermentação sulfídrica das boas, com direito a copiosas caganeiras!”, decide Manoel, considerando a necessidade imperiosa de passar adiante a denúncia da cancerificação dos poderes nesse país reduzido a porca miséria. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Manoel e a náusea incontida
Frederico Mendonça de Oliveira
Morador no arraial sul-mineiro tido outrora como pólo (com ou sem acento agora, porra??) cultural desde os bons tempos em que no Brasil se amarrava cachorro com linguiça (agora sem trema, que merda!), Manoel assiste a uma degenerescência visível atingindo a comunidade e as instituições, considerando até que se institui uma assustadora babel entre os munícipes. De dois anos para cá, a corrupção praticada abertamente por autoridades dos três poderes revela coisas estarrecedoras, como perseguição a um cidadão digno que denunciou crimes de prevaricação, crime de responsabilidade e improbidade administrativa envolvendo todas as instâncias de poder por conta de uma obra criminosa no bairro em que mora. O tal cidadão está, vejam só, sob censura por liminar, PROIBIDO DE MENCIONAR O NOME DO AUTOR DE UMA IRREGULARIDADE CRIMINOSA de que discordou e que denunciou. Manoel sente engulhos quando contempla a carantonha do responsável por uma das mais escandalosas atitudes de corrupção e abuso de autoridade já verificadas no arraial, que ainda é comparado a cidade da Grécia antiga por ter muito movimento intelectual décadas atrás. Piração à parte, houve mesmo cultura e arte no arraial no passado, mas hoje só se vê decadência, retrocesso e ruína aflorando pelas ruas, através da ação dos munícipes, quase todos corrompidos e deformados, e das autoridades, todas elas envolvidas com o mais deslavado e sórdido pragmatismo. Enter.
Revelando essa monstruosidade a amigos de outras cidades, eis Manoel informado de que TUDO ESTÁ ASSIM PRA TODO LADO. Perplexo com tomar conhecimento dessa pandemização da corrupção, Manoel se pergunta por que não volta para sua Lisboa, para romper de vez o elo com a nação que ele conheceu em dias luminosos de antanho e que agora mergulha nas trevas da corrupção e do retrocesso político, social, histórico e humano. “Sim, temos feijoada, temos tutu á mineira, temos vatapá e caruru, temos frango ao molho pardo, bebe-se uma cerveja boa como o diabo... mas de que vale toda essa curtição quando vemos que tudo se deteriora de forma galopante no arraial e no país? Por exemplo: como pode a maioria dos moradores da área onde se realizou a obra escandalosamente ilegal apoiar a obra e ainda por cima promover uma perseguição covarde e asquerosa contra o único cidadão digno que brandiu o respeito á lei e às instituições que protegem justamente esse monte de estúpidos deformados? E ampliando o foco dessa teratologia estúpida que se desenrola no arraial, como pode um presidente trêfego e álacre, desprovido de qualquer vínculo com moralidade e probidade – temos visto que a corrupção explodiu em seu governo envolvendo membros de seu partido e até seus familiares – e ainda por cima enchendo o caveirão de pinga direto e reto além de bostejar cretinices a respeito de tudo sobre o que ousa opinar, apoia (agora sem acento, essa porra, e agora isso faz lembrar outra palavra, poia, que os cariocas usam para representar monte de merda; na acepção original significa broa grande de trigo) o hoje completamente repudiado “José Sarney” – as aspas se devem ao fato de esse homem ainda se atrever a expor sua carantonha sardônica e imoral e sua história repulsiva como homem “publico”, e neste último caso as aspas registram o fato de que ele jamais foi algo parecido com gente que se dá conta de poder existir povo –, símbolo cabal da desgraça e da miséria em que a política desse país mergulhou de cabeça. É merda pra ninguém botar defeito! Enter.
E de Brasília, a bocada mais depravada desse país terminal, vêm as imagens do que fizeram com o repórter do CQC Danilo Gentili, reprimido por seguranças desse “homem” que hoje se vê alvo da repulsa de toda a população decente desse grande arraial em retrocessão. O repórter apenas perguntava, sem importunar verdadeiramente ninguém, se “Com a sua saída (de Sarney) vai mudar alguma coisa ou os escândalos vão continuar?” e “Como é não ser mais tão poderoso assim?”. O asqueroso objeto de execração popular prosseguia em seu percurso hoje sem qualquer conteúdo que não o da abjeção explicitada por sua conduta corrompida, símbolo dos mais visíveis de uma era sodômica na história do País. Enter final.
E, enquanto essas considerações visitam a cachimônia de Manoel, da cidade lá no outro morro vêm os eflúvios nada sutis da parada gay a que agora os arraialeiros são submetidos, com direito a contemplar com asco homens se bolinando e se amassando publicamente, mandando pro inferno qualquer preocupação com ética ou estética. Que esses seres se sintam bem fazendo isso, problema deles; mas submeter os não “iniciados” a essa visão de libidinagem agressiva, isso Manoel se nega a aceitar. “Que façam o que bem entenderem onde quiserem, mas me poupem de ver essas cenas! Primeiro não nasci para ser voyeur; segundo, meu negócio é uma linda mulher com curvas, fluidos e aromas feminis, tendo aquela máquina magnífica que endoida os machos e um par de seios para encantar os que neles puderem encostar o quengo sedento de paz. Maria é meu ideal nisso, minha linda bem servida, e quero homens cabeludos e suarentos bem longe de mim!’ Verificando que a sodomia não só se multiplica e se promove mas que também parece querer se impor, Manoel já começa a considerar o risco de, assim como fizeram com tantas outras loucuras, baixarem lei impondo que qualquer cidadão tem também que praticar relação homossexual, o que o leva a aumentar sua já pesada sensação de náusea. “Puta merda, será que uma geladézima cura esses engulhos que me assaltam??”, se pergunta nosso herói, que se define em nada homofóbico, mas heterofílico, considerando ser legítimo seu direito de ser o que é e ignorar essa coisa que jamais teve qualquer importância em sua vida. E,sem demora, contemplando as belas curvas de sua Maria, abraça-a com ternura, abre a geladeira e lava o gorgomilo com um fluxo de sacaromices cerevisae, lavando também sua alma de tanta náusea imposta. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Morador no arraial sul-mineiro tido outrora como pólo (com ou sem acento agora, porra??) cultural desde os bons tempos em que no Brasil se amarrava cachorro com linguiça (agora sem trema, que merda!), Manoel assiste a uma degenerescência visível atingindo a comunidade e as instituições, considerando até que se institui uma assustadora babel entre os munícipes. De dois anos para cá, a corrupção praticada abertamente por autoridades dos três poderes revela coisas estarrecedoras, como perseguição a um cidadão digno que denunciou crimes de prevaricação, crime de responsabilidade e improbidade administrativa envolvendo todas as instâncias de poder por conta de uma obra criminosa no bairro em que mora. O tal cidadão está, vejam só, sob censura por liminar, PROIBIDO DE MENCIONAR O NOME DO AUTOR DE UMA IRREGULARIDADE CRIMINOSA de que discordou e que denunciou. Manoel sente engulhos quando contempla a carantonha do responsável por uma das mais escandalosas atitudes de corrupção e abuso de autoridade já verificadas no arraial, que ainda é comparado a cidade da Grécia antiga por ter muito movimento intelectual décadas atrás. Piração à parte, houve mesmo cultura e arte no arraial no passado, mas hoje só se vê decadência, retrocesso e ruína aflorando pelas ruas, através da ação dos munícipes, quase todos corrompidos e deformados, e das autoridades, todas elas envolvidas com o mais deslavado e sórdido pragmatismo. Enter.
