quinta-feira, 27 de março de 2008
A Praça do Juiz III
Matéria retirada do ar conforme medida liminar expedida pelo juiz Nelson Marques da Silva
quinta-feira, 20 de março de 2008
A Praça do Juiz (II)
Matéria retirada do ar conforme medida liminar expedida pelo juiz Nelson Marques da Silva
A Praça do Juiz (II)
Matéria retirada do ar conforme medida liminar expedida pelo juiz Nelson Marques da Silva
quinta-feira, 13 de março de 2008
Um juiz e o juízo final
Matéria retirada do ar conforme medida liminar expedida pelo juiz Nelson Marques da Silva
Um juiz e o juízo final
Matéria retirada do ar conforme medida liminar expedida pelo juiz Nelson Marques da Silva
sexta-feira, 7 de março de 2008
Nota sobre a inutilidade da lucidez e da consciência
Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera
Os sudras que ocupam os cargos de comando e o poder constituído neste país-bacanal ainda chamado de Brasil – já poderia ser chamado de “Scoundrel’s Backyard Country” ou algo que tal em ingrêis, e que em portuguêis seria País Quintal de Canalhas – já se conduzem como se o estelionato moral fosse algo estrutural, de rotina e passível de manipulação, pouco importando que a “opinião púbrica” dê sinais de revolta ou indignação com o que presencia ao longo dos últimos “governos”. Desde primórdios do retorno do “poder” às mãos dos “civis” – talvez coubesse melhor uma expressão como “paisanos sem nenhum caráter” –, constatamos que o opróbrio recai constantemente sobre esses párias de cariz achamboado ou acalhordado, mas esse opróbrio se desfaz pelo fato de eles o ignorarem como categoria de valor. O diabo é que, pelo fato de eles ignorarem isso, o poviléu que seria detentor da “opinião púbrica” acaba por absorver e assimilar tal postura, e deleta de suas mentes cooptadas o sentimento de repulsa e condenação que a podridão moral acarretaria em países digamos saudáveis. Enter.
Se o flagrante de um delito atingisse um japona, mesmo que somente a compra de uma simples tapioca usando ilegalmente um cartão corporativo – mais uma humilhação canalha ao povo trabalhador brasileiro –, ele cometeria harakiri (suicídio honroso), aqui vemos acontecer o oposto. Certos da impunidade, os sudras safados que nos “governam” conduzem a figura da lei ao patamar do mais abstrato dos conceitos, ao âmbito das coisas impalpáveis e inconsistentes. Explico: o fato de um José Dirceu ou um José Genoíno estarem acima do alcance da lei, permanecendo aí, lampeiros ou enrustidos, produz na mente coletiva (isso existe mesmo?) uma como que “consciência” de que a lei é uma fantasia, uma inutilidade, uma bobagem. Lembremos o caso Celso Pitta: debaixo de uma tempestade de horrendas denúncias que o fizeram perante a população um ser execrável senão abjeto, ele ignorava os fatos para fazê-los inexistir, e continuava na busca de se manter no patamar de poder que alcançara sabe-se lá como, com que tipo de expedientes – bastando lembrar ser ele cria de um fariseu notório como Paulo Maluf. Acabou eliminado da vida pública, mas o espetáculo de caradurismo que forneceu ao ignorar solenemente o conceito de brio ou de vergonha nos cornos, como dizem os suburbanos cariocas, não só nos ensinou que a falta de vergonha existe, mas que vigora dentro das classes dominante e política, e que isso é contagioso: a população assimila, passando também a ignorar sem pejo o que seriam conceitos éticos. Enter.
Campeão nessa categoria, o factóide musical Wagner Tiso declarou publicamente, enxovalhando a campanha à reeleição do “presidente-eu-não-sabia”, que não lhe interessava a ética do PT ou qualquer tipo de ética, só valendo para ele o jogo do poder. É a torpe visão de os fins justificarem os meios. Para ele, o importante é ser famoso e estar em evidência. O piano, aliás de terceira, é absolutamente relativo – embora ele tenha aparecido aos olhos dos bobalhões como pianista e brandindo um sobrenome que seria o oposto do Dr. JosephTiso que os fariseus assassinaram na Eslováquia logo após 1945. Ele não sabe disso, claro, porque só lhe vale ser famoso e viver na mídia – mesmo que diante de legiões de ovinos balantes. E aparecer na Caras ao lado de um José Dirceu, que nos preocupa não tanto pelos erros, mas pelos erres. O que importa, então, é o jogo do poder, disse o opacíssimo autor daquela vulgaríssima e xaropíssima Coração de Estudante, e ele demonstrou com isso a identificação com os políticos da vida, mostrando ser um espírito sem luz e uma consciência entrevada. Mas é que ele é amigo do “presidente”, tem empregos vários, e se julga lindo de morrer, e assim ficamos diante de mais uma aberração no país das aberrações. Enter.
