Desde que Santos Dumont se elevou a metros do chão, perante uma numerosa assistência de grã-finos em Paris, pilotando seu tão pouco aerodinâmico 14 Bis, que mais parecia um conjunto em cruz de caixotes amarrados uns aos outros, jamais se registrou uma colisão entre dois aparelhos voadores em vôo de cruzeiro – isto é, já em velocidade máxima e longe de operações de pouso ou decolagem. Desde os primórdios da aviação, quando os aparelhos eram rudimentares e tendiam a cair por qualquer irregularidade, a literatura aeronáutica é vazia de fatos envolvendo colisões no ar, exceto quando em operações críticas envolvendo vários aparelhos voando próximos entre si em exibições sobre um mesmo aeródromo – e mesmo assim há raríssimos relatos – ou em operações de pouso e decolagem sobre aeródromos congestionados – em que são raríssimos também tais eventos. A literatura geral sobre o assunto registra uma colisão entre um Boeing 707 e um Constellation nos EUA nos anos 60, um deles em operação de aproximação e outro tendo decolado há menos de um minuto. Ambos estavam em baixa velocidade, o que possibilitou o choque. No Brasil também há um registro de um DC3 que teria colidido a poucos metros do solo com um aparelho militar americano em 1960, e não houve sobreviventes. E só. Considerando quantos vôos se realizaram desde a histórica vitória de Santos Dumont em Paris, admitamos que a estatística é tecnicamente nula. Enter.
Pois vem essa história criminosa e abjeta de ter havido uma colisão na Amazônia entre um Boeing 737 da Gol e um Embraer/Legacy da americana Excell Air. E dessa impensável e mesmo fantasiosa colisão resulta absurdamente a queda do Boeing (três vezes maior que o Legacy) e a permanência do Legacy no ar até pousar na Serra do Cachimbo em perfeitas condições. Que sejamos todos otários não duvidamos, basta ver que estamos todos comendo merda num país que não é país e vivendo um processo histórico em marcha a ré acelerada. Mas daí a simplesmente aceitarmos a abolição da Física do conhecimento humano, aí não dá. E vamos aos escandalosos fatos que envolvem essa encenação torpe, e é bom que se preparem os estômagos. Enter.
Começa que não se sabe por que filmaram a decolagem do Legacy quando saía de São José dos Campos para virar protagonista da mais escabrosa história da aviação brasileira, quiçá do mundo. Os caras vão até Brasília e tomam a aerovia BSB/MAO. A um determinado momento, desligam o transponder, aparelho que permite aos pilotos e controladores de terra constatar a altura em que vai o aparelho na aerovia, uma vez que essa altitude é controlada para justamente evitar a POSSIBILIDADE REMOTÍSSIMA de colisão. Convém lembrar ainda que uma aerovia tem a largura de 30 km e que uma colisão entre aparelhos em sentido contrário é fisicamente impossível, ainda mais sobre o tão vazio espaço aéreo amazônico. Se houvesse possibilidade de colisões desse tipo, o controle de vôo seria muitíssimo mais sofisticado e rigoroso do que é – e o que está em vigor é suficiente para reduzir para um em um milhão a possibilidade de qualquer eventualidade dessas. Pois muito bem: o impossível acontece, só que nos passando um diploma de otário do tamanho da Amazônia. Vamos a fatos iniciais que contrariam todas as normas da normalidade universal. Enter.
Começa que, a uma velocidade resultante de 1600 km/h – cada um dos aparelhos voava a 800 em sentido contrário –, a ressonância aerodinâmica dos dois aparelhos forma em torno de cada um uma rigidíssima redoma, como se fosse uma aura resultante da penetração de cada um no ar. Significa dizer que os aparelhos JAMAIS PODERIAM COLIDIR seus corpos, porque a ressonância impediria terminantemente o toque, mas expulsaria um do outro. Qualquer engenheiro aeronáutico titica – se é que isso possa existir – confirmará isso. Se o Legacy passasse a cinco metros do Boeing em sentido contrário, seria arremessado longe rodando sobre ele próprio, e simplesmente se despedaçaria, vindo a se desintegrar. A asa dele jamais tocaria a do Boeing: as duas se repeliriam em função da ressonância, e dificilmente os dois continuariam no ar voando sob controle. Mas, se um dos aparelhos lograsse manter ou recuperar o controle, seria o maior deles, jamais o menor. E aí fica evidenciada a estúpida farsa envolvendo tudo isso, e assim ficou assinado nosso diploma de otário pelas forças da globalização, que estarão por trás de tudo manejando os cordéis da tragicomédia. Enter.
Se o “acidente” não contou com testemunhas oculares, somente depois de completado todo o trabalho pericial poderia haver um laudo que explicasse o que levou o Boeing ao chão e por que o Legacy permaneceu em vôo normal, sem percalços. Mas a mídia dos globalizadores se apressou em difundir imediatamente após o evento a versão da fantasiosa colisão, soltando no ar em todas as emissoras e noticiários uma animação “mostrando” como se deu a imaginosa colisão. Por quê?? Por que as autoridades aeronáuticas não entraram em cena antes da mídia, impedindo o ludíbrio de toda a população através de comprovar com imagens falsas algo simplesmente contrário a todas as leis da Física e da Natureza? Enter final.
Porque o Brasil de Lula já não é mais Brasil, e isso é fato desde FHC, o monstro abjeto. Lula é um boneco ridículo, um fantoche etilizado e sem qualquer traço de caráter ou vergonha na cara, temos constatado. E os globalizadores vão desgovernando o Brasil nos cornos de nós todos. Na próxima, explicaremos o restante das loucuras inadmissíveis transformadas em fatos nessa farsa funesta. Pelo menos os leitores do blog serão informados de tudo. Aceitem ou não. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
E o Vôo 402? Lembram?
Frederico Mendonça de Oliveira
Pois é. Foi em 1996, horrorizou geral e foi o segundo maior acidente da história de nossa aviação comercial. Segundo a mídia dos globalizadores, a causa do acidente teria sido a abertura do reversor direito durante a decolagem. Um funcionário de terra testemunhou a loucura enquanto o Number One decolava. O aparelho estava voando pintado especialmente de azul, diferente do restante da frota, para comemorar a conquista do prêmio de melhor empresa regional do mundo, conferido pela Air Transport World recentemente à TAM. O aparelho decolava rumo ao Rio levando quase que exclusivamente executivos de alto coturno a bordo. Pois foi aquilo: o reversor se abre na decolagem, e o aparelho se agüenta no ar por 25 segundos, acabando por espatifar-se contra prédios residenciais, resultando disso mais de 100 mortes, entre passageiros e algumas pessoas em terra. Enter.
Os papagaios da mídia montaram as reportagens dentro dos rígidos limites impostos pelas editorias, e só especialistas em assuntos jornalísticos e/ou aeronáuticos verificaram que a abertura daquele reversor seria algo realmente impensável, a menos que se apontassem as indagações em direção a... sabotagem. Logo viria a grita dos “sensatos” acusando os denunciantes de “adeptos de teorias conspiratórias mirabolantes”. E a imprensa está aí para qualquer coisa, menos trabalhar em cima da verdade. O negócio é trabalhar de acordo com os interesses empresariais das grifes jornalísticas e dos que anunciam nelas. Assim, a hipótese de sabotagem, única opção para justificar tamanha aberração, foi ignorada – especialmente para que prossiga o estado ditatorial da informação, responsável pela estupidificação da maioria esmagadora da população brasileira. Somente alguns tímidos toques foram dados a respeito da absoluta impossibilidade técnica da abertura do reversor em decolagem, e ficou nisso. A Veja, em edição especial do dia seguinte ao acidente, fez a seguinte menção:”Se a turbina foi de fato revertida na decolagem, como indicam os testemunhos, surge um novo mistério. O que pode ter acionado o mecanismo de reversão?”. A partir disso, poucas indagações: primeiro, poderia ter havido quebra da trava do reversor. Segundo, um dos trinta e quatro computadores de bordo teria cometido um “erro de leitura”, acionando o reversor. Em ambos os casos, estamos diante de uma grosseira fantasia: começa que a quebra da trava não acionaria o reversor, que só abriria depois de uma série de procedimentos e operações mecânicas, tudo isso operando em condições rígidas de absoluta segurança. A liberação do travamento, além disso, não faz abrir o reversor: ele só entra em operação quando a manete de aceleração passa por idle (ponto morto) e vai ao oposto da posição que estava em decolagem (climb), ponto denominado maximum reverse. Mais: se um computador falhasse, os outros 33 entrariam em defesa do sistema – o aparelho, a correta operabilidade e as vidas envolvidas – e corrigiriam a pane. E nada mais se falou, senão que, num comentariozinho de canto de página de edição da Folha mais de um mês após o acidente, seria tecnicamente impossível a abertura de um reversor em decolagem, especialmente o do Fokker 100: era um comentário de um especialista da própria Fokker, editado sem qualquer destaque. Enter.
A coisa engrossa mais ainda quando se verifica a possibilidade de o avião poder ainda retornar ao aeroporto caso o piloto conseguisse fechar o reversor. Mas, já que é impensável que ele se abrisse, como o piloto poderia fechá-lo se estava com toda a potência a frente, o que obrigaria incondicionalmente todo o mecanismo a estar harmonizado para a decolagem, e não para a etapa final de pouso, quando já teriam sido cumpridas todas as etapas que, então, permitiriam a abertura do reversor? Seguramente o piloto José Antônio Moreno e o co-piloto Ricardo Gomes estariam incapacitados para diagnosticar a causa da indirigibilidade do aparelho – avião não tem retrovisor – e devem ter morrido sem imaginar que aquele reversor tenha entrado em operação. O fato é que, se houve a abertura do dispositivo, não haveria como fechá-lo, até porque isso não faz qualquer sentido tecnicamente, o que impede que se tomem medidas para reverter a situação. Poderia ter havido um alerta luminoso na cabine, indicação de que estaria liberada a reversão, mas mesmo assim não haveria como interceder, porque não há alternativas para uma situação impossível e que contraria radicalmente TODA A ARQUITETURA E ENGENHARIA do aparelho. Enter.