Revelando essa monstruosidade a amigos de outras cidades, eis Manoel informado de que TUDO ESTÁ ASSIM PRA TODO LADO. Perplexo com tomar conhecimento dessa pandemização da corrupção, Manoel se pergunta por que não volta para sua Lisboa, para romper de vez o elo com a nação que ele conheceu em dias luminosos de antanho e que agora mergulha nas trevas da corrupção e do retrocesso político, social, histórico e humano. “Sim, temos feijoada, temos tutu á mineira, temos vatapá e caruru, temos frango ao molho pardo, bebe-se uma cerveja boa como o diabo... mas de que vale toda essa curtição quando vemos que tudo se deteriora de forma galopante no arraial e no país? Por exemplo: como pode a maioria dos moradores da área onde se realizou a obra escandalosamente ilegal apoiar a obra e ainda por cima promover uma perseguição covarde e asquerosa contra o único cidadão digno que brandiu o respeito á lei e às instituições que protegem justamente esse monte de estúpidos deformados? E ampliando o foco dessa teratologia estúpida que se desenrola no arraial, como pode um presidente trêfego e álacre, desprovido de qualquer vínculo com moralidade e probidade – temos visto que a corrupção explodiu em seu governo envolvendo membros de seu partido e até seus familiares – e ainda por cima enchendo o caveirão de pinga direto e reto além de bostejar cretinices a respeito de tudo sobre o que ousa opinar, apoia (agora sem acento, essa porra, e agora isso faz lembrar outra palavra, poia, que os cariocas usam para representar monte de merda; na acepção original significa broa grande de trigo) o hoje completamente repudiado “José Sarney” – as aspas se devem ao fato de esse homem ainda se atrever a expor sua carantonha sardônica e imoral e sua história repulsiva como homem “publico”, e neste último caso as aspas registram o fato de que ele jamais foi algo parecido com gente que se dá conta de poder existir povo –, símbolo cabal da desgraça e da miséria em que a política desse país mergulhou de cabeça. É merda pra ninguém botar defeito! Enter.
E de Brasília, a bocada mais depravada desse país terminal, vêm as imagens do que fizeram com o repórter do CQC Danilo Gentili, reprimido por seguranças desse “homem” que hoje se vê alvo da repulsa de toda a população decente desse grande arraial em retrocessão. O repórter apenas perguntava, sem importunar verdadeiramente ninguém, se “Com a sua saída (de Sarney) vai mudar alguma coisa ou os escândalos vão continuar?” e “Como é não ser mais tão poderoso assim?”. O asqueroso objeto de execração popular prosseguia em seu percurso hoje sem qualquer conteúdo que não o da abjeção explicitada por sua conduta corrompida, símbolo dos mais visíveis de uma era sodômica na história do País. Enter final.
E, enquanto essas considerações visitam a cachimônia de Manoel, da cidade lá no outro morro vêm os eflúvios nada sutis da parada gay a que agora os arraialeiros são submetidos, com direito a contemplar com asco homens se bolinando e se amassando publicamente, mandando pro inferno qualquer preocupação com ética ou estética. Que esses seres se sintam bem fazendo isso, problema deles; mas submeter os não “iniciados” a essa visão de libidinagem agressiva, isso Manoel se nega a aceitar. “Que façam o que bem entenderem onde quiserem, mas me poupem de ver essas cenas! Primeiro não nasci para ser voyeur; segundo, meu negócio é uma linda mulher com curvas, fluidos e aromas feminis, tendo aquela máquina magnífica que endoida os machos e um par de seios para encantar os que neles puderem encostar o quengo sedento de paz. Maria é meu ideal nisso, minha linda bem servida, e quero homens cabeludos e suarentos bem longe de mim!’ Verificando que a sodomia não só se multiplica e se promove mas que também parece querer se impor, Manoel já começa a considerar o risco de, assim como fizeram com tantas outras loucuras, baixarem lei impondo que qualquer cidadão tem também que praticar relação homossexual, o que o leva a aumentar sua já pesada sensação de náusea. “Puta merda, será que uma geladézima cura esses engulhos que me assaltam??”, se pergunta nosso herói, que se define em nada homofóbico, mas heterofílico, considerando ser legítimo seu direito de ser o que é e ignorar essa coisa que jamais teve qualquer importância em sua vida. E,sem demora, contemplando as belas curvas de sua Maria, abraça-a com ternura, abre a geladeira e lava o gorgomilo com um fluxo de sacaromices cerevisae, lavando também sua alma de tanta náusea imposta. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Manoel, a morte do Michael e a perversão instituída
Frederico Mendonça de Oliveira
Manoel recebeu uma mensagem de um amigo comentando a morte de Michael Jackson. O amigo dizia que era para comemorar a morte de um pervertido em vários sentidos, mas especialmente pelo fato de ele ser um traidor da raça. Maneira de dizer desse amigo: coração de ouro que é, na verdade está é consternado com tanta feiúra que cercou o pobre ídolo do capitalismo selvagem. Tirando essa histeria de fazer cavalo de batalha por causa de “racismo” e “homofobia”, coisas que andam fazendo a Humanidade se ressentir da própria história, e que na verdade não vai mudar o rumo da sempre independente evolução cósmica, queiram os homens o que quiserem, Manoel se penaliza em considerar quão infeliz foi esse garoto, que morre aos 50 triste, deformado em quase todos os sentidos, cheio de rombos em sua aura – sabe-se lá o que rolou ainda além do que pudemos saber – e agora produzindo lucros astronômicos com sua morte sabe-se lá por quê. Enter.