Pois se a Globo tudo pode neste país-suruba, que poderemos esperar em termos de lucidez e de consciência? Quem pode manter lucidez e consciência numa seara constantemente bombardeada e desertizada por um instrumento de devastação como essa rede maligna e perversa, estúpida, monstruosa, deformadora, patogênica, geradora de lixo e corruptora de mentes e espíritos em todos os sentidos? Quem pode exercer a própria identidade se perde tempo admitindo submeter-se a tamanha ação regressiva? Quem pode dizer que pratica a lucidez e valoriza a consciência se admite assistir a telenovelas, programas escrotos e imundos como Big Brother, pus em estado sólido, a noticiários manipulados pelos traidores da pátria; quem pode dizer que se respeita se chega em casa e liga a merda global em gesto automático e se submete a uma lavagem cerebral por iniciativa própria? È isso, gente: já era! Já era!! Enter final.
Bom, e quem tem consciência ou lucidez não é como quem tem olho em terra de cegos: não será rei coisa nenhuma. Será perseguido, massacrado, difamado. A única perspectiva para o exercício da lucidez e da consciência reside em acabar pendurado numa cruz pelos fariseus incansáveis. O exercício da consciência e da lucidez nos levará a masmorras ou a forcas. Daí considerarmos ser inútil exercer e praticar essas duas categorias. Inútil sim, se para mudar qualquer coisa: porque os que podem acordar para isso, no caso de darmos conscientemente o exemplo, são unicamente os que já estão preparados para esse despertar – e esses são escolhidos, e raros. Quanto ao poviléu que cultiva hemorróidas e impotência diante da telinha global, esses o Cristo apontou como o joio, os que vão para o forno. E ficamos assim. Se você leu isso, perdoe o palavreado, mas é que o clamor entalado na garganta nos obriga a liberar energias deletérias através de palavreado semelhante. Mas é que esse país classificado como puteiro pelo poeta-filósofo Cazuza não está, em seu estado de vilipêndio, merecendo outro termo definidor. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!
Os sudras que ocupam os cargos de comando e o poder constituído neste país-bacanal ainda chamado de Brasil – já poderia ser chamado de “Scoundrel’s Backyard Country” ou algo que tal em ingrêis, e que em portuguêis seria País Quintal de Canalhas – já se conduzem como se o estelionato moral fosse algo estrutural, de rotina e passível de manipulação, pouco importando que a “opinião púbrica” dê sinais de revolta ou indignação com o que presencia ao longo dos últimos “governos”. Desde primórdios do retorno do “poder” às mãos dos “civis” – talvez coubesse melhor uma expressão como “paisanos sem nenhum caráter” –, constatamos que o opróbrio recai constantemente sobre esses párias de cariz achamboado ou acalhordado, mas esse opróbrio se desfaz pelo fato de eles o ignorarem como categoria de valor. O diabo é que, pelo fato de eles ignorarem isso, o poviléu que seria detentor da “opinião púbrica” acaba por absorver e assimilar tal postura, e deleta de suas mentes cooptadas o sentimento de repulsa e condenação que a podridão moral acarretaria em países digamos saudáveis. Enter.