As mentes dos midiotas não alcançam operar esse grau de ilação, não só por serem todos absolutamente ignorantes em relação a aviação, como por serem cordeiros balantes que repetem estupidamente tudo o que a mídia dos globalizadores publica. Então as coisas acontecem, recebem o tratamento midiático de acordo com os interesses dos globalizadores, estes, na época, recebidos e tratados com festas e loas pelo abjeto traidor FHC, e vai ficando tudo por isso mesmo, para que se possa consumar a tomada gradativa do País sem maiores problemas. Intrigados e encafifados ficarão para sempre os envolvidos diretamente com a questão, sejam parentes de vítimas, sejam profissionais e envolvidos com a área, estes últimos talvez obrigados a calar o bico diante da clara trama que levou o Vôo 402 a terminar em tragédia, sabendo que as retaliações nestes casos podem ser fatais. E ninguém quer acabar como acabaram, por exemplo, as dez testemunhas do assassinato de John Kennedy: todas foram pro beleléu por caminhos diversos e... inexplicáveis. “Quem tem c* tem medo”, diz o adágio popular. E ninguém quer aparecer de repente com boca cheia de formigas. Enter final.
Tratar dessa questão a fundo nos levaria a produzir uma obra alentada, e seguramente rolariam cabeças, inclusive a do autor da investigação. Então vale simplesmente revolver o assunto e deixar que mentes abertas disponíveis se dêem conta de que tem carne podre sob esse angu azedo. De qualquer forma, solidarizamo-nos com as famílias das vítimas desse crime hediondo e atroz, porque também a nós, gente envolvida com aviação durante décadas, essa tragédia dói e não sara nunca. E o pior é que outras vieram e virão. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, queridos!
Pois é. Foi em 1996, horrorizou geral e foi o segundo maior acidente da história de nossa aviação comercial. Segundo a mídia dos globalizadores, a causa do acidente teria sido a abertura do reversor direito durante a decolagem. Um funcionário de terra testemunhou a loucura enquanto o Number One decolava. O aparelho estava voando pintado especialmente de azul, diferente do restante da frota, para comemorar a conquista do prêmio de melhor empresa regional do mundo, conferido pela Air Transport World recentemente à TAM. O aparelho decolava rumo ao Rio levando quase que exclusivamente executivos de alto coturno a bordo. Pois foi aquilo: o reversor se abre na decolagem, e o aparelho se agüenta no ar por 25 segundos, acabando por espatifar-se contra prédios residenciais, resultando disso mais de 100 mortes, entre passageiros e algumas pessoas em terra. Enter.
Os papagaios da mídia montaram as reportagens dentro dos rígidos limites impostos pelas editorias, e só especialistas em assuntos jornalísticos e/ou aeronáuticos verificaram que a abertura daquele reversor seria algo realmente impensável, a menos que se apontassem as indagações em direção a... sabotagem. Logo viria a grita dos “sensatos” acusando os denunciantes de “adeptos de teorias conspiratórias mirabolantes”. E a imprensa está aí para qualquer coisa, menos trabalhar em cima da verdade. O negócio é trabalhar de acordo com os interesses empresariais das grifes jornalísticas e dos que anunciam nelas. Assim, a hipótese de sabotagem, única opção para justificar tamanha aberração, foi ignorada – especialmente para que prossiga o estado ditatorial da informação, responsável pela estupidificação da maioria esmagadora da população brasileira. Somente alguns tímidos toques foram dados a respeito da absoluta impossibilidade técnica da abertura do reversor em decolagem, e ficou nisso. A Veja, em edição especial do dia seguinte ao acidente, fez a seguinte menção:”Se a turbina foi de fato revertida na decolagem, como indicam os testemunhos, surge um novo mistério. O que pode ter acionado o mecanismo de reversão?”. A partir disso, poucas indagações: primeiro, poderia ter havido quebra da trava do reversor. Segundo, um dos trinta e quatro computadores de bordo teria cometido um “erro de leitura”, acionando o reversor. Em ambos os casos, estamos diante de uma grosseira fantasia: começa que a quebra da trava não acionaria o reversor, que só abriria depois de uma série de procedimentos e operações mecânicas, tudo isso operando em condições rígidas de absoluta segurança. A liberação do travamento, além disso, não faz abrir o reversor: ele só entra em operação quando a manete de aceleração passa por idle (ponto morto) e vai ao oposto da posição que estava em decolagem (climb), ponto denominado maximum reverse. Mais: se um computador falhasse, os outros 33 entrariam em defesa do sistema – o aparelho, a correta operabilidade e as vidas envolvidas – e corrigiriam a pane. E nada mais se falou, senão que, num comentariozinho de canto de página de edição da Folha mais de um mês após o acidente, seria tecnicamente impossível a abertura de um reversor em decolagem, especialmente o do Fokker 100: era um comentário de um especialista da própria Fokker, editado sem qualquer destaque. Enter.
A coisa engrossa mais ainda quando se verifica a possibilidade de o avião poder ainda retornar ao aeroporto caso o piloto conseguisse fechar o reversor. Mas, já que é impensável que ele se abrisse, como o piloto poderia fechá-lo se estava com toda a potência a frente, o que obrigaria incondicionalmente todo o mecanismo a estar harmonizado para a decolagem, e não para a etapa final de pouso, quando já teriam sido cumpridas todas as etapas que, então, permitiriam a abertura do reversor? Seguramente o piloto José Antônio Moreno e o co-piloto Ricardo Gomes estariam incapacitados para diagnosticar a causa da indirigibilidade do aparelho – avião não tem retrovisor – e devem ter morrido sem imaginar que aquele reversor tenha entrado em operação. O fato é que, se houve a abertura do dispositivo, não haveria como fechá-lo, até porque isso não faz qualquer sentido tecnicamente, o que impede que se tomem medidas para reverter a situação. Poderia ter havido um alerta luminoso na cabine, indicação de que estaria liberada a reversão, mas mesmo assim não haveria como interceder, porque não há alternativas para uma situação impossível e que contraria radicalmente TODA A ARQUITETURA E ENGENHARIA do aparelho. Enter.
As mentes dos midiotas não alcançam operar esse grau de ilação, não só por serem todos absolutamente ignorantes em relação a aviação, como por serem cordeiros balantes que repetem estupidamente tudo o que a mídia dos globalizadores publica. Então as coisas acontecem, recebem o tratamento midiático de acordo com os interesses dos globalizadores, estes, na época, recebidos e tratados com festas e loas pelo abjeto traidor FHC, e vai ficando tudo por isso mesmo, para que se possa consumar a tomada gradativa do País sem maiores problemas. Intrigados e encafifados ficarão para sempre os envolvidos diretamente com a questão, sejam parentes de vítimas, sejam profissionais e envolvidos com a área, estes últimos talvez obrigados a calar o bico diante da clara trama que levou o Vôo 402 a terminar em tragédia, sabendo que as retaliações nestes casos podem ser fatais. E ninguém quer acabar como acabaram, por exemplo, as dez testemunhas do assassinato de John Kennedy: todas foram pro beleléu por caminhos diversos e... inexplicáveis. “Quem tem c* tem medo”, diz o adágio popular. E ninguém quer aparecer de repente com boca cheia de formigas. Enter final.
Tratar dessa questão a fundo nos levaria a produzir uma obra alentada, e seguramente rolariam cabeças, inclusive a do autor da investigação. Então vale simplesmente revolver o assunto e deixar que mentes abertas disponíveis se dêem conta de que tem carne podre sob esse angu azedo. De qualquer forma, solidarizamo-nos com as famílias das vítimas desse crime hediondo e atroz, porque também a nós, gente envolvida com aviação durante décadas, essa tragédia dói e não sara nunca. E o pior é que outras vieram e virão. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, queridos!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Vamos desperdiçar água, estafermos!
Frederico Mendonça de Oliveira
Ah!, que visão maravilhosamente estética a cena de mulheres aguando passeio! Nosso dia ganha tanta força quando vemos as mulheres de classe média desse Brasil moreno de mangueira na mão – e com ar diligente, religioso, muito atentas ao que estão fazendo! – empurrando lixo com o jato d’água durante no mínimo uns 20 minutos de terapia compensatória! Algumas até se curvam, para mostrar quão atenciosas conseguem ser em tão nobre tarefa! Quando são empregadinhas de mente vazia fazendo isso, ficamos apenas sacando; mas quando são as madames de verdade, ah!, aí emociona fundo! Especialmente quando essas senhoras tão zelosas se paramentam para esse gesto de grande valor e utilidade para este Brasil moreno e cabocro! Enter.
A vestimenta ideal para essa prática de saneamento básico doméstico tem coisas interessantes. Vamos lá: uma bermuda e uma camiseta do tipo regata bem cavada vão muito bem para esse esporte nacional urbano. Especialmente se uma bermuda azul pavão e uma camiseta amarelo gema de ovo. Para incrementar mais ainda, a madame pode chegar a causar suspiros em portadores de bons níveis de testosterona se puser um par de botas de borracha brancas, daquelas usadas em frigoríficos e açougues. Agora, se a madame quiser causar ereções e deixar os transeuntes em estado de distúrbio hormonal generalizado, basta fazer como algumas delas mais ousadas: basta aguar passeio de bermuda azul pavão ou cobalto, camiseta amarelo gema de ovo ou limão shocking, botas de borracha brancas e... com bobs nos cabelos, especialmente aqueles de uns oito centímetros de diâmetro. Jovens fogosos ou jovens adultos maduros seguramente vão arriscar uma bela sessão de adoração a Onan tendo na cabeça a imagem dessas – por que não dizer? – deusas do asfalto urbano! Enter.