Jackson foi o paradigma da trapaça capitalista em termos do universo pop – excetuando-se o fato de que dançava como poucos e cantava como um diabo. Era artista de verdade, mas operou no território da ilusão, materializando esse desvio no que se desfez de sua pigmentação pra ficar corderrosa, mais parecendo um ser de borracha. O nariz afilado por plástica destoava da boca, e ele parecia um pinóquio rosé. Também se via desde cedo o desvio de personalidade: ridiculamente ostentando ainda criança um pelame brequipau e cantando com inflexão piegas mais parecendo uma menina manhosa e chata, já dava sinais de ser uma criatura defasada de si. Compensou isso com a magnífica dança que Thriller sintetizou como patrimônio do artista e com cantar de forma eletrizante, com domínio de voz típico de prodígios da raça. Enter.
Mas... que raça? Esse papo de raça é um saco. Primeiro, a discussão sobre superioridade racial, que vem dos primórdios dessa maluquice chamada Humanidade. Uns se dizem escolhidos de Deus – o que faria de Deus um insensato, o que é impensável e oposto ao que Seu filho pregou: “O Pai ama a todos igualmente, todos são iguais perante Deus”, o que Lhe valeu uma crucificação –, outros vivem neste éon aturando discriminação até através da mitologia grega, em que a imperícia de Faetonte comandando a carruagem de Apolo o fez, descontrolado, dar um rasante sobre a África e queimar a pele de seus habitantes. Pelo visto, vamos ter que processar a mitologia por prática de racismo, essa babaquice irreal e histérica. Também teremos de processar Lamartine Babo por sua marchinha “O Teu Cabelo não Nega”, que todos de todos os matizes epidérmicos cantaram emocionados e felizes; vamos ter de processar Ary Barroso por sua “Nega do cabelo duro”, delícia de samba que jamais depreciou ninguém. E essa fantasia neurótica de tentar mudar o conteúdo real e espontâneo em relação a raças e condições de tendência sexual não passa de expediente promovido por uma minoria carregada de ódio nas células para deformar os fatos e dar passagem a outra fantasia, esta genocida, que vem embutida nessa farsa pra lá de safada. “Se não ficassem falando toda hora nisso, enchendo o saco de todos, chamando a atenção do mundo para assuntos que sempre foram irrelevantes para a maioria, estaria tudo do mesmo jeito, talvez até muito melhor!”, considera Manoel, estressado por tanta jeremiada e tanta bateção em ferro frio. Enter.
Pois lá se foi Michael Jackson para o imaterial, e a gentuça obtusa, legião de centenas de milhões nesse mundo estupidificado, vai lá reverenciar um “deus”, um ídolo, um ícone, um... embuste! Uma “instituição” da fantasia obscurantista do materialismo viciógeno, uma hipertrofia em tudo nociva para os valores reais que a Humanidade deveria cultuar. Morto, Michael Jackson voltará ao pó como corpo e enfrentará o limbo como espírito, e do lado de lá não haverá Neverland nenhuma, haverá é a verdade pura. Seguramente ele terá de passar bom tempo se desfazendo dessa desgraceira toda por lá, para, depois de despojado dessa coiseira, desse lixo que o matou, voltar como um jazzista que não será reconhecido em toda a sua vida, mesmo que genial e até inigualável em sua tarefa. Talvez volte para ser enfermeiro ou lixeiro, mesmo tendo dentro de si uma gigantesca riqueza. Talvez volte como mendigo, para compensar, pela Lei, o fato de ter vivido tamanha hipertrofia nesta vida. A compensação é necessária, para equilíbrio do Universo. “Então é isso”, conjetura Manoel: “Tanta grandeza aqui obriga a um retorno em pequenez. É como disse Madame Blavatsky: ‘Não te enojes de tocar a capa de um mendigo, pois na próxima existência ela poderá estar sobre seus ombros’”. Enter final.
E lá está a procissão de “fiéis” ao ídolo dos bobocas, ao boneco rosado, ao infeliz que se drogava com fármacos, gostava de coisas condenáveis pela mesma sociedade que o ejetou ao triunfo desmesurado e que fez de seus reais talentos, cantar e dançar, a atividade menos vivida por ele. Daí talvez ele chamar sua mansão de “terra do nunca”, porque seus reais talentos foram impedidos pelo mito que ele virou. “Mito de merda!”, comenta consigo Manoel: “A grande maioria que o cultuou não sabia exatamente por que cultuava, e os verdadeiros talentos do cara eram o que realmente menos se consumia. Prova de que havia uma grande defasagem, uma grande assintonia, ou arritmia, ou descompasso, ou desarmonia na vida desse cara, um infeliz!”. Agora é aturar mídia faturando em cima da morte do ídolo, depois virão revelações bombásticas, depois o esquecimento. “Mas que o cara cantava e dançava como um semideus, isso até lá em Portugal, que curte mais é um fado, se sabia. O mais importante é que parece que o mundo ficou mais leve...”, cogita Manoel, cofiando bigodes imaginários, reflexos de ancestrais lusos movidos a vinho e bacalhau. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Manoel recebeu uma mensagem de um amigo comentando a morte de Michael Jackson. O amigo dizia que era para comemorar a morte de um pervertido em vários sentidos, mas especialmente pelo fato de ele ser um traidor da raça. Maneira de dizer desse amigo: coração de ouro que é, na verdade está é consternado com tanta feiúra que cercou o pobre ídolo do capitalismo selvagem. Tirando essa histeria de fazer cavalo de batalha por causa de “racismo” e “homofobia”, coisas que andam fazendo a Humanidade se ressentir da própria história, e que na verdade não vai mudar o rumo da sempre independente evolução cósmica, queiram os homens o que quiserem, Manoel se penaliza em considerar quão infeliz foi esse garoto, que morre aos 50 triste, deformado em quase todos os sentidos, cheio de rombos em sua aura – sabe-se lá o que rolou ainda além do que pudemos saber – e agora produzindo lucros astronômicos com sua morte sabe-se lá por quê. Enter.