Se o flagrante de um delito atingisse um japona, mesmo que somente a compra de uma simples tapioca usando ilegalmente um cartão corporativo – mais uma humilhação canalha ao povo trabalhador brasileiro –, ele cometeria harakiri (suicídio honroso), aqui vemos acontecer o oposto. Certos da impunidade, os sudras safados que nos “governam” conduzem a figura da lei ao patamar do mais abstrato dos conceitos, ao âmbito das coisas impalpáveis e inconsistentes. Explico: o fato de um José Dirceu ou um José Genoíno estarem acima do alcance da lei, permanecendo aí, lampeiros ou enrustidos, produz na mente coletiva (isso existe mesmo?) uma como que “consciência” de que a lei é uma fantasia, uma inutilidade, uma bobagem. Lembremos o caso Celso Pitta: debaixo de uma tempestade de horrendas denúncias que o fizeram perante a população um ser execrável senão abjeto, ele ignorava os fatos para fazê-los inexistir, e continuava na busca de se manter no patamar de poder que alcançara sabe-se lá como, com que tipo de expedientes – bastando lembrar ser ele cria de um fariseu notório como Paulo Maluf. Acabou eliminado da vida pública, mas o espetáculo de caradurismo que forneceu ao ignorar solenemente o conceito de brio ou de vergonha nos cornos, como dizem os suburbanos cariocas, não só nos ensinou que a falta de vergonha existe, mas que vigora dentro das classes dominante e política, e que isso é contagioso: a população assimila, passando também a ignorar sem pejo o que seriam conceitos éticos. Enter.
Campeão nessa categoria, o factóide musical Wagner Tiso declarou publicamente, enxovalhando a campanha à reeleição do “presidente-eu-não-sabia”, que não lhe interessava a ética do PT ou qualquer tipo de ética, só valendo para ele o jogo do poder. É a torpe visão de os fins justificarem os meios. Para ele, o importante é ser famoso e estar em evidência. O piano, aliás de terceira, é absolutamente relativo – embora ele tenha aparecido aos olhos dos bobalhões como pianista e brandindo um sobrenome que seria o oposto do Dr. JosephTiso que os fariseus assassinaram na Eslováquia logo após 1945. Ele não sabe disso, claro, porque só lhe vale ser famoso e viver na mídia – mesmo que diante de legiões de ovinos balantes. E aparecer na Caras ao lado de um José Dirceu, que nos preocupa não tanto pelos erros, mas pelos erres. O que importa, então, é o jogo do poder, disse o opacíssimo autor daquela vulgaríssima e xaropíssima Coração de Estudante, e ele demonstrou com isso a identificação com os políticos da vida, mostrando ser um espírito sem luz e uma consciência entrevada. Mas é que ele é amigo do “presidente”, tem empregos vários, e se julga lindo de morrer, e assim ficamos diante de mais uma aberração no país das aberrações. Enter.
Pois se a Globo tudo pode neste país-suruba, que poderemos esperar em termos de lucidez e de consciência? Quem pode manter lucidez e consciência numa seara constantemente bombardeada e desertizada por um instrumento de devastação como essa rede maligna e perversa, estúpida, monstruosa, deformadora, patogênica, geradora de lixo e corruptora de mentes e espíritos em todos os sentidos? Quem pode exercer a própria identidade se perde tempo admitindo submeter-se a tamanha ação regressiva? Quem pode dizer que pratica a lucidez e valoriza a consciência se admite assistir a telenovelas, programas escrotos e imundos como Big Brother, pus em estado sólido, a noticiários manipulados pelos traidores da pátria; quem pode dizer que se respeita se chega em casa e liga a merda global em gesto automático e se submete a uma lavagem cerebral por iniciativa própria? È isso, gente: já era! Já era!! Enter final.
Bom, e quem tem consciência ou lucidez não é como quem tem olho em terra de cegos: não será rei coisa nenhuma. Será perseguido, massacrado, difamado. A única perspectiva para o exercício da lucidez e da consciência reside em acabar pendurado numa cruz pelos fariseus incansáveis. O exercício da consciência e da lucidez nos levará a masmorras ou a forcas. Daí considerarmos ser inútil exercer e praticar essas duas categorias. Inútil sim, se para mudar qualquer coisa: porque os que podem acordar para isso, no caso de darmos conscientemente o exemplo, são unicamente os que já estão preparados para esse despertar – e esses são escolhidos, e raros. Quanto ao poviléu que cultiva hemorróidas e impotência diante da telinha global, esses o Cristo apontou como o joio, os que vão para o forno. E ficamos assim. Se você leu isso, perdoe o palavreado, mas é que o clamor entalado na garganta nos obriga a liberar energias deletérias através de palavreado semelhante. Mas é que esse país classificado como puteiro pelo poeta-filósofo Cazuza não está, em seu estado de vilipêndio, merecendo outro termo definidor. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, queridos!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
"Você pensa que cachaça é água?"
Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera
Pois é; se pensa, fique sabendo: “cachaça não é água, não!”. Assim a turma da década de 1950, ainda esperançosa no futuro dessa joça que hoje habitamos no mínimo desolados, cantava nos bailes de carnaval; e ainda tinha mais: "Cachaça vem do alambique/ e água vem do Ribeirão” – alusão ao curso d’água que abastecia o Rio de Janeiro, Ribeirão das Lajes. A marchinha ainda serviu e serve para chamar a atenção de quem vai com muita sede ao pote de birita: seria como dizer ao irmão que vá de leve. Pois o panorama nacional e internacional é de tal forma assustador que a turma vai na onda pensando que bebe água, quando na verdade bebe é uma cachaça perversa. A programação da TV aberta, especialmente a da Globo, é cachaça letal. Mas não há o que temer: morreremos todos mesmo, e isso é questão de tempo. O que assusta é que todos buscam o bem estar, a serenidade, o repouso, a glória, enquanto a ditadura mundial aperta as tenazes para que não consigamos nada disso. É um absurdo, mas vale considerar o que temos de maluquíssimo pela frente. Enter.
A ditadura é total, tanto quanto completamente disfarçada para o grande e ignaro povão bobo e catatonizado. Ninguém percebeu, quando Roberto Carlos virou o “rei”, quem urdiu e realizou isso – e hoje a macacada brasilis nem tem mais idéia do que seja Roberto Carlos, esse fóssil de si mesmo, esse criador da canção regressiva e burrificante justo quando o povo brasileiro sofria outro golpe, o da instituição do mercado da canção. Era fantástico: tínhamos virado a página da música popular no mundo com a Bossa Nova, éramos o país mais vibrante cultural, artística, científica e esportivamente falando. O que somos hoje? Um país apenas lugar onde a canção foi limitada ou rebaixada a coisas como duplas emitindo miséria sonora em guais lancinantes diante de legiões de macacas de auditório guinchando como imensas cobras diante de pacóvios de chapéus, fivelão e botinaços, legiões de seres imbecilizados pela máquina da ilusão sonífera e mortífera sacudindo o rabo e cancerificando seus miolos e suas vidas com desgraça sonora produzida por bandidos de diversos matizes e carizes. O que a mídia dispara contra a população é unicamente material daninho e maligno da pior espécie, e a máquina de burrificar transformou a população quase toda, à exceção de um guetinho de resistência, em gado, em gentios mugentes, em objetos vestidos, e a perspectiva de reversão disso é mínima, irrisória, senão nenhuma. Enter.
A ditadura da beleza mostra Giseles Bundchens e os Di Caprios tupiniquins como paradigmas da beleza que todos almejam e sonham; a mídia esfrega na cara de uma gente coisificada uma galeria de “lindezas” produzidas em laboratório; os anúncios só mostram jovens ninfas e lindos moçoilos que ocupam páginas inteiras de jornais manipulados e manipuladores, e não há qualquer esboço de posicionamento do agonizante Estado, cuja estrutura operacional se transformou num covil em que a corrupção grassa desenfreada e explícita. O poviléu apenas contempla o cenário corrompido e tenta realizar desejos, embriagado pela cachaça mortífera servida em generosas doses pelo discricionário poder constituído. A ignorância é o suporte para essa horrenda “obra de arte” em que está inserido o povo brasileiro, que aceita sem qualquer questionamento tudo que se lhe enfia goela abaixo. Enter.