Pois mesmo diante dessa maravilha perturbadora não só de nossos sentidos estéticos, mas até para nossos hormônios, há quem arranje um jeito de criar problemas para essas aparições celestiais. Primeiro, vêm os sempre desagradáveis ambientalistas, esses neuróticos que vêem problemas ecológicos em tudo: eles ficam gritando que a água potável no praneta vai acabar,.que é um crime desperdiçar água tratada para tarefas sem qualquer utilidade, essas maluquices todas. Ora, o Brasil tem água pra dar e vender! Isso aqui não é Europa nem, mais especialmente, Holanda, não! Aqui temos água até o fim dos tempos, temos rios, fontes, aqüíferos do tamanho de vários países da Europa somados! É água pra não acabar mais! Então, pra que essa besteira de ficar aí gritando que a água vai acabar e que as próximas guerras não ser justamente por causa dela? Vê se pode?! A água do Brasil acabar? E ainda garantirem, esses neuróticos do Green Peace, que a melhor perspectiva para o fim da água é em 2025?! Malucos!! Pirados! É isso: maluco é o que não falta nesse praneta e nesse Brasil abestalhado! Mas, fazer o quê? O jeito é ir levando e deixar os cães ladrando enquanto passa a linda caravana de aguadeiras de passeio, lindamente curvadas sobre o efeito mágico do jato, aquela cena tão comovente e luxuriante! Isso é cultura e arte, viu, ô Gil? Enter.
E tem os que puxam brasa até pro Freud, aquele maluco, pra engrossar a besteirada: falam de “compensação do complexo de castração”, aquela história de a menina ver que o menino ou o pai têm pênis, e aí ficam com um complexo de não ter uma coisa pendurada bem ali também e de, em vez disso, terem uma simples e humilde fenda. Os caras têm uma imaginação prodigiosa, pode crer! Então, pra justificar a visão de que aguar passeio é crime, eles inventam que essas mulheres estão fazendo da mangueira um falo imaginário, e se compensam ejaculando e urinando copiosamente com ele, empunhando-o gloriosamente por longos minutos, que seria o que elas pretendem seja o tempo ideal para penetrarem uma vulva imaginária ejaculando abundantemente – ou mijando solenemente para que esse mundo estúpido as contemple se realizando. Pode ser mais imaginativo, isso? Bem, tem cabeça pra tudo nesse diabo de Brasil maluco. Basta ver as legiões de milhares de sirigaitas que coincham como leitoas sendo torturadas diante de duplas de sujeitos de violão na mão, chapéu de texano, fivelão incrementado e botinas cheias de adereços metálicos e firulas de diversos tipos de couro. Basta ver os leitores da revista Caras, especialmente considerando que as fotos dos eventos são o que há de mais brega e sem nenhum glamour... Enter final.
Bem, os caras não têm conserto. Ficam imprecando e blasfemando contra nossas lindas deusas aguadoras de passeio, vai ver que têm é uma inveja profunda, na verdade queriam ser é como elas, sem nada pendurado, mas nasceram com esse “estorvo”... Hem?? Hem?? Vai ver que esses caras são umas meninas disfarçadas, que vieram ao mundo com outros sentimentos, e ficam admoestando as deusas da água, que parecem encarnações de lindas estátuas gregas, isto é: tudo não passa de intriga baseada em inveja! Precisamos erigir uma estátua em cada cidade deste Brasil mofino, ops!, moreno, em homenagem às aguadoras de passeio, que mantêm em dia a libido nacional mostrando parte de suas coxas sugestivas de delícias e ombros luzidios ao sol da manhã, e que serão até símbolos de erotismo se se permitem usar bobs, que as fazem tão desejáveis pela intimidade que revelam nas ruas! Já pensaram em como seria divino fazer amor com uma coroa jovem cheia de bobs na cabeça? Hem??!! Heeemm???!!! Bem, chega de machucar os corações com cenas tão eróticas. A gente se encontra na Grobo. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima visão delas, queridos!
Ah!, que visão maravilhosamente estética a cena de mulheres aguando passeio! Nosso dia ganha tanta força quando vemos as mulheres de classe média desse Brasil moreno de mangueira na mão – e com ar diligente, religioso, muito atentas ao que estão fazendo! – empurrando lixo com o jato d’água durante no mínimo uns 20 minutos de terapia compensatória! Algumas até se curvam, para mostrar quão atenciosas conseguem ser em tão nobre tarefa! Quando são empregadinhas de mente vazia fazendo isso, ficamos apenas sacando; mas quando são as madames de verdade, ah!, aí emociona fundo! Especialmente quando essas senhoras tão zelosas se paramentam para esse gesto de grande valor e utilidade para este Brasil moreno e cabocro! Enter.
A vestimenta ideal para essa prática de saneamento básico doméstico tem coisas interessantes. Vamos lá: uma bermuda e uma camiseta do tipo regata bem cavada vão muito bem para esse esporte nacional urbano. Especialmente se uma bermuda azul pavão e uma camiseta amarelo gema de ovo. Para incrementar mais ainda, a madame pode chegar a causar suspiros em portadores de bons níveis de testosterona se puser um par de botas de borracha brancas, daquelas usadas em frigoríficos e açougues. Agora, se a madame quiser causar ereções e deixar os transeuntes em estado de distúrbio hormonal generalizado, basta fazer como algumas delas mais ousadas: basta aguar passeio de bermuda azul pavão ou cobalto, camiseta amarelo gema de ovo ou limão shocking, botas de borracha brancas e... com bobs nos cabelos, especialmente aqueles de uns oito centímetros de diâmetro. Jovens fogosos ou jovens adultos maduros seguramente vão arriscar uma bela sessão de adoração a Onan tendo na cabeça a imagem dessas – por que não dizer? – deusas do asfalto urbano! Enter.
Pois mesmo diante dessa maravilha perturbadora não só de nossos sentidos estéticos, mas até para nossos hormônios, há quem arranje um jeito de criar problemas para essas aparições celestiais. Primeiro, vêm os sempre desagradáveis ambientalistas, esses neuróticos que vêem problemas ecológicos em tudo: eles ficam gritando que a água potável no praneta vai acabar,.que é um crime desperdiçar água tratada para tarefas sem qualquer utilidade, essas maluquices todas. Ora, o Brasil tem água pra dar e vender! Isso aqui não é Europa nem, mais especialmente, Holanda, não! Aqui temos água até o fim dos tempos, temos rios, fontes, aqüíferos do tamanho de vários países da Europa somados! É água pra não acabar mais! Então, pra que essa besteira de ficar aí gritando que a água vai acabar e que as próximas guerras não ser justamente por causa dela? Vê se pode?! A água do Brasil acabar? E ainda garantirem, esses neuróticos do Green Peace, que a melhor perspectiva para o fim da água é em 2025?! Malucos!! Pirados! É isso: maluco é o que não falta nesse praneta e nesse Brasil abestalhado! Mas, fazer o quê? O jeito é ir levando e deixar os cães ladrando enquanto passa a linda caravana de aguadeiras de passeio, lindamente curvadas sobre o efeito mágico do jato, aquela cena tão comovente e luxuriante! Isso é cultura e arte, viu, ô Gil? Enter.
E tem os que puxam brasa até pro Freud, aquele maluco, pra engrossar a besteirada: falam de “compensação do complexo de castração”, aquela história de a menina ver que o menino ou o pai têm pênis, e aí ficam com um complexo de não ter uma coisa pendurada bem ali também e de, em vez disso, terem uma simples e humilde fenda. Os caras têm uma imaginação prodigiosa, pode crer! Então, pra justificar a visão de que aguar passeio é crime, eles inventam que essas mulheres estão fazendo da mangueira um falo imaginário, e se compensam ejaculando e urinando copiosamente com ele, empunhando-o gloriosamente por longos minutos, que seria o que elas pretendem seja o tempo ideal para penetrarem uma vulva imaginária ejaculando abundantemente – ou mijando solenemente para que esse mundo estúpido as contemple se realizando. Pode ser mais imaginativo, isso? Bem, tem cabeça pra tudo nesse diabo de Brasil maluco. Basta ver as legiões de milhares de sirigaitas que coincham como leitoas sendo torturadas diante de duplas de sujeitos de violão na mão, chapéu de texano, fivelão incrementado e botinas cheias de adereços metálicos e firulas de diversos tipos de couro. Basta ver os leitores da revista Caras, especialmente considerando que as fotos dos eventos são o que há de mais brega e sem nenhum glamour... Enter final.