Jackson foi o paradigma da trapaça capitalista em termos do universo pop – excetuando-se o fato de que dançava como poucos e cantava como um diabo. Era artista de verdade, mas operou no território da ilusão, materializando esse desvio no que se desfez de sua pigmentação pra ficar corderrosa, mais parecendo um ser de borracha. O nariz afilado por plástica destoava da boca, e ele parecia um pinóquio rosé. Também se via desde cedo o desvio de personalidade: ridiculamente ostentando ainda criança um pelame brequipau e cantando com inflexão piegas mais parecendo uma menina manhosa e chata, já dava sinais de ser uma criatura defasada de si. Compensou isso com a magnífica dança que Thriller sintetizou como patrimônio do artista e com cantar de forma eletrizante, com domínio de voz típico de prodígios da raça. Enter.
Mas... que raça? Esse papo de raça é um saco. Primeiro, a discussão sobre superioridade racial, que vem dos primórdios dessa maluquice chamada Humanidade. Uns se dizem escolhidos de Deus – o que faria de Deus um insensato, o que é impensável e oposto ao que Seu filho pregou: “O Pai ama a todos igualmente, todos são iguais perante Deus”, o que Lhe valeu uma crucificação –, outros vivem neste éon aturando discriminação até através da mitologia grega, em que a imperícia de Faetonte comandando a carruagem de Apolo o fez, descontrolado, dar um rasante sobre a África e queimar a pele de seus habitantes. Pelo visto, vamos ter que processar a mitologia por prática de racismo, essa babaquice irreal e histérica. Também teremos de processar Lamartine Babo por sua marchinha “O Teu Cabelo não Nega”, que todos de todos os matizes epidérmicos cantaram emocionados e felizes; vamos ter de processar Ary Barroso por sua “Nega do cabelo duro”, delícia de samba que jamais depreciou ninguém. E essa fantasia neurótica de tentar mudar o conteúdo real e espontâneo em relação a raças e condições de tendência sexual não passa de expediente promovido por uma minoria carregada de ódio nas células para deformar os fatos e dar passagem a outra fantasia, esta genocida, que vem embutida nessa farsa pra lá de safada. “Se não ficassem falando toda hora nisso, enchendo o saco de todos, chamando a atenção do mundo para assuntos que sempre foram irrelevantes para a maioria, estaria tudo do mesmo jeito, talvez até muito melhor!”, considera Manoel, estressado por tanta jeremiada e tanta bateção em ferro frio. Enter.
Pois lá se foi Michael Jackson para o imaterial, e a gentuça obtusa, legião de centenas de milhões nesse mundo estupidificado, vai lá reverenciar um “deus”, um ídolo, um ícone, um... embuste! Uma “instituição” da fantasia obscurantista do materialismo viciógeno, uma hipertrofia em tudo nociva para os valores reais que a Humanidade deveria cultuar. Morto, Michael Jackson voltará ao pó como corpo e enfrentará o limbo como espírito, e do lado de lá não haverá Neverland nenhuma, haverá é a verdade pura. Seguramente ele terá de passar bom tempo se desfazendo dessa desgraceira toda por lá, para, depois de despojado dessa coiseira, desse lixo que o matou, voltar como um jazzista que não será reconhecido em toda a sua vida, mesmo que genial e até inigualável em sua tarefa. Talvez volte para ser enfermeiro ou lixeiro, mesmo tendo dentro de si uma gigantesca riqueza. Talvez volte como mendigo, para compensar, pela Lei, o fato de ter vivido tamanha hipertrofia nesta vida. A compensação é necessária, para equilíbrio do Universo. “Então é isso”, conjetura Manoel: “Tanta grandeza aqui obriga a um retorno em pequenez. É como disse Madame Blavatsky: ‘Não te enojes de tocar a capa de um mendigo, pois na próxima existência ela poderá estar sobre seus ombros’”. Enter final.
E lá está a procissão de “fiéis” ao ídolo dos bobocas, ao boneco rosado, ao infeliz que se drogava com fármacos, gostava de coisas condenáveis pela mesma sociedade que o ejetou ao triunfo desmesurado e que fez de seus reais talentos, cantar e dançar, a atividade menos vivida por ele. Daí talvez ele chamar sua mansão de “terra do nunca”, porque seus reais talentos foram impedidos pelo mito que ele virou. “Mito de merda!”, comenta consigo Manoel: “A grande maioria que o cultuou não sabia exatamente por que cultuava, e os verdadeiros talentos do cara eram o que realmente menos se consumia. Prova de que havia uma grande defasagem, uma grande assintonia, ou arritmia, ou descompasso, ou desarmonia na vida desse cara, um infeliz!”. Agora é aturar mídia faturando em cima da morte do ídolo, depois virão revelações bombásticas, depois o esquecimento. “Mas que o cara cantava e dançava como um semideus, isso até lá em Portugal, que curte mais é um fado, se sabia. O mais importante é que parece que o mundo ficou mais leve...”, cogita Manoel, cofiando bigodes imaginários, reflexos de ancestrais lusos movidos a vinho e bacalhau. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Manoel, o Senado e a zoeira no Irã
Frederico Mendonça de Oliveira
Como sempre bancando o engraçadinho espirituoso mas na verdade explicitando sua completa falta de decoro e espírito de conveniência em todos os sentidos, o histriônico “presidente” Lula costuma combinar o inusitado com o ridículo de maneira insuperável. Zanzando aí pelo mundo, enquanto que no Brasil a bandalheira ganhou categoria de instituição ampla e irrevogável, o “presidente” que o boneco Obama classificou de “o cara” (“Este é o cara”, disse o figuróide de plantão e boneco africanóide dos globalizadores aboletado na Casa Branca) apareceu nesta semana vestido que nem fantasia de carnaval em bailes do Municipal do Rio nos anos 50, como sempre com aquele riso oligóide e, aproveitando a fanfarronice, defendeu o arquicorrupto Sarney, que mais uma vez ganha as páginas de escândalos em âmbito nacional. O sempre bizarro Lula disse que “Sarney tem uma história, não é um ser comum, e que essa onda de denuncismo só vai fazer atrapalhar a vida nacional”, coisa por aí, desprezível como sempre em se tratando de fala de quem ocupa a mais alta magistratura nesse bordel em que o Brasil foi transformado. Falar em “alta magistratura” hoje, referindo-se à presidência da República (melhor seria “repúbrica”, e, como sempre, das bananas) é tão cabível como o pianista do PT, paladino da negação da ética, ser considerado intelectual, como aliás vem acontecendo, para provar que por aqui, e nestes dias de trevas, nariz de porco é tomada e que não existe mais diferença entre um pouquinho de macarrão e um porrão de macaquinhos. Pois não estamos de todo desprovidos, ainda, de gente digna neste país baldio e tão escrachado e esculhambado, além de depredado e saqueado. Enter.