Meu filho afetivo – não o adotei oficialmente, mas sempre tivemos o vínculo pai-filho – está na batalha em Poços de Caldas, cidade sul-mineira quase metrópole. Estuda na PUC, batalha na captura de um emprego para pagar as despesas apertadas, já que voltou das férias cortado do estágio que fazia e lhe rendia um troquinho. Para circular pela city, cobrindo grandes percursos, tinha sua moto 125 ajeitada, e com ela conseguia dar conta dos trampos e do estudo. Desempregado, cogitava até de trabalhar de motoboy, pra segurar as despesas. Pois no que fazia um atalho no percurso PUC-Centro para economizar uns mililitros de gasola, eis que dois bandidos o abordam também de moto, metem-lhe um 38 na costela e, generosissimamente tomam-lhe a moto e o deixam largado na rua erma. Podemos até dizer que foram piedosíssimos: deixaram meu valoroso garoto com documentos, celular, relógio, dinheirinho e a vida: queriam e levaram só a moto. A notícia caiu como se um cofre pesadão nos atingisse a cabeça vindo do 13º andar. O consolo de ele ter sido deixado ileso é um fato, embora imoralíssimo: a atual prática de roubar pobres é um fato asqueroso, mostrando uma sociedade em estado terminal, com seu tecido social irreversivelmente cancerificado. Consola não ter sido pior, mas nos vemos meio cúmplices, pelo conformismo cínico e no mínimo subserviente. O que temos de fazer, seguros de que o país de Lula e Globo só vai piorar, é rezar para que a desgraça atinja o outro, e agradecer se ela nos pega menos pesado: é sujo, isso. Parabéns a nossos políticos e dirigentes, parabéns à nossa estrutura de defesa social, parabéns ao nosso digníssimo fantoche dos Conquistadores do Mundo aboletado na presidência depois de ganhá-la clamando por mais de 20 anos pelos direitos do povo e pautando seu “discurso” na denúncia da corrupção e do entreguismo. Jamais sofremos com cinismo tão escroto!, mesmo depois de aturar o cão FHC por oito anos!! Lembranças ao (ou à?) seu filhinho (a) “Lurian”, presidentezinho safado e curvado aos donos do mundo! Ele (a) não será vítima dos desgraçados filhos/dejetos do sistema odioso e maligno em que o senhor e sua primeiradama ex-Dulcora deitam e rolam como dois descarados novos ricos ignaros. Vocês não têm alguma classe mínima suficiente sequer para ter um gato... Enter final.
Valeu, minha gente. Viva a horda de babacas sempre sorridentes e de dentaduras alvíssimas que desfilam na mídia como vetores da ditadura imunda que nos desgraça. Só nos resta levantar os olhos para o céu e pedir pelos infelizes que não têm escolha senão o crime. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, crianças!
Pois é; se pensa, fique sabendo: “cachaça não é água, não!”. Assim a turma da década de 1950, ainda esperançosa no futuro dessa joça que hoje habitamos no mínimo desolados, cantava nos bailes de carnaval; e ainda tinha mais: "Cachaça vem do alambique/ e água vem do Ribeirão” – alusão ao curso d’água que abastecia o Rio de Janeiro, Ribeirão das Lajes. A marchinha ainda serviu e serve para chamar a atenção de quem vai com muita sede ao pote de birita: seria como dizer ao irmão que vá de leve. Pois o panorama nacional e internacional é de tal forma assustador que a turma vai na onda pensando que bebe água, quando na verdade bebe é uma cachaça perversa. A programação da TV aberta, especialmente a da Globo, é cachaça letal. Mas não há o que temer: morreremos todos mesmo, e isso é questão de tempo. O que assusta é que todos buscam o bem estar, a serenidade, o repouso, a glória, enquanto a ditadura mundial aperta as tenazes para que não consigamos nada disso. É um absurdo, mas vale considerar o que temos de maluquíssimo pela frente. Enter.
A ditadura é total, tanto quanto completamente disfarçada para o grande e ignaro povão bobo e catatonizado. Ninguém percebeu, quando Roberto Carlos virou o “rei”, quem urdiu e realizou isso – e hoje a macacada brasilis nem tem mais idéia do que seja Roberto Carlos, esse fóssil de si mesmo, esse criador da canção regressiva e burrificante justo quando o povo brasileiro sofria outro golpe, o da instituição do mercado da canção. Era fantástico: tínhamos virado a página da música popular no mundo com a Bossa Nova, éramos o país mais vibrante cultural, artística, científica e esportivamente falando. O que somos hoje? Um país apenas lugar onde a canção foi limitada ou rebaixada a coisas como duplas emitindo miséria sonora em guais lancinantes diante de legiões de macacas de auditório guinchando como imensas cobras diante de pacóvios de chapéus, fivelão e botinaços, legiões de seres imbecilizados pela máquina da ilusão sonífera e mortífera sacudindo o rabo e cancerificando seus miolos e suas vidas com desgraça sonora produzida por bandidos de diversos matizes e carizes. O que a mídia dispara contra a população é unicamente material daninho e maligno da pior espécie, e a máquina de burrificar transformou a população quase toda, à exceção de um guetinho de resistência, em gado, em gentios mugentes, em objetos vestidos, e a perspectiva de reversão disso é mínima, irrisória, senão nenhuma. Enter.