Bem, os caras não têm conserto. Ficam imprecando e blasfemando contra nossas lindas deusas aguadoras de passeio, vai ver que têm é uma inveja profunda, na verdade queriam ser é como elas, sem nada pendurado, mas nasceram com esse “estorvo”... Hem?? Hem?? Vai ver que esses caras são umas meninas disfarçadas, que vieram ao mundo com outros sentimentos, e ficam admoestando as deusas da água, que parecem encarnações de lindas estátuas gregas, isto é: tudo não passa de intriga baseada em inveja! Precisamos erigir uma estátua em cada cidade deste Brasil mofino, ops!, moreno, em homenagem às aguadoras de passeio, que mantêm em dia a libido nacional mostrando parte de suas coxas sugestivas de delícias e ombros luzidios ao sol da manhã, e que serão até símbolos de erotismo se se permitem usar bobs, que as fazem tão desejáveis pela intimidade que revelam nas ruas! Já pensaram em como seria divino fazer amor com uma coroa jovem cheia de bobs na cabeça? Hem??!! Heeemm???!!! Bem, chega de machucar os corações com cenas tão eróticas. A gente se encontra na Grobo. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima visão delas, queridos!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Podridão pouca é bobagem
Podridão pouca é bobagem
Frederico Mendonça de Oliveira
A macacada sem rabo aceita numa nice a condição que os meios de “comunicação” lhe impuseram a partir de 1964. Quando empreendi meu deslocamento para o Sul de Minas, a música começava a morrer em definitivo nas capitais. Entravam em cena os tais “projetos”, que os músicos não alcançavam entender o que vinham a ser. Muito bem. Ou, melhor, muito mal. Aos poucos, na esteira do lançamento da Xuxa como cantora de música infantil – articulação muito bem realizada pelos profissionais a serviço dos interesses do Império – vieram os horrores que devastaram nossa cultura musical: primeiro, a lambada, sob a voz achamboada de Luís Caldas, aquele pobre imbecil. Decorreu disso o deletério axé, com sua atual “musa”, Ivete Sangalo, que não canta, fala entoado; em articulação com essa desgraça, veio o breganojo se insinuando no cenário da “nova canção”, consagrando como artistas os asiáticos Chitãozinho e Xororó, os tomateiros Leandro e Leonardo, os patéticos Zezé di Camargo e Luciano, estes últimos produzidos por um certo Franco Scornavacca, responsável por transformar o público deles em gado vacum, que este Franco realmente fez escornar para sempre; e na esteira dessas três “dupras”, veio uma legião de outras, cada uma pior que a outra; para completar o quadro dantesco desta trágica involução, veio o pagode pasteurizado, que lançou na ribalta a horda de Netinhos, Alexandres Pires, Belos e figuras patibulares afins. É realmente abestalhante a constatação: impuseram-nos o abismo, e todos pularam nele como se em piscina de águas termais. Enter.
E pensar que éramos o país de Tom Jobim, de Villa Lobos, de João Gilberto, gente que nos fez ver a Europa e os EUA se curvando diante de nossa música e de nossa capacidade cultural, artística e até científica. Considerando tamanha inversão, tamanho empobrecimento, há que admitir duas coisas: primeiro, os caras trabalharam pra arrebentar – e arrebentaram!; segundo, não houve resistência nenhuma vindo de setor nenhum! O Estado, gradualmente feito em frangalhos desde 64, não mais sequer enxergava cultura e arte. Claro, estávamos por 20 anos sob ação de gorilas moucos e míopes; depois, voltando o terno-e-gravata paisano desde 1985, vimos crescer ao absurdo essa matéria escatológica combinando corrupção e deterioração musical. Pois não bastando essa violenta queda, veio ainda o coice. Os intervencionistas não dispensaram o “acabamento” do processo de destruição: acabaram com o que poderia moral ou praticamente resistir por entre os escombros do que eles bombardearam: deram os microfones, através de sutil estratégia, aos curiosos de todos os matizes e categorias. Como curetagem definitiva, puseram em todos os espaços onde pessoas se reúnam para comer e beber e buscar o lazer burro, a ignóbil “música ao vivo”, que levou ao nível do rasteiro a imagem do boneco ao violão cantando “sucessos de público”. Eles não poderiam ter sido mais eficientes como devastadores... Enter.
Hoje, qualquer boneco ao violão “canta” coisas banais e normalmente as mais imediatistas canções da extinta emepebê. Extinta depois de criada e explorada à exaustão pelos mesmos artífices da desmusicalização do Brasil hoje. Que fazer, senão chorar sob o cobertor? E, se não tiver cobertor, vai papelão mesmo, como o pessoal de rua... Não é tão bonito isso tudo? Pois os bonecos ao violão enriqueceram os donos de casas noturnas e restaurantes, como ocorreu com um mafioso no Sul de Minas: ele cobrava couvert artístico de cada cadeira no restaurante, com isso arrecadandoatravés do couvert – que os macacos sem rabo chamam de “covér” – somas acima de mil reais por fim de semana – e tinha a cara-de-pau criminosa de pagar um fixo irrisório ao boneco ao violão. Embolsava o grosso que os macacos sem rabo pagavam pela “música ao vivo” e dava uma ninharia pro boneco ao violão. Muito esperto... E tinha mais: se o boneco não quisesse trabalhar por tão pouco, outro quereria sem qualquer objeção: era pegar ou largar. E os macacos sem rabo comendo e bebendo alheios a esse crime, à música de merda que eles abafavam falando escatologicamente mais alto que ela e a si mesmos, porque não passam de midiotas cooptados pelos globalizadores. Enter.
Numa capital como Belo Horizonte, por exemplo, os grandes músicos têm de se sujeitar a ganhar ninharias de R$50 por noite se quiserem tocar nos restritos espaços que usam música, e o público decai de qualidade dia após dia, emburrecido pela vida estúpida que levamos e pela submissão acrítica à hegemonia, verdeadeiro jugo da TV sobre as mentes. Mentes? Digamos... penicos! Fica melhor, não? Ou que outro nome mais “caseiro” dar a um recipiente para matéria fecal, que é o que a TV despeja diária e diuturnamente em câmaras ósseas onde estariam alojados os tais de cérebros? Você pode experimentar: andando pela rua, tente ver, no lugar de cada cabeça, um penico feito de qualquer material. Não fica no jeito? E olhando para os auditórios de TV, com aquelas criaturas gritando histericamente diante de chapeludos, botinudos e fiveludos? É só visualizar penicos no lugar das cabeças. Enter final.
E ficamos assim, quase não precisa dizer mais nada por hoje, a não ser que essa mesma mídia que transforma nossas mentes em penicos nos impede de saber o que realmente se passa na Venezuela. A mídia hegemônica só quer que você odeie a Venezuela e seu líder Chávez. Não há uma voz na grande imprensa e na TV que honesta e imparcialmente mostre o que ocorre de progresso social no país de Simon Bolívar. E essa mesma mídia infernal só quer que você grite histericamente ante os patéticos breganojos com seus guais lancinantes e vazios. E ainda vêm dizer que é “gosto popular”... Vão pro inferno, demônios da mídia! O lugar de vocês é lá, não aqui, onde mourejam seres inocentes! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!
Frederico Mendonça de Oliveira
A macacada sem rabo aceita numa nice a condição que os meios de “comunicação” lhe impuseram a partir de 1964. Quando empreendi meu deslocamento para o Sul de Minas, a música começava a morrer em definitivo nas capitais. Entravam em cena os tais “projetos”, que os músicos não alcançavam entender o que vinham a ser. Muito bem. Ou, melhor, muito mal. Aos poucos, na esteira do lançamento da Xuxa como cantora de música infantil – articulação muito bem realizada pelos profissionais a serviço dos interesses do Império – vieram os horrores que devastaram nossa cultura musical: primeiro, a lambada, sob a voz achamboada de Luís Caldas, aquele pobre imbecil. Decorreu disso o deletério axé, com sua atual “musa”, Ivete Sangalo, que não canta, fala entoado; em articulação com essa desgraça, veio o breganojo se insinuando no cenário da “nova canção”, consagrando como artistas os asiáticos Chitãozinho e Xororó, os tomateiros Leandro e Leonardo, os patéticos Zezé di Camargo e Luciano, estes últimos produzidos por um certo Franco Scornavacca, responsável por transformar o público deles em gado vacum, que este Franco realmente fez escornar para sempre; e na esteira dessas três “dupras”, veio uma legião de outras, cada uma pior que a outra; para completar o quadro dantesco desta trágica involução, veio o pagode pasteurizado, que lançou na ribalta a horda de Netinhos, Alexandres Pires, Belos e figuras patibulares afins. É realmente abestalhante a constatação: impuseram-nos o abismo, e todos pularam nele como se em piscina de águas termais. Enter.
E pensar que éramos o país de Tom Jobim, de Villa Lobos, de João Gilberto, gente que nos fez ver a Europa e os EUA se curvando diante de nossa música e de nossa capacidade cultural, artística e até científica. Considerando tamanha inversão, tamanho empobrecimento, há que admitir duas coisas: primeiro, os caras trabalharam pra arrebentar – e arrebentaram!; segundo, não houve resistência nenhuma vindo de setor nenhum! O Estado, gradualmente feito em frangalhos desde 64, não mais sequer enxergava cultura e arte. Claro, estávamos por 20 anos sob ação de gorilas moucos e míopes; depois, voltando o terno-e-gravata paisano desde 1985, vimos crescer ao absurdo essa matéria escatológica combinando corrupção e deterioração musical. Pois não bastando essa violenta queda, veio ainda o coice. Os intervencionistas não dispensaram o “acabamento” do processo de destruição: acabaram com o que poderia moral ou praticamente resistir por entre os escombros do que eles bombardearam: deram os microfones, através de sutil estratégia, aos curiosos de todos os matizes e categorias. Como curetagem definitiva, puseram em todos os espaços onde pessoas se reúnam para comer e beber e buscar o lazer burro, a ignóbil “música ao vivo”, que levou ao nível do rasteiro a imagem do boneco ao violão cantando “sucessos de público”. Eles não poderiam ter sido mais eficientes como devastadores... Enter.