O senador Cristovam Buarque, do PDT, rebateu a afirmação irresponsável e cúmplice que nossa “autoridade máxima” não se pejou de cometer, ou eructar, como quiserem (só que arroto é infinitamente menos desagradável do que as falas de nosso dirigente máximo), e disparou uma correção no teor safado apresentado pelo gaiato mor da nação, sem contar que com isso ainda lhe impingiu a pecha de apedeuta, revelando a todos tamanha obtusidade associada a não menos estarrecedora ignorância. Seguem as palavras do senador, contestando a fala cínica: "Eu creio que o presidente Sarney tem uma biografia, mas, ao ocupar um cargo, ele guardou a biografia e ocupou um cargo político. Nesse ponto, o presidente Lula talvez não tenha entendido bem. A biografia do presidente Sarney estaria absolutamente segura se, no dia em que ele entregou o cargo de presidente da República ao presidente Collor, ele tivesse ido para casa e virasse estadista aposentado. Mas ele não quis isso. Ele preferiu guardar a biografia para os historiadores e ocupar um cargo político" Bem, Lula, o bufo, não tem alcance intelectual nem moral pra tal consideração, muito menos para entendê-la, já que defende a corrupção de forma explícita e desassombrada. Ainda cuspindo maribondos em cima de toda essa empulhação e troca de blandícias entre os que chafurdam no poder e mamam vorazmente nas tetas do erário não escondendo a conduta que mais se enquadraria na orgia típica de uma deslavada súcia, Cristovam explica de forma clara que “o peemedebista deve ser penalizado se ficar comprovado que ele tem envolvimento no escândalo dos atos secretos editados nos últimos 14 anos na instituição”, segundo relatou – não se sabe como – a Folha. Cristovam sustenta que o pilantraço deve responder a processo no Conselho de Ética. Enter.
Manoel tem memória de elefante, muito treinada, e viveu com muita atenção e muita reflexão o período ditatorial no Brasil. Vivenciou Portugal sob Salazar, e tem sua experiência sobre ditaduras, nas quais correu sério perigo e das quais escapou mesmo não sendo militante. Então ele relembra o cínico Sarney, sardônico, debochando do povo brasileiro quando era líder do “governo” ditatorial naqueles tempos sórdidos, dizendo, toda noite, quando entrevistado pela reportagem da Globo sobre questões de Estado, que “nada tinha a declarar”, como se o povo brasileiro fosse merda sob as botas daqueles gorilas a serviço de forças de alhures. Pois eis aí o sujeito agora envolvido com corrupção escandalosa, deitando e rolando em benesses ocultadas ao contribuinte-pagante, e o “presidente” ainda vem defender isso, que explode como escândalo maior, que vem se desenrolando há 14 anos, fazendo de palhaços todos os brasileiros honestos! E eis aí um ex-presidente que ocupou indevida e inexplicavelmente a cadeira que seria de Tancredo, e que depois se tornou senador pelo Amapá, sendo ele coronel do Maranhão, envolvido com corrupção grossa, e prossegue sorrindo sardonicamente para as câmaras com aquele bigode entre ridículo e obsceno, e o povo que se arrebente. Enter.
É isso. “O Brasil está fadado ao abismo de há muito, aliás desde sempre”, chora intimamente Manoel, “e isso desde que Cabral aqui aportou, trazendo sem saber, em sua caravela, por determinação inadvertida de Dom Manoel, um representante dos globalizadores. E pensar que fomos nós que trouxemos a desgraça para o Brasil! Poucos historiadores sabem que a heróica travessia e a descoberta foram o de menos! O diabo foi aquela azeitona que veio dentro do empadão!!!” E hoje Manoel considera que está no Brasil para pagar o carma de ser um lusitano vivendo no país que Portugal, sem saber e sem querer, desgraçou! É isso aí, presidente Lula! Desestimule a denúncia de irregularidades! Pense no seu filho, que todos sabemos que está muuuuuuuuito bem de vida, ele que era um joão-ninguém que ralava como qualquer brasileiro trabalhador que carrega país e os parasitas dele nas costas! Defenda aquele que você tanto criticou em seus tempos de líder de oposição, ó marajá dos marajás! Enter final.
E a coisa vai fedendo no Irã, sob a intervenção internacional que faz com que uma eleição.marcada pela normalidade seja transformada, pela ação da mídia internacional dos globalizadores, numa farsa que não ocorreu. O que vale aí é que o presidente reeleito andou dizendo verdades indesejáveis para os donos do mundo, e a cachorrada foi levada às ruas para manchar a imagem de um país que se nega a beijar as botas de Obamas, Bushes, Clintons et caterva. A hora do confronto se aproxima, será inevitável. A Coréia já se ouriça. A Venezuela está de olho. E o Brasil chafurda na lama da corrupção e da miséria. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye , babes!