A ditadura da beleza mostra Giseles Bundchens e os Di Caprios tupiniquins como paradigmas da beleza que todos almejam e sonham; a mídia esfrega na cara de uma gente coisificada uma galeria de “lindezas” produzidas em laboratório; os anúncios só mostram jovens ninfas e lindos moçoilos que ocupam páginas inteiras de jornais manipulados e manipuladores, e não há qualquer esboço de posicionamento do agonizante Estado, cuja estrutura operacional se transformou num covil em que a corrupção grassa desenfreada e explícita. O poviléu apenas contempla o cenário corrompido e tenta realizar desejos, embriagado pela cachaça mortífera servida em generosas doses pelo discricionário poder constituído. A ignorância é o suporte para essa horrenda “obra de arte” em que está inserido o povo brasileiro, que aceita sem qualquer questionamento tudo que se lhe enfia goela abaixo. Enter.
Meu filho afetivo – não o adotei oficialmente, mas sempre tivemos o vínculo pai-filho – está na batalha em Poços de Caldas, cidade sul-mineira quase metrópole. Estuda na PUC, batalha na captura de um emprego para pagar as despesas apertadas, já que voltou das férias cortado do estágio que fazia e lhe rendia um troquinho. Para circular pela city, cobrindo grandes percursos, tinha sua moto 125 ajeitada, e com ela conseguia dar conta dos trampos e do estudo. Desempregado, cogitava até de trabalhar de motoboy, pra segurar as despesas. Pois no que fazia um atalho no percurso PUC-Centro para economizar uns mililitros de gasola, eis que dois bandidos o abordam também de moto, metem-lhe um 38 na costela e, generosissimamente tomam-lhe a moto e o deixam largado na rua erma. Podemos até dizer que foram piedosíssimos: deixaram meu valoroso garoto com documentos, celular, relógio, dinheirinho e a vida: queriam e levaram só a moto. A notícia caiu como se um cofre pesadão nos atingisse a cabeça vindo do 13º andar. O consolo de ele ter sido deixado ileso é um fato, embora imoralíssimo: a atual prática de roubar pobres é um fato asqueroso, mostrando uma sociedade em estado terminal, com seu tecido social irreversivelmente cancerificado. Consola não ter sido pior, mas nos vemos meio cúmplices, pelo conformismo cínico e no mínimo subserviente. O que temos de fazer, seguros de que o país de Lula e Globo só vai piorar, é rezar para que a desgraça atinja o outro, e agradecer se ela nos pega menos pesado: é sujo, isso. Parabéns a nossos políticos e dirigentes, parabéns à nossa estrutura de defesa social, parabéns ao nosso digníssimo fantoche dos Conquistadores do Mundo aboletado na presidência depois de ganhá-la clamando por mais de 20 anos pelos direitos do povo e pautando seu “discurso” na denúncia da corrupção e do entreguismo. Jamais sofremos com cinismo tão escroto!, mesmo depois de aturar o cão FHC por oito anos!! Lembranças ao (ou à?) seu filhinho (a) “Lurian”, presidentezinho safado e curvado aos donos do mundo! Ele (a) não será vítima dos desgraçados filhos/dejetos do sistema odioso e maligno em que o senhor e sua primeiradama ex-Dulcora deitam e rolam como dois descarados novos ricos ignaros. Vocês não têm alguma classe mínima suficiente sequer para ter um gato... Enter final.
Valeu, minha gente. Viva a horda de babacas sempre sorridentes e de dentaduras alvíssimas que desfilam na mídia como vetores da ditadura imunda que nos desgraça. Só nos resta levantar os olhos para o céu e pedir pelos infelizes que não têm escolha senão o crime. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té pra semana, crianças!
Assinar:
Postagens (Atom)