Hoje, qualquer boneco ao violão “canta” coisas banais e normalmente as mais imediatistas canções da extinta emepebê. Extinta depois de criada e explorada à exaustão pelos mesmos artífices da desmusicalização do Brasil hoje. Que fazer, senão chorar sob o cobertor? E, se não tiver cobertor, vai papelão mesmo, como o pessoal de rua... Não é tão bonito isso tudo? Pois os bonecos ao violão enriqueceram os donos de casas noturnas e restaurantes, como ocorreu com um mafioso no Sul de Minas: ele cobrava couvert artístico de cada cadeira no restaurante, com isso arrecadandoatravés do couvert – que os macacos sem rabo chamam de “covér” – somas acima de mil reais por fim de semana – e tinha a cara-de-pau criminosa de pagar um fixo irrisório ao boneco ao violão. Embolsava o grosso que os macacos sem rabo pagavam pela “música ao vivo” e dava uma ninharia pro boneco ao violão. Muito esperto... E tinha mais: se o boneco não quisesse trabalhar por tão pouco, outro quereria sem qualquer objeção: era pegar ou largar. E os macacos sem rabo comendo e bebendo alheios a esse crime, à música de merda que eles abafavam falando escatologicamente mais alto que ela e a si mesmos, porque não passam de midiotas cooptados pelos globalizadores. Enter.
Numa capital como Belo Horizonte, por exemplo, os grandes músicos têm de se sujeitar a ganhar ninharias de R$50 por noite se quiserem tocar nos restritos espaços que usam música, e o público decai de qualidade dia após dia, emburrecido pela vida estúpida que levamos e pela submissão acrítica à hegemonia, verdeadeiro jugo da TV sobre as mentes. Mentes? Digamos... penicos! Fica melhor, não? Ou que outro nome mais “caseiro” dar a um recipiente para matéria fecal, que é o que a TV despeja diária e diuturnamente em câmaras ósseas onde estariam alojados os tais de cérebros? Você pode experimentar: andando pela rua, tente ver, no lugar de cada cabeça, um penico feito de qualquer material. Não fica no jeito? E olhando para os auditórios de TV, com aquelas criaturas gritando histericamente diante de chapeludos, botinudos e fiveludos? É só visualizar penicos no lugar das cabeças. Enter final.
E ficamos assim, quase não precisa dizer mais nada por hoje, a não ser que essa mesma mídia que transforma nossas mentes em penicos nos impede de saber o que realmente se passa na Venezuela. A mídia hegemônica só quer que você odeie a Venezuela e seu líder Chávez. Não há uma voz na grande imprensa e na TV que honesta e imparcialmente mostre o que ocorre de progresso social no país de Simon Bolívar. E essa mesma mídia infernal só quer que você grite histericamente ante os patéticos breganojos com seus guais lancinantes e vazios. E ainda vêm dizer que é “gosto popular”... Vão pro inferno, demônios da mídia! O lugar de vocês é lá, não aqui, onde mourejam seres inocentes! E viva Santo Expedito! Oremos. Té a próxima, queridos!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
A miséria abre as asas sobre nós
Frederico Mendonça de Oliveira
E todos aceitam isso como sendo uma fatalidade irreversível, como se fosse o destino que os céus nos enviam. E todos vão se moldando a isso, se miserabilizando como se fosse inevitável e... natural! Mas não falemos da miséria em que se debatem seres desgraçados nas periferias de capitais e nos morros cariocas, espaços onde convivem o horror existencial da carência perversa e o crime encarniçado que se manifesta como expressão obrigatória da realidade brasileira e mesmo humana – ou como resposta armada desobediente a um sistema comandado por cães sem vísceras. Nem falemos da miséria tétrica do Nordeste assolado pela seca e manipulado por senhores cruéis que obedecem a outros senhores de alhures mais cruéis ainda. Nem falemos da miséria estampada nos rostos e corpos de seres que compõem filas de cem, duzentos metros ou mais, começando à porta de ambulatórios do SUS, ou dos que erram pelas ruas ou se esmagam e emporcalham sob viadutos sórdidos. Isso tudo já conhecemos de sempre, é a desigualdade em si, embora hoje superlativada e imposta como espetáculo horrendo sob seguidos “governos” de sudras ignóbeis engravatados que se assumiram canalhas despreocupados com o que façam ou sejam ou ainda com o que possa advir disso. Isso de brios é fantasia do passado... Enter.
Falemos da miséria branda em sua apresentação e aparentemente inócua e mesmo inocente, e até para muitos agradável, falemos da miséria enfeitada, apelativa, açucarada, colorida, cheia de atrativos para as mentes suscetíveis e indefesas, incluindo nisso, com sanha, deformar as mentes tenras de crianças e adolescentes. Falemos da matéria purulenta oferecida como dieta de “entretenimento” e imposta como padrão cultural pelos mensageiros das trevas. Esta miséria se nos apresenta como guloseimas atraentes, até como coisas apreciáveis, mas só os espíritos avisados detectam a podridão por dentro deste imenso sepulcro tão bem produzido e ornamentado. Como diziam nossos ancestrais portugueses, “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Falemos das enxurradas de fétido exsudato lançadas pelos meios de contra-informação cinicamente considerados como sendo de “comunicação”, e essa inundação programada e realizada pelos globalizadores ocupa simplesmente todo um espaço que seria outrora ocupado por arte e cultura. Hoje é entretenimento, eles mesmos definem o processo com esse nome. Fomos o país de Villa Lobos e Tom Jobim, de Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, de Carlos Drummond e João Cabral, de Portinari e Di Cavalcanti; hoje somos o país de Tiririca e Netinho, de Silvio de Abreu e Paulo Coelho, de Gugu Liberato e Leão Lobo, de rapeiros, grafiteiros e borra-tintas aos montes. Somos um país de merda e de merdas, tão eficiente e sem freio qualquer é a ação dos intervencionistas. E pra fundo musical bota um reggae ou um breganojo aí, ô meu! Enter.
O “ministro” da Cultura também é o embaixador do reggae nesta Pindorama esmerdeada. Não é culto, ele, é genial no negócio de fazer canções e muito bem informado. Agora está vivendo uma posição social invejável, é um socialite, e nada contra-indica isso, basta ter estômago e considerar que sempre trabalhou duro e diuturnamente. Só que as aspas para o cargo se devem ao fato de ele não ser um ministro, mas um ocupante da pasta, como de resto todos os outros “ministros” neste país-rebu. O fato de ele ser um grande artista, autor de várias obras primas da canção moderna emepebê, não o qualifica para exercer o cargo, além de não poder fazer praticamente nada em relação a nada. E a culpa não é do ocupante, é da pasta, que não deveria existir num país em que a cultura mesmo está posta fora da lei pelos globalizadores. É uma contradição curiosa. Nosso ministro na verdade não é nosso: é deles. Tenho certeza de que Gil, a menos que odeie Deus, pátria e família, meteria a mão na massa, se a ele permitido fosse. Eis aí a grande piada, que soa como um potente peido que diverte pelo som mas constrange muito pelo fedor. Então a Cultura e a cultura vão muito mal, obrigado. Afinal, em país de analfabetos e analfaburros fabricados aos milhares por dia, pra que cultura? Temos rede Globo, já está de ótimo tamanho! Enter.
Chego à agência central dos Correios e lá está um aparelho de TV sintonizado na Globo. É como metralhar as pessoas onde quer que vão. Elas têm de ser alvejadas. Se o “ministro” aborda isso, vai pra rua em horas. Uma ligação dos Marinho, e já era. Gil cagaria, mas seu projeto pessoal seria arranhado: ele tem que estar intocado para não parecer um “rebelde de merda” como Lobão ou Sérgio Ricardo. E com Lula da Filva não seria diferente: ai dele se abre aquela boca pra conter a massacre contracultural da Globo: cai de maduro, e feio. Aliás, ele está no poder por ser não um pusilânime, mas um reles e abjeto traidor e vendido por ninharia. É um grande impostor, sem caráter nem um pingo de testosterona – não a que move os machos sobre as fêmeas, a “Galega” que o diga, segundo ele eructou aí, mas a testosterona dos homens de palavra, dos homens que têm compromisso com a pátria que os pariu. Enter final.
Considerando esse amontoado de “homens públicos” que ocupam os poderes, concluímos que Kon Fu Tsé, o sábio chinês que os globalizadores apelidaram de Confúcio para associar filosofia a confusão, tinha pra lá de razão: “Se alguém desejar saber se o reino é bem ou mal governado, se a sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música, que lhe fornecerá a resposta”. E não temos saída: preparemos a próxima vida, que esta já era. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
E todos aceitam isso como sendo uma fatalidade irreversível, como se fosse o destino que os céus nos enviam. E todos vão se moldando a isso, se miserabilizando como se fosse inevitável e... natural! Mas não falemos da miséria em que se debatem seres desgraçados nas periferias de capitais e nos morros cariocas, espaços onde convivem o horror existencial da carência perversa e o crime encarniçado que se manifesta como expressão obrigatória da realidade brasileira e mesmo humana – ou como resposta armada desobediente a um sistema comandado por cães sem vísceras. Nem falemos da miséria tétrica do Nordeste assolado pela seca e manipulado por senhores cruéis que obedecem a outros senhores de alhures mais cruéis ainda. Nem falemos da miséria estampada nos rostos e corpos de seres que compõem filas de cem, duzentos metros ou mais, começando à porta de ambulatórios do SUS, ou dos que erram pelas ruas ou se esmagam e emporcalham sob viadutos sórdidos. Isso tudo já conhecemos de sempre, é a desigualdade em si, embora hoje superlativada e imposta como espetáculo horrendo sob seguidos “governos” de sudras ignóbeis engravatados que se assumiram canalhas despreocupados com o que façam ou sejam ou ainda com o que possa advir disso. Isso de brios é fantasia do passado... Enter.