Como sempre bancando o engraçadinho espirituoso mas na verdade explicitando sua completa falta de decoro e espírito de conveniência em todos os sentidos, o histriônico “presidente” Lula costuma combinar o inusitado com o ridículo de maneira insuperável. Zanzando aí pelo mundo, enquanto que no Brasil a bandalheira ganhou categoria de instituição ampla e irrevogável, o “presidente” que o boneco Obama classificou de “o cara” (“Este é o cara”, disse o figuróide de plantão e boneco africanóide dos globalizadores aboletado na Casa Branca) apareceu nesta semana vestido que nem fantasia de carnaval em bailes do Municipal do Rio nos anos 50, como sempre com aquele riso oligóide e, aproveitando a fanfarronice, defendeu o arquicorrupto Sarney, que mais uma vez ganha as páginas de escândalos em âmbito nacional. O sempre bizarro Lula disse que “Sarney tem uma história, não é um ser comum, e que essa onda de denuncismo só vai fazer atrapalhar a vida nacional”, coisa por aí, desprezível como sempre em se tratando de fala de quem ocupa a mais alta magistratura nesse bordel em que o Brasil foi transformado. Falar em “alta magistratura” hoje, referindo-se à presidência da República (melhor seria “repúbrica”, e, como sempre, das bananas) é tão cabível como o pianista do PT, paladino da negação da ética, ser considerado intelectual, como aliás vem acontecendo, para provar que por aqui, e nestes dias de trevas, nariz de porco é tomada e que não existe mais diferença entre um pouquinho de macarrão e um porrão de macaquinhos. Pois não estamos de todo desprovidos, ainda, de gente digna neste país baldio e tão escrachado e esculhambado, além de depredado e saqueado. Enter.
O senador Cristovam Buarque, do PDT, rebateu a afirmação irresponsável e cúmplice que nossa “autoridade máxima” não se pejou de cometer, ou eructar, como quiserem (só que arroto é infinitamente menos desagradável do que as falas de nosso dirigente máximo), e disparou uma correção no teor safado apresentado pelo gaiato mor da nação, sem contar que com isso ainda lhe impingiu a pecha de apedeuta, revelando a todos tamanha obtusidade associada a não menos estarrecedora ignorância. Seguem as palavras do senador, contestando a fala cínica: "Eu creio que o presidente Sarney tem uma biografia, mas, ao ocupar um cargo, ele guardou a biografia e ocupou um cargo político. Nesse ponto, o presidente Lula talvez não tenha entendido bem. A biografia do presidente Sarney estaria absolutamente segura se, no dia em que ele entregou o cargo de presidente da República ao presidente Collor, ele tivesse ido para casa e virasse estadista aposentado. Mas ele não quis isso. Ele preferiu guardar a biografia para os historiadores e ocupar um cargo político" Bem, Lula, o bufo, não tem alcance intelectual nem moral pra tal consideração, muito menos para entendê-la, já que defende a corrupção de forma explícita e desassombrada. Ainda cuspindo maribondos em cima de toda essa empulhação e troca de blandícias entre os que chafurdam no poder e mamam vorazmente nas tetas do erário não escondendo a conduta que mais se enquadraria na orgia típica de uma deslavada súcia, Cristovam explica de forma clara que “o peemedebista deve ser penalizado se ficar comprovado que ele tem envolvimento no escândalo dos atos secretos editados nos últimos 14 anos na instituição”, segundo relatou – não se sabe como – a Folha. Cristovam sustenta que o pilantraço deve responder a processo no Conselho de Ética. Enter.
Manoel tem memória de elefante, muito treinada, e viveu com muita atenção e muita reflexão o período ditatorial no Brasil. Vivenciou Portugal sob Salazar, e tem sua experiência sobre ditaduras, nas quais correu sério perigo e das quais escapou mesmo não sendo militante. Então ele relembra o cínico Sarney, sardônico, debochando do povo brasileiro quando era líder do “governo” ditatorial naqueles tempos sórdidos, dizendo, toda noite, quando entrevistado pela reportagem da Globo sobre questões de Estado, que “nada tinha a declarar”, como se o povo brasileiro fosse merda sob as botas daqueles gorilas a serviço de forças de alhures. Pois eis aí o sujeito agora envolvido com corrupção escandalosa, deitando e rolando em benesses ocultadas ao contribuinte-pagante, e o “presidente” ainda vem defender isso, que explode como escândalo maior, que vem se desenrolando há 14 anos, fazendo de palhaços todos os brasileiros honestos! E eis aí um ex-presidente que ocupou indevida e inexplicavelmente a cadeira que seria de Tancredo, e que depois se tornou senador pelo Amapá, sendo ele coronel do Maranhão, envolvido com corrupção grossa, e prossegue sorrindo sardonicamente para as câmaras com aquele bigode entre ridículo e obsceno, e o povo que se arrebente. Enter.
É isso. “O Brasil está fadado ao abismo de há muito, aliás desde sempre”, chora intimamente Manoel, “e isso desde que Cabral aqui aportou, trazendo sem saber, em sua caravela, por determinação inadvertida de Dom Manoel, um representante dos globalizadores. E pensar que fomos nós que trouxemos a desgraça para o Brasil! Poucos historiadores sabem que a heróica travessia e a descoberta foram o de menos! O diabo foi aquela azeitona que veio dentro do empadão!!!” E hoje Manoel considera que está no Brasil para pagar o carma de ser um lusitano vivendo no país que Portugal, sem saber e sem querer, desgraçou! É isso aí, presidente Lula! Desestimule a denúncia de irregularidades! Pense no seu filho, que todos sabemos que está muuuuuuuuito bem de vida, ele que era um joão-ninguém que ralava como qualquer brasileiro trabalhador que carrega país e os parasitas dele nas costas! Defenda aquele que você tanto criticou em seus tempos de líder de oposição, ó marajá dos marajás! Enter final.