Falemos da miséria branda em sua apresentação e aparentemente inócua e mesmo inocente, e até para muitos agradável, falemos da miséria enfeitada, apelativa, açucarada, colorida, cheia de atrativos para as mentes suscetíveis e indefesas, incluindo nisso, com sanha, deformar as mentes tenras de crianças e adolescentes. Falemos da matéria purulenta oferecida como dieta de “entretenimento” e imposta como padrão cultural pelos mensageiros das trevas. Esta miséria se nos apresenta como guloseimas atraentes, até como coisas apreciáveis, mas só os espíritos avisados detectam a podridão por dentro deste imenso sepulcro tão bem produzido e ornamentado. Como diziam nossos ancestrais portugueses, “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Falemos das enxurradas de fétido exsudato lançadas pelos meios de contra-informação cinicamente considerados como sendo de “comunicação”, e essa inundação programada e realizada pelos globalizadores ocupa simplesmente todo um espaço que seria outrora ocupado por arte e cultura. Hoje é entretenimento, eles mesmos definem o processo com esse nome. Fomos o país de Villa Lobos e Tom Jobim, de Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, de Carlos Drummond e João Cabral, de Portinari e Di Cavalcanti; hoje somos o país de Tiririca e Netinho, de Silvio de Abreu e Paulo Coelho, de Gugu Liberato e Leão Lobo, de rapeiros, grafiteiros e borra-tintas aos montes. Somos um país de merda e de merdas, tão eficiente e sem freio qualquer é a ação dos intervencionistas. E pra fundo musical bota um reggae ou um breganojo aí, ô meu! Enter.
O “ministro” da Cultura também é o embaixador do reggae nesta Pindorama esmerdeada. Não é culto, ele, é genial no negócio de fazer canções e muito bem informado. Agora está vivendo uma posição social invejável, é um socialite, e nada contra-indica isso, basta ter estômago e considerar que sempre trabalhou duro e diuturnamente. Só que as aspas para o cargo se devem ao fato de ele não ser um ministro, mas um ocupante da pasta, como de resto todos os outros “ministros” neste país-rebu. O fato de ele ser um grande artista, autor de várias obras primas da canção moderna emepebê, não o qualifica para exercer o cargo, além de não poder fazer praticamente nada em relação a nada. E a culpa não é do ocupante, é da pasta, que não deveria existir num país em que a cultura mesmo está posta fora da lei pelos globalizadores. É uma contradição curiosa. Nosso ministro na verdade não é nosso: é deles. Tenho certeza de que Gil, a menos que odeie Deus, pátria e família, meteria a mão na massa, se a ele permitido fosse. Eis aí a grande piada, que soa como um potente peido que diverte pelo som mas constrange muito pelo fedor. Então a Cultura e a cultura vão muito mal, obrigado. Afinal, em país de analfabetos e analfaburros fabricados aos milhares por dia, pra que cultura? Temos rede Globo, já está de ótimo tamanho! Enter.
Chego à agência central dos Correios e lá está um aparelho de TV sintonizado na Globo. É como metralhar as pessoas onde quer que vão. Elas têm de ser alvejadas. Se o “ministro” aborda isso, vai pra rua em horas. Uma ligação dos Marinho, e já era. Gil cagaria, mas seu projeto pessoal seria arranhado: ele tem que estar intocado para não parecer um “rebelde de merda” como Lobão ou Sérgio Ricardo. E com Lula da Filva não seria diferente: ai dele se abre aquela boca pra conter a massacre contracultural da Globo: cai de maduro, e feio. Aliás, ele está no poder por ser não um pusilânime, mas um reles e abjeto traidor e vendido por ninharia. É um grande impostor, sem caráter nem um pingo de testosterona – não a que move os machos sobre as fêmeas, a “Galega” que o diga, segundo ele eructou aí, mas a testosterona dos homens de palavra, dos homens que têm compromisso com a pátria que os pariu. Enter final.
Considerando esse amontoado de “homens públicos” que ocupam os poderes, concluímos que Kon Fu Tsé, o sábio chinês que os globalizadores apelidaram de Confúcio para associar filosofia a confusão, tinha pra lá de razão: “Se alguém desejar saber se o reino é bem ou mal governado, se a sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música, que lhe fornecerá a resposta”. E não temos saída: preparemos a próxima vida, que esta já era. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
"Peidei... mas não fui eu"
Frederico Mendonça de Oliveira
Em festa de entrega de troféus de melhor disso e daquilo em que pululavam colunáveis – e em que foi muito sentida a falta do ties’ rabbi Henry Sobel – e famosos de todos os gêneros, eis que lá está o Lobão, aquele que enche o saco dos manipuladores da canção e pisa nos calos dos integrados por não assumir o bom mocismo cínico e safado dos intérpretes emepebísticos ungidos do Sistema. Meio que estranho no ninho dos – quase todos – apedeutas da “canção” atual, e destoando severamente da postura globalizante da coluna de Mônica Bérgamo, ei-lo envergando uma camiseta negra com os dizeres que estampei no título deste artigo, mas que vale repetir: “Peidei – mas não fui eu”. Isso lembra uma piada que fez sucesso nas montanhas sul-mineiras, retratando duas filhas de colunáveis do arraial que se topam no salão do puteiro maior do pedaço; no que a primeira, afetando estupefação, pergunta: “Uai!!! Oooocêêê aquiiiii?????”, a outra, manifestando fingido espanto, responde: “Ieeeeeeuuuu???? Eeeuuu nããããoo!!!!!!!”. Contando a piada com o sotaque bisonho destas montanhas apinhadas de arraialeiros não raro traiçoeiros, dá pra rir. Especialmente quando quem conta é mulher classemédia invejosa que carrega na inflexão para remedar essas ricaças. Enter.
Lobão pode ser um artista de valor acanhado, se olhado de cima do olimpo dos conhecedores; pode ser um expoente, se avaliado por leigos ou pelos quase sempre ignorantes roqueiros – especialmente ignorantes da música –, porque, sendo baterista, canta e compõe, coisa meio incomum entre esses instrumentistas; e faz coisas bem assimiláveis e, admitam os mais rigorosos, bonitas e positivas em vários aspectos. Fora isso, e assim ele ganha o respeito de muitos, mete a língua nos poderosos e desobedece – que seja – por esporte, desafinando o coro tétrico dos contentes. Quando da bestial manifestação do tal de Wagner Tiso sobre ética na política, Lobão foi preciso e fulminante: “Isso é falta de higiene filosófica!”. Assim ele vai colecionando desafetos na cloaca dos ungidos, em que o Tiso se intrujou usando suas “qualidades” de cigano, que ele proclama com orgulho. E ele até que “orna” entre os Dirceus, Valérios e Garcias, a partir especialmente do autoritarismo que encharca essas mentes sombrias. Lobão tem asco dessa caterva toda, esse “grande primeiro escalão” brasileiro, todos trancafiáveis ou bem talhados para uma banca de legumes ou peixes em feira livre, ou, melhor ainda, para campos de trabalhos rurais na cana ou na soja, para produção de biodíesel e álcool combustível. Mas Deus é Pai. Enter
Eles peidaram e peidam e estão absolutamente confiantes de que não são nem foram eles. Só vemos sordidez e putarias, tudo isso peidaços, peidos atômicos, que projetariam para além da estratosfera esses humanóides e os deixariam em órbita ad aeternitatem. Mas o Brasil é terra admirável e sem lei, o que nos submete a toda sorte de putarias praticadas pelos que elegemos ou não. Henrique Meirelles foi um nomeado que o “governo” do chefe apedeuta Cinqüentaeum – aliás, “apeideuta” seria mais rico... – “blindou” para que o ministro escapasse da ação do MPF, acusado de corrupção, e não caísse de cara em execração pública. Meirelles, que La Bérgamo incensa a mil, dirige simplesmente o Banco Central. Deveria estar dirigindo um carrinho de mão carregando pepitas em alguma de nossas minas por este imenso país desgraçado. Quem sabe Serra Pelada reabre, hem, ô Boston Bank’s Boy? Enter.
Bem, esses caras peidaram e peidam e não foram nem são eles. Talvez sejamos nós... de tanta porcaria que engolimos sem alternativa. Como dizia o Justo Veríssimo, imitando a figura torpe do bigodudo Sarney nos tempos do rasteiro Figueiredo, “Pobre tem que morrer!”, e a gente aqui acrescenta: “Povo tem que sofrer!”. Eis a lógica a que estamos condenados desde 1964 – embora hoje muitos questionem se a ditadura entre 64 e 84 foi mesmo o horror que tanto apregoaram. Na verdade, são irrisórias as baixas – se comparadas com as de Pinochet e Videla –, e não sabemos a que forças serviam os que caíram nas malhas da repressão. Embora não haja qualquer possibilidade de tolerância com o regime de exceção dos generais, embora condenemos inapelavelmente a tortura e as monstruosidades do aparelho repressivo de Estado, prosseguimos sem saber o que regia a ação daquelas “esquerdas”, que hoje enfeitam Brasília com os laços da podridão de uma corrupção inédita em nossa História, escandalosamente alheios aos trabalhadores e aos setores para baixo da cobertura das elites concentradoras. A quem serviam Gabeira – respeitável parlamentar –, José Roberto, Vera Sílvia, Pedro Pomar, Lamarca, Angelo Arroyo, Elza Monerat, a quem servia o hoje enxovalhado Genoíno, envolvido com dólares na cueca de não sei quem e caladinho da silva em seu modelito guerrilheiro engravatado e bom moço? Enter final.
Pouquíssimos sabem, babes, e estes estão por trás do encarniçado e desalmado poder atual e de sempre, e dão ordens aos peidantes não assumidos. Vem pau aí, e feio: os globalizadores se prepara em surdina – enganando a maioria de leigos crédulos, os midiotas gerados às cintenas de milhões por esses mesmos seres ocultos –, estão armando um conflito amazônico, e é fácil adivinhar quem vai se pegar nisso. Alcântara não foi cedida por bem aos yankees, agora vai por mal – porque eles virão “nos defender” da ameaça chavista e vão se entrincheirar é exatamente lá. E adeus Alcântara. E adeus Brasil. Excrevam, o futuro próximo confirmará. Chávez está preparado pro pau, mas vai ter outra “tríplice aliança”, pra variar... – ou seriam novos “aliados”? Veremos. Poderá ser um novo nome... mas eles são os mesmos e vão agir como sempre agiram: com extrema crueldade. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, crianças!
E na próxima vai ter chumbo grosso: cheiro de pólvora no ar!
Em festa de entrega de troféus de melhor disso e daquilo em que pululavam colunáveis – e em que foi muito sentida a falta do ties’ rabbi Henry Sobel – e famosos de todos os gêneros, eis que lá está o Lobão, aquele que enche o saco dos manipuladores da canção e pisa nos calos dos integrados por não assumir o bom mocismo cínico e safado dos intérpretes emepebísticos ungidos do Sistema. Meio que estranho no ninho dos – quase todos – apedeutas da “canção” atual, e destoando severamente da postura globalizante da coluna de Mônica Bérgamo, ei-lo envergando uma camiseta negra com os dizeres que estampei no título deste artigo, mas que vale repetir: “Peidei – mas não fui eu”. Isso lembra uma piada que fez sucesso nas montanhas sul-mineiras, retratando duas filhas de colunáveis do arraial que se topam no salão do puteiro maior do pedaço; no que a primeira, afetando estupefação, pergunta: “Uai!!! Oooocêêê aquiiiii?????”, a outra, manifestando fingido espanto, responde: “Ieeeeeeuuuu???? Eeeuuu nããããoo!!!!!!!”. Contando a piada com o sotaque bisonho destas montanhas apinhadas de arraialeiros não raro traiçoeiros, dá pra rir. Especialmente quando quem conta é mulher classemédia invejosa que carrega na inflexão para remedar essas ricaças. Enter.
Lobão pode ser um artista de valor acanhado, se olhado de cima do olimpo dos conhecedores; pode ser um expoente, se avaliado por leigos ou pelos quase sempre ignorantes roqueiros – especialmente ignorantes da música –, porque, sendo baterista, canta e compõe, coisa meio incomum entre esses instrumentistas; e faz coisas bem assimiláveis e, admitam os mais rigorosos, bonitas e positivas em vários aspectos. Fora isso, e assim ele ganha o respeito de muitos, mete a língua nos poderosos e desobedece – que seja – por esporte, desafinando o coro tétrico dos contentes. Quando da bestial manifestação do tal de Wagner Tiso sobre ética na política, Lobão foi preciso e fulminante: “Isso é falta de higiene filosófica!”. Assim ele vai colecionando desafetos na cloaca dos ungidos, em que o Tiso se intrujou usando suas “qualidades” de cigano, que ele proclama com orgulho. E ele até que “orna” entre os Dirceus, Valérios e Garcias, a partir especialmente do autoritarismo que encharca essas mentes sombrias. Lobão tem asco dessa caterva toda, esse “grande primeiro escalão” brasileiro, todos trancafiáveis ou bem talhados para uma banca de legumes ou peixes em feira livre, ou, melhor ainda, para campos de trabalhos rurais na cana ou na soja, para produção de biodíesel e álcool combustível. Mas Deus é Pai. Enter
Eles peidaram e peidam e estão absolutamente confiantes de que não são nem foram eles. Só vemos sordidez e putarias, tudo isso peidaços, peidos atômicos, que projetariam para além da estratosfera esses humanóides e os deixariam em órbita ad aeternitatem. Mas o Brasil é terra admirável e sem lei, o que nos submete a toda sorte de putarias praticadas pelos que elegemos ou não. Henrique Meirelles foi um nomeado que o “governo” do chefe apedeuta Cinqüentaeum – aliás, “apeideuta” seria mais rico... – “blindou” para que o ministro escapasse da ação do MPF, acusado de corrupção, e não caísse de cara em execração pública. Meirelles, que La Bérgamo incensa a mil, dirige simplesmente o Banco Central. Deveria estar dirigindo um carrinho de mão carregando pepitas em alguma de nossas minas por este imenso país desgraçado. Quem sabe Serra Pelada reabre, hem, ô Boston Bank’s Boy? Enter.
Bem, esses caras peidaram e peidam e não foram nem são eles. Talvez sejamos nós... de tanta porcaria que engolimos sem alternativa. Como dizia o Justo Veríssimo, imitando a figura torpe do bigodudo Sarney nos tempos do rasteiro Figueiredo, “Pobre tem que morrer!”, e a gente aqui acrescenta: “Povo tem que sofrer!”. Eis a lógica a que estamos condenados desde 1964 – embora hoje muitos questionem se a ditadura entre 64 e 84 foi mesmo o horror que tanto apregoaram. Na verdade, são irrisórias as baixas – se comparadas com as de Pinochet e Videla –, e não sabemos a que forças serviam os que caíram nas malhas da repressão. Embora não haja qualquer possibilidade de tolerância com o regime de exceção dos generais, embora condenemos inapelavelmente a tortura e as monstruosidades do aparelho repressivo de Estado, prosseguimos sem saber o que regia a ação daquelas “esquerdas”, que hoje enfeitam Brasília com os laços da podridão de uma corrupção inédita em nossa História, escandalosamente alheios aos trabalhadores e aos setores para baixo da cobertura das elites concentradoras. A quem serviam Gabeira – respeitável parlamentar –, José Roberto, Vera Sílvia, Pedro Pomar, Lamarca, Angelo Arroyo, Elza Monerat, a quem servia o hoje enxovalhado Genoíno, envolvido com dólares na cueca de não sei quem e caladinho da silva em seu modelito guerrilheiro engravatado e bom moço? Enter final.
Pouquíssimos sabem, babes, e estes estão por trás do encarniçado e desalmado poder atual e de sempre, e dão ordens aos peidantes não assumidos. Vem pau aí, e feio: os globalizadores se prepara em surdina – enganando a maioria de leigos crédulos, os midiotas gerados às cintenas de milhões por esses mesmos seres ocultos –, estão armando um conflito amazônico, e é fácil adivinhar quem vai se pegar nisso. Alcântara não foi cedida por bem aos yankees, agora vai por mal – porque eles virão “nos defender” da ameaça chavista e vão se entrincheirar é exatamente lá. E adeus Alcântara. E adeus Brasil. Excrevam, o futuro próximo confirmará. Chávez está preparado pro pau, mas vai ter outra “tríplice aliança”, pra variar... – ou seriam novos “aliados”? Veremos. Poderá ser um novo nome... mas eles são os mesmos e vão agir como sempre agiram: com extrema crueldade. E viva Santo Expedito! Oremos. ’Té a próxima, crianças!
E na próxima vai ter chumbo grosso: cheiro de pólvora no ar!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
A ditadura perversa da estupidez
Frederico Mendonça de Oliveira
Sob alegação cínica e canalha de geração de empregos temporários e/ou de arrecadação para comércios locais, vai se alastrando nessa Pindorama fadada à desgraça a praga cancerosa das micaretas, ou carnavais temporões. O poviléu, ignorantizado, bovinizado, adere como sob o berrante do vaqueiro ou o tinir da vara de ferrão. São as legiões de objetos vestidos em panos patéticos, ostentando bonés que não passam de coroas para a estupidez assumida; são as legiões dos obedientes ao “pensamento unificado” imposto pela mídia dos globalizadores. “Pensamento unificado” é tão possível quanto “burrice criadora”, ou “boçalidade fecunda”: um paradoxo. Trata-se de um “não pensamento”, algo absolutamente igual ao estado mental de um amontoado de larvas numa bicheira ou de ninfas de percevejo expostas ao mundo sobre a folha de uma planta (ou “pranta”, como dizem os bugres nas montanhas sul-mineiras). Cérebros? Não passam de um monte de aparelhos rudimentares de operação de instintos e desejos, nada mais que isso reagindo em conjunto, sendo a individualidade algo relativíssimo, até proibitivo. Pois então lá vêm os carnavais temporões, em que uma alegria postiça é manifestada como forma de desobediência estúpida a um vago “poder constituído”, postura desobediente que normalmente envereda pela bestialidade em todos os possíveis matizes: porrada acionada por álcool e outras drogas, sexo degenerado em estado orgíaco animalesco, alegria calhorda porque sem apoio em qualquer fundamento prático ou tradição. Contemplando comiseradamente esse quadro dantesco entrevemos os cornos malignos dos títeres dos globalizadores a serviço de comandantes ocultos em valhacoutos de onde emanam a perdição e a prostituição que encaminham e pavimentam o grande golpe de Estado internacional já iminente. Enter.
Esta é uma faceta do horror institucionalizado neste país-lugar hoje ermo de melodia e beleza, coisas que nos embalaram até 1964, embora hienas, chacais, serpentes e todo tipo de pragas já viessem corrompendo nossa vida coletiva desde Cabral – que trouxe em sua esquadra um certo Gaspar da Gama, monstrinho achado em Goa por Vasco da Gama em 1498. Depois de meter o calabrote no animalzinho, Vasco da Gama acabou iludido por uma suposta sabedoria sobre as Índias exibida por esse rato, e que muito agradaria a Dom Manuel, o Venturoso. O nome verdadeiro do pulhazinho de nariz adunco e curvado sobre uma pequena boca de lábios sensuais ninguém sabe, nem mesmo Solidônio Leite Filho, que o detectou na História chegando em pequena embarcação ao costado da nau São Gabriel, capitânea da frota de Vasco da Gama, ancorada em enseada no Índico. Mas o horror definitivo, a força-tarefa para nosso desmantelamento irreversível, começou com a entrada nefasta da Rede Globo no ar, como atesta o vídeo Beyond Citizen Kane, acurada análise sobre a ação do plim-plim contra a identidade sócio-política da população brasileira. Enter.