E a coisa vai fedendo no Irã, sob a intervenção internacional que faz com que uma eleição.marcada pela normalidade seja transformada, pela ação da mídia internacional dos globalizadores, numa farsa que não ocorreu. O que vale aí é que o presidente reeleito andou dizendo verdades indesejáveis para os donos do mundo, e a cachorrada foi levada às ruas para manchar a imagem de um país que se nega a beijar as botas de Obamas, Bushes, Clintons et caterva. A hora do confronto se aproxima, será inevitável. A Coréia já se ouriça. A Venezuela está de olho. E o Brasil chafurda na lama da corrupção e da miséria. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye , babes!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Manoel aprecia os burros e os bobos
Frederico Mendonça de Oliveira
“A rescisão contratual do apresentador Gugu Liberato com o SBT é de R$ 15 milhões, informa nesta sexta-feira a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha de S.Paulo”. “Eis aí”, pensa Manoel: “locupletam-se os burros para ficarem felizes os bobos”. E nosso herói ainda pensa no fato de os bobos acharem lindo o sujeito loirinho receber, burro como ele parece ser, uma soma dessas, que daria para fazer algo de positivo para o País, ao invés de pagar tamanha soma, aliás astronômica, para um tipo que se apresenta como imbecil entupir as mentes dos pobres telespectadores indefesos com merda grossa, mostrando quadros oligoferantes – geradores de oligóides – quando não simplesmente indecentes, como aquela infame “Banheira do Gugu”. O que realmente significa esse “apresentador”? Que resultados nos traz o “trabalho” dele? “Acredito que nada!”, rosna Manoel, “porque na verdade ele não passa de um mensageiro da estupidez assumida pela mídia terrorista e pela imensa legião de seres diariamente transformados em imbecis por absoluta falta de opção”. Enter.
E a mesma Folha, que noticia essa estupidez de pagar tamanha fortuna a um difusor de miséria mental e moral – como se isso fosse uma grande notícia –, noticia o nascimento de filhotes de pantera negra, e se sai com esta pérola fecal: “TRATAM-SE de duas fêmeas, que receberam O NOME de Larisa e Sipura. Elas nasceram em 26 de abril.” Bem, começa que a expressão “tratar-se” não vai para o plural, por ser abrangente: “trata-se, ISSO, de...”, esteja o complemento no singular ou no plural. Burrice grossa. Pois, insatisfeita com essa tijolada, a mesma criatura que abre o trecho defecando no idioma prossegue exibindo sua boçalidade, pois refere-se a dois nomes como sendo um só. Comentando sobre a exibição de estupidez com sua amada Maria, Manoel ouviu dela o comentário irônico: “Sim, é isso: o nome de uma é Larisa e Sipura; da outra, Larisa e Sipura também. Só pode ser. E ainda dizem no Brasil que os portugueses é que são burros...”. Enter.
Dois atentados, portanto. Um, ofender as instituições e o povo brasileiro premiando um mensageiro da estupidez com esta soma astronômica, enquanto professores ralam a vida inteira ganhando ninharias insultantes; dois, ofender a população com distribuir uma publicação em que o Português é linchado através de permitir que profissionais não qualificados difundam sua estupidez sem qualquer critério. Repete-se a equação de burros e bobos aos olhos de todos. Outro dia, aliás, lendo o JB Online, Manoel deparou com (agora vai sendo difundida a forma “deparar-se com”, pleonástica) um belo “Daqui dez dias”, expressão muito usada pelos apedeutas entre os quais se insere o presidente desta República de bananas, para quem o ato de falar é mecânico e desprovido de vínculo com a beleza e o prazer da correção. Questão até de caráter... mas isso não tem sido, como temos visto, preocupação qualquer para o “presidente” ou para sua “equipe”, na qual desfilavam inhenhos néscios como José Dirceu (em relação a quem a maior preocupação não foram os erros, mas os erres) e Palloci, gente mais apropriada para integrar parrandas, saparias ou catervas, e ainda se mantêm seres blindados, mesmo depois da limpa obrigatória consumada pela exposição de tamanha espurcícia regendo e compondo o “governo”. Enter.
“Daqui dez dias, no mínimo”, dizia o texto do JB pilotado por um oligoqueta ao teclado. E vale pensar que o Jornal do Brasil já foi modelo de jornalismo quando o Brasil era país, não apenas o lugar baldio que é hoje. Será que a figura do revisor desapareceu do universo do jornalismo? E, vale considerar, trata-se de um universo que seguramente fatura hoje muitíssimo mais, a julgar pelo volume de anúncios, que em tempos outros de respeito a valores do idioma de da verdade teria muito menor arrecadação... Seria o modelo concentrador apertando as tenazes contra a instituição do trabalho do jornalista em todos os sentidos? “Que miséria!!”, eructa Manoel diante da burrice que é desmantelar valores e edifícios, visando atender a interesses inconfessáveis dos globalizadores, esses monstros que criam atalhos que levam o planeta à consumação horrenda que será a grande tribulação! “É “daqui A dez dias”, intelijumência!”, grunhe implosivo Manoel vendo a estupidez estampada nas fuças, e tal exclamação surda o leva a emitir um curto e sonoro flato, e ele agradece a Deus por Maria não estar por perto – tá lá pros quartos, cuidando feminina e carinhosamente de roupas de cama – e poder presenciar o estampido e, pior, captar o odor mefítico inerente à emissão do gás sulfídrico. “Afinal”, pensa nosso herói, “ninguém peida cheiroso!, mas o lindo narizinho de Maria não merece tal experiência, de detectar o teor pestilento proveniente de intestinos de cervejeiro juramentado”. Enter final.
Pois Manoel recebeu de um amigo um texto de Rubem Alves, que escreve bobagens para bobos que caem na trapaça de ele ser um cara que tem o que acrescentar. O texto fala de passagem sobre ele ter mudado sua posição em relação a gatos, animais de que ele desconfiava. Então o texto abre revelando essa conversão, mas logo muda em direção a cachorros, tema que ocupa a maior parte da fala. De volta aos gatos, cita um fato específico envolvendo os bichanos, faz um comentário bobo e se encerra. “Rubem Alves é o arauto do vazio que passa por cheio”, reflete Manoel com enfado depois de constatar a besteira boba que acabou de ler. Afinal, tendo sido enviada por um amigo do peito, mereceu a leitura. Mas a tolice de Rubem Alves se confirmou. Ele faz o tipo de burro que escreve inteligentemente. Na verdade, é um bobo que exibe uma burrice dúbia e arregimenta bobos aos magotes. Típico exemplar de um país de empulhadores. Vende gato por lebre direto. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
P.S.: Ei, Chávez: fecha logo essa Globo daí! Se não fechar, é capaz de eles fazerem uma oferta ao Gugu, pra emporcalhar a Venezuela que se assumiu soberana!