Rodamos o botão do dial no rádio e só sintonizamos miséria sonora e som de grunhidos de debilóides de todas as laias. Se o rádio, tão logo inventado, já começou sendo desvirtuado para desarticular a ação das mentes, hoje é usado como instrumento de neurotização coletiva, ou de coletivização de neurose, como você preferir. Lá pelos anos 50 instituíram a radionovela, uma desgraça que precedeu a telenovela, desgraça à enésima potência. Era a turma do Gaspar da Gama agindo lá, transformando o rádio, como disse o filósofo do neoliberalismo Cazuza, “num puteiro – porque assim se ganha mais dinheiro”. E também foi então que criaram os programas de auditório, em que se juntavam, aos guinchos, adolescentes apedeutas adoradoras de ídolos do microfone e do disco. Nestor de Holanda apelidou as infelizes de “macacas de auditório”, o que lhe renderia hoje, nestes dias de cinismo, processos por crime de racismo ou discriminação, como você quiser. E o interessante é que o nome terá sido postergado, mas as tais “macacas de auditório” de Holanda parece que são hoje quase toda a população feminina jovem do Brasil, ganindo junto com chapeludos, botinudos e fiveludos que infestam os palcos dessa cloaca entre Oiapoque e Chuí em que nos vemos metidos e confinados sem qualquer vislumbre de escapatória. Enter.
Bem pior que o rádio, a TV só mostra porcaria grossa, e exibe um verdadeiro massacre de comerciais, hoje beirando o mais primário e apelativo, sem qualquer poesia – não como até há poucos anos, quando os comerciais eram inteligentes e muito acima da quase totalidade da programação geral. Os comerciais da Brastemp, da Cofap (do cachorrinho dachshund), de Bom Brill e outros tantos eram geniais. Ultimamente, só um de um plano de saúde aí incluindo dentista deu pra curtir. O resto são enredos estúpidos e fantasiosos, como a do lagartão que reencontra seu algoz na meninice. A bosta rala é a lei na programação e nos intervalos comerciais. Só se salvam a Rede Minas e a Cultura de São Paulo. A primeira exibe uma programação visual de muito bom gosto, embora cheia de erros de Português; a segunda, mesmo sendo um patrimônio admirável, vem caindo o nível de forma assustadora, como já visto aqui. Mas, vez por outra, dá pra ver uma ou outra apresentação de sinfônica, como os concertos da OSESP – ainda que passando constrangimentos, como ter de aturar a conduta afetada e infantil da apresentadora Estela Ribeiro, absolutamente imprópria para programas de música erudita e coisas envolvidas com isso. Enter final.
Bem que Henry Kissinger, aquele degenerado secretário dos globalizadores, declarou, lá pros anos 60, a respeito do “Brizêu”: “Não queremos um tigre asiático abaixo do Equador”. Dito e feito: transformaram o Brasil num puteiro, como disse Cazuza, e numa cloaca, também num inferno. Ainda bem que não tenho mais toda uma vida nesta terra desgraçada. Ai dos que ainda estão no começo das suas... pois esse inferno vai arder todo, logo, loguinho. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
Sob alegação cínica e canalha de geração de empregos temporários e/ou de arrecadação para comércios locais, vai se alastrando nessa Pindorama fadada à desgraça a praga cancerosa das micaretas, ou carnavais temporões. O poviléu, ignorantizado, bovinizado, adere como sob o berrante do vaqueiro ou o tinir da vara de ferrão. São as legiões de objetos vestidos em panos patéticos, ostentando bonés que não passam de coroas para a estupidez assumida; são as legiões dos obedientes ao “pensamento unificado” imposto pela mídia dos globalizadores. “Pensamento unificado” é tão possível quanto “burrice criadora”, ou “boçalidade fecunda”: um paradoxo. Trata-se de um “não pensamento”, algo absolutamente igual ao estado mental de um amontoado de larvas numa bicheira ou de ninfas de percevejo expostas ao mundo sobre a folha de uma planta (ou “pranta”, como dizem os bugres nas montanhas sul-mineiras). Cérebros? Não passam de um monte de aparelhos rudimentares de operação de instintos e desejos, nada mais que isso reagindo em conjunto, sendo a individualidade algo relativíssimo, até proibitivo. Pois então lá vêm os carnavais temporões, em que uma alegria postiça é manifestada como forma de desobediência estúpida a um vago “poder constituído”, postura desobediente que normalmente envereda pela bestialidade em todos os possíveis matizes: porrada acionada por álcool e outras drogas, sexo degenerado em estado orgíaco animalesco, alegria calhorda porque sem apoio em qualquer fundamento prático ou tradição. Contemplando comiseradamente esse quadro dantesco entrevemos os cornos malignos dos títeres dos globalizadores a serviço de comandantes ocultos em valhacoutos de onde emanam a perdição e a prostituição que encaminham e pavimentam o grande golpe de Estado internacional já iminente. Enter.
Esta é uma faceta do horror institucionalizado neste país-lugar hoje ermo de melodia e beleza, coisas que nos embalaram até 1964, embora hienas, chacais, serpentes e todo tipo de pragas já viessem corrompendo nossa vida coletiva desde Cabral – que trouxe em sua esquadra um certo Gaspar da Gama, monstrinho achado em Goa por Vasco da Gama em 1498. Depois de meter o calabrote no animalzinho, Vasco da Gama acabou iludido por uma suposta sabedoria sobre as Índias exibida por esse rato, e que muito agradaria a Dom Manuel, o Venturoso. O nome verdadeiro do pulhazinho de nariz adunco e curvado sobre uma pequena boca de lábios sensuais ninguém sabe, nem mesmo Solidônio Leite Filho, que o detectou na História chegando em pequena embarcação ao costado da nau São Gabriel, capitânea da frota de Vasco da Gama, ancorada em enseada no Índico. Mas o horror definitivo, a força-tarefa para nosso desmantelamento irreversível, começou com a entrada nefasta da Rede Globo no ar, como atesta o vídeo Beyond Citizen Kane, acurada análise sobre a ação do plim-plim contra a identidade sócio-política da população brasileira. Enter.
Rodamos o botão do dial no rádio e só sintonizamos miséria sonora e som de grunhidos de debilóides de todas as laias. Se o rádio, tão logo inventado, já começou sendo desvirtuado para desarticular a ação das mentes, hoje é usado como instrumento de neurotização coletiva, ou de coletivização de neurose, como você preferir. Lá pelos anos 50 instituíram a radionovela, uma desgraça que precedeu a telenovela, desgraça à enésima potência. Era a turma do Gaspar da Gama agindo lá, transformando o rádio, como disse o filósofo do neoliberalismo Cazuza, “num puteiro – porque assim se ganha mais dinheiro”. E também foi então que criaram os programas de auditório, em que se juntavam, aos guinchos, adolescentes apedeutas adoradoras de ídolos do microfone e do disco. Nestor de Holanda apelidou as infelizes de “macacas de auditório”, o que lhe renderia hoje, nestes dias de cinismo, processos por crime de racismo ou discriminação, como você quiser. E o interessante é que o nome terá sido postergado, mas as tais “macacas de auditório” de Holanda parece que são hoje quase toda a população feminina jovem do Brasil, ganindo junto com chapeludos, botinudos e fiveludos que infestam os palcos dessa cloaca entre Oiapoque e Chuí em que nos vemos metidos e confinados sem qualquer vislumbre de escapatória. Enter.
Bem pior que o rádio, a TV só mostra porcaria grossa, e exibe um verdadeiro massacre de comerciais, hoje beirando o mais primário e apelativo, sem qualquer poesia – não como até há poucos anos, quando os comerciais eram inteligentes e muito acima da quase totalidade da programação geral. Os comerciais da Brastemp, da Cofap (do cachorrinho dachshund), de Bom Brill e outros tantos eram geniais. Ultimamente, só um de um plano de saúde aí incluindo dentista deu pra curtir. O resto são enredos estúpidos e fantasiosos, como a do lagartão que reencontra seu algoz na meninice. A bosta rala é a lei na programação e nos intervalos comerciais. Só se salvam a Rede Minas e a Cultura de São Paulo. A primeira exibe uma programação visual de muito bom gosto, embora cheia de erros de Português; a segunda, mesmo sendo um patrimônio admirável, vem caindo o nível de forma assustadora, como já visto aqui. Mas, vez por outra, dá pra ver uma ou outra apresentação de sinfônica, como os concertos da OSESP – ainda que passando constrangimentos, como ter de aturar a conduta afetada e infantil da apresentadora Estela Ribeiro, absolutamente imprópria para programas de música erudita e coisas envolvidas com isso. Enter final.
Bem que Henry Kissinger, aquele degenerado secretário dos globalizadores, declarou, lá pros anos 60, a respeito do “Brizêu”: “Não queremos um tigre asiático abaixo do Equador”. Dito e feito: transformaram o Brasil num puteiro, como disse Cazuza, e numa cloaca, também num inferno. Ainda bem que não tenho mais toda uma vida nesta terra desgraçada. Ai dos que ainda estão no começo das suas... pois esse inferno vai arder todo, logo, loguinho. E viva Santo Expedito! Oremos. Bye, babes!
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