“A rescisão contratual do apresentador Gugu Liberato com o SBT é de R$ 15 milhões, informa nesta sexta-feira a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha de S.Paulo”. “Eis aí”, pensa Manoel: “locupletam-se os burros para ficarem felizes os bobos”. E nosso herói ainda pensa no fato de os bobos acharem lindo o sujeito loirinho receber, burro como ele parece ser, uma soma dessas, que daria para fazer algo de positivo para o País, ao invés de pagar tamanha soma, aliás astronômica, para um tipo que se apresenta como imbecil entupir as mentes dos pobres telespectadores indefesos com merda grossa, mostrando quadros oligoferantes – geradores de oligóides – quando não simplesmente indecentes, como aquela infame “Banheira do Gugu”. O que realmente significa esse “apresentador”? Que resultados nos traz o “trabalho” dele? “Acredito que nada!”, rosna Manoel, “porque na verdade ele não passa de um mensageiro da estupidez assumida pela mídia terrorista e pela imensa legião de seres diariamente transformados em imbecis por absoluta falta de opção”. Enter.
E a mesma Folha, que noticia essa estupidez de pagar tamanha fortuna a um difusor de miséria mental e moral – como se isso fosse uma grande notícia –, noticia o nascimento de filhotes de pantera negra, e se sai com esta pérola fecal: “TRATAM-SE de duas fêmeas, que receberam O NOME de Larisa e Sipura. Elas nasceram em 26 de abril.” Bem, começa que a expressão “tratar-se” não vai para o plural, por ser abrangente: “trata-se, ISSO, de...”, esteja o complemento no singular ou no plural. Burrice grossa. Pois, insatisfeita com essa tijolada, a mesma criatura que abre o trecho defecando no idioma prossegue exibindo sua boçalidade, pois refere-se a dois nomes como sendo um só. Comentando sobre a exibição de estupidez com sua amada Maria, Manoel ouviu dela o comentário irônico: “Sim, é isso: o nome de uma é Larisa e Sipura; da outra, Larisa e Sipura também. Só pode ser. E ainda dizem no Brasil que os portugueses é que são burros...”. Enter.
Dois atentados, portanto. Um, ofender as instituições e o povo brasileiro premiando um mensageiro da estupidez com esta soma astronômica, enquanto professores ralam a vida inteira ganhando ninharias insultantes; dois, ofender a população com distribuir uma publicação em que o Português é linchado através de permitir que profissionais não qualificados difundam sua estupidez sem qualquer critério. Repete-se a equação de burros e bobos aos olhos de todos. Outro dia, aliás, lendo o JB Online, Manoel deparou com (agora vai sendo difundida a forma “deparar-se com”, pleonástica) um belo “Daqui dez dias”, expressão muito usada pelos apedeutas entre os quais se insere o presidente desta República de bananas, para quem o ato de falar é mecânico e desprovido de vínculo com a beleza e o prazer da correção. Questão até de caráter... mas isso não tem sido, como temos visto, preocupação qualquer para o “presidente” ou para sua “equipe”, na qual desfilavam inhenhos néscios como José Dirceu (em relação a quem a maior preocupação não foram os erros, mas os erres) e Palloci, gente mais apropriada para integrar parrandas, saparias ou catervas, e ainda se mantêm seres blindados, mesmo depois da limpa obrigatória consumada pela exposição de tamanha espurcícia regendo e compondo o “governo”. Enter.
“Daqui dez dias, no mínimo”, dizia o texto do JB pilotado por um oligoqueta ao teclado. E vale pensar que o Jornal do Brasil já foi modelo de jornalismo quando o Brasil era país, não apenas o lugar baldio que é hoje. Será que a figura do revisor desapareceu do universo do jornalismo? E, vale considerar, trata-se de um universo que seguramente fatura hoje muitíssimo mais, a julgar pelo volume de anúncios, que em tempos outros de respeito a valores do idioma de da verdade teria muito menor arrecadação... Seria o modelo concentrador apertando as tenazes contra a instituição do trabalho do jornalista em todos os sentidos? “Que miséria!!”, eructa Manoel diante da burrice que é desmantelar valores e edifícios, visando atender a interesses inconfessáveis dos globalizadores, esses monstros que criam atalhos que levam o planeta à consumação horrenda que será a grande tribulação! “É “daqui A dez dias”, intelijumência!”, grunhe implosivo Manoel vendo a estupidez estampada nas fuças, e tal exclamação surda o leva a emitir um curto e sonoro flato, e ele agradece a Deus por Maria não estar por perto – tá lá pros quartos, cuidando feminina e carinhosamente de roupas de cama – e poder presenciar o estampido e, pior, captar o odor mefítico inerente à emissão do gás sulfídrico. “Afinal”, pensa nosso herói, “ninguém peida cheiroso!, mas o lindo narizinho de Maria não merece tal experiência, de detectar o teor pestilento proveniente de intestinos de cervejeiro juramentado”. Enter final.
Pois Manoel recebeu de um amigo um texto de Rubem Alves, que escreve bobagens para bobos que caem na trapaça de ele ser um cara que tem o que acrescentar. O texto fala de passagem sobre ele ter mudado sua posição em relação a gatos, animais de que ele desconfiava. Então o texto abre revelando essa conversão, mas logo muda em direção a cachorros, tema que ocupa a maior parte da fala. De volta aos gatos, cita um fato específico envolvendo os bichanos, faz um comentário bobo e se encerra. “Rubem Alves é o arauto do vazio que passa por cheio”, reflete Manoel com enfado depois de constatar a besteira boba que acabou de ler. Afinal, tendo sido enviada por um amigo do peito, mereceu a leitura. Mas a tolice de Rubem Alves se confirmou. Ele faz o tipo de burro que escreve inteligentemente. Na verdade, é um bobo que exibe uma burrice dúbia e arregimenta bobos aos magotes. Típico exemplar de um país de empulhadores. Vende gato por lebre direto. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
P.S.: Ei, Chávez: fecha logo essa Globo daí! Se não fechar, é capaz de eles fazerem uma oferta ao Gugu, pra emporcalhar a Venezuela que se assumiu soberana!
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